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13 de novembro de 2018
sobre Giorgio Grassi | conversa de estudantes #1
Biblioteca da FAUP, 21h30

Uma primeira conversa "sobre Giorgio Grassi", com "Escritos Escolhidos, 1965-2015" como pano de fundo acontece hoje, às 21h30, na Biblioteca da Faculdade de Arquitectura da UP.

Com moderação a cargo de Joana Couceiro, conta ainda com a participação de José Miguel Rodrigues, tradutor e autor da nota introdutória do livro, e de Hélder Casal Ribeiro e Pedro Borges de Araújo, organizadores do ciclo Matéria.conferências brancas.

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

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09 de novembro de 2018
Giorgio Grassi, Escritos Escolhidos, 1965-2015
Giorgio Grassi: Groningen, biblioteca pública, fachada voltada à Oude-Boteringestraat

Giorgio Grassi: Groningen, biblioteca pública, fachada voltada à Oude-Boteringestraat
 

De um ponto de vista prático, um projecto (por exemplo um edifício) é sempre e em qualquer caso uma transformação do que existe antes (o lugar) e a relação entre os dois não pode ser certamente ignorada. Dos dois, o que tem já uma forma (que já deu a sua resposta) é o lugar, por isso, teoricamente, mas também tecnicamente, é o projecto que se conforma ao lugar. Mas do ponto de vista prático, neste encontro modifica-se igualmente o lugar (o lugar assume uma nova forma). E isto quer dizer que quando fazemos um projecto, para todos os efeitos projectamos também um seu lugar. (Giorgio Grassi, Escritos Escolhidos 1965-2015, p. 369)

 

No próximo dia 15, às 18h30, Giorgio Grassi estará na Faculdade de Arquitetura da UP (FAUP) para responder às questões lançadas a propósito do recente lançamento de Escritos Escolhidos 1965-2015, o segundo volume a ser publicado no âmbito da coleção Giorgio Grassi opera omnia sic. Nesta conversa, que se sucederá a uma conversa organizada no dia 13 pelo ciclo Matéria.conferências brancas, Giorgio Grassi estará acompanhado do tradutor e autor deste projeto editorial, José Miguel Rodrigues, de Eduardo Souto de Moura e de Carlos Machado. Marco Ginoulhiac assegurará o diálogo entre o público e Giorgio Grassi, traduzindo questões e respostas.

 

A sessão do dia 15, Conversa com estudantes #2, é uma iniciativa da Fundação Marques da Silva, que conta com o apoio da FAUP, do ciclo Matéria. conferências brancas, da Associação de Estudantes da FAUP (AEFAUP) e da empresa JOFEBAR que patrocina a iniciativa.

A Conversa com os estudantes #1 é uma iniciativa da Matéria. conferências brancas, que conta com o apoio da FAUP, da Fundação Marques da Silva, da Associação de Estudantes da FAUP (AEFAUP) e da empresa JOFEBAR que patrocina a iniciativa.

 

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8 de novembro de 2018
Rui Goes Ferreira e o reconhecimento do lugar
Rui Goes Ferreira, estudo para um abrigo no Miradouro do Pico do Areeiro, no Funchal, 1964

Rui Goes Ferreira torna-se arquiteto no Porto, durante a década de cinquenta, mas será na Madeira que a sua obra vai ganhar plena expressão. Atento ao lugar, ao seu contexto urbano e paisagístico, projeta em sintonia com os princípios modelares de uma formação moderna, mas sensível às preocupações e necessidades de uma comunidade com um caráter muito particular. Como, a título de exemplo, no arranjo e proposta de construção de um abrigo para o Miradouro do Pico do Areeiro. Este abrigo foi entretanto demolido, mas resiste na memória fotográfica e documental, como o exemplifica este estudo, a caneta e lápis sobre papel vegetal, de 1964.

 

A recente transferência do espólio deste arquiteto, nascido a 8 de novembro de 1926 e prematuramente falecido em 1978, para a Fundação Marques da Silva vai possibilitar novas aproximações ao seu legado, criando um contexto favorável à realização de ações que promovam o conhecimento e estudo de uma arquitetura que ainda hoje marca o território onde foi construída.

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6 de novembro de 2018
Alcino Soutinho e a construção de um olhar próprio sobre a organização dos espaços museológicos

Em 1960, jovem arquiteto, Alcino Soutinho, dirige-se a Itália para visitar vinte museus. Foi na condição de bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e no cumprimento de um programa de estudos sobre museologia. Dessa longa estadia, para além do Relatório, sobrevivem testemunhos vários que reflectem o olhar atento do arquitecto às diferentes escalas, desde o enquadramento global e a organização do espaço arquitectónico, até aos detalhes construtivos das soluções museográficas visitadas. Como é o caso deste esquisso do Castelo Sforzesco, em Milão, retirado de um dos seus cadernos de esquissos. Uma aprendizagem que viria a refletir-se nos múltiplos projetos desenvolvidos ao longo da sua carreira e que serão agora alvo de uma revisitação a propósito da exposição que o Museu do Neo-Realismo, decorrida mais de uma década sobre a inauguração do edifício projetado por Alcino Soutinho, se prepara para apresentar, com curadoria de Helena Barranha e em parceria com a Fundação Marques da Silva.
 

Alcino Soutinho, nasceu a 6 de novembro de 1930.

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6 de novembro de 2018
Conversa(s) com estudantes sobre Giorgio Grassi
#1 | 13 de novembro, 21h30, Biblioteca FAUP
#2 | 15 de novembro, 18h30, Auditório Fernando Távora da FAUP

A pretexto do recente lançamento do livro Escritos Escolhidos, 1965-2015, Giorgio Grassi vai regressar ao Porto e à Faculdade de Arquitetura da UP para, no que resulta de uma parceria entre a Fundação Marques da Silva e  Matéria. conferências brancas, participar uma sessão que elege os estudantes como seus principais interlocutores.
 

A  ter lugar no dia 15 de Novembro, no auditório Fernando Távora às 18h30, "conversa com estudantes #2" contará, para além da participação do autor do livro, com José Miguel Rodrigues - autor, coordenador e tradutor do projeto de tradução integral da obra escrita de Giorgio Grassi para português (Giorgio Grassi, opera omnia sic) - e três arquitetos, por razões diferentes, interessados na obra de Giorgio Grassi: Eduardo Souto de Moura, Carlos Machado e Marco Ginoulhiac. Mas todos os presentes neste lançamento, que decorre com o livro já em circulação, estão convidados a interpelar o autor. É neste sentido que esta conversa com estudantes pressupõe que neste momento todos os que assim pretendam se possam considerar estudantes da matéria nesta ocasião em debate. O evento decorrerá nas línguas portuguesa e italiana e contará com a possibilidade de tradução simultânea das questões que vierem a ser colocadas pelos presentes pelo professor Marco Ginoulhiac.
 

Esta conversa será precedida, a 13 de novembro, por uma conversa informal sobre Giorgio Grassi, denominada "conversa com os estudantes #1", à volta da mesa central da biblioteca da FAUP, moderada por Joana Couceiro, com início às 21h30. Será a oportunidade para se fazer uma análise livre dos textos escolhidos de Grassi para esta edição portuguesa numa primeira conversa, organizada pela Matéria, conferências brancas que contará com a presença e participação dos organizadores deste projeto, José Miguel Rodrigues (tradutor do livro), Helder Casal Ribeiro e Pedro Borges de Araújo.
 

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27 de outubro de 2018
Arquitetura e Património: sem redoma de vidro
A conferência de Nuno Valentim

Nuno Valentim, um arquiteto que alia a prática do projeto à investigação, respondeu ontem ao desafio lançado pela Fundação e partilhou, naquela que foi a 12.º edição das Conferências Marques da Silva e neste presente em que vivemos, o seu entendimento sobre qual pode ser o contributo  da arquitetura para o património.  Partindo de uma revisitação panorâmica de um conjunto de obras por si desenvolvidas ao longo da última década, o também professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto refletiu sobre cinco formas distintas de se construir no já construído. Foram muitas as notas que teceu na sua exposição em torno da relação de tensão entre, por um lado, a singularidade de cada objeto e as circunstâncias onde se inscreve, condicionadoras das intervenções adotadas, e, por outro lado, o passado e o presente que, no todo complexo que é a obra arquitetónica, são postos num diálogo dinâmico, fundamental para uma transformação com um sentido de futuro.

A abertura desta sessão das Conferências Marques da Silva, a cargo do Prof. João Pedro Xavier, em representação do Diretor da Faculdade de Arquitetura, assinalou também a primeira intervenção pública da Vice-Reitora Fátima Vieira na qualidade de Presidente da Fundação Marques da Silva, proporcionando a ocasião para apresentar a sua visão da instituição, do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido e de novos objetivos a cumprir neste mandato.

 

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26 de outubro de 2018
Exposição: A estação de Porto–S. Bento e a obra de Jorge Colaço
Átrio da Estação de S. Bento
28 de outubro, a partir das 15h00
Planta da cidade do Porto, Telles Ferreira, 1892, com sinalização das várias estações da cidade do Porto, com arranjo gráfico de João Bravo (IP)

A partir das 15h00 do próximo dia 28 de outubro, no átrio da estação de S. Bento, vai ser possível visitar a exposição “A estação de Porto-S. Bento e a obra de Jorge Colaço”, que aí permanecerá até 3 de dezembro.

A iniciativa, inserida no programa de celebração dos 150 anos do nascimento do pintor e caricaturista Jorge Colaço, constitui-se pretexto para lançar um breve olhar sobre a cidade do Porto, na transição para o século XX, numa revisitação do processo que viabilizou a construção da Estação de S. Bento, da sua importância para a definição do eixo ferroviário das linhas do Douro e Minho e do seu impacto para a consequente reconfiguração urbana do centro histórico da cidade.

A assinalar a abertura ao público da exposição, será realizada uma visita guiada pela Arquiteta Paula Azevedo (IP Património) e pela Dr.ª Ana Sousa (CP-Comboios de Portugal).

Deste programa comemorativo, conjuntamente organizado pela IP - Infraestruturas de Portugal, CP-Comboios de Portugal, Fundação Marques da Silva, Museu de Cerâmica de Sacavém e pela investigadora Cláudia Emanuel, consta ainda a realização da exposição "Jorge Colaço e a Azulejaria Figurativa do seu Tempo", em dezembro 2018, no Museu Nacional do Azulejo, e o lançamento da monografia dedicada à Estação, da autoria do Professor António Cardoso, numa versão revista e ampliada com contributos do Professor Domingos Tavares e da investigadora Cláudia Emanuel, a 26 de fevereiro de 2019.

Imagem: Planta da cidade do Porto, Telles Ferreira, 1892, com sinalização das várias estações da cidade do Porto, com arranjo gráfico de João Bravo (IP).

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25 de outubro 2018
Conferências Marques da Silva 2018
Hoje, às 18h30, com Nuno Valentim, na FAUP

"Vivemos um momento singular para a intervenção no Património Arquitetónico – que decorre do (inesperado?) crescimento de obra no edificado existente, após alguns anos de deserto, de esforços isolados e mesmo de desatenção a este desafio.
A urgência de alargamento do debate convoca a arquitetura e os arquitetos para uma responsabilidade acrescida nestas circunstâncias, sob pena de a disciplina ser ultrapassada pela manipulação ideológica, técnica ou económica. Estas visões parciais são incapazes de trabalhar a riqueza e a complexidade das realidades em que temos que operar.
A Arquitetura - do projeto à reflexão sobre as práticas (onde se incluem as Escolas) - assume um papel determinante: no debate estratégico-político, na forma concreta de atuação e na avaliação/produção de conhecimento a partir da obra.
As “Conferências Marques da Silva 2018” serão uma oportunidade para, através das nossas práticas (de projeto, de investigação, de colaboração…), documentar as frentes de trabalho, a reflexão e o combate que as intervenções no Património das cidades exigem." (Nuno Valentim)

Hoje, às 18h30, no Auditório Fernando Távora da FAUP. Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

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22 de outubro de 2018
"Arquitetura e Património: sem redoma de vidro"
Conferências Marques da Silva 2018
25 de outubro, 18h30, FAUP

Nuno Valentim vai ser o conferencista da edição 2018 das Conferências Marques da Silva, que se realizam no próximo dia 25, às 18h30, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitectura da UP.
 

Licenciado em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (1995), Mestre em Reabilitação do Património Edificado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (2007) e Doutor em Arquitetura (FAUP, 2016) com a tese Projecto, Património Arquitetónico e Regulamentação Contemporânea – Sobre práticas de reabilitação no património corrente, Nuno Valentim exerce atividade profissional independente desde 1994. Em 2005, inicia a sua colaboração na FAUP, como docente no Mestrado Integrado em Arquitetura, e desde 2017, com Francisco Barata, no CEAPA - Curso de Estudos Avançados em Património Arquitetónico.

Da obra que tem vindo a desenvolver, tem como principais prémios/nomeações: Nomeação para o Prémio Mies Van Der Rohe  - Prémio Europeu de Arquitetura Contemporânea – com as obra de reabilitação realizadas no Jardim Botânico do Porto: Casa Andresen/Galeria da Biodiversidade, Casa Salabert/E-learning café e estufas de Franz Koepp (2018) ; 2017 Prémio IHRU/Nuno Teotónio Pereira e Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, com a obra de reabilitação do Albergues Noturnos do Porto (em coautoria com Frederico Eça e Margarida Carvalho); Prémio João de Almada: do Projeto de Reabilitação do Edifício de 1928 da Rua Alexandre Braga, autoria do Arq.to José Marques da Silva em coautoria com Francisco Barata e José Luís Gomes - Centro de Estudos da FAUP (2014 ).

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19 de outubro de 2018
"A estação de Porto–S. Bento e a obra de Jorge Colaço"
Exposição dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço
Átrio da Estação de S. Bento
28 de outubro a 3 de dezembro de 2018

Inserida no programa de celebração dos 150 anos do nascimento do pintor e caricaturista Jorge Colaço, vai inaugurar 28 de outubro, no átrio da Estação de Porto-S. Bento, projetada por José Marques da Silva, no espaço revestido pelos celebrados painéis de azulejos da autoria de Jorge Colaço, uma exposição conjuntamente organizada pela IP - Infraestruturas de Portugal, CP-Comboios de Portugal, Fundação Marques da Silva, Museu de Cerâmica de Sacavém e pela investigadora Cláudia Emanuel.

A exposição constitui-se pretexto para lançar um breve olhar sobre a cidade do Porto, na transição para o século XX, revisitando o processo que viabilizou a construção da Estação de S. Bento, a sua importância para a definição do eixo ferroviário das linhas do Douro e Minho e o seu impacto para a consequente reconfiguração urbana do centro histórico da cidade.

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18 de outubro de 2018
José Marques da Silva, arquiteto municipal
Edifício das 4 Estações, rua das Carmelitas, estudo e fotografia de época

José Marques da Silva (18.10.1869-6.06.1947) desempenhou as funções de arquiteto municipal entre 14 de abril de 1904 e 31 de agosto de 1907, cargo em que dirigiu e projetou obras como o Bairro operário ou a ampliação e construção do Mercado do Anjo e aconselhou a "melhoria, nas condições arquitectónicas e de salubridade, das edificações da cidade". Acreditava na e firmava a competência do arquiteto para validar uma nova paisagem e arquitetura urbanas que, também, procura demonstrar e modelizar com projetos próprios, caso do edifício para a rua das Carmelitas, de 1905. Na sua perpetiva de futuro, o "Porto saberá acompanhar o progresso das cidades modernas, no modo como devem ser feitas as edificações do centro da cidade, assim como o demonstrou nas habitações de campo chamadas "villas" de que o Bairro da Foz é exemplo honroso...".

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16 de outubro de 2018
Conferências Marques da Silva 2018

No próximo dia 25 de outubro vai realizar-se mais uma edição das Conferências Marques da Silva. Este ano, o desafio foi lançado ao Arquiteto e Professor Nuno Valentim, sob a forma de uma questão: Que contributo o da Arquitetura para o Património?  A conferência, intitulada "Arquitetura e Património: sem redoma de vidro", decorre no Auditório Fernando Távora,  Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, entidade parceira, e está inserida no programa ARQ OUT 2018.

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11 de outubro de 2018
Petra Čeferin, Juhani Pallasmaa, Pedro Borges da Araújo e Paula Menino Homem, "Bridging Crossroads on Architectural Exhibitions", na Fundação Marques da Silva

As exposições sobre arquitetura finlandesa promovidas entre 1957 e 1967 a partir do Museu de Arquitetura Finlandesa, um dos mais antigos museus do mundo a dedicar-se inteiramente à Arquitetura, e o seu significado a uma escala nacional e internacional, estiveram no centro da sessão que o ciclo de seminários Autofocus, em 2018, propôs para Casa-Atelier José Marques da Silva.

Um tema apresentado por Petra Čeferin, que evidenciou a ideia e o projeto que tinham subjacentes, os seus agentes e a reflexão teórica que as materializava, bem como a sua eficácia enquanto instrumento de validação da arquitetura finlandesa, da sua vitalidade e modernidade. Mostrando-a ao mundo, tornaram-na presente, projetando-a na espacialidade das próprias exposições, cujos ecos se propagaram através das revistas de arquitetura de então. Linhas que se cruzam e vão contribuir para o entendimento da arquitetura finlandesa enquanto arquitetura, segundo uma linha de pensamento universal, liberta do confinamento a uma mera expressão de natureza local. Juhani Pallasmaa, pessoalmente envolvido neste processo, complementou esta leitura sublinhando o impacto interno do sucesso alcançado pela estratégia definida e o contexto que propiciou os meios para a concretizar. Uma fusão de circunstâncias, culturais, políticas e históricas que foram cruciais para gerar e manter o entusiasmo em torno destas exposições, desenvolvidas em equipa, com grande liberdade criativa ainda que submetidas previamente a um júri, e movidas por um grande idealismo. Foi ainda referido o papel da fotografia para preencher a falta de materialidade do objeto arquitetónico e referida a passagem por Portugal, em 1960, onde se destaca a intervenção de Raúl Hestnes Ferreira, dado o seu conhecimento direto da realidade finlandesa.

As comunicações de Petra Čeferin e Juhani Pallasmaa foram enquadradas por Pedro Borges de Araújo e Paula Menino Homem, alimentando um animado diálogo que se estendeu ao público presente.

 

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10 de outubro 2018
Das vicissitudes de um projeto: o Hotel para a Praça D. João I

"Em qualquer obra realizada o que mais nos impressiona em primeiro lugar é o seu aspecto exterior. Para muitos será esse, unicamente, o lado interessante do problema em questão, ignorando-se tudo ou quase tudo o que concorreu para a sua realização e dos obstáculos e dificuldades encontradas no decurso do seu estudo. [...]

Tal como está actualmente a Praça de D. João I constitui um empreendimento notável por parte do nosso município e cuja grandiosidade arrojada merece a admiração de todos, portuenses ou não, porque podemos ver nesta obra o fomento e as esperanças de novas realizações, de futuras transformações e, também, a garantia de que o progresso da nossa cidade poderá seguir o caminho agora traçado e iniciado, com a máxima certeza de completos êxitos."

Excerto do texto de José Porto, A Urbanização da Praça de D. João I, para o livro publicado em 51 sobre esta Praça e o seu Palácio Atlântico. José Porto, arquiteto nascido em Vilar de Mouros a 10 de outubro de 1883, desenvolvia então, a partir do Porto, uma intensa atividade, com obra para a própria cidade, para o Minho e para a cidade da Beira, em Moçambique. O hotel, projetado em 1947 por encomenda do industrial José Dias de Oliveira, terá uma vida acidentada, em parte devido à morte prematura do cliente. A obra, contudo, fez-se e marcou a imagem da Praça de D. João I, mas, contrariamente ao Emporium ou ao bloco geminado para habitação, obras do mesmo arquiteto, que ajudam a definir a contígua rua de Sá da Bandeira, a sua presença já só pode ser encontrada na memória fotográfica de uma Praça onde aspirou concorrer para a sua "harmoniosa grandiosidade".

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8 de outubro de 2018
Bridging Crossroads on Architectural Exhibitions
Juhani Pallasmaa, Petra Čeferin, Paula Menino Homem e Pedro Borges de Araújo
Autofocus 2018
Casa-Atelier José Marques da Silva, 9 de outubro, 16h00

Em Constructing a legend, Petra Čeferin apresenta uma abordagem crítica ao universo das exposições internacionais sobre Arquitetura Finlandesa, realizadas entre 1957-1967. O livro desta arquiteta, professora e investigadora, com um particular interesse em cruzar o domínio da arquitetura com a filosofia, traduz o resultado do seu doutoramento, realizado na Faculdade de Arquitectura de Ljubljana, e contou com a orientação de Juhani Pallasmaa.
 

Estarão agora ambos presentes para a sessão que os Seminários Autofocus promovem na Casa-Atelier José Marques da Silva, para uma conversa sobre exposições de arquitetura, que contará também com o contributos de Paula Menino Homem e Pedro Borges de Araújo, ambos docentes da Faculdade de Letras de UP, ligados ao Mestrado em Museologia e membros do Departamento de Ciências e Técnicas do Património desta instituição académica.

Para garantir lugar, basta fazer a sua inscrição aqui

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1 de outubro de 2018
Sobre a sessão "Cinco dedos de uma mão: conversa a partir do projeto de Raúl Hestnes Ferreira para a Escola de Benfica"

Para Raúl Hestnes Ferreira o mais importante eram as pessoas, conhecê-las e saber o que pretendiam, para depois poder projetar. E então, fazer como ele achava que deveria ser, dar significado, sentido, assegurar a coerência e respeitar uma ética de construção, pelo desenho, pela ordem, pela forma, pela assertividade dos materiais. E que a Escola de Benfica, desde 2005, Escola Secundária José Gomes Ferreira, enquanto espaço arquitetónico foi capaz de criar e transformar-se em espaço e experiência de vida para todo um coletivo tornou-se evidente em todos os testemunhos partilhados na sessão da passada sexta feira, na Casa-Atelier. Uma partilha de memórias, com afeto, humor e ligação ao lugar, num testemunho que não perde desejo de continuar a construir futuro, caso de Manuel Esperança e Nuno Markl; uma partilha de uma vontade de entendimento do projeto e do que através dele se aprende, no caso de Alexandra Saraiva e Anselmo Canha.


Esta foi também a oportunidade para ouvir Adriana Hestnes, em representação da família, e a Presidente da Fundação, Maria de Fátima Marinho, naquele que foi o seu último ato público no desempenho destas funções, evocar o arquiteto e o significado da sua doação à Fundação Marques da Silva, a sua entrada numa nova “casa”, que cuidará o acervo e proporcionará o estudo e divulgação de uma obra desenvolvida ao longo de 60 anos de entrega ao exercício da arquitetura.

As duas salas com elementos pertencentes ao acervo permanecem disponíveis para visita, desde que solicitada.

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28 de setembro 2018
Por isso estaremos sempre com os que a “vivem”.

Para o Livro de Honra da Escola José Gomes Ferreira:

Quando tenho a alegria de voltar a esta “escola” (a palavra mágica, equivalente a troca de conhecimentos, que orientou o nosso trabalho) para conversar com os alunos, assistir às suas festas e exposições, não só “me sinto em casa”, pelo modo como sou recebido e pela memória do processo que conduziu à sua edificação, como também sinto que nela persiste a informalidade, a procura e a imaginação que marcavam a personalidade do meu pai.
Por isso estaremos sempre com os que a “vivem”.

Raúl Hestnes Ferreira, 11 de outubro de 2005

Hoje, na Fundação Marques da Silva fala-se de Raúl Hestnes Ferreira, fala-se de arquitetura e de vida.

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28 de setembro 2018
Newsletter #34 | Setembro 2018

Em reinício de temporada a Casa-Atelier volta a abrir as suas portas para dar a ver uma primeira mostra simbólica do acervo de Raúl Hestnes Ferreira e para uma conversa que toma como ponto de partida o projeto para a Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica.

 

Tempo também para lançar a Newsletter de Setembro, com a perspetiva de futuras ações.

 

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27 de setembro de 2018
Raúl Hestnes Ferreira
Para além do debate, um vislumbre de um acervo a descobrir na Casa-Atelier José Marques da Silva

É já amanhã que se falará sobre a obra de Raúl Hestnes Ferreira na Fundação Marques da Silva. Mas será também a oportunidade para um primeiro olhar sobre o acervo doado e do muito do que tem para descobrir, com duas salas que dão a ver maquetas, desenhos, fotografias e publicações.
 

"Cinco dedos de uma mão: conversa a partir do projeto de Rául Hestnes Ferreira para a Escola de Benfica", com Alexandra Saraiva, Anselmo Canha, Manuel Esperança e Nuno Markl.

Começa às 18h30 e é de entrada livre.

 

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24 de setembro de 2018
Bridging Crossroads on Architectural Exhibitions
Juhani Pallasmaa, Petra Čeferin, Paula Menino Homem e Pedro Borges de Araújo
Seminários Autofocus 2018
Casa-Atelier José Marques da Silva, 9 de outubro, 16h00

Os Seminários Autofocus 2018 vão trazer Juahni Pallasmaa e Petra Čeferin à Casa-Atelier José Marques da Silva, no próximo dia 9 de outubro, para um debate que tem como tema Bridging Cross roads on Architectural Exhibitions.

A sessão vai contar também com a participação de Paula Menino Homem e de Pedro Borges de Araújo, ambos docentes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, ligados ao Mestrado em Museologia e membros do Departamento de Ciências e Técnicas do Património desta instituição académica.
 

O Projeto Autofocus é uma iniciativa do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, unidade I&D – projecto estratégico 2015-2020 financiado pela FCT Fundação para a Ciência e Tecnologia - , desenvolvido em parceria com a Reitoria da Universidade do Porto, as Faculdades de Arquitectura, de Ciências e de Letras, e os institutos i3s, CEAU Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo, a Fundação Instituto Marques da Silva e o MMUS Mestrado em Museologia.
 

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21 de setembro de 2018
Cinco dedos de uma mão
Conversa a partir do projeto de Raúl Hestnes Ferreira para Escola de Benfica

"Na sua multiplicidade de aspectos, com volumes regidos por uma geometria rigorosa, o edifício "faz" o sítio, oferecendo-se à cidade..." (Raúl Hestnes Ferreira, Projectos 1959-2002, p.103)
 

O projeto para a Escola de Benfica, de Raúl Hestnes Ferreira, começa a desenvolver-se 1976. Como sublinha Willy Sermeels, nele está presente  o diálogo das formas complementares, em particular da curva e da recta. Inaugurada em 1978, como forma de homenagem ao arquiteto, foi-lhe posteriormente atribuído o nome do seu pai, o escritor José Gomes Ferreira. Será ela o pretexto para uma conversa entre Alexandra Saraiva, Anselmo Canha, Manuel Esperança e Nuno Markl e todos são bem vindos!


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14 de setembro de 2018
Cinco dedos de uma mão
Conversa a partir do projeto de Raúl Hestnes Ferreira para a Escola de Benfica

Memória, arquitetura e cidade estarão em debate em Cinco dedos de uma mão, uma conversa que toma como ponto de partida o projeto de Raúl Hestnes Ferreira para a Escola de Benfica, Escola Secundária José Gomes Ferreira.
 

A sessão vai reunir Alexandra Saraiva, Anselmo Canha, Manuel Esperança e Nuno Markl, constituindo-se também oportunidade para evocar Raúl Hestnes Ferreira, cujo acervo foi recentemente doado à Fundação Marques da Silva.
 

Cinco dedos de uma mão, iniciativa inserida no programa das Jornadas Europeias do Património, que este ano tem como tema aglutinador "partilhar memórias", terá lugar no dia 28 de setembro, às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva.
 

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

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16 de setembro de 2018
Fernando Lanhas e a cidade de Garrett

Fernando Lanhas, arquiteto de profissão, homem de sonhos e de múltiplos saberes, desenhador também da sua cidade. Em tempo de Feira do Livro, evocamos a data do seu nascimento, 16 de setembro de 1923, publicando o desenho que serve de capa ao livro, A cidade de Garrett. Uma antologia de textos em prosa de Eugénio de Andrade, de 1993, com desenhos originais de Fernando Lanhas e a quem o escritor, na senda de Pomar, chamou, o mais desirmanado.

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13 de setembro de 2018
Arquitetura e Património: sem redoma de vidro
Nuno Valentim
Conferência Marques da Silva 2018
Alberque noturno do Porto, foto de João Ferrand

Aproxima-se o mês de outubro e com ele mais uma edição das Conferências Marques da Silva. Este ano, o desafio foi lançado ao Arquiteto e Professor Nuno Valentim, sob a forma de uma questão: Que contributo o da Arquitetura para o Património? A conferência, intitulada "Arquitetura e Património: sem redoma de vidro" vai acontecer a 25 de outubro, na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, entidade parceira, e está inserida no programa ARQOUT 2018.

 

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10 de setembro de 2018
A sede da Sociedade Martins Sarmento

As galerias de obras de José Marques da Silva e de Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva apresentam uma nova entrada, dedicada agora ao projeto para o edifício-sede da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.

Os textos, assinados por Eduardo Fernandes e complementados por um conjunto de imagens, sinalizam as mais importantes etapas do projeto, que começa a ser pensado por José Marques da Silva, ainda em finais do século XIX. Na década de 30, numa segunda fase de vida do edifício, é considerada a sua ampliação. Estas obras, concluídas em 1967, com direito a honras presidenciais na cerimónia de inauguração, vão integrar agora a intervenção de Maria José e David Moreira da Silva, que, com o falecimento de José Marques da Silva, em 47, assumem a sua execução e novas autorias.
 

Galeria José Marques da Silva: Sede da Sociedade Martins Sarmento 1899 e 1934
Galeria Maria José e David Moreira da Silva: Projeto e conclusão das obras de ampliação do edifício

 

 

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7 de setembro de 2018
Maria José Marques da Silva em visita aos marcos miliários da Geira
Visita aos marcos miliários da Geira, setembro de 1944. José Marques da Silva David e Maria José Moreira da Silva

"Visita aos marcos miliários da Geira, Setembro de 44" é a nota manuscrita que acompanha o verso da fotografia.
 

A sete desse mesmo mês e ano passavam exatamente 30 anos sobre o nascimento de Maria José Marques da Silva, aqui fotografada na companhia do pai, José Marques da Silva, e do marido, David Moreira da Silva. E se os marcos constituem uma manifestação da presença romana na Serra do Gerês, a imagem fotográfica, para além do instante que fixa, transporta para o presente o eco das afinidades cúmplices que sempre uniram a vida destes três arquitetos. Nelas residem as bases para a existência da Fundação Marques da Silva.

 

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30 de agosto de 2018
Memória documental de Rui Goes Ferreira na Fundação Marques da Silva

Rui Goes Ferreira (1926-1978), madeirense, formou-se no Porto com a geração de Álvaro Siza e Alcino Soutinho, e regressou à sua ilha onde construiu várias obras de referência ao longo dos anos 60 e 70, colaborando com arquitetos do continente como Bartolomeu Costa Cabral e Manuel Vicente. A sua morte prematura interrompeu uma obra promissora (…)

André Tavares, “Rui Goes Ferreira: imagem de uma obra interrompida”, Recensão crítica
 


O percurso de Rui Goes Ferreira, precursor da arquitetura moderna no arquipélago da Madeira, a par de Raúl Chorão Ramalho, revela diferentes campos de atuação e de interesse: Arquitetura, Urbanismo, Arte e Sociedade. Pelo seu atelier passaram nomes como Bartolomeu Costa Cabral, Manuel Vicente, Marcelo Costa, José António Paradela, José Zúquete ou António Marques Miguel. Da obra realizada, destaca-se o trabalho realizado no Funchal para as Habitações Económicas da Federação das Caixas de Previdência, vários projetos de unidades de habitação individual e coletiva, o acompanhamento do Plano Diretor da Cidade do Funchal, coordenado por José Rafael Botelho, ou o projeto cultural da Galeria de Artes Decorativas TEMPO, desenvolvido com o escultor Amândio Sousa.


Como refere Madalena Vidigal, autora da dissertação, “Rui Goes Ferreira: Ensaios sobre uma obra interrompida. Madeira 1956-1978”), levou para a Madeira a reflexão do papel social do arquiteto. Um trabalho feito pelo homem para o homem que usa a paisagem e o lugar como dado cultural a integrar na estrutura final, humanizando a arquitetura e desenhando-a à escala natural.


A memória documental do trabalho desenvolvido no atelier deste arquiteto - 20 anos de atividade, testemunhada em mais de 90 projetos, datados entre 1958 e 1978 - vai passar a integrar a constelação de acervos de arquitetos representados na Fundação Marques da Silva. Da partilha de um mesmo espaço de formação, aos registos que marcam a singularidade do seu percurso, beneficiará de um contexto potenciador de novos estudos e reflexões sobre a sua forma de pensar e fazer arquitetura. Concluída a exposição recentemente realizada na Porta 33, está em curso a transferência do acervo para a Fundação Marques da Silva. Em breve será anunciada a sessão de formalização da doação, bem como a sua disponibilização para consulta pública.
 

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25 de agosto de 2018
Viajar, correr, ser outro constantemente

Parafraseando Pessoa, também eu gosto de "viajar, correr, ser outro constantemente". Além disso, enquanto Arquitecto a qualidade da construção do mundo é para mim permanente objetivo. (1988)

…Colecciono tudo. Sobretudo livros de arquitectura e poesia, sempre à volta do Pessoa. Interesso-me muito pela arquitectura antiga e mais ainda pela arquitectura grega. O meu D. Sebastião da arquitectura é a arquitectura grega. São os deuses que me acompanham lá por cima. Possuo uma grande colecção de estatuária portuguesa. Compro muitas coisas. Tenho uma colecção de livros clássicos de arquitectura. Portugueses e franceses. Há muitas coisas do passado que eu ainda teria de comprar e muitas coisas do futuro que gostaria de ver. (2002)
 

O fascínio por Pessoa foi determinante para Fernando Távora, seu incessante coleccionador. A recente transferência da coleção reunida ao longo de uma vida para a Fundação Marques da Silva, veio abrir novas dimensões e sentidos ao acervo deste arquiteto e professor, que nascido a 25 de agosto de 1923 faria hoje 95 anos.

 

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17 de agosto de 2018
Francisco Barata Fernandes (1950-2018)
 1975, movimento por uma nova escola, proposta cinzenta. À direita, silhueta de Francisco Barata entre José Gigante (autor do registo humorístico), ao fundo, e Fernando Távora.

Nasceu no Porto, em 1950. Diplomou-se em arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, em 1980, acompanhando ativamente o movimento que, nesse período, com participação de professores e estudantes, lutou pela gestão democrática no Curso de Arquitetura e pela reformulação de uma estrutura de curso conforme à cidadania e autonomia da arquitetura. Motivado pelo estudo da arquitetura de valor patrimonial, pelas experiências de renovação urbana e teorias de intervenção arquitetónica, viajou para Itália, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para investigar sobre "Política de desenvolvimento urbano e recuperação de centros antigos".

