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Destaques
13 de outubro de 2021
Lançamento e apresentação da publicação The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project
Com Mark Durren, João Leal e Nuno Grande, moderação por Pedro Leão Neto
14 de outubro, 18h30, Palacete Lopes Martins

Amanhã, 14 de outubro, no Palacete Lopes Martins, os fotógrafos Mark Durren e João Leal, bem como o arquiteto, programador cultural e curador Nuno Grande, numa conversa moderada por Pedro Leão Neto, diretor da publicação scopionewspaper, vão apresentar o projeto editorial The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project, uma publicação que tem como base o início da coleção da scopionewspaper, focalizada no trabalho desenvolvido pelos fotógrafos Mark Durden e João Leal, envolvendo uma seleção de edifícios arquitetónicos concebidos por Álvaro Siza. Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, abrirá a sessão.

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço. A conversa decorrerá em inglês.

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10 de outubro de 2021
José Porto e o Concurso para a Igreja do Sagrado Coração de Jesus
José Porto, Anteprojeto para a Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Concurso), 1962

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus é hoje Monumento Nacional, mas a história da sua construção remonta a 1962, ano de abertura de um Concurso de Anteprojetos. Serão 13 as candidaturas apresentadas ao Júri designado para o efeito, composto por: D. Júlia Guedes, em representação da Paróquia; o Padre João de Almeida, em representação do Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado; e os Arquitetos Octávio Lixa Filgueiras, Sebastião Formosinho Sanchez e Bartolomeu Costa Cabral. Este último, em representação do Sindicato Nacional de Arquitectos, por impedimento, acabou por ser substituído por Conceição Silva. A título consultivo integravam ainda o Júri o Arquiteto Hermann Bauer e o Cónego Manuel Falcão.
 

A proposta vencedora, como é do conhecimento geral, foi a n.º 11, apresentada pelos arquitetos Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, Vasco Lobo e Víctor Figueiredo. Contudo, o tempo foi apagando a memória do que poderia ter sido uma outra configuração para esta Igreja, como a da proposta n.º 13, apresentada por David Albino Fernandes Caravana e José Luís Porto, então com 79 anos de idade. Aquele que pode ser considerado um projeto tardio de José Porto, está aqui representado nesta perspetiva do interior, retirada da Revista Aquitetura (n. 76 - outubro de 1962), onde se publicaram todas as candidaturas e o resultado do Concurso.
 

Dos vários arquitetos citados neste destaque, três têm os respetivos arquivos profissionais na Fundação Marques da Silva, entre eles José Porto, que nasceu em Vilar de Mouros, a 10 de outubro de 1883.

 

 

 

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8 de outubro de 2021
Raúl Hestnes Ferreira: 24 566 desenhos higienizados e reacondicionados!

A 15 de junho de 2020, a Fundação Marques da Silva deu início a um amplo projeto de  limpeza e reacondicionamento de milhares de documentos provenientes do atelier de Raúl Hestnes Ferreira. Está agora concluído esse tratamento, no que se refere às peças desenhadas, tendo sido intervencionados um total de 24 566 registos. A operação, coordenada pela Oficina de Restauro de Documentos Gráficos da Universidade do Porto, em coordenação com a equipa técnica da Fundação Marques da Silva, passou pela abertura, separação, limpeza, estabilização e reacondicionamento de todos estes rolos de esquissos e desenhos, já parcial mas substantivamente digitalizados, que agora se encontram salvaguardados e disponíveis para estudo.

 

E já está em curso uma nova ação. Mas sobre ela daremos nota em breve.

 

 

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30 de setembro de 2021
Lançamento e apresentação da publicaçãoThe Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project
14 de outubro, 18h30, Palacete Lopes Martins

A Fundação Marques da Silva vai acolher, no dia 14 de outubro, o lançamento e apresentação do projeto editorial The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project, uma publicação que tem como base o início da coleção da scopionewspaper, focalizada no trabalho desenvolvido pelos fotógrafos Mark Durden e João Leal, envolvendo uma seleção de edifícios arquitetónicos concebidos por Álvaro Siza para a série intitulada "A Ideia de Álvaro Siza".

A sessão contará com a presença dos fotógrafos e autores Mark Durden e João Leal, bem como do arquiteto, programador cultural e curador Nuno Grande. A moderação desta conversa em torno do universo da fotografia e da arquitectura será assegurada por Pedro Leão Neto, diretor da publicação scopionewspaper, que igualmente apresentará o projeto Fotografia Documental e Artística: Um Olhar Contemporâneo sobre a Arquitetura Portuguesa e The Idea de Álvaro Siza. Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, abrirá a sessão que tem como objetivo explorar a singularidade e o significado das relações que podem ser estabelecidas entre os fotógrafos, os seus processos artísticos e a arquitectura e ideias-chave do arquitecto, nomeadamente sobre o Pavilhão Carlos Ramos, o complexo habitacional do Bairro da Bouça e Álvaro Siza. A conversa decorrerá em inglês.
 
Este lançamento é uma iniciativa da AAI/CEAU/FAUP | scopio Editions, em colaboração com a Fundação Marques da Silva. Vai decorrer no Palacete Lopes Martins e inicia-se às 18h30. A entrada é livre, mas sujeita à lotação do espaço.
 

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4 de outubro de 2021
A conferência de Jorge Mealha sobre
Espaços de privação de liberdade

Jorge Mealha, na qualidade de coordenador do Estudo de Conceção dos Novos Estabelecimentos Prisionais, por parte da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa em resposta a uma encomenda do Ministério da Justiça, apresentou, na Fundação Marques da Silva, as linhas mestras do trabalho desenvolvido sobre um tema que continua a ser pouco debatido, não obstante o facto de a dimensão criminal estar tão intrínsecamente relacionada com as restantes dimensões que pautam a vida em sociedade.

A investigação realizada teve por finalidade estabelecer as bases de um programa preliminar para a conceção de novos equipamentos nacionais, nomeadamente no Montijo e Ponta Delgada. A proposta de possíveis soluções espaciais e construtivas - balizada por três vetores: economia, reinserção e segurança - partiu de um exaustivo levantamento do contexto atual e do seu confronto com casos mais recentes de implementação de novos modelos, nos Países Nórdicos e na Catalunha. O desafio passa agora por combater o preconceito em torno deste tipo de equipamentos, propondo novos paradigmas de ação, pautados em estruturas mais permeáveis e flexíveis, onde seja possível intervir de forma diferenciada, com várias escalas de intervenção, e, tendo também em vista a sua sustentabilidade, mais focadas numa perspetiva reintegradora do que numa visão punitiva e estigmatizante.

A conferência Espaços de Privação da Liberdade assinalou a participação da Fundação Marques da Silva nas Jornadas Europeias do Património 2021.

 

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3 de outubro de 2021
17.ª Edição do Prémio Távora: anúncio do vencedor
Sessão presencial com transmissão online
4 de outubro, 19h

Amanhã, 4 de outubro, pelas 19h, na sede da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN), vai ser anunciado o vencedor da 17.ª Edição do Prémio Fernando Távora. A sessão conta com uma breve apresentação do trabalho dos vencedores da 16ª edição, Carlos Machado e Moura e Pedro Abranches Vasconcelos, e com a conferência de Isabel Pires de Lima, personalidade cultural de relevo convidada pela OASRN para integrar o júri deste ano do Prémio Fernando Távora.

No júri, em representação da Fundação Marques da Silva, entidade parceira desta iniciativa, esteve o Arq.to José Bernardo Távora.
A entrada é livre mediante inscrição prévia para norte.cultura@ordemdosarquitectos.org. A sessão será também transmitida em direto no facebook e canal de youtube da OASRN.
 

Mais informação: www.oasrn.org

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1 de outubro de 2021
Espaços de privação de liberdade
Conferência de Jorge Mealha
amanhã, 2 de outubro, às 15h
Palacete da Fundação Marques da Silva
Alexandre Alves Costa, Esquisso da Penitenciária de Coimbra, 2003, coleção particular


De que forma pode, a arquitetura, ajudar a construir um novo paradigma acerca do que podem ser, no presente e no futuro, os espaços de privação da liberdade? Jorge Mealha, arquiteto e autor do estudo sobre os novos equipamentos prisionais para o Ministério da Justiça, vem à Fundação, falar sobre o impacto da qualidade e do aspeto geral dos espaços interiores e exteriores na criação de ambientes mais humanizados.

A entrada é livre, apenas condicionada à lotação dos espaços.

A conferência tem início às 15h e insere-se na programação das Jornadas Europeias do Património, que este ano têm por tema "Património Inclusivo e Diversificado". Neste dia, pode ainda ser visitada gratuitamente a exposição "O desenho na obra e Manuel Marques de Aguiar", entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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30 de setembro de 2021
Um equipamento, um plano, uma urgência de desenho
o encontro de ontem, Perspetivas sobre viver urbano #2

Decorreu ontem, no Palacete da Fundação Marques da Silva, mais um encontro sobre Perspetivas do viver urbano. Aqui se falou da Escola Francesa (entre o projeto e a sua vivência), da história do Plano de Reconstrução da Cidade de Angra do Heroísmo (desenvolvido em condições de absoluta exceção, para obter a máxima eficácia no mínimo espaço de tempo), dos múltiplos ângulos que o gesto de desenhar pode conter e do tanto que um desenho pode comunicar. A sessão contou com os testemunhos de Nuno Valentim, Francisco Morais e Álvaro Domingues, enquadrados pelas intervenções de Marta Aguiar e David Viana, que sublinharam o sentido do lugar, a importância do desenho, o respeito pelo território, a pertinência do método colaborativo e as diferentes escalas presentes na obra de Manuel Marques de Aguiar, sem deixarem de referir as oportunidades de trabalho que se abriram com a entrada do acervo de Manuel Marques de Aguiar na Fundação Marques da Silva.


A abrir o encontro, Fátima Vieira, Presidente da Fundação, também ela uma ex-aluna da Escola Francesa, anunciou o prolongamento da Exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, que passará a estar patente ao público, na Casa-Atelier José Marques da Silva, até 20 de novembro.

 

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29 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2
Hoje, 29 de setembro, às 18h00
no Palacete da Fundação Marques da Silva

Hoje, às 18h, na sala de jantar do Palacete, vai acontecer o segundo encontro organizado em torno da exposição O Desenho da Vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

Em Perspetivas sobre o viver urbano #2 teremos a presença de Álvaro Domingues, Francisco Morais e Nuno Valentim. Teresa Heitor, devido a um imprevisto de ultima hora não poderá comparecer. A sessão será moderada por Marta Aguiar e David Viana.

Estamos à sua espera!

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28 de setembro de 2021
Espaços de Privação da Liberdade
Conferência de Jorge Mealha
2 de outubro, 15h, Palacete da Fundação Marques da Silva

Jorge Mealha, arquiteto, autor de um recente estudo sobre a conceção de novos equipamentos prisionais para o Ministério da Justiça, vem à Fundação Marques da Silva falar sobre a forma como a arquitetura pode ajudar a construir um novo paradigma acerca do que podem ser, no presente e no futuro, estes espaços de privação da liberdade; de como, através da qualidade e do aspeto geral dos espaços interiores e exteriores se podem criar ambientes mais humanizados que, apesar da performance no tocante à segurança, possam promover a reabilitação do indivíduo e a sua desejada reintegração social e profissional enquanto cidadão.

A conferência tem início às 15h e insere-se na programação das Jornadas Europeias do Património.
A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

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27 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2 | 29 de setembro, 18h00
com Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor
moderação de David Leite Viana e Marta Aguiar
Palacete da Fundação Marques da Silva

Este é o segundo encontro organizado no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. Tal como em junho, o legado de Manuel Marques de Aguiar, a sua obra e as suas referências, constitui o ponto de partida para se pensar e debater o território urbano, o sentido da sua organização e da vida que nele decorre, isto é, sobre o "fazer cidade" em função dos contributos da arquitetura e do urbanismo.
 

Como convidados estarão Álvaro Domingues, geógrafo, para um olhar externo e crítico sobre o território urbano, em confronto com as paisagens desenhadas por Manuel Marques da Aguiar em exposição na Casa-Atelier José Marques da Silva; Francisco Morais, arquiteto que colaborou com Manuel Marques da Aguiar no plano de reconstrução de Angra do Heroísmo, nos anos de 1980 a 82; Nuno Valentim, arquiteto responsável pelas mais recentes intervenções nos espaços da Escola Francesa; e Teresa Heitor, que tem vindo a desenvolver um amplo trabalho de investigação e reflexão sobre tipologias de equipamentos escolares. A sessão será moderada por David Leite Viana, curador da Exposição, e Marta Aguiar, arquiteta e filha de Manuel Marques de Aguiar que, desde 2013, tem vindo a reunir e a dar a conhecer o percurso e obra desenvolvida pelo seu pai. O encontro conta ainda com a presença da presidente da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira.

A entrada é livre, mas condicionada à lotação da sala. Para quem quiser previamente assegurar lugar, pode sempre proceder a reserva através de email para fims@reit.up.pt.

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28 de setembro de 2021
Conferência de Jorge Mealha e Dia Aberto
Jornadas Europeias do Património 2021
2 de oububro - Fundação Marques da Silva
Jorge Mealha, Estudo de conceção para os novos estabelecimentos prisionais: Pátio, 2020.

A Fundação Marques da Silva vai estar presente nas Jornadas Europeias do Património com duas propostas distintas, que vão ter lugar no dia 2 de outubro. Assim, às 15h00, no Palacete Lopes Martins, será possível assistir à conferência de Jorge Mealha, arquiteto diplomado e doutorado pela FAAUL, autor do estudo de conceção para os novos estabelecimentos prisionais para o Ministério da Justiça, sobre Espaços de Privação da Liberdade. Uma oportunidade para refletir sobre o presente e o futuro das prisões, que se pretendem mais humanizadas e promotoras de reintegração, em resposta a um contexto de profundas transformações das sociedades contemporâneas.
O acesso é livre, apenas limitado à lotação do espaço.

Ao longo deste dia (2 de outubro), entre as 14h e as 18h (último acesso às 17h30), será ainda possível visitar gratuitamente a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva. A exposição, que se prolongará durante o mês de outubro, reúne um significativo número de registos gráficos que refletem o olhar deste arquiteto e urbanista portuense sobre os lugares que habitou, o seu quotidiano, a passagem do tempo e os seus ritmos, bem como o seu território de intervenção. A visita estende-se também aos Jardins da Fundação, para usufruir da experiência imersiva A vida dos desenhos, desenvolvida a partir da exposição.

As Jornadas Europeias do Património iniciam-se a 24 de setembro, prolongando-se este ano, excecionalmente, até 3 de outubro. Têm por tema Património Inclusivo e Diversificado.

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25 de setembro de 2021
Newsletter - Setembro 2021

No dia em que se iniciam as Jornadas Europeias do Património, a Fundação Marques da Silva lança a sua Newsletter de setembro. Aqui se anunciam as propostas para a edição das Jornadas que este ano decorrem sob o tema Património Inclusivo e Diversificado, mas também muitas outras ações em curso.

A ler aqui

Imagem: pormenor de esquisso de Bartolomeu Costa Cabral para a Escola do Castelo, que faz parte da exposição At Play: Arquitetura & Jogo.

