A Fundação
Os Arquitectos
A Documentação
Património Edificado
Investigação
Edições
Conferências
Colóquios
Exposições
Cursos
Visitas Guiadas
Viagens Culturais
Outras iniciativas
Gravações vídeo
Newsletter
Contactos
Loja
Destaques
Carrinho de Compras
Arquivo digital
Catálogo bibliográfico
facebook
facebook

2017 - Teixeira Lopes e Pinto do Couto: escultores portugueses e suas obras no Brasil
2016 - CMS | Poética urbana. Aproximações à ideia e à imagem da cidade através da palavra literária
2016 - Centenário da Avenida da Cidade: Conferências-Debate
2015 - CMS | Casas Ermas. A arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do moderno
2015 - Una pequeña casa. 1923
2014 - CMS | Arquitectura, a Praça da Autonomia e o Boulevard da Epistemologia
2013 - CMS | Arquitectura e Património - Dos tempos da História ao tempo do Projecto
2013 -  Marques da Silva: Imagens e Memórias | Ciclo de conferências
2012 - Jornada de Conferências Fernando Távora Modernidade Permanente
2012 - CMS | Architectural research from a canadian point of view
2012 - O legado do arquiteto Marques da Silva: ensino, projeto e obra
2011 - CMS | Anamnese: arquiteturas imaginadas e arquiteturas míticas em Portugal (1100-1600)
2010 - CMS | O Liceu Alexandre Herculano, no Porto. História, projecto e transformação
2009 - CMS | Documentos e Arquivos de Arquitectura: Príncipios, estratégias, metodologias e instrumentos de gestão
2008 - CMS | Arquitectos, Engenheiros, Antropólogos: Estudos sobre Arquitectura Popular no Séc. XX Português

 

 

 

 

 

Teixeira Lopes e Pinto do Couto: escultores portugueses e suas obras no Brasil
Conferência de José Francisco Alves
27 de abril, Palacete Lopes Martins, 18:00


Teixeira Lopes, Monumento ao General Bento Gonçalves. © José Francisco Alves
 

 

A Fundação Marques da Silva vai acolher, no próximo dia 27 de abril, no Palacete Lopes Martins, José Francisco Alves, Professor de Escultura do Atelier Livre de Porto Alegre (Brasil), Doutor em História da Arte e membro do ICOM, AICA e ICOMOS, para uma conferência sobre a obra desenvolvida no Brasil por António Teixeira Lopes (1866-1942) e Rodolfo Pinto do Couto (1888-1945).

Na sessão, serão apresentados os resultados da pesquisa em curso sobre as obras destes dois grandes escultores portugueses do final do Séc. XIX e princípios do Séc. XX. Formados no Porto, ambos prosseguiram os seus estudos em Paris, tendo posteriormente encetado carreiras artísticas de sucesso, com passagem pelo Brasil. De Teixeira Lopes, este país possui duas obras monumentais, o Monumento ao General Bento Gonçalves, inaugurado em 1909 na cidade de Rio Grande, extremo sul, e as Portas Monumentais da Igreja da Candelária, no centro da cidade do Rio de Janeiro, inauguradas no mesmo ano. Por sua vez, Pinto do Couto, que viveu no Brasil cerca de 25 anos e foi casado com a escultora brasileira Nicolina Vaz de Assis, manteve um movimentado e influente ateliê no Rio de Janeiro, antes de regressar ao Porto. Das numerosas obras realizadas, destaca-se o Monumento Tumular do Senador Pinheiro Machado, em Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul.

Refira-se que Teixeira Lopes, durante a sua estadia em Paris, “n´esse centro de visões estonteadoras, n´esta grande Escola Internacional”, iniciou com José Marques da Silva e Veloso Salgado, uma relação de amizade e de cumplicidade artística que haveria de prolongar-se durante o resto das suas vidas, estando a sua obra documentada nas coleções de escultura e na correspondência epistolar pertencentes ao acervo de Marques da Silva, assim como presente em alguns dos edifícios projetados por este arquiteto para a cidade do Porto.

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço
Palacete Lopes Martins, Pr. do Marquês de Pombal, nº 30, Porto

Ver álbum fotográfico

 

 

 

 

Conferência Marques da Silva
Poética Urbana. Aproximações à ideia e à imagem da cidade através da palavra literária
Marta Llorente Dìaz

24 de outubro | 18h30 | Auditório Fernando Távora - FAUP

 

 

 

"Poética Urbana. Aproximações à ideia e à imagem da cidade através da palavra literária", por Marta Llorente Díaz, vai ser a décima Conferência Marques da Silva, uma iniciativa da Fundação Marques da Silva que conta, desde a primeira edição, com o apoio da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Realiza-se no Auditório Fernando Távora e está integrada no programa ARQ OUT | Mês da Arquitectura 2016.  A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço.


