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16 de abril de 2021
O Aleixo, de Manuel Teles, "In Conflict"
Fotografia das Torres do Aleixo, Ana Jacinta Reis, 2019

O Grupo de Moradias Populares do Aleixo, projetado no início dos anos 70 pelo arquiteto Manuel Teles, com o apoio da restante equipa da Repartição de Construção de Casas da Direcção dos Serviços de Habitação da Câmara Municipal do Porto, foi começado a construir em ditadura, inaugurado na véspera da revolução e ocupado clandestinamente durante o processo revolucionário. Agora, em democracia, o Aleixo existe apenas como memória. Numa decisão geradora de acesas discussões e polémicas, foram demolidas as 5 torres que o formavam e, em 2019, realojados os últimos moradores.

Tratou-se de um singular projeto de habitação estatal, pioneiro na sua proposta espacial de relações vicinais em altura, que acompanhou a evolução da cidade e do país. Vai ser este ano apresentado em Veneza a um público internacional, no âmbito da Representação Oficial Portuguesa da Biennale Architettura 2021. Os curadores, o atelier depA architects (Carlos Azevedo, Luís Sobral e João Crisóstomo) e o curador-adjunto Miguel Santos, seleccionaram o Aleixo para a exposição "In Conflit", num gesto que seguramente trará um novo olhar sobre a obra e o seu autor. Manuel Teles faria hoje 85 anos.
 

Nota: agradece-se à arquiteta Ana Jacinta Reis a partilha desta fotografia, captada em 23 de abril de 2019, prazo limite para saída dos últimos moradores das torres.

 

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11 de abril 2021
Manuel Graça Dias e a "rua dos Dragões"
Manuel Graça Dias, Edifício para a

Estes são desenhos que projetam um futuro que nunca chegou a acontecer. Representam formas, ensaiam ideias para o preenchimento da esquina da rua dos Dragões, em Chaves. Entre demolições e a abertura de uma nova rua, este lote urbano, em 1985, perseguia um novo significado que Manuel Graça Dias tenta alcançar com a proposta de um edifício para habitação e escritórios, com um primeiro piso comercial. Em Chaves, cidade de particular afeição para este arquiteto, podemos encontrar várias obras construídas de sua autoria, delas sobressaindo o famoso edifício Golfinho. Mas estes desenhos de um cenário suspenso no tempo, apenas pensado, projetado, têm o fascínio de nos devolver o traço e o processo criativo do seu autor, enquanto nos desafiam a contrapor ao real, "ao que é", uma imagem do que poderia ter sido.

Manuel Graça Dias nasceu a 11 de abril de 1953.

 

 

 

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6 de abril de 2021
A Arquitetura e a Cidade
Mês de Arquitetura da Maia
6 de abril a 16 de maio de 2021

A partir de hoje, 17 projetos que ajudaram a construir a cidade da Maia e o seu centro, entre os quais se destacam os de José Carlos Loureiro, estarão em exposição no Fórum da Maia. São os projetos selecionados por Sérgio Amorim e Nuno Lopes para a edição 2021 do Mês da Arquitetura da Maia. A exposição, que tem por tema "A Arquitetura e a Cidade", conta com o apoio da Fundação Marques da Silva e pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 22h00. Fica patente ao público até 16 de maio.

 

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+ info: www.cm-maia

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5 de abril de 2021
Reabertura da Exposição "Mais que Arquitetura"
À sua espera!

A partir de hoje, 5 de abril, voltam a abrir-se as portas da Fundação Marques da Silva. A exposição "Mais que Arquitetura" pode ser visitada de segunda a sexta, das 14h00 às 18h00 e aos sábados, enquanto o estado de emergência assim o impuser, das 10h00 às 12h30.

 

Reveja o teaser de Paula Moura Pinheiro e venha visitar-nos. Estamos à sua espera!

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1 de abril de 2021
A Mãe de Cristo e as Santas Mulheres no Regresso do Calvário
Esquisso de Alves de Souza

Nesta quadra pascal partilhamos o Esquisso de Alves de Souza "A Mãe de Cristo e as Santas Mulheres no Regresso do Calvário". Trata-se de um trabalho em gesso, um alto relevo classificado em 6.º lugar no concurso semestral da Escola de Belas Artes de Paris. Viria por caminho de ferro para o Porto, em julho de 1910, para constar juntamente com mais três peças do autor, na 19.ª Exposição dos trabalhos escolares dos alunos da Escola Portuense de Belas Artes considerados dignos de distinção no ano letivo de 1909-1910. A peça esteve exposta com o número 185.
Hoje, tal como o painel 184, "Vítimas da Miséria", outro esquisso em gesso do mesmo autor, pertence à coleção de escultura da Fundação Marques da Silva.  Refira-se que 1910 é também o ano em que a dupla Alves de Souza e José Marques da Silva recebe a adjudicação do Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular.

Feliz Páscoa!


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30 de março de 2021
A Arquitetura e a Cidade: 17 projetos que marcaram a construção da Maia
Mês da Arquitetura da Maia #6
Fórum, 6 de abril a 16 de maio de 2021

A Arquitetura e a Cidade: 17 projetos que marcaram a construção da Maia [uma leitura da construção do centro da cidade da Maia a partir das arquiteturas e do discurso dos seus arquitetos] é o tema da 6.ª edição do Mês de Arquitetura da Maia, que se inaugura no próximo dia 6 de abril, no Fórum desta mesma cidade, obra projetada por José Carlos Loureiro.
 

Os seus curadores, os arquitetos Sérgio Amorim e Nuno Lopes, propõem "uma narrativa, entre muitas possíveis, da construção da cidade da Maia e do seu centro [...] uma visão configurada através de um conjunto de obras de arquitetura que, em si próprias, e através das relações que estabelecem com a cidade, são capazes de explicar ou, pelo menos, testemunhar, alguns dos principais processos da transformação urbana ocorrida, em particular, nos últimos sessenta anos." Trata-se de uma exposição que "pretende evidenciar o processo do “fazer arquitetura” – o imenso e extraordinário labor dos que a criam e constroem, umas vezes com maior atenção mediática, outras no silêncio do anonimato." E nela estarão expostos registos que documentam os vários projetos desenvolvidos pelo arquiteto José Carlos Loureiro para o Município da Maia.
 

Este ano com o apoio da Fundação Marques da Silva, o Mês da Arquitetura da Maia é uma iniciativa da Câmara Municipal da Maia, promovida pelo Pelouro da Cultura, sob vereação do Doutor Mário Nuno Neves.
 

Poderá ser visitada de terça a domingo, das 10h às 22h, até 16 de maio de 2021.

+ info: www.cm-maia

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29 de março de 2021
A Estação de S. Bento na televisão britânica

A Estação de S. Bento é uma das protagonistas do primeiro episódio da segunda série de Architecture the Railways Built. E foi André Tavares quem deu a conhecer o projeto a Tim Dunn, o apresentador deste programa produzido pela Brown Bob Productions para a UKTV Play. Nada como acompanhá-lo e voltar a olhar para esta obra de Marques da Silva. Há sempre algo de novo a descobrir!
 

Architecture the Railways Built (episode Wemyss Bay)

 

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27 de março de 2021
Um Teatro Azul em Dia Mundial

Falar de Teatro é também falar de Arquitetura. Quando em 1998 Manuel Graça Dias e Egas José Vieira abraçaram o desafio de pensar um Teatro para Almada tinham apenas à sua disposição um sítio anónimo à espera de um qualquer acontecimento, um rarefeito baldio incompleto. Do compromisso entre forma e função foi nascendo um edifício embrulhado em cor: o Teatro Azul. Com ele se encontrou o sentido do lugar, nele se fundiram os conceitos de modernidade, funcionalidade, dignidade e utilidade social. Um espaço significante e com significado.

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25 de março de 2021
A Sala 35; Um guarda florestal patriota; Uma bala perdida
Escritos Escolhidos #20 - Alfredo Matos Ferreira
A sala 35; fotografia de António Menéres

Escritos Escolhidos, na sua vigésima edição, traz-nos Alfredo Matos Ferreira e a memória de algumas aventuras vividas pelo grupo da mítica Sala 35: Alberto Neves, Alfredo Matos Ferreira, Álvaro Siza, António Menéres, Joaquim Sampaio, Luiz Botelho Dias e Vasco Macieira Mendes. 
 

Escritos Escolhidos #20 - Alfredo Matos Ferreira

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24 de março de 2021
Raúl Leal: Filosofia e Literatura
Seminário Aberto

Vai decorrer hoje, às 17h00, mais um seminário aberto sobre o projeto de investigação "Raul Leal: Filosofia e Literatura". Nesta sessão, a decorrer na plataforma Zoom, Luísa Malato, Filipe Cortesão, Halwaro Carvalho Freire, Luís Ramos e Renato Epifânio abordarão múltiplas facetas da obra de Raul Leal e será feito um ponto de situação do inventário do espólio de Raul Leal, integrado no acervo de Fernando Távora, na Fundação Marques da Silva.

 

+ info: Instituto de Filosofia da FLUP

 

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21 de março de 2021
Poemas Inconjuntos

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores

[...]

 

Excerto de um "Poema inconjunto", retirado do livro Poemas de Alberto Caeiro (Lisboa, Editorial Ática, 1946) que repousa sobre a poltrona de Fernando Távora. No exterior, nos jardim da Fundação, temos um prenúncio de Primavera. Hoje é também o dia da Poesia.

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19 de março de 2021
S. Torcato, a construção de um Santuário, de João Luís Marques

Em 2019, a convite da Fundação Marques da Silva, João Luís Marques apresentou a conferência S. Torcato, a construção de um Santuário: Leitura do projeto a partir do espólio de Marques da Silva, no âmbito de um ciclo organizado pela Irmandade de S. Torcato, Olhares sobre S. Torcato. A investigação então realizada veio revelar uma teia de relações, de alcance internacional, que se projetou até muito recentemente. Em 2020, o Santuário foi elevado à condição de Basílica Menor. Publica-se agora o texto onde se conta a história da sua construção.
 

Ler S. Torcato, a construção de um Santuário: Leitura do projeto a partir do espólio de Marques da Silva

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18 de março de 2021
Recordar Mário Bonito
Mário Bonito, desenho para o cenário da peça

Hoje, Mário Bonito faria 100 anos. Nasceu no Porto a 18 de março de 1921. Formou-se em arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto onde chegou a ser professor por convite de Carlos Ramos. Foi membro fundador do grupo ODAM e deixou marcas na cidade com obras inovadoras para o seu tempo, como o bloco de habitação coletiva "Ouro" (com Rui Pimentel), na rua Fernandes Tomás, o edifício da antiga Livraria Leitura, na rua de Ceuta, ou o bairro da Cooperativa "O lar familiar", no largo Maestro Miguel Ângelo e rua Carlos Dubini. O trabalho na Direção Geral de Urbanização absorveu a maior parte do seu percurso profissional, mas foi sempre um homem atento e interveniente. Escreveu e manteve, ao longo da sua vida, o interesse por várias disciplinas, entre as quais o Cinema e o Teatro. Colaborou com o Teatro Experimental do Porto, para quem projetou cenários, como a imagem documenta. Trata-se de um dos desenhos da peça A Gata Borralheira, um teatro de fantoches produzido pela secção infantil do Cine-Clube do Porto, e agradece-se a Manuel Mendes a sua partilha.

 

 

 

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15 de março de 2021
Newsletter FIMS - Março 2021

Saiu nova Newsletter da Fundação Marques da Silva a anunciar um desejado regresso da exposição Mais que Arquitectura, que ficará aberta ao público de 5 a 30 de abril. E como a Fundação não tem estado parada, também nela se dá conta de novos projetos e do que tem estado a ser feito.
 

A ler aqui

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12 de março de 2021
Manuel Graça Dias
Ana Vaz Milheiro conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que arquitetura" - #12 Media

Manuel Graça Dias, utilizando todos os meios que teve ao seu dispor, soube comunicar como ninguém o seu gosto e conhecimento da arquitetura. Através da palavra, falada e escrita, através da imagem, passando pela rádio, televisão, cinema ou literatura e imprensa, captou a atenção de um público alargado para o universo da arquitetura. Era, portanto, inevitável ser uma figura em destaque na estação dedicada aos mídia da exposição "Mais que arquitectura", para a qual foi expressamente realizado este vídeo que coloca Ana Vaz Milheiro em diálogo com Paula Moura Pinheiro. Uma homenagem a um comunicador inquieto, atento e que acreditava na inteligência do seu interlocutor.


Ver vídeo: "Mais que Arquitetura" - #12 Media

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11 de março de 2021
Luiz Botelho Dias

Em pé, ao lado de Álvaro Siza, numa fotografia possivelmente tirada por Alfredo Matos Ferreira onde também estão António Menéres e o pianista Joel Bello Soares, surge o arquiteto Luiz Botelho Dias, um dos membros do grupo formado na "sala 35" que viria a passar para o escritório da rua Duque de Terceira na década de 60, local onde foram fotografados. Ainda nessa década viria a trabalhar com Manuel Marques de Aguiar, por exemplo no Plano Parcial de Leça da Palmeira, onde intervém igualmente Ilídio Araújo.
Em 2019, no mesmo dia em que o acervo de Manuel Marques de Aguiar deu entrada na Fundação Marques da Silva, também a memória documental de Luiz Botelho Dias passou a fazer parte da instituição por decisão da sua companheira de vida, Gerda Botelho Dias.

Luiz Botelho Dias, arquiteto, nasceu a 11 de março de 1929.

 

 

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11 de março de 2021
Proceedings of the International Congress on Architectural Archive:
"Professional Experiences in a Cultural Diversity"

Está já em domínio público o livro de atas que reune os contributos de oradores e instituições presentes no Congresso sobre Arquivos de Arquitetura que teve lugar em Braga, entre 25 e 27 de setembro de 2019, "Professional Experiences in a Cultural Diversity", entre as quais a Fundação Marques da Silva. As reflexões e experiências aí partilhadas estão agora acessíveis, podendo assim promover novas leitura e debates.
 

Disponível em formato digital, o livro pode ser consultado no RepositóriUM: https://doi.org/10.21814/1822.70577

 

 

 

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8 de março de 2021
Uma imagem de 1941, um olhar de 2021
Dia Internacional da Mulher

Em 1941, em Barcelos, em torno da figura tutelar de José Marques da Silva, reúne-se um grupo de professores e alunos de arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto. Não muito distante, entre Acácio Lino e Peres Guimarães, destaca-se a figura da sua filha, Maria José Marques da Silva, também ela estudante. Hoje, um qualquer encontro de estudantes de arquitetura seria bem diferente, mas foi assim que começou.

Hoje, dia 8 de março, é Dia Internacional da Mulher.

Para identificar os retratados clique aqui

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6 de março de 2021
Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano
A Fundação Marques da Silva em destaque nas entrevistas do CIDEHUS
8 de março, 17h00

Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano, membros do Conselho Diretivo da Fundação Marques da Silva, vão ser os próximos entrevistados do ciclo Os Serviços de Informação (in)Visíveis: da organização à difusão da informação. Conduzidas por Paulo Baptista e transmitidas em direto pelo Facebook do CIDEHUS, estas entrevistas têm como objetivo contribuir para uma maior divulgação de arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus nacionais. No próximo dia 8 de março, às 17h00, será a vez da Fundação Marques da Silva.
 

+ info: www.cidehus.uevora.pt

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4 de março 2021
"Percurso"
Sergio Fernandez conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitectura" - #11 Escrita

A exposição Mais que Arquitetura tem uma estação dedicada ao exercício da escrita, já que este, ainda que muitas vezes em resposta a obrigações académicas ou encomendas de editores, representa um frequente campo de pesquisa e reflexão dos arquitetos, seja na perspetiva de quem os escreve, seja na de quem os lê. Aí se encontra exposto o livro de Sergio Fernandez, Percurso: Arquitectura Portuguesa 1930-1974, escrito em 1985, como parte das provas então realizadas na Escola Superior de Belas Artes do Porto para obtenção do título de Professor Agregado. Na capa, um desenho feito durante uma estadia em Tblissi, cujo orignal se encontra igualmente exposto.
 

Em conversa com Paula Moura Pinheiro, Sergio Fernandez fala deste livro, uma ressonância do seu próprio percurso, do ato da escrita enquanto forma de comunicar e divulgar arquitetura, e até de Manuel Graça Dias, a quem reconhece, na sua explosão contínua de vitalidade e imaginação, a capacidade de bem pensar a arquitetura.
 

Ver vídeo: Mais que Arquitectura - #11 Escrita

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4 de março de 2021
Manuel Marques de Aguiar é a nova entrada do Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva
Manuel Marques de Aguiar, Porto de Leixões, 1970.

O acervo de Manuel Marques de Aguiar é constituído por cerca de 4000 peças desenhadas, 10 ml de peças escritas, 5 ml de livros, 1 maqueta, um expressivo número de registos fotográficos e centenas de reproduções digitais de esquissos (desenho livre) que se estendem da década de 50, um tempo de formação, até ao final dos anos 90 do século XX, altura em que este arquiteto, urbanista, artista e homem atento e comprometido com o tempo em que viveu, conclui o seu percurso profissional.
 

Na documentação doada à Fundação Marques da Silva constam trabalhos académicos realizados na Escola de Belas Artes no Porto e em Paris, onde se diplomou como urbanista, mas sobretudo os registos do trabalho desenvolvido enquanto profissional liberal, com destaque para obras como a galeria do prédio de Gonçalo Cristóvão e do gaveto com a rua do Bonjardim (Edifícios “Figueiredo” e ”Lar Familiar”, 1957-1968), as escolas Francesa (1959) e de Montalegre (1965), ou o Mercado de Montalegre (1964). Nela se integram também valiosos apontamentos de muitos dos trabalhos realizados para os Serviços de Urbanização da Direção Geral de Ordenamento do Território ou como urbanista consultor do Município de Espinho, para o qual virá a construir uma identidade de cidade.
 

A partir de agora, também passará a ser possível consultar este acervo no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva, o 18.º acervo de arquitetura a ser disponibilizado. Trata-se de uma nova entrada que gradualmente será ampliada com informação de pormenor e objetos digitais associados, mas onde já consta nota biográfica, lista de obras e quatro projetos discriminados: Cine-teatro de Famalicão (1955); Cooperativa "Lar Familiar", no Porto, em Gonçalo Cristovão (1957); Mercado de Montalegre (1965); e Estalagem do Vinho do Porto - Real Companhia Vinícula do Norte (1967).

Consultar: Arquivo Digital e Site

 

 

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3 de março de 2021
O catálogo digital bibliográfico da Fundação Marques da Silva continua a crescer

A Fundação Marques da Silva alberga um conjunto bibliográfico de grande relevância, em particular no domínio da arquitetura, urbanismo, arte, história e literatura. Nele constam a biblioteca que José Marques da família reuniu - acrescentada pelo casal Maria José e David Moreira da Silva -, a importantíssima biblioteca profissional e pessoal de Fernando Távora e os vários núcleos de livros e revistas que foram sendo doados a esta instituição, integrados ou não em acervos de arquitetos. A estes núcleos vieram ainda juntar-se os livros editados com a chancela da Fundação Marques da Silva e uma biblioteca corrente, fruto de ofertas, trocas e aquisições de livros que assim se encontram disponíveis para os investigadores que nos procuram. No total, falamos de mais de mais de 13.000 titulos.

Em paralelo com o tratamento arquivístico da nossa documentação, a(s) biblioteca(s) têm vindo a ser igualmente catalogadas e também aqui se tenta chegar mais longe. Neste momento, e depois de mais 130 novas entradas relativas à biblioteca pessoana de Fernando Távora disponibilizadas durante o mês de fevereiro, já podem ser digitalmente identificados cerca de 6000 títulos  referentes aos núcleos de Alcino Soutinho, António Cardoso, João Queiroz, Manuel Real, Margarida Coelho, Fernando Távora, Octávio Lixa Filgueiras e, claro, Marques da Silva/Moreira da Silva.
 

Catálogo bibliográfico digital da Fundação Marques da Silva

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1 de março de 2021
Alfredo Matos Ferreira e o desafio de organizar espaços de ensino

O Departamento de Física da Universidade de Aveiro (1989) foi o primeiro de uma série de quatro projectos desenvolvidos por Alfredo Matos Ferreira para o ensino superior. Seguir-se-iam o Departamento de Engenharia Química do ISEP (1990), a ESMAE (1991) e os Departamentos de Engenharia Civil e Geotecnia (1992), para o Politécnico do Porto. O tema da organização destes espaços era complexo e foi assumido como um desafio, "devido à grande diversidade de matérias leccionadas, com imposições espaciais de segurança e infra-estruturas muito diversas (...)", às quais acrescia a "impossibilidade de controlo dado o factor tempo e a crescente velocidade a que a pesquisa científica se processa e a sua natural imprevisibilidade." Foram oportunidades de experimentação para o estabelecimento de sistemas contrutivos e de circulação eficazes, compatíveis com uma distribuição de espaços interiores adequada às especificidades pedagógicas de cada um destes edifícios e a proposição de volumetrias desenvolvidas em consciente e otimizada ligação com a sua envolvente.

Alfredo Matos Ferreira, nasceu a 1 de março de 1928. Chegou a ponderar seguir uma carreira na Química, mas "outros ventos levaram[-no] a optar por uma área diferente mas igualmente apaixonante - a Arquitectura."*

 

Imagem: Alfredo Matos Ferreira, UA - Departamento de Física, implantação plantas, alçado, corte, deseho de estudo; vegetal, tina da china, esferográfica azul, lápis.
* Cf. Alfredo Matos Ferreira, Memória, Porto, FIMS e Ed. Afrontamento, 2017.

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25 de fevereiro de 2021
História da Arquitetura Portuguesa:
Alexandre Alves Costa conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #10 Ensino

Neste depoimento, expressamente recolhido para a exposição Mais que Arquitetura, Alexandre Alves Costa fala sobre a sua experiência de Professor, em particular da forma como foi moldando a sua forma de ensinar História da Arquitetura Portuguesa. Em resposta a Paula Moura Pinheiro, conta-nos a circunstância que o fez confrontar-se com esta disciplina ou a influência de Fernando Távora, como, viajando pelo país, percorrendo-o de lés a lés, foi construindo o seu discurso, entre a linearidade do tempo histórico e a análise crítica, sempre tendo em vista a necessidade de esta base de conhecimento se tornar um instrumento crítico da Arquitetura.
 

Ver vídeo: História da Arquitetura Portuguesa - #10 Ensino

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23 de fevereiro de 2021
Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias
"Escritos Escolhidos" #18 e #19

Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias ou quando a imagem ao espelho nos devolve o olhar do outro. Nestes Escritos Escolhidos, em "Das dificuldades do Belo indizível", Graça Dias fala do percurso e obra de Raúl Hestnes e este contrapõe com "Manuel Graça Dias" e uma questão, "devemos amar tanto tudo o que nos rodeia?". Corria o ano de 1995.
 

Estão no ar os podcast #18 - Manuel Graça Dias e #19 - Raúl Hestnes Ferreira

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19 de fevereiro de 2021
Alfredo Matos Ferreira e a Quinta de Joanamigo
"Mais que Arquitetura" - #9 Em casa

A abertura do vale, a existência de uma nascente de água, as ruínas de um cardenho e a eira adjacente, num terreno que oferecia uma panorâmica única sobre o rio Douro, em Barca de Alva, impressionaram Alfredo Matos Ferreira quando, aos 20 anos, visitou a Quinta de Joanamigo. Estava prestes a tornar-se coisa sua.

O primeiro projeto, em 50, riscado por um ainda jovem estudante de arquitetura com ânsias modernistas, mas para quem o Inquérito era matéria de vida, foi ditado pela necessidade de erguer uma casa destinada a habitação permanente de um caseiro. Acompanhou a sua construção no sítio. Anos mais tarde, seria preciso construir novas instalações agrícolas, ajustadas a novos cultivos, e modificar e ampliar gradualmente a casa, para acolher a sua própria família, sempre em claro diálogo com a paisagem que a cerca.

Neste vídeo temos o testemunho dado pelo próprio Alfredo Matos Ferreira, ritmado pela vivacidade de quem está tão intimamente ligado ao lugar. Foi recolhido em 2012, em conversa com Sergio Fernandez, Madalena Pinto da Silva, José Miguel Rodrigues e Luís Urbano, tendo  sido agora recuperado para fazer parte da estação "Em Casa" da exposição Mais que Arquitetura, onde se encontram expostos outros registos da Quinta de Joanamigo.
 

Ver vídeo: Quinta de Joanamigo, Alfredo Matos Ferreira - #9 Em Casa

 

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18 de fevereiro de 2021
Quando Raúl Hestnes Ferreira, Alfredo Matos Ferreira e Manuel Graça Dias imaginaram a Opéra Bastille
1. Raúl Hestnes Ferreira; 2. Alfredo Matos Ferreira; 3. Manuel Graça Dias

Em 1981, François Mitterrand aprovou o plano de construção de uma grande Ópera, "moderna e popular", a situar na simbólica praça da Bastille. Em janeiro de 1983 foi aberto um concurso internacional com base num ambicioso programa que obteve 1650 candidaturas, entre as quais as de 6 equipas de arquitetos portugueses, onde se inserem os nomes de Alfredo Matos Ferreira, Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias, cujos acervos foram doados à Fundação Marques da Silva. A partir desta documentação, Alexandra Saraiva desenvolveu uma investigação cujos resultados serão divulgados numa comunicação a proferir no âmbito do Colóquio Grands Projets: Urban legacies of the late XX century, organizado pelo ISCTE, a decorrer de 17 a 19 de fevereiro.
 

Deste concurso saiu vencedor Carlos Ott. O edifício foi inaugurado a 13 de julho de 1989, no quadro das celebrações do bicentenário da Revolução Francesa.

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17 de fevereiro de 2021
A. Machado, um enigma a desvendar
#up200e40_1 : os 241 anos da primeira aula de Debuxo e Desenho
A. Machado, copia de Souza Pinto, s.d.

Na Fundação Marques da Silva existem 18 desenhos de figura humana traçados a carvão sobre papel, assinados por um enigmático A. Machado. Dele sabemos apenas que, tal como José Marques da Silva, frequentava as Beaux-Arts, tendo sido aluno de Bonnat, de Laurens, de Constant. Sabemos também que, ambos longe do seu país, se apoiaram mutuamente em momentos de alguma dificuldade, mas pouco mais nos chega deste autor de quem hoje se publica o desenho copiado de um Souza Pinto, não datado, ainda que nos revele ser para o 3.ª anno. Desenhos que reforçam a cumplicidade que se ia estabelecendo entre os artistas portugueses formados na Academia portuense e que viam na capital francesa o desejado destino de crescimento artístico.
 