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24 de setembro de 2021
At Play: Arquitetura & Jogo
Exposição
28 de setembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022
CCB - Garagem Sul
 Photo ©Pierre Antoine

A exposição At Play: Arquitetura & Jogo, organizada pelo CCB/ Garagem Sul em colaboração com o CIVA, Bruxelas, vai inaugurar no próximo dia 28 de setembro. "At Play é uma exposição a propósito de brincadeira e imaginação, de experiências construídas e narrativas mitológicas. Centra-se na ideia de «Criação de Mundos» e aproxima duas personagens: o arquiteto e a criança." Nesta sua itinerância por Lisboa, integra também referências a projetos de Bartolomeu Costa Cabral, Fernando Lanhas, Manuel Graça Dias, Rui Goes Ferreira, Raúl Hestnes Ferreira e José Carlos Loureiro, arquitetos representados na Fundação Marques da Silva, uma das entidades apoiantes da exposição. Com curadoria de David Malaud, contou agora com os contributos de Nikolaus Hirsch, Cedric Libert, André Tavares e Ivo Poças Martins.
 

At Play pode ser visitada de terça a domingo, na Garagem Sul do CCB, entre as 10h00 e as 18h00.


Photo ©Pierre Antoine
 

+ info: www.ccb.pt

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14 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2 | 29 de setembro, 18h
Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor
moderação a cargo de David Viana e Marta Aguiar
Manuel Marques de Aguiar, glomération au bord d´un canal (exercício académico); IU de Paris, s.s.;

A 29 de setembro, no Palacete Lopes Martins, vai decorrer o segundo encontro sobre Perspetivas do Viver Urbano, com Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor como convidados. A sessão, que decorre no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, será moderada por David Leite Viana e Marta Aguiar, contando ainda com a presença da presidente da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira.

Tal como em junho, o legado de Manuel Marques de Aguiar, a sua obra e as suas referências, constitui o ponto de partida para se pensar e debater o território urbano, o sentido da sua organização e da vida que nele decorre, sobre o "fazer cidade" em função dos contributos da arquitetura e do urbanismo.

A entrada é livre, mas condicionada à lotação da sala. Para quem quiser previamente assegurar lugar, pode sempre proceder a reserva através de email para fims@reit.up.pt.

 

Imagem: Aglomération au bord d’un canal (exercício académico); IU de Paris, s.s.; caneta e lápis de cor sobre papel vegetal; 42,4x61,5 cm. FIMS/MMA/F1-pd0024

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16 de setembro de 2021
modernidade e tradição
Fernando Lanhas, Lavadouro em Milheirós de Poiares, Feira, 1953

Em 1953, Fernando Lanhas aceita a incumbência de projetar um lavadouro e um fontanário comunitários para a localidade de Milheirós de Poiares, em Santa Maria da Feira. Eis um dos desenhos que documentam o lavadouro, onde se destaca a figuração estilizada das mulheres que lhe trariam vida e significado. A história dos lavadouros públicos e do seu progressivo abandono (ou abandono desta prática ancestral) é todo um outro assunto, mas atente-se no cuidado em ajustar o espaço projetado à função e na elegância subtil de um traço, já tão reconhecível de Fernando Lanhas, que confere movimento e valor artístico ao quadro criado.

Fernando Lanhas nasceu no Porto a 16 de setembro de 1923. Faria hoje 98 anos.

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10 de setembro de 2021
MGD na TV
Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias
Garagem Sul – Exposições de Arquitetura
10 – 11 setembro

Inicia-se hoje, 10 de setembro, o ciclo MGD na TV: Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias. Ao longo de dois dias, serão apresentados no Pequeno Auditório do CCB 21 episódios gravados por Graça Dias para a Televisão, escolhidos e apresentados por sete convidados: Alexandra Areia, Susana Menezes, João Luís Carrilho da Graça, Ana Vaz Milheiro, Ricardo Pedroso Lima, Mariana Salvador e João Botelho. A entrada é livre.
 

+ info: www.ccb.pt

 

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7 de setembro 2021
E.M. - Edifício Miradouro

O Edifício Miradouro, projetado pelo casal de arquitetos Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva entre 1963 e 1972, para a Cooperativa nos Pedreiros, continua ainda hoje a distinguir-se visualmente na linha de horizonte que define a cidade do Porto. Na verticalidade dos seus 15 pisos, acentuada pela cota elevada do terreno onde foi erguida (com a fachada principal voltada para a rua da Alegria), acolhe um programa multifuncional que integra espaços comerciais, residenciais e de escritório, um icónico restaurante e um hotel. A revesti-lo, uma massa azulejar onde predomina a cor amarela com a estilização distintiva do macete e do escopro do pedreiro. A torre impõe-se pela impressionante vista panorâmica que oferece, em particular a partir do terraço que a remata, a fazer jus ao nome que a identifica, e pelo arrojo da sua construção neste local e enquanto parte de uma vontade de afirmação construtiva que se inicia com as primeiras Oficinas e Armazéns da Cooperativa dos Pedreiros, ainda hoje localizadas no terreno posterior do Edifício Miradouro (E.M.).

Maria José Marques da Silva nasceu a 7 de setembro de 1914.

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2 de setembro de 2021
Final de Zoom in

A 2 de agosto iniciámos, a 2 de setembro concluímos.

Ao longo do mês de agosto, a Fundação Marques da Silva publicou nas redes sociais, diariamente, fotografias que deram a ver em grande plano o que muitas vezes passa despercebido a quem percorre as duas casas da Pr. do Marquês, antigo espaço de habitação de José Marques da Silva e hoje sede da instituição (Casa-Atelier José Marques da Silva e Palacete Lopes Martins). Foram 63 imagens, captadas por João Lima ao longo de um dia passado nestes espaços. Apresentam-se agora no seu conjunto, em jeito de convite/desafio para que, in situ, visitando-nos claro, possa identificar o seu lugar de pertença e, até, dar continuidade a este álbum...
 

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1 de setembro de 2021
A Fundação Marques da Silva volta a estar aberta aos sábados

Estar em férias é também, por excelência, sinónimo de tempo em família. E aqui está mais um desenho de Manuel Marques de Aguiar a retratar Marta, que compenetradamente desenha o retrato do pai, sob o olhar atento de Sofia. Com este expressivo registo de duas das suas cinco filhas - o quinto da série #férias - se anuncia também que, a partir de setembro e até ao final deste mês, a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar onde este e muitos mais desenhos - de vida e de profissão - podem ser observados, volta a poder ser visitada aos sábados, entre as 14h e as 18h.

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27 de agosto 2021
Vem aí uma nova exposição
Bartolomeu Costa Cabral no Bairro do Pego Longo (Belas, Sintra), s.d., s.a.

Na Fundação Marques da Silva prepara-se um novo projeto expositivo. Vai acontecer no Palacete Lopes Martins, no próximo mês de outubro, e já tem título: "Bartolomeu Costa Cabral / Um arquivo em construção".
 

Com curadoria de Paulo Providência, Pedro Baía e Mariana Couto esta exposição tem como objetivo registar uma leitura da produção do arquitecto Bartolomeu Costa Cabral através do cruzamento do seu acervo, recentemente depositado na Fundação Marques da Silva, com os arquivos dos arquitectos Maurício Vasconcelos, Alçada Baptista e Nuno Teotónio Pereira, procurando traduzir a pluralidade do seu percurso profissional ao longo de várias décadas, no âmbito de programas habitacionais, escolares e de equipamentos.

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26 de agosto de 2021
As edições da Fundação Marques da Silva estão nas Feiras do Livro do Porto e de Lisboa

A Feira do Livro tem hoje o seu início, 26 de agosto, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, e a partir de amanhã, 27, também no Porto, nos jardins do Palácio de Cristal. Mais uma vez, as publicações editadas pela Fundação Marques da Silva voltam a marcar presença, podendo ser adquiridas a preços reduzidos, em Lisboa, no Pavilhão da Blau, e no Porto, no Pavilhão da U.Porto Press (a editora da Universidade do Porto), mas também no Pavilhão das Edições Afrontamento, nas duas cidades.

A visitar, no Porto ou em Lisboa, até 12 de setembro.

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26 de agosto de 2021
E ainda a propósito do aniversário de Fernando Távora

É do autor desta fotografia que a Fundação Marques da Silva tem em arquivo, o Arq.to António Menéres, que nos chega a informação que nos permite agora ficar a saber que "foi obtida no dia 14 de Agosto de 1960, por ocasião de uma visita do mestre Carlos Ramos, a Leça da Palmeira ao gabinete na Quinta da Conceição - cedido pela APDL - onde o arqtº Fernando Távora coordenava os estudos dos arruamentos envolventes da doca nº 2, junto da ponte móvel, terminando com uma ida à Casa de Chá, na Boa Nova, nessa época em construção e ainda na fase dos toscos.
Faziam parte desta equipa os arq.tos Rui Pimentel (ainda visível, de costas, à esquerda) e Luís Botelho Dias. Esta visita incluiu a passagem pelo Pavilhão de Ténis, na Quinta da Conceição."


E porque ficamos a saber a sua história em dia de aniversário do Arq.to Fernando Távora, aqui a partilhamos também.

 

 

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25 de agosto 2021
Janela do Tempo
Casa dos 24, fotografia de Luís Ferreira Alves

"Um objeto natural precisa de tensões, pressões, chuva, vai sendo modelado. A obra de arquitectura nasce assim. Atrás disso tudo está o pensamento, tem que estar o pensamento, e esse pensamento tem que se construir e, quanto a mim, constrói-se sobretudo nesses momentos em que provavelmente para as outras pessoas, estaremos a ser parvos, ou não estaremos a funcionar, ou estaremos a ler... e é nisso que eu, hoje, gasto uma boa parte do meu tempo, a pensar e... a ver os outros. É uma coisa maravilhosa ver os outros. Eu, às vezes, digo aqui aos meus colaboradores, se há um problema de arquitectura, um pormenor, uma janela, deve estar resolvido, aqui à volta, num raio de quinhentos metros. E realmente se nos preocuparmos com janelas ou a conservação dos materiais, ou com a luz e a sombra, ou de como é o vidro, como se comporta, e tal, está tudo aqui. Tudo." (in Fernando Távora, A Razão n.º 4, ano V, 1995)*

Fernando Távora nasceu a 25 de agosto de 1923, no Porto. Faria hoje 98 anos.

 

* Excerto da citação publicada no tomo I.I de As raízes e os Frutos: palavra desenho obra. Investigação, organização, edição e notas de Manuel Mendes, Fundação Marques da Silva e Edições Afrontamento, 2020, p. XII.
Imagem: Casa dos 24, fotografia de Luís Ferreira Alves.

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22 de agosto de 2021
Ir a Braga e voltar
Manuel Marques de Aguiar, Cozinha da Quinta do Ribeiro, 26 de dezembro de 1987

Regressamos a Manuel Marques de Aguiar e às férias passadas em família na Quinta do Ribeiro, onde a vontade de dar cor ao desenho da cozinha proporcionou o pretexto para ir a Braga, à rua do Souto, tomar um café numa esplanada e, já agora, ir a uma papelaria comprar a tinta acrílica.

Quanto ao desenho, podemos agora encontrá-lo na sala 2 da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, onde se reunem os registos gráficos que mostram a sua perceção do quotidiano, do tempo e dos seus ritmos, as relações entre as pessoas, os lugares. A visitar na Casa-Atelier José Marques da Silva até 30 de setembro.

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19 de agosto de 2021
INTERBAU 57

Uma das muitas formas de olhar para uma fotografia, pode ser a de procurar descobrir a história que ela tem para nos contar. A que hoje se publica foi retirada do acervo do arquiteto Rui Goes Ferreira. Corria o ano de 1957 e Rui Goes Ferreira, o fotógrafo, acabara de obter o seu diploma de arquiteto da Escola de Belas Artes do Porto. O pai oferece-lhe então, em agosto desse ano, uma viagem a Berlim que lhe permitirá, como nos revela o seu caderno de apontamentos, passear pela cidade, participar na Visita Oficial à Interbau (Exposição Internacional da Construção ou IBA) e contactar com arquitetos das mais variadas geografias, entre os quais, Pierre Vago. Mas a fotografia, que pertence a uma série, mostra-nos uma outra presença, um outro encontro, não menos surpreendente: Carlos Ramos, o fotografado, também ele em visita à Exposição.

 

Com esta memória fotográfica da Interbau 57, assinala-se o Dia Mundial da Fotografia, mas ao longo deste mês de agosto, a cada dia, siga o nosso Zoom-in nas redes sociais: fotografias de João Lima que deixam transparecer a subtileza de alguns dos pormenores que distinguem as casas-sede da Fundação Marques da Silva. 

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17 de agosto de 2021
Depois da praia, a vida no campo
Manuel Marques de Aguiar, O galinheiro do

A série #férias continua. Depois da praia, a vida no campo.
O desenho das galinhas em movimento, na quinta do ribeiro, com a ramada alta, criava um dos espaços que Manuel Marques de Aguiar mais apreciava (de transição entre o fechado e o aberto, a proteger do sol no verão e a deixar passar no inverno).

É mais um dos desenhos que podem ser apreciados na exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. De segunda a sexta, entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.


 

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16 de agosto de 2021
Octávio Lixa Filgueiras: o arranjo para o Bank of London & South America, Ltd.

"O presente estudo diz respeito ao novo arranjo da sala do público da filial, no Porto, do Banco Inglês (Bank of London & South America, Ltd.). Mantêm-se o princípio do esboceto anteriormente apresentado, ou seja, o acesso pela avenida dos Aliados, o recuo do balcão para lá das duas colunas, e a translacção das caixas para o extremo sul da sala a abertura das portas para a avenida dos Aliados impõe a elevação do pavimento para uma cota de + 0,27 relativamente à actual, o que se consegue fácil e economicamente...".  Assim começa a memória descritiva que, 1956, Octávio Lixa Filgueiras submete ao seu cliente. Uma simples obra de arranjo interior de um espaço hoje ocupado por uma outra entidade bancária, o BBVA. Mas a perspetiva muda quando se recupera a linha do tempo deste edifício, outrora pertencente ao Dr. Joaquim Emílio Pinto Leite, onde se encontrava instalada uma filial do Banco do Minho e que será intervencionado por José Marques da Silva, a partir de 1922, no seguimento do processo de alinhamento do eixo oriental de abertura da que virá a ser a Avenida dos Aliados. O Bank of London & South America, Ltd. ficará seu proprietário ainda durante a década de 20, assim se mantendo até 1956, altura em que Octávio Lixa Filgueiras irá ser chamado a repensar o seu interior, mobiliário incluído. Não é por isso de estranhar que, entre os documentos relativos a este processo de obra, no acervo de Lixa Filgueiras, se encontre um conjunto de desenhos do projeto original de Marques da Silva, no que pode ser considerada uma intertextualidade arquitetónica.

Octávio Lixa Filgueiras nasceu a 16 de agosto de 1922, o ano em que Marques da Silva inicia o projeto aqui mencionado.

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13 de agosto de 2021
Limpezas de verão

E na só aparente tranquilidade de agosto, também a coleção de escultura da Fundação Marques da Silva, onde os modelos em gesso assumem particular relevância, está a ser alvo de uma especial atenção. É que, em breve, vai passar a ocupar um lugar que lhe trará renovada visibilidade. Por enquanto mostramos um dos quatro modelos criados por Teixeira Lopes - a alegoria do Inverno - para a fachada do edifício das 4 Estações, na Rua das Carmelitas, a retocar a sua imagem. Mas vai haver muito mais para ver...