Sinopse
Sob o termo genérico “poética urbana” referimos o conjunto de textos que possuem uma intenção estética relativa ao contexto urbano; por outras palavras, à literatura urbana. Consideramos a palavra literária vinculada ao espaço urbano porque revela a realidade de um modo distinto do de outros sistemas de representação. A sua proximidade ao sujeito da experiência convertem-na em algo necessário para a compreensão dos espaços onde se movimenta a vida. A cidade tem sido criada e recriada verbalmente, poeticamente, e estas imagens literárias acompanham a nossa experiência real. Os relatos e a poesia mostram-se necessários para desvelar e afirmar os últimos motivos da realidade urbana. Através da literatura, abordaremos a cidade na sua formação histórica, mas também os espaços da suburbanidade, a periferia, os bairros degradados, os múltiplos campos que as cidades reservam nas suas capas de sentido, geram em seu redor, negam na aparência, mas fundam por necessidade.

Propõe-se uma breve aproximação à formação da “poética” urbana, a partir da era da industrialização, compreendida como diálogo com a realidade da cidade contemporânea, até ao presente. Abordar-se-á a formação das primeiras poéticas que mostram uma cidade real, como meio e argumento, desde princípios do século XX (Ezra Pound, T. S. Eliot), procurando e expondo as raízes desta proximidade entre literatura e espaço habitado. Focaremos, em particular, a tradição literária em língua castelhana (Federico García Lorca, Juan Goytisolo, Jaime Gil de Biedma, Luis Martín Santos, Paco Candel, Joan Margarit, Javier Pérez Andujar), mas observando as suas relações com a literatura europeia. O objetivo será debater a imagem da cidade, considerada como uma ideia universal ou como um lugar concreto do mundo. Abriremos o debate para a aproximação a outras literaturas e outras cidades que formam os espaços em que se tem evoluído a nossa vida e a nossa cultura.
 

 

Nota biográfica

Marta Llorente Díaz, natural de Barcelona, é arquiteta (1982), doutorada pela Universidade Politécnica da Catalunha (1992). Estudou Belas Artes, especialidade de Pintura, pela Faculdade de Belas Artes de Barcelona (1986), e Música, piano e harmonia, no Conservatório do Liceo (1977).
É Professora titular do Departamento de Composición Arquitetónica da Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona (UCP), onde, entre várias ações docentes e de investigação, coordena o grupo de investigação “Arquitectura, ciutat i cultura. Una perspectiva antropológica de l´espai construit i habitat”. Como investigadora, conferencista ou curadora de exposições, tem colaborado com vários instituições culturais e universidades, espanholas e internacionais. Escreve regularmente em periódicos e revistas especializadas sobre teoria e crítica arquitetónica, e sobre a relação entre as artes. É autora e co-autora (com Eugenio Trías e Pedro Azara) de bibliografia de referência no âmbito da arte, da antropologia e da arquitectura, entre outros: "El saber de la arquitectura y de las artes", Barcelona, UPC, 2000;  "Topología del espacio urbano. Palabras, imágenes y experiencias que definen la ciudad", Madrid, MLL Ed., 2014; "La ciudad: huellas en el espacio habitado", Barcelona, Acantilado, 2015.
 

Ver cartaz

Ver síntese e álbum fotográfico da sessão

Ver Video da conferência

 

 

 

 

 

 

No Centenário da Avenida - Módulo 2: Conferências-debate
Do plano abstrato à cidade real



É o segundo módulo do programa de evocação do "Centenário da Avenida da Cidade" e pretende pôr em evidência a importância da conceção original para a avenida e a sua evolução no contexto específico da cultura portuense. A questão do ponto de partida acabou por estabelecer a caraterização espacial do Centro Cívico do Porto, transformando um plano abstrato de intenções formais como foi o estudo de Barry Parker de 1915, numa cidade real ao serviço do povo. Quais foram as circunstâncias e a natureza dos confrontos de ideias havidos nas primeiras décadas do século XX, que fixaram o desenho concreto da Avenida de hoje. As sessões, moderadas por Domingos Tavares, decorrem no Café-Concerto do Teatro Rivoli do Porto e são de entrada livre.


19 de setembro, às 19:00:
“A teoria de Centro Cívico em Raymond Unwin e o projecto de Barry Parker para o Porto”. Professor Andrew Saint e Professor Rui Tavares.

Como se explica que, sendo a comunidade artística portuense fortemente marcada pela formação francesa das Beaux-Arts, em total sintonia com os sectores liberais e burgueses que delinearam o quadro ideológico da República, se tenha recorrido a um projectista inglês? E como compreender a natureza da resistência na concretização desse projeto por parte de José Marques da Silva, José Teixeira Lopes, António Correia da Silva, ou mesmo as críticas de Gaudêncio Pacheco, o engenheiro chefe dos serviços municipais? Estas e outras questões serão debatidas na primeira sessão onde Andrew Saint, coordenador geral do projeto Survey of London, e Rui Tavares, historiador e professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, se encontram para abordar a ideia de Centro Cívico no conceito teórico de Raymond Unwin e a proposta do seu companheiro de grupo, Barry Parker, para a concretização do novo centro cívico da cidade do Porto.