Com esta nota, a Fundação Marques da Silva associa-se à iniciativa promovida pela Faculdade de Arqutetura da Universidade do Porto, de celebrar a passagem de 241 anos sobre a primeira aula de Debuxo e Desenho.
 

+ info: faup.up.pt

 

 

 

 

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16 de fevereiro de 2021
Porque hoje é Carnaval!
Alunos do Atelier Laloux, Paris, [1892]

Em dia de Carnaval, propomos uma viagem a Paris doutrora. Corria, muito provavelmente, o ano de 1892. O desafio é encontrar José Marques da Silva neste grupo de mascarados do Atelier Laloux.

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12 de fevereiro de 2021
A Vill´Alcina de Sergio Fernandez
"Mais que Arquitetura" - #8 Em casa

Situada em Caminha, num lugar de veraneio, a Vill´Alcina foi pensada para ser uma casa de férias. Nasceu de acasos - felizes - e Sergio Fernandez, o arquiteto que a projetou, não nega algumas das influências que ditaram a forma - duplicada - que acabou por adotar. Mas o seu procurado apagamento na paisagem, em resposta a um programa especial, reflete uma engenhosa e bem conseguida experiência de ajustamento à realidade.

Este depoimento, recolhido em 2011 por Luís Urbano e onde Sergio Fernandez abre as portas desta casa e partilha as memórias do tempo que a viu nascer, faz parte da estação "Em Casa" da exposição Mais que arquitetura.
 

Ver vídeo: A Vill´Alcina de Sergio Fernandez - #8 Em Casa

 

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11 de fevereiro de 2021
Há um novo livro de Giorgio Grassi a caminho
© Giorgio Grassi, Desenho de estudo para o projecto de restauro e reabilitação do Castelo de Abbiategrasso, 1970

Este será o ano de publicação de mais um livro da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic, um projeto nascido para apresentar em português a totalidade da obra escrita deste autor. Trata-se de Uma Vida de Arquitecto, uma crónica que relata o ponto de vista pessoal do autor sobre o seu percurso e o seu tempo. O novo título é uno no conjunto das três partes que o compõem:  um ensaio sobre o ofício de viver de um arquitecto, os Projectos e um Álbum de Amigos.

Uma Vida de Arquiteto seguir-se-á assim a Leon Battista Alberti e a arquitectura romana (2015) e Escritos Escolhidos (2018). Giorgio Grassi, opera omnia sic é um projeto editorial desenvolvido conjuntamente pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento, cientificamente coordenado por José Miguel Rodrigues, que assina a autoria da tradução, notas e respetivos prefácios.

 

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8 de fevereiro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral, uma maneira própria de fazer arquitetura
Bartolomeu Costa Cabral, Casa na Travessa da Rua da Oliveira (Lisboa), [2002]

"Eu gosto um bocadinho de tudo quanto fiz, tive essa sorte." A frase pertence a Bartolomeu Costa Cabral e muitos foram os projetos que ele fez. Uma longa carreira de mais de sessenta anos de prática ininterrupta. Em dia de aniversário lembramos os primeiros projetos, a casa para o pai de João Almeida, em Colares, iniciada em 48, ainda estudante do 2.º ano da EBAL; em 1953, o Bloco das Águas Livres, em colaboração com Nuno Teotónio Pereira, o primeiro grande projeto de habitação coletiva, obra ímpar na aplicação dos cânones modernos; e em 59, a Escola do Castelo, o primeiro projeto produzido como autor único. Mas também os que o próprio destaca: "[...] todas as Universidades que fiz: Covilhã, Guimarães, Bragança. Gosto do trabalho do Bairro, é completamente diferente. Gosto da casa de taipa, que é assim muito especial. E gosto das três moradias. Travessa da Oliveira, Ribeiro Sanches e as Amoreiras. Gosto da Galeria 111, gosto do trabalho do Teatro Taborda."*
Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

* citações in Mariana Couto, Bartolomeu Costa Cabral, Arquiteto na Continuidade, Tese de Doutoramento, FLUC, 2019, vol. II, p. 48.

Nota à imagem: Bartolomeu Costa Cabral, Maqueta da Casa na Travessa da Oliveira (Lisboa), [2002].

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5 de fevereiro de 2021
A Casa de Albarraque, por Raúl Hestnes Ferreira
"Mais que Arquitetura" - #7 Em casa

A Casa de Albarraque, projetada em 1960 por Raúl Hestnes Ferreira para o seu pai, o escritor José Gomes Ferreira, em terreno há largos anos pertencentes à família, assume um lugar de destaque no conjunto da obra deste arquiteto, mas também e sobretudo no contexto da arquitetura portuguesa de então. Projeto marcado pelo "tempo escandinavo", tornou-se um claro exemplo da procura de novas fontes de inspiração e de novos modelos operativos por parte de uma geração de novos aspirantes a arquitetos.
 

Neste vídeo, registado em 2013 por Manuel Graça Dias e Luís Urbano, é o próprio autor a revelar as circunstâncias que moldaram este seu trabalho: o empenho de Rosalía Abecassis Vargas, a quem se deve o arvoredo que agora envolve e proteje a casa, criada em sítio ermo e ventoso (condição que, na altura, ditou a sua orientação); a vontade de construir um espaço de habitação em sintonia com o modo de estar de quem o ia habitar, variado, com todas as funcionalidades necessárias, mas com carácter, ainda que contido, como contido era o orçamento; sem esquecer o criterioso tratamento da planta e dos materiais utilizados na sua construção.
 

A Casa de Albarraque foi pensada para o seu pai. Fosse outro o cliente, outra seria a casa.
 

Este registo acompanha a apresentação deste projeto na estação "Em Casa" da exposição "Mais que Arquitetura".

Ver vídeo: A Casa de Albarraque por Raúl Hestnes Ferreira, #7 - Em casa

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2 de fevereiro de 2021
Alexandre Alves Costa, em dia de aniversário
Alexandre Alves Costa, Autorretrato, 1956

Quando Alexandre Alves Costa assim se representa, a traço grosso, de olhar austero e desafiador num rosto parcialmente ensombrado, era um jovem de apenas 17 anos. Seguir-se-ia a formação na Escola de Belas Artes do Porto, o estágio com Nuno Portas, no LNEC, o início da profissão de arquiteto, a partir da década de 70. Mas também uma vida marcada pelo ativismo cívico e político, pelas aulas de Projeto e História da Arquitectura Portuguesa, inesquecíveis para tantas gerações de jovens estudantes de arquitetura, pela criação, com Sergio Fernandez, do Atelier 15, pela participação em incontáveis iniciativas de divulgação de Arquitetura da mais diversa natureza. E o prazer ou a compulsão da escrita. Em 2020 tomou a decisão de doar o seu acervo profissional, juntamente com Sergio Fernandez, à Fundação Marques da Silva. Tem três filhas, uma delas também arquiteta. Hoje, é dia de aniversário, data que assinalamos com a partilha deste autorretrato. Parabéns, Senhor Arquiteto!

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1 de fevereiro de 2021
Em Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

A Fundação Marques da Silva junta-se às comemorações do Dia Mundial da Leitura em Voz Alta com uma sugestão: Escritos Escolhidos, o podcast lançado em abril passado onde através da leitura em alta voz se dá vida à palavra escrita de arquitetos. Várias vozes, vários tempos, outras tantas viagens. E são já 17 as edições disponíveis, que pode ouvir aqui

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29 de janeiro de 2021
José Carlos Loureiro
"Mais que Arquitetura" - #6 Em casa

Uma casa que nasce de um desejo e de uma afirmação de princípios. Assim é a casa modernista que José Carlos Loureiro para si projetou há já 70 anos e onde, desde então, vive. A sua história é-nos contada na primeira pessoa, num testemunho recolhido em 2015, no âmbito da homenagem organizada pela Fundação Marques da Silva e pela FAUP, e comissariada por Alexandre Alves Costa, para assinalar o 90.º aniversário deste arquiteto que não hesita em reconhecer as circunstâncias felizes que o rodearam e o apoio incondicional do seu mestre, Carlos Ramos.
 

O vídeo, onde se edita parte da entrevista conduzida por Alexandre Alves Costa e Luís Urbano, integra a estação "Em Casa" da exposição Mais que Arquitetura, o espaço onde se apresentam exemplos de casas que podem ser consideradas exemplares da forma como os seus autores, clientes de si mesmos, pensam e fazem arquitetura.

 

Ver Vídeo: José Carlos Loureiro, #6 -  Em casa

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28 de janeiro de 2021
David Moreira da Silva, lá fora
David Moreira da Silva, Un Musée pour une collection particulier, ENSBA, s.d.P

Em 1931, David Moreira da Silva parte para Paris, concluída a frequência do curso especial de Arquitetura Civil da Escola de Belas Artes do Porto (1924-1929) e um estágio no atelier de José Marques da Silva, de quem viria mais tarde a tornar-se genro ao contrair matrimónio com Maria José Marques da Silva. Regressaria ao Porto, em 1939, com o estatuto de arquiteto diplomado pelo governo francês e o grau de urbanista. Durante esse período de intensa formação tinha frequentado o atelier Laloux-Lemaresquier, a École des Beaux-Arts de Paris, o Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris e viajaria para conhecer a arquitetura de outros lugares, de outros países.
 

Na Fundação Marques da Silva, instituição criada a partir do seu legado conjunto com Maria José à Universidade do Porto, são muitos os registos que documentam este período da sua vida: trabalhos académicos e apontamentos de aulas que transportam o nome de alguns dos seus professores (caso de Lemaresquier, Louis Hautecoeur, Henri Prost ou Jacques Gréber) fotografias, distinções ou postais dirigidos àquele que sempre considerará seu amigo e mestre, Marques da Silva. Para trabalho final na ENSBAP desenvolveu o tema La séction d´architecture d´une cité universitaire, tendo recebido uma medalha do comité do Melhor Diploma, a 5 de julho de 1939. O grau de urbanista foi atribuído após a defesa da tese Les villes qui meurent sans se dépeupler, disponível em versão digital e com nota introdutória de André Tavares.
 

David Moreira da Silva nasceu a 28 de janeiro de 1909, em Moreira da Maia. 
 

Nota sobre a imagem: Desenho académico para a ENSBAP, Un Musée pour une collection particulier, fachada principal e planta, aguada a tinta da china, s.d. Este desenho encontra-se exposto na estação "Lá fora" da exposição Mais que Arquitetura.

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22 de janeiro de 2021
A escola da costa do castelo
Bartolomeu Costa Cabral conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #5 Na cidade

Qual o poder de uma boa organização do espaço? Bartolomeu Costa Cabral, em conversa com Paula Moura Pinheiro, conta-nos a história que está por detrás da Escola do Castelo, em Lisboa, um projeto exemplar na sua adequação ao lugar e à função que dele se esperava poder vir a cumprir. Foi, aliás, o primeiro projeto desenvolvido a solo, iniciado em 1959, e que não hesitou em defender quando, já construído, sobre ele pairava a ameaça de abandono.
 

A Escola do Castelo é também um dos projetos selecionados para a estação "Na Cidade" da exposição Mais que Arquitetura. No percurso expositivo traçado, este é o espaço destinado a apresentar exemplos da importância simbólica que os edifícios podem adquirir na vida das cidades. Por outras palavras, projetos que nos mostram o poder transformador da Arquitetura.
 

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21 de janeiro de 2021
Newsletter janeiro 2021: "Em Suspensão"
Desenhos de Alvaro Siza e de Manuel Marques de Aguiar

É em estado de "suspensão", mas numa vontade de movimento, que hoje publicamos a primeira newsletter de 2021.

 

Aqui: newsletter janeiro 2021

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19 de janeiro de 2021
Os arquivos de arquitetos em Portugal: da organização à difusão da informação
Simpósio online | 21 de janeiro | 17h00-18h30

No próximo dia 21 de janeiro de 2021, entre as 17h e as 18h30, irá-se realizar o simpósio Os Arquivos de Arquitetos em Portugal: da organização à difusão da informação, promovido pelo Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS) sob a coordenação científica e moderação do investigador Paulo Batista e comentários do investigador Ricardo Agarez.

Em representação da Fundação Marques da Silva, participarão Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano, membros do respetivo Conselho Diretivo. No seu conjunto, esta iniciativa, com transmissão dirteta através do facebook do CIDEHU, vai congregar o contributo de sete instituições portuguesas.

 

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18 de janeiro de 2021
Em "casa", mas sem deixar de trabalhar
A Fundação Marques da Silva, em cumprimento das medidas implementadas para conter a pandemia, encerrou no passado dia 15 de janeiro a exposição Siza - Inédito e Desconhecido e suspendeu temporarimente a abertura ao público da exposição Mais que Arquitetura.
 
Mas, dentro de portas, estamos a trabalhar para poder continuar, de forma segura, a disponibilizar conteúdos a investigadores, a partilhar informação com todos os que nos seguem, a garantir o funcionamento da nossa loja online e a preparar novos projetos que em breve se darão a conhecer. Continue a acompanhar-nos!

 

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16 de janeiro de 2021
Bernardo Ferrão: um acervo a conhecer

Bernardo Ferrão (1913-1982), irmão de Fernando Távora, engenheiro de formação e profissão, dedicou grande parte da sua vida ao estudo de mobiliário e cerâmica portuguesas, em particular das artes decorativas luso-orientais em Portugal, área onde veio a tornar-se um reconhecido colecionador e divulgador.

Em 2017, a Associação Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR recebeu, em doação, o acervo documental do Eng.º Bernardo Ferrão. Concluído o trabalho de tratamento arquivístico deste importante conjunto de documentos, está agora a ser preparada a sua apresentação na plataforma digital da Universidade do Porto, em concordância com os parâmetros definidos para o Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva, instituição que passará a assegurar a sua gestão após disponibilização total do acervo para consulta pública.

Na imagem que acompanha esta notícia, reproduz-se parte de um documento pertencente a este acervo. Trata-se de um esquema por si traçado para obter, em 1968, as medidas exatas de um “Bom-Pastor” pertencente ao Castelo de Xavier, em Navarra.
 

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15 de janeiro 2021
O figurado de Barcelos
Alexandre Alves Costa conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #4 Coleções

Retoma-se hoje a publicação semanal de vídeos que nos levam a percorrer as diferentes estações da exposição "Mais que Arquitetura". Dos muitos domínios e temas que despertaram uma vontade de colecionar, tão presente e transversal a grande parte dos arquitetos aqui representados, destaca-se, nesta conversa entre Alexandre Alves Costa e Paula Moura Pinheiro, o fascínio exercido pelo figurado de Barcelos. E assim ficamos a conhecer as razões que estiveram na base da sua coleção e, em particular, da sua admiração pelas peças de Rosa Ramalho.
 

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14 de janeiro de 2021
Carlos Carvalho Dias: das casas de praia para Moledo do Minho à Fundação Marques da Silva.
Carlos Carvalho Dias, CODA: Casas de praia em Moledo do Minho, fotografia da maqueta, 1957

Foi com a proposta de um conjunto de casas de veraneio para a praia de Moledo do Minho que Carlos Carvalho Dias obteve o seu Diploma de Arquiteto em 1957, na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Para trás ficara já a sua participação no Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal, enquanto membro da Zona 2, juntamente com Octávio Lixa Filgueiras e Arnaldo Araújo. Seguir-se-ia a participação no Plano Auzelle e a consolidação de um percurso onde, como autor ou promotor, se fundem as suas três areas de eleição: arquitetura, urbanismo e património.
 

Carlos Carvalho Dias nasceu em Viana do Castelo, a 14 de janeiro de 1929. Em outubro de 2020 tomou a decisão de doar o seu acervo e biblioteca profissionais à Fundação Marques da Silva.

 

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12 de janeiro de 2021
Há dois novos livros em Loja:
AS RAÍZES E OS FRUTOS (volume 1, tomo I.I) e DO PROJETO CLÁSSICO À MEMÓRIA DA ORDEM

Em novo ano, novos livros!
 

"O meu caso" . Arquitectura, imperativo ético do ser, 1937-1947
Trata-se do primeiro volume, tomo I.I do projeto editorial As raízes e os frutos, com investigação, organização e notas de Manuel Mendes. Aqui se apresenta a movimentação do viver de Fernando Távora, o seu "estar no mundo sem fronteiras que se interroga, que se problematiza, que se realiza pelo conhecimento de tempos diversos, pelo conhecimento de lugares diversos".


Do projeto clássico à memória da ordem
Naquele que é o primeiro ensaio em português de José Ifgnazio Linazasoro, o autor regressa às suas primeiras obras e considerações teóricas para dar a ver o seu percurso de arquiteto.

 

Em breve daremos notícia sobre ações de lançamento, mas, para já, estas duas publicações podem ser adquiridas a preços especiais na loja online da Fundação Marques da Silva. Visitar loja

 

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10 de janeiro de 2021
Últimos dias para visitar "Siza - Inédito e Desconhecido"

Para quem ainda não teve oportunidade de visitar a exposição "Siza - Inédito e Desconhecido", para quem deseja rever os desenhos únicos e outros registos de 3 gerações da família de Álvaro Siza que nela se dão a conhecer, estes serão os últimos dias em que o poderá fazer. E a acompanhar esta notícia em jeito de convite, partilhamos a chegada da escultura "Vénia" à Fundação, momento atentamente orientado pelo seu autor, Álvaro Siza, seguido por uma passagem pelos espaços expositivos, então em fase de montagem.

 

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8 de janeiro de 2021
Em dia de aniversário de Manuel Marques de Aguiar

"A vida e obra de Manuel Marques de Aguiar perfazem um contributo singular no contexto da produção arquitetónica e urbana nacional devido à atenção dada às vivências que a sua arquitetura proporciona e respetivo potencial de apropriação espacial. Esta relação, mediada pelo tempo – que, por sua vez, acolhe a partilha – sintetiza-se num saber ver expresso na criação e construção de espaços e lugares que resgatam valores sobre os quais importa tornar a olhar nos dias de hoje, como a relevância do outro, do compromisso e do pensar." (David Viana)

 

Em maio de 2019, o acervo do arquiteto Manuel Marques de Aguiar foi doado à Fundação Marques da Silva. 2021 será o ano de esse gesto se materializar numa primeira exposição que já começou a acontecer. Coube a David Viana mergulhar na documentação e pensar um desejado projeto de partilha e apresentação pública deste acervo que em breve se dará a conhecer. Hoje, em dia de aniversário de Manuel Marques de Aguiar, fica um primeiro sinal da sua realização.

 

 

 

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7 de janeiro de 2021
A entrevista de Ana Freitas para a Archivoz, uma reflexão sobre o papel da conservação e restauro no tratamento de acervos de Arquitetura

Em entrevista realizada por Alexandra Saraiva para a Archivoz Magazine, Ana Freitas, responsável pelo funcionamento da Oficina de Conservação e Restauro de Documentos Gráficos e pela preservação da Biblioteca do Fundo Antigo da Universidade do Porto e do Arquivo da Universidade do Porto que ao longo do segundo semestre de 2020 esteve envolvida no projeto de conservação e restauro de cerca de 20.000 documentos pertencentes ao acervo de Raúl Hestnes Ferreira, na Fundação Marques da Silva, tece uma perspetiva do trabalho desenvolvido e reflete sobre a importância da interdisciplinaridade no tratamento da documentação de Arquitetura.

Leia aqui: "É de todo pertinente e enriquecedor uma colaboração aberta entre os vários especialistas de forma a estabelecer um diálogo entre arquitetura, arquivo e património"

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4 de janeiro de 2021
Bom Ano Novo!

A Fundação Marques da Silva reabre as suas portas num gesto de partilha do que tem vindo a desenvolver. Com ele demonstramos a vontade de enfrentar novos desafios e continuar a crescer. O apoio de todos os que nos têm vindo a acompanhar foi e é importante. Bom 2021!

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21 de dezembro de 2020
Boas Festas!

É pela mão de Manuel Marques de Aguiar e com o já tradicional arranjo gráfico de Rui Guimarães, que a Fundação Marques da Silva vem desejar umas Boas Festas e um promissor 2021.
É também um Postal que antecipa novos cenários e a vontade de esta casa se continuar a afirmar como um espaço de encontro aberto a todos.
A Fundação encerrará as suas portas a 23 de dezembro, voltando a reabri-las a 4 de janeiro, já em Novo Ano.


Ler: newsletter dezembro 2020

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18 de dezembro de 2020
A viagem a Marrocos de 1967
Álvaro Siza em conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Aquitetura" - #3 Em Viagem

Álvaro Siza, em conversa com Paula Moura Pinheiro, recorda a viagem a Marrocos, de 1967, feita entre amigos, todos ligados à Escola, novos e desejosos de viajar. Uma aventura inesquecível através das cidades imperiais de um país de uma grande beleza paisagística e monumental, então tranquilo e sem turistas.
Este testemunho foi expressamente recolhido para fazer parte da estação #3 da exposição Mais que arquitetura. "Em viagem" é o momento do percurso expositivo onde estão em destaque viagens que influenciaram a produção e o pensamento arquitetónico de quem as realizou e que "ocuparam também o imaginário coletivo dos arquitetos portugueses".

 

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16 de dezembro de 2020
Entre Le Corbusier e Leonardo
Álvaro Siza em "Escritos Escolhidos"

Dois textos inéditos de Álvaro Siza conduzem-nos até Le Corbusier. Entre a obra e a vida, um jogo de aproximações onde se intui uma surpreendente presença de Leonardo da Vinci.

 

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Imagens: Leonardo, "A virgem dos Rochedos", 1483 a 1486, pintura sobre óleo, Museu do Louvre, Paris (Leonard de Vinci, Paris, Ed. Phaidon, p. 83); Vista do hall do Parlamento em Chandigarh (in "Le Corbusier 1887-1965, Milão, Electa, 1993, p. 252)
 

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15 de dezembro de 2020
A casa Curutchet
Sandra Barclay em "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura"

Neste "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" temos como destino La Plata, Buenos Aires. Sandra Barclay apresenta-nos a casa desenhada por Le Corbusier para o Dr. Curutchet, em 1948.

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14 de dezembro de 2020
Há novidades no acervo de José Porto!
José Porto, Clube Nautico da Beira: esquisso, década de 40

O acervo de José Porto cresceu. São mais de uma dezena de esquissos, onde se destacam os estudos para o Clube Náutico da Beira, projeto desenvolvido na década de 40 do século XX. Documentos raros, recentemente encontrados e agora entregues à Fundação Marques da Silva pelo Arquiteto Abílio Mourão.

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11 de dezembro de 2020
Raúl Hestnes Ferreira
Ana Vaz Milheiro em conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que arquitetura" - #2 Lá fora

A segunda estação da exposição "Mais que arquitetura" - Lá Fora - incide sobre as estadas, mais ou menos prolongadas que, fora de Portugal e por razões profissionais, pessoais ou políticas, fizeram parte do percurso pessoal de alguns arquitetos. Experiências que não só marcaram os trajetos de cada um, como tiveram impacto no contexto da arquitetura nacional. É o caso de Raúl Hestnes Ferreira, um arquiteto que percorreu outras geografias, da Finlândia aos Estados Unidos da América. Sobre ele nos fala Ana Vaz Milheiro, em conversa com Paula Moura Pinheiro, e da importância que esses contactos tiveram na formulação de ideias diferentes das praticadas até então em Portugal.

 

Ver vídeo #2 Lá Fora - Raúl Hestnes Ferreira

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7 de dezembro de 2020
Alfredo Leal Machado (1904-1954)
Pavilhão de Arquitectura da ESBAP, fotografia de Teófilo Rego, © Casa da Imagem

A construção de um Pavilhão de Arquitetura e de Exposições nos jardins da Escola Superior de Belas Artes do Porto, em paralelo com a montagem das Exposições Magnas, integrava-se numa estratégia de aproximação à cidade que Carlos Ramos, então seu diretor, pretendia promover. Caberia a Manuel Lima Fernandes de Sá e Alfredo Leal Machado, a partir de 1951, projetar o novo espaço. Três anos depois, estava a ser inaugurado. A imagem, reconhecível a quem percorrer "Vistas de Exposição" (na FBAUP), será provavelmente desse ano, 1954, o mesmo em que um fatídico acidente retira a vida a Leal Machado, arquiteto formado na Escola e nascido a 7 de dezembro de 1904.

 

* imagem digitalizada gentilmente cedida pela Casa da Imagem/Fundação Manuel Leão.

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4 de dezembro de 2020
Uma casa do Povo para Rio de Onor
Sergio Fernandez em conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #01 Na Escola

Foi com a proposta de uma Casa do Povo para a aldeia comunitária de Rio de Onor que, em 1964 e sob orientação de Arnaldo Araújo, Sergio Fernandez obteve o seu Diploma de Arquiteto na Escola Superior de Belas Artes do Porto. O projeto, desenhado no decurso de uma intensa experiência de imersão no lugar e partilha dos seus modos de vida, nunca viria a encontrar condições para a sua materialização, mas criou laços afetivos com a população que ainda hoje permanecem.
Em conversa com Paula Moura Pinheiro, Sergio Fernandez fala-nos dos encantos e vicissitudes por si vividos, das questões que então assaltavam os arquitetos portugueses e da forma como este método participativo viria a demonstrar-se determinante em projetos futuros.
 

Os desenhos desta Casa do Povo integram a primeira estação do percurso traçado para a exposição "Mais que Arquitetura", "Na Escola". E este é o primeiro de uma série de 12 vídeos, um por cada estação, gravados com diferentes intervenientes, que à conversa com Paula Moura Pinheiro, vão abordando temas nelas apresentados ou por elas suscitados.

 

Ver vídeo: #01 Na Escola-Sergio Fernandez

 

 

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2 de dezembro de 2020
José Carlos Loureiro e a demonstração de um saber projetar
Fotografia de Juan Rodríguez

Para José Carlos Loureiro, a arquitetura deve estar ao serviço das pessoas, contribuir para que a vida seja boa. Uma abordagem humanista que tanto está presente no desenho de uma casa, quanto no idealizar de grandes equipamentos. E de tudo projetou, a começar pela sua própria casa, um dos projetos representados na exposição Mais que arquitetura.
 

José Carlos Loureiro celebra hoje 95 anos de uma vida de sucesso. Sensibilidade ao sítio e à função, saber construtivo e abertura à mudança refletem-se numa extensa e consistente obra, tantas vezes transformadora do espaço público. Assim foi com o Centro Cívico da Maia (projetado em parceria com Pádua Ramos) como nos referem os coordenadores do Mês da Arquitetura da Maia 2021, numa breve reflexão que antecipa futuros cenários expositivos.
 

Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

 

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28 de novembro de 2020
Fernando Távora e Taliesin, neste regresso de "Escritos Escolhidos"
Taliesin, fotografia de Fernando Távora, 1960

"Taliesin não me saía (nem me sairá) dos olhos; até a cor do pó da estrada me lembrava Taliesin. Avancei não sei até onde. Não podia pensar concretamente. Qualquer coisa se apoderava de mim. Sentei-me algures. Descansei. Tinha razão o poeta: “olhos que nunca se molham, nada veem quando olham”. Naquelas duas horas eu tinha sofrido, estou certo, um dos maiores choques, talvez o maior, da minha vida de arquiteto."


Também os "Escritos Escolhidos" estão de regresso com um texto que traz a assinatura inconfundível de Fernando Távora. Nele nos é contado o seu encontro com a arquitetura de Wright em Taliesin.

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27 de novembro de 2020
"Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" está de regresso

"Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" entra na sua segunda série de emissões e traz-nos como convidado Robert McCarter, arquiteto e professor de Arquitetura na Sam Fox School of Design & Visual Arts (da Universidade de Washington, em St. Louis). A obra por si selecionada é o Unity Temple (Oak Park, Illinois), edifício projetado por Frank Lloyd Wright entre 1905 e 1908.

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26 de novembro
"Fernando Távora - As raízes e os Frutos . palavra desenho obra (1937-2001)"
no prelo

Fernando Távora - As raízes e os Frutos . palavra desenho obra (1937-2001), cunho, termo-estampagem da capa do livro, volume 1, tomo I.1.

Em breve será possível voltar a sentir a voz e o olhar de Fernando Távora, acompanhá-lo nas suas inquietações e deambulações pelo seu mundo na rede das suas várias dimensões.
O livro (volume 1, tomo I.1), a editar em parceria pela Fundação Marques da Silva, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e U.Porto Press, é também um primeiro passo para a materialização de um sonho de Fernando Távora, que a investigação, organização e notas de Manuel Mendes veio tornar real.

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23 de novembro de 2020
"Siza - Inédito e Desconhecido":
Prolongamento até 16 de janeiro de 2021 e novos horários de visita

Álvaro Siza, Autorretrato, Berlim, 2014

Têm sido muitos os que se deslocam à Fundação Marques da Silva para visitar as exposições "Mais que Arquitetura" e "Siza - Inédito e Desconhecido", inauguradas no dia 17 de outubro passado. Uma afluência de público que justifica o prolongamento até 16 de janeiro de 2021 da exposição dedicada aos desenhos e esculturas de Álvaro Siza.

Os novos contextos levam, contudo, a um ajustamento dos horários inicialmente previstos. Assim, poderá continuar a visitar as duas exposições de segunda a sexta-feira, entre as 14h00 e as 18h00, e aos sábados entre as 10h00 e as 12h30. Nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, as exposições manter-se-ão abertas das 14h00 às 18h00.

A visita guiada pelos curadores, agendada para o dia 19 de dezembro, manter-se-á, mas decorrerá durante a manhã, com início às 10h00 e dirigida a um máximo de 10 participantes.

A Fundação Marques da Silva estará encerrada aos domingos e feriados, e entre os dias 23 de dezembro de 2020 e 3 de janeiro de 2021.


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24 de novembro de 2020
Raúl Hestnes Ferreira: cruzar a cor com a vida
[dos desenhos de juventude à entrevista de 2013]
Raul Hestnes Ferreira, 1957

O processo de tratamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira tem vindo a proporcionar a descoberta de muitos registos considerados perdidos ou até agora inéditos, como é o caso deste conjunto de desenhos datados de maio e junho de 1957 e com o qual se assinala a passagem de 89 anos sobre o nascimento deste arquiteto. São peças desenhadas invulgares pelo traço e pela colorida paleta de cores utilizada pelo seu autor, invulgares também pelo que nos devolvem do seu tempo de estudante na Escola de Belas Artes do Porto quando, por motivos políticos, enquanto Presidente da Associação de Estudantes e membro do MUD juvenil, acaba por ser preso pela PIDE juntamente com Jorge Batista, Alcino Soutinho e António Teixeira Lopes. Seria o último ano passado na cidade. Seguir-se-ia a Finlândia.
 

Estes desenhos fazem agora parte de um número bem mais alargado de peças que a Fundação Marques da Silva se propõe digitalizar. Tratar, cuidar, estudar, partilhar, dar a ver. E são vários os documentos relativos a Raúl Hestnes Ferreira igualmente presentes na exposição "Mais que arquitetura", que chegou a ter prevista a projeção da entrevista realizada em 2013, por Manuel Graça Dias e Luís Urbano. Não tendo sido possível, aqui fica a sua partilha. Em discurso direto, será possível ouvir Hestnes Ferreira falar sobre o seu percurso de vida, as memórias da sua formação e da passagem pelo Porto, as viagens e experiências de trabalho e de estudo ou as circunstâncias que determinaram a sua prática, a sua vontade de fazer arquitetura.


Entrevista a Raúl Hestnes Ferreira: ver aqui

 

 

 

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20 de novembro de 2020
"Siza - Inédito e Desconhecido" & "Mais que Arquitectura"

Amanhã, cumprindo as normas em vigor, as exposições "Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitectura" estarão encerradas, mas segunda-feira voltam a abrir as suas portas para receber quem ainda não teve a oportunidade de as visitar ou quem deseje voltar para ver com mais pormenor o muito que nelas há para descobrir.

Esperamos por si!

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11 de novembro de 2020
Conferência Marques da Silva 2020: Adiamento

“Resiliência”, este era o tema que Inês Lobo se propunha desenvolver na edição 2020 das Conferências Marques da Silva. A entrada em vigor de um novo estado de emergência levou ao reequacionar da sua realização na data prevista, 18 de novembro, e abdicar do formato presencial e da ligação à Faculdade de Arquitectura da U.Porto, condições que acompanham e ajudam a definir o carácter deste Ciclo desde o momento em que foi lançado, não foram opções a considerar. Em 2021, num outro contexto e com outra segurança, as Conferências Marques da Silva regressarão demonstrando, também elas, a sua “resiliência”.
 

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6 de novembro de 2020
Alcino Soutinho e a sua arquitetura modeladora de cidades
Alcino Soutinho, Viagem a Itália, San Gemigniano, 1961

Hoje, Alcino Soutinho faria 90 anos. Defendia uma arquitetura "agarrada à terra" e a sua obra construída aí está a modelar cidades e a cruzar tempos. Obra também presente na exposição "Mais que Arquitetura", com a memória de alguns dos seus projetos e a evocação de momentos importantes da sua formação, como a viagem a Itália, em 1961. Amanhã, sábado, com a projeção do programa "Magazine Arquitectura - Alcino Soutinho", às 16h00, no Palacete Lopes Martins, regressaremos a 1993. As portas do atelier de Alcino Soutinho voltam a abrir-se para uma conversa conduzida por Manuel Graças Dias que se irá transformar em convite para uma revisitação de alguns dos seus projetos mais icónicos, como os Paços do Concelho de Matosinhos, o Banco Fonsecas & Burnay do Porto, o Museu Amadeo de Souza Cardoso em Amarante, ou o Departamento de Química e o Departamento de Engenharia e Cerâmica do Vidro para a Universidade de Aveiro.

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4 de novembro de 2020
Visita guiada às exposições "Mais que Arquitetura" e "siza-Inédito e Desconhecido" + projeção de “Magazine de Arquitectura - Alcino Soutinho”
7 de novembro, a partir das 14h30

Luís Urbano e António Choupina vão guiar os participantes na visita guiada às exposições “Mais que Arquitetura” & "Siza – Inédito e Desconhecido”, no próximo dia 7 de novembro, às 14h30, seguindo-se, às 16h00, no Palacete Lopes Martins, a projeção do programa “Magazine de Arquitectura - Alcino Soutinho”, de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias (1993).

A participação na visita guiada está dependente de inscrição prévia através do email fims@reit.up.pt. A lotação do espaço onde vai decorrer a projeção está reduzida a 25 lugares.
 

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3 de novembro de 2020
Entrega dos Prémios AICA/MS/Millenium BCP a Bartolomeu Costa Cabral e Silvestre Pestana

Hoje, às 18h00, na Sociedade Nacional de Belas Artes, numa cerimónia restrita, serão entregues a Bartolomeu Costa Cabral (Arquitetura) e a Silvestre Pestana (Artes Visuais), pela Ministra da Cultura, Dr.ª Graça Fonseca, pelo Diretor-geral da DGArtes, Dr. Américo Rodrigues, e pelo Embaixador António Monteiro, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Millennium BCP, os prémios AICA/MS/Millenium BCP 2019.

O júri, composto por Sandra Vieira Jürgens, Nuno Faria, Rui Mendes e Pedro Baía e presidido por Ana Tostões, no momento da deliberação, destacou o facto de a arquitetura de Bartolomeu Costa Cabral ser "fortemente marcada por uma atitude ética e por uma postura contracorrente baseada no trabalho sobre uma materialidade simultaneamente disciplinar e poética".
 

Bartolomeu Costa Cabral, cujo acervo foi recentemente doado à Fundação Marques da Silva, é um dos 15 arquitetos representados na exposição "Mais que arquitetura", designadamente com o projeto para o Grupo Escolar e Balnear do Castelo, um projeto icónico, desenvolvido em 1959, aqui registado nesta fotografia de João Carmo Simões.

 

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3 de novembro de 2020
"A Recepção do Team 10 em Portugal"
Lançamento de livro + projeção de "29-A"
Com Ana Tostões, João Rosmaninho e Pedro Baía
Palacete Lopes Martins, 4 de novembro, 18h00

O livro de Pedro Baía, «A Recepção do Team 10 em Portugal», publicado pela Circo de Ideias, será apresentado na Fundação Marques da Silva com uma conversa entre Ana Tostões, João Rosmaninho e o autor juntamente com a projecção da curta-metragem «29-A». A apresentação terá lugar no Palacete Lopes Martins (pr. Marquês de Pombal, nº 30) no dia 4 de Novembro, quarta-feira, às 18:00.
 

Entrada livre, mas dependente da lotação do espaço, atualmente reduzido a 25 lugares.

Esta iniciativa insere-se na programação paralela às exposições "Siza- Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitetura".

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31 de Outubro de 2020
Galeria de Obras Classificadas de Fernando Távora
Casa e Quinta da Covilhã, fotografia de Luís Ferreira Alves

A recente classificação do conjunto formado pela Casa e Quinta da Covilhã, em Guimarães, tornou-se circunstância para o lançamento de uma nova Galeria de obras dedicada a projetos desenvolvidos pelo Arquiteto Fernando Távora e que se encontram ou estão em vias de serem classificadas. Uma nova entrada do Site da Fundação Marques da Silva que será gradualmente ampliada, estando já sinalizado, para além do referido projeto de requalificação da Casa e Quinta da Covilhã, o Posto duplo de abastecimento no lugar de Covas, também em Guimarães.
 

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30 de outubro de 2020
Álvaro Siza recebe hoje o Prémio Nacional de Arquitetura de Espanha
Alvaro Siza, Centro Galego de Arte Contemporanea, 1988. Santiago de Compostela

Álvaro Siza recebe hoje o Prémio Nacional de Arquitectura de Espanha, pela primeira vez atribuido a um arquiteto não espanhol, numa invulgar, mas simbólica cerimónia. Naquele que será um verdadeiro encontro ibérico, transmitido via streaming, com a presença dos Primeiros Ministros Espanhol e Português, será premiado um dos arquitetos vivos mais importantes do nosso tempo e cuja arquitetura, segundo Iñaqui Carnicero "atuou como um instrumento de reequilíbrio social, de redução de desigualdades e de melhoria da qualidade do território construído".
 

A atribuição deste galardão, a ser presencial, teria decorrido no Centro Galego de Arte Contemporânea em Santiago de Compostela, projetado por Álvaro Siza e aqui representado num desenho que pode ser visto na exposição "Siza - Inédito e Desconhecido", patente ao público na Casa-Atelier da Fundação Marques da Silva.
 

Dos trabalhos desenvolvidos em Espanha por Álvaro Siza, destaque-se ainda, entre outros, o Parque de Santo Domingo de Bonaval e a Faculdade de Ciências da Comunicação, também em Santiago de Compostela; a reconstrução do Portal de Riquer no centro histórico de Alcoi; o Centro Meteorológico da Vila Olímpica de Barcelona; o Complexo Cultural da Manzana del Revellín, em Ceuta; a Reitoria da Universidade de Alicante; ou o Paraninfo da Universidade do País Basco, em Bilbau.

 

Para assistir: https://youtu.be/ZgAzbJ-whK8

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30 de outubro de 2020
Descubra o programa paralelo às exposições "Mais que Arquitectura" e "Siza-Inédito e desconhecido"
Palacete Lopes Martins,

"Siza - Inédito e Desconhecido" está pela primeira vez em Portugal e pode ser visitada até 19 de dezembro. Além de esquissos de projecto, fantasias arquitetónicas e retratos do arquivo pessoal de Álvaro Siza Vieira, o visitante encontra a maqueta do novo Centro de Documentação da Fundação, um projeto ambicioso que irá acolher o espólio pessoal e profissional de 50 dos maiores arquitectos portugueses.
 

Na exposição "Mais que Arquitetura” descubra os desenhos da viagem de Fernando Távora aos Estados Unidos da América e ao Japão, que mais tarde influenciou o seu desenho de um arranha-céus para o centro de Aveiro. Ou ainda os desenhos e fotografias da casa de Sergio Fernandez em Caminha, uma de quatro casas desenhadas por arquitectos para si próprios, que combinam o lado mais erudito da arquitectura com métodos de construção locais. A exposição da Fundação Marques da Silva demonstra como grandes nomes da arquitectura em Portugal exploraram no seu trabalho outros recursos, como a fotografia, o cinema, a escrita, o ensino, os média, o colecionismo ou as viagens.
 

Em paralelo, semanalmente, aos sábados, existe um conjunto de atividades programadas, onde se incluem visitas guiadas. Devido às medidas impostas pela DGS, o acesso aos espaços de projeção está limitado aos primeiros 25 visitantes com bilhete adquirido para as exposições. A participação nas visitas guiadas dos curadores (7 de novembro e 19 de dezembro) está dependente de inscrição prévia, até à véspera, através de email (fims@reit.up.pt).
 

amanhã, 31 de outubro, poderá assistir, no Palacete Lopes Martins, às 16h00, à exibição do programa "Magazine de Arquitectura - Sergio Fernandez" , de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias (1993) e, às 16h30, da "Visita Guiada a Idanha-a-Vella", de Paula Mora Pinheiro (2015).
  

Imagem: Palacete Lopes Martins, "Mais que Arquitetura", 2020. Fotografia de Inês d´Orey

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29 de outubro de 2020
Conferência Marques da Silva 2020
Inês Lobo, Resiliência

Inês Lobo será a conferencista da 14.ª edição das Conferências Marques da Silva. Esta conferência, que tem por tema "Resiliência",  será proferida a 18 de novembro, às 18h30, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
 

Devido ao contexto pandémico em que vivemos, a lotação do Auditório estará sujeita a uma significativa redução de lugares, pelo que o acesso presencial à sessão carece obrigatoriamente de inscrição prévia [formulário]. A conferência será também transmitida online em direto.
 

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26 de outubro de 2020
Arquitetos Pedro Abranches Vasconcelos e Carlos Machado e Moura são os vencedores da 16.ª edição do Prémio Fernando Távora

Com "Estrelas do mar: Fortificações Costeiras de Portugal Continental", os Arquitetos Pedro Abranches Vasconcelos e Carlos Machado e Moura sagraram-se vencedores da 16.ª edição do Prémio Fernando Távora. O júri, constituído pela jornalista Paula Moura Pinheiro, pela arquitecta Paula Silva, pelos arquitectos José Bernardo Távora (indicado pela Fundação Marques da Silva) e Eduardo Queiroga (em representação da OASRN) e, também, pela Dra. Maria da Graça de Tavares e Távora Pereira Coutinho (designada pela família do Arquitecto Fernando Távora) considerou que esta proposta se distinguiu "por ser inédita, contribuindo para um conhecimento atualizado e sistemático do património defensivo costeiro, através da utilização do desenho e das novas tecnologias numa uniformização, em termos de apresentação".

+ info: www.oasrn.org

 

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26 de outubro de 2020
Anúncio do Vencedor da 16ª edição do Prémio Fernando Távora
26 de outubro, Sede da OASRN, 18h00

Num ano atípico, também o Prémio Fernando Távora teve de se reajustar. Hoje, às 18h00, na sede da Secção Regional do Norte (OASRN), numa cerimónia em formato reduzido, o júri da 16.ª edição deste Prémio, que conta com a Fundação Marques da Silva como entidade parceira e terá o arq.to José Bernardo Távora em sua representação, anunciará o vencedor. Extraordinariamente, não será proferida a Conferência do vencedor da edição anterior, já que a viagem prevista não pôde ser realizada, ficando também o lançamento da próxima edição provisoriamente em suspenso.

A sessão será transmitida em streaming, via facebook da OASRN.

+ info: www.oasrn.org

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16 de outubro de 2020
Abertura simultânea de exposições na Fundação Marques da Silva
17 de outubro, das 14h00 às 18h00

Tudo pronto para a abertura ao público de "Siza - Inédito e Desconhecido", na Casa-Atelier Marques da Silva, e "Mais que Arquitectura", no Palacete Lopes Martins. Duas exposições que se tornam pretexto também para uma visita a estes espaços, que foram lugar de vida e de trabalho de José Marques da Silva e da sua família, hoje sede de uma instituição dedicada à cultura e património arquitetónicos.

Cento e cinquenta e um anos após o nascimento de Marques da Silva, naquele que é igualmente o mês dedicado à Arquitetura, este é um presente que queremos partilhar consigo. Esperamos pela sua visita!


www.fims.up.pt

 

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15 de outubro de 2020
"Siza - Inédito e Desconhecido"
Casa-Atelier José Marques da Silva
17 de outubro a 19 de dezembro de 2020
Siza, 2019 ©Tchoban Foundation

Quem, a partir de 17 de outubro, se deslocar à Fundação Marques da Silva será recebido com uma "Vénia", a escultura de Álvaro Siza, criada para Jeju, na Coreia do Sul e pela primeira vez apresentada em Portugal. Será ela a marcar a entrada para as exposições que agora se mostram ao público. Na Casa-Atelier, "Siza - Inédito e Desconhecido" reúne desenhos de três gerações da família de Álvaro Siza, para além de outras peças escultóricas e da maqueta para o novo centro de documentação da Fundação Marques da Silva, de sua autoria.
 

A exposição, depois de uma primeira apresentação em Berlim, na Tchoban Foundation, seguirá depois para Tsinghua Art Museum, em Pequim.
 

+ info: www.fims.up.pt

 

 

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14 de outubro de 2020
"Hestnes Ferreira´s Proposal for Amsterdam City Hall Competition - Analyzed in continuity with Louis Kahn", por Alexandra Saraiva
Raúl Hestnes Ferreira, Concurso para Amsterdam: esquisso para 6 possíveis soluções, 23 de agosto de 1967

Durante o projeto de tratamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira que a Fundação Marques da Silva tem em curso, foi encontrado um conjunto de desenhos relativos ao Concurso para o Edifício Municipal de Amesterdam, de 1967. Alexandra Saraiva publica agora, no Journal of Architecture and Urbanism, o artigo "Hestnes Ferreira´s Proposal for Amsterdam City Hall Competition - Analyzed in continuity with Louis Kahn". Um trabalho de análise da proposta apresentada por Hestnes Ferreira, onde novamente se constata e sublinha a influência de Louis Kahn no trabalho deste arquiteto. Foi um concurso internacional com uma forte presença portuguesa. De Lisboa, Bartolomeu Costa Cabral e Manuel Taínha; Pedro Vieira de Almeida; o atelier Conceição da Silva, liderado por Tomás Taveira; Luís Fernandes Pinto; e Victor Consiglieri, com o pintor Artur Florentino. E do Porto, José Pulido Valente, com o pintor Jorge Pinheiro e o escultor José Rodrigues.

 

 

 

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14 de outubro de 2020
"Mais que Arquitectura"
Paula Moura Pinheiro convida

"Mais que Arquitectura" é uma (a)mostra simbólica do heterogéneo universo de interesses dos arquitectos nela representados e do quanto há para descobrir no vasto património documental da Fundação Marques da Silva.

Pode ser visitada a partir do próximo dia 17 de outubro. Acompanhe Paula Moura Pinheiro neste primeiro olhar sobre os espaços expositivos.
 

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13 de outubro de 2020
Abertura simultânea das exposições
"Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitectura"
17 de outubro, Fundação Marques da Silva

"Siza - Inédito e Desconhecido"
Casa-Atelier José Marques da Silva
17 de outubro a 19 de dezembro de 2020

"Mais que Arquitectura"
Palacete Lopes Martins
17 de outubro de 2020 a 17 de abril de 2021

 

Outubro será o mês em que a Fundação Marques da Silva vai abrir as portas da Casa-Atelier José Marques da Silva e do Palacete Lopes Martins para dar a ver as exposições “Siza – Inédito e Desconhecido” e “Mais que Arquitectura”. Esta será uma oportunidade única para conhecer os espaços e o importante núcleo documental que nesta Fundação tem vindo a ser reunido e continuamente ampliado, bem como os desenhos pertencentes ao arquivo pessoal de Álvaro Siza, esculturas até à data inéditas e a maqueta do novo centro de documentação, da autoria deste arquiteto, que se assume como marca de um futuro sonhado para esta instituição.
 

Horários e condições de visita
Segunda a sábado, das 14h às 18h00.
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores.
 

No dia da abertura ao público, 17 de outubro, as exposições podem ser visitadas gratuitamente entre as 14h00 e as 18h00.

 

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10 de outubro de 2020
José Porto e a Casa em Marinhas - Vilar de Mouros

Um lote de desenhos recentemente integrado no espólio de José Porto revela-nos o que terá sido o primeiro estudo para a reabilitação da sua casa em Marinhas – Vilar de Mouros.
Os vários esquissos sugerem uma ampliação significativa do volume original - uma pequena construção rural – resultando numa intervenção de grande escala protagonizada por um imponente hall que articula a casa existente com a sua ampliação.
Mais tarde, em 1946, José Porto acaba por concretizar uma versão reduzida deste primeiro estudo, que reproduz alguns dos aspectos compositivos iniciais e que procura do mesmo modo um diálogo estreito entre a casa e o seu contexto.

José Porto nasceu em Vilar de Mouros a 10 de outubro de 1883.

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6 de outubro de 2020
Escritos Escolhidos e Passa-a-Palavra estão no "Podes"
Votação para o podcast preferido do público decorre até 15 de outubro

Os podcast da Fundação Marques da Silva/Casa Comum - Escritos Escolhidos e Passa-a-Palavra: falemos de Arquitetura -  estao inscritos no Festival "Podes 2020".
 

Até 15 de outubro poderá votar no seu podcast favorito no link https://podes.pt/votar/
 

Basta escrever o nome corretamente no local indicado!

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16 de Setembro de 2020
A Casa que Fernando Lanhas para si projetou
Fernando Lanhas, Alçados da Casa da Avenida Antunes Guimarães, Porto, 1959

Há um sentido de atualidade na arquitetura de Fernando Lanhas, arquiteto que sempre projetou um espaço a pensar na função. A casa que para si idealiza, em 1959, e que mais tarde, na Avenida Antunes Guimarães, no Porto, acabará por habitar, é bem ilustrativa desta sua forma de fazer arquitetura. Atente-se no cuidado expresso na escada em caracol, nas varandas ou na representação do automóvel à escala. Um projeto que, nos dias de hoje, continua a suscitar interesse, tendo estado representado na 15ª Bienal de Istambul.

Fernando Lanhas nasceu a 16 de setembro de 1923.

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11 de setembro de 2020
José Porto já está no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva

A documentação relativa à obra de arquitetura de José Porto já está disponível para consulta online. Doada em 2017 à Fundação Marques da Silva pelo arquiteto Abílio Mourão, a quem foi confiado o acervo profissional deste arquiteto, e pelo CIRV-GEPAV (Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense), detentor de um fundo pertencente à Oficina Fontes, é composta de mais de três centenas de registos correspondentes a cerca de três dezenas de projetos produzidos entre finais da década de vinte e a década de sessenta do século XX.
 

Com a integração desta nova entrada, o Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva passa a disponiblizar o acesso à documentação de 17 acervos de arquitetura.

Consultar: Arquivo Digital e Site

 

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8 de setembro de 2020
"A Encomenda", de Manuel Graça Dias, na TSA Playlist

O filme A Encomenda, de Manuel Graça Dias, foi selecionado para participar no Short Film Showcase da Toronto Society of Architects, Canadá, um evento especial da TSA Playlist. Lançada no início de 2020, a TSA Playlist é um programa temático com curadoria mensal que apresenta filmes relacionados com arquitetura, design e ambiente construído. "A Encomenda" fará parte de uma série intitulada Arquitetura e Contexto que analisa não apenas a relação entre os edifícios e a sua circunstância física, socioeconómica ou cultural, mas também a forma como se moldam e informam mutuamente.

A curta-metragem A Encomenda foi filmada na casa de fim-de-semana que Raul Hestnes Ferreira projectou em 1961 para o seu pai, o poeta José Gomes Ferreira. A Casa de Albarraque, como ficou conhecida, permanece, após quase sessenta anos, uma encantadora e inesperada obra de arquitectura. A Encomenda introduz-nos ao ambiente da casa, tomando como pretexto a chegada de um carteiro anarquista, muito palavroso e abelhudo, que a vai percorrendo, abrindo e fechando armários, tocando nos objetos, enquanto protesta contra o governo ou recita poemas, sob o olhar enfadado do proprietário, o próprio Raul Hestnes Ferreira. Só depois da saída do carteiro, o arquiteto poderá ouvir com calma um pouco de música e concluir pequenas bricolages, antes de se sentar no pátio, para então descobrir o conteúdo d’A Encomenda.

Manuel Graça Dias (1953-2019) foi um dos mais importantes arquitectos portugueses, professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e fundador do atelier Contemporânea (www.contemporanea.com), com obra construída em Lisboa, Porto, Almada, Braga, Chaves, Guimarães, Vila Real, Macau, Madrid, Sevilha ou Frankfurt, obra essa extensamente publicada e apresentada em múltiplas exposições. Com uma vida dedicada à divulgação da arquitetura, foi curador, autor de numerosos livros, colunista de jornais e revistas e apresentador de séries de arquitetura na RTP e na TSF. Realizou as curtas-metragens A Encomenda (2013) e A Limpeza (2013).