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12 de agosto de 2021
Ir à praia
(também para um ser urbano)
Manuel Marques de Aguiar, Praia de Leça, agosto de 1992

"Ir à praia era um gozo.
Podia ser no intervalo de almoço: Mixu, arranjas uma "buxa" (sande) e eu vou lá ter.
E como era Verão, era tempo de andar de "mobilete" e ir ter com as 5 e Mixu à Praia do Homem do Leme.
Observar (a desenhar) também era estar (com os miúdos que fazem o castelo, a filha que joga,...)
Não era mais de uma hora."
 

Hipertexto de Marta Aguiar a um desenho do seu pai que se encontram  na exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. Refira-se que Mixu era o nome pelo qual o arquiteto Manuel Marques de Aguiar carinhosamente se dirigia à sua companheira de vida e mãe das suas 5 filhas.

Esta exposição pode ser visitada, durante o mês de agosto, de segunda a sexta, entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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10 de agosto de 2021
Raúl Hestnes Ferreira: em viagem
Raul Hestnes Ferreira, Kristiansund (?), s.d., s.a.

Enquanto o projeto de limpeza e reacondicionamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira prossegue, com 23.648 peças desenhadas já intervencionadas, está agora em curso uma nova abordagem a este acervo com o objetivo de identificar e reorganizar os cerca de 750 registos fotográficos relativos a viagens com destinos tão distintos quanto os países nórdicos, Itália, França ou o Reino Unido, e de onde foi retirada a fotografia que acompanha esta notícia. Aqui vemos Raúl Hestnes Ferreira, provavelmente em Kristiansund, terra de origem da sua mãe, durante uma viagem realizada à Noruega para rever amigos e paisagens de particular afeição - Hestnes Ferreira era fascinado pelos fiordes - com lugar ainda para uma conferência sobre a sua obra em Trondheim, como nos confidenciou a sua filha Sílvia. Um trabalho que está a ser realizado por Coling Lima, aluno do Departamento de Arquitetura da FCTUC, em colaboração e sob coordenação da equipa da Fundação Marques da Silva. Os dados daqui resultantes poderão proporcionar novas e mais rigorosas leituras sobre esta dimensão do acervo e da vida do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira.

 

 

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6 de agosto de 2021
Newsletter - Agosto
Casa-Atelier Jose Marques da Silva, Exposição de Manuel Marques de Aguiar, fotografia de João Lima

A concluir esta primeira semana do mês de agosto, a Fundação Marques da Silva publica a sua newsletter com notícias que falam das mais variadas iniciativas em curso, passando, entre outros assuntos, por exposições, novidades editoriais, acervos ou parcerias. A ler, aqui.

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5 de agosto de 2021
O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
Manuel Marques de Aguiar, 25.ª da equipa, junho de 1987

A família e os amigos são presenças recorrentes nos desenhos de Manuel Marques de Aguiar, para quem estar era sinónimo de observar.  E bastava uma simples caneta ou lápis para registar as particularidades de cada um, captadas em linhas que traçam a expressão de cada corpo ao qual ousam mesmo dispensar o próprio rosto.

Este desenho, datado de junho de 1987, é um dos muitos que podem ser apreciados na exposição O Desenho da Vida de Manuel Marques de Aguiar. A visitar na Casa-Atelier até 30 de agosto, de segunda a sexta, entre as 14h e as 18h. A partir de 1 de setembro, retoma-se a abertura aos sábados.

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3 de agosto de 2021
MGD na TV.
Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias

Centro Cultural de Belém - Garagem Sul
Pequeno Auditório - 10 e 11 de setembro

"Entre 1992 e 1996, Manuel Graça Dias entrevistou arquitetos, mostrou edifícios, falou de cidades, apresentou obras e discutiu ideias". Trouxe a arquitetura para a televisão. O Centro Cultural de Belém organiza agora um ciclo de 21 episódios da série televisiva gravada por Graça Dias, a decorrer entre 10 e 11 de setembro, escolhidos e apresentados por 7 convidados: Alexandra Areia, Susana Menezes, João Luís Carrilho da Graça, Ana Vaz Milheiro, Ricardo Pedroso Lima, Mariana Salvador e João Botelho. Serão dois dias e sete sessões triplas para recordar a "alegria, irreverência e entusiasmo de Manuel Graça Dias". Uma iniciativa que não poderia deixar de receber todo o apoio da Fundação Marques da Silva, instituição a quem foi doado o seu acervo de arquitetura.

 

Ver programa

+ info: www.ccb.pt

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3 de agosto de 2021
Zoom-in #1

Prolongue-se o olhar e atente-se no pormenor. O que nos pode dizer do todo em que se integra? Este foi o desafio lançado ao fotógrafo João Lima, o de percorrer a Casa-Atelier e o Palacete numa desassombrada procura de detalhes que, enquanto improváveis protagonistas, pudessem tornar-se novos instrumentos de leitura dos espaços que a Fundação habita. As imagens que daí resultaram e que iremos diariamente partilhar ao longo do mês de agosto (o mês em que se celebra a fotografia) proporcionam uma outra forma de os conhecer. Deixe-se espantar pela subtileza destas fotografias e, numa próxima visita à Fundação, tente descobrir o lugar que representam...

 

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2 de agosto de 2021
O Desenho da Vida na Obra de Manuel Marques de Aguiar
Visitar a exposição em agosto

Durante o mês de agosto continua a ser possível visitar a exposição O Desenho da Vida na Obra de Manuel Marques de Aguiar, na Casa-Atelier José Marques da Silva e passar pela experiência imersiva nos jardins da Fundação, mas apenas de segunda a sexta-feira, entre as 14h e as 18h. Basta dirigir-se à entrada principal da Fundação (Pr. Marquês de Pombal, n.º 44) que lhe será dado acesso ao espaço. Aos sábados passa a estar encerrada.
 

Fotografia: João Lima, 2021.

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30 de julho de 2021
8 Maquetas de Fernando Távora regressam a casa!

São 8 maquetas que fizeram parte da exposição monográfica - Fernando Távora: Percurso - levada a cabo em 1993 no CCB. Representam o Anfiteatro e anexos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo; o Bloco da Foz do Douro; a Casa de Férias de Ofir; o Convento das Irmãs Franciscanas de Calais; o Edifício da Polícia de Segurança Pública de Guimarães; a Escola do Cedro; o Mercado Municipal de Vila da Feira; e o Pavilhão de Ténis da Quinta da Conceição. Estiveram em depósito no CCB, mas aguardam agora a possibilidade de serem vistas sob uma nova luz ao retomar o lugar que lhes pertence no acervo da Fundação Marques da Silva.

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28 de julho de 2021
Uma Vida de Arquitecto
Acaba de sair um novo livro da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic

Acaba de sair o quinto volume da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic!

Em Uma Vida de Arquitecto, o autor traça um retrato daquele que tem vindo a ser o seu compromisso com a arquitetura, enquanto ofício inteiro e íntegro. Um confronto com a sua própria história que nos é apresentado em três partes distintas, ainda que uno no seu todo: o ensaio autobiográfico; um registo ilustrado de todos os seus projetos e obras, construídos ou não, cronologicamente alinhados; e um álbum de amigos, gesto de gratidão para com todos aqueles que, em múltiplas geografias e gerações, estão presentes na prática de projeto e no exercício teórico de Grassi, e onde somos surpreendidos por uma invocação de Fernando Távora. O livro integra ainda uma nota introdutória da autoria de José Miguel Rodrigues, o tradutor e coordenador desta coleção, editada pela Fundação Marques da Silva em parceria com as Edições Afrontamento.
 

Uma Vida de Arquiteto vem juntar-se a Leon Battista Alberti e a arquitectura romana (2015) e a Escritos Escolhidos (2018).


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16 de julho de 2021
Prémio Carreira atribuído a Fernando Távora
Viana Paxis

O Prémio Carreira desta primeira edição de Viana Praxis* foi atribuído a Fernando Távora, num gesto de reconhecimento da qualidade e importância dos vários projetos desenvolvidos por este arquiteto para o Município de Viana do Castelo. Este Prémio "visa distinguir profissionais, que ao longo da sua carreira mais se distinguiram em termos locais e nacionais, nos domínios da salvaguarda e valorização do património, resultando das suas atividades um claro benefício para o concelho de Viana do Castelo." E basta citar, no caso de Fernando Távora, o Anfiteatro e Anexos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, os Edifícios da Praça da Liberdade ou os planos de urbanização para o Largo de S. Domingos e para a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. A receber o Prémio esteve José Bernardo Távora, arquiteto que, para além de ser filho de Fernando Távora, colaborou ativamente nestes projetos.
 

Ainda no âmbito do programa Viana Praxis, foi inaugurada, nos Antigos Paços do Concelho, uma Exposição dedicada a Fernando Távora, com destaque para as obras construídas em Viana do Castelo, dando igualmente a ver os vários projetos candidatos ao Prémio Reabilitação Urbana. Esta exposição, que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, pode ser visitada até 5 de agosto.


*Viana Praxis - Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo é uma iniciativa municipal que pretende dar visibilidade às obras e boas práticas existentes no concelho e "constituir-se como um reconhecimento público e um estímulo para profissionais cujo trabalho incida sobre o território de Viana do Castelo." Contempla um Prémio Carreira e um Prémio de Reabilitação Urbana.

 

 

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15 de julho de 2021
Viana Praxis
Conferências, Entrega de Prémios, Exposição
16 de julho a 5 de agosto de 2021
Município de Viana do Castelo

Amanhã, 16 de julho, o Município de Viana do Castelo inaugura a primeira edição de Viana Praxis, iniciativa que pretende distinguir e estimular profissionais, cujo trabalho incida sobre o  território de Viana do Castelo, e que contempla a atribuição de um Prémio de Reabilitação Urbana e de um Prémio Carreira, a realização de um conjunto de Conferências em torno deste tema e a apresentação de uma Exposição nos Antigos Paços do Concelho. Esta primeira Exposição conta, este ano, com o apoio da Fundação Marques da Silva e manter-se-á aberta ao público até 5 de agosto. A entrega de Prémios será transmitida em streaming através do facebook da Câmara Municipal de Viana do Castelo.


Consultar programa aqui
+ info: www.cm-viana-castelo.pt

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9 de julho de 2021
Alexandre Alves Costa distinguido com a Medalha de Mérito da Cidade do Porto

Alexandre Alves Costa recebeu ontem a Medalha de Mérito da Cidade - Grau Ouro. A cerimónia de atribuição de Medalhas de Honra, Mérito e Bons Serviços, presidida pelo Dr. Rui Moreira, decorreu na Casa do Roseiral, abrangendo todos os indigitados em 2020 e 2021.

 

Arquiteto, Professor Catedrático Jubilado da FAUP, investigador, comunicador e autor de um vasto conjunto de artigos e ensaios na área da crítica e história da Arquitetura, Alexandre Alves Costa exerce a profissão liberal desde 1970.  Com Sergio Fernandez fundou o Atelier 15, espaço de criação e projeto com obra construída, premiada e quase totalmente publicada. A atual distinção vem juntar-se ao Prémio AICA/MC 2007, Prémio Municipal de Arquitectura Diogo de Castilho (2009), Prémio Europa Nostra (2010) e a atribuição do grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant´Iago de Espada, durante a Presidência do Dr. Jorge Sampaio. Alexandre Alves Costa é membro do Conselho Geral da Fundação Marques da Silva.

 

+ info: www.porto.pt

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8 de julho de 2021
Há crianças nos jardins da Fundação

Numa manhã cheia de sol, as crianças regressam aos jardins da Fundação! É mais uma visita de alunos do pré-escolar do Colégio da Paz.

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7 de julho de 2021
Fundação Marques da Silva e APJAR assinam Protocolo de Cooperação

Os representantes da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira (Presidente) e Luís Urbano (Vice-Presidente), e da Associação Pró-Arquitectura João Álvaro Rocha (APJAR), Conceição Melo (Presidente), assinaram ontem, na Casa-Atelier José Marques da Silva, um Protocolo de Cooperação Institucional.
 

Pensado enquanto instrumento operacionalizador de ações a desenvolver conjuntamente pelas duas instituições, já que ambas partilham uma mesma matriz, assente na salvaguarda e disponibilização de Arquivos de Arquitetos, o presente Protocolo formaliza e fixa essa vontade de estabelecimento de parcerias e colaborações futuras que visem incentivar a investigação, o intercâmbio cultural e a divulgação de conhecimentos em áreas de interesse comum. 

 

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6 de julho de 2021
Relatório de Atividades e Gestão 2020

Encontra-se disponível para consulta pública o Relatório de Atividades e Gestão relativo ao ano de 2020.

 

 

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5 de julho de 2021
Um livro sobre os Antecedentes da Escola do Porto

Na passada sexta feira, com o lançamento do livro de Eduardo Fernandes, A Escrita do Porto: Antecedentes, foi cumprida a primeira etapa de um itinerário que traça a história de um processo complexo e suscetível de múltiplas interpretações: a formação e consolidação da Escola do Porto. Aquele que é o primeiro de dez volumes inicia-se com José Marques da Silva, raiz longínqua, e termina com o prenúncio da afirmação de uma figura fulcral para a estabilização deste processo, Fernando Távora.
 

A sessão de lançamento contou com as intervenções de Sergio Fernandez, de Paulo Tormenta Pinto, do autor do Livro e dos representantes dos editores, Luís Urbano, pela Fundação Marques da Silva, e José Ribeiro, pelas Edições Afrontamento. Em conjunto, refletiram sobre a ideia agregadora que preside à Escola do Porto, estabelecendo um diálogo onde transpareceu a importância de regressar a este tema, aportando novos contornos e leituras que um crescente distanciamento temporal necessariamente transporta.
 

O livro aí está para ser lido!

 

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2 de julho de 2021
Lançamento do livro A Escrita do Porto: Antecedentes de Eduardo Fernandes
Hoje, no Palacete, com Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto
Arménio Losa e Cassiano Barbosa, Edifício DKW, 1953, fotografia de Mario Novais [Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian]

Hoje, no Palacete Lopes Martins, é dia de lançamento de A Escrita do Porto: Antecedentes. Para apresentar este livro de Eduardo Fernandes, onde se fala do legado de Marques da Silva, do dilema da primeira geração moderna e do legado de Carlos Ramos, foram convidados Sergio Fernandez, autor do prefácio, e Paulo Tormenta Pinto, Diretor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo do ISCTE, autor de uma tese de doutoramento sobre Cassiano Branco.
 

Na imagem*, o edifício DKW, de Arménio Losa e Cassiano Barbosa, arquitetos formados na Escola do Porto e também dois dos protagonistas do período de transição entre Marques da Silva e Carlos Ramos. Arménio Losa chegou mesmo a ser convidado por Carlos Ramos para assistente da recém-criada Cadeira de Urbanologia, cargo que viria a ser impedido de desempenhar por censura da PIDE.
 

A sessão tem início às 18h e é de entrada livre, sujeita à lotação do espaço.
 