A comunicação de Andrew Saint teve como título, Raymond Unwin, «Barry Parker and British Town Planning of the Early Twentieth Century in Theory and Practice», e a de Rui Tavares,  «Barry Parker e o Plano do Centro Cívico – um programa político municipal republicano para a refundação urbana da Cidade do Porto».

 

Ver álbum fotográfico e síntese da sessão
Ver Cartaz 

Nota: a intervenção de Andrew Saint não será traduzida




26 de setembro, às 19:00: "A ideologia do boulevard: das experiências de Paris à refundação". Professora Elisabeth Essaïan e Professor Manuel Mendes.
Sob o impulso da expansão industrial na Alemanha e a compreensão da necessidade do planeamento geral das cidades, cresce na Europa a ideologia urbanística e a generalização dos modelos de vanguarda na reconstrução e expansão das cidades. Um certo culto das experiências de Paris sob o padrão dos boulevards foi largamente experimentado na refundação das cidades europeias e enaltecido pela cultura portuense. A partir de uma apresentação do exemplo de Moscovo, propõe-se a reflexão sobre outras analogias. Como, por exemplo, a semelhança entre a Praça Stanislau, em Praga, e a Avenida das Nações Aliadas, no Porto, instalada no terreno poucos anos mais tarde.

 

A comunicação de Elisabeth Essaïan tem como título, «From bulvar to magistral. Crossed history of words and forms in Russian and soviet urban design», e a de Manuel Mendes, «Na terra da pedra, fazer obra de massa. "Que não se acoime de utopia tudo quanto há de mais realidade"»


Ver álbum e síntese da sessão
Ver Cartaz

Nota: a conferência de Elisabeth Essaïan, “From bulvar to magistral. Crossed history of words and forms in Russian and soviet urban design”, será proferida em inglês.




3 de outubro, às 21h30: “A Avenida da Cidade como síntese urbana do republicanismo portuense”. Professor Paulo Pereira e Professor Domingos Tavares.
Como se transformou um plano abstrato de intenções formais, por vezes contraditórias, numa cidade real ao serviço do povo? No confronto entre os planos, os projetos e a realidade, Paulo Pereira e Domingos Tavares propõem-se refletir sobre as práticas culturais na Baixa do Porto e o que acabou por definir o centro cívico. Na Avenida das Nações Aliadas temos um exemplo desse entusiasmo pela definição de uma imagem de carácter monumental com recurso ao tratamento arquitetónico das fachadas que configurariam o progresso e as perspetivas quanto às futuras dinâmicas urbanas, onde à proposta homogénea de matriz britânica do traçado urbano original, se veio sobrepor a heterogeneidade de matriz francesa impulsionada pelos nossos arquitectos de formação Beaux-Arts.

A comunicação de Paulo Pereira tem como título, «A direito: trilhos, caminhos, ruas e avenidas».
 

Ver álbum e síntese da sessão
Ver Cartaz


Consulta Programa geral

 
 

Notas Biográficas

Andrew Saint
É desde 2006 o Coordenador Geral do Survey of London, um projeto dedicado ao levantamento da história dos edifícios londrinos. Formado em Estudos Clássicos, pela Universidade de Oxford (1965-9) e doutorado no Instituto Warburg, da Universidade de Londres, em 1971, Andrew Saint iniciou a carreira docente na Universidade de Essex. Um interesse especial pela História da Arquitectura, em particular do século XIX, levaram à sua nomeação para editor do projeto Survey of London, cargo que ocupou entre 1974 e 1986. O primeiro livro publicado, uma biografia do arquitecto Norman Shaw, foi lançado em 1976 (reeditado em 2010), seguindo-se The image of the Architect (1983); Towards A Social Architecture: The Role of England in Post-War School-Building (1987); e Architect and Engineer: A Study of Sibling Rivalry (2007). Entre 1995 e 2006, foi professor do Departamento de Arquitectura da Universidade de Cambridge. Com o regresso ao projeto Survey of London, em 2006, a sua pesquisa tem sido maioritariamente centrada na continuidade das séries editoriais, tendo sido publicados 6 volumes, desde 2008, num total de 50 volumes. A área de investigação histórica tem vindo a incidir sobre a temática das cidades, sob todas as suas manifestações, edifícios escolares e profissões ligadas à construção.