Doutorou-se pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, com a tese “Transformação e Permanência na Habitação Portuense – as formas da casa na forma da cidade”, dissertação co-orientada por Fernando Távora e Daniele Vitale. trabalho de referência para a compreensão da forma urbana portuense a partir das teorias da tipo-morfologia, nomeadamente de matriz italiana. Desde 1980, a docência na área de projeto foi uma atividade constante. Em universidades estrangeiras, lecionou por convite, e integrou inúmeros júris de provas académicas. Professor Catedrático, era Coordenador do Perfil de Estudos – Património Arquitetónico do Programa de Doutoramento em Arquitetura da FAUP.
Foi Presidente do Conselho Diretivo da FAUP e, no momento, era Presidente do seu Conselho Científico. Desenvolveu investigação no campo das relações de projeto e história, sendo Coordenador da linha de investigação PACT (Património Arquitetónico, da Cidade e do Território) do CEAU. Participou em conferências, seminários, colóquios. É autor de bibliografia na interseção do projeto, metodologia de desenho e património.
Era Coordenador da parceria internacional USP /UP sobre "Arquitetura, Desenho e Representação: metodologias de desenho no ensino do Projeto".
Exerceu profissionalmente, ainda enquanto estudante no escritório de Fernando Távora, depois em associação, primeiro com Bernardo Ferrão depois com Manuel Fernandes de Sá, e em escritório próprio. É co-autor e autor de numerosos projetos no âmbito dos programas da casa e recuperação de edificado existente, destacando-se o Projeto da Cooperativa de Massarelos, Porto, (Prémio INH 1996); Projeto de conservação e recuperação do Castelo de Santa Maria da Feira; Projeto de Recuperação da Igreja Matriz de Vimioso; Projeto de Reabilitação do Páteo de S. Miguel, Évora; Projeto da Praça da Cadeia da Relação e do Largo do Olival (Porto 2001); Projeto da Rua do Almada (Porto 2001); ou o Projeto da Marginal de S. Paio Canidelo, V.N. Gaia (Programa Polis).

Foi, desde a primeira hora, membro ativo e empenhado do Conselho Geral da Fundação Marques da Silva.


Passagem, interrompida de forma inesperada, que deixa o traço e a memória indelével de uma vida que congregou afeto e alegria, reconhecimento e sentido cívico. A Fundação Marques da Silva presta a sua sentida homenagem à pessoa, ao arquitecto, ao professor.

 

Legenda da imagem: 1975, movimento por uma nova escola, proposta cinzenta. À direita, silhueta de Francisco Barata entre José Gigante (autor do registo humorístico), ao fundo, e Fernando Távora.
 

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16 de agosto de 2018
Octávio Lixa Filgueiras, na procura de um olhar operativo sobre o património
Esboço da ficha sobre o Castelo de Alvito

A 16 de agosto de 1977, no dia em que completava 55 anos de vida, Octávio Lixa Filgueiras dava por concluído o Relatório do Grupo de Trabalho Inter-Ministerial, responsável pelo estudo e inventariação do património arquitetónico nacional a recuperar. A equipa, supervisionada por este arquiteto e constituída no seguimento do despacho conjunto dos Ministros das Obras Públicas, Habitação, Urbanismo e Construção, Comércio e Turismo e Secretário de Estado da Cultura, integrava os também arquitetos Manuel Fernandes de Sá e Nuno Guedes de Oliveira, bem como o desenhador J. Marcos.
 

As reflexões e soluções nele expressas refletiam o resultado de aproximadamente 5 meses de trabalho, cerca de uma centena e meia de casos inventariados em fichas expressamente desenhadas para o efeito, onde se destacava um número mais restrito de casos tratados, considerando as categorias nele propostas: Pousada/Turismo; Cultura; Serviços Públicos; Serviços Sociais; Ensino; Proteção de Imóvel (enquanto monumento)/Paisagem.
 

Octávio Lixa Filgueiras, concluia desta forma o Relatório: (..) há vinte anos atrás, o signatário encontrava-se nas lides do "Inquérito à Arquitectura Regional"; hoje evoca com muita saudade a memória de Francisco Keil do Amaral a quem teria muita honra em dedicar a parte havida em mais esta lança quebrada contra velas de moinhos...

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3 de agosto de 2018
"Cinco dedos de uma mão"
28 de setembro, Casa-Atelier José Marques da Silva, 18h30
Jornadas Europeias do Património 2018
Raúl Hestnes Ferreira na Escola de Benfica.Foto de Inês Soares, 2009

A Escola Secundária José Gomes Ferreira começou a ser projetada por Raúl Hestnes Ferreira em 1976. Da forma como se implanta no território se alimenta a ideia que o conjunto nasceu a partir da mão do arquiteto colocada sobre uma folha de papel. Passados mais de 40 anos, acresce à memória do projeto e da sua construção, o contributo para a efetiva requalificação urbana do lugar e as muitas vidas que nela e com ela se cruzaram. Por ocasião da doação do acervo profissional de Raúl Hestnes Ferreira à Fundação Marques da Silva, o projeto para a Escola de Benfica constitui-se ponto de partida para uma homenagem ao arquiteto e para uma conversa, com um painel diversificado de oradores a anunciar em breve, sobre memória, arquitetura e cidade.

"Cinco dedos de uma mão", a conversa que vai decorrer na Casa-Atelier José Marques da Silva, no dia 28 de setembro, com início às 18h30, representa assim a participação da Fundação Marques da Silva nas Jornadas Europeias do Património que este ano tem como tema proposto, partilhar memórias.

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24 de julho de 2018
A singularidade da coleção Pessoana de Fernando Távora, recentemente acolhida na Fundação Marques da Silva, em destaque

Entre finais de 2017 e abril de 2018,  o acervo Fernando Távora, comodatado nesta Instituição desde 2011, tem vindo a ser significativamente ampliado com a incorporação de novo conjuntos documentais e, em particular, bibliográficos.  

 

Nos novos registos, em número que ultrapassa os três milhares de entradas, destaca-se a coleção reunida pelo Arquiteto Fernando Távora em torno de Fernando Pessoa e da Geração de Orfeu. Agora reunidos ao acervo existente e já tratado, congrega um expressivo conjunto de manuscritos e dactiloscritos da autoria de Fernando Pessoa, Mário Sá Carneiro, Alfredo Guisado, Ronald de Carvalho, entre outros nomes, com especial relevância para o núcleo de documentos originalmente provenientes do acervo pessoal de Raúl Leal, na sua grande parte ainda inéditos.

 

A importância deste núcleo tem vindo a ser (re)descoberta e reconhecida, como noticia o Observador no artigo recentemente publicado Fernando Pessoa, o arquiteto que encontrou Pessoa antes do tempo.
 

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18 de julho de 2018
"Escritos Escolhidos, 1965-2015"
Já está disponível o volume 3 da coleção Giorgio Grassi: opera omnia sic

Este livro representa a mais completa antologia de textos de Giorgio Grassi, um arquiteto irremediavelmente crítico do seu tempo, que é também o nosso. Corresponde a uma versão revista e aumentada do original italiano, Scritti Scelti, 1965-1999: se, por um lado, dá notícia do prolongamento cronológico, com a inclusão de textos, alguns inéditos, posteriores a 1999, por outro, apresenta um novo elenco de imagens em relação directa com a escrita, enquadrado por um depoimento do autor expressamente escrito para a presente edição.
 

Com tradução e nota introdutória de José Miguel Rodrigues, esta publicação constitui o volume 3 da coleção Giorgio Grassi: opera omnia sic.

 

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11 de julho de 2018
Acervo de Raúl Hestnes Ferreira na Fundação Marques da Silva
RHF, Papelaria da Moda (remodelação), Lisboa, 1966-68 (demolida)

Raúl Hestnes Ferreira (1931-2018), homem de fortes convicções, seguiu, enquanto arquiteto, um caminho próprio e singular. Basta referir a casa de Albarraque, a casa da Juventude de Beja, o Tribunal e Biblioteca da Moita, as duas casas geminadas de Queijas, a premiada agência da Caixa Geral de Depósitos de Avis, as instalações do ISCTE ou a Biblioteca da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, algumas das suas obras mais icónicas, para se perceber da sua importância no panorama da Arquitetura Portuguesa Contemporânea.

 

No atelier do Largo da Graça, em Lisboa, agora desmontado, encontrava-se um impressionante conjunto de registos que documentam o exercício ininterrupto da Arquitetura ao longo de quase 60 anos, mas também testemunhos dos seus tempos de estudante e da sua atividade docente. Com a exceção de algumas peças de mobiliário, por si desenhadas, doadas ao MUDE, e das monografias inseridas na sua Biblioteca de Arquitetura, doadas à Universidade Lusófona, foi este o acervo doado pelos herdeiros de Raúl Hestnes Ferreira à Fundação Marques da Silva. Já transferido para o arquivo da Instituição, está a ser agora iniciado o seu tratamento técnico tendo em vista uma futura disponibilização pública.


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06 de julho de 2018
Carlos Carvalho Dias doa à Fundação Marques da Silva documentação relativa ao Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa
Bóbeda, Chaves, Solar do Sr. Pinto, 1955

Carlos Carvalho Dias - um dos protagonistas do Inquérito à Arquitetura Regional em Portugal, enquanto membro da equipa responsável pelo mapeamento da Zona 2, Trás-os-Montes e Alto Douro, chefiada por Octávio Lixa Filgueiras e da qual fazia ainda parte Arnaldo Araújo - doou à Fundação Marques da Silva os registos reunidos e recolhidos no âmbito do levantamento daquele território, realizado entre 1955 e 1956. São anotações, desenhos, imagens e depoimentos que não só registam uma paisagem em transformação, quanto revelam a metodologia seguida no trabalho de campo.
 

A doação desta documentação inclui ainda as maquetas de trabalho para composição gráfica e impressão do livro Memórias de Trás-os-Montes e Alto-Douro: nos 55 anos do "Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa".
 

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25 de junho de 2018
Álvaro Cancela Meireles doa à Fundação Marques da Silva trabalhos para Arquitetura Analítica e o levantamento da envolvente do castelo de Vila Nova de Cerveira

Dois trabalhos académicos, Casa de Pescador e Habitação Burguesa, de 1963, realizados para Arquitetura Analítica, disciplina então leccionada por Octávio Lixa Filgueiras, e um conjunto de peças desenhadas com o levantamento da envolvente do Castelo de Vila Nova de Cerveira, executadas ainda como aluno do 6º ano do Curso de Arquitetura da ESBAP, mas na qualidade de colaborador de Octávio Lixa Filgueiras, foram doadas à Fundação Marques da Silva.
 

Esta documentação adquire particular relevância no contexto desta Fundação: os trabalhos académicos inserem-se, naquela que viria a ser designada Operação Matosinhos, e o levantamento tinha como finalidade estudar a possibilidade de integrar algumas das casas envolventes do castelo na sua adaptação a Pousada. O estudo prévio não teria continuidade e, posteriormente, Alcino Soutinho viria a ser o autor do projeto final.

 

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23 de junho de 2018
João Marcelino Queiroz (1892-1982): arquiteto e militar

João Marcelino Queiroz nasceu no Porto, a 23 de junho de 1892. Em 1911 matriculou-se no Curso Preparatório de Desenho da Escola de Belas Artes do Porto, tendo depois ingressado no curso de Arquitetura. Durante a I Guerra Mundial (1914-1918) foi mobilizado e entrou na Escola de Guerra, tendo prestado serviço no Quartel-General e no Hospital Militar. Em 1926, obtém o diploma de Arquiteto, depois de ter trabalhado durante dois anos na Direção Geral dos Edifícios e Monumentos do Norte. No atelier da rua de Santa Catarina, o Capitão Queiroz projetou prédios, cinemas, cafés, lojas, igrejas, escolas e uma enorme quantidade de moradias. Sobretudo para o Porto, mas também fora da cidade e até recebeu a encomenda de uma escultura para um lugar improvável. Em Mondim de Basto, no jardim público agora designado Praça 9 de Abril, encontra-se implantado o Monumento aos heróis da Batalha de La Lys, uma obra de sua autoria, encomendada pelo Comendador José de Carvalho Camões.

O monumento e o jardim propositadamente construído para o acolher foram inaugurados em 1930 e constituem, desde então, um ponto de referência urbano. Em 2018 foi um dos lugares de destaque para celebração do centenário da 1ª Grande Guerra neste município.


 

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22 de junho de 2018
Arquitetura em debate: o encontro "Cidade Inventada-Cidade Continuada"

Ontem, no Teatro do Bolhão, tiveram voz os arquitetos. Falou-se de projetar sobre o projetado, mas como gesto que denuncia a assertividade de um tempo presente e de um ato que, entre o entendimento do edifício e a leitura da sua história, é sempre, afinal, de arquitetura. Os casos debatidos exemplificaram diferentes tipologias, condicionamentos, programas e presença urbana expondo um universo complexo de parâmetros e estratégias que se colocam perante a oportunidade de uma intervenção. Demonstrada ficou também, a importância do debate, em particular num momento de profunda e rápida transformação como o que atualmente o Porto presencia e onde a competência e o pensar do arquiteto são agentes determinantes.

Este fórum representou também um propósito de alargamento de ação da Fundação Marques da Silva e a sua disponibilidade para tomar parte no debate das grandes questões colocadas aos arquitetos, contribuindo para a produção de conhecimento que possa refletir-se na prática projetual.
 

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15 de junho de 2018
Cidade Inventada-Cidade Continuada
conservar.observar.projetar
encontro debate
Teatro do Bolhão, 21 de junho, 9h30-10h30

“a arquitectura será útil quando arroje sobre o património outras luzes e outras sombras. Quando abra o jogo de outra representação que vincule de outra forma todas as dimensões da temporalidade da memória – passado, presente e futuro –, quando permita celebrar uma nova representação do Anjo da História”
(I. Solà-Morales).

 

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12 de junho de 2018
Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896
Garagem Sul do CCB, Lisboa
Encerra a 17 de junho

"Mais do que um modelo, as Belas-Artes eram um paradigma, uma concepção do mundo, da cultura artística, da profissão, do mercado, do mecenato e da crítica cuja linhagem remontava ao Renascimento." (Joaquim Pinto Vieira)
 

Encerra a 17 de junho aquela que é a primeira grande mostra da coleção de desenhos realizados em Paris por José Marques da Silva. Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896 dá a ver 62 desenhos que traduzem a aprendizagem do ofício de arquiteto na École des Beaux-Arts num tempo que assistiu às grandes transformações idealizadas por Haussmann, evocadas em Paris Haussmann. Modelo de cidade. São as duas exposições de arquitetura que ocupam a Garagem Sul do CCB e estes são os últimos dias para quem ainda não teve a oportunidade de as visitar.

Horários de visita: terça a domingo, entre as 10h00 e as 18h00.
O preço do bilhete é de 5,00. Estudantes e maiores de 65 anos têm um desconto de 50%. Entrada gratuita para menores de 18 anos. Com o bilhete é distribuída a folha de sala.

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8 de junho de 2018
CIDADE INVENTADA-CIDADE CONTINUADA
conservar . observar . projetar
Encontro Debate

CIDADE INVENTADA-CIDADE CONTINUADA
conservar . observar . projetar

Encontro Debate
21 de junho, 9h30-17h30
Salão nobre do Palácio do Bolhão

 

A Fundação Marques da Silva está a promover o encontro debate Cidade Inventada-Cidade Continuada: conservar.observar.projetar, a realizar no próximo dia 21 de junho, no Salão Nobre do Palácio do Bolhão, entre as 9h30 e as 17h30. Trata-se de um encontro que, proporcionando a apresentação de um conjunto de projetos por parte dos respetivos projetistas, pretende fomentar o debate e problematização sobre o papel da arquitetura e do arquiteto no processo de requalificação patrimonial em curso na cidade do Porto, sobre a cidade que existe e os valores que a contemporaneidade lhe pode acrescentar. Trata-se também de uma iniciativa que exprime a vontade de a Fundação Marques da Silva alargar a sua ação de apoio à investigação de arquitetura, promovendo a cultura da cidade e do património edificado, a produção e divulgação do saber disciplinar da arquitetura.

O programa está estruturado em dois momentos. Durante a manhã, um primeiro bloco agrupa escritórios e equipamentos: o edifício 156 da Avenida dos Aliados, o edifício “A Nacional”, o "Liceu Alexandre Herculano" e o Mercado do Bolhão. O segundo bloco, durante a tarde, agrupa projetos direcionados para residência e serviços, a saber: as moradias projetadas por Marques da Silva para a rua D. João IV, uma moradia na rua Duque de Terceira e o Guindalense, a unidades urbana Bonjardim-Formosa-Sá da Bandeira e o edifício “Palácio do Comércio”.

Quatro observadores - Domingos Tavares, João Paulo Providência, Manuel Mendes e Nuno Brandão Costa - terão como função sublinhar aspetos mais relevantes das açoes em curso, bem como moderar o debate que encerra cada bloco. A anteceder a sessão da tarde, o arquiteto José Gigante apresentará em formato de visita guiada, o projeto de requalificação do local de acolhimento, o Palácio do Bolhão.
 

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.
 

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22 de maio 2018
As exposições da Garagem Sul + Debate de Encerramento
Visita Guiada com André Tavares
9 de junho (a partir do Porto)

Estão abertas as inscrições para uma visita guiada às duas exposições atualmente patentes ao público na Garagem Sul do Centro Cutural de Belém, em Lisboa, orientada por André Tavares, programador de arquitectura na Garagem Sul, arquitecto e coordenador da Dafne Editora, autor da monografia "Em Granito. A arquitectura de Marques da Silva em Guimarães", editada pela Fundação Marques da Silva.
 

Aos participantes, para além da visita a Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896, exposição que mostra um núcleo de desenhos de arquivo pertencentes ao período da formação de José Marques da Silva em Paris, realizados entre 1889 e 1896, enquanto aluno da École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts e discípulo de Victor Laloux, o arquiteto da Gare d’Orsay, e a Paris Haussmann. Modelo de Cidade, exposição que analisa e revela o potencial do modelo urbano parisiense contemporâneo relativamente às apostas e desafios das cidades de amanhã, será também dada a possibilidade de assistir ao debate de encerramento, que se inicia às 17h00, com participação dos arquitetos Eric Lapierre e Gonçalo Byrne e moderação de André Tavares.
 

Com saída às 10h00, da Praça Marquês do Pombal, no Porto, tem um custo associado de 40 euros e um número máximo de 30 participantes. Inscrições para fims@reit.up.pt, até 6 de junho.

 

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21 de maio de 2018
Diálogos com Fernando Lanhas
O DIM na Fundação Marques da Silva

Moderno e portuense, arquiteto e homem das Ciências, capaz de atuar em várias esferas de um universo alargado de interesses, um visionário pragmático, um artista com um trabalho distinto, pessoal, radicalmente ele próprio, com uma incessante vontade de saber, um sonhador e um eterno curioso, que indo para além do visível e da dimensão humana, nunca deixa de regressar ao quotidiano e de responder à necessidade de passar conhecimento.

Estas foram algumas das ideias lançadas na passada sexta feira, na Casa-Atelier José Marques da Silva, por Luís Soares Carneiro, Manuel Marques e Lúcia Almeida Matos, primeiros interlocutores de uma sessão dedicada ao arquiteto Fernando Lanhas, antecipadora de novas e futuras ações a promover por Luís Viegas e Rui Américo Cardoso no contexto da doação do acervo profissional deste arquiteto à Fundação Marques da Silva, anunciada pela Presidente da Fundação, Fátima Marinho.


Um gesto dos herdeiros de Fernando Lanhas que foi unanimemente reconhecido por todos os participantes por assim vir a criar e promover condições de estudo e reflexão da sua obra de arquitetura, ainda a aguardar a visibilidade suficiente para ser reavaliada. Uma obra que Luís Soares Carneiro considera poder ser encarada como uma síntese particular de um processo de aculturação e domesticação do Moderno, ajustada aos valores da época e do lugar onde se inscreve.
 

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18 de maio de 2018
Newsletter #33 | maio de 2018

Diálogos com Fernando Lanhas, a conversa que hoje decorrerá na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h00, com Luís Soares Carneiro, Manuel Marques e Lúcia Almeida Matos, moderada por Luís Viegas e Rui Américo Cardoso, é o destaque que abre a Newsletter #33. Aqui se apresentam as iniciativas relatvias ao mês de maio, mas a antecipar também outras ações que terão lugar no próximo mês de Junho.

 

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17 de maio de 2018
Visita guiada por André Tavares às exposições da Garagem Sul (CCB)
fotografia de André Cepeda

Para o próximo dia 9 de junho, está agendada uma visita guiada às duas exposições patentes na Garagem Sul, Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux e Paris Haussmann. Modelo de cidade, por André Tavares. Aos participantes na visita será ainda possível assistir ao debate de encerramento da exposição Paris Haussmann. Modelo de Cidade, que conta com a participação dos arquitetos Eric Lapierre e Gonçalo Byrne, moderado por André Tavares.

 

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5 de maio de 2018
"Diálogos com Fernando Lanhas"
Luís Soares Carneiro, Manuel Marques e Lúcia Almeida Matos
Moderação de Luís Viegas e Rui Américo Cardoso
Dia 18, às 18h00
Casa-Atelier José Marques da Silva

Há uma maneira de ver as coisas e de as querer investigar, querer saber como elas são. Sempre de uma maneira natural, calma, exata, rigorosa e elementar, sem campo para superfluidades. Eu não perco tempo. […] Eu procuro continuamente alguma coisa. Eu procuro uma essência. Procuro o conhecimento. Eu quero entender. (Fernando Lanhas, os 7 rostos, documentário de António de Macedo, 1988)

 

Em Dia Internacional do Museus, a Fundação Marques da Silva promove uma conversa em torno de Fernando Lanhas. A sessão conta com a participação de um arquiteto, Luís Soares Carneiro, um físico, Manuel Marques, e uma historiadora de Arte, Lúcia Almeida Matos. Para moderar o Diálogo com Fernando Lanhas, estarão Luís Viegas e Rui Américo Cardoso, investigadores do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da FAUP, comissários do programa que está a ser gizado para sinalização da doação do acervo de Fernando Lanhas à Fundação Marques da Silva. A abrir a sessão, estará a Presidente do Conselho Diretivo da Fundação, Fátima Marinho.

 

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

 

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15 de maio de 2018
José Forjaz • Pensar Arquitectura | o lançamento do livro

A sessão de lançamento do livro José Forjaz • Pensar Arquitectura, que a partir desta semana começa a circular no mercado livreiro português, proporcionou o encontro na Casa-Atelier José Marques da Silva entre o arquiteto José Forjaz, o autor, e os Arquitetos Francisco Pires Keil do Amaral e Elisiário Miranda, seus apresentadores. E tornou-se ocasião para recordar o percurso invulgar de José Forjaz e as múltiplas dimensões da sua ação, refletidas e testemunhadas, aliás, nesta coletânea antológica de textos. Um livro que é um legado – não fechado -, a sublinhar a necessidade da Arquitetura e a crença no contributo determinante do Arquiteto para a construção de uma harmonia social. Como referiu Francisco Keil do Amaral, um livro grande e um grande livro.

 

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12 de maio de 2018
Relatório de Atividades e Gestão 2017

Encontra-se disponível para consulta pública, o Relatório de Atividades e Gestão correspondente ao ano de 2017.

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8 de maio de 2018
José Forjaz

José Forjaz nasceu em Coimbra e formou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Colaborou com Pancho Guedes, Fernando Mesquita, João Andresen, Octávio Lixa Filgueiras, Arnaldo Araújo, Conceição Siva, Bartolomeu Costa Cabral, Maurício de Vasconcelos e João José Tinoco. Em 1968, abriu, na Suazilândia, o seu primeiro atelier de arquitetura. A partir de 74, adopta Moçambique como espaço privilegiado de ação. Neste país exercerá igualmente funções governativas, representativas e docentes de relevo. Tem uma vasta obra de arquitetura realizada em vários países africanos. A sua atividade profissional abarca também o desenho urbano, urbanismo e planeamento regional.  Como professor, conferencista ou autor tem obtido reconhecimento internacional, num percurso marcado por múltiplas distinções.

 

Dia 11, às 18h00, estará na Fundação Marques da Silva para o lançamento do seu livro José Forjaz • Pensar Arquitectura

 

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7 de maio de 2018
À conversa com Diogo Pimentel, Luiz Cunha, José Fernando Gonçalves e Paulo Providência, João de Almeida e Frei Bento Domingues

Os arquitectos que realizaram a exposição no convento de S. Domingos (Alto dos Moinhos), que estará aberta nos dois próximos meses, não repetiram o passado. Abriram novas possibilidades de incarnação do projecto de S. Domingos em novas formas e não só de arquitectura. Esta inspira novas arquitecturas da vida. (Frei Bento Domingues, "Arquitectos e memória do futuro", Jornal Público, 22 de abril de 2018)

 

A conversa com Diogo Pimentel, Luiz Cunha, José Fernando Gonçalves e Paulo Providência, João de Almeida e Frei Bento Domingues vai acontecer no Sábado, dia 12 de maio, às 16 horas, na igreja do Convento de São Domingos (Alto dos Moinhos, Lisboa) e tem como tema as obras construídas no Porto, Fátima, Ourém e Lisboa por encomenda dos Dominicanos.
 

Uma partilha de histórias que se insere na programação paralela à exposição “Dominicanos. Arte e Arquitetura Portuguesa. Diálogos com a modernidade”, promovida pelo Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e pelo Instituto São Tomás de Aquino, sendo a Fundação Marques da Silva uma das entidades parceiras.
 

A exposição manter-se-á aberta ao público até 10 de junho. O acesso é gratuito e pode ser visitada de quinta a domingo, entre as 16h e as 19h. 

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4 de maio de 2018
Diálogos com Fernando Lanhas

Diálogos com Fernando Lanhas
Com Luís Soares Carneiro, Manuel Marques e Bernardo Pinto de Almeida (a confirmar)
Moderação de Luís Viegas e Rui Américo Cardoso
18 de maio - Dia Internacional dos Museus
18h, Casa-Atelier José Marques da Silva
 

Diálogos com Fernando Lanhas, a iniciativa que assinala a participação da Fundação Marques da Silva no Dia Internacional dos Museus, constitui um primeiro momento de reflexão e debate sobre este arquiteto promovido pela instituição, proposto e moderado pelos Professores Arquitetos Luís Viegas e Rui Américo Cardoso, comissários do programa que está em preparação para sinalizar a doação do acervo à Fundação Marques da Silva.
 

O encontro convoca a Arquitetura, a Ciência e a Arte como vias dialógicas, reunindo assim um arquiteto, Luís Soares Carneiro, um físico, Manuel Marques, e um crítico de arte, Bernardo Pinto de Almeida (ainda a confirmar). A eles será dada a palavra para nos ajudarem a pensar Fernando Lanhas, hoje.
 

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2 de maio de 2018
José Forjaz • Pensar Arquitectura
Casa Forjaz, Mabbane, Suazilândia

A experiência, ou a inexperiência política que caracterizou os primeiros dez anos do meu retorno a Moçambique, no final de 1974, foi uma aprendizagem de valor incalculável, quer em termos profissionais quer em termos da importância das dimensões ideológicas e políticas da profissão.

O âmbito das responsabilidades assumidas forçaram uma abertura a um irrecusável interesse pelas escalas mais vastas da intervenção do arquitecto, que me obrigou a uma prática que vai do design gráfico, de móveis, do objecto e do edifício à organização do espaço regional, incluindo o desenho e planeamento urbano e a que se soma o paisagismo.

 

José Forjaz • Pensar Arquitectura é um livro que o autor dedica aos seus mestres, alunos e colegas, uma partilha da evolução de um pensamento sobre um tema vasto e integrador da dedicação de uma vida, um contributo de um arquiteto, que o continua a ser, para um pensar comum.
 

Com apresentação de Francisco Keil do Amaral e Elisiário Miranda, tem lançamento marcado em Portugal, a 11 de maio, na Casa-Atelier José Marques da Silva.
 

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30 de Abril de 2018
O 1º de maio de 74 e 75 nas ruas do Porto
Imagens de Alfredo Matos Ferreira

Porto: 1º de maio de 74 e de 75. Imagens gravadas e posteriormente editadas por Alfredo Matos Ferreira. Um olhar que nos devolve a euforia coletiva de um momento de incontida esperança com a cidade em pano de fundo. Um documento histórico único que dá a conhecer uma outra dimensão de um arquiteto que viu nas ações do SAAL a experiência mais gratificante da sua longa carreira.

 

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24 de abril de 2018
José Forjaz • Pensar Arquitectura
Lançamento de livro

José Forjaz • Pensar Arquitectura
Lançamento de livro
Apresentação a cargo de Francisco Keil do Amaral e Elisiário Miranda
11 de maio, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva

 

José Forjaz • Pensar Arquitectura é uma recolha antológica de textos que, entre reflexões, declarações, contribuições, pensamentos ou elegias, traduzem a evolução do pensamento de José Forjaz, das suas perspetivas e perceções. Formas de expressão que o autor, na sua condição de arquiteto, foi amadurecendo ao longo dos anos, produzidas na particularidade do seu regresso a Moçambique, em contexto pós-colonial, sobre um tema vasto e integrador de uma vida: a Arquitetura. Um livro que pretende ser “uma contribuição a um pensar comum.”

A publicação é uma realização conjunta da Caleidoscópio, em Portugal, e da Kapikua, em Moçambique. Depois do lançamento em Maputo, segue-se, na Casa-Atelier José Marques da Silva, o lançamento em Portugal, na presença do autor e com apresentação dos arquitetos Francisco Keil do Amaral e Elisiário Miranda. A abrir a sessão estará a Presidente do Conselho Diretivo da Fundação Marques da Silva, Fátima Marinho. Em representação da editora Caleidoscópio estará também presente Jorge Ferreira.

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.


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23 de abril de 2018
A visita ao Mercado Municipal de Santa Maria da Feira

Se investigar sobre e a partir da realidade foi o mote da publicação Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira, a visita guiada proporcionou a todos os participantes o confronto direto com a obra de arquitetura. Com cada canto a oferecer uma paisagem diferente e a contar diferentes histórias, sentiu-se a força de um projeto que se constituiu sinónimo de vida e agregador de afetos. Falou-se de forma e de materiais, da pedra ao betão, do azulejo à ardósia das bancas, do uso da Cor e da Luz, do duplo jogo de abertura à cidade e de encerramento num espaço central de inspiração claustral. Um deambular pelo Mercado, pontuado pelas intervenções de Carlos Machado, José Bernardo Távora e Vincenzo Riso, para confirmar a intemporalidade do projeto, a necessidade de preservar as memórias que congrega e de resolver os problemas do presente num justo compromisso com garantia de futuro.

 

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23 de abril de 2018
A sessão de apresentação do livro “Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira”
Casa-Atelier José Marques da Silva

O Mercado Municipal de Santa Maria da Feira assumido na perspetiva de um desafio didático, eleito objeto de estudo no âmbito da disciplina de projeto, com a finalidade de conduzir os alunos a equacionarem cenários e soluções hipotéticas de intervenção no edificado. Eis o ponto de partida para um trabalho de aprendizagem e prática de investigação e síntese que o livro Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira enquadra e dá a conhecer.


Durante a sessão de apresentação do livro - que se encontra já disponível para consulta em livre acesso no repositorium da Universidade do Minho – foi sublinhada a relevância pedagógica do exercício desenvolvido, solidamente ancorado na documentação preservada na Fundação Marques da Silva, mas também o seu sentido de oportunidade política e disciplinar.


O Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, obra projetada por Fernando Távora ainda na década de 50 do século XX, continua a marcar a paisagem onde se integra e a manter vivo o seu valor estético, arquitetónico e urbanístico, valores que confirmam o génio do seu criador e fundamentaram a sua classificação como Monumento de Interesse Público, em 2012. O presente estudo, para além das propostas dos alunos, integra os contributos de um painel de professores e autores convidados a participar, constituindo-se já como instrumento agregador das três instituições envolvidas, Fundação Marques da Silva, Escola de Arquitetura da Universidade do Minho e Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, para a elaboração de uma candidatura a fundos internacionais que permitam futuramente validar ações concretas de requalificação.


Participaram na sessão Fátima Marinho, Jorge Correia, Gil Ferreira, Vincenzo Riso, José Bernardo Távora, Carlos Machado e Eduardo Fernandes.
 

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23 de abril de 2018
Uma "viagem virtual" pela Biblioteca de João Queiroz:
O livro enquanto forma de entendimento da prática da arquitetura
Dia Mundial do Livro | 23 de abril

Alguns textos teóricos, poucos, mas sobretudo monografias sobre arquiteturas, prédios de habitação e moradias urbanas e rurais, sobre tipologias variadas, cinemas, igrejas, teatros garagens, pavilhões de exposição, jardins, cafés, bares e restaurantes, ou artes decorativas, mobiliário, escultura, pintura ou vitrais, cerâmica, azulejos, ferros forjados, decoração de interiores, montras de lojas, objetos de design, candeeiros ou espelhos. Seguem-se os livros técnicos sobre serralharia ou carpintaria, plenamente preenchidos com pormenores construtivos.
Em grande parte são coleções de estampas soltas, facilmente manuseáveis, com fotografias e desenhos de obras, reais ou em projeto, com designação de autorias onde predomina a cultura francesa.
 

É a Biblioteca Profissional de João Queiroz, a que ele guardava no seu escritório. Obedecia a objetivos muito pragmáticos e de grande operatividade, exemplar, nas palavras de Alexandre Alves Costa, da maioria das bibliotecas dos muitos arquitetos que não viajaram, mas cujo estudo adquire particular relevância para aprofundar o entendimento da arquitetura corrente que se praticou no Porto, praticamente até aos anos 50 do século XX (in, "João Queiroz, um arquiteto tranquilo").
 

Em Dia Mundial do Livro, a FIMS disponibiliza através do seu Catálogo Bibliográfico Virtual, a possibilidade de descobrir 80 dos títulos que constituem a Biblioteca Profissional deste arquiteto portuense.

 

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20 de abril de 2018
Visita ao Mercado Municipal da Feira com Carlos Machado e Vincenzo Riso
Mercado Municipal da Feira, fotografia de Carlos Machado

A visita ao Mercado Municipal de Santa Maria da Feira é já amanhã e terá como guias os Professores Arquitetos Carlos Machado e Vincenz oRiso. É o segundo momento do programa Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira.

 

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20 de abril de 2018
Newsletter #32 | 20 de abril

No dia em que o Mercado Municipal de Santa Maria de Feira se constitui tema de debate, numa iniciativa conjunta da Fundação Marques da SIlva, Escola de Arquitetura da Universidade do Minho e Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, apresentamos a Newsletter #32. O mês em destaque é abril, mas antecipam-se já algumas das ações que vão pontuar o próximo mês de maio.

 

Para aceder à leitura clique aqui

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18 de abril de 2018
Da Estação de Campanhã à Estação de S. Bento
A visita guiada do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

(...) O comboio, chegado a São Bento, parecia deixar os pulmões na linha; um fumo branco como espuma inundava o cais; das portinholas saía de roldão uma gente apressada e que, de repente, rompia os laços de viajante e mergulhava na cidade com as suas malas e os embrulhos, pronta a começar o dia urbano, a apanhar táxi, a reconhecer a família que lhe estende os braços. (Agustina Bessa Luís, As Estações da Vida)

A visita com que a Fundação Marques da Silva,a IP-Infraestruturas de Portugal e a CP assinalaram o Dia Internacional dos Monumentos e Sitios concluiu-se em S. Bento, mas teve o seu início na estação de Campanhã, convocando outros tempos e uma outra cidade, também ela moldada ou influenciada pelo ritmo imposto da ferrovia. Falou-se da construção da rede do Norte e do investimento nacional, das transformações que novas tecnologias e ciclos de vida foram impondo no desenho do território e nos afluxos de gentes que nele agiam ou o utilizavam. Citaram-se linhas que encerram e que ganham nova vida com novos projetos e funções.
 