* Fotografia de Mário Novais, 1953, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

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26 de junho de 2021
A Escrita do Porto: Antecedentes
Lançamento do livro de Eduardo Fernandes
com Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto
Fundação Marques da Silva, 2 de julho, 18h

A Escrita do Porto: Antecedentes é o primeiro de 10 volumes que, no seu conjunto, trazem a resposta de Eduardo Fernandes à pergunta: de que é que se fala, quando se fala da "Escola do Porto"? O autor aborda, neste livro prefaciado por Sergio Fernandez, os Antecedentes da Escrita do Porto, isto é, o contexto da arquitetura portuguesa na primeira metade do século XX, revisitando o legado de Marques da Silva, o dilema da primeira geração moderna e o legado de Carlos Ramos. Aqui, a palavra "escrita" é usada com o sentido de "registo de uma ideia emergente", que se reconhece em texto, mas também em desenho e em obra.
 

A sessão de lançamento decorrerá no Palacete Lopes Martins, no dia 2 de julho, às 18h. A apresentação estará a cargo de Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto. O acesso é livre, condicionado à lotação do espaço. Caso pretenda garantir lugar, basta enviar email (fims@reit.up.pt) e pedir para reservar.
 

O livro A Escrita do Porto: Antecedentes é coeditado pela Fundação Marques da Silva, as Edições Afrontamento e o Lab2PT- Laboratório de Paisagens, Património e Território da Universidade do Minho, e conta com o apoio do Centro de Documentação da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.

 

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23 de junho de 2021
João Queiroz através dos seus livros

Os livros proporcionaram a João Queiroz as viagens que nunca chegou a realizar e converteram-se também em preciosos instrumentos de trabalho ao longo da sua vida de arquiteto. Ao percorrer a sua Biblioteca, hoje preservada na Fundação Marques da Silva, pressente-se a sua vontade de conhecimento do “estado do mundo da arquitetura”. Uma rápida consulta aos títulos e logo ganham forma os temas sobre os quais iam recaindo os seus interesses, como, por exemplo, montras para casas comerciais. Ele, que viria a ser o autor da icónica montra para a Perfumaria Tinoco, na rua de Santa Catarina, no Porto.

João Queiroz nasceu as 23 de junho de 1892.
 

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22 de junho 2021
Um livro para (re)descobrir Rogério de Azevedo

Em Projecto e Circunstância: A coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, Ana Alves Costa interpreta de forma inovadora o legado de um arquiteto que urge (re)descobrir. O livro, editado pela Fundação Marques da Silva e pelas Edições Afrontamento, foi ontem apresentado no âmbito de uma homenagem a Rogério de Azevedo, promovida pela Saba, na Garagem do Comércio. Está agora disponível para leitura e pode ser adquirido nos pontos de venda habituais, entre os quais a loja online da Fundação Marques da Silva.
 

Até ao final desta semana, e no decurso da homenagem ontem realizada a Rogério de Azevedo, poderá ser visitada uma pequena exposição de plantas e fotografias do projeto para a Garagem de O Comércio do Porto, organizada pela empresa municipal de Cultura do Porto, a Ágora, e que pode ser visitada no último piso deste equipamento até domingo.
 

Sobre o livro: + info

Sobre o lançamento: álbum

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21 de junho de 2021
Projecto e Circunstância: a coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, de Ana Alves Costa
A Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento lançam um novo livro
Garagem de O Comércio do Porto. 1929-32. © Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

Projecto e Circunstância: a coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, de Ana Alves Costa é o novo projeto editorial da Fundação Marques da Silva, a publicar em parceria com as Edições Afrontamento.
 

O lançamento deste livro, que conta com um prefácio de José Miguel Rodrigues, decorrerá hoje, dia 21, na Garagem Comércio do Porto, no âmbito de uma homenagem ao Arquitecto Rogério de Azevedo organizada pela Saba, a empresa gestora deste equipamento, projetado por Rogério de Azevedo e uma das suas obras mais emblemáticas, já classificado como Monumento de Interesse Público. Devido ao contexto que atravessamos, a sessão será de acesso restrito, mas o livro passará a estar disponível para aquisição nos pontos de venda habituais (incluindo loja online da Fundação).
 

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19 de junho de 2021
Dedicado aos nossos amigos arqueólogos
Escritos Escolhidos Especial, com Alexandre Alves Costa
Jornadas Europeias da Arqueologia
Idanha-a-velha, interior dos palheiros após intervenção

No terceiro fim-de-semana de junho, em todos os países membros do Conselho da Europa, realizam-se as Jornadas Europeias da Arqueologia. Para assinalar o momento, a Fundação Marques da Silva preparou um Escritos Escolhidos em formato especial. O texto seleccionado, “dedicado aos nossos amigos arqueólogos”, é da autoria de Alexandre Alves Costa e nele se propõe um regresso a Idanha-a-Velha, lugar de muitos passados requalificado pelo Atelier 15 entre 1994 e 2010. Um longo processo de transformação, enriquecido pela presença no terreno de "historiadores, antropólogos, arquitetos e sobretudo arqueólogos, de cuja perspicaz avaliação se foi retirando alguma convicção."   

Neste Escritos Escolhidos será o próprio autor a ler o texto, com a sua voz a sobrepor-se a registos de imagem que nos remetem para esta aldeia da Beira Baixa, classificada, pelo importante conjunto arqueológico e arquitetónico que nela se preserva, Monumento Nacional em 1997.

 

Versão áudio: podcast #22 - Alexandre Alves Costa | versão com imagem: Escritos Escolhidos (vimeo)

 

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18 de junho de 2021
James Newitt / Off-Shore
Vídeo de apresentação
James Newitt, Off-Shore, Palacete Lopes Martins, fotografia Rui Ferreira

OFF-SHORE, James Newitt
Fundação Marques da Silva
14.05 - 27.06.2021


«Off-Shore» é uma instalação composta por materiais encontrados e animações, com foco numa iniciativa utópica localizada no meio do mar. «Off-Shore» é um convite para reimaginar o mar como um espaço extraterritorial — com um estatuto legal ambíguo e uma nova fronteira para o armazenamento de dados — e um trabalho que não deixa de ser crítico das ideologias capitalistas e muitas vezes colonialistas que podem estar subjacentes a este esforço de reimaginação.
 

Ver Vídeo de Apresentação


Organização e Produção: Ci.CLO
Co-produção: Câmara Municipal do Porto
Mecenas: Banco BPI, Fundação "la Caixa"
Apoio Financeiro: Direção-Geral das Artes
Parceiros: Fundação Marques da Silva

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17 de junho de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #1

Ontem, no Palacete da Fundação Marques da Silva, retomou-se o prazer do encontro, da conversa em tempo real entre Manuel Correia Fernandes, José António Lameiras e Teresa Marat-Mendes, moderada por David Viana e Sofia Aguiar. Uma sessão onde também o público presente fez questão de intervir.
Falou-se do percurso de Manuel Marques de Aguiar, das suas referências e da linha coerente que estabeleceu entre a vida e a profissão. Em particular, abordou-se a sua ligação a Espinho, o tempo longo que dedicou a conhecer e a planear a organização deste território urbano. Abrindo o horizonte a outros terriórios e tempos, sublinhou-se a importância do desenho, a necessidade de pisar o chão, de dirigir a atenção ao outro para poder responder às suas preocupações. Mas também se realçou a imponderabilidade que condiciona o ato de pensar o território hoje, de um futuro cada vez mais imprevisível, da força do contexto. Referiu-se a complexidade de um processo de natureza intrinsecamente participativa, que deverá estar ao serviço de uma comunidade, da urgência em repor uma garantia de confiança nos elementos decisores, do facto de um plano urbano traduzir sempre uma vontade política de fazer "cidade", conceito cada vez mais difícil de definir.

O próximo encontro decorrerá a 29 de setembro e tem já confirmadas as presenças de Álvaro Domingues e Teresa Heitor. A moderação estará a cargo de David Viana e Marta Aguiar.

 

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16 de junho 2021
Newsletter - Junho 2021

A sala de jantar do Palacete volta a abrir-se para receber Manuel Correia Fernandes, Teresa Marat-Mendes e José Lameiras. Será uma conversa moderada por David Viana e Sofia Aguiar, sobre Perspetivas do viver urbano. Esta é a notícia em destaque na Newsletter que hoje se publica e que traz já o convite para novas iniciativas.

 

Ler aqui: Newsletter - junho 2021

 

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14 de junho 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #1 | 16 de junho, 18h
Manuel Correia Fernandes, Teresa Marat-Mendes e José António Lameiras
moderação a cargo de David Viana e Sofia Aguiar
Inscrições abertas

Uma parte significativa do percurso profissional de Manuel Marques de Aguiar passou pelo desenvolvimento de estratégias de ordenamento da região Norte do país, nos Serviços de Urbanização da Direção-Geral de Organização do Território. Enquanto arquiteto-urbanista liberal, Marques de Aguiar dedicou-se igualmente ao planeamento urbano, área onde o trabalho realizado para o município de Espinho veio a adquirir particular evidência. Mas também colocou o conhecimento adquirido em França ao serviço do município do Porto, enquanto interveniente ativo na vinda de Robert Auzelle, e no desenho de toda a orla marítima desde Leça até à Foz do Douro, território por si habitado e onde acabará por cruzar o dever e o coração.
 

Para este primeiro encontro (o segundo decorrerá a 29 de setembro), organizado no contexto da exposição atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva, O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, estarão presentes o arquiteto Manuel Correia Fernandes, cuja extensa carreira enquanto arquiteto e professor, também passou pela coordenação do Programa de Revitalização e Requalificação da Baixa do Porto, em 2001, ou pelo exercício de funções na CMP, designadamente como Vereador do Urbanismo entre 2013 e 2017; o engenheiro José António Lameiras (uma vez que a arquiteta Sandra Almeida, Chefe de Divisão de Planeamento e Projetos Estratégicos da CM de Espinho, devido a um imprevisto, não poderá comparecer), docente do Centro Regional das Beiras da Universidade Católica Portuguesa e perito do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território para a elaboração da Lei do Solo, detentor de uma vasta experiência profissional em planeamento urbanístico; e a arquiteta Teresa Marat-Mendes, cuja atividade científica (é Professora no Iscte e coordenou vários projetos para o DINÂMIA CET-IUL) se tem vindo a centrar nas áreas da Morfologia, Metabolismo, Desenho e Sustentabilidade Urbana, Arquitetura e Urbanismo Português Contemporâneo.

 

A moderar a sessão, estarão o curador da Exposição, o arquiteto David Viana, Chefe da Divisão de Planeamento da CM de Matosinhos, investigador no ISTAR-Iscte e membro do Conselho Científico do PNUM e do Conselho Editorial da Revista de Morfologia Urbana; e a arquiteta Sofia Aguiar, filha do arquiteto Manuel Marques de Aguiar que vive e trabalha entre Porto e Havana, pertencendo ao grupo de artistas que fundou e gerou o Movimento Cultural FAC (Fábrica de Arte Cubana). Sofia Aguiar é igualmente curadora/artista e dinamizador de múltiplos projetos tendo, a convite da Ministra da Cultura da Bolívia, realizado um estudo para a criação de "indústrias culturais" sustentáveis.

 

Para garantir a presença e participação neste encontro, que decorre no Palacete da Fundação Marques da Silva, no próximo dia 16 de junho, com início às 18h00, pede-se apenas a realização de uma inscrição prévia, através do email fims@reit.up.pt.

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11 de junho de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #1 | 16 de junho, 18h
com Manuel Correia Fernandes, Teresa Marat-Mendes e Sandra Almeida
moderação de David Leite Viana e Sofia Aguiar
Palacete da Fundação Marques da Silva
Manuel Marques de Aguiar, Passeio Alegre, 1992

Perspetivas sobre o viver urbano é o mote para dois Encontros pensados no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar e que vão ter lugar no Palacete da Fundação Marques da Silva.  Para este primeiro encontro, a acontecer já no próximo dia 16 de junho, com início às 18h00, teremos como convidados Manuel Correia Fernandes, Teresa Marat-Mendes e Sandra Almeida. Numa conversa moderada por David Leite Viana e Sofia Aguiar, será evocado o percurso profissional de Manuel Marques de Aguiar, cujo arquivo foi doado à Fundação Marques da Silva, como ponto de partida para uma análise do sentido da construção de vivências coletivas em espaços urbanos e do papel que a arquitetura e o urbanismo desempenham nessa mesma construção.
 

A entrada é livre, mas a lotação máxima do espaço é de 30 lugares. As inscrições, previamente obrigatórias por email (fims@reit.up.pt), encontram-se abertas a partir de hoje, dia 9 de junho, dia em que também se assinala o Dia Internacional dos Arquivos.

 

 

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8 de junho de 2021
O Porto Canal na Fundação Marques da Silva

O Porto Canal veio à Fundação e visitou a Exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

Ver aqui N´Agenda (5 de junho de 2021)

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3 de junho de 2021
António Cardoso (1932-2021)

A Fundação Marques da Silva despede-se, com profunda tristeza, do Professor António Cardoso. Numa singela homenagem ao principal mentor deste projeto e membro do seu Conselho Geral, recordamos as qualidades humanas que sempre o distinguiram, a atenção ao outro, a sua perserverança, bonomia e espírito conciliador; e a qualidade do seu percurso profissional, como investigador - até à data permanece o autor do estudo mais abrangente e sistematizado do arquiteto José Marques da Silva -, como professor, como divulgador e como artista.

O funeral realiza-se amanhã, em Amarante, às 18h00.
 