Rui Tavares
Aveiro, 1957. Historiador e Doutorado em História da Arte Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto com a Dissertação "Recentrocidade. Memória e Refundação Urbana. Território. Cidade. Arquitectura" (2013). Professor Auxiliar da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto em História da Arquitectura Antiga e Medieval e História da Cidade do Porto. Investigador do Centro de Estudos Arquitectura e Urbanismo da Universidade do Porto – Faculdade de Arquitectura (CEAU-FAUP/FCT), no grupo PACT (Património da Arquitectura, da Cidade e do Território) e no grupo AMH (Arquitectura e Modos de Habitar). Integrou a Comissão organizadora do IV SLBCH (Simpósio Luso-Brasileiro de Cartografia Histórica (Porto, 2011) e a Comissão Científica da “I Conferência Filantropia e Arquitectura - Periodo 1880-1920” na CITAD- Universidade Lusíada (Lisboa 2012). Membro do IPHS (International Planning History Society - Londres) e Membro da Comissão Permanente do CIHEL (Congresso Internacional de Habitação em Espaço Lusófono - Lisboa). Entre as principais publicações - “Da Avenida da Cidade ao Plano para a Zona Central: a intervenção de Barry Parker no Porto”(Porto-CMP,1985-1986).


Domingos Tavares (moderador e comissário do programa)
Domingos Tavares, arquitecto, professor jubilado, é actualmente coordenador do Grupo de Investigação Atlas da Casa do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
Desenvolve estudos sobre o tema “Erudito e Popular na Arquitectura Portuguesa”.
Como projectista é autor de diversos trabalhos de arquitectura, sendo a sua obra apresentada em várias exposições e publicações especializadas.
Publicou os livros Da rua Formosa à Firmeza (ESBAP, 1983), Miguel Ângelo, a aprendizagem da arquitectura (FAUP, 2002), Francisco Farinhas, realismo moderno (DAFNE, 2007), a colecção de Sebentas de História da Arquitectura Moderna (23 Vol. DAFNE, 2004/2014) e Casas de Brasileiro – erudito e popular na arquitectura dos torna-viagem (DAFNE, 2015).

 

Elisabeth Essaïan, arquiteta doutorada pela Universidade de Paris, em 2006. Foi investigadora convidada do Centre Canadian d´Architecture (CCA), em 2011, e bolseira, entre 2008-2009, na Villa Medicis. A sua tese de doutoramento, Le Plan général de reconstruction de Moscou de 1935. La ville, l’architecte et le politique. Héritage culturel et pragmatisme économique, orientada por Jean-Louis Cohen, foi duplamente reconhecida com a atribuição do prémio para a melhor tese com a “cidade” como tema (PUCA/APERAU/CERTU) e do prémio da Academia de Arquitetura francesa. É professora de arquitetura e urbanismo na Ecole Nationale Supérieure d´Architecture de Paris-Belleville (ENSAPB) e investigadora residente no laboratório Unité mixte de recherche “Architecture Urbanisme Société : Savoir Enseignement Recherche” (IPRAUS/UMR AUSser). Também lecciona na Faculdade de Ciências Políticas de Paris (Sciences Po), e no Smith College (Reid Hall, Paris). A investigação que tem vindo a desenvolver foca-se nos processos de planeamento urbano, relações culturais entre os profissionais e personagens políticos, a terminologia das cidades soviéticas e a sua representação visual. Os principais tópicos das suas últimas experiências passam pelos processos criativos e cartográficos. Recentemente publicou Secrets de fabriques (2014), foi curadora da exposição "Explorations figuratives. Nouvelles lisibilités du projet" (ENSAPB, 2015). Está a preparar uma nova exposição, "Lina Bo Bardi: enseignements partagés", em colaboração com Sapienza, Universidade de Roma, e o Institutto Bo Bardi, a inaugurar em 2017.

Manuel Augusto Soares Mendes, arquitecto, docente na Faculdade de Arquitectura da U.Porto na área da História e Teoria da Arquitectura, desenvolve trabalho de investigação na área da arquitectura do século XX, nomeadamente a componente portuguesa e portuense, tendo publicado regularmente trabalhos escritos em revista e livro. Projetou, programou, (co-)organizou acontecimentos relativos ao património e conhecimento da arquitetura. Entre 1992 e 2006, reorganizou e dirigiu o Serviço de Editorial da FAUP. Entre 2001 e 2008, integrou o Conselho Editorial da Editora da U. Porto. Desde 1998, é o docente responsável pelo Centro de Documentação de Urbanismo e Arquitectura da FAUP.

 

Paulo Pereira Historiador de Arte, Mestre em História de Arte pela Universidade Nova de Lisboa e Doutor em História da Arquitectura pela FAUTL. Participou como conferencista convidado em diversos seminários, palestras e congressos em Portugal, Espanha, França (CNRS), Alemanha, Itália, EUA e Brasil e colaborou e diversos catálogos relativos a temas da disciplina. Organizou diversas exposições em Portugal e no estrangeiro.. Foi Vice-Presidente do IPPAR entre 1995 e 2002. Dirigiu a História de Arte Portuguesa, em 3 vols, do Círculo de Leitores. Publicou a obra, em 8 vols. Lugares Mágicos de Portugal, no Círculo de Leitores, 2004-2005. Foi co-director da exposição Neue Welten (Novos Mundos), mostrada no Deutsche Historisches Museum, de Berlim. Publicou o volume Arte Portuguesa. História Essencial (Temas & Debates, 2011,). Publicou também a colecção Decifrar a Arte Portuguesa (Círculo de Leitores, 8 vols, 2014) É professor auxiliar da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa.