E foi uma luz generosa que recebeu o grupo, à saída do comboio, na gare de S. Bento, tal como era desejo de quem a projetou. Momento para falar de José Marques da Silva -  o arquiteto, o homem determinado e qualificado pela experiência francesa - e do projeto, sinal de modernidade e em sintonia com o desejo de monumentalidade da urbe. Uma história marcada por múltiplos desenvolvimentos, cujo sentido se descobre pelos planos que precederam o projetado e o construído, com uma referência final aos paineis de azulejo que, como Agustina Bessa Luís refere, "contam toda uma poesia".
 

A visita foi conduzida por Domingos Tavares, Paula Azevedo, Fernando Pereira, Ana Sousa e Luís Lopes.

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16 de abril de 2018
Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira
Apresentação de livro e debate
20 de abril, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva

Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira
Apresentação de livro e debate
Fátima Marinho, Jorge Correia, Gil Ferreira, Vincenzo Riso, José Bernardo Távora, Carlos Machado e Eduardo Fernandes.
20 de abril, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva


O mercado da Feira é a obra “mais tensa e por isso com  mais significado da nossa arquitectura moderna em transição para o racionalismo crítico. Tensão que vem da dialéctica entre integração e ruptura, entre espaço interno (que é exterior e semiexterior) e sítio; entre percurso e pausa; entre tecnologia nova e construção comum; estando sempre estes termos – e outros – assumidos como opostos mas resolvidos em formas simples. Obra que transcende o panorama português para se classificar entre as obras primas da arquitectura europeia dos anos 50” (Nuno Portas, in “Prefácio à edição de 1982” do livro de Fernando Távora, Da Organização do Espaço)

 

O Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, que Fernando Távora começa a projetar em 1953, será o tema em debate na sessão do próximo dia 20 de abril, na Casa-Atelier. É a primeira iniciativa de um conjunto de três, programadas a partir do  projeto liderado por Vincenzo Riso, Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira, com um grupo de alunos do Curso de Arquitetura da Universidade do Minho, e que, com a apresentação do resultado do projeto traduzido em livro, se propõe colocar em discussão formas possíveis e fundamentadas de abordar a obra e a sua requalificação, arquitectónica e funcional. Um debate que, centrado num caso de estudo concreto, pretende refletir sobre vias e metodologias de abordagem à questão da preservação do património arquitetónico do Moderno nos dias de hoje.

A sessão conta com a presença da Presidente do Conselho Diretivo da Fundação, Fátima Marinho, de Jorge Correia, em representação da EAUM e de Gil Ferreira, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Para o debate estarão presentes o coordenador do estudo e do projeto editorial, Vincenzo Riso, José Bernardo Távora e Carlso Machado, dois dos autores nele representados, e Eduardo Fernandes.

Aproveitamos para informar que a visita ao Mercado, agendada para a manhã do dia 21, já está esgotada, sendo apenas possível recolher inscrições em lista de espera.

A entrada para a sessão é livre, estando apenas sujeita à lotação do espaço.

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16 de abril de 2018
Lembrando Manuel Teles

Passam 50 anos sobre o primeiro desenho para o projeto de moradias populares do Aleixo. Na base das linhas programáticas lançadas pela Câmara Municipal do Porto, estava a encomenda para a construção de 320 fogos de caracter social. Cumprindo os ditames do Plano Auzelle pretendia responder às necessidade de realojamento de populações desfavorecidas, em particular das populações que habitavam em condições de grande insalubridade a zona do Barredo-Ribeira.
 

Será Manuel Teles, num projeto onde Alexandre Alves Costa também colabora, o seu autor. Pressupunha a construção de edifícios-torre, marcando assim uma viragem de paradigma no modelo adotado para a arquitetura habitacional de carácter social no Porto. A construção inicia-se em 1971 e as primeiras torres viriam a ser terminadas em 1973. O projeto era inovador porque cruzava duas tipologias, as do edifício em altura (caixa de escadas e elevador), com o edifício galeria (uma vez que o acesso aos fogos era feito por uma galeria que dava para um saguão central que iluminava e arejava as referidas galerias). Ficaria por realizar a construção do Centro Social e o Centro de Dia. O impacto das transformações sociais e económicas que a cidade atravessa, após 74, a degradação do edificado, o sobrealojamento das populações residentes e novas conjunturas políticas conduzirão à decisão de demolição, processo iniciado com a implosão, entre 2011 e 2013, de duas das 5 torres e da Escola da Arrábida, que perfaziam o Bairro. A polémica então instalada conduziu à suspensão do plano que se pretendia implementar, mantendo o seu futuro indeterminado, mas provou também, como referiu Ana Lima, o apreço dos moradores pelo seu espaço e as maneiras criativas como dele se apropriaram.
 

A obra desenvolvida por Manuel Teles estende-se do norte ao sul do país, com particular destaque para Barcelos, Mira, Cantanhede, Coimbra e Porto. Projetou desde grandes equipamentos públicos, a moradias unifamiliares, passando pelo desenho de planos de requalificação urbana. Foi docente da ESBAP e, posteriormente, da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Nasceu a 16 de abril de 1936.

 

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14 de abril de2018
Rui Goes Ferreira. Imagem de uma obra interrompida
Encerramento da exposição
Visitas guiadas por Madalena Vidigal
Rui Goes Ferreira, [19...]. Fotografa da coleção privada da família

Rui Goes Ferreira. Imagem de uma obra interrompida
Encerramento da exposição
Visitas guiadas por Madalena Vidigal


Encerra hoje, com visitas guiadas pela curadora, Madalena Vidigal, às 16h00 e às 18h00, a exposição “Rui Goes Ferreira. Imagem de Uma Obra Interrompida”.

Patente na Porta33 (Funchal), foi motivada pelo acordo de doação do acervo de Rui Goes Ferreira à Fundação Marques da Silva e ganhou forma a partir do trabalho de investigação de Madalena Vidigal, no âmbito da tese de mestrado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Apresenta fotografias de Duarte Belo e foi concretizada com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

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13 de abril de 2018
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2018
Visita às estações ferroviárias do Porto: de Campanhã a S. Bento
18 de abril, 10h00-12h00

Visita às estações ferroviárias do Porto: de Campanhã a S. Bento
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2018

Na companhia de: Arq.to Domingos Tavares (FIMS); Arq.ta Paula Azevedo e Eng. Fernando Pereira (IP-Infraestruturas de Portugal); Dr.ª Ana Sousa e Dr. Luís Lopes (Arquivo Histórico da CP)

Ponto de encontro: 10h00, Estação de Campanhã (Gabinete de Apoio ao Cliente)

 

"O contraste que se produz ao sahir da escuridão d´um túnel para penetrar em seguida n´um espaço fechado em que a luz entra a jorros, deve ser d´uma sensação intensamente verdadeira. Toda a concepção do projecto repousa sobre esta verdade incontestável." (José Marques da Silva, Memória descritiva e justificativa do Projecto para a Estação Central de S. Bento no Porto, [1900])
 

O programa inicia-se com uma visita guiada à estação de Campanhã, prossegue com a viagem ferroviária de ligação a S. Bento e termina com uma visita guiada à Estação de S. Bento. Oportunidade assim para se falar da linha do Norte e da rede ferroviária do Porto, dos equipamentos, dos projetos, do arquiteto e também de Jorge Colaço a propósito dos paineis azulejares que revestem o átrio de S. Bento.


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12 de abril de 2018
"Dominicanos. Arte e Arquitetura Portuguesa. Diálogos com a Modernidade"
Exposição, Visitas guiadas, Conferência
14 de abril a 10 de junho de 2018
Convento de S. Domingos (Alto de Moinhos, Lisboa)


DOMINICANOS. ARTE E ARQUITETURA PORTUGUESA. DIÁLOGOS COM A MODERNIDADE

Exposição
14 de abril a 10 de junho
Convento de São Domingos (Alto dos Moinhos, Lisboa)
Visitas guiadas: 28 de abril, 26 de maio e 9 de junho
Conferência: 12 de maio
 
Em 2018 a Ordem dos Pregadores (Dominicanos) celebra os 800 anos da abertura do seu primeiro convento em Portugal. Evocando esta data inaugurará no próximo sábado, dia 14 de abril pelas 16 horas, no Convento de São Domingos (Alto dos Moinhos, Lisboa), a exposição “Dominicanos. Arte e Arquitetura Portuguesa. Diálogos com a modernidade”, com curadoria dos Arquitetos João Alves da Cunha, João Luís Marques, Paulo Miranda e Pedro Castro Cruz.
 
Patente ao público até 10 de Junho, a exposição, que conta com o apoio da Fundação  Marques da Silva, releva o contributo da encomenda dominicana na renovação da arte sacra e da arquitetura religiosa no século XX, dando a conhecer igrejas e conventos edificados no Porto, Fátima, Ourém e Lisboa. Projetos e intenções que refletem caminhos de aproximação com a arte e a arquitetura moderna – conforme testemunham maquetas, desenhos, fotografias, obras de arte e textos de vários autores ali reunidos, como por exemplo dos arquitetos Eduardo Raul da Silva Martins, Manuel da Silva Passos Júnior, Fernando Peres, Fernando Távora (com o projeto para o Centro Cívico de Marechal Gomes da Costa, no Porto, e o anteprojeto para a Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima), Luiz Cunha, Diogo Lino Pimentel, José Fernando Gonçalves, Paulo Providência e dos artistas plásticos Ricardo Leone, Mário Costa, Maria Luísa Marinho Leite, José Grade, Maria do Carmo d’Orey com Manuel Costa Cabral, José Espiga Pinto, Isolda Norton, Georges Serraz e Ferdinand Gehr.
 
O programa expositivo, contempla a realização de visitas guiadas à exposição e convento, nos dias  28 de abril, 26 de maio e 9 de junho, pelos curadores Paulo Miranda, João Alves da Cunha e João Luís Marques, respetivamente. Será também realizada uma conferência dedicada ao tema da exposição, dia 12 de maio. Todas estas atividades terão início às 16 horas.

Para mais informações sobre a exposição e visitas clique aqui

 

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12 de abril de 2018
16ª Mostra da Universidade do Porto
12 a 15 de abril
ICBAS/FFUP

Inicia-se hoje, nas instalações do ICBAS/FFUP, a 16ª edição da Mostra UP e traz novidades em várias áreas.

A Mostra da UP constitui uma oportunidade única para o público em geral e os estudantes em particular conhecerem de perto a oferta formativa da Universidade do Porto.

A Fundação Marques da Silva cumpre a tradição e associa-se a esta iniciativa disponibilizando um conjunto de publicações por si editadas que pode ser adquirido a um preço reduzido.

De entrada livre, a Mostra funciona quinta-feira e sexta-feira das 10 às 19 horas e sábado, das 11 às 20 horas e domingo, das 11 às 19 horas.

+ info: https://www.mostra.up.pt/

 

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11 de abril de 2018
Inauguração da exposição "Os Universalistas: 50 anos de arquitectura portuguesa"
Visita guiada e debate "Portugal, um outro universalismo"
13 de abril, 21h00
Nave Expositiva da Casa da Arquitectura

A exposição "Os Universalistas: 50 anos de arquitectura portuguesa", uma reposição da exposição apresentada na Cité de l´Architecture et du Patrimoine, em 2016, por ocasião da celebração dos 50 anos da presença da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, vai agora apresentar-se em Portugal, na Nave Expositiva da Casa da Arquitectura. Esta iniciativa, que conta com o apoio da Fundação Marques da Silva, tem inauguração marcada para o dia 13 de abril e o momento será assinalado com uma visita guiada pelo curador, o arquiteto Nuno Grande, seguida do debate "Portugal, um outro universalismo", com moderação de Nuno Grande, o testemunho de Eduardo Lourenço e a participação dos arquitetos Alexandre Alves Costa e João Belo Rodeia.
 

Trata-se de uma proposta de leitura do pensamento e produção arquitetónica portuguesa dos últimos 50 anos.  Fernando Távora e Alcino Soutinho, arquitetos cuja memória documental se encontra salvaguardada na Fundação Marques da Silva, são dois dos nomes referenciados num percurso delineado a partir do trabalho de arquitetos de referência. Para além de Fernando Távora e Alcino Soutinho, aí se encontram representados Alberto Pessoa, Ruy d’Athouguia, Manuel Tainha, Pancho Guedes, Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, José Carlos Loureiro, Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura, João Luís Carrilho da Graça, Manuel Graça Dias; e também de alguns dos mais promissores arquitetos portugueses das últimas décadas, como Manuel e Francisco Aires Mateus, ARX Portugal, Paulo David, Paula Santos, João Mendes Ribeiro, Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos.
 

+ info: www.casadaarquitectura.pt

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3 de abril de 2018
Visita guiada ao Mercado Municipal de Santa Maria da Feira
Com Carlos Machado e Vincenzo Riso
21 de abril (Sábado), 10h30
Inscrições em curso
Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, fotografia de Fernando Aroso, [1961]

Corpos vários, com sentido protetor, distribuem-se formando pátio. Não apenas um lugar de troca de coisas, mas de troca de ideias, um convite para que os homens se reúnam.
Uma linguagem austera, sob a proteção tutelar do Castelo. A propósito deste edifício Aldo Van Eyck, no Congresso de Otterlo, sugeriu que a noção corrente de espaço e tempo deveria ser substituída pelo conceito mais vital de lugar e ocasião.
(Fernando Távora, 1980)

 

A visita ao Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, na companhia dos Professores Arquitetos Carlos Machado e Vincenzo Riso, no quadro do programa Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira, está agendada para o dia 21 de abril, com início às 10h30.

 

Aberta a um número máximo de 30 participantes é gratuita, mas implica inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt ou para o telefone 225518557.

 

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29 de março de 2018
A representação do Martírio na coleção de pintura de José Marques da Silva

Este pequeno quadro com a prefiguração do Martírio e a representação simbólica de Jerusalém Celeste em pano de fundo, provavelmente datado de finais do século XVII, pertence à coleção de pintura de José Marques da Silva.

 

Com esta imagem nos associamos à época que o calendário assinala.

 

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27 de março de 2018
Dia Mundial do Teatro
José Marques da Silva, Teatro Apolo - Palácio da Brejoeira (construído), Monção, 1912

 "Sejam eles antigos ou modernos, é no edifício deserto, onde se entra de repente, onde nos deixamos penetrar por aquele espaço vazio singular e pelo silêncio do lugar, que podemos alcançar uma ideia autêntica do teatro (…)." (Louis Jouvet)

Imagem: José Marques da Silva, Teatro Apolo - Palácio da Brejoeira (construído), Monção, 1912

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20 de março de 2018
Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira
20 e 21 de abril de 2018
Casa-Atelier José Marques da Silva, Mercado de Santa Maria da Feira
Autoria da foto do mercado, Vincenzo Riso

Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira é o nome da publicação que, tomando o Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, projeto da autoria de Fernando Távora, como caso de estudo, dá a conhecer o resultado do trabalho de investigação desenvolvido por um conjunto de alunos do 5º ano do Mestrado Integrado da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, sob orientação do Professor Vincenzo Riso.
 

O trabalho, enquadrado por uma linha programática que tem por objetivo suscitar uma reflexão sobre o património arquitetónico do século XX e as questões levantadas na sua preservação na contemporaneidade, reuniu ainda a colaboração de um conjunto de arquitetos e professores - José Bernardo Távora, Carlos Machado, Isabel Valente e José Luís Pita - que deixam igualmente o seu testemunho nesta publicação, onde acresce também a perspetiva de Álvaro Siza sobre a obra de Fernando Távora.
 

A pertinência das questões levantadas e a oportunidade de repensar esta obra, projetada em 1953, classificada como monumento de interesse público, passados praticamente 60 anos sobre a sua construção, congregou a vontade conjunta da Fundação Marques da Silva, da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho e da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira no desenho de um programa que passa pela sessão de lançamento do livro, a 20 de abril, na Casa-Atelier José Marques da Silva, uma visita guiada ao Mercado, na manhã do dia seguinte, e uma terceira sessão, ainda a calendarizar, em Guimarães, na Escola de Arquitetura, para um fórum de debate sobre o valor pedagógico da obra de arquitetura de Fernando Távora.
 

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19 de março de 2018
Programa Arte e Espaço
Cursos de Formação Continua

A Fundação Marques da Silva e a Faculdade de Belas-Artes da UP vão promover o Programa ARTE E ESPAÇO, uma oferta formativa centrada na disseminação de saber e fazer sobre as áreas de intervenção de cada uma das instituições, direcionada a especialistas e interessados nas áreas da pintura, arquitetura, desenho e ilustração.

O programa, cientificamente coordenado por Rui Vitorino dos Santos e orientado por especialistas da FBAUP, inicia-se com o Curso “Ilustração e Espaço”. Com aulas aos sábados de manhã, decorre entre 7 de abril e 14 de julho, num total de 12 sessões em regime diurno: 9h30-12h30.

Para mais informações consultar fbaup.up.pt

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15 de março de 2018
Dominicanos
Arte e Arquitetura Portuguesa
Diálogos com a Modernidade

 

Inaugura no próximo dia 14 de Abril, no Convento de São Domingos (Alto dos Moinhos, Lisboa) a exposição "Dominicanos. Arte e Arquitetura Portuguesa. Diálogos com a Modernidade". A iniciativa insere-se na programação proposta pelo Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e o Instituto de São Tomás de Aquino para assinalar a passagem de 800 anos sobre a abertura do primeiro convento em Portugal da Ordem dos Pregadores (Dominicanos) e tem como objetivo sublinhar o contributo da encomenda dominicana na renovação da arte sacra e da arquitetura do século XX.

 

Neste caminho de aproximação à modernidade, a exposição dá a conhecer igrejas e conventos edificados no Porto, Fátima, Ourém e Lisboa reunindo maquetas, desenhos, fotografias e obras de arte provenientes de diferentes arquivos e instituições, entre as quais a Fundação Marques da Silva, com documentação relativa a dois projetos da autoria do Arquiteto Fernando Távora: o Centro Cívico de Marechal Gomes da Costa, desenvolvido numa fase inicial de carreira, ainda na qualidade de colaborador da Câmara Municipal do Porto; e o anteprojeto para a Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, desenvolvido em 1962, mas que acabaria por não vir a ser construído.

 

A exposição estará patente ao público até 10 de junho do corrente ano.

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14 de março de 2018
Reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva:
Entrega da menção honrosa do Prémio João Almada (17ª edição)

O Arquiteto Miguel Ribeiro recebeu ontem, em representação do Atelier 15, autor do projeto de reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva, e da Fundação Marques da Silva, a menção honrosa atribuída no âmbito da 17ª edição do Prémio João Almada.
 

A cerimónia decorreu ontem, no átrio dos Paços do Concelho, seguindo-se a inauguração da exposição que reúne o conjunto de projetos galardoados nesta edição, em paralelo com a mostra de exemplares do Banco de Materiais pertencente à Câmara Municipal do Porto. A exposição manter-se-á aberta ao público até maio.
 

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7 de março de 2018
"Desenhos de Marques da Silva no atelier Laloux 1890-1896"
Na Garagem Sul do CCB, até 17 de junho

A partir de ontem, na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, é possível ficar a conhecer e apreciar uma mostra muito expressiva dos desenhos realizados por José Marques da Silva em Paris, enquanto aluno de Victor Laloux.

Mas estes desenhos também permitem refletir e questionar o significado e importância desta coleção singular e provavelmente única em território nacional. Não se esgotando no tempo e modelos que os justificam, são trabalhos escolares que promovem também uma reflexão sobre a aprendizagem do ofício de arquiteto nos dias de hoje.

A exposição manter-se-á patente ao público até 17 de junho.

 

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5 de março de 2018
Newsletter #31 | Março de 2018

A Fundação está em contagem decrescente para a inauguração da exposição Desenhos de Marques da Silva no atelier Laloux 1890-1896, amanhã, às 19h00, na Garagem Sul do CCB, em simultâneo com a inauguração da exposição Paris Haussmann, mas tempo ainda para lançar a Neswletter #31, correspondente ao mês de Março.
 

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1 de março de 2018
Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896
Abre a 6 de março, 19h00
Garagem Sul do Centro Cultural de Belém
Alunos do Atelier Laloux [1895]

Enquanto aluno da escola, Marques da Silva frequenta os cursos teóricos ministrados por professores como Édmond Guillaume, Julien Guadet, Marcel Lambert, Paul Monduit, Lucien Magne, A. Ancelet ou Eugène Boudin. Enquanto aluno orientado por Victor Laloux, tem a oportunidade de fazer parte de uma comunidade internacional de jovens aspirantes a arquitetos onde se destacam nomes como Charles Lemaresquier, Jalabert, Charles Butler, Paul Norman ou mesmo o seu conterrâneo Miguel Ventura Terra.


Deste período de formação parisiense, a Fundação Marques da Silva acolhe um invulgar e significativo conjunto de peças desenhadas composto por 68 desenhos de arquitetura e 10 desenhos de modelo e ornamento, assinados por Marques da Silva na condição de élève de Mr. Laloux. 44 Enunciados e 2 memórias descritivas relativas a projetos académicos, para além de outra documentação conexa, complementam esta documentação e permitem esclarecer os contextos da sua realização, atribuindo-lhe uma coerência cronológica e curricular, de programa e de escala de projeto.
 

Deste conjunto documental, na exposição a inaugurar no próximo dia 6 de março, às 19h00, na Garagem Sul do CCB, serão dados a ver, a grande maioria pela primeira vez, 62 desenhos académicos.

 

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1 de março de 2018
Amizades e distâncias:
no dia em que passam 90 anos sobre o nascimento de Alfredo Matos Ferreira
Alberto Neves, Alfredo Matos Ferreira, António Menéres. Marão, fotografia de Luis Botelho Dias. [1950]

A fotografia, provavelmente tirada por Luís Botelho Dias, foi oferecida à Fundação Marques da Silva por António Menéres. Nela surgem retratados, Alberto Neves, Alfredo Matos Ferreira e o próprio António Menéres. Capta, no início da década de 50, um momento de descanso, no Marão, durante mais uma das muitas viagens que tinha por destino Urros, onde ficava a casa dos pais de Alfredo Matos Ferreira. Eram os arquitetos da Sala 35, grupo que também integrava Álvaro Siza.

 

Hoje, Alfredo Matos Ferreira, que recentemente viu a sua obra evocada em 3 momentos expositivos e duas publicações, "Memória" e "Construir um paraíso perdido", faria 90 anos. Nasceu a 1 de março de 1928.

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28 de fevereiro de 2018
José Marques da Silva em Paris
José Marques da Silva, Une Gare Central [atelier Laloux,1896]

A 10 de Dezembro 1896, José Marques da Silva (1869-1947) concluía a sua formação de arquiteto na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts. Chegara a Paris em 1889, o ano de celebração do Centenário da Tomada da Bastilha e da Exposição Universal que elege a Torre de Gustave Eiffel e a Galeria da Máquinas de Ferdinand Dutert como símbolos referenciais de progresso e atualidade. Depois de uma breve passagem pelo atelier de Joseph-Charles Peigney e do sucesso obtido no concurso de admissão à categoria de élève definitif da Secção de Arquitetura, ingressa paralelamente no atelier recém fundado de Victor Laloux, no qual permanecerá até à obtenção do diploma, com o projeto Une Gare Central.

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20 de fevereiro de 2018
Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896
6 de março a 17 de junho
Garagem Sul, Centro Cultural de Belém

A Fundação Marques da Silva, em co-produção com o Centro Cultural de Belém, vai inaugurar, no próximo dia 6 de março, pelas 19h00, a exposição Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896, na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém. A exposição, inserida na série Arquivo, apresenta, pela primeira vez, uma amostra muito significativa e abrangente dos trabalhos académicos produzidos por José Marques da Silva durante a sua formação em Paris.
 

Por não ter sido pensionista do Estado, ao contrário de arquitetos como Ventura Terra ou Adães Bermudes, os desenhos ficaram na sua posse e integram presentemente o arquivo desta Fundação. Em 2010, este conjunto documental, formado por 78 peças desenhadas, para além dos enunciados e outra documentação diversa, foi objeto de um estudo detalhado pela arquiteta Clara Veiga Vieira, traduzido na dissertação de Mestrado apresentada na FLUP, O percurso formativo de José Marques da Silva na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts (1890-1896), e de uma ampla ação de restauro desenvolvida por parte de Ana Freitas. Ações que viriam a ser essenciais para viabilizar a presente exposição, que conta com a colaboração de Joaquim Pinto Vieira e com o desenho expositivo de Ivo Poças Martins.

 

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15 de fevereiro de 2018
Jorge Colaço - Conhecer, Divulgar e Preservar
Comemoração dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço
26 de fevereiro, 9h30-16h40
Museu de Cerâmica de Sacavém

Jorge Colaço - Conhecer, Divulgar e Preservar
Conferência
Abertura oficial do Programa de Comemoração dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço
26 de fevereiro, 9h30-16h40, Museu de Cerâmica de Sacavém


Ao longo de 2018, através de um programa que contempla uma série diversificada de ações, será assinalada a passagem de 150 anos sobre o nascimento de Jorge Colaço (1868-1942), pintor e caricaturista com um longo percurso e numerosas obras produzidas, onde se destaca a autoria dos painéis de azulejo que revestem o átrio da Estação de S. Bento, no Porto, projetada por José Marques da Silva. Trata-se de uma iniciativa que congrega um conjunto alargado de entidades, entre as quais, a Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva, e que tem por objetivo sinalizar a efeméride e dar a conhecer, de uma forma abrangente, a obra deste artista.

As comemorações iniciam-se a 26 de fevereiro, no Museu de Cerâmica de Sacavém, com a Conferência Jorge Colaço - Conhecer, Divulgar e Preservar. Nesta abertura oficial, a Fundação estará representada pela Presidente do Conselho Diretivo, Prof.ª Doutora Fátima Marinho. A entrada é livre, sujeita apenas a inscrição prévia para dc@cm-loures.pt.


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12 de fevereiro de 2018
Raul Hestnes Ferrreira (1931-2018)

“Chegou ao mediterrâneo por um longo e sinuoso caminho, do Porto à Finlândia, da ordem dos Modernos a Kahn, a Roma, à universalidade da ordem compositiva”. Com as palavras de Alexandre Alves Costa evocamos o nome de Raul Hestnes Ferreira, filho de José Gomes Ferreira, arquiteto e professor a quem hoje prestamos a nossa homenagem.

Da sua obra, “entre a intemporalidade europeia e o classicismo norte-americano” (Alexandra Saraiva), basta referir a casa de Albarraque, a casa da Juventude de Beja, o Tribunal e Biblioteca da Moita, as duas casas geminadas de Queijas, a premiada agência da Caixa Geral de Depósitos de Avis, as instalações do ISCTE ou a Biblioteca da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa para se perceber que seguiu um caminho próprio e singular, mas também da sua importância e da sua indispensabilidade para uma leitura da Arquitetura Portuguesa contemporânea.

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1 de fevereiro de 2018
A Avenida da Cidade: do plano abstrato à cidade real
Textos de Andrew Saint e de Elisabeth Essaïan
Barry Parker, Detalhe das fachadas paraa futura Avenida, Garden City Collection, Letchworth

A 1 de fevereiro de 2016, no átrio dos Paços do Concelho, a Fundação Marques da Silva e a Câmara Municipal do Porto, davam início ao programa de sinalização do arranque da construção da Avenida da Cidade. Hoje, às 19h00, esse mesmo espaço acolhe o lançamento de um guia dedicado à Aquitetura do Porto. Ocasião então para se partilharem dois textos que traduzem o teor de duas das conferências realizadas no ciclo "Do plano abstrato à cidade real": a de Andrew Saint e a de Elisabeth Essaïan.
 

O texto de Andrew Saint, An English Architect - Planner in Oporto, procura responder a duas questões: Quem era Barry Parker e por que razão acaba por ser chamado ao Porto, primeiro como consultor, depois como autor de um Plano para a futura Avenida da Cidade.
 

O texto de Elisabeth Essaïan, From bulvar to magistral. Crossed history of words and form in Russian and soviet urban design, aborda a forma como também Moscovo se procura reconverter, através do ordenamento da rede viária e da monumentalização da sua arquitetura.
 

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Outras publicações, no âmbito deste programa

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31 de janeiro de 2018
Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017
Lançamento
1 de fevereiro, 19h00, Paços do Concelho da CMP

A A+A Books vai lançar, amanhã, dia 1 de fevereiro, nos Paços do Concelho do Porto, o Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017, com o apoio da Fundação Marques da Silva, o segundo volume da coleção Cities, iniciada em 2013 com o lançamento do Guia de Arquitetura de Lisboa.
 

Esta publicação, que conta com Michel Toussaint e João Paulo Rapagão como editores científicos, integra obras de arquitetos representados na Fundação Marques da Silva, como Fernando Távora, Alcino Soutinho, José Carlos Loureiro ou Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva.
 

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30 de janeiro de 2018
Alfredo Matos Ferreira.
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum
Últimos dias

Alfredo Matos Ferreira.
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum

Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da UP


Para quem não teve ainda a oportunidade de visitar esta exposição retrospetiva da obra de Alfredo Matos Ferreira, ainda o poderá fazer até 2 de fevereiro, entre as 9 e as 19h00. A entrada é livre.

reportagem TVU
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29 de janeiro de 2018
A visita a Guimarães, com José Bernardo Távora e Miguel Frazão

A presença de Fernando Távora, Arquiteto, em Guimarães foi o eixo condutor da visita do passado sábado. Uma viagem entre a arquitetura e a história, iniciada na Sociedade Martins Sarmento – edifício de Marques da Silva e instituição que acolhe, de momento, a exposição de desenhos de viagem de Fernando Távora e de fotografias de Luís Ferreira Alves. Um percurso a estender-se às intervenções realizadas nos largos e praças do centro histórico e que proporcionou uma (re)descoberta da própria cidade, finalizado com a oportunidade única de uma visita à Casa seiscentista da rua Nova, na companhia de quem participou e acompanhou na sua reabilitação.
 

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28 de janeiro de 2018
David Moreira da Silva (1909-2002)

David Moreira da Silva foi um dos primeiros arquitetos portugueses a diplomar-se em Urbanismo - ingressou na Escola Superior de Belas Artes do Porto concluindo o curso de Arquitetura Civil, em 1929. Parte para França e é aprovado no Concurso de admissão à Escola Superior de Belas Artes de Paris, matriculando-se, também, no Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris. Em 1939 conclui os dois cursos -, tendo sido assim chamado a participar ativamente na transformação urbana do país (continental, insular e colonial). Foi professor da EBAP, exercendo a docência da cadeira de Urbanologia, entre 1946 e 1962.


Formou com Maria José Marques da Silva, com quem se casaria em 1943, um atelier que ao longo de praticamente 5 décadas apresentou uma vasta e diversificada produção, entre planos urbanísticos e projetos de arquitetura. Na cidade do Porto, destacam-se edifícios como a sede da Sociedade Cooperativa dos Pedreiros ou o Palácio do Comércio, para Delfim Ferreira.

Nasceu a 28 de janeiro de 1909.
 

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27 de janeiro de 2018
RUI GOES FERREIRA
Imagem de uma obra interrompida
Abertura da Exposição: 27 de janeiro, 18h00
Com Madalena Vidigal, Duarte Belo, André Tavares e Sergio Fernandez
Porta 33 (Funchal)

Inaugura hoje, 27 de janeiro, na Porta 33 (Funchal) a exposição "Rui Goes Ferreira, Imagens de uma obra interrompida", com curadoria de Madalena Vidigal e fotografias de Duarte Belo.
 

A assinalar a inauguração, uma conversa que, para além da presença da curadora e do fotógrafo, reúne as participações de André Tavares e Sergio Fernandez. Tem início marcado para as 18h00.
 

Esta exposição, motivada pelo acordo de doação deste acervo à Fundação Marques da Silva, no Porto, e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, acolhe pela primeira vez uma obra que esteve interrompida e desprotegida por mais de 30 anos e encontra agora a possibilidade da sua incorporação no debate da arquitectura portuguesa do século XX e em futuros estudos e investigações.
 

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26 de janeiro de 2018
Visita Guiada a Guimarães
Com José Bernardo Távora e Miguel Frazão

Visita Guiada a Guimarães
Com José Bernardo Távora e Miguel Frazão
-
Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães-Távora revisitado
Praças e largos intervencionados por Fernando Távora em Guimarães
-
É amanhã, 27 de Janeiro de 2018, e esgotou!

Mas para quem não nos pode acompanhar, partilhamos o desdobrável de apoio

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22 de janeiro de 2018
RUI GOES FERREIRA
Imagem de uma obra interrompida
curadoria: Madalena Vidigal
fotografia: Duarte Belo

exposição
RUI GOES FERREIRA
Imagem de uma obra interrompida

curadoria: Madalena Vidigal
fotografia: Duarte Belo

 

inauguração:
Sábado 27 de janeiro 2018 (18h)
seguida de conversa com:
Madalena Vidigal, Duarte Belo
André Tavares e Sergio Fernandez

 

“A exposição ‘Rui Goes Ferreira. Imagem de Uma Obra Interrompida’ parte da responsabilidade de divulgação de um legado ímpar no contexto da Arquitectura dos anos 60 e 70 no Arquipélago da Madeira. Promovida pela Porta 33 tem fotografia de Duarte Belo e ganha forma a partir do trabalho de investigação de Madalena Vidigal.

Esta exposição, motivada pelo acordo de doação deste acervo à Fundação Marques da Silva, no Porto, e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, acolhe pela primeira vez uma obra que esteve interrompida e desprotegida por mais de 30 anos e encontra agora a possibilidade da sua incorporação no debate da arquitectura portuguesa do século XX e em futuros estudos e investigações.”

Rui Goes Ferreira (1926-1978) nasceu no Funchal a 8 de novembro de 1926. Formou-se em arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto e foi estagiário no atelier de Januário Godinho. Regressou à Madeira em 1955, aí desenvolvendo uma intensa e diversificada atividade, seja enquanto profissional liberal, seja enquanto professor ou dinamizador de projetos culturais.

A exposição que se manterá patente ao público na Porta 33 (rua do Quebra Costas, 33 – Funchal) até 31 de março, cruza fotografias de Duarte Belo e elementos do acervo deste arquiteto, um precursor da arquitetura moderna no arquipélago, que permitem compreender a sua produção e prática.

Durante o período da exposição, a PORTA33 organizará iniciativas destinadas ao público em geral, grupos de turistas, comunidade escolar, crianças e famílias. O programa completo pode ser consultado em www.porta33.com.
 