António Cardoso Pinheiro de Carvalho nasceu em Amarante em 1932.
Concluiu o Curso do Magistério Primário em 1951. A sua formação artística iniciou-se com a frequência da Academia Alvarez (anos 50) e da Escola Superior de Belas Artes do Porto (1965-1966). A sua ligação a Amarante e ao Museu Amadeo de Souza Cardoso determina o convívio, nos anos 50, com Albano e Victor Sardoeira. Foi através dele que se realizaram em Amarante exposições de Arte Moderna, organizadas pela Galeria Alvarez e que se realizaram no Porto exposições de Amadeo de Souza Cardoso, num intercâmbio cultural que se prolongaria tempo fora. Nos anos 60 integrou o Instituto de Meios Audiovisuais e o Instituto de Tecnologia Educativa, apresentando programas de Televisão Escolar entre 1963 e 1965. Entre este ano e 1974, foi realizador da Televisão Educativa e da Telescola/ITE. Foi director do Curso do CPTV / ITE (1977-1981) e coordenou diversas acções de formação de Professores do Ensino Básico e Secundário, e de Professores do CPTV, difundidas pela RTP do Instituto de Tecnologia Educativa. Paralelamente, frequentava a Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde se licenciou em História, em 1974. A partir de 1981 integrou o quadro de docentes do Curso de História, variante de Arte, da Faculdade de Letras, tendo leccionado, entre outras, as cadeiras de Sociologia da Arte e História da Arte do século XX. Leccionou ainda no Mestrado de História de Arte do Departamento de Ciências e Técnicas do Património, nos Seminários de Verão orientou teses de mestrado e de doutoramento e coordenou diversas visitas guiadas e exposições. Em 1982, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, visitava a Bienal de Veneza e a Documenta 7, de Kassel. Doutorou-se em História da Arte com uma tese que viria a ser editada com o título O Arquitecto José Marques da Silva e a arquitectura no Norte do país na primeira metade do século XX (Faup Publicações, 1997). O trabalho desenvolvido para a tese de doutoramento conduziu à doação do legado de Marques da Silva à Universidade do Porto, que viria a dar origem ao Instituto Arquitecto José Marques da Silva, em 1994. Representou a Faculdade de Letras da Universidade do Porto na Comissão do Património da Câmara Municipal do Porto, entre 1996 e 2001. O seu interesse pelo património artístico e arquitectónico também tinham já determinado que ocupasse o lugar de delegado da Junta Nacional da Educação, em Amarante, tendo estado ligado à classificação do património arquitectónico daquela localidade. É investigador na área da história da arquitectura e da pintura, tendo publicado numerosos textos e ensaios em catálogos de exposições. Foi responsável científico de importantes exposições na cidade do Porto: Marques da Silva/Arquitecto 1896/1947 (Casa do Infante, 1986); Casa de Serralves, retrato de uma época (Casa de Serralves 1988); e Aguarelas de Marques da Silva (Instituto Marques da Silva, 2001). Tem divulgado particularmente a obra de Amadeo de Souza Cardoso, em Portugal e no estrangeiro. Director do Museu Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante, a partir dos anos 90, tendo sido responsável pelo catálogo da colecção do museu, editado em 1997. Realizou exposições individuais na Galeria Divulgação, em 1967, no Porto, e no Museu Amadeo de Souza Cardoso, em 1979, em Amarante. Participou em numerosas exposições colectivas, nomeadamente, nas seguintes: Exposições anuais e itinerantes da Academia Alvarez (1955-1962); Salões dos Novíssimos (1958-1964); Salões de Arte Moderna da SNBA (1958-61); II Exposição de Artes Plásticas da FCG (1961); Claro / Escuro, SNBA (1964); XV Exposição Magna da ESBAP (1966); Exposições do Cinquentenário da morte de Amadeo de Souza Cardoso (1969); Levantamento da Arte do Século XX no Porto, MNSR e FCG (1975); [+] de 20 grupos e episódios do Porto do séc. XX, Galeria do Palácio (2001); 50 Anos Depois, Galeria Alvarez (2004) e Amarante em Wiesloch, Alemanha (2004). Recebeu o Prémio dos Críticos de Arte para a Representação Portuguesa na I Bienal de Paris, de 1959. A sua actividade profissional é vasta e invulgar, uma vez que se reparte pelas áreas do ensino, da investigação histórica e da prática artística. Embora o seu empenho na área das humanidades possa ter ofuscado a sua actividade artística, António Cardoso nunca deixou de desenhar e de pintar, sendo certo que esta prática continuada que manteve foi, a partir de certa altura, menos divulgada do que o seu trabalho de professor universitário. Professor, museólogo, conferencista e crítico de arte, António Cardoso foi membro da APOM (Associação Portuguesa de Museologia), da ARPPA (Associação Regional do Património Cultural e Natural) e é membro da Associação Internacional dos Críticos de Arte (Secção Portuguesa).

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31 de maio de 2021
Modos de editar: entre a cópia e o original | #2 Exposição

Concluídas as residências e workshops desta quinta edição de Modos de Editar: entre a cópia e o original, é agora possível apreciar o trabalho neles desenvolvido. A exposição pode ser visitada ao longo da semana, entre as 14h e as 18h, no Palacete da Fundação Marques da Silva. A entrada é livre.

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28 de maio de 2021
5º seminário Modos de editar: Entre cópia e original

A quinta edição do seminário Modos de Editar: Entre cópia e original vem trazer um novo olhar sobre o ozalid. Em diálogo com o espaço e os arquivos da Fundação Marques da Silva, alunos e professores da Faculdade de Belas Artes da U.Porto estão a realizar residências e workshops que têm como ponto de partida a reativação desta técnica de reprodução de imagem. Os trabalhos que têm vindo a ser produzidos ao longo desta semana ficarão expostos no Palacete da Fundação, juntamente com algumas peças desenhadas da autoria de José Marques da Silva para a Escola de Belas Artes do Porto e objetos e instrumentos originais, com particular destaque para os provenientes do atelier do arquiteto António Menéres.

A exposição poderá ser visitada de 31 de maio a 5 de junho, entre as 14h e as 18h.
Entrada livre.

Consultar folha de sala.

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21 de maio de 2021
5º seminário Modos de editar: Entre cópia e original
Residências - Workshops - Exposição
Fundação Marques da Silva
24 de maio a 5 de junho


O 5º seminário Modos de editar: Entre cópia e original, sob coordenação de Graciela Machado e Rui Santos, pretende continuar a explorar as possibilidades formais, estéticas e conceptuais encerradas no uso dos meios reprográficos por artistas, designers e arquitectos através da realização de residências, workshops, exposição e seminário.

Esta edição do Seminário foi pensada como um espaço de partilha de experiências de investigação e artísticas em torno da tecnologia reprográfica do Ozalid, explorando três eixos de observação que possibilitem a compreensão e ampliação do seu legado histórico, da sua preservação ou da sua utilização em contextos artísticos e gráficos no presente:
· O arquivo e problemas de conservação
· Testemunhos de quem cuida de coleções Design/Arte
· Os atuais produtores e os autores. Projetos editoriais que recorrem ao uso de ferramentas de produção efémeras e suportes mutáveis.

 

O evento desenrola-se em dois momentos distintos:

- entre 24 de maio e 5 de junho, na Fundação Marques da Silva, docentes e estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) vão ensaiar e desenvolver trabalhos de estudo de categorias de imagem realizados a partir de peças desenhadas por José Marques da Silva para a então Escola de Belas Artes do Porto e com recurso a materiais cedidos pelo Arq.to Antonio Menéres. Propostas que consideram o uso prático e simbólico de um território físico e imaterial hoje ocupado pela FBAUP na cidade do Porto e que ficarão expostas ao público na semana que se inicia a 31 de maio;

- no último trimestre de 2021, na FBAUP, para debate e reflexão do trabalho entretanto realizado.
 

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20 de maio de 2021
Dell´ organizzazione dello spazio
de Fernando Távora, com tradução de Carlotta Torricelli

É hoje lançado em Itália o livro de Fernando Távora, Da Organização do Espaço, com tradução de Carlotta Torricelli. Trata-se de um projeto da editora Nottetempo que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva e da família deste autor-arquiteto.
 

Escrito em 1962, sob o impacto da viagem aos Estados Unidos e ao Japão, Da Organização do Espaço respondeu a uma exigência académica integrada no concurso para Professor à Escola Superior de Belas Artes do Porto. As preocupações então expressas por Fernando Távora denotam o seu entendimento da arquitetura e urbanismo português e internacional daqueles anos, das circunstâncias de uma época. Síntese dos estudos teóricos empreendidos no final da década de 40, sucessivamente atualizada e aprofundada no evoluir da prática profissional e letiva, trata-se de um exercício ensaístico revestido de atualidade que convida à sua leitura, como as várias reedições e agora esta versão em língua italiana vêm confirmar.

 

+ info: www.edizioninottetempo.it

 


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17 de maio de 2021
A vida dos desenhos: uma experiência imersiva nos jardins da Fundação
Dia Internacional dos Museus 2021, 18 de maio

E se os desenhos de Manuel Marques de Aguiar ganhassem vida e invadissem os jardins da Fundação Marques da Silva? Este é o ponto de partida para a instalação de arte digital que o Coletivo 7 criou no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. E assim, a partir de 18 de maio, em Dia Internacional dos Museus, os desenhos estendem-se da Casa-Atelier para os jardins, proporcionando aos visitantes uma experiência imersiva audiovisual, com recurso a realidade aumentada. Apenas é necessário descarregar a app “MMA_desenha_vida” e seguir as instruções disponíveis no local. Os visitantes devem ainda trazer os seus auriculares para potenciar a experiência. A entrada é livre.

+ info aqui

 

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14 de maio de 2021
Newsletter Maio 2021
Off-Shore, fotografia de James Newitt, 2021

Off-Shore é a exposição que hoje se dá a conhecer no Palacete da Fundação Marques da Silva. A ela cabe o destaque da Newsletter de maio. Mas há mais novidades.

A ler aqui

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11 de maio de 2021
Exposição | Off-Shore
James Newitt
Fundação Marques da Silva, 14 de maio a 27 de junho
Bienal de Fotografia do Porto 2021

A Fundaçao Marques da Silva vai acolher, entre 14 de maio e 27 de junho, a exposição Off-Shore, de James Newitt. Programada no âmbito da edição 2021 da Bienal de Fotografia do Porto, Off-Shore é uma instalação composta por materiais encontrados e animações, com foco numa iniciativa utópica localizada no meio do mar. Off-Shore é um convite para reimaginar o mar como um espaço extraterritorial — com um estatuto legal ambíguo e uma nova «fronteira» para o armazenamento de dados — e um trabalho que não deixa de ser crítico das ideologias capitalistas e muitas vezes colonialistas que podem estar subjacentes a este esforço de reimaginação.
 

Organizada pela Ci.CLO Plataforma de Fotografia, a Bienal de Fotografia assumiu como tema para a edição de 2021 "O que Acontece com o Mundo Acontece Connosco". Nela estarão presentes 16 curadores e 46 artistas nacionais e internacionais.
 

Aexposição patente ao público no primeiro piso do Palacete Lopes Martins, pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h. Acesso gratuito.
 

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7 de maio de 2021
Horários de visita
Hall da Casa-Atelier, abril de 2021, fotografia de David Viana

Este sábado ainda poderá visitar a exposição o Desenho da Vida na obra de Marques de Aguiar entre as 10h00 e as 12h30, mas a partir da próxima semana, retomamos os horários normais: de segunda a sábado, das 14h às 18h.

Estamos à sua espera!

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6 de maio de 2021
Prémio Fernando Távora
Lançamento da 17ª Edição
Sessão em formato digital - 7 de maio 2021

Com transmissão direta via facebook, a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos vai lançar, no próximo dia 7 de maio, pelas 19h, a 17.ª Edição do Prémio Fernando Távora, iniciativa que continua a ter como uma das suas entidades parceiras a Fundação Marques da Silva.

A crise pandémica condicionou, de modos diferentes, a realização dos dois últimos prémios pelo que a sessão vai contar com uma presença virtual dos anteriores premiados, que farão um enquadramento sucinto dos projetos galardoados e das influências sofridas pelo impedimento ou condicionamento de viajar.

Nesta sessão serão ainda revelados os membros do júri, que é renovado anualmente e inclui, para além do representante do Conselho Diretivo Regional da OA e dos representantes indicados pelos parceiros, uma figura de relevo cultural externa ao campo disciplinar da arquitetura e um elemento designado em conjunto com a família do arquiteto Fernando Távora.
 

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5 de maio de 2021
What Women? Reflexões e Práticas
Seminário em formato digital
13 de maio, 15h00

"What Women?", um dos 11 eixos temáticos do projeto (EU)ROPA - Rise of Portuguese architecture, pretende fazer um levantamento da emergência histórica e presença/ausência das mulheres no contexto da arquitetura portuguesa, alargando a discussão à reflexão e à prática dos feminismos na história em Portugal.

O seminário em formato online do próximo dia 13 de maio que o cartaz com um desenho de Maria José Marques da Silva anuncia insere-se nesta linha de investigação. Organizado e com moderação dos Investigadores Principais dos projetos "(EU)ROPA" e "W@ARCH", respetivamente Jorge Figueira e Patrícia Santos Pedrosa, vai contar com a participação de Adriana Bebiano, Ana Tostões e Irene Pimentel.

Para mais informações, clique aqui

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1 de maio 2021
Perspetivas sobre a Arquitetura e a Cidade
Conversa aberta / MAM 2021
Fórum da Maia, 3 de maio, 20h30

Álvaro Domingues, Francisco Vieira de Campos e Mário Nuno Neves vão falar sobre Arquitetura e Cidade, no próximo dia 3 de maio, às 20h30, no Fórum da Maia. Esta conversa aberta, com moderação de Carlos Magno, acontece no âmbito da edição 2021 do Mês da Arquitetura da Maia.

Inscrição gratuita, mas obrigatória. Basta enviar um email para infocultura@cm-maia.pt

 

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29 de abril de 2021
Dia Mundial da Dança
Alcino Soutinho, Paços do Concelho de Matosinhos, 1983

Corpo, espaço, lugar.
Perspetiva do edifício para os Paços do Concelho de Matosinhos (Alcino Soutinho, 1983).
Hoje é Dia Mundial da Dança.

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28 de abril de 2021
Tão Longe, tão perto: Atelier 15 em diálogo com Luís Urbano
FAU Encontros
Hoje, às 18h00

Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez (Atelier 15), em diálogo com Luis Urbano e mediação de Marta Bogéa, é o primeiro encontro de 2021 da série Tão longe, tão perto, programada no âmbito do FAU Encontros.

Este evento virtual, com transmissão simultânea entre Porto/Portugal e São Paulo Brasil pode ser acompanhado pelo YouTube (clique aqui).

 

+ info FAU Encontros: Tão Longe, tão perto

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26 de abril de 2021
António Menéres, arquitecto

António Menéres nasceu a 26 de abril de 1930, em Matosinhos. Celebra 91 anos de uma vida dedicada à Arquitetura.

 

Imagens: Alfredo Matos Ferreira, Urros, 1951; Clara Pimenta do Vale, Casa de Chá da Boa Nova, 2019.

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26 de abril de 2021
O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar

Abriu, no passado sábado, a nova exposição da Fundação Marques da Silva, "O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar". E há tanto para descobrir!

De segunda a sexta, das 14h às 18h e aos sábados, das 10h às 12h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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25 de abril de 2021
"Diário de Campo"
Rio de Onor, fotografia de Sergio Fernandez

“Acordam-nos às 10.30 da manhã. Miseravelmente tarde. O Domingos abre a janela do nosso quarto. Fico excitadíssimo. Está tudo completamente coberto de neve. As casas ganham um sabor extraordinário. Recortadas no branco dos telhados, dos campos e dos caminhos, as paredes são figuras geométricas castanho-escuras. Vestimo-nos a correr. Pequeno almoço magnífico, à lareira e regado a aguardente. Insisto em que tenho quarto, mas não serve de nada. A minha casa é aqui. O Sr. Pedro diz que nos encontrava a faltar, tanto como se fôssemos seus filhos. O Domingos e eu vamos ao carro que também está coberto de neve. Tiramos tudo quanto lá está dentro, para o quarto. Fico surpreendido quando o abro; está atulhado de coisas. Lá vamos metendo tudo. Insistem para que meta o carro numa loja. O tio Zé Cubano oferece-me a sua e, com a ajuda do Domingos e do António que tiram um carro de bois de lá de dentro, lá fica. Almoçamos e a tarde passa-se depressa. Distribuo algumas coisas que trouxe, visito pessoas amigas. Paro em casa da tia Emília. O Emídio morto por ver-me. Já tinha ido procurar-me. Vou a casa da tia Domingas, que fica muito satisfeita com a lata. Depois vou a casa do Sr. Mariano levar o brinquedo ao Augusto. Vem comigo levar-me à luz o Alexandre. Serão 4 e meia e já é noite. Está a família toda sentada a volta da lareira, comendo castanhas assadas. Os miúdos, sem que ninguém lhes diga nada, descascam-nas para mim. Lá estou um bocado na conversa. Depois vou a casa da Vitória. Mesmo de noite, noto qualquer coisa de estranho; rebocaram a casa exteriormente e por dentro também. O Bernardino está doente. A Vitória mostra-me a casa, que por dentro ficou bem. O Alfredo fica radiante com o comboio. Ainda passo por casa do Sr. Pedro. Depois vou cear a casa da Sra. Maria Teresa. O tio Farruco sempre bem-disposto e a mulher também. Depois apareceu o Sr. Pedro, a Sra. Ana Maria e o Domingos. Passou-se bem e depressa a noite. Continuamente a comer e a beber ou vinho ou aguardente, peras assadas, carne, chocolate, etc. Regressamos. Ainda ouvimos um pouco de música (agora é todas as noites) e estivemos ao fogo. Depois cama. Ainda continua tudo nevado.”