 

 

 

 

 

Conferência Marques da Silva 2015
Casas Ermas. A arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do moderno
por Luís Soares Carneiro

21 de outubro | 18h30 | Auditório Fernando Távora - FAUP

 


Estrada da vida, Fernando Taborda, 1954 © Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado

 

A Fundação Marques da Silva, em parceria com a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, promove anualmente a realização de uma conferência dedicada a temas da área da cultura Arquitectónica e Artística, domínios privilegiados de ação da instituição. Decorrem invariavelmente no Auditório Fernando Távora da FAUP, durante o mês de outubro, mês de nascimento da figura tutelar e agregadora do ciclo, o  Arquiteto José Marques da Silva,

 

A edição de 2015, a nona desde o seu lançamento, tem como conferencista convidado o Arquiteto Luís Soares Carneiro, Professor na FAUP e autor da monografia A Estranheza da Estípite. Marques da Silva e o(s) Teatro(s) de S. João, publicada pela Fundação Marques da Silva. A conferência terá lugar no próximo dia 21 e tem como tema Casas Ermas. A arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do moderno. Nela será abordada a obra de dois arquitetos, os irmãos Rebelo de Andrade, que, embora muito ativos na primeira metade do século XX, foram depois esquecidos e apagados dos livros de arquitetura por uma historiografia parcial. Uma leitura sem nostalgia por uma época perdida, sem espírito conservador, sem propósitos revisionistas, que procura entender a arquitetura de um outro tempo para poder reavaliar e reconsiderar as categorias críticas e historiográficas atuais. E, por essa via, poder olhar de modo mais sábio para nós próprios.  Inserida na programação da ARQ OUT | Mês da Arquitectura 2015, contará com a presença da Presidente do Conselho de Administração da FIMS, Professora Maria de Fátima Marinho, e do Diretor da FAUP, Professor Carlos Guimarães.


Entrada livre, sujeita à lotação do espaço
 

Sinopse
A Conferência “Casas Ermas. A arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do moderno” apresenta a obra de dois arquitetos que, embora muito ativos na primeira metade do século XX, foram depois esquecidos e apagados dos livros de arquitetura por uma historiografia parcial. 
As suas obras evocam uma época na qual as regras de composição, o talento artístico, o saber artesanal, e sobretudo a consciência de uma continuidade desejada com o passado, os fazia procurar uma modernidade compatível com a cultura portuguesa da época. Vivendo entre um saber apoiado num passado que acreditavam ainda válido e produtivo e a emergência revolucionária de uma modernidade cujo desajuste era notório com a realidade portuguesa, defenderam um ramo da modernidade que a história mostraria, mais tarde, improcedente. Casas ermas, portanto.
As razões da historiografia que os esqueceu e a necessidade da sua crítica e revisão, assim como a colocação de hipóteses para uma diferente instrumentação teórica suscetível de enquadrar, de um novo modo, arquiteturas “outras”, completam a apresentação.
Sem nostalgia por uma época perdida, sem espírito conservador, sem propósitos revisionistas, procura-se entender a arquitetura de um outro tempo para poder reavaliar e reconsiderar as categorias críticas e historiográficas atuais. E, por essa via, poder olhar de modo mais sábio para nós próprios.


Nota Biográfica

Luís Soares Carneiro é Arquiteto e Professor Associado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Licenciado pela ESBAP em 1987 e Doutorado pela UP em 2003. Projeta, ensina, escreve, faz conferências e participa em encontros nacionais e internacionais. Trata sobretudo de temas relacionados com Teatros, Habitação Colectiva e História da Arquitetura Portuguesa.

 

Organização: Fundação Marques da Silva
Apoio: Faculdade de Arquitectura da UP
Apoio à divulgação: OASRN/ARQOUT Mês da Arquitectura 2015
 

Ver Cartaz
Consultar folha de sala

Ver Síntese e Álbum fotográfico da Conferência
 

Ver Vídeo Parte 1 e Parte 2

 

 

 

 

Una pequeña casa. 1923, por Josep Quetglas
Casa-Atelier José Marques da Silva

27.09.2015 | 18:00h | Entrada livre

 


© fotografias de Ana Luísa Rodrigues

 

A Pequena Casa de Corseaux, projetada em 1923 por Le Corbusier (1887-1965) e Pierre Jeanneret (1896-1967), próxima de Vevey, nas margens do Lago de Genebra, foi habitada pelos pais de Le Corbusier e, posteriormente, pelo seu irmão, o músico Alfred Jeanneret. Atualmente acolhe a Associação Villa «Le Lac»  Le Corbusier. Por ocasião dos 50 anos da morte de Le Corbusier, homenageia a sua visão e génio expondo 10 propostas para extensão do projeto original da autoria de alguns dos mais importantes arquitetos contemporâneos, entre eles Álvaro Siza.