 

 

+ info:

Toronto Society of Architects

"A Encomenda", Manuel Graça Dias, 2013

Quando A Encomenda veio à Fundação: ver aqui

 

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8 de setembro de 2020
Carlos Carvalho Dias em entrevista à Archivoz
Carlos Carvalho Dias: Bóbeda, Chaves, Solar do Sr. Pinto, átrio - escadas para o salão, 1955

Acaba de ser publicada, na Archivoz Magazine, uma entrevista a Carlos Carvalho Dias, conduzida por Alexandra Saraiva. "Toda a nossa actividade se faz para o ser humano, que deve ser a nossa preocupação fundamental" é a frase em destaque de um conjunto de reflexões sobre a preservação da memória no domínio da Arquitetura, por parte de um importante e reconhecido arquiteto e urbanista que, em 2018, começou por doar à Fundação Marques da Silva os registos da sua colaboração no Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa, e, em 2020, ampliar essa doação à restante memória documental do seu percurso profissional.
 

Leia aqui: "Toda a nossa actividade se faz para o ser humano, que deve ser a nossa preocupação fundamental". Entrevista com Carlos Carvalho Dias

 

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7 de setembro de 2020
Maria José Marques da Silva: uma sala abobadada

"Uma sala abobadada" é um dos muitos trabalhos académicos realizados por Maria José Marques da Silva enquanto estudante do Curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto (EBAP). Esta arquiteta portuense, nascida a 7 de setembro de 1914, na Casa-Atelier projetada por seu pai e onde hoje se encontra a Fundação Marques da Silva, frequentou a EBAP entre 1933 e 1939, vindo a obter o seu Diploma em agosto de 1943.

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4 Setembro 2020
Raúl Hestnes Ferreira e o Concurso para Amsterdam
Raúl Hestnes Ferreira, Concurso para Amsterdam: esquisso, 1967

E quando o abrir de um rolo nos devolve a memória de desenhos aparentemente perdidos!

Em 1967, o Município de Amsterdam lança um concurso internacional para a construção de um novo edifício camarário. Serão 7 as equipas portuguesas a participar na competição, entre elas, Raúl Hestnes Ferreira. Até ao momento, já foram tratados cerca de 16.000 desenhos do acervo deste arquiteto.

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28 de agosto de 2020
A Fundação Marques da Silva também está na Feira do Livro!

Com 14 títulos e o Puzzle Estação de S. Bento, disponíveis no pavilhão da Universidade do Porto (U. Porto Press, nº 33) com generosos descontos, a Fundação Marques da Silva marca presença na Feira do Livro que hoje se inaugura nos Jardins do Palácio de Cristal.
 

Sob o mote "Alegria para o fim do mundo", esta sétima edição da Feira do Livro do Porto contará com 80 expositores. Entre editoras, livreiros, alfarrabistas e demais entidades, distribuídas por 119 pavilhões, serão promovidos lançamentos de livros, palestras, debates, oficinas, apresentações várias e concertos. No Pavilhão da U.Porto Press serão ainda organizadas sessões de autógrafos e o concurso "É preciso ter sorte!" (+ info).
 

A Feira do Livro manterá as suas portas abertas até 13 de setembro e pode ser visitada de segunda a quinta feira, entre as 12h e as 21h30. Às sextas-feiras, o horário prolonga-se até às 23h. Durante o fim de semana abre às 11h. Aos sábados, encerra pelas 23h, enquanto aos domingos, encerra pelas 21h30.

 

 

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25 de agosto de 2020
Percurso(s)
Fernando Távora, Beirut, Musée Nationale. Junho, 3, 60

"... cruzam-se recordações, realidades e sonhos, o passado e o futuro, factos, lugares, imagens, ideias e formas, gentes, viagens e leituras, assim se construindo a vida e obra de um homem e de um arquiteto."*
Fernando Távora, nasceu a 25 de agosto de 1923.

* in Fernando Távora: Percurso, CCB, 1993, p.9; desenho: Beirut, Musée Nationale/Junho, 3, 60.

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19 de agosto de 2020
Encontros
Dia Mundial de Fotografia 2020

Poderia ser um simples registo de um banal encontro de amigos, mas é muito mais o que esta fotografia nos revela. Basta referir que corria o ano de 52, que em frente à entrada principal do castelo de Blois estão Joseph Martin, do Canadá, Manuel Marques de Aguiar, de Portugal, e Amine Bezeri, do Líbano. A uni-los, a condição de arquitetos e a frequência do Instituto de Urbanismo de Paris.

Hoje celebra-se o dia mundial da fotografia.

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16 de agosto de 2020
"Usina": 3 poemas de Octávio Lixa Filgueiras (1949)

É com a poesia de Octávio Lixa Filgueiras que se conclui a primeira série de Escritos Escolhidos. Com este programa, o 15.º, assinala-se também a passagem de mais um aniversário deste arquiteto, nascido a 16 de agosto de 1922.


Escritos Escolhidos regressará em setembro.

 

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14 de agosto de 2020
"El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch" entre os seleccionados para a Bienal Colombiana de Arquitectura e Urbanismo 2020
Fotografia de Federico Orozco, 2019

A exposição "El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch" é um dos 13 projetos seleccionados na categoria "Divulgação" da Bienal Colombiana de Arquitectura  e Urbanismo 2020.
 

Com curadoria de Andrés Erazo (Colômbia), Manuel Mendes (Portugal) e António Armesto (Espanha), a exposição, que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, esteve patente ao público no Museu La Tertulia, em Cali, entre maio e agosto de 2019.
 

A XXVII edição da Bienal abarca 9 categorias e um total de 118 inscritos. Vai decorrer entre 18 e 28 de novembro e de entre os vencedores de cada uma destas categorias sairá o Prémio Nacional de Arquitetura.
 

+ info: Sociedad Colombiana de Arquitectos.org

 

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12 de agosto de 2020
Há novos Mapas de Arquitetura!

A OASRN, em parceria com a Fundação Marques da Silva, acaba de lançar a segunda edição, revista e ampliada, do Mapa de Arquitetura José Marques da Silva (pt/eng e es/fr), e a segunda edição revista do Mapa de Arquitetura Fernando Távora (pt/eng e es/fr).
 

No âmbito desta linha editorial, a Fundação Marques da Silva colaborou ainda com a OASRN e a arquiteta Helena Ricca na produção do novo Mapa de Arquitetura Agostinho Ricca (pt/eng e es/fr). Com texto introdutório de João Luís Marques, percorre 49 obras representativas de um valioso e diversificado legado, idealizado ao longo de 70 anos de atividade profissional.
 

Neste contexto, a OASRN reeditou também o primeiro mapa a ser publicado, em 2008, o Mapa de Arquitetura Arménio Losa e Cassiano Barbosa (pt/eng e es/fr). A coleção completa-se com os Mapas de Arquitetura dedicados a Álvaro Siza (pt - eng - es) e Eduardo Souto de Moura (pt - eng - es).

 

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11 de agosto de 2020
Prémio Fernando Távora - 16.ª edição
Nova data!

 O prazo de entrega de candidaturas à 16ª edição do Prémio Fernando Távora foi prorrogado até ao dia 31 de Agosto de 2020. Esta decisão prende-se com o carácter extraordinário da situação epidemiológica actualmente vivida.

+info:  fims | oasrn

 

 

 

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6 de agosto de 2020
Um regresso a Mies van der Rohe, com Harry Wolf

Harry Wolf, arquiteto com uma longa e premiada carreira nos Estados Unidos da América, a residir no Porto há cerca de 5 anos, traz-nos de novo a arquitetura de Mies van der Rohe.

Este é o 12.º "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura"*, podcast que regressa em setembro com novos e inesperados convidados.

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*  Por lapso é referido Neue Museum Galerie, quando se trata de Neue National Galerie. Em setembro será retificada a gravação.

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24 de julho de 2020
As surpresas que um acervo reserva...

Prosseguem os trabalhos de tratamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira e as surpresas sucedem-se. Já foram encontrados originais que se pensavam perdidos de trabalhos académicos realizados na Escola de Belas-Artes do Porto, na Finlândia e nos Estados Unidos, assim como os esquissos para o Concurso da Ópera da Bastilha, em Paris, de 1983, aos quais a imagem se refere.

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21 de julho de 2020
Dos escritos dispersos de Fernando Lanhas às arquiteturas sem arquitetos propostas por Carlos Antunes. Há novos podcast da Fundação Marques da Silva!

Esta semana, a Fundação Marques da Silva e a Casa Comum disponibilizam mais dois podcast: em "Escritos Escolhidos" serão lidos escritos dispersos de Fernando Lanhas; em "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura", Carlos Antunes oferece-nos uma viagem através de arquiteturas sem arquitetos, de ninhos.


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20 de julho de 2020
"Siza - Unseen & Unknown" na loja online da Fundação Marques da Silva

Enquanto se aguarda a abertura ao público de "Siza - Inédito e Desconhecido/Siza - Unseen & Unknown", na Casa-Atelier José Marques da Silva, o Catálogo da exposição apresentada em Berlim, na Tchoban Foundation: Museum fur Architekturzeichung, em 2019, com curadoria de Kristin Feireiss e António Choupina, já pode ser adquirido na loja online da Fundação Marques da Silva.

A publicação reproduz o conjunto de 100 desenhos então expostos, enquadrados por textos dos curadores, de Álvaro Siza, Álvaro Leite Siza, José Luís Porfírio e Steven Holl. São desenhos que nos devolvem um olhar intimista sobre a obra deste arquiteto, associados a desenhos nunca antes vistos em público da sua falecida esposa, Maria Antónia Siza, desenhos do seu filho e arquiteto Álvaro Leite Siza e do seu neto, Henrique Siza.

 

Ir para a loja online

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17 de julho de 2020
"O Edifício na Praça de Martim Moniz (1973-1984), de Bartolomeu Costa Cabral: uma proposta de continuidade", por Mariana de Oliveira Couto
Bartolomeu Costa Cabral, Edifício na Praça Martim Moniz, Alçado poente, esboço a prever a conservação do edifício a norte do Palácio Aboim, Lisboa, s.d.

O edifício que Bartolomeu Costa Cabral pensou para a Praça Martim Moniz, em Lisboa, “iniciado em 1973, desenvolvido até 1975, adiado até 1981 e só então parcialmente construído (…) procurou devolver à Mouraria novos espaços de encontro e apropriação”.

O artigo de Mariana de Oliveira Couto, colaboradora da Fundação Marques da Silva e doutoranda da DArq UC, com uma tese sobre a obra de Bartolomeu Costa Cabral, publicado na ProArq (caderno 34) dá-nos a conhecer este projeto. A ler aqui
 

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16 de julho de 2020
“Elas andaram aí”, mas com “estranhos destinos”. Como se (re)escreve na história portuguesa a arquitectura no feminino?

Este é o título do artigo de fundo escrito por Andreia Friaças para o Jornal Público sobre a presença das mulheres na arquitetura e sobre o que tem vindo a ser feito para que essa presença se torne visível. Uma história de afirmação que tem em Maria José Marques da Silva, a primeira mulher a terminar o curso de arquitetura no Porto, em 1943, uma das suas protagonistas.


Link Jornal Publico

 

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11 de julho de 2020
A Capela de Barragán, pela voz de Andreia Garcia

Pela voz de Andreia Garcia, o novo "Passa-a-Palavra: falemos de Arquitetura" leva-nos a conhecer a Capela que Barragán desenhou para as Irmãs Clarissas Capuchinhas, em Tlalpan, na cidade do México.

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11 de julho de 2020
O Coliseu sonhado por José Porto

Há mais um Escritos Escolhidos. O 13.ª podcast desta série traz-nos fragmentos da memória descritiva do anteprojeto para o Coliseu do Porto, de José Porto, datada de fevereiro de 2020.

 

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3 de julho de 2020
Tratamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira continua

Continua a avançar o trabalho de tratamento do acervo do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira e a cada semana, dezenas de rolos de esquissos e desenhos de projeto são abertos, separados, limpos e reacondicionados. Até ao momento, foram já tratados cerca de 4000 registos. Ver vídeo aqui.
 

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1 de julho de 2020
Escritos Escolhidos Especial
Álvaro Siza, Alcino Soutinho, Jorge Gigante e Fernando Távora lembram Arménio Losa

A 1 de julho de 1988, com 79 anos de idade, falecia Arménio Losa. Neste "Escritos Escolhidos", num gesto que agradecemos ao Arquiteto Álvaro Siza, recuperam-se os textos então publicados em sua homenagem, no Jornal de Notícias. São quatro testemunhos, quatro formas de lembrar um arquiteto que para Álvaro Siza foi constantemente contemporâneo, para Alcino Soutinho uma referência pela sua defesa cívica da Arquitetura, para Jorge Gigante uma lacuna difícil de preencher, e para Fernando Távora uma lição de esperança.
 

A imagem que acompanha esta notícia foi gentilmente cedida pelo Centro de Documentação da FAUP. Nela se encontram retratados "Soutinho, Semide, Aires Pereira, Távora, Siza, Marques de Aguiar, Forjaz, Sergio, Pedro e Losa" [FAUP/CDUA/AL-CB/PART/Fotos_503_1].

#12 Escritos Escolhidos - Especial Arménio Losa

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1 de julho de 2020
Francisco Granja já faz parte da Fundação Marques da Silva

Foi ontem, 30 de junho, assinado o protocolo que formaliza a doação do acervo de Francisco Granja (1914-1988) à Fundação Marques da Silva. São centenas de registos de projeto (peças desenhadas e escritas), fotografias e revistas de arquitetura e urbanismo a documentar o percurso de um arquiteto que foi discípulo de Marques da Silva. Das muitas obras projetadas, destaca-se a autoria do CineTeatro Vale Formoso ou a Garagem da Peugeot, no Porto, obras expostas na Exposição de 53, ou o conjunto de edifícios residenciais para a rua António José da Costa, também nesta mesma cidade. A documentação doada já está a ser alvo de tratamento arquivístico e de ações de conservação e restauro, tendo em vista a sua futura disponibilização.
 

Na assinatura de ontem, ponto de chegada de um processo iniciado por Clara Pimenta do Vale e César Romão, estiveram presentes, pela Fundação, a Presidente, Fátima Vieira, e o Vice-Presidente, Luís Urbano, e pela família de Francisco Granja, Maria Júlia Granja e Helena Pato Granja, esposa e filha deste arquiteto.

 

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30 de junho de 2020
Relatório de Atividades e Gestão - 2019

Encontra-se disponível para consulta o Relatório de Atividades e Gestão correspondente ao ano de 2019.

Consultar Relatório

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24 de Junho de 2020
Fernando Távora, José Gigante, João Mendes Ribeiro
Há novos podcast da Fundação Marques da Silva para ouvir!

Em dia de S. João, aqui está a quadra popular a mostrar que também através dela tanto se pode dizer de arquitetura. E claro que estamos a falar de José Gigante, que assim nos convida a visitar a "Rota Corbusier". Mas temos também o Neues Museum, de Chipperfield, pela voz de João Mendes Ribeiro e uma figura transversal a estes dois convidados do Passa-a-Palavra, Fernando Távora, com a história do romance vivido com a Casa da Covilhã.


Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura | #8 José Gigante e #9 João Mendes Ribeiro

Escritos Escolhidos | #11 Fernando Távora
 

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23 de junho de 2020
Entre dois mundos: a capela que João Queiroz projetou em S. João da Madeira

A assinalar a passagem de mais um ano sobre o nascimento de João Queiroz, a Fundação Marques da Silva divulga um conjunto de fotografias da capela de Santo António, em S. João da Madeira, projetada por este arquiteto. Inaugurada em 1935, foi construída com base numa subscrição pública que reuniu mais de 150 beneméritos. Clara Vale, autora destas imagens, salienta o contraste entre dois mundos: o de dentro e o de fora. No interior destaca as pias de água benta, os cachorros que seguram a asna e, principalmente, a escada sineira, em caracol, executada em betão armado. Esta investigadora considera ainda que é possível colocar a hipótese de atribuição da autoria dos vitrais Art Deco a desenho de João Queiroz, bem como as grades de entrada. A capela tem vindo a ser objeto de obras e aguarda agora a colocação de um novo altar.
 

Ver álbum fotográfico

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19 de junho de 2020
Para um novo olhar sobre os desenhos de Raúl Hestnes Ferreira
Raúl Hestnes Ferreira, esquisso para o projeto de interiores da Cervejaria

A Fundação Marques da Silva tem em curso um amplo projeto de tratamento do acervo do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira. São milhares de registos que estão a ser limpos e reacondicionados. Um passo fundamental para que novas ações possam vir a ser desenvolvidas, garantindo a salvaguarda da documentação original.
 

Ver imagens do processo: álbum e vídeo

 

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12 de junho de 2020
Octávio Lixa Filgueiras e Manuel Teles no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva

Os acervos dos arquitetos Octávio Lixa Filgueiras (1922-1996) e Manuel Teles (1936-2012) já podem ser consultados no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva, bem como as respetivas listas de processos de obra de arquitetura/urbanismo. No seu conjunto, referem-se a mais de 1600 peças desenhadas e 11 metros lineares de peças escritas que têm vindo a ser tratadas em termos arquivísticos e que documentam tanto a formação académica, quanto a atividade profissional destes arquitetos e professores.
Os acervos agora disponibilizados integram ainda registos fotográficos e bibliográficos de relevo. A biblioteca de Octávio Lixa Filgueiras, num total de 1377 livros que abrangem áreas tão distintas como arquitetura, urbanismo, história, arte e património, já se encontra igualmente inventariada e está a começar a ser disponibilizada para consulta na plataforma Aleph, onde se encontra alojado o catálogo da Fundação Marques da Silva.

Com a integração das entradas de Octávio Lixa Filgueiras e Manuel Teles, o Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva passa a disponiblizar o acesso à documentação de 16 acervos de arquitetura. Trata-se de um processo em aberto, pelo que a informação incorporada nesta plataforma vai sendo progressivamente ampliada.


Consultar
Octávio Lixa Filgueiras: Arquivo Digital e Site
Manuel Teles: Arquivo Digital e Site

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29 de maio de 2020
Os novos podcast da Fundação Marques da Silva:
Nuno Valentim, em "Passa-a-Palavra",
Sergio Fernandez e Álvaro Siza, em "Escritos Escolhidos"

Há mais 3 novos podcast da Fundação Marques da Silva para ouvir!
 

Em "Passa-a-Palavra: Falemos de Arquitetura", Nuno Valentim traz-nos a Casa Barragan. É uma casa onde cliente e arquiteto se fundem, pelo que "Escritos Escolhidos" propõe que se ouça o que um outro arquiteto tem a dizer sobre a casa que para si projetou. Referimo-nos a Sergio Fernandez e a Vill´Alcina. Para aquela que será já a 10.ª emissão de "Escritos Escolhidos", regressamos a Siza com a leitura de dois textos: Barragán e António Quadros.
 

+ info: aqui

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26 de maio de 2020
Prémio Fernando Távora
Abertura de inscrições para a 16.ª edição

Está aberto o período de submissão de candidaturas à 16.ª edição do Prémio Fernando Távora, uma iniciativa organizada pela OASRN e que conta, a partir desta edição, com a Fundação Marques da Silva como entidade parceira.
 

As candidaturas podem ser apresentadas até 17 de agosto e o júri será constituido pela jornalista Paula Moura Pinheiro, pela arquitecta Paula Silva, pelos arquitectos José Bernardo Távora (indicado pela FIMS) e Eduardo Queiroga (em representação da OASRN) e, também, pela Dra. Maria da Graça de Tavares e Távora Pereira Coutinho (designada pela família do Arquitecto Fernando Távora).
 

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16 de maio de 2020
Colóquio
WHAT EDUCATION? Arquitetura, Ensino e Investigação
Webinar: 22 e 23 de maio de 2020, 10:00

Colóquio/webinar
WHAT EDUCATION? Arquitetura, Ensino e Investigação
Apresentação: Jorge Figueira, Gonçalo Canto Moniz, Luís Urbano
Oradores: Bruno Gil, Carolina Coelho, Eduardo Fernandes, Gonçalo Canto Moniz, Leonor Matos Silva, Pedro Pinto, Raquel Paulino


O colóquio What Education? Arquitetura, Ensino e Investigação*, a decorrer em formato digital, com acesso através da plataforma ZOOM, nos dias 22 e 23 de maio, a partir das 10:00, vai reunir os investigadores do projeto (EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture e os investigadores convidados da linha “What Education”, com o objetivo de debater publicamente os primeiros resultados da investigação anunciada em julho do ano passado na Casa-Atelier Marques da Silva. Pretende-se identificar, para cada caso de estudo, os temas mais relevantes e os momentos-chave da formação do/a arquiteto/a. Simultaneamente, serão colocados os desafios trazidos a este contexto pela investigação, de acordo com os desenvolvimentos da linha “What Research”.


Esta iniciativa é organizada por Jorge Figueira, Gonçalo Canto Moniz, Bruno Gil, Carolina Coelho, do Centro de Estudos Sociais (CES-UC), em parceria com a Fundação Marques da Silva.
 

+ info:  aqui

*Actividade no âmbito do projecto de investigação «(EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture», financiado por FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do COMPETE 2020 - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) e por fundos portugueses através da FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia.  POCI-01-0145-FEDER- 030492.
 


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18 de maio de 2020
De Paris para o Porto:
O restauro dos desenhos de Marques da Silva do atelier Laloux
Exemplo de integração cromática

Enquanto se aguarda o momento em que as portas da Fundação Marques da Silva se voltarão a abrir sem restrições, assinalamos o Dia Internacional dos Museus com uma iniciativa digital: um olhar sobre o processo de restauro dos desenhos realizados durante a formação de José Marques da Silva em Paris, entre 1890 e 1896, enquanto aluno da Escola de Belas Artes e jovem aprendiz de arquiteto no atelier de Victor Laloux.


Falamos de 68 desenhos de arquitetura, 10 desenhos de modelo e ornamento, 44 enunciados e 2 memórias descritivas - hoje parte integrante do acervo da Fundação Marques da Silva - que foram alvo de um amplo e meticuloso processo de restauro, em grande parte realizado por Ana Freitas, da Oficina de Conservação e Restauro de Documentos Gráficos da Universidade do Porto e que este vídeo vem ajudar a tornar visível.

 

+ info: aqui ou avançar para o vídeo:  De Paris para o Porto: o restauro dos desenhos de Marques da Silva no atelier Laloux

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13 de maio de 2020
Francisco Vieira de Campos, Graça Correia, José Carlos Loureiro e Raúl Hestnes Ferreira: há 4 novos podcast para ouvir!

Em "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" estaremos perante a escala da pequena casa, com a Casa de Baião de que nos fala Francisco Vieira de Campos, e a escala do grande bairro, com a história do Lafayette Park, que nos é contada por Graça Correia.

Por sua vez, "Escritos Escolhidos", propõe duas narrativas de cunho bem pessoal: Raúl Hestnes Ferreira diz-nos quanto e como surge o seu primeiro projeto de arquitetura e José Carlos Loureiro revela a sua paixão pelo Palácio do Freixo.

 

+ info aqui

 

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4 de maio de 2020
Reabertura da Fundação Marques da Silva a consultas presenciais

A Fundação Marques da Silva informa que, a partir de hoje, vai reabrir parcialmente as suas portas. Entre as 10h00 e as 12h00, de segunda a sexta-feira, será possível realizar consultas presenciais à documentação e núcleos bibliográficos da instituição, estando assegurados os procedimentos necessários para que estas decorram em segurança. Cada consulta deverá ser previamente agendada, através de marcação por email – fims@reit.up.pt.

A 18 de maio serão reavaliadas as condições de acesso.

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30 de abril de 2020
Álvaro Siza, Bartolomeu Costa Cabral, João Pedro Serôdio: os novos podcast da Fundação Marques da Silva

Em "Escritos Escolhidos", Álvaro Siza traça um retrato de Vittorio Gregotti e descreve uma gravura de Picasso; Bartolomeu Costa Cabral aborda o tema da continuidade na Arquitetura como condição essencial para a sua prática.

Em "Passa-a-Palavra: falemos de Arquitetura", João Pedro Serôdio responde ao desafio de Pedro Ramalho e fala-nos das Casa Farnsworth, de Mies.

São os três novos podcast da Fundação Marques da Silva.

 

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29 de abril de 2020
Dia Internacional da Dança

Em Dia internacional da Dança, um desenho aguarelado de José Porto, feito em Paris, nos anos vinte.

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23 de abril de 2020
A arquitetura de um livro numa época de encruzilhada: "Da função social do arquiteto"
Dia Mundial do Livro 2020

(...) o arquitecto, para realizar-se tem de saber fazer e, ao mesmo tempo, conhecer as coisas, e os homens, e o mundo, e a vida, e de tudo isso saber tirar uma lição que lhe permita erguer, no dealbar, um hino de esperança ao novo dia.

Octávio Lixa Filgueiras, Da Função Social do Arquitecto, 1985, p.16

 

Da função social do arquitecto: para uma teoria da responsabilidade numa época de encruzilhada é um livro de Octávio Lixa Filgueiras que se encontra profusamente documentado na Fundação Marques da Silva.
 

Sabemos da sua razão de ser: constitui a resposta a uma das 3 provas pedidas pela Escola Superior de Belas Artes aos candidatos ao lugar de professor de Arquitetura, em concurso aberto em 1962. Sabemos do projeto e método de construção: no Centro de Documentação da Fundação preservam-se manuscritos, documentos datilografados, montagens para publicação e a forma como as ilustrações de autores vários iam sendo selecionadas e preparadas para aquela que será a primeira edição. Sabemos da tese que defendia: uma perspetiva humanista que propunha um envolvimento do arquiteto com a realidade social, ancorada em Gordon Cullen, Ernesto Rogers ou Lúcio Costa. Sabemos do seu interesse: em 1985 volta a ser editado pela ESBAP, com prefácio de Pedro Vieira de Almeida, prefácio esse que existe também, neste acervo, numa versão datilografada e com anotações de Octávio Lixa Filgueiras.

Em Dia Mundial do Livro sugere-se a sua leitura.

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21 de abril de 2020
Alcino Soutinho, Alexandre Alves Costa, Nuno Brandão Costa e Pedro Ramalho em "Escritos Escolhidos" e "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura"

E há mais 4 novos podcasts da Fundaçao Marques da Silva já disponíveis na plataforma online da Casa Comum:
 

"Escritos Escolhidos" propõe-nos dois novos textos: Alcino Soutinho "regressa" a Itália para nos falar da sua geografia, da suas gentes, das suas cidades e Alexandre Alves Costa "regressa" a Maria de Sousa, para nos falar da cientista e da mulher que recentemente nos deixou.
 

Em "Passa-a-Palavra: falemos de Arquitetura", João Pedro Xavier lançou o convite a Nuno Brandão Costa e Nuno Brandão Costa desafiou Pedro Ramalho. Dois novos testemunhos que, de Barcelona, nos fazem seguir rumo a Florença e de Florença até Viena.
 