Esta é a entrada do dia 1 de Dezembro de 1963 do inédito “Diário de Campo”, escrito por Sergio Fernandez para o seu CODA sobre Rio de Onor. Essa experiência, que marcou profundamente o seu futuro percurso profissional, foi relatada na entrevista feita a propósito da exposição “Mais que Arquitectura” e pode ser revista aqui. Sergio Fernandez celebra hoje o seu 84º aniversário.
 

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22 de abril de 2021
O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
Na Fundação Marques da Silva a partir de hoje!

Reabrem-se as portas da Casa-Atelier José Marques da Silva para uma nova exposição. O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar aí está a aguardar a sua visita. Hoje, em dia de abertura, a entrada é livre.

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23 de abril de 2021
"Paisagens urbanas"

Townscape, de Gordon Cullen, publicado em 1961, foi um livro que exerceu um grande impacto na comunidade de arquitetos e urbanistas da época. Não é por isso de estranhar a sua presença na biblioteca de muitos arquitetos portugueses, caso de Fernando Távora, Alcino Soutinho, Octávio Lixa Filgueiras ou de Manuel Marques de Aguiar. Cullen distingue-se também pela forma como exemplifica o conceito de paisagem urbana, recorrendo ao desenho para demonstrar análises dinâmicas e humanizadas dos espaços urbanos. Influência que se pressente, por exemplo, quer na forma como Manuel Marques de Aguiar capta as paisagens que desenha, quer no Relatório elaborado em 1965 a propósito do XXII Congresso da Federação Internacional de Arquitetura e Urbanismo, em Viena, com passagem por algumas cidades europeias.

Hoje é Dia Mundial do Livro. Amanhã, 24 de abril, já poderá visitar a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

 

 

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21 de abril de 2021
Newsletter FIMS - Abril 2021

 

Saiu a Newsletter de abril com a notícia de uma nova exposição em destaque! É já no próximo sábado, 24 de abril, a abertura de O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.
 

A ler aqui

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20 de abril de 2021
Há um novo arquiteto na Fundação Marques da Silva: José da Cruz Lima

O acervo do arquiteto José da Cruz Lima passou a fazer parte da Fundação Marques da Silva. Natural de Luanda, cedo veio a fixar-se no Porto. Aluno de José Marques da Silva, defendeu o CODA, na Escola de Belas Artes do Porto em dezembro de 1945, com o programa "Uma residência particular". Foi colaborador de Januário Godinho, vindo posteriormente a desenvolver uma longa carreira como profissional liberal e como arquiteto da Câmara Municipal de Ovar. Tem obra projetada e construída no Porto, Matosinhos, Ovar e Torreira. A sua biblioteca profissional, peças desenhadas e escritas, fotografias e mobiliário profissional constituem o acervo que em breve poderá ser alvo do olhar e do interesse de investigadores.

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13 de abril de 2021
O Desenho da Vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
Exposição | Casa-Atelier José Marques da Silva
24 de abril a 30 de setembro

A Casa-Atelier José Marques da Silva tem uma nova exposição pronta a inaugurar!
A partir do dia 24 de abril, a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, com curadoria de David Leite Viana, deixa ver o traço inconfundível de um arquiteto/urbanista que, entre muitas outras obras e geografias, desenhou a Escola Francesa, definiu estratégias para o ordenamento da região norte, planeou a imagem urbana de Espinho e pensou a reconstrução de Angra do Heroísmo, após o terramoto de 1980. Ao longo de 5 núcleos temáticos,
a exposição revela projetos, desenhos e memórias de um intenso processo de pesquisa, às vezes intuitivo, outras vezes sistemático, orientado para a definição de valores e prioridades de transformação do espaço. Mas revela, também e sobretudo, o seu modo único de olhar e apreender a vida, os ambientes que o rodeiam, o seu quotidiano tecido de afetos.

É já no próximo sábado!
 

+ info O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar

 

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18 de abril de 2021
A Escola Francesa do Porto:
Escritos Escolhidos #21 e desenho inédito de Manuel Marques de Aguiar
DIMS 2021
Manuel Marques de Aguiar, Escola Francesa: estudo para o hall Bloco F, 5 de novembro de 1959,

A Escola Francesa do Porto, construída nos primeiros anos da década de 60, é um exemplo bem-sucedido de cooperação entre as comunidades francesa e portuguesa. Foi projetada por Manuel Marques de Aguiar, Carlos Carvalho Dias e Luiz Cunha, um conjunto de então jovens arquitetos que viriam a desenvolver um percurso de relevo e a marcar o desenho urbano do país e da cidade do Porto em particular.

A construção desta Escola, graças aos esforços de vários intervenientes de ambos os países envolvidos, ajudou a configurar a zona da cidade onde se encontra implantada. Entre a sua arquitetura e o projeto pedagógico e formativo que a anima, congrega hoje significados e valores que representam uma herança comum.

A história do seu projeto será contada no podcast “Escritos Escolhidos" e acompanhada pela divulgação deste desenho inédito da autoria de Manuel Marques da Aguiar. Com eles, a Fundação Marques da Silva assinala a sua participação no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

 

Ouvir o podcast:
Escritos Escolhidos #21: Manuel Marques de Aguiar/Memória Descritiva da Escola Francesa do Porto (1960)

 

Ver: Cartaz DIMS 2021

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16 de abril de 2021
O Aleixo, de Manuel Teles, "In Conflict"
Fotografia das Torres do Aleixo, Ana Jacinta Reis, 2019

O Grupo de Moradias Populares do Aleixo, projetado no início dos anos 70 pelo arquiteto Manuel Teles, com o apoio da restante equipa da Repartição de Construção de Casas da Direcção dos Serviços de Habitação da Câmara Municipal do Porto, foi começado a construir em ditadura, inaugurado na véspera da revolução e ocupado clandestinamente durante o processo revolucionário. Agora, em democracia, o Aleixo existe apenas como memória. Numa decisão geradora de acesas discussões e polémicas, foram demolidas as 5 torres que o formavam e, em 2019, realojados os últimos moradores.

Tratou-se de um singular projeto de habitação estatal, pioneiro na sua proposta espacial de relações vicinais em altura, que acompanhou a evolução da cidade e do país. Vai ser este ano apresentado em Veneza a um público internacional, no âmbito da Representação Oficial Portuguesa da Biennale Architettura 2021. Os curadores, o atelier depA architects (Carlos Azevedo, Luís Sobral e João Crisóstomo) e o curador-adjunto Miguel Santos, seleccionaram o Aleixo para a exposição "In Conflit", num gesto que seguramente trará um novo olhar sobre a obra e o seu autor. Manuel Teles faria hoje 85 anos.
 

Nota: agradece-se à arquiteta Ana Jacinta Reis a partilha desta fotografia, captada em 23 de abril de 2019, prazo limite para saída dos últimos moradores das torres.

 

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11 de abril 2021
Manuel Graça Dias e a "rua dos Dragões"
Manuel Graça Dias, Edifício para a

Estes são desenhos que projetam um futuro que nunca chegou a acontecer. Representam formas, ensaiam ideias para o preenchimento da esquina da rua dos Dragões, em Chaves. Entre demolições e a abertura de uma nova rua, este lote urbano, em 1985, perseguia um novo significado que Manuel Graça Dias tenta alcançar com a proposta de um edifício para habitação e escritórios, com um primeiro piso comercial. Em Chaves, cidade de particular afeição para este arquiteto, podemos encontrar várias obras construídas de sua autoria, delas sobressaindo o famoso edifício Golfinho. Mas estes desenhos de um cenário suspenso no tempo, apenas pensado, projetado, têm o fascínio de nos devolver o traço e o processo criativo do seu autor, enquanto nos desafiam a contrapor ao real, "ao que é", uma imagem do que poderia ter sido.

Manuel Graça Dias nasceu a 11 de abril de 1953.

 

 

 

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6 de abril de 2021
A Arquitetura e a Cidade
Mês de Arquitetura da Maia
6 de abril a 16 de maio de 2021

A partir de hoje, 17 projetos que ajudaram a construir a cidade da Maia e o seu centro, entre os quais se destacam os de José Carlos Loureiro, estarão em exposição no Fórum da Maia. São os projetos selecionados por Sérgio Amorim e Nuno Lopes para a edição 2021 do Mês da Arquitetura da Maia. A exposição, que tem por tema "A Arquitetura e a Cidade", conta com o apoio da Fundação Marques da Silva e pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 22h00. Fica patente ao público até 16 de maio.

 

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5 de abril de 2021
Reabertura da Exposição "Mais que Arquitetura"
À sua espera!

A partir de hoje, 5 de abril, voltam a abrir-se as portas da Fundação Marques da Silva. A exposição "Mais que Arquitetura" pode ser visitada de segunda a sexta, das 14h00 às 18h00 e aos sábados, enquanto o estado de emergência assim o impuser, das 10h00 às 12h30.

 

Reveja o teaser de Paula Moura Pinheiro e venha visitar-nos. Estamos à sua espera!

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1 de abril de 2021
A Mãe de Cristo e as Santas Mulheres no Regresso do Calvário
Esquisso de Alves de Souza

Nesta quadra pascal partilhamos o Esquisso de Alves de Souza "A Mãe de Cristo e as Santas Mulheres no Regresso do Calvário". Trata-se de um trabalho em gesso, um alto relevo classificado em 6.º lugar no concurso semestral da Escola de Belas Artes de Paris. Viria por caminho de ferro para o Porto, em julho de 1910, para constar juntamente com mais três peças do autor, na 19.ª Exposição dos trabalhos escolares dos alunos da Escola Portuense de Belas Artes considerados dignos de distinção no ano letivo de 1909-1910. A peça esteve exposta com o número 185.
Hoje, tal como o painel 184, "Vítimas da Miséria", outro esquisso em gesso do mesmo autor, pertence à coleção de escultura da Fundação Marques da Silva.  Refira-se que 1910 é também o ano em que a dupla Alves de Souza e José Marques da Silva recebe a adjudicação do Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular.

Feliz Páscoa!


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30 de março de 2021
A Arquitetura e a Cidade: 17 projetos que marcaram a construção da Maia
Mês da Arquitetura da Maia #6
Fórum, 6 de abril a 16 de maio de 2021

A Arquitetura e a Cidade: 17 projetos que marcaram a construção da Maia [uma leitura da construção do centro da cidade da Maia a partir das arquiteturas e do discurso dos seus arquitetos] é o tema da 6.ª edição do Mês de Arquitetura da Maia, que se inaugura no próximo dia 6 de abril, no Fórum desta mesma cidade, obra projetada por José Carlos Loureiro.
 

Os seus curadores, os arquitetos Sérgio Amorim e Nuno Lopes, propõem "uma narrativa, entre muitas possíveis, da construção da cidade da Maia e do seu centro [...] uma visão configurada através de um conjunto de obras de arquitetura que, em si próprias, e através das relações que estabelecem com a cidade, são capazes de explicar ou, pelo menos, testemunhar, alguns dos principais processos da transformação urbana ocorrida, em particular, nos últimos sessenta anos." Trata-se de uma exposição que "pretende evidenciar o processo do “fazer arquitetura” – o imenso e extraordinário labor dos que a criam e constroem, umas vezes com maior atenção mediática, outras no silêncio do anonimato." E nela estarão expostos registos que documentam os vários projetos desenvolvidos pelo arquiteto José Carlos Loureiro para o Município da Maia.
 

Este ano com o apoio da Fundação Marques da Silva, o Mês da Arquitetura da Maia é uma iniciativa da Câmara Municipal da Maia, promovida pelo Pelouro da Cultura, sob vereação do Doutor Mário Nuno Neves.
 

Poderá ser visitada de terça a domingo, das 10h às 22h, até 16 de maio de 2021.

+ info: www.cm-maia

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29 de março de 2021
A Estação de S. Bento na televisão britânica

A Estação de S. Bento é uma das protagonistas do primeiro episódio da segunda série de Architecture the Railways Built. E foi André Tavares quem deu a conhecer o projeto a Tim Dunn, o apresentador deste programa produzido pela Brown Bob Productions para a UKTV Play. Nada como acompanhá-lo e voltar a olhar para esta obra de Marques da Silva. Há sempre algo de novo a descobrir!
 

Architecture the Railways Built (episode Wemyss Bay)

 

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27 de março de 2021
Um Teatro Azul em Dia Mundial

Falar de Teatro é também falar de Arquitetura. Quando em 1998 Manuel Graça Dias e Egas José Vieira abraçaram o desafio de pensar um Teatro para Almada tinham apenas à sua disposição um sítio anónimo à espera de um qualquer acontecimento, um rarefeito baldio incompleto. Do compromisso entre forma e função foi nascendo um edifício embrulhado em cor: o Teatro Azul. Com ele se encontrou o sentido do lugar, nele se fundiram os conceitos de modernidade, funcionalidade, dignidade e utilidade social. Um espaço significante e com significado.

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25 de março de 2021
A Sala 35; Um guarda florestal patriota; Uma bala perdida
Escritos Escolhidos #20 - Alfredo Matos Ferreira
A sala 35; fotografia de António Menéres

Escritos Escolhidos, na sua vigésima edição, traz-nos Alfredo Matos Ferreira e a memória de algumas aventuras vividas pelo grupo da mítica Sala 35: Alberto Neves, Alfredo Matos Ferreira, Álvaro Siza, António Menéres, Joaquim Sampaio, Luiz Botelho Dias e Vasco Macieira Mendes. 
 

Escritos Escolhidos #20 - Alfredo Matos Ferreira

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24 de março de 2021
Raúl Leal: Filosofia e Literatura
Seminário Aberto

Vai decorrer hoje, às 17h00, mais um seminário aberto sobre o projeto de investigação "Raul Leal: Filosofia e Literatura". Nesta sessão, a decorrer na plataforma Zoom, Luísa Malato, Filipe Cortesão, Halwaro Carvalho Freire, Luís Ramos e Renato Epifânio abordarão múltiplas facetas da obra de Raul Leal e será feito um ponto de situação do inventário do espólio de Raul Leal, integrado no acervo de Fernando Távora, na Fundação Marques da Silva.

 

+ info: Instituto de Filosofia da FLUP

 

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21 de março de 2021
Poemas Inconjuntos

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores

[...]

 

Excerto de um "Poema inconjunto", retirado do livro Poemas de Alberto Caeiro (Lisboa, Editorial Ática, 1946) que repousa sobre a poltrona de Fernando Távora. No exterior, nos jardim da Fundação, temos um prenúncio de Primavera. Hoje é também o dia da Poesia.