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19 de janeiro de 2018
Lançamento de “Construir um paraíso perdido…”

O livro que narra a experiência projetual de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza para a habitação do Dr. Américo Durão, na Parede (em Cascais), entre 1961 e 1967, já está disponível. Foi lançado ontem, na Casa-Atelier José Marques da Silva, numa sessão presidida por Fátima Marinho, Presidente da Fundação. Para além do autor, Manuel Mendes, contou com a intervenção de Jorge Correia, um jovem arquiteto que tem vindo a estudar e analisar casas projetadas por Álvaro Siza entre os anos 50 e 70, e de José Ribeiro, representante das edições Afrontamento, co-editora, com a Fundação Marques da Silva desta nova publicação.

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18 de janeiro de 2018
Newsletter #30 | Janeiro de 2018

Apresentamos hoje a primeira Newsletter de 2018 e tudo está pronto na Casa-Atelier José Marques da Silva para o lançamento do livro que nos fala de um "paraíso perdido...". Aqui estarão Fátima Marinho, Álvaro Siza, Jorge Correia, Manuel Mendes e José Ribeiro. Contamos agora com a sua presença.

 

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16 de janeiro de 2018
Visita guiada à exposição e ao centro histórico de Guimarães
Com José Bernardo Távora e Miguel Frazão
27 de janeiro (sábado)
Saída do Porto, às 9h30
Fernando Távora, Casa da Rua Nova, 1940

Visita guiada
" Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora revisitado"
e Centro histórico de Guimarães
Com José Bernardo Távora e Miguel Frazão
27 de janeiro (sábado)
Saída do Porto, às 9h30

 

Visita guiada pelos Arquitetos José Bernardo Távora e Miguel Frazão à exposição de desenho e fotografia " Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora revisitado", patente ao público na Sociedade Martins Sarmento, seguida de uma visita às praças e largos intervencionados por Fernando Távora, com passagem pela Casa da Rua Nova, em Guimarães.

A realização da visita implica um número mínimo de 15 inscrições e uma lotação máxima de 40 participantes.
 

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12 de janeiro de 2018
"Construir um paraíso perdido..."
Encerramento da exposiçao e lançamento do livro
Com Fátima Marinho, Álvaro Siza, Jorge Correia e Manuel Mendes
Casa-Atelier José Marques da Silva, 18 de janeiro, 18h00

"Tudo exposto ou, talvez melhor, quase tudo, porquê tanta andança em torno de um desenho reservado numa gaveta? e logo coisa apagada no rasto próprio. Logo hoje que tudo ou, talvez melhor, quase tudo, se disse e se escreveu sobre a dimensão da figura, sobre a originalidade da obra ou sobre a didática da lição de Álvaro Siza. Simples – o processo projectual da Habitação Dr. Américo Durão é manifestação de um “projecto de arquitectura” a partir do Porto de que Siza é mestre universal e Matos Ferreira praticante na proximidade do comum, mas que aos dois deve a possibilidade da obra que vem, que há-de vir. Um “projecto de arquitectura” que informa sobre esse movimento de resistência e experimentação empreendido, entre outros, por estes oficiantes na elevação do fazer da coisa mesma que é a arquitectura." (Manuel Mendes)

 

O trabalho de investigação que deu corpo à exposição “Construir um paraíso perdido” / Por uma casa livre / Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza / Habitação, Parede, projecto, 1961‑67 / Desenrolar uma experiência de desenho / Como lugar de ensaio" vai ser apresentado em forma de livro, numa co-edição da Fundação Marques da Silva, Edições Afrontamento e do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP. Com o seu lançamento, a 18 de janeiro, na Casa-Atelier José Marques da Silva,assinala-se o encerramento da instalação-exposição.
 

A sessão, após abertura pela Presidente da Fundação Marques da Silva, conta com as comunicações de Jorge Correia e Manuel Mendes, autor e coordenador, seguindo-se uma conversa com a participação de Álvaro Siza Vieira.
 

A entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço.
 

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11 de janeiro de 2018
"Alfredo Matos Ferreira.
Da condição arquitectura como expressão e sentido do comum"
Visita guiada por Manuel Mendes
FAUP, 13 de janeiro, 15h00
Últimas inscrições

“Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum”
Visita guiada à exposição, por Manuel Mendes
13 de janeiro, 15h00
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
Últimas inscrições


Vai acontecer, no próximo dia 13 de janeiro, sábado, uma visita guiada à exposição “Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum”, por Manuel Mendes, autor e coordenador do programa onde se inscreve este terceiro módulo expositivo desenhado a partir do acervo do arquiteto Alfredo Matos Ferreira e da sua doação à Fundação Marques da Silva.


Inicia-se às 15h00, na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (Via Panorâmica Edgar Cardoso, 215), sendo apenas necessário proceder a inscrição prévia através de email (fims@reit.up.pt) ou contacto telefónico (22 5518557).


A exposição manter-se-á patente ao público até 2 de fevereiro.
 

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10 de janeiro de 2018
A segunda visita guiada a "Construir um paraíso perdido"

Ontem, na Casa-Atelier José Marques da Silva, decorreu a segunda visita guiada por Manuel Mendes à exposição que dá a conhecer o projeto realizado na década de sessenta por Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza para Américo Durão, na Parede (Cascais).

No próximo dia 18 será a vez do lançamento do livro! Mas em breve daremos mais informações sobre este acontecimento.

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8 de janeiro de 2018
Visita guiada à exposição “Construir um paraíso perdido” / Por uma ‘casa’ livre / Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza / Habitação, Parede, projecto, 1961‑67 / Desenrolar uma experiência de desenho / Como lugar de ensaio"
Últimas inscrições
Fotografia de Manuel Mendes

A antecipar o lançamento do livro, no próximo dia 18 de janeiro, último ato da programação antes do encerramento da exposição, oportunidade ainda para acompanhar a visita guiada de amanhã, 9 de janeiro, por Manuel Mendes, autor e coordenador deste projeto, inserido na sinalização da doação do acervo do arquiteto Alfredo Matos Ferreira à FIMS.
 

Inicia-se às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva (pr. Marquês de Pombal, nº 44 - Porto), sendo apenas necessário proceder a inscrição prévia.
 

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02 de janeiro de 2018
BOM ANO NOVO!

A Fundação Marques da Silva reabre as suas portas, depois de uma breve interrupção durante a quadra natalícia, para acolher e desejar a todos um Bom 2018!

Enquanto novos projetos se anunciam, aproveitamos para relembrar que até 18 de janeiro poderá visitar, na Casa-Atelier José Marques da Silva, a exposição "Construir um paraíso perdido...", e, na Faculdade de Arquitectura da UP, até 2 de fevereiro, a exposição "Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum". Estão igualmente abertas as inscrições para as visitas guiadas de 9 e 13 de janeiro, respetivamente.

 

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21 de dezembro de 2017
BOAS FESTAS!

Aproveitamos para informar que a Fundação Marques da Silva estará encerrada na semana entre o Natal e o Ano Novo, reabrindo a 2 de janeiro de 2018.

 

Boas Festas!

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19 de dezembro de 2017
O Coliseu do Porto: contributos para um melhor entendimento dos projetos de José Porto e Cassiano Branco

Cassiano Branco, 1937                      José Porto, 1938                                                        Cassiano Branco, 1939

 

A 19 de dezembro de 1941, por iniciativa da companhia de seguros Garantia, a cidade do Porto festejava a inauguração do seu Coliseu.
 

A Fundação Marques da Silva, a assinalar a efeméride, publica hoje um conjunto de notas que permitem enquadrar em particular os projetos de José Porto e Cassiano Branco.
 

Sublinhe-se que a Fundação Marques da Silva acaba de restaurar um desenho de Cassiano Branco para o Coliseu do Porto (assinado pelo autor e datado de 4 de setembro de 1939), oferecido por Alexandre Alves Costa, e tem já disponível para consulta em arquivo, cópia digital do projeto de José Porto depositado no IGAC para este mesmo local da cidade.

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18 de dezembro de 2017
As reflexões de Vítor Silva em torno da autorrepresentação na Pintura

Uma primeira pergunta, talvez excessiva mas necessária: para que serve o autorretrato? Como funciona? Diante do autorretrato, e em particular, por exemplo, o de Veloso Salgado, o que é que vemos; o que é que ele ativa? Que experiência ele provoca?
 

"Notas sobre o retrato e a autorrepresentação do pintor" constitui uma reflexão de Vítor Silva sobre a autorrepresentação, um olhar que através do questionamento do designado autorretrato - um retrato para todos os efeitos - procura compreender o significado que pode ter para quem o produz e os modos pelo qual atua e opera sobre quem o observa.

O texto que agora se partilha traduz a comunicação proferida na sessão de apresentação do catálogo digital da Coleção de Pintura da Fundação Marques da Silva, em 18 de maio de 2017.

 

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15 de dezembro de 2017
O desvendar do Caso de António da Silva na Fundação Marques da Silva

"Sugestionados pelo exemplo de arquitectos da vanguarda e pela circulação de modas e modelos vindos de fora, outros projectistas inteligentes, mais atentos e enquadrados no mercado da produção imobiliária trataram de confrontar competências próprias com os exemplos que podiam recolher, descobrindo insuspeitadas capacidades individuais. Estava aberto o campo a engenheiros de especial vocação, ou mesmo a condutores de obra, igualmente armados de erudição própria, para disputar o mercado" (Domingos Tavares, Transformações na arquitectura portuense, p.75)

 

Raimundo Mendes da Silva e Domingos Tavares, engenheiro e arquiteto, falaram do processo de transformação do Porto na transição para o século XX a propósito do novo livro de Domingos Tavares, "Transformações na arquitectura portuense. O Caso do António da Silva". Um livro escrito em tom de "roteiro cinematográfico", que sabiamente vai desvendando o ano mistério de 1897 e o significado da obra de arquitetura de António da Silva, engenheiro de formação. A sessão de lançamento decorreu na Casa-Atelier José Marques da Silva, no passado dia 11 de dezembro.
 

Esta novidade editorial já  se encontra disponível nos circuitos comerciais e na loja online da Fundação Marques da Silva.

 

 

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14 de dezembro de 2017
"Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"
Vídeo da inauguração, um convite à visita

Está patente ao público, na Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da UP, desde a passada segunda feira, a exposição "Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum".
 

O vídeo realizado pela TVU dá notícia da inauguração com um breve enquadramento ao percurso expositivo, feito poo Manuel Mendes, autor deste projeto que integra o conjunto de iniciativas desenhadas no âmbito da doação do acervo do arquiteto Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva.
 

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14 de dezembro de 2017
45 anos da inauguração do edifício-sede da Assembleia de Guimarães
Inauguração, 14 de dezembro, 18h00

Programa
45 anos da inauguração do edifício-sede da Assembleia de Guimarães

Inauguração de exposição
Projeção de filme
Conversa sobre o edifício

14 de dezembro, 18h00

Passam hoje 45 anos sobre a inauguração do edifício-sede da Assembleia de Guimarães, projetado pelo arquiteto Fernando Távora, numa cerimónia então presidida por Azeredo Perdigão, na qualidade de presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

Para comemorar a efeméride vai ser apresentado um programa que consta de uma exposição alusiva à data, o visionamento de um pequeno filme sobre os dias da inauguração (previamente recuperado e editado a partir do original no formato 8mm) e uma conversa sobre o edifício com os arquitetos Alexandre Alves Costa, Maria Manuel Oliveira e Benedita Pinto, moderada pelo arquiteto Eduardo Fernandes.
 

A iniciativa partiu da parceria estabelecida entre a Assembleia de Guimarães, a Associação Muralha e a Escola de Arquitectura da UM, com o apoio da Fundação Marques da Silva.

Entrada live, sujeita à lotação do espaço.


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12 de dezembro de 2017
"Livros. O engenheiro que desenhava palacetes"
artigo de Sérgio C. Andrade

"O engenheiro que desenhava palacetes", assim se refere a António da Silva, Sérgio C. Andrade, no artigo que hoje publica no Jornal Público.
 

E será na Casa-Atelier de um arquiteto - José Marques da Silva - que dele, figura central do novo livro de Domingos Tavares, se falará amanhã, às 18h30, numa conversa entre o autor e Raimundo Mendes da Silva.

Entrada livre!


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11 de dezembro de 2017
"Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"
Inaugura hoje, na FAUP, às 18h00
Alfredo Matos Ferreira a caminho da Quinta da Barca, Douro, 2007

Inaugura hoje, na Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura, às 18h00, a exposição antológica “Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum”. Coordenada por Manuel Mendes, dará a ver um percurso com mais de cinquenta anos dedicados ao exercício da arquitectura, incluindo registos da formação e da experiência de ensino deste arquiteto, nascido em Lisboa, em 1928, filho de António José Matos Ferreira, médico dos Caminhos de Ferro em Trás-os-Montes e Berta Durão, pintora, discípula de Columbano, falecido no Porto, em 2015.
 

A exposição, conjuntamente produzida pela Fundação Marques da Silva e pela Faculdade de Arquitectura da UP pretende fazer uma desconstrução da “Memória” de Alfredo Matos Ferreira para mostrar o que “o seu arquivo reservou de documentação de época relativa ao processo projectual de cada trabalho”. O desdobrável, que inclui texto de enquadramento, nota biográfica e roteiro da exposição, já pode ser consultado.
 

Ficará patente ao público até 2 de fevereiro de 2018 e pode ser visitada de segunda a sexta, entre as 9h00 e as 19h00. A entrada é livre.


 

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11 de dezembro de 2017
Newsletter #29 | Dezembro 2017

A iniciar uma semana marcada pela inauguração do terceiro módulo expositivo dedicado ao Arquiteto Alfredo Matos Ferreira, pelo lançamento do novo livro de Domingos Tavares e pela celebração dos 45 anos da inauguração do edifício sede da Assembleia de Guimarães, divulgamos a Newsletter #29, relativa ao mês de dezembro.
 

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7 de dezembro de 2017
Mais um arquiteto representado na Fundação Marques da Silva
Alfredo Leal Machado (1904-1954)

Alfredo Duarte Leal Machado nasceu em Modelos, Paços de Ferreira, a 7 de Dezembro de 1904. Em 1921 ingressou no curso preparatório da EBAP escola onde seria discípulo de José Marques da Silva e onde viria a concluir o Curso de Arquitetura em 1932.
 

Por iniciativa dos seus herdeiros, passa a estar representado na Fundação Marques da Silva através da doação de um conjunto de fotografias e da cedência de registos digitais relativos a  dois trabalhos académicos relativos a 1926 e a dois projetos de arquitetura: ampliação e reforma do edifício dos Paços do Concelho de Porto de Mós e projeto para a Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra. Esta documentação fica disponível a partir de hoje para consulta, no dia em que o calendário assinala a passagem de mais um ano sobre o seu nascimento.
 

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6 de dezembro de 2017
"Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"
Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
11 de dezembro de 2017 a 2 de fevereiro de 2018

“A via possível e talvez única é a de sistematizar um conjunto de conhecimentos que se situam, na área da arquitectura, dentro da tríade vitruviana, nas componentes funcional e técnica – utilitas e firmitas – para, dentro da terceira componente estética – venustas – não analisável como as duas primeiras, promover a pesquisa livre mas consciente e enraizada, no sentido de evitar o vazio e a sempre tentadora emergência de novos cânones” (Alfredo Matos Ferreira, in Memória)

Em "Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"  visa-se uma abordagem ao todo da obra deste arquiteto. Manuel Mendes, o coordenador deste programa expositivo, procede a uma desconstrução do que Alfredo Matos Ferreira partilhou como leitura pessoal da sua obra, mostrando o que o seu arquivo reservou da documentação de época relativa ao processo projectual de cada trabalho.
 

Inaugura a 11 de dezembro, na Galeria de Exposições da FAUP, às 18h00. Entrada livre.

Sobre as imagens: Habitação colectiva (1958), r. Arq.to Marques da Silva, Porto; Garagem (1961), r. Visconde de Setúbal, Porto; Habitação de Férias (1962-2005), Barca d´Alva, Quinta do Joanamigo; Sede da Caixa de Previdência (1973), r. António Patrício, Porto; Saal Lapa (1974), Porto, Registo da Construção, Fase 1; Unversidade de Aveiro Departamento de Física (1989), Aveiro; Habitação de Férias, Estudo Prévio (2000), Barca d´Alva, Quinta da Barca, Espigão da Raposa, maqueta.
 

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5 de dezembro de 2017
O caso António da Silva na Fundação Marques da Silva
Conversa entre Domingos Tavares e Raimundo Mendes da Silva
13 de Dezembro, Casa-Atelier José Marques da Silva, 18h30
António da Silva, Palacete António Fonseca em Estarreja, 1901. Foto Rui Pinheiro

António da Silva, engenheiro de formação, projetou casas que refletem e se projetam na nova dimensão arquitetónica do Porto na transição para o século XX.
 

O novo livro de Domingos Tavares vem desvendar e propor um novo entendimento sobre esta figura e sobre o impacto urbano das casas que projeta para uma burguesia culta, liberal e progressista, num período de criação da cidade moderna, em paralelo com a afirmação e a ação desenvolvida por outros agentes, formados na área disciplinar da Arquitetura.
 

A sessão de lançamento do livro vai proporcionar o encontro entre o autor, Domingos Tavares, arquiteto e professor emérito da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e o engenheiro Raimundo Mendes da Silva, professor da Universidade de Coimbra e especialista em reabilitação de edifícios e salvaguarda de património cultural.

 

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2 de dezembro de 2017
Parabéns!

No dia do aniversário do Arquiteto José Carlos Loureiro, recuperamos o vídeo realizado no âmbito da exposição apresentada na Galeria da Faculdade de Arquitetura da UP, inaugurada a 2 de dezembro de 2015, por ocasião do seu nonagésimo aniversário. Aí evoca, com a sua forma única e apaixonada de falar de arquitetura, a história das obras então expostas: a sua casa, o Parnaso e o Hotel D. Henrique.
 

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30 de novembro de 2017
"Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"
Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
11 de dezembro de 2017 a 2 de fevereiro de 2018

"Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum" é o terceiro módulo expositivo do programa proposto para assinalar a doação do acervo do Arquiteto Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva, em dezembro de 2016.
 

Depois de "Terra d´Alva", a destacar a obra desenvolvida em Urros e Barca d´Alva, e de "Construir um paraíso perdido / Por uma casa livre...", narrativa de uma experiência partilhada de desenho de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, o projecto não construído de uma habitação na Parede, com "Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum", Manuel Mendes, investigador, conceptualizador e coordenador deste programa, propõe-se apresentar uma "abordagem ao todo da obra do arquitecto", apresentando um panorama da obra construída, associado a núcleos que remetem para a temática da escola, formação, ensino e projecto‐de- arquitectura.


A exposição, uma realização conjunta da Fundação Marques da Silva e da Faculdade de Arquitectura, com a colaboração da família de Alfredo Matos Ferreira e do CEAU -  grupo ATPH, linha Arquitectura – nome, vocação, linguagem, inaugura no próximo dia 11 de dezembro, pelas 18h00, e manter-se-á patente ao público na Galeria de Exposições da FAUP até 2 de fevereiro de 2018.

 

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28 de novembro de 2017
O caso António da Silva na Fundação Marques da Silva
Casa-Atelier, 13 de dezembro, 18h30
Com Domingos Tavares e Raimundo Mendes da Silva

Decorrerá na Casa-Atelier José Marques da Silva o lançamento do novo livro de Domingos Tavares, "Transformações na Arquitectura Portuense. O caso António da Silva", uma co-edição da Dafne Editora e do CEAU (Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP).

A apresentação estará a cargo de Raimundo Mendes da Silva, professor da Universidade de Coimbra e especialista em reabilitação de edifícios e salvaguarda de património cultural.

 

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27 de novembro de 2017
Inauguração de "Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora Revisitado"
Sociedade Martins Sarmento
24 de novembro

Oitenta e oito desenhos de viagem de Fernando Távora e 9 fotografias de obras deste arquiteto em Guimarães que traduzem o olhar cúmplice e único de Luís Ferreira Alves. Um "louvor ao desenho, forma eterna e magnífica de entendimento entre os homens", uma homenagem à argúcia e saber do seu autor.
 

Inaugurada na passada sexta-feira, 24 de novembro, a exposição promovida pela Sociedade Martins Sarmento, "Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora Revisitado", sob coordenação de José Bernardo Távora e com o apoio da Fundação Marques da Silva, manter-se-á patente ao público até 28 de janeiro de 2018, no edifício-sede desta instituição, projeto de José Marques da Silva, com intervenções posteriores de Maria José e David Moreira da Silva.


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27 de novembro de 2017
A primeira visita guiada a "Construir um Paraíso Perdido..."

Realizou-se a primeira visita guiada ao percurso expositivo de “Construir um Paraíso Perdido…”. Uma cenografia proposta por Manuel Mendes para a Casa-Atelier que dá a conhecer uma experiência projetual de dois jovens portuenses, Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, para a baía de Cascais e que sublinha a relevância que este projeto teria se tivesse sido realizado na altura em que é desenvolvido, no início dos anos 60 do século XX. Uma instalação que homenageia também a atmosfera portuense de então, com a tradução do encontro dos arquitetos da Sala 35 e das instersecções que se estabelecem entre a Escola, a cidade e a Arquitetura. Uma chamada de atenção, igualmente, para a importância de estudar a documentação.

A próxima visita acontece a 9 de janeiro de 2018.

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24 de novembro de 2017
Newsletter #28 | Novembro de 2017

A anteceder a inauguração da exposição dos desenhos de viagem de Fernando Távora, em Guimarães, publica-se a Newsletter relativa ao mês de novembro.

 

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23 de novembro de 2017
"Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora revisitado"
Inaugura a 24 de novembro, às 18h00
Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)
Fernando Távora, Goa, 5.12.85

Parafraseando Pessoa também eu gosto de “viajar, correr países, ser outro constantemente”. Além disso, enquanto Arquitecto, a qualidade da construção do mundo é para mim permanente objectivo.
Os desenhos agora expostos resultam de viagens realizadas a partir de 1960. Aqui estão objectos e homens do Cairo ou de Kyoto, de Filadélfia e de Atenas, de Bangkok e de Congonhas, de Goa e de Paris, homens, objectos e lugares da antiguidade e do presente.
Desenhar é uma forma de conhecimento e de comunicação.
A montanha ou a cadeira, a cidade ou a folha da árvore, conhecem-se com rigor pelo desenho. Só ele permite detectar a natureza, a estrutura, a alma das formas; só ele as comunica, interpretando-as, criticando-as tantas vezes com humor.
E é através dele, ainda, que nós Arquitectos, formalizamos e comunicamos a nossa concepção do mundo.
Louvor ao desenho, forma eterna e magnífica de entendimento entre os homens.


Porto, 19/20 / Janeiro / 88
Fernando Távora

São os desenhos de Viagem de Fernando Távora, associados a fotografias de Luís Ferreira Alves de obras de Fernando Távora em Guimarães, que serão dados a ver na exposição a inaugurar amanhã, 24 de novembro, às 18h00, na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.

Do conjunto presentemente preservado na Fundação Marques da Silva, José Bernardo Távora, coordenador deste projeto expositivo, seleccionou 88 desenhos que abrangem o período situado entre 1960 e 1997, registos da volta oa mundo enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, com alunos da ESBAP ou tão só dos sítios onde esteve.

A exposição, uma iniciativa da Sociedade Martins Sarmento, contou com o apoio da Fundação Marques da Silva.

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21 de novembro de 2017
Conferências Marques da Silva 2017 em Vídeo
"La Memoria del Orden. Algunos Proyetos" por José Ignacio Linazasoro

Já se encontra disponível  em Gravações vídeo a conferência proferida por José Ignacio Linazasoro, no passado dia 26 de Outubro, na Faculdade de Arquiectura da UP, no âmbito das Conferências Marques da Silva.
 

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20 de novembro de 2017
Viagem aos desenhos de viagem | Guimarães – Távora revisitado
Exposição de desenho e fotografia
Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)
24 de novembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018

Luís Ferreira Alves                                                                           Fernando Távora
Guimarães, Casa da Covilhã                                                         Baalbek, Templo de Baco
Novembro 2005                                                                              
Junho . 4 . 1960

 

A Sociedade Martins Sarmento vai inaugurar, no próximo dia 24 de novembro, pelas 18h00,  a exposição de desenho e fotografia, "Viagem aos desenhos de viagem | Guimarães – Távora revisitado". Trata-se da revisitação da exposição "Viagem ao desenho de Viagem" de Fernando Távora, organizada pela Galeria Quadrado Azul, passados praticamente 30 anos, que agora se apresenta sob um novo olhar, ampliada e associada às fotografias de Luís Ferreira Alves de obras de Fernando Távora em Guimarães, com coordenação de José Bernardo Távora.
 

Serão dados a ver 88 desenhos de viagem de Fernando Távora, provenientes do conjunto de desenhos presentemente preservado na Fundação Marques da Silva, que documentam viagens realizadas entre 1960 e 1997, com registos, alguns inéditos, relativos a passagens pelos Estados Unidos, México, Japão, Tailândia, Líbano, Egipto, Grécia, França, Itália, Reino Unido, Espanha, Brasil, Índia, Turquia e Perú.
 

A exposição poderá ser visitada até 28 de janeiro de 2018, todos os dias, excepto feriados, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30.

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20 de novembro de 2017
"Construir um paraíso perdido (...)" | um percurso pela exposiçãocom Manuel Mendes

A exposição "Construir um paraíso perdido / por uma casa livre (...)" foi inaugurada no passado dia 13 de outubro, na Casa-Atelier José Marques da Silva. Acompanhada por Manuel Mendes, o responsável pela investigação, conceção e coordenação deste segundo módulo expositivo inserido no programa realizado em torno da doação à Fundação Marques da Silva do acervo de Alfredo Matos Ferreira, a equipa da TVU. percorreu a instalação. O  registo do percurso feito surge agora em formato vídeo.

 

Aceder ao Vídeo

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16 de novembro de 2017
Construir um paraíso perdido / Por uma casa livre
Visita guiada por Manuel Mendes
25 de novembro, 15h00
Inscrições abertas

“Uma habitação foi feita com o Siza quando tínhamos o escritório juntos. / Também não foi feito. / A única em que ele colaborou, isto até é mais dele do que meu. / A gente não percebeu o que é que o meu tio queria. O meu tio precisava de apanhar sol nas costas e queria um sítio alto ... A rua passa ali, a marginal Lisboa-Cascais ... E a gente fez umas coisas muito baixinhas ... e que toda a gente passa aqui e se um gajo estiver ali nu... / E ele nunca disse isso. / Nós fomos a Lisboa, com esta maquete e o desenho. Ele estava num hotel do Estoril. Fui eu, o Siza e a mulher, a Tótó. E viemos de lá completamente destroçados porque sabíamos que nada disto ia para a frente." (Transcrição de extracto de entrevista a Alfredo Matos Ferreira relativos ao projecto da Habitação Dr. Américo Durão, Parede)

 

A primeira visita guiada à instalação "Construir um paraíso perdido / Por uma casa livre", atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva, está agendada para 25 de novembro, sábado, com início às 15h00.
 

Manuel Mendes, arquiteto e professor da FAUP, responsável pela investigação, conceção e coordenação deste projeto expositivo, assegura a condução da visita. Para participar basta apenas proceder a uma inscrição prévia, por email - fims@reit.up.pt - ou telefone 225518557. O número mínimo de participantes é 10 e o máximo de 25. As inscrições podem ser feitas até às 15h00 do dia anterior.

 

 

 

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15 de novembro de 2017
Raymond Neutra: "Is there a future for Richard Neutra´s biorealism?"
Conferência/Debate
17 de Novembro, 14h30, Sala do Departamento de Filosofia da FLUP

O Dr. Raymond Neutra, filho do arquiteto Richard Neutra, vai proferir uma conferência na FLUP, no âmbtio do projeto Autofocus Research Seminars on Architecture, Philosophy and Neurosciences, seguindo-se um debate que conta com a participação de Sofia Miguens  e Pedro Borges de Araújo.

A sessão conta com o apoio da Fundação Marques da Silva e tem início às 14h30, na sala do Departamento de Filosofia.

A entrada é livre, mas requer inscrição prévia.

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14 de novembro de 2017
Fórum do Porto - Património, Cidade, Arquitectura
Encontro/Debate
20-21 de novembro, Museu Nacional Soares dos Reis

Nos próximos dias 20 e 21 de Novembro, por iniciativa do grupo de investigação Património da Arquitectura, da Cidade e do Território do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP, vai decorrer no Museu Soares dos Reis, um Encontro/Debate dedicado aos temas do Património, Cidade e Arquitectura.
 

Neste "Fórum do Porto | Património, Cidade, Arquitetura", em cinco mesas redondas que reúnem um painel diversificado de conferencistas, vão ser apresentadas e debatidas aplicações da Recomendação sobre as Paisagens Históricas Urbanas (UNESCO, 2011) a cidades Património Mundial, reflexões sobre a Gestão do Património Classificado em Portugal e sobre Instrumentos Municipais de Salvaguarda Patrimonial, assim como exemplos de Intervenções em Património Edificado na cidade do Porto. As diferentes mesas redondas propõem uma discussão que se pretende ampliada a investigadores, técnicos municipais, gestores, profissionais, estudantes e a todos os interessados no debate construtivo sobre a salvaguarda sustentável de cidades com significativo valor patrimonial, como é o caso do Porto.

A Fundação Marques da Silva é uma das entidades apoiantes da iniciativa que conta, entre as presenças confirmadas, com Alexandre Alves Costa (CEAU-FAUP), Ana Roders (UT Eindhoven), Aníbal Costa (UA), Anton Capitel (ETSAM), Bruno Mengoli (ENSAPLV), Carolina Di Biase (Polimi), Clara Pimenta do Vale (CEAU-FAUP), Francisco Barata Fernandes (CEAU-FAUP), João Carlos dos Santos (DGPC), João Pedro Xavier (CEAU-FAUP), José Aguiar (FAUL-ICOMOS), Julia Rey (U. Sevilha), Lino Tavares Dias (CITCEM-CEAU), Maria Helena Barreiros (CML), Mariana Correia (ESG), Marion Harney (U. Bath), Nuno Valentim (CEAU-FAUP), Pedro Alarcão (CEAU-FAUP), Raimundo Mendes da Silva (UC), Ricardo Rodrigues (CMG), Rosário Machado (Rota do Românico), Rui Fernandes Póvoas (CEAU-FAUP), Sérgio Fernandez (CEAU-FAUP), Teresa Andresen e Teresa Cunha Ferreira (CEAU-FAUP).

A entrada é livre (sujeita à lotação da sala).

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13 de Novembro de 2017
Ciclo de conversas a partir de "Building Views"
Sessão #1: 20 de Novembro, 18:30, Showroom da Jofebar, em Matosinhos

"Building Views", livro recentemente publicado pela Circo de Ideias, traça os vários desenvolvimentos, técnicos e arquitetónicos da janela minimalista, dando a conhecer cerca de 20 projetos recentemente realizados pela Jofebar através de mais de três dezenas de textos originais da autoria de diferentes autores nacionais e internacionais, entre arquitectos, críticos, fotógrafos, escritores, empresários e académicos.

O coordenador do projeto editorial, o arquiteto Carlos Machado e Moura, prepara-se agora para organizar um conjunto de conversas  para apresentação nacional e internacional da publicação, sendo cada uma das sessões dedicada a diferentes momentos da história técnica e arquitectónica da janela e contando com diferentes convidados.

A primeira sessão decorre no próximo dia 20 de novembro, no Showroom da Jofebar, em Matosinhos (Rua D. Marcos da Cruz 1240, Perafita), com início às 18h30. Nesta primeira sessão, dedicada à arquitectura de Richard Neutra e ao seu contributo para o desenvolvimento da caixilharia de correr estarão presentes dois filhos de Richard Neutra – o arquitecto Dion Neutra e o médico Raymond Richard Neutra – para conversar com Eduardo Souto de Moura, cuja obra incorporou muito do legado de Richard Neutra e da arquitectura moderna californiana, adoptando grandes caixilharias de correr de forma extensiva,  com o crítico de arquitectura Jorge Figueira e o editor do livro Carlos Machado e Moura.

Refira-se ainda que, na análise da evolução da caixilharia de correr ao longo do século XX que o livro propõe, é identificada e sublinhada a importância dos caixilhos da Casa Allen. Com efeito, já no projecto de 1927, José Marques da Silva apresenta uma solução de caixilharia exterior de correr compostas por três elementos — portas e janelas com estrutura de madeira, portadas metálicas de segurança e persianas de madeira para sombreamento — que deslizam para uma cavidade na parede, ficando totalmente ocultos uma vez abertos. Este sistema, representado nas fotos que acompanham esta notícia, actualmente designado de pocket, era na época muito pouco comum em vãos exteriores e as próprias caixilharias de correr estavam ainda longe de se tornarem uma solução amplamente utilizada.
 

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9 de novembro de 2017
Percurso cultural recorda L´Arche em aventura pelo mundo da Arte Sacra
Igreja da Senhora da Conceição e Santuário Eucarístico da Penha em destaque

"Pelo exame do projecto vê-se claramente estar-se em face d´um arquitecto notável, sentindo-se porém que essa arquitectura não é aquela que poderá corresponder à nossa visão de portugueses e nortenhos mais legitimamente influenciados pelos exemplares da arte românica espalhados no norte do país, do que pela tradição duma arquitectura que lhe é nacionalmente estranha. Nos elementos contitutivos do projecto domina inteiramente a arte árabe dos monumentos do sul da Espanha, não na sua imediata transcrição, mas nas características substanciais da sua expressão." (Parecer da Comissão Municipal de  Arte e Arqueologia, que tinha José Marques da Silva como relator, sobre o projecto inicial de Paul Bellot para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, redigido em 16 de fevereiro de 1939. Fonte: AHMP, Licença nº 251, de 1942)

 

"Gostava de fazer qualquer coisa de próprio e adequado, de expressivo e moderno. Precisaria de ser um edifício com carácter particular, muito próprio da situação que ocupa e muito especial para que pudesse ser visitado com interesse igual ao que arrasta lá acima à montanha da Penha os que vão admirar e estranhar a Natureza, antes uma Natureza estranha." (Carta manuscrita de 11 de maio de 1930, dirigida à Irmandade da Penha)

 

O ciclo municipal de Percursos Culturais vai promover amanhã, 10 de novembro, um trajeto que tem como mote os movimentos de renovação da Arte Sacra surgidos no início do século XX, entre os quais o grupo de artistas L´Arche. O percurso, conduzido pela arquiteta Domingas Vasconcelos, começa na Igreja da Senhora da Conceição - projetada a partir de 1937 pelo arquiteto e monge beneditino dom Paul Bellot (1876-1944) e inaugurada em 1947.
 

Terminará na Casa-Atelier José Marques da Silva, também situada na Praça do Marquês de Pombal, para uma referência ao Santuário Eucarístico da Penha (Guimarães), projetado pelo arquiteto José Marques da Silva (1869-1947) a partir de 1930 e inaugurado em 1948.

O grupo L´Arche foi fundado em Paris, em 1917, pela pintora francesa Valentine Reyre (1889-1943) e pelo arquiteto belga Maurice Storez (1875-1959). A ele pertenceram ainda outros artistas como Sabine Desvallières, o ourives Luc Chanel, os arquitetos Jacques Droz, Maurice Brissart e dom Paul Bellot, bem como os escultores Fernand Py e Henri Charlier. O seu objetivo era realizar uma arte cristã digna desse nome, purificada de academismos e de devaneios sentimentalistas.