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18 de abril de 2020
Fundação Marques da Silva, um arquivo em expansão
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2020

A Fundação Marques da Silva sinaliza o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios abrindo a consulta, no seu Arquivo Digital e Site Institucional, a 4 novos Sistemas de Informação: Fernando Lanhas, Rui Goes Ferreira, Raúl Hestnes Ferreira e Bartolomeu Costa Cabral.

 

Com as novas entradas, passa a permitir a navegação online através de 14 acervos documentais de arquitetura. Um precioso instrumento de pesquisa e uma forma privilegiada de preservar a memória da obra desenvolvida por estes arquitetos e do património por eles projetado. Um trabalho em permanência, em contínua atualização, a permitir que esta herança comum se torne acessível a todos.

 

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16 de abril de 2020
Manuel Teles, um arquiteto a descobrir
Desenho de estudo, 1980

Manuel Teles não foi apenas o arquiteto que projetou o Bairro do Aleixo. Formou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (CODA: “Conjunto de Habitações no Espaço Rural”, 1965). Iniciou a sua atividade no atelier de João Andresen, colaborou com vários Municípios: Porto, Mira, Cantanhede e Barcelos, mas acabaria por desenvolver uma longa carreira como arquiteto liberal e como professor. Tem artigos publicados em revistas da especialidade e representou Portugal em vários fóruns internacionais.
Nasceu a 16 de abril de 1936.
 

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10 de abril de 2020
Crucifixão, autor desconhecido, finais do séc. XVI
Uma pintura, muitas histórias

Neste quadro, uma pintura a óleo sobre madeira (77x100cm) onde se representa o tema do Calvário, destaca-se a exuberância e intensidade da cor que o preenche, bem como a qualidade verificada na definição anatómica das personagens. Desconhece-se o autor, mas tem como datação atribuída o final do século XVI. Foi um bem herdado de Amélia Lopes Martins, falecida em 1943, e encontrava-se associado à capela do Palacete então por ela habitado. Acabou por ser alvo de pareceres e avaliações várias por parte de várias personalidades, agentes ativos no mercado artístico nacional à época, mas o arquiteto José Marques da Silva decidiu adquirir a obra em causa, integrando-a no seu espólio pessoal. Pertence agora à coleção de Pintura da Fundação Marques da Silva. Com ele assinalamos a data e desejamos uma Feliz Páscoa.

 

Ver Catálogo da Coleção de Pintura

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08 de abril de 2020
"Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" lança o primeiro podcast e "Escritos Escolhidos" traz-nos um texto inédito de Fernando Távora

E estão já disponíveis dois novos podcasts da Fundação Marques da Silva.

Hoje inicia-se o programa "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura", com João Pedro Xavier, que nos levará até Barcelona. [ouça aqui]

Em "Escritos Escolhidos", Fernando Távora fala-nos do granito da sua infância. [ouça aqui]


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06 de abril de 2020
Raúl Hestnes Ferreira e Fernando Távora no mais recente número da "AMPS Proceedings Series 17.1. Education, Design and Practice"

As atas do Colóquio Education, Design and Practice - Understanding skills in a Complex World, que teve lugar no Stevens Institute of Technology, em Nova Iorque, em junho de 2019, acabam de ser publicadas na AMPS Proceedings Series 17.1. Education, Design and Practice, tornando possível a leitura de duas comunicações realizadas no âmbito de investigações centradas na Fundação Marques da Silva:


- Alexandra Saraiva, "Hestnes Ferreira between European timelessness and North American classicism", pp. 150-159.
- Raffaella Maddaluno, "Fernando Távora and the United States: travel as a teaching practice", pp.130-136.
 

Refira-se que Alexandra Saraiva, ao abrigo de uma Bolsa de Pós-Doutoramento da FCT, investigadora do ISCTE-IUL, com uma tese de doutoramento sobre a influência de Louis Kahn em Raúl Hestnes Ferreira, está a apoiar o processo de tratamento do acervo do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira na Fundação Marques da Silva e que Raffaella Maddaluno, ao abrigo de uma bolsa de investigação concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian e conjuntamente com Giovanni Leoni e Antonio Esposito, está a trabalhar na publicação de uma tradução e estudo crítico do Diário da Viagem aos Estados Unidos e Japão, em 1960, de Fernando Távora.

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03 de abril de 2020
"Escritos Escolhidos" e "Passa-a-Palavra"
Fundação Marques da Silva integra Podcasts da Casa Comum

A Casa Comum lançou o desafio e a Fundação Marques da Silva respondeu com duas linhas de podcasts: "Escritos Escolhidos" e "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura".
 

Tomando de empréstimo o título do último livro publicado no âmbito da tradução da obra escrita de Giorgio Grassi, "Escritos Escolhidos" propõe-se dar voz às palavras escritas por arquitetos que confiaram os seus acervos à Fundação Marques da Silva. É que a escrita, ditada por exigências profissionais ou em resposta a uma vontade pessoal, está sempre presente no quotidiano dos Arquitetos. Inéditos ou já publicados, serão textos que podem oferecer um outro olhar sobre quem os escreveu ou sobre a matéria que abordam. Um programa que se inicia com a leitura de um texto de José Marques da Silva, de 1915, inédito, sobre a abertura da Avenida da cidade.
 

Em "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura", a Fundação Marques da Silva convida a comunidade de Arquitetos a revelar o projeto ou obra que tem um lugar de referência na sua visão do mundo da Arquitetura, partilhando com os ouvintes o motivo pelo qual ele se torna especial. Caber-lhe-á seleccionar quem se segue. O primeiro convidado foi João Pedro Xavier, Diretor da Faculdade de Arquitetura da U. Porto, e o testemunho já foi passado. Em breve estará disponível e veremos quem tem a próxima palavra. 
 

+ info:
Escritos Escolhidos #1: ouça aqui | Arquivo Digital: documentos relativos à abertura da Avenida
Plataforma da Casa Comum: Podcasts

 

 

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27 de março de 2020
Dia Mundial do Teatro
José Marques da Silva, Estudo para o Teatro Circo em Braga, [1908]

Enquanto as salas, silenciosas, aguardam o regresso dos aplausos, aí estão os edifícios e as suas memórias a manter vivo o Teatro - um Teatro que, no desafio de imaginar a sua arquitetura, marcou o percurso de José Marques da Silva. Nem todos os seus projetos foram construídos, como a proposta de 1908 para o Teatro Circo, em Braga, ilustrada na imagem, ou o Teatro Figueirense (1915). Mas o pequeno Teatro Apolo da Brejoeira (1912-13), em Monção, e o centenário Teatro de S. João (1909-20), no Porto, testemunham a sua "agilidade performativa", como refere Luís Soares Carneiro que em breve publicará, nos Cadernos do Centenário, um artigo sobre o processo seguido por Marques da Silva no projeto para este Teatro portuense, classificado em 2012, monumento nacional.

 

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21 de março de 2020
Em Dia Mundial da Poesia

"Eu sei, eu sei
sim, eu sei. Sei-o agora e já há muito o sabia
sim, sei, sei isso.
Mas eu sei isso, e também sei o contrário.
E é tão difícil saber isso e saber o contrário.
Aceitar isso e não desprezar o contrário.
Sim, eu sei.
Eu sei que a terra terá cinco milhões de anos
eu sei que a vida terá três milhões de anos
eu sei que a “pequena” distância da terra a lua anda,
aproximadamente, pelos 400 000 kilómetros.
Eu sei, sim, eu sei,
eu sei
eu sei que tenho apenas 56 anos de idade,
1,65m de alto e um passo de 70 centímetros.
Sim, eu sei,
eu sei
mas sei também
que a praia ficará diferente se lhe roubar um grão de areia
eu sei
que o mar não será o mesmo se eu lhe roubar um grão de areia
eu sei
que o universo se altera quando respiro ou mesmo quando penso.
Sim, eu sei
eu sei que venho de longe e vou para longe
sei que não estou apenas aqui mas em muito lado, sei
que não vivo apenas o tempo que vivo.
Sei que o infinitamente grande é tão infinito como
o infinitamente pequeno
e sei e sei mais e muito mais
sei que não sou excepção.
Sei que sou como todos os homens
- os que nasceram e morreram
- os que hão-de nascer para morrer.
E sei que entre mim e os outros há uma eterna e indissolúvel união,
e que os outros precisam de mim, tanto quanto eu deles necessito.
E sei que é este sabermo-nos infinitamente grandes
por sermos infinitamente pequenos
que constitui a paixão da vida.
Eu sei, sim eu sei.
(E é sobre esta vida de paixão que tem sido
a minha que vou falar.
Com ironia, com tristeza, por vezes com rancor,
mas sempre, sempre com paixão.)
Há anos pensei um pensamento para gravar numa porta
que ofereci, simbolicamente, para a casa de uns amigos.
Esse pensamento pensava simplesmente: faz de cada
momento uma vida.
Ofereci a porta mas não gravei o pensamento.
Gravei-o na memória e procuro praticá-lo no quotidiano.
E é essa paixão pela paixão da vida que eu quero apaixonadamente
transmitir. Porque não vive quem não mergulha
permanente e apaixonadamente na paixão da vida.
Eu sei, sim eu sei.
Eu sei.

Fernando Távora, “Depoimento”, FBAUP, 21 de maio de 1980, in “Prólogo”

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13 de março de 2020
Encerramento de instalações


A Fundação Marques da Silva, tendo em conta as últimas recomendações e determinações das autoridades de saúde locais e nacionais, determinou o encerramento das suas instalações, prevendo reabrir no dia 13 de abril. Contudo, a nossa equipa estará, a partir de hoje, em regime de teletrabalho. Pode contactar-nos para fims@reit.up.pt e continue a acompanhar-nos em www.fims.up.pt.
 

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09 de março de 2020
ADIAMENTO DAS EXPOSIÇÕES E DO PROGRAMA PREVISTO PARA O DIA 14 DE MARÇO

 A Direcção da Fundação Marques da Silva informa que, devido à imposição das medidas de contingência para combater a propagação do vírus COVID-19, não se encontram reunidas as condições para a abertura ao público das Exposições "Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que arquitectura", cuja inauguração estava prevista para o próximo dia 14 de Março de 2020.

Em consonância com as decisões que venham a ser tomadas pela Universidade do Porto e pelo Governo de Portugal, será oportunamente anunciado o seu reagendamento, bem como das restantes iniciativas programadas: inauguração das exposições, apresentação do projeto do novo Centro de Documentação, cerimónias de doação dos acervos dos arquitetos Bartolomeu Costa Cabral, Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez.

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07 de março de 2020
Marques da Silva e o Teatro Nacional de S. João, em dia de Centenário*
José Marques da Silva, Teatro de S. João, Estudo para decoração do interior da sala de espetáculos, [1915-16]

Hoje, 7 de março de 2020, celebram-se os 100 anos da inauguração do Teatro de S. João, uma das obras mais importantes do Arquitecto José Marques da Silva.

Um desenho pouco conhecido (FIMS/MSMS/1844-pd0103v) realizado cerca de 1915-16, quando se estudava a decoração final do interior da sala de espetáculos, permite perscrutar, num detalhe, a essência da cultura e do espírito da sociedade portuense da época, na interpretação que dela fazia o arquitecto. 

Três arcos de circulo, em três planos diferentes, articulam e aproximam três mundos diversos: o arco da direita (o primeiro do proscénio) abre para o palco, ou seja, para a Arte; o segundo, o arco da esquerda, o primeiro arco dos camarotes laterais, abre para a sala e para o Público; o terceiro, o arco de cima, delimitando a pintura do tecto, onde se previa surgir uma imagem do Olimpo, abre para o alto, para os Deuses.  Ao centro da imagem, ainda no tecto, acima de uma imposta que, no canto, junta os três planos, está colocada uma tabela, de conteúdo inequivocamente oitocentista, onde se inscreve todo um programa cultural e que reúne os círculos do Público, da Arte e dos Deuses: “Poesia”.  E, do lado oposto, não visível na imagem, existe o correlativo: “Música”.

Marques da Silva, subscrevendo embora aquele programa, não deixou de  fazer do novo edifício um exemplo de modernidade, onde o betão e eletricidade eram já intrínsecos e essenciais à arquitectura, antecipando e impulsionando com o seu teatro o que seria a direção dominante no século que começava.

A Fundação José Marques da Silva mantém e conserva este desenho. Tal como conserva muitos outros do agora centenário Teatro de S. João. Em versão física, em versão digital, e também disponíveis online, são os novos arcos de círculo onde antigos planos e novas leituras convergem, possibilitando transformar os documentos em Memórias Exemplares. E é evocando a união das Artes que o Teatro convoca através de um desenho do Arquiteto que projetou o edifício, que sinalizamos a efeméride e congratulamos o Teatro Nacional de S. João pelo relevante percurso que tem vindo a construir.
 

* Agradecemos ao Prof. Luís Soares Carneiro o apoio na redação desta nota.

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05 de março de 2020
Fundação Marques da Silva abre as suas portas a 14 de março
Programa e Teaser

A partir de 14 de março, a Casa-Atelier e o Palacete da Fundação Marques da Silva abrem as suas portas à cidade com um programa diversificado:

14h30: Mesa-redonda “Siza-Inédito e Desconhecido” e “Mais que Arquitetura”, com os curadores das exposições
16h00: Cerimónia de Doação do Acervo do Arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, com Mariana Couto
16h30: Cerimónia de Doação do Acervo dos Arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, com Jorge Figueira
17h00: Porto de Honra

 

Entre as 10h00 às 20h00, as exposições patentes na Casa-Atelier e no Palacete da Fundação podem ser visitadas gratuitamente.

 

Veja o Teaser de apresentação

 

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3 de março de 2020
Inauguração conjunta das exposições
"Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitectura"

 

Com a inauguração conjunta das exposições "Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitectura", a Fundação Marques da Silva abre as portas da Casa-Atelier Marques da Silva e do Palacete à cidade. À mostra de desenhos inéditos da coleção pessoal de Siza, junta-se outra que revela o heterogéneo universo de interesses dos arquitectos portugueses.

A abertura das exposições insere-se no programa de comemoração dos 150 anos do nascimento do Arquiteto José Marques da Silva, realizado em parceria com a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, e decorre a 14 de março, associada a um conjunto de ações que incluem uma mesa-redonda com os curadores das exposições e a cerimónia de doação dos acervos dos arquitetos Bartolomeu Costa Cabral, Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez à Fundação Marques da Silva.

 

+ info: Abertura da Fundação Marques da Silva à cidade
 

 

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1 de marco de 2020
Alfredo Matos Ferreira
Alfredo Matos Ferreira, Quinta da Barca, Barca de Alva, s.d.

A Quinta de Joanamigo, em Barca d´Alva, com o Douro em fundo, num território marcado pela força e grandeza da paisagem, ocupa um lugar central na vida e na obra de Alfredo Matos Ferreira. A habitação para o feitor desta Quinta será o primeiro projeto a concretizar, em 1950, marcando o início de um longo percurso com mais de 50 anos de prática projetual documentada na Fundação Marques da Silva. O acervo deste arquiteto, composto de mais de 2000 peças desenhadas, documentação escrita, maquetas, mobiliário e documentários por si produzidos, foi agora ampliado com a incorporção de um conjunto de mais de uma centena de revistas de arquitetura e urbanismo, nacionais e internacionais, de meados dos anos 40, caso da "L´architecture d´aujourd´hui", até meados dos anos 90, com exemplares da "Wettbewerbe". Revistas que permitem aceder ao seu universo de leituras e que agora ficam disponíveis para consulta. Alfredo Matos Ferreira nasceu a 1 de março de 1928.

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27 de fevereiro de 2020
Elevação do Santuário de S. Torcato a Basílica
José Marques da Silva, Santuário de S. Torcato: Corte transversal e longitudinal, 1945

Decorre hoje, em dia de S. Torcato e associada à "Feira dos 27", a cerimónia oficial para a elevação do Santuário de S. Torcato à condição de Basílica. O novo estatuto, concedido pelo Papa Francisco, reconhece a importância do culto e a qualidade da arquitetura. O atual Santuário resulta de um longo processo de construção, iniciado em 1825 e apenas concluído em 2015. Para a obra que atualmente se pode contemplar, fruto de uma rede internacional tecida no século XIX, contribuiram vários arquitetos, entre eles, José Marques da Silva, que a acompanhou desde 1896 até ao final da sua vida. Caberia a Maria José Marques da Silva e a David Moreira da Silva continuar a obra. Mas essa é uma história que em breve será dada a conhecer pelo investigador João Luís Marques. Para já, a Fundação Marques da Silva associa-se a este acontecimento, congratulando a Irmandade de S. Torcato pelo trabalho realizado.

 

 

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10 de fevereiro de 2020
"Casa São Roque" na Loja online da FIMS

"Casa São Roque: O gestor e o arquitecto" narra a transformação da Casa São Roque em palacete eclético, por José Marques da Silva, o arquiteto, e António Ramos Pinto, o gestor, no início do século XX. O livro, com textos da autoria de Domingos Tavares e Teresa Portela Marques, acompanhados por um registo fotográfico original de André Cepeda e fotografias antigas de Alberto Marçal Brandão, vai percorrendo a história da casa e dos seus habitantes, concedendo um lugar de destaque para o singular enquadramento paisagístico que igualmente distingue este espaço. Lançado no contexto da inauguração do centro de exposições de arte contemporânea, passa a partir de agora a estar disponível também na Loja online da Fundação Marques da Silva.

 

Ir para a Loja online FIMS

 

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8 de fevereiro de 2020
Aniversário de Bartolomeu Costa Cabral
Bartolomeu Costa Cabral, Casa em Taipa, ou Casa Herdade Delgado (Beja, 2004-2008), Esquisso

Um esquisso de arquitetura tem a inquietude e a liberdade de um gesto que, através do desenho, procura materializar ideias e soluções. E essa vitalidade criativa está bem expressa neste estudo de Bartolomeu Costa Cabral para uma Casa em Taipa, construída entre 2004 e 2008, na Herdade dos Delgados, em Beja, e destinada a um casal de artistas que fizera questão de apresentar a sua "lista de desejos". A casa faz uso das técnicas tradicionais de construção e é testemunho vivo do respeito do arquitecto pela vontade dos seus clientes, da sua sensibilidade para a força telúrica do lugar, do olhar atento para a cor da terra e para a beleza dos elementos. É com a publicação deste esquisso da Casa em Taipa, pertencente ao acervo recentemente doado à Fundação Marques da Silva, que hoje, 8 de fevereiro, celebramos o aniversário de Bartolomeu Costa Cabral.

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28 de janeiro de 2020
Quando David Moreira da Silva e De Gröer pensaram Luanda
Étienne de Gröer e David Moreira da Silva: Praça do Império, Luanda, 1943.

No acervo de David Moreira da Silva, arquiteto e urbanista nascido a 28 de janeiro de 1909, um dos fundadores da Fundação Marques da Silva, destacam-se registos de uma intensa atividade exercida na área do planeamento de cidades, exercida em colaboração com De Gröer, individualmente ou em colaboração, após 1943, com Maria José Marques da Silva. E se 1943 é o ano que sela o casamento e parceria profissional entre estes dois arquitetos, é também o ano da entrega do Plano de Urbanização de Luanda, iniciado dois anos antes com De Gröer, por encomenda da Câmara Municipal dessa cidade angolana. Pretendia-se através de um plano cientificamente pensado, delinear arruamentos e rede viária de ligação a cidades satélite, definir principais zonas de cidade e assegurar a resposta a preocupações higienistas e de sã convivência, transformando-a na "vila mais linda de Angola".
 

Um modelo de cidade ideal, onde não faltava a proposta de uma Praça do Império em sintonia com a lógica hierárquica da composição clássica, que acaba por não vir a ser concretizado, ainda que os seus ecos se tenham feito sentir em posteriores projetos.

 

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22 de janeiro de 2020
"A Ética das Coisas"
Exposição sobre a arquitetura de Bartolomeu Costa Cabral em Oeiras
Círculo da Arquitetura (Dafundo), 23 de janeiro a 12 de março

"A Ética das Coisas. Bartolomeu Costa Cabral Arquitetura 1953-2012", exposição que esteve patente ao público no Convento de Cristo, em Tomar, entre junho e setembro do ano passado, leva agora a Oeiras registos relativos a 18 projetos exemplificativos dos vários domínios pelos quais se estende a ação do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral.

Inaugura amanhã, dia 23, às 18h00, no espaço do Círculo da Arquitetura, estando a Fundação Marques da Silva representada pela sua Presidente, Fátima Vieira. A exposição poderá ser visitada até 12 de março, de terça-feira a sábado, entre as 14h00 e as 19h00.
 

+ info: www.cm-oeiras.pt


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17 de janeiro de 2020
Bartolomeu Costa Cabral distinguido com o Prémio AICA
Bartolomeu Costa Cabral no seu atelier, junho de 2019

Bartolomeu Costa Cabral deixou-se apaixonar pela relação que a Arquitetura tem com a vida, assumindo-a como o fio condutor de um longo percurso, com mais de seis décadas, dedicado ao exercício do projeto, à Arte de construir. A solidez da sua obra, onde a experiência do Bloco das Águas Livres assume um papel matricial, foi agora distinguida com a atribuição do Prémio AICA/MC/Millenium BCP. O júri, presidido por Ana Tostões e constituído por Sandra Vieira Jurgens, Nuno Faria, Rui Mendes e Pedro Baía destacou o facto de a sua arquitetura ser "fortemente marcada por uma atitude ética e por uma postura contracorrente baseada no trabalho sobre uma materialidade simultaneamente disciplinar e poética".
 

A Fundação Marques da Silva, que é a instituição de acolhimento do seu acervo profissional, congratula o Arquiteto Bartolomeu Costa Cabral por esta distinção e desde já antecipa que estará, em breve, em condições de poder contribuir para o estudo e divulgação da sua obra, nomeadamente disponibilizando um vasto corpo documental para consulta e investigação.
 

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15 de janeiro de 2020
Faculdade de Arquitectura homenageia Francisco Barata
Reabilitação da Quinta do Prado, em Celorico de Basto

A Faculdade de Arquitetura inaugura amanhã, dia 16 de janeiro, às 18h00, a exposição "Francisco Barata. Continuar Inovando". A assinalar o momento inaugural, decorrerá uma sessão evocativa da vida e obra do arquiteto Francisco Barata (1950-2018), antigo diretor e professor da FAUP, mas também membro, desde a primeira hora, do Conselho Geral da Fundação Marques da Silva, institutição que ajudou a construir, pensando alguns dos seus espaços, em particular a reabilitação do pavilhão do jardim da sede e a requalificação do edifício de Alexandre Braga, Prémio João Almada em 2014, projeto desenvolvido com Nuno Valentim e José Luís Gomes.
 

Esta exposição, organizada conjuntamente pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e o Departamento de Arquitectura da Universidade de Bologna - Campus Cesena, tem curadoria de Antonio Esposito, Andrea Ugolini e comissariado de Carla Garrido Oliveira e Mariana Sá. Estará patente ao público até 19 de fevereiro na Galeria de Exposições da FAUP.

 

+ info: www.arq.up.pt

 

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8 de janeiro de 2020
Manuel Marques de Aguiar

Manuel Marques de Aguiar, nascido a 8 de janeiro de 1927, foi um dos arquitetos e urbanistas que ajudaram a pensar e desenhar a cidade onde hoje vivemos. O Porto, que é possível reconhecer neste desenho, foi a cidade onde se formou, viveu e trabalhou. A memória do seu trabalho aqui permanecerá.

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18 de dezembro de 2019
Boas Festas!

Bartolomeu Costa Cabral desenhou e Rui Guimarães transformou o desenho em Postal. Com ele, a Fundação Marques da Silva deseja a todos umas Boas Festas.

 

Aproveitamos para informar que estaremos encerrados a partir de 23 de dezembro de 2019, reabrindo a 2 de janeiro de 2020.

 

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14 de dezembro de 2019
Arquivos de Arquitetura: do documento à mostra
mesa redonda #2 e últimos dias para visitar "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes"

O tratamento de 1400 desenhos com soluções construtivas de Vasco Vieira da Costa, realizado na Fundação Marques da Silva com o apoio da Oficina de Conservação e Restauro da U. Porto, teve como primeiro propósito tornar acessível a informação neles contida. Mas a operação, viabilizada pela Iperforma, pretende ir mais além e suscitar um novo olhar sobre Vasco Vieira da Costa, chamando a atenção para a necessidade de se reunir a totalidade do seu acervo como forma de potenciar a investigação sobre a obra de um arquiteto central para a Arquitetura Angolana da segunda metade do século XX.

No passado dia 12, Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani abordaram, sob diferentes perspetivas e recorrendo a situações concretas, as questões que se colocam perante um arquivo de arquitetura, da recolha e dos lugares de acolhimento ao tratamento do documento físico e à sua disponibilização pública, passando pelas narrativas que sobre ele se podem construir ou da sua ligação ao construído.

Foi uma sessão moderada por Luís Urbano, com um enquadramento inicial de Margarida Quintã, a curadora da mostra “Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes”, que até 20  de dezembro pode ser visitada na Casa-Atelier José Marques da Silva. A entrada é livre.
 

Ver álbum da sessão

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12 de dezembro de 2019
Arquivos de Arquitetura em debate na Fundação Marques da Silva

Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani falam sobre Arquivos de Arquitetura na Fundação Marques da Silva. Luís Urbano modera a conversa.

É hoje, às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva (pr. marquês de pombal, 44).

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11 de dezembro de 2019
Team Ten Farwest, 2019
Porto - FAUP

Ao longo de três dias de trabalho - 28 a 30 de novembro - mais de duas dezenas de intervenções de investigadores associados a vários centros de investigaçao europeus partilharam um espaço comum para apresentação e debate de ideias, projetos e novas perspetivas sobre os encontros do Team 10 e a sua repercussão na Península Ibérica.

O encontro decorreu na Faculdade de Arquitectura da U. Porto. No site oficial deste encontro encontram-se disponíveis os registos em vídeo da sessão de abertura e a conferência de Tom Avermaete, apresentada por Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, uma das entidades parceiras.

 

Foi ainda publicado o número 10 da revista Joelho, dedicado ao tema "Team 10: Debate and Media in Portugal and Spain".

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10 de dezembro de 2019
Arquivos de Arquitetura
mesa redonda #2 - Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes
12 de dezembro, 19h30, Casa-Atelier José Marques da Silva

Entre 2014 e 2015, a Fundação Marques da Silva aceitou o desafio de proceder ao tratamento documental de um conjunto de desenhos de Vasco Vieira da Costa, pertencentes à Universidade Agostinho Neto. Tratava-se de uma coleção constituída por 1411 documentos, agrupados em 12 pastas, relativos a soluções construtivas registadas entre 1950 e 1982, e visivelmente afetados pela passagem do tempo.
 