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19 de março de 2021
S. Torcato, a construção de um Santuário, de João Luís Marques

Em 2019, a convite da Fundação Marques da Silva, João Luís Marques apresentou a conferência S. Torcato, a construção de um Santuário: Leitura do projeto a partir do espólio de Marques da Silva, no âmbito de um ciclo organizado pela Irmandade de S. Torcato, Olhares sobre S. Torcato. A investigação então realizada veio revelar uma teia de relações, de alcance internacional, que se projetou até muito recentemente. Em 2020, o Santuário foi elevado à condição de Basílica Menor. Publica-se agora o texto onde se conta a história da sua construção.
 

Ler S. Torcato, a construção de um Santuário: Leitura do projeto a partir do espólio de Marques da Silva

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18 de março de 2021
Recordar Mário Bonito
Mário Bonito, desenho para o cenário da peça

Hoje, Mário Bonito faria 100 anos. Nasceu no Porto a 18 de março de 1921. Formou-se em arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto onde chegou a ser professor por convite de Carlos Ramos. Foi membro fundador do grupo ODAM e deixou marcas na cidade com obras inovadoras para o seu tempo, como o bloco de habitação coletiva "Ouro" (com Rui Pimentel), na rua Fernandes Tomás, o edifício da antiga Livraria Leitura, na rua de Ceuta, ou o bairro da Cooperativa "O lar familiar", no largo Maestro Miguel Ângelo e rua Carlos Dubini. O trabalho na Direção Geral de Urbanização absorveu a maior parte do seu percurso profissional, mas foi sempre um homem atento e interveniente. Escreveu e manteve, ao longo da sua vida, o interesse por várias disciplinas, entre as quais o Cinema e o Teatro. Colaborou com o Teatro Experimental do Porto, para quem projetou cenários, como a imagem documenta. Trata-se de um dos desenhos da peça A Gata Borralheira, um teatro de fantoches produzido pela secção infantil do Cine-Clube do Porto, e agradece-se a Manuel Mendes a sua partilha.

 

 

 

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15 de março de 2021
Newsletter FIMS - Março 2021

Saiu nova Newsletter da Fundação Marques da Silva a anunciar um desejado regresso da exposição Mais que Arquitectura, que ficará aberta ao público de 5 a 30 de abril. E como a Fundação não tem estado parada, também nela se dá conta de novos projetos e do que tem estado a ser feito.
 

A ler aqui

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12 de março de 2021
Manuel Graça Dias
Ana Vaz Milheiro conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que arquitetura" - #12 Media

Manuel Graça Dias, utilizando todos os meios que teve ao seu dispor, soube comunicar como ninguém o seu gosto e conhecimento da arquitetura. Através da palavra, falada e escrita, através da imagem, passando pela rádio, televisão, cinema ou literatura e imprensa, captou a atenção de um público alargado para o universo da arquitetura. Era, portanto, inevitável ser uma figura em destaque na estação dedicada aos mídia da exposição "Mais que arquitectura", para a qual foi expressamente realizado este vídeo que coloca Ana Vaz Milheiro em diálogo com Paula Moura Pinheiro. Uma homenagem a um comunicador inquieto, atento e que acreditava na inteligência do seu interlocutor.


Ver vídeo: "Mais que Arquitetura" - #12 Media

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11 de março de 2021
Luiz Botelho Dias

Em pé, ao lado de Álvaro Siza, numa fotografia possivelmente tirada por Alfredo Matos Ferreira onde também estão António Menéres e o pianista Joel Bello Soares, surge o arquiteto Luiz Botelho Dias, um dos membros do grupo formado na "sala 35" que viria a passar para o escritório da rua Duque de Terceira na década de 60, local onde foram fotografados. Ainda nessa década viria a trabalhar com Manuel Marques de Aguiar, por exemplo no Plano Parcial de Leça da Palmeira, onde intervém igualmente Ilídio Araújo.
Em 2019, no mesmo dia em que o acervo de Manuel Marques de Aguiar deu entrada na Fundação Marques da Silva, também a memória documental de Luiz Botelho Dias passou a fazer parte da instituição por decisão da sua companheira de vida, Gerda Botelho Dias.

Luiz Botelho Dias, arquiteto, nasceu a 11 de março de 1929.

 

 

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11 de março de 2021
Proceedings of the International Congress on Architectural Archive:
"Professional Experiences in a Cultural Diversity"

Está já em domínio público o livro de atas que reune os contributos de oradores e instituições presentes no Congresso sobre Arquivos de Arquitetura que teve lugar em Braga, entre 25 e 27 de setembro de 2019, "Professional Experiences in a Cultural Diversity", entre as quais a Fundação Marques da Silva. As reflexões e experiências aí partilhadas estão agora acessíveis, podendo assim promover novas leitura e debates.
 

Disponível em formato digital, o livro pode ser consultado no RepositóriUM: https://doi.org/10.21814/1822.70577

 

 

 

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8 de março de 2021
Uma imagem de 1941, um olhar de 2021
Dia Internacional da Mulher

Em 1941, em Barcelos, em torno da figura tutelar de José Marques da Silva, reúne-se um grupo de professores e alunos de arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto. Não muito distante, entre Acácio Lino e Peres Guimarães, destaca-se a figura da sua filha, Maria José Marques da Silva, também ela estudante. Hoje, um qualquer encontro de estudantes de arquitetura seria bem diferente, mas foi assim que começou.

Hoje, dia 8 de março, é Dia Internacional da Mulher.

Para identificar os retratados clique aqui

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6 de março de 2021
Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano
A Fundação Marques da Silva em destaque nas entrevistas do CIDEHUS
8 de março, 17h00

Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano, membros do Conselho Diretivo da Fundação Marques da Silva, vão ser os próximos entrevistados do ciclo Os Serviços de Informação (in)Visíveis: da organização à difusão da informação. Conduzidas por Paulo Baptista e transmitidas em direto pelo Facebook do CIDEHUS, estas entrevistas têm como objetivo contribuir para uma maior divulgação de arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus nacionais. No próximo dia 8 de março, às 17h00, será a vez da Fundação Marques da Silva.
 

+ info: www.cidehus.uevora.pt

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4 de março 2021
"Percurso"
Sergio Fernandez conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitectura" - #11 Escrita

A exposição Mais que Arquitetura tem uma estação dedicada ao exercício da escrita, já que este, ainda que muitas vezes em resposta a obrigações académicas ou encomendas de editores, representa um frequente campo de pesquisa e reflexão dos arquitetos, seja na perspetiva de quem os escreve, seja na de quem os lê. Aí se encontra exposto o livro de Sergio Fernandez, Percurso: Arquitectura Portuguesa 1930-1974, escrito em 1985, como parte das provas então realizadas na Escola Superior de Belas Artes do Porto para obtenção do título de Professor Agregado. Na capa, um desenho feito durante uma estadia em Tblissi, cujo orignal se encontra igualmente exposto.
 

Em conversa com Paula Moura Pinheiro, Sergio Fernandez fala deste livro, uma ressonância do seu próprio percurso, do ato da escrita enquanto forma de comunicar e divulgar arquitetura, e até de Manuel Graça Dias, a quem reconhece, na sua explosão contínua de vitalidade e imaginação, a capacidade de bem pensar a arquitetura.
 

Ver vídeo: Mais que Arquitectura - #11 Escrita

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4 de março de 2021
Manuel Marques de Aguiar é a nova entrada do Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva
Manuel Marques de Aguiar, Porto de Leixões, 1970.

O acervo de Manuel Marques de Aguiar é constituído por cerca de 4000 peças desenhadas, 10 ml de peças escritas, 5 ml de livros, 1 maqueta, um expressivo número de registos fotográficos e centenas de reproduções digitais de esquissos (desenho livre) que se estendem da década de 50, um tempo de formação, até ao final dos anos 90 do século XX, altura em que este arquiteto, urbanista, artista e homem atento e comprometido com o tempo em que viveu, conclui o seu percurso profissional.
 

Na documentação doada à Fundação Marques da Silva constam trabalhos académicos realizados na Escola de Belas Artes no Porto e em Paris, onde se diplomou como urbanista, mas sobretudo os registos do trabalho desenvolvido enquanto profissional liberal, com destaque para obras como a galeria do prédio de Gonçalo Cristóvão e do gaveto com a rua do Bonjardim (Edifícios “Figueiredo” e ”Lar Familiar”, 1957-1968), as escolas Francesa (1959) e de Montalegre (1965), ou o Mercado de Montalegre (1964). Nela se integram também valiosos apontamentos de muitos dos trabalhos realizados para os Serviços de Urbanização da Direção Geral de Ordenamento do Território ou como urbanista consultor do Município de Espinho, para o qual virá a construir uma identidade de cidade.
 

A partir de agora, também passará a ser possível consultar este acervo no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva, o 18.º acervo de arquitetura a ser disponibilizado. Trata-se de uma nova entrada que gradualmente será ampliada com informação de pormenor e objetos digitais associados, mas onde já consta nota biográfica, lista de obras e quatro projetos discriminados: Cine-teatro de Famalicão (1955); Cooperativa "Lar Familiar", no Porto, em Gonçalo Cristovão (1957); Mercado de Montalegre (1965); e Estalagem do Vinho do Porto - Real Companhia Vinícula do Norte (1967).

Consultar: Arquivo Digital e Site

 

 

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3 de março de 2021
O catálogo digital bibliográfico da Fundação Marques da Silva continua a crescer

A Fundação Marques da Silva alberga um conjunto bibliográfico de grande relevância, em particular no domínio da arquitetura, urbanismo, arte, história e literatura. Nele constam a biblioteca que José Marques da família reuniu - acrescentada pelo casal Maria José e David Moreira da Silva -, a importantíssima biblioteca profissional e pessoal de Fernando Távora e os vários núcleos de livros e revistas que foram sendo doados a esta instituição, integrados ou não em acervos de arquitetos. A estes núcleos vieram ainda juntar-se os livros editados com a chancela da Fundação Marques da Silva e uma biblioteca corrente, fruto de ofertas, trocas e aquisições de livros que assim se encontram disponíveis para os investigadores que nos procuram. No total, falamos de mais de mais de 13.000 titulos.

Em paralelo com o tratamento arquivístico da nossa documentação, a(s) biblioteca(s) têm vindo a ser igualmente catalogadas e também aqui se tenta chegar mais longe. Neste momento, e depois de mais 130 novas entradas relativas à biblioteca pessoana de Fernando Távora disponibilizadas durante o mês de fevereiro, já podem ser digitalmente identificados cerca de 6000 títulos  referentes aos núcleos de Alcino Soutinho, António Cardoso, João Queiroz, Manuel Real, Margarida Coelho, Fernando Távora, Octávio Lixa Filgueiras e, claro, Marques da Silva/Moreira da Silva.
 

Catálogo bibliográfico digital da Fundação Marques da Silva

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1 de março de 2021
Alfredo Matos Ferreira e o desafio de organizar espaços de ensino

O Departamento de Física da Universidade de Aveiro (1989) foi o primeiro de uma série de quatro projectos desenvolvidos por Alfredo Matos Ferreira para o ensino superior. Seguir-se-iam o Departamento de Engenharia Química do ISEP (1990), a ESMAE (1991) e os Departamentos de Engenharia Civil e Geotecnia (1992), para o Politécnico do Porto. O tema da organização destes espaços era complexo e foi assumido como um desafio, "devido à grande diversidade de matérias leccionadas, com imposições espaciais de segurança e infra-estruturas muito diversas (...)", às quais acrescia a "impossibilidade de controlo dado o factor tempo e a crescente velocidade a que a pesquisa científica se processa e a sua natural imprevisibilidade." Foram oportunidades de experimentação para o estabelecimento de sistemas contrutivos e de circulação eficazes, compatíveis com uma distribuição de espaços interiores adequada às especificidades pedagógicas de cada um destes edifícios e a proposição de volumetrias desenvolvidas em consciente e otimizada ligação com a sua envolvente.

Alfredo Matos Ferreira, nasceu a 1 de março de 1928. Chegou a ponderar seguir uma carreira na Química, mas "outros ventos levaram[-no] a optar por uma área diferente mas igualmente apaixonante - a Arquitectura."*

 

Imagem: Alfredo Matos Ferreira, UA - Departamento de Física, implantação plantas, alçado, corte, deseho de estudo; vegetal, tina da china, esferográfica azul, lápis.
* Cf. Alfredo Matos Ferreira, Memória, Porto, FIMS e Ed. Afrontamento, 2017.

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25 de fevereiro de 2021
História da Arquitetura Portuguesa:
Alexandre Alves Costa conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #10 Ensino

Neste depoimento, expressamente recolhido para a exposição Mais que Arquitetura, Alexandre Alves Costa fala sobre a sua experiência de Professor, em particular da forma como foi moldando a sua forma de ensinar História da Arquitetura Portuguesa. Em resposta a Paula Moura Pinheiro, conta-nos a circunstância que o fez confrontar-se com esta disciplina ou a influência de Fernando Távora, como, viajando pelo país, percorrendo-o de lés a lés, foi construindo o seu discurso, entre a linearidade do tempo histórico e a análise crítica, sempre tendo em vista a necessidade de esta base de conhecimento se tornar um instrumento crítico da Arquitetura.
 

Ver vídeo: História da Arquitetura Portuguesa - #10 Ensino

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23 de fevereiro de 2021
Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias
"Escritos Escolhidos" #18 e #19

Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias ou quando a imagem ao espelho nos devolve o olhar do outro. Nestes Escritos Escolhidos, em "Das dificuldades do Belo indizível", Graça Dias fala do percurso e obra de Raúl Hestnes e este contrapõe com "Manuel Graça Dias" e uma questão, "devemos amar tanto tudo o que nos rodeia?". Corria o ano de 1995.
 

Estão no ar os podcast #18 - Manuel Graça Dias e #19 - Raúl Hestnes Ferreira

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19 de fevereiro de 2021
Alfredo Matos Ferreira e a Quinta de Joanamigo
"Mais que Arquitetura" - #9 Em casa

A abertura do vale, a existência de uma nascente de água, as ruínas de um cardenho e a eira adjacente, num terreno que oferecia uma panorâmica única sobre o rio Douro, em Barca de Alva, impressionaram Alfredo Matos Ferreira quando, aos 20 anos, visitou a Quinta de Joanamigo. Estava prestes a tornar-se coisa sua.

O primeiro projeto, em 50, riscado por um ainda jovem estudante de arquitetura com ânsias modernistas, mas para quem o Inquérito era matéria de vida, foi ditado pela necessidade de erguer uma casa destinada a habitação permanente de um caseiro. Acompanhou a sua construção no sítio. Anos mais tarde, seria preciso construir novas instalações agrícolas, ajustadas a novos cultivos, e modificar e ampliar gradualmente a casa, para acolher a sua própria família, sempre em claro diálogo com a paisagem que a cerca.

Neste vídeo temos o testemunho dado pelo próprio Alfredo Matos Ferreira, ritmado pela vivacidade de quem está tão intimamente ligado ao lugar. Foi recolhido em 2012, em conversa com Sergio Fernandez, Madalena Pinto da Silva, José Miguel Rodrigues e Luís Urbano, tendo  sido agora recuperado para fazer parte da estação "Em Casa" da exposição Mais que Arquitetura, onde se encontram expostos outros registos da Quinta de Joanamigo.
 