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6 de novembro de 2017
Alcino Soutinho: entre o mar e a poesia de Sophia
Uma evocação no dia do seu nascimento

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

 

O mar e a poesia de Sophia eram um constante na vida de Alcino Soutinho. Arquiteto, pintor, designer, nasceu a 6 de novembro de 1930.

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31 de outubro de 2017
"Construir um paraíso perdido..."
Visita Guiada por Manuel Mendes
25 de novembro (sábado), 15h00
Casa-Atelier José Marques da Silva

A habitação do Dr. Américo Durão (Parede, 1961-67) é um projeto não construído da autoria de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza Vieira, uma experiência de desenho até agora inédita. "Construir um paraíso perdido..." visa dar a conhecer diferentes momentos do projeto, desmontando as afinidades e contrastes de dois arquitetos, à época, partilhando atelier.

O trabalho em questão revela informação útil para a compreensão do percurso de cada um dos seus autores, constituindo simultaneamente um momento operativo na crítica à abstracção do Movimento Moderno e de ultrapassagem de ressonâncias do Inquérito à Arquitetura Popular Portuguesa, na procura de uma Arquitetura clara de uma casa livre. 
 

A primeira visita guiada pelo coordenador, Manuel Mendes, acontece a 25 de novembro, sábado, com início às 15h00. A participação é garantida através de inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt ou telefone 225518557, até à véspera e para um número limite de 30 participantes.
 

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30 de outubro de 2017
"Relações e Cumplicidades entre Fotógrafo e Arquitecto:
Fotografias em obras de Eduardo Souto de Moura de Luís Ferreira Alves"
mesa redonda
Auditório Fernando Távora - Faculdade de Arquitectura da UP
7 de novembro, 18h30

Fotografia e Arquitetura, a propósito do livro editado pela Scopio, "Fotografias em obras de Eduardo Souto de Moura", de Luis Ferreira Alves, é o tema em debate na mesa redonda "Relações e Cumplicidades entre Fotógrafo e Arquitecto: Fotografias em obras de Eduardo Souto de Moura de Luís Ferreira Alves".
 

Terá lugar no próximo dia 7 de novembro,  no Auditório Fernando Távora, e estarão presentes João Pedro Xavier (Vice-Diretor da FAUP), o fotógrafo Luis Ferreira Alves e os arquitetos Eduardo Souto de Moura, Nuno Brandão Costa e Pedro Leão Neto, editor do livro. A mesa redonda será moderada pelo arquiteto Nuno Grande.
 

Esta sessão, a 1ª do 2º Ciclo de Conferências sobre Arquitectura, Arte e Imagem (AAI), conta com o apoio da Fundação Marques da Silva.

Entrada livre (sujeita à lotação da sala).

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30 de outubro de 2017
Esclarecimento sobe a autoria do Edificio Emporium

Tem vindo a ser erradamente noticiado, nos últimos dias, nos media e redes sociais, a propósito da ordem de despejo emitida ao atual proprietário da Confeitaria Cunha que o Emporium, designação atribuída ao edifício construído no gaveto da rua de Sá da Bandeira com a rua Guedes de Azevedo, onde esta se integra, foi projetado em 1939, pelo arquiteto Arthur de Almeida Júnior.

No entanto, este edifício é da autoria do arquiteto José Porto que o projeta para José Dias de Oliveira & Filhos (o proprietário da Fábrica Riopele e o mesmo cliente que encomendará ao referido arquiteto José Porto a sua habitação em Pousada de Saramagos, um anteprojeto para o Cinema Sá da Bandeira, que não viria a ser construído, e o Hotel D. João I, na praça homónima, contíguo ao Palácio do Atlântico). No acervo recentemente doado à Fundação Marques da Silva pelo Arquiteto Abílio Mourão encontram-se vários elementos que documentam o projeto para o Emporium, datados de 1947. Sabe-se também que a Confeitaria Cunha, um dos primeiros snack-bares de Portugal projetados pela dupla Victor Palla e Bento d’Almeida, como o Galeto, em Lisboa, veio ocupar o espaço onde anteriormente se encontrava instalado um Stand da Volvo.

Para mais informações sobre o arquiteto José Porto, que chegou a morar no Emporium, clique aqui
 

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28 de outubro de 2017
A conferência de José Ignacio Linazasoro
Edição 2017 das Conferências Marques da Silva

Coube a Madalena Pinto da Silva apresentar o conferencista da edição 2017 das Conferências Marques da Silva, José Ignacio Linazasoro. E desde logo foi destacada a importância da História e da Memória no caminho singular que este arquiteto tem vindo a afirmar. Linazasoro não se limita a fazer Arquitetura, investiga e escreve. Mas a interpretação crítica e sistemática do fio condutor da Arquitetura ao longo do Tempo e do papel exercido por alguns dos seus protagonistas é sempre guiada pela sua prática projetual e confrontada com o sentido da paisagem urbana.
 

Ao longo da sua conferência, José Ignacio Linazasoro identificou algumas das personagens que se tornaram referências formais ou marcaram a sua atitude para com a Arquitetura - Arquitectura Românica, Alberti, Heinrich Tessenow, Adolf Loos ou um menos evidente Sigurd Lewerentz -, entrecruzando-as com a apresentação de quatro obras construídas em momentos distintos, mas atravessadas por uma permanente procura de sentido urbano e pela confinitas com uma realidade préexistente:  ampliação do Edifício do Conselho do Departamento e Centro de Congressos em Troyes (2014), remodelação da Praça e enquadramento da Catedral de Reims (2008), Centro Cultural Escuelas Pias de Lavapiés (2004) e reabilitação da Igreja de San Lorenzo (Madrid, 2001).
 

Materiais, posicionamento urbano, caracter diferenciado de uso, foram as categorias estruturantes de uma análise aos projetos que não fez questão de desmistificar as dificuldades enfrentadas na sua execução, mas onde foi sublinhada a atitude ética e distintiva que assume enquanto arquiteto, herdeiro e perseguidor de um ideal de uma Ordem totalizante e legitimadora, onde se reconhece e inscreve.
 

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27 de outubro de 2017
Roteiro de Veloso Salgado no Porto
Uma nova plataforma a descobrir

Em 2014, a propósito dos 150 anos do nascimento do pintor Veloso Salgado, a Fundação Marques da Silva, em parceria com a FBAUP e o MNSR, organizou “Mais que o sonho da passagem”, uma exposição com 5 visitas que deu a conhecer o encontro do pintor com a cidade do Porto, mas sobretudo a amizade que uniu o artista com o arquiteto José Marques da Silva e o escultor António Teixeira Lopes.

A TVU. partiu deste projeto, ampliou-o e criou um Roteiro virtual que se inaugura hoje, no dia em que passam 151 anos sobre o nascimento de António Teixeira Lopes.

Convidamo-lo a descobrir o novo Roteiro com obras pertencentes à Fundação Marques da Silva, Museu Nacional Soares dos Reis, Casa-Museu Teixeira Lopes, Reitoria da Universidade do Porto, Biblioteca Pública e Municipal do Porto, Palácio da Bolsa e Museu Almeida Moreira.
 

Percorra o Roteiro, vá pelos seus dedos…clicando neste link
Mais informações sobre o projeto aqui

 

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25 de outubro de 2017
A arquitetura no tempo e a construção da cidade

A permanência da arquitetura no tempo  e a construção da cidade constituem os temas de fundo da atividade teórica e prática de José Ignacio Linazasoro. E é em torno destas duas preocupações que se centram os seus principais projetos e textos escritos.
 

José Ignacio Linazasoro estará no Porto para proferir a Conferência Marques da Silva de 2017: La memoria del Orden. Algunos proyectos.
 

Na imagem, registos da ampliação do Edifício do Conselho do Departamento e Centro de Congressos em Troyes (2014), da remodelação da Praça e enquadramento da Catedral de Reims (2008) e da reabilitação da Igreja de San Lorenzo (Madrid, 2001).
 

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24 de outubro de 2017
José Ignacio Linazasoro: um arquiteto que projeta e constroi mas também escreve

A obra de José Ignacio Linazasoro, o orador convidado da edição 2017 das Conferências Marques da Silva, tem obtido reconhecimento internacional e sido amplamente publicada. Para além de projetar e de construir, Linazasoro é um arquiteto que também escreve. Mas, como Victoriano Sainz Gutiérrez faz questão de destacar na sua resenha crítica ao livro "La memoria del Orden. Paradojas del sentido de la arquitectura moderna", fá-lo como arquiteto que é, como alguém que entende o seu ofício como um campo disciplinar definido e racionalmente construído, no interior do qual cada operação possui um significado preciso. Para Linazasoro, a arquitetura contemporânea, só poderá ser verdadeiramente contemporânea se não renunciar a ser arquitetura, no sentido mais estrito do termo.
 

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23 de outubro de 2017
José Ignacio Linazasoro: Centro Cultural Escuelas Pías de Lavapiés

Centro Cultural Escuelas Pías de Lavapiés Construido 1996-2004 Constituye una obra absolutamente singular, y de difícil clasificación, al incluir temas de restauración, rehabilitación y nueva planta, que, sin embargo forman una unidad inseparable... (Linazasoro & Sanchez arquitectura)
 

José Ignacio Linazasoro estará no Porto, na próxima quinta feira, dia 26 de outubro, como conferencista da edição 2017 das Conferências Marques da Silva, no Auditório Fernando Távora (FAUP). Falará da sua obra e dos seus referenciais teóricos. A entrada é livre e a conferência será proferida em espanhol. Apresentação a cargo de Madalena Pinto da Silva. Começa às 18h30.
 

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20 de outubro de 2017
Doação do Acervo José Porto, a Reportagem da TVU.

Partilhamos hoje a reportagem da TVU que regista a doação do acervo de José Porto à Fundação Marques da Silva. Momento celebrado na Casa-Atelier, com a participação da Presidente da Fundação Marques da Silva, Maria de Fátima Marinho, de Abílio Mourão, o doador, na qualidade de fiel depositário do acervo,  Paulo Torres Bento (do Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense e comissário da primeira exposição realizada sobre José Porto, em Vilar de Mouros) e o Arquiteto Sergio Fernandez. Lembramos ainda que, na noite desse mesmo dia 9 de outubro, na Casa das Artes, foi projetado o filme de Manoel de Oliveira, "Visita ou memórias e confissões",  após apresentação pelos arquitetos André Eduardo Tavares e Luís Urbano.
 

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19 de outubro de 2017
Conferências Marques da Silva 2017
La memoria del orden. Algunos proyectos
José Ignacio Linazasoro

Conferências Marques da Silva
"La memoria del orden. Algunos Proyectos"
Jose Ignacio Linazasoro

26 de outubro de 2017, 18h30
Auditório Fernando Távora - FAUP

 

A edição de 2017 das Conferências Arquiteto Marques da Silva traz-nos como conferencista convidado Jose Ignacio Linazasoro, conceituado arquiteto e professor catedrático da Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid, uma das mais destacadas figuras da arquitetura das últimas décadas em Espanha.
 

Obras como as habitações em Mendigorría (Navarra, 1980), o Restauro da Igreja de Santa Cruz de Medina de Rioseco (Valladolid, 1988), a Biblioteca da UNED (Madrid, 1993), o Convento de Santa Teresa (San Sebastián, 1991), a Reabilitação do Hospital del Rey (Melilla, 1996), a Reabilitação da Igreja de San Lorenzo (Madrid, 2001), 0 Centro Cultural Escuelas Pías de Lavapiés (Madrid, 2004), o edifício Urban Galindo (Baracaldo, 2007), remodelação da Praça e enquadramento da Catedral de Reims (2008), ou mais recentemente, a Praça dos Amantes (Teruel, 2014)  ou a Ampliação do Edifício do Conselho do Departamento e Centro de Congressos em Troyes (2014), entre outras, trouxeram-lhe o reconhecimento internacional.
 

O autor de livros de referência, como "La memoria del orden. Paradojas del sentido de la arquitectura moderna" ou "Evocando La Ruina: Sombras Y Texturas" propõe-se apresentar, no próximo dia 26 de outubro, no Auditório Fernando Távora, alguns dos seus projetos mais significativos, em contraponto com o suporte teórico que sustenta a sua trajetória de arquiteto.
 

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18 de outubro de 2017
Estação de S. Bento
Uma revisitação do projeto por Nuno Jennings Tasso de Sousa

“Apesar de a primeira pedra ter sido assente em 1900 na presença do rei D. Carlos, as obras tiveram início efetivo em 1903. Seguiu-se a inauguração da gare em 1915 e, coincidindo com o 6º aniversário da proclamação da República, o vestíbulo só ficaria aberto ao público no ano seguinte. Decorridos cem anos sobre a inauguração do vestíbulo da Estação Central de S. Bento no Porto, implantada junto do espaço mais nobre e representativo do espírito da urbe - a Praça da Liberdade - constata-se que o projeto da autoria de José Marques da Silva ainda não foi concluído, nem constitui algo de intocável face à evolução dos tempos que exigem um permanente ajustamento às diversas solicitações sociais, económicas, culturais e tecnológicas.”                 

           
Um olhar a partir do presente sobre o projeto que haveria de lançar a carreira de um então jovem arquiteto portuense, a Estação de S. Bento. Uma revisitação crítica de Nuno Jennings Tasso de Sousa*, em forma de texto, que se partilha no dia em que passam exatamente 148 anos do nascimento de José Marques da Silva.


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* Ao longo de 2016, por iniciativa do Exército, da CP - Comboios de Portugal e da IP - Infraestruturas de Portugal, com o apoio da Fundação Marques da Silva, decorreram uma série de iniciativas que assinalaram a passagem de 100 anos sobre a inauguração do majestoso vestíbulo da Estação de S. Bento. Nuno Jennings Tasso de Sousa, em representação da Fundação, foi um dos participantes, tomando parte no colóquio e numa das conversas então realizadas. Este conjunto de reflexões foi suscitado pela participação nessas iniciativas, resumindo o essencial das comunicações então proferidas.
 

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17 de outubro de 2017
"Construir um paraíso perdido"
13.10.2017 a 18.01.2018

A Casa-Atelier José Marques da Silva transfigurou-se numa alegoria ao território português, numa homenagem a Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, mas também aos arquitetos do Porto que travaram uma luta pela cidadania plena da Arquitetura.
 

"Construir um paraíso perdido" (...) - instalação que em si mesma um gesto arquitetónico - expõe uma experiência de arquitetura que confronta ostensivamente o espaço doméstico para desafiar  e propor novas deambulações pelo historial do projeto sonhado para o Dr. Américo Durão, pelas obras dos arquitetos da Sala 35 que revelam cruzamentos e afinidades projetuais, pela Casa-Atelier.
 

Na passada sexta-feira, a Casa encheu-se novamente para a inauguração desta exposição-instalação que agora poderá ser visitada de terça a quinta feira, das 14h30 às 17h30. Resalva-se que podem ser agendadas visitas, desde que previamente acordadas noutros horários. Em breve será disponibilizado calendário de visitas guiadas.


Folha de sala e o Roteiro já estão consultáveis online.

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16 de outubro de 2017
José Porto, o novo acervo da Fundação Marques da Silva

O acervo de José Porto é constituído por alguns livros e cadernos académicos, acompanhados de mais de duas centenas de peças desenhadas e quase outras tantas fotografias que documentam cerca de uma centena de obras maioritariamente localizadas no Porto e Norte de Portugal, mas que também alcançam outros territórios: Suíça, Paris, Angola e Moçambique, projetadas maioritariamente entre a década de 30 e o início da década de sessenta do século XX.
 

Na passada segunda feira celebrou-se a sua integração na Fundação Marques da Silva e, com ela, a ampliação das fronteiras do universo desenhado pelos arquitetos representados nesta instituição. Uma cerimónia desdobrada em dois momentos: na Casa-Atelier José Marques da Silva, as intervenções de Maria de Fátima Marinho, Abílio Mourão, Paulo Bento Torres e Sergio Fernandez apresentaram a figura, a obra, as iniciativas de divulgação já realizadas e o significado da doação; à noite, na Casa das Artes, André Eduardo Tavares e Luís Urbano complementaram essa apresentação, focando-a no contexto da projeção do testemunho cinematográfico de Manoel de Oliveira, onde a casa projetada por este arquiteto se assume como estruturante.
 

O olhar nostálgico que filma a casa da rua da Vilarinha, sob uma tão envolvente quanto metafórica luz outonal, tornou-se a síntese perfeita do dia, que se pretendeu de homenagem a José Porto, o arquiteto que idealizou grande. As imagens que se vão sucedendo ao longo de "Visita ou memórias e confissões" salientam a capacidade criadora do arquiteto, a sua modernidade, grandeza e domínio projetual. E a harmonia e equilíbrio das formas do objeto arquitetónico emergem em toda a sua plenitude, mas, sobretudo, enquanto espaço de afetos, enquanto lugar de vida capaz de sobreviver à passagem do tempo.

 

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12 de Outubro de 2017
Porto, década de 60, rua Duque da Terceira
Joel, António Menéres, Álvaro Siza, Luís Botelho Dias no escritório da rua Duque da Terceira, fotografia de Alfredo Matos Ferreira, [anos 60], p/b.

O projeto da Parede foi desenvolvido por Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, mas expô-lo, significa,simultaneamente, evocar a luta quotidiana dos arquitectos portuenses nos anos 50 e 60 pela manifestação prática da cidadania plena da arquitectura, pela autonomia do praticar da arquitectura.


Assim, também para a Exposição "Contruir um paraíso perdido", se convoca o contexto profissional particular onde se gerou o projecto para o Dr. Américo Durão – o ambiente da “sala 35”. Inicialmente no edifício Imperial, desde 1949, a sala 35 e uma outra alugada no mesmo andar – (d)aí evoluíram amizades e distâncias, (d)aí cresceram projecto(s)-de-arquitectura. Mais tarde, em 1968, uma velha casa do século XIX na rua Duque da Terceira serviu para encontro e partilha de experiências, à formação e início de prática profissional a Alberto Neves (antes de se tornar colaborador em permanência no escritório de Fernando Távora), Alfredo Matos Ferreira, Álvaro Siza, António Menéres, Joaquim Sampaio, Vasco Macieira Mendes na primeira fase e, mais tarde, Luís Botelho Dias.

 

"Construir um paraíso perdido" (...) inaugura hoje, às 18h00.

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12 de outubro de 2017
Álvaro Siza, Urros, anos 50
Sob a lente de Alfredo Matos Ferreira
Álvaro Siza com o Marechal na casa de Berta Durão, Urros, anos 50, fotografia Alfredo Matos Ferreira

"Alfredo Matos Ferreira é um dos mais antigos (e melhores) amigos. Ainda estudantes partilhámos o número 35 do Imperial, na Praça da Liberdade, onde podia ainda estacionar o seu belo Opel descapotável. (...) Viajávamos por vezes, sempre no Opel Kapitan branco, em visita a aldeias e cidades do Norte, ou até Urros (Moncorvo), à quinta dos pais de Matos Ferreira.(...)
Em 1964, associámo‑nos no projecto de uma habitação em Parede, para um parente seu.
Desisti depois de duas ou três tentativas. Alfredo Matos Ferreira continuou, com todo o empenho e qualidade – e em vão.
Talvez em consequência dessa frustrada entrega viria a construir‑se uma piscina de marés, sobre as rochas da costa da Madeira e para o mesmo difícil parente, a partir de um seu esquisso traçado sobre elementar planta topográfica, olhando fotografias, recorrendo à memória. O esquisso não revelara a modernidade que contém." (Àlvaro Siza, in Memória)

 

A fotografia, remonta à década de 50, nela estão retratados Álvaro Siza e Marechal, no alpendre da casa de Urros. O fotógrafo é Alfredo Matos Ferreira.

A exposição que amanhã inaugura na Casa-Atelier José Marques da Silva, "Construir um paraíso perdido" (...), dá a conhecer o projeto da Parede. É às 18h00 e a entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço.
 

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11 de outubro de 2017
O Dr. Américo Durão e o encontro com os jovens arquitetos
Dr. Américo Durão e Alfredo Matos Ferreira nos Barrais, [1950], fotografia, p/b.

O Dr. Américo Durão (Torres Novas, 1894 – Funchal, 1985) viveu no Funchal, onde se estabeleceu como médico, fundando uma clínica médico-cirúrgica, com particular incidência na especialidade ortopédica, realizando tratamentos inovadores com recurso a sistemas por si idealizados, apresentados em congressos médicos internacionais, nomeadamente em Paris, a meados dos anos trinta.

Homem empreendedor, de nível económico elevado, aplicou parte dos seus ganhos em actividades de fomento agrícola e florestal em Urros, promovendo aí a reabilitação e ampliação do património edificado que herdara conjuntamente com a sua irmã Berta Durão, mãe de Alfredo Matos Ferreira. Até finais da década de sessenta, coube a este a gestão de todo esse património, sendo autor do projecto de todos os equipamentos construídos nessas várias propriedades.

Na Madeira ficou igualmente conhecido como o Comodoro Américo Durão, por possuir a maior frota de embarcações de recreio da ilha, “toda ela construída na Madeira, por artífices locais, provavelmente única no seu género em Portugal”. Sócio fundador do Clube Naval do Funchal, desportista aventuroso, foi o primeiro amador a caçar baleias em águas madeirenses e muitas são as proezas náuticas e piscatórias, nomeadamente, na captura de exemplares de grandes dimensões de espécies raras na região. A sua frota integrava lanchas, baleeiras, iates de luxo de várias dimensões, barcos de pesca desportiva, um veleiro, o “Albatroz, iate mais veloz nas regatas oceânicas Lisboa-Madeira, em 1950 e 1954”.

Nas deslocações ao Continente alojava-se em casa de família. Por vezes, cioso da sua privacidade, recorria ao hotel, o Grande Hotel do Estoril. Foi aqui que, em Novembro ou Dezembro de 1964, se deu o encontro com os jovens arquitectos para a apresentação do projecto que tinham elaborado para a casa que pretendia edificar em parcela nobre na Parede, reunião da qual saíram “completamente destroçados porque sabíamos que nada disto ia para a frente.”
 

(Manuel Mendes, Sobre um “projecto de arquitectura” a partir do Porto)

Exposição-instalação "Contruir um paraíso perdido" (...)

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10 de outubro de 2017
A casa da Parede, um projeto inédito de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza
Casa Dr. Américo Durão, Parede, estudo 4, esquisso Á. Siza, esferográfica, A4, ass., 16/10/62.

A habitação do Dr. Américo Durão (Parede, 1961-67) é um projeto não construído da autoria de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza Vieira, uma experiência de desenho até agora inédita.
 

A exposição-instalação "Construir um paraíso perdido" (...) visa dar a conhecer diferentes momentos do projeto, o qual constituiu um momento operativo na crítica à abstração do Movimento Moderno e de ultrapassagem de ressonâncias do Inquérito à Arquitetura Popular Portuguesa, na procura de uma Arquitetura clara de uma ‘casa’ livre.
 

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9 de outubro de 2017
Newsletter #27 | Outubro 2017

No dia em que a Fundação Marques da Silva se prepara para receber um novo acervo de arquitetura, lançamos a Newsletter de outubro.
 

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9 de outubro de 2017
José Porto: pintor, decorador, ilustrador, Arquiteto

José Porto: pintor, decorador, ilustrador, Arquiteto.

É dele que hoje se falará, às 18h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva e às 21h30, na Casa das Artes.

Contamos com a sua presença!

 

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8 de outubro de 2017
José Porto por Manoel de Oliveira
Abílio Mourão fotografado na sala de jantar da casa de Manoel de Oliveira, na rua da Vilarinha. Fotografia de Madalena Pinto da Silva, década de 80

"Tive conhecimento da figura de José Porto, que trabalhava por essa época, 1938-39, para os Engenheiros Reunidos, que então funcionavam na Rua de Passos Manuel, por um amigo meu, o Mário Vieira, que me falou dele e do seu génio. Não o conhecia pessoalmente, mas sabia por ter ouvido falar sobre diversos trabalhos dele que ganharam diferentes concursos de um modo destacado como os melhores entre todos os outros." (Manoel de Oliveira, in Expresso, 15 de novembro de 2003)
 

E José Porto foi o arquiteto escolhido para projetar a Casa da Rua da Vilarinha, a mesma onde o Arquiteto Abílio Mourão, atual depositário do acervo de José Porto, surge retratado numa fotografia da década de 80, na sala de jantar, por Madalena Pinto da Silva.
 

Na próxima segunda feira, dia 9, será formalizada a doação e projetado a revisitação de Manoel de Oliveira a esta Casa, Visita, ou memórias e confissões.
 

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7 de outubro de 2017
"Construir um paraíso perdido"
Por uma ´casa` livre
Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza
Habitação, Parede, projeto, 1961-67
Desenrolar uma experiência de desenho
Como lugar de ensaio

"A informação libertada tornou-se progressivamente corpo de uma curiosidade voraz – uma provocação, um exercício de sedução. Após o falecimento de Alfredo Matos Ferreira foi possível entrar, deambular, estudar, o arquivo da sua prática profissional; particularmente, e atrás da “Habitação, Parede, 1964, 1965”. Logo, os documentos digitais, enxutos no propósito comunicacional, produzidos pelo arquitecto a partir de desenhos da época, desenhos que ora dizia perdidos, ora considerava desnecessários para a compreensão do projecto em questão; no imediato, o modelo original, realizado no escritório da Duque da Terceira; depois desenhos de estudo de Álvaro Siza, surpreendentes na tradução da forma de pensar; e depois as colecções de negativos e provas em papel, do modelo original, muitas e de poses estudadas; (...)"
 

Fragmento de notas para nota de divulgação, texto de Manuel Mendes, quem assina a investigação, conceção e coordenação da exposição-instalação a inaugurar no próximo dia 13 de outubro (sexta-feira), às 18h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva. Uma abordagem igualmente inovadora do espaço da Casa-Atelier para dar a conhecer o projeto para o Dr. Américo Durão, os diferentes momentos de uma experiência de projectação partilhada da habitação - que não chegará a ser construída - para o "tio mecenas [de Alfredo Matos Ferreira], a edificar numa área nobre na Parede, numa parcela de grandes dimensões, exposta ao estuário do Tejo, à baía de Cascais."

+ info e texto integral de Manuel Mendes

 

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4 de outubro de 2017
José Porto, o arquiteto que idealizou grande
9 de outubro
Casa-Atelier José Marques da Silva 18:00
Casa das Artes 21:30
José Porto, Esquisso Edifício Emporium, [1947]

A Casa para Manoel de Oliveira, na rua da Vilarinha, projetada por José Porto, em 1939, estará em destaque no próximo dia 9 de outubro, mas a obra deste arquiteto, chegado ao Porto em 1934, conta ainda hoje na cidade com outros projetos representativos. É o caso do Edifício Emporium, de 1947, onde se vem a instalar a mítica "Confeitaria Cunha", no gaveto de Santa Catarina, para José Oliveira & Filhos, cliente para quem, entre outras encomendas, acabará por projetar também o Hotel D. João I, na praça que lhe é homónima.
 

Suíça, Paris, Norte de Portugal, Angola e Moçambique estabelecem as fronteiras do território percorrido e demonstram a abrangência da sua obra que urge (re)descobrir. Será sobre ele que se falará na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h00, e na Casa das Artes, às 21h30.


Consultar lista de obras

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2 de outubro de 2017
As proposta da Fundação para o Mês da Arquitetura

Onde se encontra o homem, em qualquer momento e em qualquer lugar, existem a Arquitectura e o Urbanismo. Fenómeno necessário, inerente à própria natureza do homem, prolongamento indispensável da vida, manifestação da sua existência: desta universalidade - a variedade, a infinidade dos aspectos, a pluralidade das realizações.

(Fernando Távora, Arquitectura e Urbanismo - a lição das constantes)

 

O mês de Outubro tem a Arquitetura em destaque e a Fundação participa nesta celebração com três iniciativas:

- a 9, José Porto, o arquiteto que idealizou grande, a marcar a entrada de um novo acervo na instituição
- a 13, a inauguração de Construir um paraíso perdido por uma ´casa`livre (...), sobre um projeto de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza
- a 26, a 11ª edição das Conferências Marques da Silva, com José Ignazio Linazasoro
 

Hoje, em Dia Mundial da Arquitetura, decorre a Conferência da 12ª edição do Prémio Fernando Távora

 

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29 de setembro de 2017
La memoria del orden. Algunos Proyetos
Conferência de José Ignacio Linazasoro
Conferências Marques da Silva 2017
Linazasoro, Centro Cultural Escuelas Pías, de Lavapiés, 1996-2004. Foto de Miguel de Guzmán

La memoria del orden. Algunos Proyetos
Conferência de José Ignacio Linazasoro
Conferências Marques da Silva 2017
 

Auditório Fernando Távora 2017
26 de outubro, 18h00

A edição 2017 das Conferências Arquiteto José Marques da Silva vai ter como orador convidado, José Ignacio Linazasoro, professor da Escola Tecnica Superior de Arquitectura de Madrid, arquiteto com obra internacionalmente conhecida e publicada, um dos membros fundadores, juntamente com Rodrigo Sánchez, da sociedade Linazasoro&Sánchez Arquitectura SLP, sedeada em Madrid.

Nesta conferência apresentará uma reflexão sobre a estreita vinculação entre o pensamento teórico e alguns dos seus projetos mais significativos deste arquiteto.

A entrada livre, sujeita à lotação da sala.

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28 de setembro de 2017
Habitação Dr. Américo Durão
Instalação-exposição
Casa-Atelier José Marques da Silva
13 de outubro, 18h00

Construir um paraíso perdido
Por uma ´casa` livre
Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza
Habitação, Parede, projeto, 1961-67
Desenrolar uma experiência de desenho
Como lugar de ensaio


instalação-exposição

 

Inaugura no dia 13 de outubro, às 18h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva, a instalação-exposição coordenada por Manuel Mendes, que tem por base o projeto não construído para habitação do Dr. Américo Durão, na Parede, da autoria dos então profissionais tirocinantes, Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza.
 

A entrada é livre, apenas condicionada à lotação do espaço.
 

Esta iniciativa da Fundação Marques da Silva encontra-se inserida no programa ARQ OUT e conta com o apoio da Criaplac e da Corticeira Amorim. 
 

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26 de setembro de 2017
A visita pela obra de Alfredo Matos Ferreira, entre Barca de Alva e Urros

"Que esplendor! que vigor! que graça! que harmonia!"

Roubando as palavras a Guerra Junqueiro, outro ilustre habitante destas terras, se evoca o sentimento perante a paisagem e a obra de um arquiteto que a viveu, compreendeu e transformou com uma providencial sensibilidade. De Barca de Alva a Urros, por terra ou pelo rio, na cadência marcada por Maria José Casanova, guia intimamente ligada aos espaços e a Alfredo Matos Ferreira, e pelo conforto de um caloroso acolhimento por parte de Isabel e Irene Matos Ferreira, decorreu a viagem. Património e Natureza, cumpriu-se assim o lema paras as Jornadas Europeias do Património. Obrigada a todos os que nos acompanharam.
 

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25 de setembro de 2017
Fernando Lanhas representado na 15ª Bienal de Istambul

A arquitetura doméstica de Fernando Lanhas está representada na 15ª Bienal de Istambul. A decorrer na Istanbul Foundation for Culture and Arts, até 12 de novembro, tem como tema agregador, lançado pela equipa de curadores, Elmgreen & Dragset, "A Good Neighbour" [um bom vizinho].
 

A obra de arquitetura de Fernando Lanhas, o único artista da Península Ibérica representado, é evocada através da exposição de 3 painéis fotográficos, registos de sua autoria e/ou por ele editados. Das obras apresentadas, uma é a sua própria habitação, na av. Dr. Antunes Guimarães, ainda hoje residência da família.
 

É de assinalar que Fernando Lanhas (1923-2012), ainda que sendo autor de um vasto número de projetos, particularmente vocacionados para programas habitacionais, que reproduzem e contribuíram para consolidar os ideais da Arquitetura Moderna no Porto, apresenta um percurso arquitetónico que tem vindo a ser secundarizado face à projecção alcançada em outras das suas múltiplas atividades (pintor, desenhador, astrónomo, museólogo, ...). Mas a doação do seu acervo à Fundação Marques da Silva -  em fase de formalização - permitirá que em breve seja possível reunir um conhecimento mais abrangente e fundamentado do seu verdadeiro alcance.
 

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Bienal de Istambul
Quadrado Azul
 

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21 de setembro de 2017
Roteiro da Visita Guiada a "Terra d´Alva"
Jornadas Europeias do Património 2017

Entre 22 e 24 de setembro, o Património vai estar em destaque. Celebram-se as Jornadas Europeias do Património, sob o lema "Património e Natureza".
 

A Fundação Marques da Silva marca a sua participação com uma visita guiada às obras de Alfredo Matos Ferreira em Barca de Alva e Urros e partilha hoje o Roteiro (com texto introdutório de Maria José Casanova e sinalização dos locais a visitar) como forma de alargar a viagem a todos os que, apesar da vontade demonstrada, não nos podem fisicamente acompanhar no dia 23.
 

+ info e Roteiro

Consultar programa geral da DGPC

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19 de setembro de 2017
José Porto, o arquiteto que idealizou grande
Doação do acervo de José Porto à Fundação Marques da Silva
9 de outubro | Casa-Atelier José Marques da Silva e Casa das Artes

A 9 de outubro, numa iniciativa desdobrada em dois momentos, a Fundação Marques da Silva vai celebrar o acolhimento do acervo profissional de José Porto, doado pelo Arquiteto Abílio Mourão. São mais de duas centenas de peças desenhadas, associadas a um conjunto de mais 40 peças oferecidas pelo CIRV-GEPPAV, registos únicos de um arquiteto com um percurso singular que conta com mais de 70 obras identificadas para o Porto, Minho, Moçambique e Angola, que passam a estar disponíveis para consulta e estudo através do Centro de Documentação e Investigação em Cultura Arquitetónica desta instituição.

 

Às 18h00, na Casa-Atelier, na presença da Presidente do Conselho de Administração, Professora Maria de Fátima Marinho, do doador, Arquiteto Abílio Mourão e dos oradores convidados, Dr. Paulo Torres Bento e Arquiteto Sergio Fernandez, será assinado o protocolo de doação do acervo.

 

Às 21h30, na Casa das Artes, depois das intervenções do Arquiteto André Eduardo Tavares e do Professor Luís Urbano, será projetado o filme de Manoel de Oliveira, "Visita ou Memórias e Confissões". Uma revisitação da casa da rua da Vilarinha, obra projetada por José Porto.

 

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

 

Esta iniciativa, integrada no programa ARQ OUT 2017, conta com o apoio da família de Manoel de Oliveira, da Casa das Artes e da Cinemateca.

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8 de setembro de 2017
Depoimentos sobre Octávio Lixa Filgueiras | #7 Carlos Guimarães

São os momentos de crise, de questionamento e reformulação do Curso de Arquitetura, de 69 e de 74, que criam a circunstância e moldam o relacionamento do atual Diretor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto com Octávio Lixa Filgueiras. Para além da transitoriedade e singularidade dos factos, Carlos Guimarães realça a coerência do carácter e das convicções de uma figura nem sempre compreendida, mas ainda assim progressista e cujo contributo, em termos teóricos, disciplinares e pedagógicos, não hesita em considerar como parte integrante do processo conformador do que "genericamente e de forma simplificada se chama a cultura da Escola do Porto".