Coube a Ana Ramos e a Conceição Pratas assegurar o tratamento arquivístico, e a Ana Freitas operacionalizar as intervenções de conservação e restauro (limpeza, planificação, consolidação e acondicionamento). Um trabalho complexo que permitiu equacionar e questionar abordagens e metodologias de preservação e tratamento do documento físico original à criação de metainformação, da salvaguarda ao manuseamento técnico, para investigação e divulgação.
 

Parte dos desenhos então tratados encontra-se agora exposta na mostra "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes" em cujo âmbito se promove o encontro entre Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani. Numa conversa moderada por Luís Urbano vão abordar e refletir sobre esta temática.
 

A sessão, a decorrer no dia 12 de dezembro, tem início às 18h30 e é de entrada livre.
 

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7 de dezembro de 2019
Alfredo Leal Machado e a(s) Escola(s) de Belas Artes do Porto

Alfredo Leal Machado nasceu a 7 de dezembro de 1904. Aqui o vemos fotografado na Escola de Belas Artes do Porto, então localizada no extinto Convento de Santo António. Começara a frequentá-la em 1921. Sairá diplomado em Arquitetura, em 1932.
 

Em 1953, será um dos 33 discípulos de Marques da Silva representados na mostra de homenagem ao Mestre que a Escola e a Associação de Arquitectos promove nas instalações da Escola, expondo quatro obras: Sanatório D. Manuel II, em Vila Nova de Gaia, o Edifício das Obras Públicas e a Fábrica Triunfo, em Coimbra, e a reformulação do espaço interior do Restaurante Abadia, no Porto. Outras poderiam ter igualmente constado, de projetos para edifícos municipais, às Casas da Criança que desenvolve para Bissaya Barreto, com particular destaque para o desenho da Casa do Internato e jardins do complexo localizado em Castanheira de Pêra.
 

Entretanto, tinha regressado à Escola, em 1951, não numa perspetiva académica, mas enquanto território de prática disciplinar. Na qualidade de colaborador de Manuel Lima Fernandes de Sá, na Direção dos Edifícios Nacionais do Norte, coassina um projeto para o Pavilhão de Arquitetura a situar nos jardins do Palacete Braguinha, para onde a Escola se transferira em 1937 e ainda hoje permanece. Aí se evidencia um carácter modernista, bem distante da matriz beauxartiana refletida nos seus trabalhos académicos.

 

 

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03 de dezembro de 2019
"Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes"
mesa redonda #2
com Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani, moderados por Luís Urbano
Casa-Atelier José Marques da Silva, 12 de dezembro, 18h30

No próximo dia 12 de dezembro, a Fundação Marques da Silva vai acolher a segunda mesa redonda programada no âmbito da mostra "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes".
 

O trabalho de tratamento e restauro da coleção de desenhos do arquiteto Vasco Vieira da Costa, realizado na Fundação Marques da Silva e base deste projeto expositivo, será o ponto de partida para uma reflexão sobre os desafios que hoje se colocam à preservação e divulgação de arquivos de arquitetura.
 

Participam Ana Freitas, da Oficina de Conservação e Restauro da U. Porto,  Daniel Quintã, em representação da Iperforma, empresa de consultadoria em arquitetura e engenharia que promoveu o acordo com a Universidade Agostinho Neto, entidade detentora desta coleção de desenhos, Ana Tostões, Presidente do Docomomo International, e Julia Albani, em representação do Canadian Centre for Architecture. A moderadar a sessão estará Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva.
 

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2 de dezembro de 2019
José Carlos Loureiro e a sua arquitetura, em dia de aniversário

"José Carlos Loureiro é hoje um dos arquitectos do Porto. Desde 1950 que o é. Intervenções suas, de maior ou menor porte, pontuam a cidade. Umas vezes, decisivamente, como no caso do Pavilhão dos Desportos (não lhe cabe qualquer responsabilidade na hedionda demolição do Palácio de Cristal) que se afirma como "sinal identificador da nova entrada do Porto pela Ponte da Arrábida"; outras, subtilmente, como no caso do edifício do "Parnaso" onde, "entre o bloco isolado e referencial de rua" é visível o respeito pela cidade antiga e se veste também de cerâmica.

(...)

Cidade que, hoje, o reconhece como um dos que lhe moldaram a face dos últimos (quase) 40 anos; o tempo de ver afirmar-se uma obra em constante e aturada exigência de apuro e rigor numa maneira de fazer que lhe é própria e, sobretudo, profundamente séria.

Homem de ofício, José Carlos Loureiro é uma das possíveis e necessárias lições aos arquitectos de hoje."

 

Estas, são palavras de Manuel Correia Fernandes, publicadas no catálogo editado pela Universidade do Porto em 1987, Desenho de Arquitectura, que hoje, passados mais de 30 anos e com outras tantas novas e importantes obras projetadas desde então, mantêm todo o sentido e atualidade.
 

José Carlos Loureiro nasceu a 2 de dezembro de 1925. Parabéns, Senhor Arquiteto!

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27 de novembro de 2019
Team Ten Farwest:
Critical Revision of the Modern Movement in the Iberian Peninsula, 1953-1981
Congresso Internacional
28 a 30 de novembro, Faculdade de Arquitectura da U.Porto (FAUP)

Nos próximos três dias, entre 28 e 30 de novembro, na Faculdade de Arquitectura da U. Porto, o Congresso Internacional «Team Ten Farwest: Critical Revision of the Modern Movement in the Iberian Peninsula,1953-1981» vai colocar em debate os processos de receção e assimilação, em Espanha e Portugal, das ideias lançadas nos encontros do Team 10 decorridos entre 1953 e 1981.

Este Congresso Internacional, organizado por Pedro Baía, Nelson Mota e Tiago Lopes Dias, em conjunto com as comissões organizadoras dos encontros de Guimarães (2017) e Barcelona (2018), tem a Fundação Marques da Silva como parceiro institucional. Em sua representação estará o Vice-Presidente, Luís Urbano, a quem caberá, no dia 29 de novembro, às 18h30, a apresentação do conferencista Tom Avermaete.

 

+ info em www.teamtenfarwest.com

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24 de novembro de 2019
A Biblioteca de Marvila, de Raúl Hestnes Ferreira, um espaço com sentido comunitário

"Com quase 3000 metros quadrados, a Biblioteca ocupa dois edifícios, um construído de raiz e outro recuperado onde sobressai o antigo lagar de azeite, que foi preservado pelo arquiteto. Os livros e as memórias do passado coabitam lado a lado, entre salas de leitura, de trabalho e zonas lúdicas para diferentes faixas etárias. No antigo edifício recuperado da Quinta das Fontes encontra-se um espaço de homenagem ao escritor José Gomes Ferreira, pai do arquiteto." (Alexandra Saraiva)

 

A Biblioteca Municipal de Marvila foi o último projeto a ser inaugurado por Raúl Hestnes Ferreira, a 27 de novembro de 2016. A ideia começou a desenhar-se em finais da década de 90, com a Casa da Escrita, projeto para um edifício a construir na Quinta das Fontes. Em 2014, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu reformular o projeto original, dotando o espaço com uma Biblioteca que simbolizaria o arranque de um programa mais ambicioso de criação de uma rede de equipamentos municipais destinados a promover a inclusão social e a cidadania. O projeto para a Biblioteca de Marvila começou então a ganhar forma, num compromisso entre o novo e a reabilitação da ruína, entre a memória do lugar e os desafios do presente. Teria também uma área dedicada ao seu pai, José Gomes Ferreira. Não é por isso de estranhar que a esta Biblioteca tenham sido doados cerca de 2000 livros pertencentes ao escritor e outras peças do seu espólio, desde a secretária pessoal à pianola, passando pelo mobiliário da sala de jantar projetado por Francisco Keil do Amaral. Mas neste edifício, o arquiteto tomou também a decisão de fundir a obra literária na arquitetura, fazendo reproduzir em duas paredes outras tantas ilustrações que Abel Manta criara para "As aventuras de João Sem Medo". O projeto transformou-se num lugar de celebração de muitas vidas e muitas histórias.

 

A forma calorosa como esta Biblioteca foi recebida pelas gentes de Marvila, que a tornou coisa sua desde o momento em que se abriram as suas portas, deixou o arquiteto emocionado nesse ato inaugural. Para além do sentido arquitetónico e urbano do projeto, a presença das pessoas fazia cumprir o seu desígnio mais desejado, um sentido comunitário.
 

Raúl Hestnes Ferreira nasceu a 24 de novembro de 1931.

 

 

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21 de novembro de 2019
"Bartolomeu Costa Cabral. 18 obras"
Segunda edição do livro, editada com apoio da Fundação Marques da Silva
O livro «Bartolomeu Costa Cabral. 18 Obras», editado por Paulo Providência e Pedro Baía, apresenta 18 obras projetadas entre 1960 e 2012 pelo arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, uma seleção que ilustra o seu percurso singular pela cultura arquitetónica portuguesa, desde o projeto do Bloco das Águas Livres até ao mais recente projeto da casa da Taipa.

A segunda edição deste livro da Circo de Ideias contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, no âmbito do acolhimento do acervo do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, e já pode ser adquirido na Loja online.
 

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20 de novembro de 2019
Eileen Gray. Arte Total: Casa E.1027 à escala 1:1
Simpósio e abertura da exposição e das inscrições para visitas guiadas

Inaugura hoje, 20 de novembro, às 17h30, na Galeria da FAUP, a exposição "Eileen Gray. Arte Total: Casa E.1027 à escala 1:1", com curadoria de Wilfried Wang e Carolina Leite, e coordenação de Alberto Lage.
 

A antecipar a abertura da exposição, às 15h00, decorre no Auditório Fernando Távora um simpósio que pretende debater a importância, no contexto da arquitetura atual, da casa que Eileen Gray construiu em Roquebrune Cap Martin, entre 1926–1929, e que denominou E.1027. Como oradores, estarão presentes os arquitetos Wilfried Wang, Ana Tostões, Lia Antunes e Carolina Leite.

Estão também abertas as inscrições para três visitas guiadas à exposição, a realizar nas seguintes datas:

23 de novembro, sábado, 11h00 – 12h00, com Carolina Leite
30 de novembro, sábado, 11h00 – 12h00, com Carolina Leite
6 de dezembro, 6.ª feira, 19h00 - 20h00, com Wilfried Wang (em inglês)

A participação, limitada a um número máximo de 20 participantes por visita, é gratuita mediante inscrição prévia no Site da FAUP.

 

+ info: www.arq.up.pt

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18 de novembro de 2019
Team Ten Farwest:
Critical Revision of the Modern Movement in the Iberian Peninsula, 1953-1981
Congresso Internacional
28 a 30 de novembro, Faculdade de Arquitectura da U.Porto (FAUP)

No ano em que se assinalam 60 anos sobre o último CIAM, realizado em Otterlo, a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto acolhe o Congresso Internacional «Team Ten Farwest: Critical Revision of the Modern Movement in the Iberian Peninsula,1953-1981» de 28 a 30 de Novembro de 2019.

 

Com dois encontros preparatórios já realizados em Guimarães (2017) e Barcelona (2018), «Team Ten Farwest» é um projecto de investigação que surge como resposta ibérica ao projecto «Team 10 East», organizado por Łukasz Stanek em 2013. Tendo como objectivo explorar as relações de Portugal e Espanha no âmbito dos debates que tiveram lugar em torno das ideias, das obras e dos protagonistas do Team 10, o Congresso propõe debater os processos de recepção e assimilação das ideias deste grupo de arquitectos na revisão crítica do movimento moderno na Península Ibérica.
 

O Congresso é organizado por Pedro Baía, Nelson Mota e Tiago Lopes Dias, em conjunto com as comissões organizadoras dos encontros de Guimarães e Barcelona. Para além da FAUP e da Fundação Marques da Silva, o Congresso conta com as seguintes parcerias: Escola de Arquitectura da Universidade do Minho; Lab2PT, Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra; TU Delft – Faculty of Architecture and the Built Environment; e Circo de Ideias.
 

Sobre o programa do Congresso

No programa do Congresso estão incluídas conferências de Joan Ockman (apresentada por Francisco Ferreira - EAUM) no dia 28; Tom Avermaete (apresentado por Luís Urbano - FIMS) no dia 29; e Łukasz Stanek (apresentado por José António Bandeirinha - DARQ) e Dirk van den Heuvel (apresentado por Nelson Mota - TU Delft) no dia 30.
 

No dia 28, quinta-feira, a abertura do Congresso conta com as intervenções de Teresa Calix (FAUP), Sérgio Fernandez e Pedro Baía.
 

No dia 29, sexta-feira, na sessão de trabalho PhD, serão apresentadas e debatidas as comunicações de Ilaria La Corte, Bruno Baldaia e João Luís Marques, e serão apresentadas duas publicações: a revista Joelho n.10, intitulada «Team 10: Debate and Media in Portugal and Spain», por Gonçalo Canto Moniz, e o livro «Jaap Bakema and the
open society» por Dirk van den Heuvel.
 

Nas sessões de sábado, dedicadas aos temas do Habitat, Networks e Media, serão apresentadas e debatidas as comunicações de Ana Luísa Rodrigues, Paolo Sustersic, Esperanza Campaña, Nuno Grande, Julio Garnica, Leonor Matos Silva, Jorge Figueira, Carlos Machado e Moura e Ana Esteban-Maluenda.


As sessões do Congresso serão moderadas por Óscar Ares Álvarez, Tiago Lopes Dias, Nelson Mota, Carolina B. García Estévez, Pedro Baía e Joaquim Moreno.

As conferências e as comunicações serão em inglês. A sessão de abertura, a sessão de trabalho PhD e a apresentação da Joelho 10 serão em português.
 

Programa completo e mais informações em www.teamtenfarwest.com
 

A entrada é gratuita, mediante registo prévio no site do Congresso.

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15 de novembro de 2019
Vasco Vieira da Costa, um arquiteto a descobrir

A partir de ontem e até 20 de dezembro próximo, na Casa-Atelier José Marques da Silva, é possível visitar a "Biblioteca de Detalhes" de Vasco Vieira da Costa percorrendo o espaço onde se encontra exposto um conjunto pequeno, mas significativo, de desenhos com soluções construtivas. Um ponto de partida invulgar para apresentar arquitetura, mas que adquire importância pela visibilidade que traz a esta fase do projeto, complementada aqui pelo confronto com a fotografia do construído e outros registos documentais. Desta forma, "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes", mostra organizada por Margarida Quintã, deixa subtilmente entrever o processo de trabalho e a relevância da obra desenvolvida por este arquiteto angolano.

 

Na mesa redonda que ontem sinalizou a abertura ao público da mostra, Manuel Correia Fernandes, José Quintão e Carlos Madureira, sob moderação de Eliseu Gonçalves, recordaram episódios vividos no gabinete de Vasco Vieira da Costa, em Luanda, nos primeiros anos da década de 70. Com muito humor, partilharam essa experiência comum junto de uma figura que entendiam ser intrinsecamente arquiteto e que então assumiu uma dimensão quase paternal. E foram unânimes na apreciação do seu modo de estar: tranquilo, grave, atento, marcado pelo rigor mental e ético, pela inteligência e pela sensibilidade. Unânimes também no reconhecimento da qualidade construtiva e funcional da sua arquitetura, marcada por uma grande racionalidade, de inspiração e matriz modernista, eficazmente interpretada e adaptada, com engenho e simplicidade, às particularidades do lugar e do clima. Obras como o Mercado de Kinaxixe, a Casa Inglesa ou o Edifício Mutamba, atual sede do Ministério da Habitação e Obras Públicas angolano, foram alguns dos exemplos citados. Refira-se que, concluída a formação académica, entre o Porto e Paris, cidade que o aproxima de Le Corbusier, com quem colaborou, e onde, em 47, chega a servir de cicerone ao amigo Fernando Távora, regressa a Luanda, onde permanece, resistindo às convulsões políticas dos anos 60 e 70. Aí receberá Louis Kahn, que faz questão de o visitar, e aí virá a ser o principal responsável, já depois do 25 de abril de 74, juntamente com Manuel Correia Fernandes, pela criação do Curso de Arquitetura na Universidade Agostinho Neto, hoje detentora de parte do seu património documental. A encerrar a sessão, onde esteve presente um dos filhos de Vasco Vieira da Costa e Barbara Gratz-Carr, José Manuel Soares, com mais uma nota bem-humorada, deu também o seu testemunho e contou histórias ilustrativas da singularidade do casal.

 

O isolacionismo a que foi votada a obra de Vasco Vieira da Costa, pelos contextos que rodearam a sua produção, afastada dos centros do poder, durante o regime ditatorial, garantiu-lhe paradoxalmente um campo de liberdade para o desenvolvimento de uma obra relevante que agora urge reconhecer e salvaguardar. Os desenhos apresentados em "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes" inserem-se num acervo que após tratamento e restauro empreendido na Fundação Marques da Silva e a Oficina de Conservação e Restauro da U. Porto se prepara para regressar a Luanda, como base para a criação de um Centro de Documentação. Mas as questões da preservação deste arquivo em particular, e dos arquivos de arquitetura em geral, será o tema da segunda mesa redonda organizada no âmbito desta mostra, a 12 de dezembro, com Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani, moderados por Luís Urbano.

 

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14 de novembro 2019
Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes
Abertura da Mostra + Mesa Redonda
Hoje, às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva

 A abertura da Mostra "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes" dará o mote para a mesa redonda que se inicia às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva, com António Madureira, José Quintão e Manuel Correia Fernandes, arquitetos que partilham entre si a passagem pelo atelier de Vasco Vieira da Costa. Moderada por Eliseu Gonçalves é a primeira de duas mesas redondas a realizar no âmbito desta Mostra.

 

"Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes", comissariada por Margarida Quintã, apresenta um conjunto de desenhos particularmente focado em soluções e pormenores construtivos provenientes do acervo documental do arquiteto Vasco Vieira da Costa, património da Universidade Agostinho Neto (Luanda). 

 

A Mostra permanecerá patente ao público até 20 de dezembro de 2019.

A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço.

 

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13 de novembro de 2019
"Eileen Gray. Arte Total: Casa E.1027 à escala 1:1"
Simpósio e Exposição
20 de novembro, 15h e 17h30, Faculdade de Arquitectura da U.Porto

A designer anglo-irlandesa Eileen Gray (1878-1976) vai estar em destaque na Faculdade de Arquitectura da U. Porto através de duas iniciativas: a Exposição "Eileen Gray. Arte Total: Casa E.1027 à escala 1:1" e o Simpósio que assinala a sua inauguração, no dia 20 de novembro, com Wilfried Wang e Carolina Leite, os curadores, Ana Tostões e Lia Antunes, como oradores.
 

Na encosta rochosa de Côte d‘Azur em Roquebrune Cap Martin, Eileen Gray construiu uma casa de férias, branca e alongada, que denominou de E.1027 (1926–1929). Aos 52 anos, esta foi a sua primeira incursão no mundo da arquitectura, realizada com o apoio do seu então companheiro Jean Badovici, editor da revista de vanguarda L´Architecture Vivante. Para Gray, E.1027 mais do que a oportunidade de aplicar novos conceitos espaciais, seria um manifesto, revisitado nos seus subsequentes projectos, para o qual ela concebeu não só a arquitectura, mas também praticamente todos os objectos e peças de mobiliário – para uma obra de arte total representada nesta exposição à escala 1:1.
 

A exposição reproduz um espaço da casa, o quarto, com cerca de 24 m2, visando assim retratar não só o espaço arquitetónico em si, como também revelar 15 peças de mobiliário originais e até então desconhecidas da autora.Tendo sido concebida com um intuito pedagógico, dá ao visitante a possibilidade de interagir não só com o espaço mas também com o mobiliário em si.
 

Inicialmente pensada para o Mebanne Hall, no Texas, em 2017, e já apresentada na Akademie der Künste, em Berlim em 2019, "Eileen Gray. Arte Total: Casa E.1027 à escala 1:1" chega agora ao Porto, após a publicação, pela editora Wasmuth, de uma monografia inteiramente dedicada a esta casa, e para apresentar conteúdos que dão a conhecer o processo de investigação que resultou na exposição e que realçam a sua importância. Inaugura às 17h30, na Galeria da FAUP, e manter-se-á patente ao público até 3 de janeiro de 2020.

 

Este projeto expositivo, que conta com a Fundação Marques da Silva como parceiro institucional, é organizado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, The University of Texas at Austin, O´Neil Ford Chair in Architecture, Krafna Arquitectos (Porto) e Hoidn Wang Partner (Berlim).

 

+ info www.arq.up.pt

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12 de novembro de 2019
"O Ensino Moderno da Arquitectura" entre a memória e a investigação: notas sobre a sessão de lançamento do livro de Gonçalo Canto Moniz
Casa-Atelier José Marques da Silva, 11 de novembro de 2019, fotografia de Luís Urbano

Na sessão de lançamento do livro de Gonçalo Canto Moniz, "O Ensino Moderno da Arquitectura", mostrou-se por que razão é importante voltar o olhar para o passado e procurar compreender a forma como as primeiras Escolas de Arquitetura, no Porto e em Lisboa, foram construindo a sua identidade. Só assim é possível perceber qual o lugar que hoje ocupam, num território necessariamente diferente, mais partilhado e diversificado, herdeiro da matriz beauxartiana que imperou na primeira metade do século XX e das experiências pedagógicas que se sucederam e foram afirmando outros paradigmas de ensino, numa permanente tentativa de aproximação aos contextos reais que vão moldando e testemunhando a prática da arquitetura.

 

Este livro apresenta uma primeira leitura monográfica deste campo de análise. José António Bandeirinha destacou o rigor e utilidade científicos do estudo realizado, tal como a importância do carácter instrumental que agora adquire; Alexandre Alves Costa, também orientador do trabalho de tese que está na sua origem, considerou que a sua consulta se torna essencial para traçar a história do ensino da Arquitetura em Portugal e em particular no Porto, juntamente com o trabalho de Eduardo Fernandes e Raquel Paulino, entre outros.

 

Com a autoridade decorrente de quem viveu na primeira pessoa uma parte significativa do processo histórico que "o Ensino Moderno da Arquitectura" procura reconstituir, Alexandre Alves Costa partilhou as suas "histórias", dando voz às utopias que alimentaram a lenta transformação operada: a ilusão de modernidade transportada pela Reforma de 57; a vontade de aproximação ao real, com a imersão na(s) cidade(s); a emergência da análise e a proposta de um espírito científico; a urgência de uma síntese que o Inquérito enquadrou; ou a paradoxal reivindicação do Desenho e da História após a revolução de abril. Assim se percorreram os caminhos distintos de cada Escola e se chegou ao tempo atual, sendo esta história sentimental e vivida, afinal, o ponto de partida para a investigação de Gonçalo Canto Moniz, que agora, traduzida em livro, procura ser um contributo ativo no repensar das práticas pedagógicas das Escolas de Arquitetura do presente.

 

Nesta sessão foi também feita uma homenagem à figura de Marques da Silva, no ano em que passam 150 anos sobre o seu nascimento, personagem decisivo nesta narrativa pela forma de ensino que ajudou a implementar e pela forma de fazer arquitetura que praticou. Gonçalo Canto Moniz reconheceu a riqueza dos acervos da Fundação Marques da Silva e da Universidade do Porto e a sua fulcralidade na investigação realizada. O livro publicado pela Fundação Marques da Silva em parceria com as Edições Afrontamento aí está para o mostrar.

 

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8 de novembro de 2019
O Ensino Moderno da Arquitetura
Lançamento do livro de Gonçalo Canto Moniz
11 de novembro,18h30, Casa-Atelier José Marques da Silva
Gunther Wilhem, José Forjaz, Carlos Ramos, Fernanda Alcântara, Manuel Marques de Aguiar, e de costas, José Semide e Fernando Távora. ESBAP, Curso de Verão da UIA, 1958.

A imagem de uma "galinha com os pintos à volta" era utilizada por Carlos Ramos para ilustrar o seu método de ensino, assente no acompanhamento dos trabalhos ao estirador e num “ensino colectivo”, ou seja, que envolvia grupos de alunos na crítica ao projeto.
 

Na fotografia impressa na capa de O Ensino Moderno da Arquitetura, aqui o vemos, em 1958, rodeado por Gunther Wilhem, José Forjaz, Fernanda Alcântara, Manuel Marques de Aguiar, e de costas, José Semide e Fernando Távora, na Escola Superior de Belas Artes do Porto, durante o Curso de Verão da UIA.
 

Neste livro de Gonçalo Canto Moniz, acompanha-se o quotidiano das duas escolas então responsáveis pela formação dos arquitectos portugueses, no Porto e em Lisboa, para traçar a lenta trajetória de construção de um paradigma de ensino moderno da Arquitetura em Portugal.
 

No próximo dia 11 de novembro, às 18h30, Alexandre Alves Costa e José António Bandeirinha vão apresentá-lo numa sessão que também conta com a participação dos representantes dos editores, Fátima Vieira, pela Fundação Marques da Silva, e José Ribeiro, das Edições Afrontamento.

 

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7 de novembro de 2019
O Bairro dos Pescadores, de Rui Goes Ferreira, "um exemplo de como a arquitetura pode fundar um lugar"

Amanhã, dia 8 de novembro, às 14h00, no Auditório do Museu da Electricidade, no Funchal, Madalena Vidigal vai falar sobre o Bairro Social dos Pescadores, um projeto desenvolvido no atelier de Rui Goes Ferreira, durante a década de 70, em Câmara de Lobos. A justeza do lugar e as condições de habitabilidade oferecidas por este conjunto de casas traduziram-se numa rápida apropriação por parte de quem era suposto habitá-las, logo após a sua construção, concluída em 1982.  Com ele se construiu cidade e se respondeu às necessidades de integração social de uma comunidade que enfrentava reais problemas de pobreza e exclusão.


A intervenção de Madalena Vidigal insere-se no âmbito da iniciativa organizada pela Ordem dos Arquitetos - Delegação Madeira para celebração do Mês da Arquitetura e tem por tema “Habitação Coletiva: Cidade para todos”.

O painel contará ainda com a participação de Helena Roseta, Nuno Brandão da Costa, Ricardo Carvalho e Luís Spranger, sob moderação de Catarina Fernandes.

A entrada é gratuita mas sujeita a Pré-Inscrição
 

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6 de novembro de 2019
Alcino Soutinho, o permanente viajante
Alcino Soutinho na Chinati Foundation, Mafra, Texas, 1998. Fotografia de Laura Soutinho

Alcino Soutinho na Chinati Foundation (Marfa, Texas), em 1998, fotografado por Laura Soutinho, ocupando a centralidade de um espaço onde as esculturas de Donald Judd se fundem no próprio território, numa coexistência estranha mas determinada pela exposição crua dos elementos, de estruturas reduzidas ao essencial, pela paisagem inóspita que lhes define os contornos.
 