Josep Quetglas (Mallorca, 1946), arquiteto, catedrático da Escola T.S. d´Arquitectura de Barcelona até à sua jubilação. Publicou numerosos livros e artigos sobre arte e arquitetura moderna, cite-se "Der gläserne Schrecken. Imágenes del Pabellón de Alemania" (2001), e muito particularmente sobre Le Corbusier, entre os quais, "Les Heures Claires. Proyecto y arquitectura en la villa Savoye de Le Corbusier y Pierre Jeanneret" (2008).

 

Conferência integrada no programa das Jornadas Europeias do Património 2015: Casa-Atelier José Marques da Silva: recomeçar na continuidade

 

 

 

 Conferência Marques da Silva 2014

 Arquitectura, a Praça da Autonomia e o Boulevard da Epistemologia
José António Bandeirinha

 

 

A oitava edição das Conferências Marques da Silva, uma iniciativa anual da  Fundação Marques da Silva, em parceria com a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto,  terá como conferencista o Professor José António Bandeirinha que se propõe refletir sobre as bases da autonomia da Arquitectura, convocando, para esse fim, argumentos de ordem histórica que possam ajudar  a perspectivar o entendimento da sua circunstância contemporânea. A conferência tem como título Arquitectura, a Praça da Autonomia e o Boulevard da Epistemologia.

A entrada é livre, estando condicionada à lotação do espaço

 

Download do Cartaz
Download da Folha de Sala


Ver vídeo
 

Download do discurso da Presidente do CA da Fundação

 

 

 

Conferência Marques da Silva 2013

Arquitectura e Património – Dos tempos da História ao tempo do Projecto

Gonçalo Byrne

 


Gonçalo Byrne, Teatro Thalia, Lisboa, 2008. Fotografia de Duccio Malagamba.

 

Data 24 de outubro de 2013
Local Auditório Fernando Távora | Faculdade de Arquitectura da UP
Hora 18h30

 

Entrada livre sujeita à lotação da sala

 

A sétima edição das Conferências Marques da Silva, anualmente organizadas pela Fundação Marques da Silva, com o apoio da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, realiza-se no dia 24 de outubro, no auditório Fernando Távora, da FAUP, tendo como conferencista o arquiteto Gonçalo Byrne. O tema proposto será uma reflexão sobre Arquitectura e Património - Dos tempos da História ao tempo do Projecto.

 

Sinopse

A condição transitória do projecto entre uma preexistência e outra necessariamente pós, tão presente hoje em dia na regeneração arquitectónica e urbana, poderá, em última análise, pôr em evidência a dimensão de reciclagem inerente ao próprio acto arquitectónico, se entendermos arquitectura como acto transformador, quer seja um sítio na paisagem, um vazio urbano ou um edifício existente. Entre o exclusivo restauro, que consolida as estruturas edificadas dum longínquo passado sem conseguir repôr as condições de vida que lhe deram origem, e a total e exclusiva inovação igualmente impossível pelas condições de raiz temporal da arquitectura, prefiro o termo albertino de “istituitio”, ou seja, a arquitectura como acto refundador.

 
Consultar biografia e resumo curricular de Gonçalo Byrne

Consultar folha de sala

Ver video

 

Para efeitos de admissão na Ordem dos Arquitectos, esta conferência equivale a um crédito de "Formação em Matérias de Arquitectura".

 

Apoios:

 

 

 

 Marques da Silva: Imagens e Memórias | Ciclo de conferências

 

 

 

Para aprofundar algumas das perspetivas de leitura e de interpretação suscitadas pela exposição de pintura "Marques da Silva: Imagens e Memórias" vai realizar-se um ciclo de conferências que conta com as intervenções de Domingos Tavares, Leonor Soares e Artur Vasconcelos.

As conferências, de entrada livre, realizar-se-ão durante o mês de fevereiro, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, às 21h30, de acordo com o seguinte calendário:
 
7 de fevereiro:
          Porto 1900: arquitectura e cidade na transição do século
          Domingos Tavares

14 de fevereiro:
           Tempos da Artes Plásticas nos tempos de Marques da Silva: alterações da ordem
           Leonor Soares
 
21 de fevereiro:
           Da investigação ao projeto de exposição: notas de um percurso
          Artur Vasconcelos

 


 Jornada de Conferências Fernando Távora Modernidade Permanente

 

22.11.2012

 

No âmbito do projecto Fernando Távora Modernidade Permanente, terá lugar, no Auditório Nobre da Universidade do Minho, Campus de Azurém, em Guimarães, uma jornada de Conferências sobre o legado de Fernando Távora. Foram convidados cinco conferencistas, que nos irão dar uma perspectiva diversificada e abrangente acerca uma obra complexa e rica de referências, como o foi a de Távora. William Curtis, Manuel Mendes, Jorge Figueira, Max Risselada e Daniele Vitale irão abarcar os diferentes contextos espaciais e temporais em que essa obra foi desenvolvida, do local ao internacional, dos tempos decididos do Movimento Moderno aos tempos de revisão e reformulação das premissas que lhe eram subjacentes.