Com este depoimento, uma leitura de Octávio Lixa Figueiras feita sobre a linha do tempo, conclui-se a publicação do conjunto de entrevistas conduzidas por Gonçalo Canto Moniz e com som, imagem e edição de Luís Urbano, realizadas a 7 de abril de 2017, na Casa-Atelier José Marques da Silva, no âmbito do programa de sinalização do acervo de Octávio Lixa Filgueiras comissariado por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota.

 

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7 de setembro de 2017
Maria José Marques da Silva

O momento era de celebração. A homenagem impunha-se. Maria José, com o projeto da "Casa-Oficina das Rendilheiras", tornara-se arquiteta. Estamos no Porto, em 1943. Os nomes de quem a rodeia vão-se sucedendo sobre a Ementa acrescentando-lhe significado.
 

Maria José Marques da Silva nasceu na Casa-Atelier da Praça do Marquês de Pombal, a 7 de setembro de 1914.

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31 de agosto de 2017
Depoimentos sobre Octávio Lixa Filgueiras | #6 Manuel Mendes

Manuel Mendes estrutura a sua evocação de Octávio Lixa Filgueiras em torno de uma ideia central: o registo de um afastamento que evoluiu na distância do meu crescimento. A partir desta frase, início e remate do seu depoimento, estrutura um conjunto memórias que sobrevoam tempos e vivências distintos. Através da sua história pessoal viajamos até Moçambique, para, nos tempos de inquietação vividos na Escola do Porto, o nome de Octávio Lixa Filgueiras adquirir corpo e substância. A narrativa oscila entre a evocação dos factos e a leitura consciente do sentido que lhe vai atribuindo para, no final e em tom de sincera homenagem, fazer o balanço pessoal do legado que fica, inseparável de uma reflexão sobre a própria Escola, sobre o confronto entre a ‘disciplina’ e o ‘ofício’ da Arquitetura.


Durante a próxima semana encerrar-se-á este ciclo de 7 depoimentos, com a publicação da entrevista a Carlos Guimarães, tal como as anteriores, conduzida por Gonçalo Canto Moniz, com som, imagem e edição de Luís Urbano.
 

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22 de agosto de 2017
Visita guiada a Terra d´Alva
Jornadas Europeias do Património 2017
23 de setembro, com Maria José Casanova

"(...) A conquista da clareza era para Alfredo Matos Ferreira um objectivo e uma qualidade imprescindível. Uma clareza que, nos projectos, advém da “adequação justa” entre programa, lugar, sistema construtivo e materiais, rigor de desenho e geometria, economia de meios, austeridade, relações espaciais, uso e capacidade de adaptação às vivências que o fluir do tempo encerra. Estas questões, presentes ao longo de toda a sua obra, realçam uma procura do essencial que lhe advinha da sua formação e da vivência e contacto com as gentes, a vida e a arquitectura em Trás-os-Montes. Porque, como costumava dizer, o Inquérito à Arquitectura Popular não foi para ele uma referência, ou um marco, porque tinha crescido e vivido dentro do Inquérito." (Maria José Casanova, in Roteiro de Viagem a Terra d´Alva)
 

Esta viagem-visita, parte ainda integrante do programa "Terra d´Alva", lançado em dezembro passado, assinala a participação da Fundação Marques da Silva nas Jornadas Europeias do Património, que, este ano, têm como tema "Património e Natureza". Segue um Roteiro desenhado a partir das obras projetadas por Alfredo Matos Ferreira para Barca de Alva e Urros.

 

Para mais informações e consulta do Itinerário

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28 de agosto de 2017
Urros, 24 de agosto: “Memória” e “Centeio”, de Alfredo Matos Ferreira

E a vontade de Alfredo Matos Ferreira cumpriu-se. No lugar e no momento desejados. “Centeio”, documentário de 68, resgatou as memórias de há quase meio século, mostrando um passado que se tornou presente e vivo. A apresentação do livro, o pretexto para recordar o homem, o arquiteto e a sua íntima ligação a uma terra que fez questão de comparecer e de se emocionar perante o reconhecimento de um mesmo sentir. A homenagem a Alfredo Matos Ferreira e a Urros ganhou voz com as intervenções da filha, Isabel Matos Ferreira, do seu editor, Manuel Mendes, e dos representantes das entidades envolvidas na organização da sessão, encerrada pelo Presidente da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.

 

A 23 de setembro, regressaremos a Trás-os-Montes, com Maria José Casanova, no âmbito das Jornadas Europeias do Património, para visitar a obra realizada em Barca d´Alva e Urros.
 

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25 de agosto de 2017
Fernando Távora, português, arquiteto, nascido a 25 de agosto de 1923

Fernando Távora, português, arquiteto, nascido a 25 de agosto de 1923 :  
 

(…) Cremos que o pensamento da arquitectura contemporânea portuguesa, nos seus sectores mais representativos, não esquece, antes pratica essa nossa referida tradição, não impositiva mas simpatizante e compreensiva, de consideração dos homens e dos seus lugares, garantindo aos seus edifícios e espaços a identidade e a variedade, como que num fenómeno de heteronímia, no qual o autor se desmultiplica, não por incapacidade conceptual ou outra, mas pelo principio do respeito, quando merecido, que a outros somos devedores. Tal modo de estar presente no mundo não resulta em verdade de fraqueza do criador perante o outro, o seu lugar e o seu tempo, mas exactamente da consideração criativa da sua substância e da sua circunstância. /  Pelos espaços hoje abandonados da cidade de Fatehpur Sikri, iniciada em 1571, ecoa ainda a voz de uma mulher portuguesa, chamada Maria, amante de Akbar, e a recordação da presença de dois padres Jesuítas portugueses que aí acompanharam o imperador na sua tentativa de criação de uma religião universal, síntese das religiões muçulmana, hindu e cristã.. (in “ Imigração / Emigração. Cultura Arquitectónica Portuguesa no Mundo”, 1998)
 

Na efemeridade da Vida humana, a dimensão do Tempo no Mundo em movimento permanente - a sabedoria do Encontro, da Amizade.

 

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23 de agosto de 2017
Santo Apolinário, em Urros, sob o olhar de Alfredo Matos Ferreira

"O local da Capela de Santo Apolinário, na aldeia trasmontana de Urros, foi desde a minha infância um lugar mágico: as próprias características do edifício, o seu espaço exterior de acolhimento, as arcarias que abrigam os peregrinos no último fim de semana de Agosto, os pormenores da construção (desde os pavimentos reticulados a xisto e tijolo, ao seu magnífico tecto em caixotões ricamente pintados com figuras de santos), o túmulo em granito com baixos-relevos alusivos à vida do Santo e ao seu martírio, o grande cipreste que marca o local desse martírio e pontua singularmente a paisagem, a calma e o murmurejar da sua fonte, a acústica do lugar, quer no interior da capela quer em toda a sua envolvente e, sobretudo, a organização do seu espaço, a brancura das suas paredes pouco comuns por estas paragens, mais corrente a Sul do Tejo. Desde pequeno que, todos os anos nas férias grandes passadas na aldeia, não perdia uma única festa, um acontecimento singular entre o religioso e o pagão, com pontos altos no arraial de sábado à noite com as bandas de música em despique, o fogo de artifício, as brigas por causa de nada, apenas uns copos a mais, os jogos de azar em que o aldeão perdia sempre..."
 

Palavras e fotografia de um arquiteto que sempre regressa às suas raízes. A preceder a abertura das festas de Santo Apolinário, este ano entre 24 e 28 de agosto, a apresentação do livro "Memória" e o vídeo "Centeio", de Alfredo Matos Ferreira. É amanhã, 24 de agosto, no Salão da Junta de Freguesia de Urros.
 

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22 de agosto de 2017
Depoimentos sobre Octávio Lixa Filgueiras | #5 Manuel Fernandes de Sá

As memórias de Manuel Fernandes de Sá sobre Octávio Lixa Filgueiras recuam à sua infância, altura em que lhe permitido tomar parte nas muitas viagens realizadas com o seu pai, então colega de Filgueiras nas Obras Públicas. As primeiras impressões apenas se confirmaram com o passar do tempo: a grande diversidade temas que lhe despertavem interesse e que conseguia abordar com uma inteligência e profundidade assinaláveis, um apurado sentido de humor marcado pela ironia. Enquanto aluno de Analítica 1 e 2, aprendeu com Mestre Fil a utilizar o desenho de forma intensiva e criteriosa como base de trabalho e a assimilar uma particular sensibilidade para as questões interdisciplinares e para a dimensão social da arquitetura. Já como arquiteto, os finais dos anos 70 trariam a experiência conjunta de um trabalho de levantamento patrimonial que procurava responder avant la lettre às questões do "re-uso", bem como a participação numa tentativa, não concretizada, de criar um curso-atelier, em Aveiro, intrinsecamente ligado às necessidades dos municípios.
 

Esta é a quinta das 7 entrevistas conduzidas por Gonçalo Canto Moniz, com som, imagem e edição de Luís Urbano, que temos vindo semanalmente a publicar.
 

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19 de agosto de 2017
A Sala 35, fotografia de Alfredo Matos Ferreira
Dia Mundial da Fotografia 2017
A Sala 35, fotografia de Alfredo Matos Ferreira, década de 50, Porto

Joaquim Sampaio, António Menéres, Alberto Neves, Vasco Vieira Mendes a Álvaro Siza fotografados por Alfredo Matos Ferreira. Estamos na década de 50 e todos se desejam afirmar nas lides da Arquitetura. Lançam um olhar sobre a cidade, a  Praça de Liberdade, no centro do Porto. A fotografia, na ausência dos rostos sublima a união cúmplice dos seis caloiros da Sala 35 do Imperial e fixa um tempo e uma circunstância única e irrepetível.


Com esta imagem assinalamos o Dia Mundial da Fotografia, que hoje se comemora. Sobre o grupo nela retratado, em Outubro, a exposição "Construir um Paraíso Perdido", nos trará mais revelações.

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18 de agosto de 2017
Apresentação de "Memória" e projeção de "Centeio"
Salão da Junta de Freguesia de Urros, Torre de Moncorvo
24 de agosto de 2017, 17h30
Trabalhos agrícolas em Urros, registo de Alfredo Matos Ferreira,1968

O território transmontano foi presença contínua na vida e nos afetos de Alfredo Matos Ferreira. "Memória" testemunha também o seu apego a uma ruralidade vista como bastião de um saber ancestral, enquanto expressão de uma sábia e íntrínseca ligação, singular e identitária, do homem à terra que tenta dominar. Um olhar que extravasa o mero interesse do arquiteto e se prolonga na dimensão do olhar da câmara com a qual Alfredo Matos Ferreira desejou captar o "amanho" dos campos, pressentindo a urgência de fixar uma tradição que o tempo inevitavelmente condenava à transformação. E isso nos mostra "Centeio", filme de 1968, editado em 2004 pelo próprio Alfredo Matos Ferreira, a projetar no próximo dia 24 de agosto, às 17h30, no âmbito da sessão de apresentação do livro "Memória", no Salão da Junta de Freguesia de Urros (Torre de Moncorvo). O livro será apresentado por Manuel Mendes.
 

Porque o momento é de festa, seguir-se-á, às 18h30, um lanche convívio. A entrada é livre e todos serão bem vindos.
 

Sobre Memória

 

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16 de agosto de 2017
Depoimentos sobre Octávio Lixa Filgueiras | #4 Margarida Coelho

Publicamos hoje, 16 de agosto, no dia em que passam 95 anos sobre o nascimento de Octávio Lixa Filgueiras, o depoimento de Margarida Coelho, o quarto dos sete que foram gravados para a exposição “Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade”.

Neste testemunho, Margarida Coelho deixa transparecer o afeto e o reconhecimento pela figura que marcou momentos determinantes da sua vida: da aprendizagem académica na Escola de Belas Artes do Porto à viagem pela Dinamarca, do exercício inicial de uma prática do ofício à incursão pelos domínios do património, com a passagem pelo Instituto Português do Património a representar um marco importante do seu percurso profissional, mas, sobretudo, a lição recebida sobre um certo modo de pensar, questionar e refletir como fundamento prévio de uma qualquer ação. E da narrativa pessoal, da história de uma amizade que se foi consolidando no tempo, vão emergindo também outros personagens e territórios.
 

Para aceder ao Vídeo clique no seguinte link

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14 de agosto de 2017
Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade | Conversa #2 - O Vídeo da sessão

Para situar o pensamento, ação pedagógica e obra de Octávio Lixa Filgueiras e refletir criticamente sobre o seu sentido nos dias de hoje, Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota propuseram a realização de duas conversas. A primeira a 26 de maio, com a participação de Ana Tostões, Eduardo Fernandes, Raquel Paulino e Pedro Bandeira, e a segunda a 26 de junho, com Bruno Gil, Edite Rosa, Helena Maia, Jorge Figueira, Pedro Baía e a participação especial de José Forjaz. Por imprevistos de ordem técnica, não ficou registada a primeira sessão, mas, com o apoio da TVU, torna-se agora possível disponibilizar a todos os interessados a gravação da segunda sessão que, devido à sua duração, está dividida em duas partes.

 

Para aceder à gravação nos seguintes links: Parte 1  e Parte 2

 

Ou siga diretamente para o Menú Videos_Outros registos:

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4 de agosto de 2017
Depoimentos sobre Octávio Lixa Filgueiras | #3 Álvaro Meireles

Álvaro Meireles foi aluno e, mais tarde, colaborador de Octávio Lixa Filgueiras. Das memórias que preserva sobressai a amizade que, passo a passo, foi transformando a irreverência dos primeiros encontros numa cumplicidade evidente de interesses, assente em muitas histórias vividas em comum. Com este depoimento, o terceiro da série, atravessamos vários tempos, conduzidos por um testemunho que vai cruzando as vivências da Escola de Belas Artes com a experiência de Atelier, rematado pela narrativa de um agora improvável "barco das padeiras".
 

Foram 7 as entrevistas conduzidas por Gonçalo Canto Moniz, com som, imagem e edição de Luís Urbano, no dia 7 de abril de 2017, na Casa-Atelier José Marques da Silva, no âmbito do programa de sinalização do acervo de Octávio Lixa Filgueiras comissariado por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota. Em breve será lançada a quarta, com Margarida Coelho.

 

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1 de agosto de 2017
Depoimentos sobre Octávio Lixa Filgueiras | #2 Alexandre Alves Costa

O percurso de Alexandre Alves Costa, o segundo entrevistado da série iniciada com Carlos Carvalho Dias, cruza-se com Octávio Lixa Filgueiras num tempo ainda de formação, enquanto aluno da Escola de Belas Artes do Porto. Uma experiência pedagógica a constituir-se ponto de partida para um conjunto de reflexões sobre os fundamentos metodológicos do ensino e da própria disciplina da Arquitetura. De forma crítica, em perspetiva, sem esconder dissensões e encantamentos, Alexandre Alves Costa vai recordar também, neste seu depoimento, o ‘confronto’ entre Lixa Filgueiras e Fernando Távora, a ligação com Nuno Portas ou mesmo a passagem pelo Congresso de 63 em Barcelona.

As 7 entrevistas conduzidas por Gonçalo Canto Moniz e com som, imagem e edição de Luís Urbano, foram realizadas a 7 de abril de 2017, na Casa-Atelier José Marques da Silva, no âmbito do programa de sinalização do acervo de Octávio Lixa Filgueiras comissariado por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota
 

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31 de julho de 2017
Apresentação de "Memória" e de Vídeos de Alfredo Matos Ferreira em Urros

As raízes de Alfredo Matos Ferreira, por motivos familiares, estão profundamente mergulhadas em Trás-os-Montes, circunstância que decididamente o orienta como pessoa, e lhe marca emoções e afetos, convicções e valores de vida. Moncorvo e Barca d’Alva, particularmente Urros, terra e povo, paisagem e casa, pessoas e trabalho, ofícios e artistas, os quais evocava amiúde, e dos quais, marcado pela história de vida, falava com as palavras e os gestos, os sons e as pausas do habitante enraizado e situado. (Manuel Mendes, in Roteiro de Terra d´Alva)

 

E foi nesse território transmontano que Alfredo Matos Ferreira sempre mostrou o desejo de nele apresentar o livro que reúne a Memória do seu percurso de arquiteto. A 24 de agosto, no âmbito das Festas de Santo Apolinário, vai cumprir-se essa vontade, no Salão da Junta de Urros e Peredo dos Castelhanos.

A sessão, com início às 17h40, vai integrar a apresentação do livro, por Manuel Mendes, e a projeção de registos videográficos, filmados e editados pelo próprio Alfredo Matos Ferreira: Centeio e Raízes.

A concretização da iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e da Junta de Freguesia de Urros e Peredo dos Castelhanos. Entrada livre.
 

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28 de julho de 2017
Depoimentos sobre Octávio Lixa Filgueiras | #1 Carlos Carvalho Dias

Em 1955, ainda Arquiteto Estagiário, Carlos Carvalho Dias foi selecionado para o Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa, integrando, conjuntamente com Arnaldo Araújo, a equipa coordenada por Octávio Lixa Filgueiras para o território de Trás-os-Montes e Alto Douro.

O seu depoimento recorda esta experiência marcante, o seu encontro com Lixa Filgueiras, figura com quem refere sentir-se intelectualmente em sintonia, mas também lança um olhar sobre o meio portuense da década de 50, os seus agentes e as suas referências.

Este é a primeira das 7 entrevistas conduzidas por Gonçalo Canto Moniz e com som, imagem e edição de Luís Urbano, realizadas a 7 de abril de 2017, na Casa-Atelier José Marques da Silva, no âmbito do programa de sinalização do acervo de Octávio Lixa Filgueiras comissariado por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, que a Fundação Marques da Silva passará a divulgar.
 

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26 de julho de 2017
Reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva recebe Menção Honrosa
Prémio João Almada 2017

A reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva, projetada pelo Atelier 15, de Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, foi distinguida com Menção Honrosa na edição 2017 do Prémio João de Almada, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal do Porto.

E quem melhor do que um arquiteto para falar da obra? Recorde o depoimento de Alexandre Alves Costa, sobre esta obra

 

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24 de julho de 2017
"Mais Arquitectura, Precisa-se"
Evocando a figura de Nuno Teotónio Pereira
Quinta da Conceição. Fotografia de Manuel Mendes

No dia 19 de julho, a Assembleia da República aprovou o Projecto de Lei n.º 495/XIII/2ª . Seguir-se-á  o debate da especialidade. Mas talvez seja interessante evocar a figura de Nuno Teotónio Pereira - personalidade que se envolveu ativamente no processo da Arquitetura Portuguesa Contemporânea e se empenhou, durante toda a sua vida, na divulgação do estatuto profissional do arquiteto e na defesa da cidadania do saber e da ação da Arquitetura - citando fragmentos de um artigo publicado em abril de 1995:

 

Os vinte e tal anos da sua vigência [revisão do decreto 73/73, que deu abertura à actividade de projectista não qualificados no campo da Arquitectura] corresponderam a um enorme surto da construção no País e as periferias desumanas, as paisagens destruídas, os ambientes desequilibrados aí estão para mostrar a ruindade daquele diploma. É verdade que naquela época não havia arquitectos a cobrir o território nacional, como hoje se verifica. Este facto serve de atenuante, mas não o será se as exigências a colocar aos projectistas não mudarem radicalmente, como se impõem e é possível. Porque a Arquitectura é mais do que construção: assume aspectos de qualificação do espaço, e por isso deve ser para os arquitectos.
(…)
É preciso que o direito à Arquitectura chegue a todos, dentro de um quadro de competitividade que tenha por critério a qualidade técnica e cultural.
Assim, mais arquitectura quer dizer também melhor arquitectura, e maiores responsabilidades por parte daqueles que concebem o espaço em que vivemos.”
(…)
É chegada pois a hora de reconhecer o interesse público da Arquitectura, enquanto organiza, qualifica e humaniza o espaço; disciplinar a ocupação do território, com a promulgação de uma nova lei dos solos e a assunção do desenho urbano; exigir produções de qualidade através da atribuição das respectivas responsabilidades.

 

"Mais Arquitectura, Precisa-se", in Tempos, Lugares, Pessoas, Edições Público, 1996
 

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21 de julho de 2017
Octávio Lixa Filgueiras (1922-1996) - Mestre "Fil"

Partilha-se, hoje, o testemunho proferido pelo arquiteto José Forjaz, durante a segunda conversa programada no âmbito da exposição "Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade".

 

Para aceder à leitura, clique aqui

 

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17 de julho de 2017
Newsletter #26 | Julho de 2017

Em ritmo de Verão, mas a anunciar uma série de iniciativas em curso, sai hoje a Newsletter #26.
 

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23 de junho de 2017
Conversa #2 | O Habitat da Modernidade
26 de junho, às 18h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva

Conversa #2 | O Habitat da Modernidade
26 de Junho, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva
Com: Bruno Gil, Edite Rosa, Jorge Figueira, Maria Helena Maia e Pedro Baía
Moderação: Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota

 

No XXV Congresso Luso Espanhol para o progresso das Ciências, realizado em Sevilha, em 1960, Octávio Lixa Filgueiras proferiu a comunicação "Na Génese da Carta do Habitat". O(s) texto(s) que então lhe serviram de suporte, manuscritos e datilografados, apresentados na Exposição atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva, lançam o tema em debate no que será o segundo encontro a realizar no âmbito da programação paralela a "Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade".
 

E para nos ajudar a melhor compreender as ideias e ação de Lixa Filgueiras, depois de Ana Tostões, Eduardo Fernandes, Raquel Paulino e Pedro Bandeira, convidados do encontro realizado no mês de maio, tomam agora a palavra Bruno Gil, Edite Rosa, Jorge Figueira, Maria Helena Maia e Pedro Baía. A conversa, moderada por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, será igualmente alargada a todos aqueles que nela desejarem participar.
 

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

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23 de junho de 2017
João Marcelino Queiroz

"João Marcelino Queiroz, filho de Abílio de Sequeira Pinto Queiroz e Branca Laura Pimentel de Lima Queiroz, nasceu no Porto a 23 de Junho de 1892. [...] Em frente à casa paterna, [em Santa Catarina] do outro lado da rua, João Queiroz construiu, nos anos 20, encomendada pelo seu pai e em terreno da família, a sua primeira obra, já (ou ainda) moderna, na sua racionalidade funcional e depuração de desenho. Foi numa sala das traseiras desta casa, que montou, numa pequena sala, o escritório onde trabalhou toda a vida. [...] Obtém o Diploma de Arquiteto em 1926, depois de ter trabalhado durante dois anos na Administração Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. [...] Sempre trabalhou só, desenhando, ele próprio, todas as peças do projeto. O número crescente de clientes, sobretudo na década de quarenta, não fez crescer o seu pequeno escritório, mas sim as suas horas de trabalho tranquilo. É impressionante o número de processos com a sua assinatura que se encontram nos arquivos da Câmara. Com a mesma naturalidade com que viveu, morreu aos 90 anos, no dia 25 de Fevereiro de 1982."
 

in Alexandre Alves Costa, João Queiroz, um arquitecto tranquilo

 

 

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22 de junho de 2017
Octávio Lixa Filgueiras: O Habitat da Modernidade
Prolongamento da Exposição

A exposição atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva vai poder continuar a ser visitada até 30 de Junho.
 

Aproveite esta última oportunidade para conhecer os documentos que Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota seleccionaram para nos apresentar diferentes momentos e dimensões da vida e obra de Octávio Lixa Filgueiras.
 

A entrada é livre.
 

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14 de junho de 2017
Relatório de Atividades e Gestão 2016

Encontra-se disponível para consulta pública, o Relatório de Atividades e Gestão correspondente ao ano de 2016.
Consultar Relatório

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7 de junho de 2017
Conversa #2 | o Habitat da Modernidade
26 de Junho, Casa-Atelier José Marques da Silva, 18h00

"Tal como a Carta de Atenas, a Carta do Habitat virá a constituir uma espécie de Declaração dos Direitos de Homem (ou deveres) no domínio especial do meio de vivência. E a premência duma tal acção é tanto maior, quanto, um pouco por toda a parte, as iniciativas tendentes a substituir os bairros sórdidos e as casas de lata correspondem mais a uma substituição de roupa velha por roupa limpa, mantendo os corpos sujos, do que a uma integração desses mesmos corpos sujos nos quadros duma vida decente, único processo conhecido de deixarem a sujeira (...) Mas a grande palavra tem de ser dada através dum instrumento orgânico, subordinado a uma intenção superior, necessariamente não demagógica, necessariamente consciente e responsável. Trata-se de questões de sobrevivência e nada mais…"

(Octávio Lixa Filgueiras, Na génese da Carta do Habitat, 1960)

 

Bruno Gil, Jorge Figueira, Edite Rosa, Maria Helena Maia e Pedro Baía são os convidados para a segunda conversa em torno da exposição atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva sobre o acervo de Octávio Lixa Filgueiras. Com moderação de Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota vai debater o conceito agregador deste projeto: O Habitat da Modernidade.


A entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço.

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5 de junho de 2017
Visita guiada (2) à exposição sobre Octávio Lixa Filgueiras

E Gonçalo Canto Moniz voltou a guiar uma visita à Exposição “Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade” dando a conhecer o conceito que subsiste à estrutura proposta, traçando o longo arco que se desenha desde o momento matricial do CODA ao debate sobre Museus e Património, ou ao papel desempenhado na génese de outras escolas de arquitetura, neste último caso, domínios a servir de base para futuras iniciativas. Oportunidade privilegiada para se falar de documentação que apenas um Aquiteto poderia realizar e que inclui a passagem pelo debate dos CIAM ou experiências pedagógicas que têm nas sua base novos métodos de investigação e defendem uma nova dimensão para a função do arquiteto.

Ficou o convite para o debate que se segue, a 26 de junho, sobre o Habitat da Modernidade, com Bruno Gil, Jorge Figueira, Edite Rosa, Maria Helena Maia e Pedro Baía.
 

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1 de junho de 2017
"Barney / Távora. Correspondencias"
Conferência de Andrés Felipe Erazo Barco, seguida de debate com a participação de Sergio Fernandez e Carlos Machado
2 de Junho, 17h00, Casa Cor-de-Rosa - FAUP

O Professor e Investigador Andrés Felipe Erazo Barco, da Universidad de San Buenaventura Cali, Colômbia, vai apresentar a investigação que está de momento a desenvolver sobre Benjamín Barney (Cali – Colombia, 1941), cuja obra apresenta interessantes afinidades com a de Fernando Távora.

A sua pesquisa sobre Fernando Távora conta com o apoio da Fundação Marques da Silva.

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30 de maio de 2017
Expo OLF: Visita Guiada #2
Por Gonçalo Canto Moniz
3 de junho, 16h00, Casa-Atelier José Marques da Silva

No próximo sábado, poderá visitar ou revisitar a exposição dedicada a Octávio Lixa Filgueiras - uma primeira mostra da documentação recentemente doada à Fundação Marques da Silva - na companhia de Gonçalo Canto Moniz, um dos seus comissários.

Será a oportunidade para revisitar um momento particular da Arquitetura Portuguesa, analisar o contributo de Octávio Lixa Filgueiras e abordar algumas experiências pedagógicas que marcaram o ensino da arquitetura, em particular na escola do Porto.

Entrada gratuita, apenas condicionada a inscrição prévia para fims@reit.up.pt ou 225518557

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28 de maio de 2017
Exposição "Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade" | notas sobre a conversa #1

A primeira conversa inspirada na exposição dedicada a Octávio Lixa Filgueiras suscitou um empolgante debate que se estendeu à assistência.
 

Com um painel formado por professores de escolas de arquitetura do Porto, Lisboa, Coimbra, Minho e até mesmo Delft, foram abordadas temáticas e documentos tão diversos quanto a CODA "Urbanismo um tema rural", o manuscrito em defesa de uma Carta do Habitat, o livro "Da função social do arquiteto", ou a aplicação/organização/funcionamento da disciplina de Arquitetura Analítica. Diferentes perspetivas e várias questões formuladas que se transformaram em contributos para um melhor enquadramento do método proposto por Lixa Filgueiras para a formação do arquiteto. O debate explorou ainda as razões da suspensão deste programa pedagógico e a sua relevância para a cultura arquitectónica e pedagógica do pós-25 de Abril, inclusive para os atuais movimentos participativos.
 

Olhares distintos que se cruzaram num sentir unânime: o conhecimento do acervo que em breve ficará disponível para investigação na Fundação Marques da Silva permitirá reposicionar o papel de Octávio Lixa Filgueiras e um legado onde, entre os acertos com a contemporaneidade do tempo particular que lhe assiste, entre os anacronismos ou visões vanguardistas que reflete, perpassa a história da disciplina, em geral, e da escola do Porto, em particular.
 

Em breve esperamos ser possível divulgar o registo em vídeo desta sessão. A próxima está agendada para 26 de junho e terá como convidados Bruno Gil, Jorge Figueira, Edite Rosa, Maria Helena Maia e Pedro Baía.
 

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26 de maio de 2017
Conversa #1 | Da função social do arquiteto
Hoje, às 18h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva

Conversa #1 | Da função social do arquiteto
26 de maio, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva
Com: Ana Tostões, Eduardo Fernandes, Pedro Bandeira e Raquel Paulino
Moderação: Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota


Em 1962, Octávio Lixa Filgueiras publicou a tese que serviu de base à prova de agregação à Escola de Belas-Artes do Porto, Da função social do arquitecto: para uma teoria da responsabilidade numa época de encruzilhada. Mais de duas décadas depois, em 1985, é lançada a segunda edição, com prefácio de Pedro Vieira de Almeida. E daqui se retira o mote para encontro de hoje, com um grupo de convidados que promete, sob moderação de Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, uma boa e acesa conversa:


Ana Tostões tem realizado um conjunto de projectos de investigação sobre a arquitectura moderna portuguesa, nomeadamente, o livro Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos anos 50 (FAUP, 1995) e Idade Maior: Cultura e tecnologia na arquitectura moderna portuguesa (FAUP, 2014). Neles enquadra o contributo de OLF para o debate nos congressos CIAM e para o Inquérito à Arquitectura Popular, a partir de uma outra atitude perante a profissão e a arquitectura: o papel social do arquitecto.

Raquel Paulino, em ESBAP|FAUP. O Ensino da Arquitetura na ‘Escola do Porto’. Construção de um Projeto Pedagógico entre 1969 e 1984 (FAUP, 2013) abordou o quotidiano da Escola do Porto nos anos 1970, e, consequentemente o papel do professor Octávio Lixa Filgueiras na construção de um projecto pedagógico de escola em dois momentos paradigmáticos: 1970 e 1974.

Pedro Bandeira organizou recentemente, em Guimarães, a exposição Escola do Porto, Lado B - Uma história oral (1968 — 1978) (2014), onde mapeou as culturas alternativas que emergiram na ESBAP nos anos 1960 e 1970, para as quais OLF contribuiu com a sua disciplina Arquitectura Analítica.

Eduardo Fernandes
realizou investigação sobre a relação entre a Escola do Porto e o atelier no período que medeia os anos 1940 e os anos 1980. Em A escolha do Porto : contributos para a actualização de uma ideia de escola (UM, 2011), aprofundou o papel de Octávio Lixa Filgueiras enquanto aluno e professor, dando especial relevo à sua CODA: Urbanismo: um tema rural.
 

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23 de maio de 2017
Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade
Conversa #1 | Da função social do arquiteto
26 de maio, Casa-Atelier José Marques da Silva, 18h00

"...o arquitecto, para realizar-se tem de saber fazer e, ao mesmo tempo, conhecer as coisas, e os homens, e o mundo, e a vida..." (Octávio Lixa Filgueiras, Da Função Social do Arquiteto)

Vai decorrer na próxima sexta feira a primeira de duas conversas promovidas no âmbito da Exposição “Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade” . Neste primeiro encontro, o tema proposto foi “da função social do arquiteto” e para o debater estarão presentes Ana Tostões, Eduardo Fernandes, Pedro Bandeira e Raquel Paulino.
Moderação a cargo de Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota.

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22 de maio de 2017
"História das Pinturas e Pinturas com História"
A sessão de 18 de maio, no Palacete Lopes Martins

O catálogo digital da coleção de pintura da Fundação Marques da Silva foi apresentado no Dia Internacional dos Museus. Artur Vasconcelos, destacou, pela(s) história(s) que têm para contar, 4 obras, das 118 que aí se encontram representadas por ordem cronológica dos autores: Retrato de Marques da Silva, de Veloso Salgado; Marinha, de Abel Cardoso; Manhente, de Marques da Silva; e Bebé e Lilita, de Aurélia de Sousa.

Veloso Salgado, com o autorretrato de 1895 exposto em pano de fundo, foi ainda destacado no âmbito do Roteiro que a TVU construiu para quem deseje ficar a conhecer as suas pinturas no Porto, um projeto em fase de finalização.

Vítor Silva concluiu a sessão com a partilha de um conjunto de reflexões sobre o retrato e o autorretrato, abordando a forma como este age no observador, as muitas impressões, sentidos e experiências estéticas que transporta ou suscita esse outro “lugar de identidade”.
 

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21 de maio de 2017
"Octávio Lixa Filgueiras: O Habitat da Modernidade"
Conversa #1 | Da Função Social do Arquiteto
Com Ana Tostões, Eduardo Fernandes, Pedro Bandeira e Raquel Paulino
Moderação de Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota

"Octávio Lixa Filgueiras: O Habitat da Modernidade"
Conversa #1 | Da Função Social do Arquiteto
Com Ana Tostões, Eduardo Fernandes, Pedro Bandeira e Raquel Paulino
Moderação de Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota
26 de maio, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva


No âmbito da programação paralela à Exposição "Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade" vai decorrer, no próximo dia 26 de maio, a primeira de duas conversas que têm como objetivo contribuir para uma reflexão crítica sobre dois temas centrais no percurso de Octávio Lixa Filgueiras e da Arquitectura Portuguesa: a função social do arquiteto e o habitat da modernidade.

Na próxima sexta-feira será a vez de Ana Tostões, Eduardo Fernandes, Pedro Bandeira e Raquel Paulino abordarem o primeiro dos temas propostos pelos dois comissários, Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, que também asseguram a moderação da conversa.
 

A entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço. Venha e participe!

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18 de maio de 2017
O Catálogo da Coleção de Pintura da Fundação Marques da Silva

E a partir de hoje já pode ficar a conhecer a Coleção de Pintura da Fundação Marques da Silva. São 118 obras que José Marques da Silva foi reunindo, em múltiplas circunstâncias da sua vida, e que agora surgem devidamente identificadas e enquadradas pela investigação levada a cabo por Artur Vasconcelos. A publicação, acessível em formato digital, tem prefácio de Raquel Henriques da Silva.

 

Para aceder ao Catálogo, clique aqui

 

 

 

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18 de maio de 2017
Newsletter #25: maio de 2017

É com um convite para  vir ao Palacete Lopes Martins conhecer o Catálogo da  Coleção de Pintura da Fundação Marques da Silva e um Roteiro de Veloso Salgado no Porto que se inicia a Newsletter #25, publicada hoje, 18 de maio, dia em que os Museus e as suas coleções estão em destaque.