Para Alcino Soutinho, um viajante permanente, mas sempre um arquiteto, as "viagens tiveram, sempre, que subjugar-se à arquitetura, porque uma coisa é ver a arquitectura e outra coisa a sua representação nos livros". Como referia a Helena Barroco, na entrevista aqui citada de 2010, "Passei momentos muito emocionantes." E Alcino Soutinho viajou, entre cumplicidades profissionais ou ao sabor dos afetos, por todos os continentes, desde a Ásia, aos EUA, à América Latina.
 

Também o interesse por Museus, pelas muitas formas que podem assumir, foi outra das suas constantes, como os inúmeros registos de viagens, onde esta fotografia se inclui, ou a exposição este ano apresentada no Museu do Neo-Realismo deixou evidente. É neste modo de ação, neste continuum que se vai construindo a sua obra, o seu percurso, a identidade do seu olhar arquitetónico. Trabalho que se constitui agora matéria de investigação e assim inicia o um novo caminho. Amanhã, com Helena Barranha, curadora da exposição, voltará ao continente americano e estará em Buenos Aires, na 12ª International Conference on the Inclusive Museum: Museums, Heritage and Sustainable Tourism, como tema central da sua comunicação: "Designing a Cultural Catalyst. Museum Architecture in the Work of Alcino Soutinho."
 

Alcino Soutinho nasceu a 6 de novembro de 1930.

 

 

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5 de novembro de 2019
"Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes"
Inauguração da Mostra e Mesa Redonda
14 de novembro de 2019

A Mostra Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes, comissariada por Margarida Quintã, dará a conhecer um conjunto de desenhos particularmente focado em soluções e pormenores construtivos provenientes do acervo documental do arquiteto Vasco Vieira da Costa.
 

Inaugura a 14 de novembro, na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h30 e manter-se-á patente ao público até 20 de dezembro de 2019.

Paralelamente, decorrerão duas mesas redondas. A primeira marca a abertura da Mostra, reunindo três colaboradores de Vieira da Costa: António Madureira, José Quintão e Manuel Correia Fernandes. A moderação estará a cargo de Eliseu Gonçalves. Seguir-se-á, a 12 de dezembro, também na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h30, o encontro entre Ana Freitas (Oficina de Conservação e Restauro da U. Porto), Ana Tostões (Docomomo International), Daniel Quintã (Iperforma) e Julia Albani (Canadian Centre for Architecture), moderado por Luís Urbano (Fundação Marques da Silva), para debater os desafios que se colocam hoje à preservação de arquivos de arquitetura.


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4 de novembro de 2019
Os muitos “modos de não fazer nada”

Na edição 2019 das Conferências Marques da Silva, José Capela mostrou “modos de não fazer nada”, ou seja, as muitas formas de sublinhar a individualidade de cada lugar - destine-se ele a espetáculos (teatro, ópera ou dança), exposições ou instalações - através de uma reinvenção de experiências cenográficas desenvolvidas por quem não consegue deixar de ser arquiteto.

Mostrar o que lá está, deslocar outro sítio replicando-o no palco, dar a ver o modo como se faz, delegar autorias, utilizar objetos “ready made”, ou copiar com assumido despudor foram os vários caminhos seguidos ao longo de um percurso, já reconhecido e premiado, de construção de cenografias que tem na instrumentalização da fotografia e na apetência pela manipulação da imagem a sua linha de continuidade. Os trabalhos apresentados tornaram evidente o jogo entre a bidimensionalidade e a tridimensionalidade das imagens como forma de alimentar a ilusão inerente ao espaço cénico e cuja leitura final só pode ser plenamente realizada quando todas a componentes se unem no momento em que o espetáculo acontece.


A abrir esta Conferência, que teve lugar no passado dia 31 de outubro, estiveram presentes Fátima Vieira, Presidente da Fundação Marques da Silva, instituição organizadora, e João Pedro Xavier, Diretor da Faculdade de Arquitectura da U. Porto, entidade parceira desta iniciativa.

 

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31 de outubro de 2019
Newsletter #40 | Outubro 2019

A poucas horas da 13ª edição das Conferências Marques da Silva, com José Capela e "modos de não fazer nada", lançamos a Newsletter #40.

 

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29 de outubro de 2019
"O Ensino Moderno da Arquitectura"
Lançamento do livro de Gonçalo Canto Moniz
Apresentação por Alexandre Alves Costa e José António Bandeirinha
11 de novembro, 18h30, Casa-Atelier José Marques da Silva

No próximo dia 11 de novembro, às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva, Alexandre Alves Costa e José António Bandeirinha vão apresentar o livro de Gonçalo Canto Moniz, "O Ensino Moderno da Arquitectura: A formação do Arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)", uma coedição da Fundação Marques da Silva e das Edições Afrontamento, representadas nesta sessão por Fátima Vieira e José Ribeiro, respetivamente. Esta publicação, que acompanha o quotidiano das duas escolas então responsáveis pela formação dos arquitectos portugueses para traçar a lenta trajetória de construção de um paradigma de ensino moderno da Arquitetura em Portugal, contou também com o apoio da Faculdade de Arquitectura da U.Porto.

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18 de outubro de 2019
"modos de não fazer nada"
José Capela na edição 2019 das Conferências Marques da Silva

"Não gostava de cenografia quando comecei, sem o ter planeado, a fazer cenografia. Não apreciava a recorrente oposição entre a arquitetura das salas de teatro e a arquitetura daquilo que se instala no palco, e preferia as salas aos cenários. Comecei por adotar estratégias de apropriação dos próprios espaços de representação – estratégias às quais se poderá chamar, recorrendo ao vocabulário das artes visuais, site-specific. Usar ou sublinhar aquilo que já lá está. Essa possibilidade de apropriação de “coisas não feitas por mim” estendeu-se a outros aspetos da cenografia, designadamente remetendo decisões para o âmbito de trabalho de outros. Coloco-me frequentemente nesse lugar apenas de veiculação, em que decido mas não faço. Um dos capítulos do meu doutoramento chama-se assim: modos de não fazer nada. E é sobre modalidades de não-ação, sobre possibilidades de optar calculadamente por não fazer, que proponho falar." (José Capela)

José Capela, arquiteto e cenógrafo, vai ser o conferencista da edição 2019 Conferências Marques da Silva. "modos de não fazer nada" é a sua proposta.

É já na próxima quinta feira, dia 31 de outubro, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitectura da U.Porto, às 18h30. Entrada livre.

Nota: a imagem que serviu de base ao cartaz, da autoria de José Carlos Duarte, é da cenografia de Hamlet, um projeto para a malavoadora (2014).
 

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15 de outubro de 2019
José Capela, "modos de não fazer nada"
Conferência Arquiteto Marques da Silva 2019
31 de outubro, 18h30, Auditório Fernando Távora (FAUP)

Em 2019, num ano em que o edifício do Teatro Nacional de S. João, projetado por Marques da Silva, iniciou os preparativos para celebrar o centenário que se avizinha, o ciclo Conferências Marques da Silva, anualmente organizado pela Fundação Marques da Silva com o apoio da Faculdade de Arquitectura da UPorto, oferece o palco a um arquiteto encenador: José Capela. E numa rotação do olhar, que assim se desloca do objeto arquitetónico para o projeto cenográfico, José Capela lança o desafio de falar nesta conferência sobre modalidades de não-ação, tomando como tema aquele que é também o título do seu catálogo de cenografias: modos de não fazer nada.
 

É já no dia 31 de outubro, às 18h30, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitectura da U.Porto. A entrada é livre.
 

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18 de outubro de 2019
José Marques da Silva: 1869-2019
Marques da Silva em visita à obra do edifício quarteirão Conde de Vizela, cunhal da rua Conde de Vizela com a rua de Santa Teresa (Porto)

José Marques da Silva nasceu a 18 de outubro de 1869. Hoje, passados 150 anos sobre o seu nascimento, o seu nome é mais do que a memória de uma vida e o registo autoral dos projetos que desenvolveu. No lugar onde viveu este arquiteto existe agora uma Fundação dedicada à preservação, estudo e divulgação da arquitetura portuguesa.
 

Um plano de expansão das suas instalações, já em curso, e um ambicioso programa expositivo para a Casa-Atelier e para o Palacete Lopes Martins, com mostras dedicadas à abrangente colecção documental preservada na Fundação Marques da Silva, recentemente ampliada com a doação de mais de dez acervos de arquitectos portugueses, marcará o futuro próximo da instituição. A sua inegável relevância será ainda refletida em acordos a estabelecer com instituições congéneres.

 

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17 de outubro de 2019
Porto acolheu VI Congresso de Arquitetura Religiosa Contemporânea e José Carlos Loureiro apresentou o projeto para a Igreja de S. Veríssimo
Fotografia de João Lopes Cardoso

O Seminário Maior do Porto acolheu o VI Congresso Internacional de Arquitetura Religiosa Contemporânea, de 10 a 12 de outubro, sobre o tema ‘Arquiteturas para uma nova liturgia: Intervenções no património religioso depois do Concílio Vaticano II’.
 

Foi um programa intenso para refletir sobre a necessidade de promover a interdisciplinaridade entre Arquitetura, Arte e Teologia na resposta aos desafios que a contemporaneidade coloca. O roteiro proposto no âmbito deste Congresso proporcionou ainda aos participantes a oportunidade única de uma visita à Igreja de S. Veríssimo guiada pelo seu autor, o Arquiteto José Carlos Loureiro. A encerrar o percurso, foi ainda possível, visitar a intervenção de Marques da Silva na Igreja de Cedofeita.
 

A iniciativa, que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, foi organizada pelo Observatório de Arquitectura Religiosa Contemporânea (OARC), o Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da FAUP e o Centro de Estudos de História Religiosa – CEHR-UCP e reuniu especialistas de Espanha, Itália, Portugal, Brasil, Hungria, Croácia, México, Venezuela, Chile, Bélgica e Austrália.

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15 de outubro de 2019
E contudo, elas movem-se...na Arquitetura: a sessão

A Fundação Marques da Silva, espaço e projeto que materializa a vontade e o sonho de uma mulher arquiteta, Maria José Marques da Silva, acolheu, na passada sexta-feira, a sessão do ciclo "E contudo, elas movem-se: Mulheres nas Artes e nas Ciências" que tinha como propósito centrar o debate sobre a sua presença no domínio da Arquitetura. Falou-se da produção de conhecimento, da presença das mulheres no ensino, na atividade projetual e no desenho do território urbano. Levantou-se a questão da visibilidade e do papel que a investigação e os arquivos podem desempenhar na recuperação da memória e no reconfigurar da historiografia relativa a tempos onde o direito ao exercício disciplinar da arquitetura teve de ser conquistado. Falou-se do pioneirismo de Maria José Marques da Silva e da surpreendente modernidade expressa nos seus trabalhos académicos. Referiu-se a necessidade de se construir uma consciência crítica e de se estabelecerem redes que assegurem a representatividade e o reconhecimento das mulheres também num tempo que é o nosso.

Participaram neste debate, moderado por Marinela Freitas, Patrícia Pedrosa, Jorge Figueira e Joana Lage.

Este ciclo multidisciplinar prolonga-se até 29 de outubro (consultar programa)

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11 de outubro de 2019
"E contudo, elas movem-se...na Arquitetura"
Hoje, às 18h30, na Fundação Marques da Silva

No arquivo da Fundação Marques da Silva encontramos o trabalho académico de Maria José Marques da Silva, primeira mulher diplomada na Escola das Belas Artes do Porto, em 1943. (...) Será possível, a partir daqui, re-projetar uma outra figura?
As inúmeras fotografias do casamento de Maria José Marques da Silva mostram a ruralidade que sempre dominou Portugal, até chegar a Europa, e uma relação com a terra sempre mais próxima de Frank Lloyd Wright do que com Le Corbusier, como o episódio de Fernando Távora em Taliesin torna evidente. (...) Um arquivo pode reconstruir uma personagem?

(Jorge Figueira)

 

Hoje, às 18h30, o Palacete Lopes Martins (um dos edifícios sede da Fundação Marques da Silva e casa onde morou a arquiteta Maria José Marques da Silva, aqui retratada quando se prepara para defender o CODA, na ESBAP, em 1943) volta a abrir as suas portas para acolher a mesa redonda que transporta o ciclo "E contudo, elas movem-se! Mulheres nas Artes e nas Ciências" para o território da Arquitetura.
 

Participam nesta sessão, moderada por Marinela Freitas, Joana Pestana Lage, Jorge Figueira e Patrícia Santos Pedrosa. A entrada é livre.
 

* Palacete Lopes Martins, Pr. Marquês de Pombal, nº 30, Porto

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10 de outubro de 2019
José Porto, um arquiteto incomum

Os ecos da reabilitação do edifício Emporium e a inauguração da Casa Manoel de Oliveira, com a mostra de desenhos para a Casa da Vilarinha ou para os cenários de "Aniki Bóbó", são os mais recentes contributos para o reconhecimento do nome de José Porto e da evidência da sua obra no tempo presente. Afinal, aquele que Manoel de Oliveira considerava "uma pessoa muito especial, exigente e incorrupto", era o arquiteto que, chegado de Paris ao Porto, em meados dos anos 30, sempre colocava a sua atenção no lado estético e no equilíbrio das formas, fossem elas arquitetónicas, objetuais ou humanas.

José Porto nasceu em Vilar de Mouros a 10 de outubro de 1883.

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8 de outubro de 2019
E contudo, elas movem-se...na Arquitetura
11 de outubro, 18h30, Fundação Marques da Silva

“E contudo, elas movem-se…na arquitetura”, uma das iniciativas programadas no âmbito do ciclo "E Contudo, Elas Movem-se! Mulheres nas Artes e nas Ciências", pretende dar visibilidade às mulheres arquitetas, destacando o seu pioneirismo na área e sublinhando os obstáculos que elas tiveram (e continuam a ter) de ultrapassar para serem (re)conhecidas na profissão.

Patrícia Santos Pedrosa, Jorge Figueira e Joana Pestana Lage serão os oradores convidados desta sessão. A mesa redonda, moderada por Marinela Freitas, decorrerá na renovada sala de jantar do Palacete Lopes Martins (pr. Marquês de Pombal, nº 30), uma das duas casas que constituem a sede da Fundação Marques da Silva, um projeto nascido da visão do casal Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva para assim preservar o espaço de encontro das suas vidas: a arquitetura.

Dia 11 de Outubro, às 18h30, na Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva (FIMS).  A não perder!

 

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4 de outubro de 2019
VI Congresso Internacional de Arquitetura Religiosa Contemporânea
10 a 12 de outubro, Seminário Maior do Porto

Entre 10 e 12 de outubro, vai decorrer o VI Congresso Internacional de Arquitetura Religiosa Contemporânea. Organizado pelo Observatorio de Arquitectura Religiosa Contemporánea (OARC), o Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP e o Centro de Estudos de História Religiosa - CEHR-UCP, é dedicado ao tema "Arquiteturas para uma nova liturgia. Intervenções no património religioso depois do Concílio Vaticano II".
 

Para além das comunicações e mesas redondas previstas no programa do Congresso, foi desenhado um roteiro de visitas que inclui a visita à Igreja Matriz de Valbom, projetada pelo Arq.to José Carlos Loureiro e que contará com a sua presença. Do roteiro consta ainda uma passagem pela Igreja de Cedofeita, onde inevitavelmente se falará dos contributos do Arquiteto José Marques da Silva ao longo do complexo processo que está na origem da sua construção.
 

Esta iniciativa, cientificamente coordenada por Esteban Fernández-Cobián (Universidade da Coruña. Coordenador), João Luis Marques (CEAU-FAUP) e João Alves da Cunha (CEHR-UCP), conta com o apoio da Fundação Marques da Silva.
 

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30 de setembro 2019
"Artes Património Lazer", a Fundação nas Jornadas Europeias do Património 2019

"Artes Património Lazer" foi o tema agregador das Jornadas Europeias do Património que se realizaram entre 27 e 29 de Setembro. E cinema, fotografia, arquitetura moderna, música, moda, jogo e uma trama urdida no território ambíguo de paisagens urbanas, interiores e exteriores, características de Antonioni, tudo isso está presente em "Blow-Up" e, por tudo isso, sobre este filme se estruturou a proposta de participação da Fundação Marques da Silva nesta edição de 2019.

A sessão, moderada por Luís Urbano e Francisco Ferreira, teve lugar na sala de jantar do Palacete Lopes Martins, espaço que voltará a abrir as suas portas no próximo dia 11 de outubro, para um novo encontro a ser em breve noticiado.

 

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1 de outubro de 2019
Dia Europeu das Fundações e dos Doadores

A 1 de outubro celebra-se o Dia Europeu das Fundações e dos Doadores. A Fundação Marques da Silva associa-se a esta celebração através da partilha de dois testemunhos que permitem dar a conhecer o seu projeto fundacional e a ação que tem vindo a desenvolver.

A Fundação Marques da Silva, instituída pela Universidade do Porto a partir do legado dos arquitetos Maria José e David Moreira da Silva, herdeiros do arquiteto José Marques da Silva, foi formalmente reconhecida a 13 de julho de 2009 (Despacho nº 16482/2009), após transformação estatutária do Instituto Arquiteto José Marques da Silva, criado em 1994.

 

Testemunho da Presidente do Conselho Diretivo: Prof.ª Doutora Fátima Vieira
Testemunho do investigador: Prof. Doutor Gonçalo Canto Moniz

 

+ info: FIMS - registos vídeo

Centro Português das Fundações

 

 

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23 de setembro de 2019
Blow-Up: entre a essência cinematográfica e a expressão arquitetónica
Conversa com Luis Urbano e Francisco Ferreira
Jornadas Europeias do Património 2019
27 de setembro, 21h30, Palacete Lopes Martins

“Nos filmes de Michelangelo Antonioni, a arquitetura funciona não apenas como cenário ou pano de fundo, mas também como o seu equivalente psicológico e cultural. Os espaços arquitectónicos ajudam a moldar o tom e o ambiente desse mundo e dos seus personagens. Para Antonioni, há um sistema de valores inerente aos diferentes estilos arquitetónicos: o minimalismo simplificado da arquitetura moderna tem, na maior parte das vezes, uma conotação negativa nos filmes, enquanto que as elaboradas estilizações orgânicas do barroco são idealizadas como representantes da tradição perdida e da beleza.” 

Diane Borden, “Antonioni and Architecture”, Mise-en-scène 2 (1980): 25.

 

Blow-Up, filme mítico de Antonioni, rodado em 1966, será o ponto de partida para uma conversa entre Luis Urbano e Francisco Ferreira. Dois arquitetos, dois professores que têm vindo a dedicar parte da sua atenção aos cruzamentos entre cinema e arquitetura, para uma troca de impressões, que se pretende alargada a todos os presentes, sobre as interseções entre estas duas formas de expressão e, em particular, sobre o modo como estão presentes em Antonioni.
 

Esta iniciativa, que dá a conhecer a renovada Sala de Jantar do Palacete Lopes Martins, assinala a participação da Fundação Marques da Silva nas Jornadas Europeias do Património, cujo tema para a edição deste ano é Artes Património Lazer.


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17 de setembro de 2019
Maria José Marques da Silva: arquitetura em várias frentes
Conferência de Jorge Figueira no II Congresso ABRE
Paris, 18 de Setembro, EHESS

"Maria José Marques da Silva: arquitetura em várias frentes" foi o tema proposto por Jorge Figueira para a sua participação no II Congresso da Associação de Brasilianistas na Europa (ABRE). A comunicação, que abordará o projeto, o percurso associativo e o legado institucional daquela que foi a primeira mulher a formar-se em Arquitetura na cidade do Porto, terá lugar amanhã, 18 de setembro, em Paris, integrada no painel "Género, arquitetura e domesticidade modernas", entre as 13h30 e as 16h00.
 

A segunda edição deste Congresso decorrerá na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), entre 18 e 21 de setembro, e vai debater uma grande variedade de temas e disciplinas que tanto vão da arquitetura, literatura, cinema, música, artes plásticas, património, Amazónia, populações ameríndias, como se estendem à história colonial, à ditadura militar, à escravatura contemporânea, às questões raciais e do género, às migrações e questões ambientais, políticas urbanas, desigualdades, entre outros.

 

+ info II Congresso ABRE

+ info Maria José Marques da Silva


 

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16 de setembro de 2019
Fernando Lanhas ou a inquietude do conhecimento
Fernando Lanhas na Serra de Valongo.Fotgrafia de Pedro Lanhas, década de 90

O olhar de Fernando Lanhas a partir de um desconcertante cadeirão vermelho em plena serra de Valongo. Descanso inquisidor num passeio para estudo de fósseis e minerais registado pelo seu filho Pedro Lanhas, na década de 90, a caminho de Mont´Alto. Um registo invulgar de uma invulgar personagem.  Arquiteto de formação, Fernando Lanhas percorreu muitos domínios e saberes. Nasceu a 16 de setembro de 1923. O seu acervo profissional foi doado à Fundação Marques da Silva a 18 de maio do corrente ano.

 

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15 de setembro de 2019
Bartolomeu Costa Cabral arquitetura 1953-2012
"A Ética das Coisas"

Ontem, na Sala do Noviciado do Convento de Cristo, foi assim. Uma conversa moderada por Rui Serrano, com Bartolomeu Costa Cabral, Luís Urbano (vice-presidente da FIMS), Madalena Cunha Matos, Mariana Couto, Pedro Baía, Rui Mendes, Telmo Cruz e Maximina Almeida para falar sobre Arquitetura, sobre a Arquitetura de Bartolomeu Costa Cabral, sobre forma, função e vida, sobre modernidade e contemporaneidade, sobre os reflexos da passagem do tempo na forma de fazer e pensar o ato de projetar, sobre um percurso de grande longevidade, de 70 anos de prática disciplinar, traduzido em duas centenas de projetos, onde a experiência do Bloco das Águas Livres assume um papel matricial.

Encerra hoje "A Ética das Coisas", seguir-se-á a itinerância da exposição, a reedição do livro editado pela Circo de Ideias, agora com o apoio da Fundação Marques da Silva, mas, sobretudo, a abertura de novos caminhos para o entendimento da obra de Bartolomeu Costa Cabral com a doaçao do acervo a esta instituição.

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12 de setembro de 2019
"A Ética das Coisas"
Conferência - Bartolomeu Costa Cabral arquitetura 1953-2012
14 de setembro, 15h00, Convento de Cristo

A conferência "Bartolomeu Costa Cabral arquitetura 1953-2012", a decorrer na Sala do Noviciado do Convento de Cristo, em Tomar, no próximo sábado 14 de setembro, vai proporcionar o encontro entre o arquiteto Bartolomeu Costa Cabral e Luís Urbano (vice-presidente da FIMS), Madalena Cunha Matos, Mariana Couto, Pedro Baía, Rui Mendes, Rui Serrano e Telmo Cruz.
 

Em conjunto, numa conversa informal que pretende tambem alargar-se ao público presente, vão abordar temas como Arquitetura e modernismo; Arquitetura e sociedade; Arquitetura e planeamento; Arquitetura e património; Arquitetura, sensibilidade e afetos; Arquitetura, função e movimento; Arquitetura e luz natural.
 

Esta iniciativa assinala o encerramento da exposição "A Ética das Coisas", a exposição que desde 29 de junho dá a ver 18 projetos exemplificativos dos vários domínios pelos quais se estende a ação do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, desde estabelecimentos de ensino a equipamentos diversos, passando pela habitação individual e colectiva.
 

Refira-se que o arquivo profissional do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral foi recentemente doado à Fundação Marques da Silva, estando em curso o processo da sua integração no Centro de Documentação desta instituição.

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7 de setembro de 2019
Maria José Marques da Silva, uma mulher pragmática e com sentido de futuro

Passam hoje 105 anos sobre o nascimento de Maria José Marques da Silva. Filha de José Marques da Silva, tornou-se a primeira mulher formada em Arquitetura no Porto. Construiu um longo percurso como arquiteta, em parceria com David Moreira da Silva, e não deixou de lutar pela afirmação da disciplina e da classe como dirigente associativa. Mas transversal à sua vida foi também a defesa do legado deixado pelo seu pai, seja em 53, onde a vemos, na foto, a descerrar o fac-simile da assinatura de José Marques da Silva na fachada do Teatro de S. João, no âmbito da homenagem promovida pela ESBAP, a ANBA e o SNA, seja naquela que é hoje a face mais visível da sua ação, a Fundação Marques da Silva.

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6 de Setembro de 2019
As edições da Fundação presentes na Feira do Livro do Porto 2019

A Avenida das Tílias, nos Jardins do Palácio de Cristal, volta a acolher a Feira do Livro do Porto e a Fundação Marques da Silva, de novo no Pavilhão da U.Porto (pavilhão 4), estará também representada com as suas edições.
 

Este ano, a Feira do Livro reunirá 128 expositores – entre editores, livreiros, alfarrabistas, distribuidores e instituições – , distribuídos por 130 pavilhões. A sua programação, que passa por uma homenagem ao professor e ensaista Eduardo Lourenço, a evoção da Viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães e os 50 anos da chegada do homem à Lua, ou a celebração dos 100 anos de Sophia e de Sena, inclui debates, sessões de spoken word, lições, um ciclo de cinema, uma exposição, oficinas, ações de programa educativo e de animação.

A Feira Inaugura amanhã, dia 6 de setembro, às 12h00, e manter-se-á aberta ao público até ao dia 22, de segunda a sexta-feira. Aos sábados e domingos inicia às 11h00. Encerra às 21h30 de domingo a quinta-feira e às 23h00 à sexta-feira e ao sábado. A entrada é livre.

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25 de agosto de 2019
Fernando Távora e a Casa da Covilhã ou a história de um romance
Casa e Quinta da Covilhã, fotografia de Rui Morais, 1992

“De há muito que nos conhecíamos…
Mas só comecei a conhecê-la melhor quando, juntos, iniciámos o romance da sua – e nossa – transformação. Havia que tocar-lhe e tocar-lhe foi um acto de amor, longo e lento, persistente e cauteloso, com dúvidas e certezas, foi um processo sinuoso e flexível e não um projecto de estirador, foi um método de homem apaixonado e não de frio tecnocrata, foi um desenho de gesto mais do que um desenho no papel.
Foram, assim, dez anos de muitos longos gestos e de algum pouco papel, dez anos fixando e decidindo com cautela as transformações que ambos – ela e eu – íamos amorosamente aceitando.
Assim cruzamos as nossas vidas: hoje ela está prosseguindo no seu espaço e no seu tempo e o seu desenho aí está escrevendo e recordando a história do nosso romance.
De há muito que nos conhecíamos.”