Comissário

Alexandre Alves Costa

Hora e local
22 Novembro, 09h30 – 19h00
Auditório Nobre da Universidade do Minho
Campus de Azurém, Guimarães

Preço
Geral – €5.00
Estudantes – €2.50

Registo e Participação nas conferências

CONFERÊNCIAS ESGOTADAS
 

Programa

0930 Abertura, Vincenzo Rizo, João Serra, Alexandre Alves Costa
1000 Daniele Vitale, apresentado por Madalena Pinto da Silva
1100 Coffee Break
1130 Manuel Mendes, apresentado por Ivo Oliveira
1230 Lançamento do catálogo “Fernando Távora: Modernidade Permanente”, apresentado por José António Bandeirinha.

1300 Almoço

1430 Jorge Figueira, apresentado porSergio Fernandez
1530 Coffee Break
1600 Max Risselada, apresentado por Nelson Mota
1700 William Curtis, apresentado por Francisco Ferreira
1800 Encerramento por Álvaro Siza

Para efeitos de admissão na Ordem dos Arquitectos, as Conferências estão creditadas com 4 créditos em "Formação em Matérias de Arquitectura


Nota: A lotação está esgotada, mas em três auditórios da Universidade é possível assitir à transmissão em tempo real

 


Conferência Marques da Silva 2012

Architectural research from a canadian point of view

Alexis Sornin

 A edição 2012 do ciclo de Conferências Marques da Silva, a proferir por Alexis Sornin, Diretor do Centro de Estudos do Canadian Centre for Architecture, tem como título “Architectural research from a canadian point of view”.

Decorre no próximo dia 11 de outubro, pelas 18h30, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitectura da U.Porto, e constitui uma oportunidade privilegiada para refletir sobre a investigação arquitetónica que tem vindo a ser desenvolvida na América do Norte e Europa Ocidental a partir de uma perspetiva construída com base no trabalho realizado pelo Canadian Centre for Architecture.

Este ciclo de conferências, de periodicidade anual, é promovido pela Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva com o apoio da Faculdade de Arquitectura da U. Porto.
Para efeitos de admissão na Ordem dos Arquitectos, esta conferência equivale a um crédito de "Formação em Matérias de Arquitectura".

A conferência será proferida em inglês, sem tradução
Entrada livre, limitada à capacidade da sala.

Consultar folha de sala
Ver vídeo



Apoios:

 

 

 

O legado do arquiteto Marques da Silva: ensino, projeto e obra

 

 

A Arquitetura de José Marques da Silva conformou o espaço urbano da cidade do Porto no início do século XX através de um conjunto de equipamentos e espaços que lhe deram um  carácter cosmopolita e europeu. Neste sentido, o centro do Porto é ainda hoje a cidade de Marques da Silva onde se relaciona a tradição com a modernidade da sociedade burguesa.

É possível compreender a importância das suas obras na construção da cidade e da sociedade através do seu legado, que não se confina apenas aos espaços construídos, mas também ao vasto conjunto documental do seu atelier e ao método de ensinar que fundou a Escola do Porto.
Preservar a Arquitetura de Marques da Silva é também preservar o seu legado nestas três dimensões: ensino, projeto e obra.

 

 

Conferência Marques da Silva 2011

Anamnese: arquiteturas imaginadas e arquiteturas míticas em Portugal (1100-1600)

Paulo Pereira

 

 Local: Auditório Fernando Távora (FAUP), 18h00, entrada livre


A Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva, com o apoio da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, promove mais uma edição do ciclo anual de Conferências Marques da Silva.   

Anamnese: arquiteturas imaginadas e arquiteturas míticas em Portugal (1100-1600)
, é o título da conferência deste ano, a proferir pelo Dr. Paulo Pereira, reconhecido especialista em iconologia da arquitetura e em temas de património.

Na mesma ocasião será feito o lançamento da edição da Conferência Marques da Silva 2010, O Liceu Alexandre Herculano, no Porto. História, projecto e transformação, da autoria do Professor Alexandre Alves Costa.


Consultar folha de sala
Ver vídeo



Para efeitos de admissão na Ordem dos Arquitectos, esta conferência equivale a 1 crédito de «Formação em Matérias de Arquitectura».

Apoios:

 

 

 

Conferência Marques da Silva 2010

O Liceu Alexandre Herculano, no Porto. História, projecto e transformação

Alexandre Alves Costa

Local: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, entrada livre

Ver vídeo


A Conferência Marques da Silva 2010, a proferir pelo Professor Arquitecto Alexandre Alves Costa, incidirá sobre os seguintes pontos:

1.A difícil procura da racionalidade. A Instrução Pública e o projecto moderno do liceu. Os novos programas.
É nos temas públicos e funcionais que Ventura Terra ou Marques da Silva, entre outros, darão as suas melhores contribuições distinguindo-se obras que articulam, no seu racionalismo inteligente, propostas de um funcionalismo mais actual. Os projectos para os liceus serão disso os melhores exemplos.