Para aceder à leitura da Newsletter #25, pf clique aqui
 

 

 

 

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17 de maio de 2017
Autorretrato de Veloso Salgado, ca. 1895
Autorretrato de Veloso Salgado, ca. 1895

Este autorretrato de Veloso Salgado, obra inacabada de finais do século XIX, foi recentemente identificado por Artur Vasconcelos, na sequência da investigação desenvolvida sobre a coleção de pintura de José Marques da Silva. O seu reconhecimento vem representar um importante contributo para a construção da iconografia de Veloso Salgado, onde, até à data, apenas se encontravam identificadas mais três obras de autorrepresentação:uma pintura de 1907, outra intitulada Grupo de família Veloso Salgado, de 1911, e ainda uma outra de 1931, onde o pintor se faz representar tendo como pano de fundo a sua obra Juventude.
 

Veloso Salgado, durante a sua estadia em Paris foi "compagnon de route" de José Marques da Silva, facto que justifica a  presença da obra nesta coleção. Amanhã poderá observá-la e e ficar a conhecer um pouco mais da sua "história", pois estará exposta no Palacete Lopes Martins para a sessão que se inicia às 18h00.
 

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16 de maio de 2017
Manhente, 1909
José Marques da Silva, Manhente, 1909

"Quando falamos de Marques da Silva é quase impossível esquecer o arquiteto para focar apenas o aguarelista. Na verdade, um não existe sem o outro. O desenho e a pintura, porém, não se esgotam no processo da arquitetura, pelo contrário, autonomizam-se e consolidam uma forma de expressão com identidade e características singulares, qualidades visíveis no vasto conjunto de aguarelas executadas pelo arquiteto e que forma parte da coleção de pintura da FIMS."

(Artur Vasconcelos, in "Do retrato à paisagem", 2017)

 

A coleção de pintura da Fundação Marques da Silva, onde se insere um conjunto significativo de aguarelas da autoria do próprio Marques da Silva, será apresentada na sessão de 18 maio. Para além do lançamento do catálogo, será ainda apresentado um projeto multimédia que resulta num Roteiro de Veloso Salgado no Porto.
 

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13 de maio
Para um outro olhar sobre Fátima
Altar de Fátima, José Carlos Loureiro, 1984

Em 1978,  o Gabinete de Arquitetura de José Carlos Loureiro ganhou um concurso para a realização de espaços, de novas construções e de renovação do Santuário de Fátima.

O desenho que agora publicamos data de 1984 e representa um estudo para o Altar.

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9 de maio de 2017
História das pinturas e pinturas com história
O Dia Internacional dos Museus na Fundação Marques da Silva
Com: Maria de Fátima Marinho, Vítor Silva, Artur Vasconcelos e Joana Miranda

História das pinturas e pinturas com história
Dia Internacional dos Museus 2017
18 de maio, Palacete Lopes Martins, 18:00

 

A assinalar mais um Dia Internacional dos Museus, a Fundação Marques da Silva vai apresentar e lançar o catálogo da coleção de pintura pertencente a esta instituição. "Do retrato à paisagem" é o título da obra que dará a conhecer a totalidade das pinturas reunidas pelo arquiteto José Marques da Silva, enquadradas pela investigação de Artur Vasconcelos, que assume a sua autoria, com prefácio de Raquel Henriques da Silva.
 

Nessa mesma sessão, a TVU vai apresentar um Roteiro de Veloso Salgado no Porto, um projeto multimédia construído a partir da exposição "Mais que o sonho da passagem", que em 2014 congregou um conjunto alargado de instituições para celebrar os 150 anos do nascimento deste pintor.
 

A partir das 17h00 será possível aceder ao Palacete Lopes Martins, onde se expõe uma pequena amostra da coleção de pintura e se disponibilizam os novos conteúdos digitais.

A abrir a sessão estará a Presidente do Conselho de Administração da Fundação Marques da Silva, Maria de Fátima Marinho. Como orador convidado estará presente Vítor Silva, Professor de Desenho da Faculdade de Arquitectura da UPorto, ficando a apresentação do catálogo a cargo do seu autor, o arquiteto Artur Vasconcelos, e  a apresentação do roteiro, a cargo de Joana Miranda, Diretora da TVU.

 

 

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8 de maio de 2017
Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade
A visita guiada do dia 6 de maio

Decorreu, no passado sábado, 6 de maio, a primeira de duas visitas guiadas por Gonçalo Canto Moniz à exposição atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva. “Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade” aborda o C.O.D.A., o trabalho de campo desenvolvido pela equipa coordenada por Octávio Lixa Filgueiras para o Inquérito à Arquitetura Portuguesa, a participação nos C.I.A.M., a agregação à Escola de Belas Artes do Porto e o trabalho pedagógico nela desenvolvido. Estruturada em 8 núcleos evoca ainda outras áreas de interesse de Octávio Lixa Filgueiras e integra depoimentos de antigos alunos e colaboradores.
 

A próxima visita está agendada para 3 de junho, sábado, às 16h00.
 

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5 de maio de 2017
O edifício Barjona de Freitas, em Barcelos

"O edifício Barjona de Freitas é hoje a marca mais visível da forte ligação da família Marques da Silva a Barcelos. (...) Esta obra pode ser também lida com o valor simbólico de uma passagem de testemunho: surge nos anos finais da longa carreira de José Marques da Silva (que viria a falecer em 1947) mas, simultaneamente, marca o início da atividade profissional da sua filha, Maria José Marques da Silva. A jovem arquiteta (primeira com este título formada pela Escola de Belas Artes do Porto) fazia nesta altura o seu tirocínio (estágio profissionalizante necessário à conclusão do curso de Arquitetura nas Belas Artes do Porto) no ateliê do pai, tendo tido um papel importante no processo de conceção do projeto...".
 

Da autoria de Eduardo Fernandes, a Galeria de obras de José Marques da Silva conta com uma nova entrada dedicada ao Edifício Barjona de Freitas, em Barcelos.

 

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3 de maio de 2017
"Octávio Lixa Filgueiras: da função social do arquiteto" - o vídeo

Já se encontra disponível o vídeo realizado pela TVU a propósito do programa "Octávio Lixa Filgueiras: da função social do arquiteto", decorrido no passado dia 18 de abril, na Casa-Atelier José Marques da Silva. Comissariado por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, enquadrou a doação do Acervo profissional deste Arquiteto à Fundação Marques da Silva com a realização de um colóquio, da sessão de assinatura e de uma exposição, "Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade", que se mantém patente ao público até 18 de junho, podendo ser visitada de 3ª a 5º feira, entre as 14:30 e as 17:30.
 

Nos próximos dias 6 de maio e 3 de junho há visitas guiadas por Gonçalo Canto Moniz. Esperamos por si!

 

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2 de maio de 2017
A conferência de José Francisco Alves sobre "Teixeira Lopes e Pinto do Couto: escultores portugueses e suas obras no Brasil" no Palacete Lopes Martins

Com a Arte a aproximar fronteiras, José Francisco Alves desenhou o roteiro de uma viagem entre Porto e Rio Grande do Sul, com passagem pelo Rio de Janeiro, para dar a conhecer património brasileiro moldado por dois escultores portugueses: Teixeira Lopes e Rodolfo Pinto do Couto. A conferência decorreu no Palacete Lopes Martins, uma casa de brasileiro, sob o olhar de Caim, escultura oferecida por Teixeira Lopes a José Marques da Silva como prenda de casamento.
 

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28 de abril de 2017
Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade
6 de maio e 3 de junho
Visitas Guiadas à exposição

Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade
6 de maio e 3 de junho - 16:00
Visitas Guiadas à exposição

 

A exposição Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade, constitui uma primeira mostra do acervo recentemente doado à Fundação Marques da Silva. Comissariada por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, centra-se na questão do ‘habitat’ e na transversalidade e problematização desta questão em diferentes facetas do percurso do arquiteto Octávio Lixa Filgueiras, percorrendo diferentes facetas e momentos do percurso do arquiteto Octávio Lixa Filgueiras.

 

Nos próximos dias 6 de maio e 3 de junho, Gonçalo Canto Moniz vai guiar uma visita à exposição. Os interessados deverão fazer a sua inscrição até ao dia anterior à sua realização através de email para fims@reit.up.pt ou contaco telefónico, 22 5518557. As visitas iniciam-se às 16h00,  são de acesso gratuito, mas estão limitadas a um número máximo de 30 participantes.

 

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27 de abril de 2017
Hoje fala-se de Escultura no Palacete Lopes Martins!

 José Francisco Alves vem falar de um dos compagnons de route de José Marques da Silva, António Teixeira Lopes e de um seu discípulo, Rodolfo Pinto do Couto, dois escultores portugueses com obra em território brasileiro.

A sessão começa às 18h00 e contamos com a sua presença.

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26 de abril de 2017
... e Rodolfo Pinto do Couto
Rudolfo Pinto do Couto, Monumento Tumular de Pinheiro Machado.© Luciana de Oliveira

Rodolfo Pinto do Couto (1888-1945), escultor, professor e publicista nascido no Porto, começou por frequentar o ateliê do mestre António Teixeira Lopes. Concluída a sua formação, entre a Escola de Belas Artes do Porto e de Paris, partiu para o Brasil, país onde vem a casar com a escultora Nicolina Vaz de Assis e manterá durante largos anos um influente ateliê. Das muitas obras realizadas em território brasileiro, destaca-se o monumento funerário do senador Pinheiro Machado (1923), no cemitério da Santa Casa de Porto Alegre, e o grupo escultórico no Cemitério da Consolação (S. Paulo).
 

Dados inéditos sobre a obra deste escultor serão apresentados por José Francisco Alves, na conferência de amanhã, dedicada à obra de Teixeira Lopes e Pinto do Couto no Brasil.
 

Palacete Lopes Martins (Pr. Marquês de Pombal, nº 30), às 18h00. Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.
 

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25 de abril de 2017
Teixeira Lopes no Brasil...
Teixeira Lopes, Monumento ao General Bento Gonçalves. © José Francisco Alves

As imponentes portas em bronze da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, são da autoria de António Teixeira Lopes (1866-1942) e resultam de uma encomenda recebida do Brasil em 1897. Deste mesmo país, mas para a cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Teixeira Lopes Lopes receberá ainda o convite para executar o monumento a Bento Gonçalves. A transferência das cinzas deste herói da Revoução Farroupilha para o pedestal do monumento, em 1909, marca a sua inauguração, no centro da praça de Tamandaré.

A obra de Teixeira Lopes no Brasil tem vindo a ser estudada por José Francisco Alves e constitui um dos temas da conferência a proferir na próxima quinta feira, às 18h00, no Palacete Lopes Martins (Pr. Marquês de Pombal, nº 30, Porto)

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24 de abril de 2017
Edifício Parnaso: Visita da EIAFR com José Carlos Loureiro

José Carlos Loureiro revisitou hoje o edifício Parnaso e proporcionou ao grupo de alunos da Haute École d´ Ingénierie et d´Architecture de Fribourg um momento único. Em discurso direto e com o sentido de humor que o caracteriza, falou das circunstâncias e contextos que ditaram as opções de projeto de um então jovem arquiteto. A visita aos diferentes espaços interiores, apenas foi possível com a generosa colaboração dos seus atuais proprietários.

 

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24 de abril de 2017
Teixeira Lopes e Pinto do Couto: escultores portugueses e suas obras no Brasil
Conferência de José Francisco Alves
27 de abril, Palacete Lopes Martins, 18:00
Rudolfo Pinto do Couto, Monumento Tumular de Pinheiro Machado.© Luciana de Oliveira

"Teixeira Lopes e Pinto do Couto: escultores portugueses e suas obras no Brasil"
Conferência de José Francisco Alves
27 de abril, Palacete Lopes Martins, 18:00
Entrada livre

 

Teixeira Lopes e Rodolfo Pinto do Couto foram dois grandes escultores portugueses do final do séc. XIX e princípios do séc. XX. Formados no Porto, ambos prosseguiram os seus estudos em Paris, tendo posteriormente encetado carreiras artísticas de sucesso, com passagem pelo Brasil.  De Teixeira Lopes, este país possui duas obras monumentais, o Monumento ao General Bento Gonçalves, inaugurado em 1909 na cidade de Rio Grande, extremo sul, e as Portas Monumentais da Igreja da Candelária, no centro da cidade do Rio de Janeiro, inauguradas no mesmo ano. Por sua vez, Pinto do Couto, que se viria a casar com a escultora brasileira Nicolina Vaz de Assis, manteve um movimentado e influente ateliê no Rio de Janeiro, antes de regressar ao Porto. Das numerosas obras realizadas, destaca-se o Monumento Tumular do Senador Pinheiro Machado, em Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande do Sul.
 

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23 de abril de 2017
A propósito do Dia Mundial do Livro

A propósito do Dia Mundial do Livro, um olhar de Manuel Montenegro sobre a biblioteca de Fernando Távora conservada na Fundação Marques da Silva, um texto que nos fala de bibliotecas de arquitetos e dos sentidos que vão acrescendo aos livros pelas intersecções que estabelecem, pela forma como foram sendo construídas.
 

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21 de abril de 2017
OLF #3 - Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade
Abertura da Exposição

A exposição Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade, comissariada por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, centra-se na questão do ‘habitat’ e na transversalidade e problematização desta questão em diferentes facetas do percurso do arquiteto Octávio Lixa Filgueiras, ao mesmo tempo que anuncia a importância do acervo mostrando alguma da documentação que o compõe.
 

Foi organizada no âmbito da doação do acervo de Octávio Lixa Filgueiras à Fundação Marques da Silva, sendo a sua inauguração, parte integrante do programa realizado no dia 18 de abril de 2017.
 

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21 de abril de 2017
OLF #2 - Assinatura do Contrato de Doação do Acervo de Octávio Lixa Filgueiras à Fundação Marques da Silva

A assinatura do contrato de doação do Acervo de Arquitetura de Octávio Lixa Filgueiras, pelos representantes da instituição e da família, veio formalizar um gesto que permitirá a disponibilização de mais de 3.000 itens, entre peças desenhadas e escritas (manuscritas, dactilografadas ou impressas) relativas ao exercício da Arquitetura, mas também um amplo e diversificado conjunto de dossiês que documentam o seu percurso académico, de estudante e de docente, assim como outros domínios de actividade como sejam a participação nos CIAM, na área da museologia ou património, caso dos levantamentos e roteiros culturais elaborados para o Ministério Nacional da Educação em finais da década de 70.
 

A sessão contou ainda com a participação de Margarida Coelho e Armando Coelho Ferreira da Silva que, em complemento às intervenções realizadas no âmbito do colóquio, reforçaram o sentido da doação e da abertura do acervo para investigação. Focaram ainda o significado do seu contributo para a remodelação e entendimento dos Museus enquanto realidades vivas e dinâmicas e a sua ação determinante para a organização das ciências e técnicas do património no país. Foi novamente evocado o grau superlativo de especialização em arqueologia naval, bem como a sua minúcia, rigor e capacidade de sistematização ímpares.


Um acervo a conhecer…para compreender a diversidade e dimensão do trabalho de Octávio Lixa Filgueiras.
 

Ver resumo completo das sessões

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21 de abril de 2017
OLF #1 - Octávio Lixa Filgueiras: da função social do arquiteto
Colóquio

O programa dedicado a Octávio Lixa Filgueiras começou por apresentar 4 olhares distintos sobre o percurso de uma vida marcada pela transversalidade de interesses, erudição, espírito analítico e rigor científico.


Gonçalo Canto Moniz abordou a dimensão do arquiteto, enquanto aluno e enquanto professor-investigador, assente em três parâmetros de análise: a sua condição de aluno de Mestre Carlos Ramos, num momento de transição da Escola; o arquiteto social e a renovação da Arquitetura Moderna, enunciada no CODA e transposta ao CIAM e ao Inquérito; a condição de educador, expressa numa vontade clara de construção de um método pedagógico de formação do arquiteto, reflexivo e operativo. Um longo arco temporal registado em documentos, um acervo a suscitar renovadas leituras.


Nelson Mota imprimiu uma rotação do olhar para o contexto internacional dos CIAM e para a forma como o CODA ou o trabalho do grupo coordenado por Octávio Lixa Filgueiras no Nordeste Transmontano, desenvolvido no âmbito do Inquérito à Arquitetura Popular, se entrecruzam e refletem na participação do grupo português, nomeadamente em Sigtuna e em Dubrovnik, atrvaés do debate sobre a grelha CIAM e sobre a carta do Habitat. Entre um desejo de universalidade e o problema da identidade local, transparece uma clara antecipação de questões que permanecem atuais, como é o caso do ‘banal’ e rural ou da habitação para o ‘grande número’ ou o ‘fogo evolutivo’.


Com a comunicação de Nuno Miguel Costa e o mapeamento do acervo doado ao museu de Ílhavo, foi destacada a importância do fundo Octávio Lixa Filgueiras: pela qualidade do trabalho científico que lhe está subjacente, pela riqueza e extensão das áreas geográficas e culturais tratadas, enquanto pretexto para repensar dispositivos museológico, como incentivo para a promoção de projetos de divulgação e investigação sobre arqueologia e património ligado à navegação.


O colóquio encerrou com a intervenção de Domingos Tavares, num exercício de entendimento fundamentado na sua vivência pessoal de aluno de Octávio Lixa Filgueiras, figura cuja ação considerou ser importante na Escola e fundamental no confronto com outras estratégias pedagógicas. As experiências disciplinares, desenvolvidas no quadro de Arquitetura Analítica, as afinidades com Arnaldo Araújo, ou os trabalhos com Nuno Portas, foram evocados para definir Octávio Lixa Filgueiras como um espírito racional que suporta a possibilidade de divergir, um professor com uma proposta baseada numa estratégia pedagógica firmada sobre a análise, a formação e a experimentação, uma vontade de fixar uma base de ensino que tem a ver com uma atitude pessoal, um neo-realista no sentido mais puro do termo.
 

Ler síntese geral do programa

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18 de abril de 2017
Newsletter #24 | Abril 2017

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, criado pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) em 1982, tem como objetivo "sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para a necessidade da sua proteção e valorização", uma causa particularmente cara a Octávio Lixa Filgueiras, figura que hoje celebramos com o programa de abertura da Newsletter #24, do mês de Abril.

 

Ler Newsletter #24

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17 de abril de 2017
Octávio Lixa Filgueiras: da função social do arquiteto
18 de abril, a partir das 14:30
Casa-Atelier José Marques da Silva

... conhecer para compreender (...) Para muitos o arquitecto é o que faz; para uns tantos, o arquitecto também pensa; para os que sabem, o arquitecto, para realizar-se tem de saber fazer e, ao mesmo tempo, conhecer as coisas, e os homens, e o mundo, e a vida...

Octávio Lixa Filgueiras, Da Função Social do Arquitecto, 1985, p.16

 

14:30-17:30 Colóquio
- Abertura dos trabalhos, Maria de Fátima Marinho
- Octávio Lixa Filgueiras: professor-investigador, Gonçalo Canto Moniz
- Octávio Lixa Filgueiras e a modernidade do Habitat Rural, Nelson Mota 
- O “Fundo Prof. Arquitecto Octávio Lixa Filgueiras” na afirmação marítima do Museu Marítimo de Ílhavo, Nuno Miguel Costa
- Uma estratégia pedagógica, Domingos Tavares 
- Mesa redonda com todos os intervenientes e moderada pelos comissários


18:00-18:45 Assinatura do contrato de doação do acervo
Com Maria de Fátima Marinho, Carlos Filgueiras, Margarida Coelho, Armando Coelho Ferreira da Silva.



19:00-20:00 Abertura da Exposição Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade
Apresentada pelos comissários, Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, a exposição, construída a partir do conceito do "habitat", aborda diferentes facetas do percurso de Octávio Lixa Filgueiras e anuncia a importância do acervo mostrando parte da documentação. Será igualmente projetado um vídeo, realizado por Luís Urbano, com depoimentos de Carlos Carvalho Dias, Alexandre Alves Costa, Álvaro Meireles, Margarida Coelho, Manuel Fernandes de Sá, Manuel Mendes e Carlos Guimarães.
 

Consultar desdobrável com textos dos comissários e de Octávio Lixa Filgueiras

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05 de abril de 2017
Octávio Lixa Filgueiras: da função social do arquiteto
Colóquio, Exposição e assinatura do Contrato de Doação
18 de abril - Casa Atelier José Marques da Silva

No próximo dia 18 de abril, dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Fundação Marques da Silva vai assinalar o acolhimento do acervo do Arquiteto Octávio Lixa Filgueiras. O programa, cujo título genérico recupera um livro de referência deste arquiteto, "Da função social do arquiteto", comissariado por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, compreende a realização de um colóquio, da sessão de assinatura do contrato de doação e uma exposição.

 

14:30-17:30 Colóquio
Com a Presidente da Fundação Marques da Silva, Maria de Fátima Marinho, a abrir os trabalhos, conta com intervenções de Gonçalo Canto Moniz, Nelson Mota, Domingos Tavares e Nuno Miguel Costa.


18:00-18:45 Assinatura do contrato de doação do acervo
Na mesa estarão presentes Maria de Fátima Marinho, Carlos Filgueiras, Margarida Coelho e Armando Coelho Ferreira da Silva.


19:00-20:00 Abertura da Exposição "Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade"
Com visita guiada pelos comissários, Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota

 

O programa - de entrada livre, mas sujeito à lotação do espaço - decorre na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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24 de março de 2017
"Octávio Lixa Filgueiras: da função social do arquiteto"
Colóquio, Exposição e Assinatura do contrato de doação do acervo à FIMS
18 de abril, Casa-Atelier José Marques da Silva, a partir das 14:30
ESBAP, Arquitectura Analítica, Operação Barredo. Desenho de António de Brito; Professor Octávio Lixa Filgueiras; 1967-68

"Octávio Lixa Filgueiras: da função social do arquiteto"
Programa comissariado por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota
18 de abril, Casa-Atelier José Marques da Silva
 

14:30-17:30 Colóquio
18:00-18:45 Assinatura do contrato de doação do acervo
19:00-20:00 Abertura e visita guiada pelos Comissários à Exposição "Octávio Lixa Filgueiras: o Habitat da Modernidade"

 

Octávio Lixa Filgueiras (1922-1996) foi um dos primeiros arquitetos portugueses a explorar ligações entre a arquitetura e as ciências sociais. Para além de arquiteto, Lixa Filgueiras foi também etnógrafo e arqueólogo. Formou-se na Escola de Belas Artes do Porto (ESBAP) em 1953, onde foi aluno de Carlos Ramos e colega, entre outros, de Fernando Távora, Fernando Lanhas, João Andresen ou José Carlos Loureiro. Na sua tese de licenciatura (CODA) Lixa Figueiras apresentou uma inovadora abordagem teórico-prática à questão do mundo rural como um tema central para o urbanismo moderno. Filgueiras foi membro da Organização dos Arquitectos Modernos (ODAM) e participou nas reuniões preparatórias do grupo CIAM Porto. É neste contexto que retoma a investigação da CODA para escrever sobre o Habitat, procurando dar o seu contributo para a elaboração em 1953 da Charte de l’Habitat (A Carta do Habitat), o documento que os membros do CIAM Internacional ambicionavam criar para complementar a famosa Charte d’Athènes de l’Urbanisme (Carta de Atenas do Urbanismo).
 

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Fundação Marques da Silva vai assinalar a doação do acervo do Arquiteto e Professor Octávio Lixa Filgueiras. O programa, comissariado pelos Professores Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota integra, para além da formalização do gesto, através da assinatura do contrato entre a Presidente do CA da Fundação e os herdeiros de Octávio Lixa Filgueiras, um colóquio e uma exposição onde se procura refletir sobre a forma como a ideia de Habitat está presente nos seus textos, nos seus desenhos, nas suas fotografias, nos seus livros e também na sua arquitetura, debatendo o seu contributo para a consolidação de uma abordagem humanista na construção e preservação do património cultural e arquitectónico.

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21 de março de 2017
Em Dia Mundial da Poesia, "A Máquina", de Octávio Lixa Filgueiras

E porque as Artes se cruzam, em Dia Mundial da Poesia, partilhamos “A Máquina”, de Octávio Lixa Filgueiras, arquiteto cujo acervo será doado à Fundação Marques da Silva no próximo dia 18 de abril:

A Máquina


A negra aranha
segregou a baba pegajosa;

Um fio branco
errou no ar
Suspenso duma garra,
Mas eis que foi sugado
Em turbilhão de cores
    Sumido em torvelinho
    Por hastes, pás e braços
    Roladores.

Os crótalos metálicos
Chocaram-se no ar
E, com chispas luminosas,
Faíscaram no espaço
Ríspidos cantares
De aço contra aço.

Zumbidos surdos
E cânticos monótonos,
Trilos agudos
De ferro emperrados
Esvoaçaram
em vagas ondulantes,

E como aríetes gigantes
Malharam duramente
As duras portas de bronze
Da grande nave escura

In “Requiem às Glórias do Mundo”
 

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17 de março de 2017
"Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico", de José António Bandeirinha
O lançamento na Casa-Atelier José Marques da Silva

Três temas, corporizados em três personagens, associados a três tipologias urbanas. Assim se encontra estruturado o livro de José António Bandeirinha, “Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico”, apresentado por Jorge Figueira, no passado dia 15, no Porto, na Casa-Atelier José Marques da Silva. Um livro onde filósofos ‘rivalizam’ com arquitectos, onde se exprime um desejo de urbanidade, onde se percorre um caminho de questionamento que desemboca na Praça da Autonomia de uma cidade idealizada, um manifesto que convoca a poesia para nos ajudar pensar.

Ainda nesta sessão e tal como em Coimbra, no passado dia 9, Alexandre Alves Costa enquadrou a doação à Fundação Marques da Silva da memória documental do projeto realizado para a Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra, por Fernando Távora e José António Bandeirinha, na década de 90. Espaço que o próprio Alexandre Alves Costa viria, mais tarde, a ser convidado a pensar.
 

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15 de março de 2017
Newsletter #23 | Março de 2017

Hoje, no dia em que lançamos, no Porto, o quinto volume das Conferências Arquiteto Marques da Silva, sai a Newsletter #23.
Das notícias publicadas destacamos a entrada de um novo acervo: a partir de 18 de abril, Octávio Lixa Filgueiras passará a pertencer à família de arquitetos representados nesta Fundação que tem como missão preservar a sua memória documental, bem como promover o estudo e a divulgação das suas obras.

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14 de março de 2017
O lançamento de "Arquitectura. A Praça da Autonomia, Epistemologia, Pensamento Crítico" no Círculo Sereia, em Coimbra

No passado dia 9 de março decorreu, no CAPC – Círculo Sereia, em Coimbra, a primeira sessão de lançamento do livro de José António Bandeirinha, Arquiteto formado pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, a exercer presentemente, para além da curadoria e investigação, as funções de Professor Catedrático do Departamento da Universidade de Coimbra.

O livro foi apresentado por Jorge Figueira, Diretor do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, que assumirá igualmente a apresentação do livro na sessão a decorrer amanhã no Porto, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

Na ocasião, e como noticiado, Alexandre Alves Costa, cujo percurso docente e profissional se cruza com a Universidade de Coimbra e as intervenções programadas para a Sala dos Capelos, recordou as fases deste processo, enquadrando assim o projeto de Fernando Távora, cuja memória documental passou a integrar, por decisão de José António Bandeirinha, seu colaborador, o acervo depositado na Fundação Marques da Silva.


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10 de março de 2017
As Camélias da Fundação

Entre 4 e 11 de março, a cidade tem vindo a celebrar as camélias e a Funddação Marques da Silva junta-se à iniciativa dando a ver a beleza das árvores que pontuam de cor os seus jardins num álbum lançado hoje em facebook.

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09 de março de 2017
"Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico"
Lançamento hoje, em Coimbra

"O domínio sobre a matéria e sobre o território parece aproximar a Arquitectura desse método e desses processos mas, na verdade, isso só acontecerá se alguma vez a afastarmos da sua autonomia, conquistada a partir de dentro do sistema político e social — em síntese da Utilitas e da Venustas. Essa é a razão pela qual a Praça da Autonomia tem que ter um lugar central na cidade-Arquitectura. É uma autonomia conquistada por dentro da política que se liberta historicamente do sistema da política.

In "Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico", de José António Bandeirinha, o novo livro da coleção Conferências Marques da Silva

O lançamento em Coimbra é hoje, no Círculo Sereia, às 18:00, numa sessão que conta com a participação de Fátima Marinho, José António Bandeirinha, Jorge Figueira e Alexandre Alves Costa.

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7 de março de 2017
A coleção "Conferências Marques da Silva" está mais acessível

O lançamento de um novo volume associado a outras condições de distribuição permitiram reequacionar o pvp dos livros integrados na coleção "Conferências Marques da Silva".
 

Assim, exceptuando o novo exemplar - Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico, de José António Bandeirinha -  com um preço particularmente convidativo de 10,00 €, após lançamento, os restantes volumes passam a ter um preço unitário de 15,00 € (se adquiridos na FIMS ou através da sua Loja online, auferem sempre de 10% de desconto).
 

O livro de Alexandre Alves Costa, O Liceu Alexandre Herculano: História, Projecto e Transformação, encontra-se esgotado e, de momento, não pode ser vendido na loja online da FIMS ou reposto nos circuitos comerciais.
 

Loja online FIMS

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1 de março de 2017
"Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico"
Lançamento do livro de José António Bandeirinha

"Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico" | Lançamento de livro

Com: Maria de Fátima Marinho, José António Bandeirinha, Jorge Figueira e Alexandre Alves Costa

9 de março, 18:00 - Círculo de Artes Plásticas de Coimbra - Círculo Sereia
15 de março, 18:00 - Casa-Atelier José Marques da Silva (Porto)

 

Com lançamento previsto em Coimbra (9.03) e no Porto (15.03), o livro de José António Bandeirinha propõe uma reflexão sobre a autonomia da Arquitectura e o seu entendimento na contemporaneidade, utilizando como recurso a metáfora da cidade. A nova publicação insere-se na coleção Conferências Arquiteto José Marques da Silva e será apresentada por Jorge Figueira.
 

No âmbito desta sessão e na sequência da recente entrega à Fundação Marques da Silva, pelo autor do livro, de um conjunto de elementos relativos ao projeto desenvolvido, na década de 90, por Fernando Távora, com a colaboração de José António Bandeirinha para a remodelação e ampliação do número de doutorais da Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra, Alexandre Alves Costa falará sobre a obra.
 

Esta iniciativa conta com o apoio do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, da Livraria Circo de Ideias e da Universidade do Porto.
 

+ info sobre o livro

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18 de fevereiro de 2017
Há novidades para descobrir na Exposição Virtual do Centenário da Avenida

A exposição virtual "No Centenário da Avenida" tem novidades: está mais interativa e tem dados novos em todos os campos.

 

Assumida como um projeto em permanente atualização foi ampliada e apresenta uma navegação facilitada. Os três eixos das Exposição incorporaram mais documentação, em alguns casos inédita, como é o caso da imagem em destaque, um desenho de Marques da Silva, datado de 1925, para o alinhamento das fachadas da zona VI da Avenida. Os planos para o Espaço Público estendem-se até às propostas de Siza Vieira e Souto de Moura, os projetos dos Edifícios estão agrupados por quarteirões e a história dos Paços do Concelho prolonga-se agora até à sua inauguração. A narrativa vai-se fazendo com  recurso a documentação de época referente aos vários tempos e ciclos de planeamento e construção, entre peças desenhadas e escritas, fotografias, postais ou gravações cinematográficas, provenientes de diversas instituições, em confronto com a utilização de meios tecnológicos que nos permitem uma direta ligação à cidade real, do presente.
 

Na Abertura, foi acrescentado um Mapa do Site, com as ligações que permitem compreender de forma mais rápida a estrutura da plataforma, bem como uma síntese do programa desenvolvido desde 1 de fevereiro de 2016.
 

Nos Outros Registos, onde a metamorfose do espaço se torna visível e humanizada com o recurso  à fotografia e ao filme, os álbuns registam novas entradas.
 

Visite em http://nocentenariodaavenida.up.pt.
 

 

 

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17 de fevereiro de 2017
De Campo das Hortas a Praça da Liberdade

Neste mesmo dia 17 de fevereiro, mas em 1721, o Cabido da Sé cedeu, graciosamente, à Câmara, vários terrenos de que era proprietário, para construção do logradouro público que, de Campo das Hortas, viria a tornar-se a Praça Nova, posteriormente designada Praça D. Pedro IV e hoje conhecida como Praça da Liberdade.

Pode descobrir + info sobre esta trasnformação urbana em https://nocentenariodaavenida.up.pt/pages/o-espaco-publico/

Sobre a imagem - Planta desenhada por José Champalimaud de Nussane, mostrando a convexidade da Praça Nova, lado sul, desde Santo Elói até à Porta de Carros, em 1790. Disponível no Gisaweb

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15 de fevereiro de 2017
José António Bandeirinha
"Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico"
Conferência Marques da Silva 2014, agora em livro

Na contemporaneidade, as bases da autonomia da Arquitectura não se perfilam de modo sistemático, progressivo, não se equivalem em escala e são, por isso, de difícil comensurabilidade. Para além disso, também não se enquadram em jogos de equivalência harmónica, são urdidas em tecido espesso, embora de malha irregular e de acordo com padrões muito díspares, construídos ao longo do tempo em circunstâncias históricas igualmente diversificadas.

(José António Bandeirinha)



A edição de 2014 das Conferências Marques da Silva teve como conferencista José António Bandeirinha e como tema “Arquitectura, a Praça da Autonomia e o Boulevard da Epistemologia”. Com a metáfora da cidade a ser utilizada como recurso para enquadrar a complexa textura de contribuições para o entendimento da autonomia da Arquitetura, na actualidade, vai ser publicado, em versão impressa, o texto revisitado da Conferência.


Lançamento:

9 de março | Círculo de Artes Plásticas de Coimbra - Sereia, 18:00
15 de março | Casa-Atelier José Marques da Silva, 18:00

Apresentação: Jorge Figueira


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14 de fevereiro de 2017
O lançamento do livro "Memória"

E a Casa-Atelier José Marques da Silva voltou a ser pequena para acolher todos aqueles que quiseram tomar parte no lançamento do livro que fixa o reencontro do Arquiteto Alfredo Matos Ferreira com a sua obra.

Depois das palavras de dois dos editores, Maria de Fátima Marinho, pela Fundação Marques da Silva, e José Ribeiro, pela Afrontamento, foi a vez dos Arquitetos Maria José Casanova, Ana Vaz Milheiro, André Tavares e Manuel Mendes partilharem as suas impressões sobre a dimensão da pessoa, sobre a obra e o seu significado, sobre o objeto livro, sobre o desafio de acompanhar e dar corpo ao desejo expresso do autor de comunicar uma visão própria da passagem do tempo e comunicar o seu entendimento com um sentido de herança futura.

“Memória” revela a revisitação crítica do percurso de uma vida e permite descobrir, entre escritos e imagens, facetas, por vezes inéditas, da experiência projetual de Alfredo Matos Ferreira.
 

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13 de Fevereiro de 2017
Newsletter #22 | Fevereiro 2017

Em dia de lançamento de um novo livro - "Memória", de Alfredo Matos Ferreira - apresentamos a primeira Newsletter de 2017.