(Fernando Tavora, "Prólogo", Fernando Távora, Minha Casa, C3, p. 44-45)

 

Quem assim escreve é Fernando Távora, que neste dia 25 de agosto faria 96 anos. A Casa da Covilhã, em Guimarães, tinha uma longa história a precedê-la quando, em 73, este arquiteto, conhecendo algo da sua alma e do seu corpo, inicia o seu restauro e reabilitação. Passados 10 anos, no final do texto citado, destinado ao catálogo de Onze Arquitectos do Porto. Obras recentes, reconhecia que "agora conhecemo-nos melhor e ambos estamos diferentes".

A Casa, através do seu filho, o arquiteto José Bernardo Távora, continua a perpetuar a história deste romance e mantêm-se literal e simbolicamente viva. O seu valor patrimonial - arquitetónico, histórico, artístico, simbólico - deverá ser em breve reconhecido, estando o imóvel em vias de classificação.

 

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19 de agosto de 2019
Quando a fotografia capta o que o tempo apagou…
José Marques da Silva, Igreja de Cedofeita, [1900] e década de 50

Em Dia Mundial da Fotografia, partilham-se duas fotografias datadas do início do século XX que captam o momento de construção e o interior de um espaço sagrado situado em pleno território do Grande Porto. Mas só um olhar prevenido conseguiria nelas identificar a igreja projetada por Marques da Silva para a Paróquia de S. Martinho de Cedofeita, em 1899, pois a vida e materialidade que exibem há muito foi engolida pelo tempo.

Entre uma e outra imagem, distam quase 30 anos, com a abertura ao culto da Capela Mor a merecer as honras da imprensa: "Foi inaugurada solemnente no domingo a nova igreja de Cedofeita – obra dispendiosa e durante muitos annos paralysada por falta de recursos, mas que o bolso generoso dos catholicos, alguns delles até com sacrifício, conseguiu realizar, não por completo ainda, mas de fórma, a que n’essa igreja pudesse desde já haver o culto divino.” (“A nova igreja de Cedofeita”, Comércio do Porto, 12.11.1929)

Avanços e recuos levariam à parcial demolição da ‘nova’ igreja e centro pastoral, com o consequente abandono da função inicialmente prevista para o que dela restou. Seguir-se-iam propostas de António Agnelo Barbosa de Abreu, Octávio Lixa Filgueiras e Fernando Abrunhosa de Brito, cabendo a Eugénio Alves de Sousa a autoria do projeto para a Igreja finalizada já na década de 70 e que hoje podemos observar na proximidade da Igreja Românica. Confrontar as imagens fotográficas com o lugar é o convite que se lança, um convite para percorrer Cedofeita e descobrir nas imediações do novo templo, a presença fantasmática de outros gostos, vontades e ambições.

Para quem quiser saber mais:

António Tomás Duran Castro concluiu recentemente um trabalho de investigação que traduz um “Olhar crítico sobre a história do centro pastoral da igreja de Cedofeita – Da conceção à concretização”. Estas e outras imagens, bem como o levantamento de material inédito que documenta a longa e peculiar história da construção da(s) igreja(s) de Cedofeita podem agora ser consultados na sua dissertação de Mestrado, orientada por João Luís Marques e recentemente defendida na FAUP.


Sobre o projeto de Marques da Silva pode consultar a Galeria e o Arquivo Digital da FIMS.
 

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16 de agosto de 2019
Octávio Lixa Filgueiras por entre as páginas dos seus livros
António Côrte-Real, Francisco Pereira da Costa, José Luís Tinoco, Octávio Lixa Filgueiras, Carlos Carvalho Dias e Eduardo Iglésias; janeiro 1953

O problema do habitat é uma constante em Octávio Lixa Filgueiras, naquele que foi o arquiteto coordenador da equipa da Zona II do Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal, o professor que promoveu os Inquéritos Urbanos, no âmbito da disciplina de Arquitetura Analítica, o participante ativo em múltiplos encontros, nacionais e internacionais, de arquitetura e urbanismo, ou o autor de textos como “A função social do arquiteto” e “Na Génese da Carta do Habitat”, ambos da década de 60.

Não é por isso de estranhar que, na biblioteca doada à Fundação Marques da Silva, sejam vários os títulos a remeter para esta temática, como é o caso de “La Charte d’ Athènes”, oferecida ‘ao Octávio’ por Fernando Vieira Campos, com os sublinhados a testemunharem uma leitura atenta, ou do livro de Heath Licklider, “Architectural Scale”, adquirido em fevereiro de 67, onde se escondem notas manuscritas sobre Ricci e Savioli, ecos da primeira bienal da Casa Habitada, decorrida em 65, em Florença, e dedicada aos “interiores de hoje”.

Com perto de um milhar de registos relativos a múltiplos domínios e áreas de interesse, a biblioteca profissional deste arquiteto, nascido no Porto a 16 de agosto de 1922, está praticamente inventariada e ficará em breve disponível para consulta.

A fotografia que acompanha esta nota, datada de janeiro de 1953, foi cedida por Carlos Carvalho Dias e foi tirada no atelier de Francisco Pereira da Costa. Da esquerda para a direita estão António Côrte-Real, Francisco Pereira da Costa, João José Tinoco, Octávio Lixa Filgueiras, Carlos Carvalho Dias e Eduardo Iglésias. Desconhece-se quem é o autor do registo.
 

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14 de agosto de 2019
Conferências, conversas e visita guiada marcam encerramento da exposição em Cali

A afluência de público que sempre pautou cada uma das ações que envolveram a participação de Manuel Mendes, Benjamín Barney-Caldas e Andres Erazo, em Calí, foi bem reveladora do interesse suscitado pela Arquitetura dos três arquitetos representados na exposição “El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch”. Uma conferência, o conversatório e visita guiada realizados no Museu, marcaram assim o programa de encerramento de uma exposição que se prepara agora para entrar em itinerância. Em paralelo, decorreu ainda uma Aula de abertura do Semestre, por Manuel Mendes, na Faculdade de Arquitectura da Universidade de San Buenaventura.

 

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9 de agosto 2019
"O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)"
Livro de Gonçalo Canto Moniz é novidade na loja online da FIMS

"O Ensino Moderno da Arquitectura: A formação do Arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)", livro de Gonçalo Canto Moniz, publicado em parceria pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento, traça a trajetória de afirmação de um paradigma de ensino moderno da Arquitetura em Portugal. A obra, que parte da análise do quotidiano das duas escolas então responsáveis pela formação dos arquitectos portugueses, permite repensar o papel do arquitecto num período central da arquitectura portuguesa, mas também refletir sobre a escola de Arquitectura hoje, 40 anos depois da sua entrada no sistema universitário democrático. Como refere José António Bandeirinha, no Prefácio deste livro, é um valoroso instrumento para pensar a pedagogia de todos os tempos a partir da viragem do moderno e isso transforma-o num precioso documento, também no campo da teoria e da crítica de arquitectura.


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7 de agosto de 2019
José Pedro Tenreiro, Ventura Terra e o Porto

São pouco conhecidas as ligações de Miguel Ventura Terra ao Porto, ainda que seja esta a cidade onde obtém a sua primeira formação em Arquitetura, onde promove amizades e onde acabará por ser chamado a atuar em vários momentos da sua vida.

José Pedro Tenreiro investigou e traçou o rasto dessas ligações com o território e com os outros profissionais em exercício no Porto de então. Ventura Terra e o Porto é o resultado da investigação realizada.
 

Para aceder a sua leitura e para mais informações, clique aqui.

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2 de agosto de 2019
"O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)"
Palestra e lançamento de livro de Gonçalo Canto Moniz
5 de agosto, Faculdade de Arquitectura da UFB

O livro "O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)", de Gonçalo Canto Moniz, conjuntamente editado pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento, vai ter a sua primeira apresentação pública no próximo dia 5 de agosto, na Faculdade de Arquitectura da Universidade Federal da Bahia (Brasil).
 

O lançamento do livro surge no contexto da conferência e da conversa que Gonçalo Canto Moniz levará a cabo com Nivaldo Andrade e Edson Fernandes, em torno da presença do "ensino moderno" nas práticas pedagógicas contemporâneas.
 

"O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)" traça a lenta trajetória de construção de um paradigma de ensino moderno da Arquitetura em Portugal, num período particularmente rico da sociedade portuguesa e da cultura arquitetónica internacional. Um período onde se concentram as transformações pedagógicas mais significativas para o entendimento da nossa contemporaneidade. Nele se analisa este processo complexo de formalização de experiências que pretendiam então implementar um corpo teórico e prático comum, internacionalmente reconhecível, nas duas únicas Escolas de Belas-Artes do país, situadas no Porto e em Lisboa. Relações, equilíbrios e tensões são abordados na perspetiva dos seus protagonistas: legisladores, políticos, professores, alunos e arquitetos, bem como dos espaços que os conformam e os refletem.
 

Em breve, o livro passará a estar disponível no mercado nacional.
 

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25 de julho de 2019
Fernando Távora na Colômbia

Depois da conferência de António Armesto, na sessão inaugural da exposição El carácter de la tradición en la arquitectura de Barney, Távora, Coderch (Museo La Tertulia, Cali, Colômbia), será agora a vez de Manuel Mendes, a 1 de agosto, proferir a última conferência do programa de ações paralelas à exposição. O auditório da Cinemateca do Museo será o local onde esta se vai realizar, tendo como título "Fernando Távora . Da circunstância: história tradição moderno, operatividade objetividade autenticidade, humanidade". Seguir-se-á uma conversa com Benjamín Barney e Andrés Erazo.
 

Nesta deslocação à Colômbia, caberá ainda a Manuel Mendes orientar, com Andres Erazo, uma visita guiada à Exposição e, no dia 31 de julho, assinalar a abertura do segundo semestre do Curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitectura da Universidad de San Buenaventura, com uma aula sobre "Álvaro Siza, a naturalidade da síntese na evolução livre do pensar no desenho: talvez recomeçar a viagem?".
 

A exposição El carácter de la tradición en la arquitectura de Barney, Távora, Coderch manter-se-á patente ao público até 18 de agosto.

 

 

 

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17 de julho de 2019
"(EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture", um projeto em busca de um novo olhar para a Arquitetura Portuguesa

Foram ontem reveladas, na Fundação Marques da Silva, as intenções de (EU)ROPA: Rise of Portuguese Architecture. Assumidamente polissémico, transversal e aberto à participação e à internacionalização, este projeto tem como propósito maior devolver um novo olhar sobre a Arquitetura Portuguesa e a sua conexão com o mundo de hoje. Para traçar uma nova perspetiva sobre o que define a sua identidade, a forma como esta foi sendo construída e como se tem vindo a afirmar, propõe dez chaves interpretativas que colocam em diálogo diferentes vozes, gerações, tempos e geografias.

Depois das intervenções dos investigadores responsáveis, Jorge Figueira e Bruno Gil, a definir a estrutura geral do projeto, foi a vez de cada um dos investigadores convidados a coordenar as várias linhas temáticas - Ana Vaz Milheiro, Carlos Machado e Moura, Carolina Coelho, Eliana Sousa Santos, Gonçalo Canto Moniz, José António Bandeirinha, Luís Miguel Correia, Nuno Grande, Patrícia Pedrosa e Rui Lobo - dar a conhecer posicionamentos e metodologias.
Os diferentes prismas de aproximação e questionamento crítico ao fenómeno de ‘ascensão’ e disseminação da Arquitetura Portuguesa passam assim pela sua análise sob o ponto de vista da História, da Historiografia, do Fascismo, do Colonialismo, da Sociedade, da Educação, da Investigação, das Práticas desalinhadas e alternativas ou do Género, do que significa ser Portuguesa.

A sessão, aberta pela Presidente da Fundação Marques da Silva, que sublinhou a relevância da parceria estabelecida com o CES para a concretização de (EU)ROPA: Rise of Portuguese Architecture constituiu um primeiro momento de partilha pública que terá em breve novos desenvolvimentos.
 

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16 de julho de 2019
Newsletter #39 | Julho de 2019

Na Casa-Atelier José Marques da Silva falar-se-á hoje de Arquitetura Portuguesa a propósito do projeto (EU)ROPA: Rise of Portuguese Architecture, primeiro destaque da Newsletter #39.

 

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12 de julho de 2019
Uma viagem para mergulhar nas obras de Hestnes Ferreira
Mergulhando no Sul de Hestnes Ferreira, fotografia de grupo. © Eduardo Nascimento

A fotografia foi tirada em frente à mítica Casa de Albarraque, projetada em 1960, por Raúl Hestnes Ferreira, para o seu pai, o escritor José Gomes Ferreira e reflete bem o ambiente vivido durante a viagem que permitiu visitar 18 obras deste arquiteto por Lisboa, Avis, Beja, Évora, Moita.

Uma viagem que transportou o grupo também para o universo pessoal de Hestnes Ferreira, evocando histórias de infância partilhadas por Pitum Keil do Amaral, ao som das músicas que faziam parte do seu quotidiano.

Esta iniciativa foi organizada por Alexandra Saraiva e Paulo Tormenta Pinto, investigadores do Dinâmia (ISCTE-IUL), e contou com o apoio da Fundação Marques da Silva que teve a representá-la o seu Vice-Presidente, Luís Urbano.

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9 de julhoe de 2019
Apresentação do Projeto "(EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture"
Casa-Atelier José Marques da Silva
16 de julho, 18h30

Com a participação de Jorge Figueira (Investigador Responsável), Bruno Gil (Co-Investigador Responsável) e Ana Vaz Milheiro, Carlos Machado e Moura, Carolina Coelho, Eliana Sousa Santos, Gonçalo Canto Moniz, José António Bandeirinha, Luís Miguel Correia, Nuno Grande, Patrícia Pedrosa e Rui Lobo vai ser apresentado o projeto (EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture: Fundamentals, Platform, Progression. Será no próximo dia 16, na Casa-Atelier José Marques da Silva, com início às 18h30.
 

Sediado no Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra, este projeto, que conta com a Fundação Marques da Silva como parceira, tem como objetivo identificar, sistematizar, caracterizar e expor um dos mais celebrados fenómenos da cultura contemporânea – a arquitetura portuguesa – e confrontar a sua história, ideias e métodos, com um mundo em transformação.  Reunindo um grupo de investigadores com pesquisa significativa nesta área, o projeto tira partido das suas experiências no sentido da criação de uma leitura inovadora da arquitetura portuguesa, lançando uma nova dimensão crítica e pertinência global.
 

A entrada é livre.

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5 de julho de 2019
Relatório de Atividades e Gestão - 2018

Encontra-se disponível para consulta pública, o Relatório de Atividades e Gestão correspondente ao ano de 2018.

Consultar Relatório

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1 de julho de 2019
Raúl Hestnes Ferreira em destaque: visita guiada a obras projetadas no sul do país e comunicação de Alexandra Saraiva em colóquio internacional
Raul Hestnes Ferreira na Escola de Benfica - José Gomes Ferreira. Foto de Inês Soares, 2009

Entre 5 e 6 de julho vai-se Mergulhar no Sul de Raúl Hestnes Ferreira. A visita, organizada por Alexandra Saraiva e Paulo Tormenta Pinto, do  Dinâmia ISCTE-IUL, com o apoio da Fundação Marques da Silva, vai permitir revisitar um conjunto significativo de obras projetadas por Raúl Hestnes Ferreira em lugares como Lisboa, Évora, Avis, Beja, Moita ou Albarraque.
 

A antecipar o início do Roteiro, às 9h00 do dia 5, no ISCTE-IUL, será ainda possível assistir à Conferência que reúne os testemunhos de antigos colaboradores do atelier de Raúl Hestnes Ferreira, dos organizadores, de Luís Urbano, em representação da Fundação Marques da Silva, e de Maria de Lurdes Rodrigues, Reitora da IUL.
 

A acompanhar a visita estarão também Ana Tostões, António Bandeirinha, António Batista Coelho e alguns dos antigos colaboradores do atelier de Hestnes Fereira.
 

Já se encontra também disponível para visualização online da comunicação de Alexandra Saraiva para o Colóquio Education, Design and Practice - Understanding skills in a Complex World, que teve lugar em Nova Iorque, entre 17 e 19 de junho, Hestnes Ferreira between European timelessness and North American classicism. Refira-se a propósito que Alexandra Saraiva, ao abrigo de uma Bolsa de Pós-Doutoramento da FCT, investigadora do ISCTE-IUL, com uma tese de doutoramento sobre a influência de Louis Kahn em Raúl Hestnes Ferreira, está a apoiar o processo de tratamento do acervo deste arquiteto na Fundação Marques da Silva.


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27 de junho de 2019
A Ética das Coisas – Bartolomeu Costa Cabral, arquitetura 1953-2012
Exposição
Salas do Noviciado, Convento de Cristo, Tomar
29 de junho a 15 de setembro

Inaugura amanhã, 29 de junho, no Convento de Cristo, em Tomar, a exposição "A Ética das Coisas – Bartolomeu Costa Cabral, arquitetura 1953-2012". Organizada em parceria pela Direcção Geral do Património Cultural – Convento de Cristo e a Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Sul, e conjuntamente com a Comissão da Festa dos Tabuleiros e o Instituto Politécnico de Tomar, a exposição dá a ver 18 projetos exemplificativos dos vários domínios pelos quais se estende a ação do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, desde estabelecimentos de ensino a equipamentos diversos, passando pela habitação individual e colectiva.

A Fundação Marques da Silva, que será a instituição de acolhimento do acervo profissional do Arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, congratula os organizadores desta iniciativa e desde já antecipa que estará, em breve, em condições de poder contribuir para o estudo e divulgação da sua obra, nomeadamente disponibilizando um vasto corpo documental para consulta e investigação.

 

A exposição estará patente ao público até 15 de setembro, nas três Salas do Noviciado, espaço que já acolheu anteriormente projetos expositivos dedicados a Nuno Mateus e José Mateus (ARX Portugal), Souto de Moura, Carrilho da Graça.

 

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26 de junho de 2019
A visita guiada à exposição "e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados"

Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa regressaram ontem ao espaço expositivo por si proposto para a Casa-Atelier José Marques da Silva, juntamente com Luís Viegas, e partilharam com o grupo de visitantes a circunstância e o modo como “e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados” surgiu e se foi estruturando. Paragem de um tempo mais longo, a exposição vai deixando antever o que pode ir oferecendo um acervo ainda em investigação, um conjunto documental com múltiplos sentidos e caprichosas formas de expressão. Mas nela se vão já dando a conhecer testemunhos maioritariamente inéditos de um arquiteto com consciência urbana, para quem o humano informa e conforma, mas sobretudo de um entusiasta do aprender, do reconhecer e do dar a ver.
 

A exposição manter-se-á patente ao público até dia 30 de junho.
 

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25 de junho de 2019
"e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados"
Visita guiada pelos curadores
Hoje, às 18h30

Vai decorrer hoje uma visita guiada por Luís Viegas, Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa à exposição e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados. A exposição, que se manterá patente ao público até 30 de junho, ocupa o piso principal da Casa-Atelier José Marques da Silva. São quatro núcleos documentais, com registos de projeto, pormenores construtivos e de mobiliário, escritos, fotografias, desenhos e cartografias representativos dos muitos interesses de um arquiteto invulgar.

A visita tem início às 18h30.

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23 de junho de 2019
João Queiroz e o "Inova casa p´todos"

Hoje, no dia em que a cidade do Porto se prepara para festejar mais um S. João, passam também 127 anos sobre o nascimento de João Queiroz. A memória documental de projeto e a biblioteca profissional deste arquiteto profundamente ligado à cidade do Porto estão agora a ser analisados por Clara Pimenta do Vale de quem se aguarda, para breve, um olhar renovado sobre a sua obra. Uma análise que procura interpretá-la estabelecendo um diálogo com os cerca de 90 livros integrados no acervo doado em 2015 à Fundação Marques da Silva.
 

Como é já o caso do edifício Inova casa p´todos, situado na Rua da Boavista, um conjunto de habitações económicas projetado em 1930, onde João Queiroz tem de engenhosamente conceber um sistema de acessos que consiga garantir a independência dos 6 inquilinos, distribuídos por dois pisos, e com acessos não partilhados quer às caves quer aos logradouros nas traseiras. Obra construída que só por si explica o interesse por livros como “Da propriedade horizontal ou por andares”, de Luiz da Cunha Gonçalves, ou até mesmo e noutra perspetiva “Decorative Lighting” da Empresa Americana John C. Virden e “Le Luminaire”, livro que apresenta candeeiros e outras luminárias adequadas às novas e modernas formas de iluminação electricas. Mas sobre isso se falará noutra ocasião. Para já fica a recordação da efeméride e o desejo de um bom S. João!

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18 de junho de 2019
Visita Guiada à exposição "e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados"
25 de junho, 18h30, Casa-Atelier José Marques da Silva

Com "e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados", Luís Viegas, Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa começam a desvendar o pensamento e o processo de projeto de um arquiteto invulgar, Fernando Lanhas. Do mapeamento de lentas transformações aos projetos de habitação unifamiliar e plurifamiliar, passando pela apresentação de elementos de outros projetos como sejam os museológicos ou por escritos e composições singulares, o primeiro piso da Casa-Atelier José Marques da Silva oferece um primeiro olhar imersivo no acervo agora doado à Fundação Marques da Silva.
 

No próximo dia 25, com inicio às 18h30, vai decorrer uma visita guiada pelos curadores à exposição que se manterá patente ao público até ao final deste mês de junho. A participação implica apenas a inscrição prévia através de email fims@reit.up.pt ou por contacto telefónico para 22 5518557. O número máximo de participantes é de 30 e o mínimo de 10.
 

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13 de junho de 2019
Prolongamento da exposição "Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo" até 29 de setembro

Esta é uma das raras exposições que acrescentam matéria ao estudo da arquitetura, ao expor material inédito à luz da museigrafia, da tecnologia e dos parâmetros académicos atuais.

José Pardal Pina, "A exposição de arquitetura como exercício de investigação", in Umbigo

 

Para quem ainda não teve a oportunidade de visitar a exposição patente ao público no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, ainda o poderá fazer até 29 de setembro, de terça a domingo.

Comissariada por Helena Barranha e organizada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em parceria com a Fundação Marques da Silva, a exposição tece a narrativa de uma longa viagem que vai do tempo de formação de Alcino Soutinho, em Itália, até ao delinear do projeto síntese para o Museu do Neo-Realismo, inaugurado há 12 anos. Um percurso expositivo que mostra a continuada experiência de interpretação do Museu enquanto tipologia arquitetónica, por parte de um arquiteto que sempre afirmou gostar de Museus. E entre os muitos registos da sua praxis, entre viagens e projetos, aí está a exposição para o demonstrar.
 

A entrada é livre.
 

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11 de junho de 2019
"Fundação Marques da Silva vai abrir o seu palacete à cidade"
Artigo de Sérgio Costa Andrade, hoje publicado no Público
Palacete Lopes Martins, foto Nelson Garrido

A Fundação Marques da Silva, em pleno ciclo de expansão e num ano marcado por múltiplas efemérides, tem em curso um plano de renovação e reorganização dos seus espaços. E disso nos dá conta o artigo de Sérgio Costa Andrade, hoje publicado no Jornal Público, "Fundação Marques da Silva vai abrir o seu palacete à cidade".

 

 

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5 de junho de 2019
“Poética Urbana”, o lançamento do livro

Marta Llorente é uma arquiteta sensível e atenta às incidências literárias da arquitetura. É uma arquiteta que lê e que encontra na literatura um dispositivo de interpretação do território urbano, uma ferramenta de pensamento e de ação. Nos textos e poemas que povoam o seu universo pessoal de autores procura a voz, o conhecimento do lugar, a relação dos seres humanos com os espaços que habitam, sejam eles longínquos no tempo ou os recantos periféricos e frágeis das grandes metrópoles dos nossos dias.

Ontem, no lançamento de “Poética Urbana”, numa sessão onde se leu Federico Garcia Lorca e Jaime Gil de Biedma, falou-se de como a cidade se oferece à literatura e de como a literatura pode transformar o nosso olhar sobre a cidade. Entre a conversa da autora com Fátima Vieira e a análise de António Guerreiro, falou-se da consubstancialidade entre cidade e poesia, da cidade enquanto prosa do mundo, da reciprocidade entre texto e cidade, das paisagens urbanas que se identificam com os autores que as representaram e recriaram, como a Lisboa de Pessoa, a Dublin de Joyce ou a Praga de Kafka.

Este livro de Marta Llorente parte da emergência do fenómeno urbano na literatura para colocar em destaque Cervantes, Baudelaire, Eliot, Lorca, Martín Santos, Jaime Gil de Biedma, num percurso que termina… ou se abre às palavras de Javier Pérez Andújar. O seu interessado leitor pode desde já encontrá-lo na loja online da Fundação Marques da Silva. Boa leitura!

 

Mais info sobre o livro "Poética Urbana: a cidade da palavra literária"

 

 

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22 de maio de 2019
"Poética Urbana: A cidade da palavra literária"
Lançamento do livro de Marta Llorente
Apresentação de António Guerreiro e participação de Fátima Vieira
4 de junho, 18h30, Salão Nobre do Palácio do Bolhão

A imagem da cidade, entendida como ideia universal ou como um lugar concreto do mundo, a partir da literatura urbana, isto é, do conjunto de textos que possuem uma intenção estética relativa ao contexto urbano, é o ponto de partida para a autora deste livro. Marta Llorente, conferencista da edição 2016 das Conferências Arquiteto Marques da Silva, propõe-se fazer em Poética urbana. A cidade da palavra literária uma aproximação às relações entre literatura e espaço habitado centrada na tradição literária em língua castelhana, mas sem deixar de estabelecer as suas relações com a literatura europeia, com outras literaturas e cidades que formam os espaços onde tem vindo a desenrolar-se a nossa vida e a nossa cultura.
 

A sessão de lançamento, com apresentação a cargo de António Guerreiro e a participação de Fátima Vieira, Presidente da Fundação Marques da Silva, vai decorrer no próximo dia 4 de junho, no Salão Nobre do Palácio do Bolhão.
 

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21 de maio de 2019
Estação S. Bento: o lançamento da nova edição

A sala da torre do relógio, um espaço de características construtivas singulares situado no torreão norte da Estação de S. Bento, atualmente gerido pelo The Passengers Hostel, mostrou ser o local ideal para acolher o lançamento da segunda edição de "Estação S. Bento. Marques da Silva". Aí se falou do sentido de oportunidade deste livro, de como estes equipamentos se apresentam como palimpsestos, como estruturas de continuidade que preservam a espessura da história e das questões que cada tempo se e lhe coloca. De como esta Estação Central, que foi edificada quando o comboio era o principal meio de transporte da época, com uma modernidade evidente, continua, nos dias de hoje, a ser percorrida por cerca de 11 milhões de passageiros por ano, e a suscitar renovados olhares sobre os seus autores, J