2. Leitura da evolução do pensamento de Marques da Silva através do processo de desenho na elaboração do projecto do Liceu Alexandre Herculano. Do projecto académico “fechado e objectual” para uma maior abertura e flexibilidade: a cidade, transformação e crescimento, melhores condições de conforto ambiental e vivencial.

3. O projecto de remodelação, conceitos e práticas. Os limites da intervenção transformadora. O edifício pré-existente como regra para o possível ou como fronteira para o impossível. Tipologia e morfologia, escala e linguagem, o terreno disponível, adaptação dos espaços internos. O novo como mais-valia não ostensiva em homenagem ao Mestre.

Na mesma ocasião será feito o lançamento da edição da Conferência Marques da Silva de 2009, «Documentos e Arquivos de Arquitectura», do Dr. João Vieira.


Nota: Para efeitos de Admissão na Ordem dos Arquitectos, esta conferência equivale a 1 crédito de «Formação em matérias opcionais de arquitectura»
 

 

 

Conferência Marques da Silva 2009

Documentos e Arquivos de Arquitectur: Princípios, estratégias, metodologias e instrumentos de gestão

João Vieira

 

Local: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, entrada livre.
Ver vídeo


A Conferência Marques da Silva 2009, a proferir pelo Dr. João Vieira, Director do SIPA-IHRU, incidirá sobre a temática dos arquivos de arquitectura.
A partir da problematização dos conceitos de documento e de arquivo de arquitectura, serão estabelecidas distinções e semelhanças relativamente a outras tipologias de documentos e arquivos, e aferidas expectativas e potencialidades da sua utilização por parte não só das respectivas entidades produtoras, como também das comunidades científica e dos cidadãos em geral. Serão também abordadas as políticas e estratégias, as metodologias e os instrumentos de processamento técnico e de gestão documental mais adequados tendo em vista a salvaguarda e a valorização organizacional e social dos documentos e arquivos de arquitectura, sendo sublinhada a importância que, nesse sentido, assumem a cooperação e o networking. A título de exemplo, será ainda apresentado o SIPA – Sistema de Informação para o património Arquitectónico, um dos mais relevantes sistemas de informação e documentação arquitectónica, urbanística e paisagística desenvolvidos pelo Estado
português.

 
Nota: Para efeitos de admissão na Ordem dos Arquitectos, esta conferência equivale a 1 crédito de «Formação em Matérias de Arquitectura»



Conferência Marques da Silva 2008

Arquitectos, Engenheiros, Antropólogos: Estudos sobre Arquitectura Popular no Séc. XX Português

João Leal

 

Local: Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, entrada livre.

 

Como noutros países europeus, também em Portugal a arquitectura popular foi ao longo do século XX objecto privilegiado do interesse de intelectuais de extracção variada, especialmente de arquitectos e antropólogos. Esse interesse começou por se desenvolver entre os arquitectos ligados ao movimento da “Casa Portuguesa”, liderado por Raul Lino. Tendo-se iniciado na viragem do século XIX para o século XX, o movimento da “Casa Portuguesa” estava ainda activo nos anos 1940 e 1950 e foi central tanto nas tentativas do Estado Novo de impor um estilo arquitectónico oficial, como nos modos de representação do cultura popular promovidos pelo regime. As principais ideias defendidas pelo movimento da “Casa Portuguesa” viriam entretanto a ser postas em causa por outras aproximações ao tema, como aquelas que foram propostas: (a) pelo “Inquérito à Habitação Rural”, que teve lugar no início dos anos 1940 e foi conduzido por um grupo de engenheiros agrónomos preocupadas com as condições habitacionais existentes nas áreas rurais portuguesas; (b) pelo “Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal” organizado no final dos anos 1950 por um grupo diversificado de arquitectos modernos hostis ao movimento da “Casa Portuguesa”; (c) e, finalmente, pelas pesquisas conduzidas pelo antropólogo Ernesto Veiga de Oliveira e seus colaboradores no Museu de Etnologia entre 1950 e 1960.

O objectivo desta conferência é analisar as diferentes aproximações à arquitectura popular em cada um dos estudos mencionados como momentos de uma espécie de “guerra cultural” opondo diferentes visões da arquitectura e da cultura populares e distintos modos de tratamento do laço entre cultura popular e identidade nacional durante os anos do Estado Novo. As visões da ruralidade prevalecentes em cada uma destes estudos sobre arquitectura popular, as tensões entre nacionalismo e modernismo na percepção das virtualidades da arquitectura popular, as discussões sobre unidade e diversidade do país no tocante à arquitectura popular, são alguns dos tópicos que serão tratados com mais detalhe.

© fundação instituto arquitecto josé marques da silva / uporto / design: studio andrew howard / programação: webprodz