 

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5 de fevereiro de 2017
"Memória", de Alfredo Matos Ferreira
Lançamento do livro
13 de fevereiro, 18:00, Casa-Atelier José Marques da Silva

"Memória", de Alfredo Matos Ferreira
Lançamento do livro
Com Ana Vaz Milheiro, André Tavares e Maria José Casanova
13 de fevereiro, 18:00, Casa-Atelier José Marques da Silva

 

A marcar o encerramento do primeiro módulo de "Terra d´Alva", vai decorrer, no próximo dia 13 de fevereiro, o lançamento do livro de Alfredo Matos Ferreira "Memória". A publicação, uma revisitação do trabalho profissional desenvolvido por este arquiteto cujo acervo foi recentemente doado à Fundação Marques da Silva, integra textos de Álvaro Siza, Sergio Fernandez, Vítor Oliveira e do coordenador editorial, Manuel Mendes.
 

Para apresentar o livro estarão presentes os Arquitetos Ana Vaz Milheiro, André Tavares e Maria José Casanova.
 

A edição, resulta da parceria entre a Fundação Marques da Silva, Edições Afrontamento e Faculdade de Arquitectura da UP e conta com o apoio da Câmara Municipal de Torre de Moncorvo.
 

A sessão tem lugar na Casa-Atelier José Marques da Silva e inicia-se às18:00. A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço.
 

+ info sobre o livro, sobre Terra d´Alva

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07 de fevereiro de 2017
Terra d´Alva - Visita Guiada de 4 de fevereiro

No passado sábado, decorreu a segunda visita guiada à instalação Terra d´Alva. A chuva impediu a passagem pela Alameda das Camélias, mas não desmobilizou o grupo. Manuel Mendes apresentou o programa por si delineado a partir do acervo de Alfredo Matos Ferreira, o seu entendimento da pessoa e do percurso deste arquiteto da ‘Escola do Porto’ e a forma como se apropriou do espaço e do carácter da Casa-Atelier para sinalizar, entre a esfera privada e a dimensão pública, os ambientes que o moldaram e os projetos para a paisagem rural de Trás-os-Montes.

No dia 13 de fevereiro, com Ana Vaz Milheiro, André Tavares e Maria José Casanova, será lançado o livro de Alfredo Matos Ferreira, “Memória”. O livro tem coordenação editorial de Manuel Mendes.

 

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2 de fevereiro de 2017
Exposição Virtual sobre os 100 anos da Avenida já pode ser visitada
Acesso à plataforma e vídeo da sessão de apresentação

Decorreu no passado dia 31 de janeiro a sessão de apresentação da Exposição Virtual que conclui o programa No Centenário da Avenida da Cidade, iniciado exatamente há um ano atrás.
 

A nova plataforma, construída sob a orientação científica de Clara Vale e com o apoio da TVU. Universidade do Porto, revisita os últimos 100 anos da Avenida e conta a história da sua construção confrontando registos documentais diversos - planos, projetos, fotografias ou postais - com a cidade do presente. Aliás, num convite a percorrer o espaço físico, tem associado um QRCode que permite a sua visualização a partir de dispositivos móveis.
 

A Exposição congrega ainda os textos de Domingos Tavares, A Cidade Nova, e de Clara Pimenta do Vale, Entre o Projeto e a Realidade, assim como uma memória cinematográfica e fotográfica e uma extensão a toda uma série de instituições e projetos que permitem complementar a informação agora disponibilizada.
 

Por fim, porque se trata de um projeto em permanente atualização, que nasce de uma partilha de vontades e a todos se dirige, lança um convite à participação geral. Visite, explore, partilhe, contribua!
 

Ver vídeo da sessão de apresentação e abertura da Exposição Virtual

 

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1 de fevereiro de 2017
Visita Guiada a "Terra d´Alva", por Manuel Mendes
4 de fevereiro, 15:00, Casa-Atelier José Marques da Silva
Últimas inscrições

"Terra d´Alva"
Exposição-instalação sobre a obra do Arquiteto Alfredo Matos Ferreira
Visita Guiada por Manuel Mendes
4 de fevereiro - 15:00 - Casa-Atelier José Marques da Silva
Últimas Inscrições


O primeiro módulo do programa dedicado à obra de Alfredo Matos Ferreira, a exposição-instalação "Terra d´Alva" vai receber, próximo sábado, dia 4 de fevereiro, nova visita guiada pelo seu mentor e coordenador, o Professor Manuel Mendes.

O acesso é gratuito, apenas condicionado a inscrição prévia. Ainda é possível integrar o grupo, bastando apenas enviar email para fims@reit.up.pt ou telefonar para 225518557.

Lembramos que o encerramento é a 13 de Fevereiro, com o lançamento do livro "Memória". Durante a última semana de abertura ao público será possível visitar esta exposição para além do horário estipulado, desde que previamente solicitado.
 

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31 de janeiro de 2017
No Centenário da Avenida
Apresentação e abertura da Exposição Virtual

Acontece hoje, às 18:00, na Reitoria da Universidade do Porto, sita à Pr. Gomes Teixeira, na Sala do Fundo Antigo.

Entrada livre

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28 de janeiro de 2017
David Moreira da Silva, Arquiteto-Urbanista
Étienne de Groër e David Moreira da Silva, Anteplano da Cidade de Luanda, 1942

Num momento em que tanto se tem falado de cidade e urbanismo, lembramos David Moreira da Silva, um dos primeiros urbanistas nacionais, formado em Paris, autor de praticamente duas dezenas de anteplanos e planos urbanização, num exercício profissional iniciado na década de 40, em colaboração com Etienne de Gröer e posteriormente desenvolvido no atelier formado com Maria José Marques da Silva.

Nasceu a 28 de janeiro de 1909.
 

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27 de janeiro de 2017
No Centenário da Avenida: a Exposição
31 de janeiro - Sala do Fundo Antigo da Reitoria da Universidade do Porto

Abertura da Exposição Virtual
No Centenário da Avenida da Cidade
Sala do Fundo Antigo da Reitoria da UP
18:00 - entrada livre

 

Quer conhecer esta e outras curiosidades acerca da história da construção da Avenida dos Aliados e do edifício dos Paços do Concelho?
 

Venha à Sala do Fundo Antigo da Reitoria da Universidade do Porto, no dia 31 de janeiro, pelas 18h00 para participar no lançamento da nova plataforma digital com a Exposição Virtual que encerra o ciclo de iniciativas propostas para o Centenário da Avenida dos Aliados, no Porto.
 

A 31 de janeiro, data com particular significado no contexto da cidade e da afirmação do republicanismo em Portugal, completa-se igualmente o ano inaugurado com a sessão A Primeira Pedra. Entre os vários planos e projetos surgiu uma Cidade Nova cuja principal documentação se encontra reunida nesta plataforma que convida à participação de todos.
 

Venha ter connosco, na próxima terça feira!

 

 

 

 

 

 

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18 de janeiro de 2016
Terra d´Alva – Visita guiada de 14 de janeiro

Manuel Mendes, autor e coordenador do programa “Terra d´Alva”, realizou a primeira das 2 visitas guiadas previstas no âmbito da exposição-instalação atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva. Num percurso desenhado a partir da Alameda das Camélias foram-se percorrendo os diferentes espaços interiores que acolhem esta iniciativa e dando notícia de Alfredo Matos Ferreira, um “homem de fronteira”.

A próxima visita acontece a 4 de fevereiro e já se encontram abertas as inscrições (fims@reit.up.pt ou 225518557).

A exposição está aberta de terça a quinta-feira, das 14h30 às 17h30, mas podem ser agendadas previamente visitas para além dos horários estabelecidos.


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10 de janeiro de 2017
Visita Guiada a "Terra d´Alva"

"Terra d´Alva"
Exposição-instalação sobre a obra do Arquiteto Alfredo Matos Ferreira
Visita Guiada por Manuel Mendes
14 de janeiro - 15:00 - Inscrição prévia obrigatória
Casa-Atelier José Marques da Silva

 

A marcar o início de um Novo Ano, a Fundação Marques da Silva reabre o primeiro módulo do programa dedicado à obra de Alfredo Matos Ferreira, a exposição-instalação "Terra d´Alva" e programou uma primeira visita guiada pelo seu mentor e coordenador, o Professor Manuel Mendes.
 

A visita está agendada para 14 de janeiro, sábado, às 15:00  e tem um limite máximo de 30 participantes. Os interessados devem fazer inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt ou através de contacto telefónico para 225518557.
 

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02 de janeiro de 2017
BOM ANO NOVO

A Fundação Marques da Silva reabre as suas portas, depois de uma breve interrupção durante a quadra natalícia, para acolher e desejar a todos um Bom 2017!

Enquanto novos projetos se anunciam, aproveitamos para relembrar que entre 10 de janeiro e 10 de fevereiro poderá visitar, na Casa-Atelier José Marques da Silva, a exposição "Terra d´Alva".

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23 de dezembro de 2016
Doação Afredo Matos Ferreira: o vídeo


Em jeito de despedida de 2016 e convite para uma visita em 2017, partilhamos o vídeo realizado pela TVU da sessão do passado dia 20, na Casa-Atelier, para a assinatura do contrato de doação e abertura da exposição "Terra d´Alva".

 

Terra d´Alva pode ser visitada de 3ª a 5º feira, entre as 14:30 e as 17:30, a partir de 10 de janeiro, mantendo-se patente ao público até 10 de fevereiro. Esperamos por si!

 

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22 de dezembro de 2016
Boas Festas e um Próspero 2017

E é em tom de festa, marcado no desenho de Alcino Soutinho, que a Fundação Marques da Silva deseja um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.

Aproveitamos a ocasião para informar que estaremos encerrados na semana de 26 a 30 de dezembro.
 

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21 de dezembro de 2016
Cerimónia de doação do Acervo do Arquiteto Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva: assinatura do contrato e abertura da exposição-instalação "Terra d´Alva"

O espólio de Alfredo Matos Ferreira foi formalmente doado à Fundação Marques da Silva. Um gesto que permitirá não só potenciar condições para o estudo e reconhecimento da sua obra em particular, como reforçar um sentido e significado de época, de matriz de formação e de geração, no contexto dos restantes acervos preservados na e pela instituição.

Os testemunhos de Álvaro Siza, António Menéres, Sergio Fernandez, Mário Brochado Coelho e Joana Matos Ferreira de Sá, partilhando histórias temperadas de um contagiante sentido de humor perante uma sala pequena demais para acolher todos aqueles que ontem passaram pela Casa-Atelier José Marques da Silva, homenagearam a figura ímpar de Alfredo Matos Ferreira, um transmontano de carácter circunspecto, regido pela exigência e pelo rigor, mas sensível, curioso, criativo e hilariante; o amigo, o colega, o arquiteto, o professor, o avô que deu a descobrir o sentido do lugar.

Seguiu-se a abertura da exposição-instalação “Terra d´Alva” um roteiro desenhado sobre e em diálogo com os espaços da Casa-Atelier por Manuel Mendes para assinalar a doação e apresentar uma primeira mostra do homem, marcado pela terra e pelo mar, e do arquiteto, elegendo os trabalhos realizados para Urros e Barca d´Alva, espaço matricial e determinante na sua forma de ser e de estar.
 

+ informações sobre Terra d´Alva,  que se manterá patente ao público até 10 de fevereiro.

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20 de dezembro de 2016
Newsletter #21 | Dezembro 2016

Lançamos hoje, no dia em que a Fundação anuncia a entrada de um novo acervo, a última Newsletter de 2016.

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16 de dezembro de 2016
Alfredo Matos Ferreira (1928-2015)
Alfredo Matos Ferreira, Quinta de Joanamigo, final da década de 90

Ofício e colaboração, conhecimento e partilha, aprendizagem e consciência de futuro, por aí se fez este arquitecto, este mestre com ‘sexto sentido’ – como a ele se referia afectuosamente Fernando Távora –, comprometendo-se no que apenas se viabiliza pelo presente de um ‘nós’. Ou, talvez melhor, por aí agiu e por aí se questionou este artista, pela revelação do mundo na familiaridade das coisas, condição mínima para qualquer artista da simplicidade e da humildade essencial.

 

Excerto do texto de Manuel Mendes, responsável pela conceção e coordenação do projeto "Terra d´Alva", cujo primeiro módulo, uma instalação na Casa-Atelier José Marques da Silva, se apresenta no próximo dia 20 de dezembro, no âmbito da sessão de assinatura do contrato de doação do acervo de Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva.


Casa-Atelier | 20 de dezembro |18:00 | entrada livre, sujeita à lotação do espaço


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9 de dezembro de 2016
Doação do Acervo de Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva

Alfredo Matos Ferreira (1928-2015), filho de pai médico e mãe pintora, nasceu em Lisboa, mas as suas raízes, por motivos familiares, estão profundamente mergulhadas em Trás-os-Montes, circunstância que decididamente o orienta como pessoa, e lhe marca emoções e afectos, convicções e valores de vida (in Manuel Mendes, "Alfredo Matos Ferreira, artista de sexto sentido". Arquiteto formado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, foi colega de Alberto Neves, António Menéres, Álvaro Siza, Luís Botelho Dias e Joaquim Sampaio, os amigos da “sala 35” da Praça da Liberdade. Colaborou com Arménio Losa entre 1971 e 1972, foi sócio de Fernando Távora no exercício profissional entre 1972 e 1982. O seu percurso arquitetónico estendeu-se por mais de 50 anos. É autor de obra importante, mas pouco conhecida, no quadro da produção arquitetónica portuguesa da segunda metade do século XX. O seu arquivo  reúne acervo patrimonial-artístico de assinalável valor documental de uma época, duma geração e, mais particularmente, do seu exercício de arquitecto: desenho, modelo, fotografia, filme.

 

A doação à Fundação Marques da Silva decorre no próximo dia 20 de dezembro, na Casa-Atelier José Marques da Silva. A sessão, para além das intervenções Álvaro Siza, António Menéres, Sergio Fernandez, Mário Brochado Coelho e Joana Matos Ferreira de Sá, conta com a abertura da exposição-instalação "Terra d´Alva".

 

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4 de dezembro de 2016
Acervo do Arquiteto Alfredo Matos Ferreira:
Assinatura do Contrato de Doação à Fundação Marques da Silva
Abertura da exposição-instalação "Terra D´Alva"
20 de dezembro - Casa-Atelier José Marques da Silva
Quinta Joanamigo -habitação do Feitor, c. 1950, fotografia de Alfredo Matos Ferreira

A Assinatura do Contrato de Doação do Acervo do Arquiteto Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva vai decorrer no próximo dia 20 de dezembro, na Casa-Atelier José Marques da Silva. A sessão conta com a participação dos Arquitetos Álvaro Siza, António Menéres, Sergio Fernandez, e do Dr. Mário Brochado Coelho. Em representação dos herdeiros estará a Dr.ª Joana Matos Ferreira de Sá, e pela Fundação, a Presidente do Conselho de Administração, Profª Doutora Maria de Fátima Marinho.
 

Na altura será também assinalada a abertura da exposição-instalação "Terra D´Alva", que se manterá patente ao público até 15 de fevereiro de 2017.
 

A sessão tem início às 18:00. A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

 

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2 de dezembro de 2016
Parabéns, Senhor Arquiteto!
Mestre Júlio Resende, Retrato de José Carlos Loureiro, 1978

"Acresce que vai para uma trintena de anos que me sinto viver entre o sonho e a meditação em permanente confronto com o mundo num bem limitado-ilimitado espaço físico saído da concepção de um grande arquitecto"

 

As palavras são de Júlio Resende, o arquitecto é José Carlos Loureiro, que hoje celebra 91 anos.

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30 de novembro de 2016
Veneza - Encerramento da XV Bienal de Arquitetura de Veneza
Impressões de Viagem

Algumas imagens, ecos de um roteiro por Veneza, cidade onde, parafraseando Fernando Távora, se imporá regressar para completar as incompletas agradáveis impressões. Diz-nos também e sempre Távora que “num mundo de comunicação não é mais possível ignorar os outros, antes é indispensável conhecê-los”. Reporting from the front, na sua resposta ao desafio de Aravena, trouxe o mundo a Veneza, um mundo onde Portugal ganha presença e tem uma voz.
 

A viagem, uma iniciativa da Fundação Marques da Silva, operacionalizada pela Talkie-Walkie e pela Agência Pinto Lopes, integrou a presença no programa de encerramento da participação portuguesa, organizado pela DGArtes, Casa da Arquitectura e Ordem dos Arquitectos.
 

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22 de novembro de 2016
"Arquitetura de Representação e Liberdade: os Paços do Concelho de Alcino Soutinho"
Dissertação de Mestrado de Ana Machado Soares

"Arquitetura de Representação e Liberdade: os Paços do Concelho de Alcino Soutinho", de Ana Machado Soares, seleciona como matéria de estudo os cinco projetos camarários para Amarante, Monção, Matosinhos, Seregno e Felgueiras. Eles constituem o ponto de partida para uma reflexão sobre o percurso de Alcino Soutinho, a evolução do seu pensamento arquitetónico e o seu posicionamento face a princípios ditados pela emergência de uma nova conjuntura social e política.
 

Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura apresentada no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, teve a orientação do Professor Doutor Jorge Figueira e coorientação do Arquiteto Bruno Gil.
 

Está disponível para consulta aqui

 

 

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21 de novembro de 2016
Visita à Fundação Marques da Silva

A Fundação recebeu, no passado sábado, visitantes muito especiais. No grupo organizado pela Paróquia Senhora da Conceição (Marquês) estavam os nossos vizinhos e até quem já habitou as Casas. Alguma nostalgia, mas sobretudo o interesse e a descoberta pelas novidades que os novos tempos e um novo projeto estão a imprimir ao espaço e que a visita deu a conhecer.

 

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18 de novembro de 2016
Encerramento da XV Bienal de Veneza 2016
Programa da Representação Oficial Portuguesa
NEIGHBOURHOOD - WHERE ALVARO MEETS ALDO
25 e 26 de novembro

A 15ª Exposição Internacional de Arquitetura La Biennale di Venezia 2016 está prestes a concluir-se e a Representação Oficial Portuguesa vai assinalar o encerramento com um conjunto diversificado de ações onde se destaca, no dia 25, o debate "Bienal de Veneza, 1976-2016: a relação entre a arquitectura italiana e a portuguesa", com a participação dos Arquitetos Vittorio Gregotti e Álvaro Siza, moderado por Alberto Ferlenga, Reitor do IUAV, a decorrer na Aula Magna Tolentini, e uma visita guiada à exposição "NEIGHBOURHOOD - Where Alvaro meets Aldo", com o arquiteto Álvaro Siza e os curadores Nuno Grande e Roberto Cremascoli, no Pavilhão de Portugal, Campo di Marte, Giudecca, a 26.

A Fundação Marques da Silva organizou uma viagem que permitirá acompanhar o programa de encerramento, organizado no âmbito de uma parceria entre a Direção-Geral das Artes, a Ordem dos Arquitectos, a Casa da Arquitectura e a Università IUAV di Venezia, bem como visitar os restantes espaços da Bienal e outros ponto de interesse arquitetónico.
 

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11 de novembro de 2016
"Influencia de Pessoa en el discurso de Fernando Távora"
artigo de Juan Ortiz Orueta
Um dos exemplares da Mensagem com anotações de Fernando Távora. Foto de Juan Ortiz Orueta, Casa da família Távora na Foz do Douro, 2015

"Influencia de Pessoa en el discurso de Fernando Távora"
artigo de Juan Ortiz Orueta

Foi recentemente publicado, no número 6 dos Cuadernos de Proyectos Arquitectónicos, revista de teoria e crítica arquitetónica do Departamento de Projetos Arquitetónicos da ETSAM, coordenada por Antón Capitel, integra um artigo dedicado a Fernando Távora, da autoria de Juan Ortiz Orueta.


Para aceder ao artigo clique aqui
Para aceder à versão integral da revista, clique aqui

 

 

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6 de novembro de 2016
Alcino Soutinho
Alcinho Soutinho, Estudo para Serigrafia, 2013

Alcino Soutinho, Estudo para Serigrafia, 2013
 

Alcino Soutinho, o arquiteto que chegou a desejar ser pintor, nasceu a 6 de novembro de 1930.

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02 de novembro de 2016
Poética Urbana. Aproximações à ideia e à imagem da cidade através da palavra literária | Conferência de Marta Llorente disponível em vídeo

 

Já se encontra disponível o vídeo realizado pela TVU da edição de 2016 das Conferências Marques da Silva, decorrida no passado dia 24 de outubro, no Auditório Fernando Távora da FAUP.

 

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25 de outubro de 2016
A Conferência Marques da Silva 2016
Cidade de Uruk

Da poesia à prosa, que imagens reflete a literatura acerca da cidade, da sua arquitetura, da forma como se constitui palco de vida? E em que medida pode a literatura contribuir para o entendimento e leitura da espacialidade do fenómeno urbano na perspetiva de um arquiteto, artífice da forma longa de modelação do território?
 

Marta Llorente tem vindo a dedicar-se ao trabalho do texto literário, pelo prazer e culto da leitura, mas procurando encontrar no texto escrito a dimensão que invade o campo de interesse e de ação da arquitetura, as muitas representações da cidade, a memória contada e contida num tempo que assim se torna capaz de sobreviver à própria cidade. Da literatura antiga à nossa contemporaneidade, numa viagem com incursões pela cartografia, pelo cinema, pela pintura e pela fotografia, foi partilhada a visão emotiva e fragmentada de autores como Cervantes ou  Garcia Lorca, figura onde muitos outros nomes afluem, até mesmo Le Corbusier, mas também escritores da segunda metade do século XX, em particular os que traduziram as suas experiências, vividas ou ficcionadas, de Barcelona do pós guerra, como Luis Martín Santos, Jaime Gil de Biedma ou Javier Pérez Andújar. E é nessa exposição da cidade, nesses outros olhares de quem não é arquiteto que Marta Llorente procura outros pontos de vista, outros caminhos, a compreensão de espaços, que mesmo não tendo por si vivenciados também lhe pertencem, o sentido para as metamorfoses da paisagem construída.

 

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24 de outubro de 2016
Conferências Marques da Silva 2016 e apresentação de modelo tridimensional
Hoje, na FAUP, a partir das 18:30

 

Conferência Marques da Silva 2016
"Poética Urbana: aproximações à ideia e à imagem da cidade através da palavra literária", por Marta Llorente
 18:30 - Auditório Fernando Távora
"Através da literatura, abordaremos a cidade na sua formação histórica, mas também os espaços da suburbanidade, a periferia, os bairros degradados, os múltiplos campos que as cidades reservam nas suas capas de sentido, geram em seu redor, negam na aparência, mas fundam por necessidade."
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Apresentação de modelo tridimensional da Estação de S. Bento
20:00 - Auditório da Biblioteca

A seguir à Conferência, às 20:00, decorrerá no Auditório da Biblioteca da FAUP a apresentação do trabalho final do Workshop Modelos 3D interactivos a partir de fotografias, um modelo tridimensional da centenária Estação de S. Bento, do Arquiteto Marques da Silva.
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20 de outubro de 2016
Veneza - Finissage da Bienal de Arquitetura 2016
Viagem de 4 dias - de 24 a 27 de Novembro

 

A 15ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza, comissariada por Alejandro Aravena, irá encerrar a 27 de novembro. Portugal encontra-se representado pelo projeto "Neighbourhood: where Álvaro meets Aldo", com curadoria dos arquitetos Nuno Grande e Roberto Cremascoli. Para assinalar a finissage, o Governo de Portugal-DG Artes está a programar, no Bairro da Giudecca, uma visita guiada pelos curadores à exposição e uma conferência com o arquiteto Álvaro Siza.

 

Para quem ainda não teve oportunidade de visitar a Biennale, a Fundação Marques da Silva e a Talkie-Walkie programaram, com o apoio da Agência Pinto Lopes, uma viagem a Veneza que inclui não somente o acesso à visita guiada e à conferência, como a possibilidade de conhecer os espaços da Biennale instalados no Giardini e no Arsenal. Oportunidade portanto para conhecer as respostas ao desafio lançado por Aravena, como mote para esta edição "Reporting from the Front".

 

O roteiro proposto oferece ainda a possibilidade de visitar a Igreja del Santissimo Redentore, de Andrea Palladio, e o recém-inaugurado Museu de Arte Punta della Dogana, de Tadao Ando.

 

As inscrições decorrem até ao dia 27 de outubro.
 

Para aceder ao roteiro completo e conhecer condições de participação, pf clique aqui

 

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19 de outubro de 2016
Conferência Marques da Silva
"Poética Urbana. Aproximações à ideia e à imagem da cidade através da palavra literária"
Marta Llorente Díaz

Conferência Marques da Silva 2016
Poética Urbana. Aproximações à ideia e à imagem da cidade através da palavra literária, por Marta Llorente Díaz

24 de outubro | 18:30 | Auditório Fernando Távora, FAUP
 
A palavra literária enquanto forma de representação da realidade urbana será o ponto de partida para a Conferência de Marta Llorente Díaz, a conferencista convidada para a décima edição das Conferências Marques da Silva, uma iniciativa da Fundação Marques da Silva que conta, desde a primeira edição, com o apoio da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.

Marta Llorente Díaz, natural de Barcelona, é arquiteta, doutorada pela Universidade Politécnica da Catalunha. Estudou Belas Artes, especialidade de Pintura, pela Faculdade de Belas Artes de Barcelona, e Música, piano e harmonia, no Conservatório do Liceo. É Professora titular da Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona, onde, entre várias ações docentes e de investigação, coordena o grupo de investigação “Arquitectura, ciutat i cultura. Una perspectiva antropológica de l´espai construit i habitat”. É autora e co-autora, com Eugenio Trías e Pedro Azara, de bibliografia de referência no âmbito da arte, da antropologia e da arquitetura, entre outros: "El saber de la arquitectura y de las artes", Barcelona, UPC, 2000;  "Topología del espacio urbano. Palabras, imágenes y experiencias que definen la ciudad", Madrid, MLL Ed., 2014; "La ciudad: huellas en el espacio habitado", Barcelona, Acantilado, 2015.
 
A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

Esta conferência está inserida no programa da ARQ OUT | Mês da Arquitectura 2016.

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18 de outubro de 2016
José Marques da Silva
Veloso Salgado, Retrato de José Marques da Silva, Paris, 1890


“(…) toda a obra de arte pode encerrar, aliados à suprema simplicidade, o equilíbrio, a harmonia, a expressão, numa palavra a beleza.”
                                   

Esta frase foi retirada de um discurso proferido na Escola de Belas-Artes do Porto, a 28 de maio de 1936, pelo então diretor, Arquiteto José Marques da Silva.

 

José Marques da Silva, arquiteto, aguarelista e professor, aqui retratado por Veloso Salgado, numa pintura feita em Paris, em 1890, nasceu no Porto, a 18 de outubro de 1869.
 

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17 de outubro de 2016
Lançamento do livro "Casas Ermas"
Síntese e álbum fotográfico

O lançamento do livro “Casa Ermas”, no passado dia 14, proporcionou o encontro entre o autor, Luís Soares Carneiro, e Antón Capitel. Um interesse comum os aproxima: a vontade de reinterpretar e questionar o conceito de “modernidade”, de defender a condição ampla e variada da disciplina, de sublinhar a importância de outras arquiteturas, para além das vanguardas, para além dos cânones do “Moderno”. Em contraponto à leitura e enquadramento da obra dos irmãos Rebelo de Andrade, expressa no livro de Luís Soares Carneiro, Antón Capitel apresentou um conjunto de exemplos e realidades paralelas, de personagens menos estranhas do que parecem, só porque ousaram pensar na continuidade, como Luis Moya Blanco, Perret ou Tessenov, entre muitos outros. Tradicionalistas, ecléticos, quantas vezes paradoxalmente pioneiros em questões técnicas, e cujo conhecimento se torna condição indispensável para a narrativa da história europeia, da nossa civilização.

 

O livro agora publicado propõe uma revisitação às primeiras décadas do século XX português liberta de julgamentos limitados por uma visão ortodoxa, exclusivista e dogmática. Polémico, mas inovador, fica agora ao alcance de todos podendo ser adquirido na Fundação Marques da Silva ou nos habituais pontos de venda das suas edições.


Adquirir livro na Loja FIMS

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13 de outubro de 2016
Casas Ermas: a Arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do Moderno, de Luís Soares Carneiro
Lançamento: 14 de outubro, 18:30, Casa-Atelier, com Antón Capitel
Contrução do Canal do Tejo, 1935-1943


“…a geração dos Rebelo de Andrade, de Cristino da Silva, de Carlos Ramos, de Rogério de Azevedo, de Cassiano Branco e de tantos outros […foi] uma geração que procurou fazer arquitetura com a sinceridade, a verdade e a inteligência possíveis nas complexas condições culturais e disciplinares em que viveram […] Estudá-las hoje — além do seu valor intrínseco — vale como oportunidade para reconsiderar as categorias críticas e repensar as categorias historiográficas. Mas vale, sobretudo, para podermos olhar, de modo mais verdadeiro, mais lúcido e mais sábio, para nós próprios e para aquilo em que desejamos acreditar.”

(in Luís Soares Carneiro, Casas Ermas: a Arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do Moderno)
 

 
O livro de Luís Soares Carneiro, Arquiteto, Professor Associado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e investigador de temas relacionados com Teatros, Habitação Coletiva e História da Arquitetura Portuguesa, será lançado amanhã, dia 14 de outubro. A apresentá-lo estará Antón Capitel, Professor Catedrático da ETSAM, autor de uma vasta obra sobre Arquitetura do século XX.

A sessão inicia-se às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva e conta com a presença da Presidente do Conselho de Administração da Fundação Marques da Silva, Professora Maria de Fátima Marinho.

 




 

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12 de outubro de 2016
Colóquio: "Os Caminhos-de-Ferro e a Guerra"
14 de outubro - ISEP

Colóquio “Os Caminhos-de-Ferro e a Guerra”
14 de Outubro  - Instituto Superior de Engenharia do Porto

O colóquio “Os Caminhos-de-Ferro e a Guerra” é uma das iniciativas gizadas no âmbito do programa de evocação dos 100 anos da Entrada de Portugal na Grande Guerra e das comemorações dos 100 anos da Estação de S. Bento e dos 160 anos dos Caminhos-de-Ferro. Organizado pelo Exército, a CP — Comboios de Portugal e a IP — Infraestruturas de Portugal, conta com o apoio da Fundação Marques da Silva.

Agendado para o dia 14 de Outubro, no Instituto Superior de Engenharia do Porto, o Colóquio reúne um conjunto alargado de intervenções, entre representantes institucionais e conferencistas convidados. Em representação da Fundação Marques da Silva estará o Arquiteto Nuno Tasso de Sousa que proferirá a comunicação “A Estação Central do Porto – S. Bento”, integrada no painel moderado pelo Professor Doutor Engenheiro Luís Francisco Valente de Oliveira, com início às 14h00.

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço

 

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6 de outubro de 2016
Lançamento de livro
"Casas Ermas: a Arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do Moderno", de Luís Soares Carneiro
Apresentação de António González-Capitel
Casa-Atelier José Marques da Silva, 14 de outubro, 18:30

 

Lançamento de livro
Casas Ermas: a Arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do Moderno, de Luís Soares Carneiro
Casa-Atelier José Marques da Silva, 14 de outubro, 18:30
 

A Conferência de Luís Soares Carneiro “Casas Ermas. A Arquitetura dos irmãos Rebelo de Andrade e os discursos do Moderno”, proferida em 2015 no âmbito das Conferências Marques da Silva, surge agora em livro, numa edição da Fundação Marques da Silva que assim retoma a coleção que já conta com obras da autoria de João Leal, João Vieira e Alexandre Alves Costa.
 

O autor apresenta a obra de Carlos Rebelo de Andrade (1887-1971) e Guilherme Rebelo de Andrade (1891-1969), dois arquitetos que, embora muito ativos na primeira metade do século XX, foram depois esquecidos e apagados dos livros de arquitetura por uma historiografia parcial. Sem nostalgia por uma época perdida, sem espírito conservador, sem propósitos revisionistas, Luís Soares Carneiro procurou entender a arquitetura de um outro tempo para poder reavaliar e reconsiderar as categorias críticas e historiográficas atuais.
 

A apresentar o livro estará António González-Capitel, Professor Catedrático da ETSAM – Escola Politécnica de Madrid, autor de uma vasta obra sobre arquiteturas Tradicionalistas, não apenas dentro da Espanha, mas também relativamente a outros países europeus, e um dos poucos a trabalhar sem preconceitos os complexos fenómenos da transição do academismo para a modernidade.

Este lançamento conta com o apoio da Livraria Circo de Ideias.

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4 de outubro de 2016
#3 Do plano abstrato à cidade real: terceira e última sessão

Ontem, no Café-Concerto do Teatro Rivoli, Paulo Pereira e Domingos Tavares remataram o ciclo de conferências-debate delineado no âmbito do programa “No Centenário da Avenida”. As suas intervenções justificaram a oportunidade de uma iniciativa que trouxe um olhar renovado sobre a Avenida, mas também estimularam outras associações e confrontos, por vezes imprevistos ou menos óbvios, caso de Paulo Pereira, a convocar visões territorializadas dos tempos pré-históricos, como ponto de partida para uma deambulação sobre alinhamentos significativos na paisagem. A arcaica tradição de marcação – transversal à humanidade – do território, que da resposta a um impulso mágico e religioso se vai convertendo em desejo de regulação do espaço, ordem social, representação de poder e manifestação cívica, permitiu-lhe percorrer diferentes geografias e tempos, comparar etimologias e seleccionar um conjunto de locais – existentes ou tão só planeados – vitais para a compreensão da forma urbana e da sua evolução no tempo.

Domingos Tavares, por sua vez, revisitou a Avenida e o processo que levou à sua construção e à construção do edifício Municipal, assinalando as suas idiossincrasias, esperanças e angústias que nela se escondem, paradoxos e peculiaridades. Citou peças-chave do processo, arquitetos e engenheiros, explicou o contexto político e social, destacou a difícil e nem sempre conseguida convivência entre o desejo de normalização e o respeito pela liberdade individual tão enraizado no Porto, as diferentes ocupações de um espaço urbano, monumentalizado, em que o desenho dos diferentes autores, a diferentes tempos e ritmos, vai definindo a matriz. Uma narrativa que exprimiu e explicou a importância do espírito liberal e dos valores plásticos para a imagem moderna da Cidade do Porto, bem como as vicissitudes do edifício camarário que tempos transactos poderiam ter destinado a outros fins, alojando-se a edilidade no neoclássico edifício da Misericórdia, o Hospital de Santo António.

A sessão contou com a presença do Reitor da Universidade do Porto, Sebastião Feyo de Azevedo, da Presidente do Conselho de Administração da Fundação Marques da Silva, Maria de Fátima Marinho, e do Vereador do Pelouro do Urbanismo da CMP, Manuel Correia Fernandes.

Para o início do próximo ano, fica agora agendado o terceiro e último módulo do programa do Centenário, a Exposição, sob orientação científica de Clara Pimenta do Vale, uma das autoras do livro “Avenida dos Aliados e Baixa do Porto. Memória, Realidade e Permanência”.

 

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