Ver vídeo: Quinta de Joanamigo, Alfredo Matos Ferreira - #9 Em Casa

 

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18 de fevereiro de 2021
Quando Raúl Hestnes Ferreira, Alfredo Matos Ferreira e Manuel Graça Dias imaginaram a Opéra Bastille
1. Raúl Hestnes Ferreira; 2. Alfredo Matos Ferreira; 3. Manuel Graça Dias

Em 1981, François Mitterrand aprovou o plano de construção de uma grande Ópera, "moderna e popular", a situar na simbólica praça da Bastille. Em janeiro de 1983 foi aberto um concurso internacional com base num ambicioso programa que obteve 1650 candidaturas, entre as quais as de 6 equipas de arquitetos portugueses, onde se inserem os nomes de Alfredo Matos Ferreira, Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias, cujos acervos foram doados à Fundação Marques da Silva. A partir desta documentação, Alexandra Saraiva desenvolveu uma investigação cujos resultados serão divulgados numa comunicação a proferir no âmbito do Colóquio Grands Projets: Urban legacies of the late XX century, organizado pelo ISCTE, a decorrer de 17 a 19 de fevereiro.
 

Deste concurso saiu vencedor Carlos Ott. O edifício foi inaugurado a 13 de julho de 1989, no quadro das celebrações do bicentenário da Revolução Francesa.

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17 de fevereiro de 2021
A. Machado, um enigma a desvendar
#up200e40_1 : os 241 anos da primeira aula de Debuxo e Desenho
A. Machado, copia de Souza Pinto, s.d.

Na Fundação Marques da Silva existem 18 desenhos de figura humana traçados a carvão sobre papel, assinados por um enigmático A. Machado. Dele sabemos apenas que, tal como José Marques da Silva, frequentava as Beaux-Arts, tendo sido aluno de Bonnat, de Laurens, de Constant. Sabemos também que, ambos longe do seu país, se apoiaram mutuamente em momentos de alguma dificuldade, mas pouco mais nos chega deste autor de quem hoje se publica o desenho copiado de um Souza Pinto, não datado, ainda que nos revele ser para o 3.ª anno. Desenhos que reforçam a cumplicidade que se ia estabelecendo entre os artistas portugueses formados na Academia portuense e que viam na capital francesa o desejado destino de crescimento artístico.
 

Com esta nota, a Fundação Marques da Silva associa-se à iniciativa promovida pela Faculdade de Arqutetura da Universidade do Porto, de celebrar a passagem de 241 anos sobre a primeira aula de Debuxo e Desenho.
 

+ info: faup.up.pt

 

 

 

 

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16 de fevereiro de 2021
Porque hoje é Carnaval!
Alunos do Atelier Laloux, Paris, [1892]

Em dia de Carnaval, propomos uma viagem a Paris doutrora. Corria, muito provavelmente, o ano de 1892. O desafio é encontrar José Marques da Silva neste grupo de mascarados do Atelier Laloux.

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12 de fevereiro de 2021
A Vill´Alcina de Sergio Fernandez
"Mais que Arquitetura" - #8 Em casa

Situada em Caminha, num lugar de veraneio, a Vill´Alcina foi pensada para ser uma casa de férias. Nasceu de acasos - felizes - e Sergio Fernandez, o arquiteto que a projetou, não nega algumas das influências que ditaram a forma - duplicada - que acabou por adotar. Mas o seu procurado apagamento na paisagem, em resposta a um programa especial, reflete uma engenhosa e bem conseguida experiência de ajustamento à realidade.

Este depoimento, recolhido em 2011 por Luís Urbano e onde Sergio Fernandez abre as portas desta casa e partilha as memórias do tempo que a viu nascer, faz parte da estação "Em Casa" da exposição Mais que arquitetura.
 

Ver vídeo: A Vill´Alcina de Sergio Fernandez - #8 Em Casa

 

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11 de fevereiro de 2021
Há um novo livro de Giorgio Grassi a caminho
© Giorgio Grassi, Desenho de estudo para o projecto de restauro e reabilitação do Castelo de Abbiategrasso, 1970

Este será o ano de publicação de mais um livro da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic, um projeto nascido para apresentar em português a totalidade da obra escrita deste autor. Trata-se de Uma Vida de Arquitecto, uma crónica que relata o ponto de vista pessoal do autor sobre o seu percurso e o seu tempo. O novo título é uno no conjunto das três partes que o compõem:  um ensaio sobre o ofício de viver de um arquitecto, os Projectos e um Álbum de Amigos.

Uma Vida de Arquiteto seguir-se-á assim a Leon Battista Alberti e a arquitectura romana (2015) e Escritos Escolhidos (2018). Giorgio Grassi, opera omnia sic é um projeto editorial desenvolvido conjuntamente pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento, cientificamente coordenado por José Miguel Rodrigues, que assina a autoria da tradução, notas e respetivos prefácios.

 

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8 de fevereiro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral, uma maneira própria de fazer arquitetura
Bartolomeu Costa Cabral, Casa na Travessa da Rua da Oliveira (Lisboa), [2002]

"Eu gosto um bocadinho de tudo quanto fiz, tive essa sorte." A frase pertence a Bartolomeu Costa Cabral e muitos foram os projetos que ele fez. Uma longa carreira de mais de sessenta anos de prática ininterrupta. Em dia de aniversário lembramos os primeiros projetos, a casa para o pai de João Almeida, em Colares, iniciada em 48, ainda estudante do 2.º ano da EBAL; em 1953, o Bloco das Águas Livres, em colaboração com Nuno Teotónio Pereira, o primeiro grande projeto de habitação coletiva, obra ímpar na aplicação dos cânones modernos; e em 59, a Escola do Castelo, o primeiro projeto produzido como autor único. Mas também os que o próprio destaca: "[...] todas as Universidades que fiz: Covilhã, Guimarães, Bragança. Gosto do trabalho do Bairro, é completamente diferente. Gosto da casa de taipa, que é assim muito especial. E gosto das três moradias. Travessa da Oliveira, Ribeiro Sanches e as Amoreiras. Gosto da Galeria 111, gosto do trabalho do Teatro Taborda."*
Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

* citações in Mariana Couto, Bartolomeu Costa Cabral, Arquiteto na Continuidade, Tese de Doutoramento, FLUC, 2019, vol. II, p. 48.

Nota à imagem: Bartolomeu Costa Cabral, Maqueta da Casa na Travessa da Oliveira (Lisboa), [2002].

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5 de fevereiro de 2021
A Casa de Albarraque, por Raúl Hestnes Ferreira
"Mais que Arquitetura" - #7 Em casa

A Casa de Albarraque, projetada em 1960 por Raúl Hestnes Ferreira para o seu pai, o escritor José Gomes Ferreira, em terreno há largos anos pertencentes à família, assume um lugar de destaque no conjunto da obra deste arquiteto, mas também e sobretudo no contexto da arquitetura portuguesa de então. Projeto marcado pelo "tempo escandinavo", tornou-se um claro exemplo da procura de novas fontes de inspiração e de novos modelos operativos por parte de uma geração de novos aspirantes a arquitetos.
 

Neste vídeo, registado em 2013 por Manuel Graça Dias e Luís Urbano, é o próprio autor a revelar as circunstâncias que moldaram este seu trabalho: o empenho de Rosalía Abecassis Vargas, a quem se deve o arvoredo que agora envolve e proteje a casa, criada em sítio ermo e ventoso (condição que, na altura, ditou a sua orientação); a vontade de construir um espaço de habitação em sintonia com o modo de estar de quem o ia habitar, variado, com todas as funcionalidades necessárias, mas com carácter, ainda que contido, como contido era o orçamento; sem esquecer o criterioso tratamento da planta e dos materiais utilizados na sua construção.
 

A Casa de Albarraque foi pensada para o seu pai. Fosse outro o cliente, outra seria a casa.
 

Este registo acompanha a apresentação deste projeto na estação "Em Casa" da exposição "Mais que Arquitetura".

Ver vídeo: A Casa de Albarraque por Raúl Hestnes Ferreira, #7 - Em casa

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2 de fevereiro de 2021
Alexandre Alves Costa, em dia de aniversário
Alexandre Alves Costa, Autorretrato, 1956

Quando Alexandre Alves Costa assim se representa, a traço grosso, de olhar austero e desafiador num rosto parcialmente ensombrado, era um jovem de apenas 17 anos. Seguir-se-ia a formação na Escola de Belas Artes do Porto, o estágio com Nuno Portas, no LNEC, o início da profissão de arquiteto, a partir da década de 70. Mas também uma vida marcada pelo ativismo cívico e político, pelas aulas de Projeto e História da Arquitectura Portuguesa, inesquecíveis para tantas gerações de jovens estudantes de arquitetura, pela criação, com Sergio Fernandez, do Atelier 15, pela participação em incontáveis iniciativas de divulgação de Arquitetura da mais diversa natureza. E o prazer ou a compulsão da escrita. Em 2020 tomou a decisão de doar o seu acervo profissional, juntamente com Sergio Fernandez, à Fundação Marques da Silva. Tem três filhas, uma delas também arquiteta. Hoje, é dia de aniversário, data que assinalamos com a partilha deste autorretrato. Parabéns, Senhor Arquiteto!

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1 de fevereiro de 2021
Em Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

A Fundação Marques da Silva junta-se às comemorações do Dia Mundial da Leitura em Voz Alta com uma sugestão: Escritos Escolhidos, o podcast lançado em abril passado onde através da leitura em alta voz se dá vida à palavra escrita de arquitetos. Várias vozes, vários tempos, outras tantas viagens. E são já 17 as edições disponíveis, que pode ouvir aqui

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29 de janeiro de 2021
José Carlos Loureiro
"Mais que Arquitetura" - #6 Em casa

Uma casa que nasce de um desejo e de uma afirmação de princípios. Assim é a casa modernista que José Carlos Loureiro para si projetou há já 70 anos e onde, desde então, vive. A sua história é-nos contada na primeira pessoa, num testemunho recolhido em 2015, no âmbito da homenagem organizada pela Fundação Marques da Silva e pela FAUP, e comissariada por Alexandre Alves Costa, para assinalar o 90.º aniversário deste arquiteto que não hesita em reconhecer as circunstâncias felizes que o rodearam e o apoio incondicional do seu mestre, Carlos Ramos.
 

O vídeo, onde se edita parte da entrevista conduzida por Alexandre Alves Costa e Luís Urbano, integra a estação "Em Casa" da exposição Mais que Arquitetura, o espaço onde se apresentam exemplos de casas que podem ser consideradas exemplares da forma como os seus autores, clientes de si mesmos, pensam e fazem arquitetura.

 

Ver Vídeo: José Carlos Loureiro, #6 -  Em casa

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28 de janeiro de 2021
David Moreira da Silva, lá fora
David Moreira da Silva, Un Musée pour une collection particulier, ENSBA, s.d.P

Em 1931, David Moreira da Silva parte para Paris, concluída a frequência do curso especial de Arquitetura Civil da Escola de Belas Artes do Porto (1924-1929) e um estágio no atelier de José Marques da Silva, de quem viria mais tarde a tornar-se genro ao contrair matrimónio com Maria José Marques da Silva. Regressaria ao Porto, em 1939, com o estatuto de arquiteto diplomado pelo governo francês e o grau de urbanista. Durante esse período de intensa formação tinha frequentado o atelier Laloux-Lemaresquier, a École des Beaux-Arts de Paris, o Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris e viajaria para conhecer a arquitetura de outros lugares, de outros países.
 

Na Fundação Marques da Silva, instituição criada a partir do seu legado conjunto com Maria José à Universidade do Porto, são muitos os registos que documentam este período da sua vida: trabalhos académicos e apontamentos de aulas que transportam o nome de alguns dos seus professores (caso de Lemaresquier, Louis Hautecoeur, Henri Prost ou Jacques Gréber) fotografias, distinções ou postais dirigidos àquele que sempre considerará seu amigo e mestre, Marques da Silva. Para trabalho final na ENSBAP desenvolveu o tema La séction d´architecture d´une cité universitaire, tendo recebido uma medalha do comité do Melhor Diploma, a 5 de julho de 1939. O grau de urbanista foi atribuído após a defesa da tese Les villes qui meurent sans se dépeupler, disponível em versão digital e com nota introdutória de André Tavares.
 

David Moreira da Silva nasceu a 28 de janeiro de 1909, em Moreira da Maia. 
 

Nota sobre a imagem: Desenho académico para a ENSBAP, Un Musée pour une collection particulier, fachada principal e planta, aguada a tinta da china, s.d. Este desenho encontra-se exposto na estação "Lá fora" da exposição Mais que Arquitetura.

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22 de janeiro de 2021
A escola da costa do castelo
Bartolomeu Costa Cabral conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #5 Na cidade

Qual o poder de uma boa organização do espaço? Bartolomeu Costa Cabral, em conversa com Paula Moura Pinheiro, conta-nos a história que está por detrás da Escola do Castelo, em Lisboa, um projeto exemplar na sua adequação ao lugar e à função que dele se esperava poder vir a cumprir. Foi, aliás, o primeiro projeto desenvolvido a solo, iniciado em 1959, e que não hesitou em defender quando, já construído, sobre ele pairava a ameaça de abandono.
 

A Escola do Castelo é também um dos projetos selecionados para a estação "Na Cidade" da exposição Mais que Arquitetura. No percurso expositivo traçado, este é o espaço destinado a apresentar exemplos da importância simbólica que os edifícios podem adquirir na vida das cidades. Por outras palavras, projetos que nos mostram o poder transformador da Arquitetura.
 

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21 de janeiro de 2021
Newsletter janeiro 2021: "Em Suspensão"
Desenhos de Alvaro Siza e de Manuel Marques de Aguiar

É em estado de "suspensão", mas numa vontade de movimento, que hoje publicamos a primeira newsletter de 2021.

 

Aqui: newsletter janeiro 2021

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19 de janeiro de 2021
Os arquivos de arquitetos em Portugal: da organização à difusão da informação
Simpósio online | 21 de janeiro | 17h00-18h30

No próximo dia 21 de janeiro de 2021, entre as 17h e as 18h30, irá-se realizar o simpósio Os Arquivos de Arquitetos em Portugal: da organização à difusão da informação, promovido pelo Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS) sob a coordenação científica e moderação do investigador Paulo Batista e comentários do investigador Ricardo Agarez.

Em representação da Fundação Marques da Silva, participarão Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano, membros do respetivo Conselho Diretivo. No seu conjunto, esta iniciativa, com transmissão dirteta através do facebook do CIDEHU, vai congregar o contributo de sete instituições portuguesas.

 

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18 de janeiro de 2021
Em "casa", mas sem deixar de trabalhar
A Fundação Marques da Silva, em cumprimento das medidas implementadas para conter a pandemia, encerrou no passado dia 15 de janeiro a exposição Siza - Inédito e Desconhecido e suspendeu temporarimente a abertura ao público da exposição Mais que Arquitetura.
 
Mas, dentro de portas, estamos a trabalhar para poder continuar, de forma segura, a disponibilizar conteúdos a investigadores, a partilhar informação com todos os que nos seguem, a garantir o funcionamento da nossa loja online e a preparar novos projetos que em breve se darão a conhecer. Continue a acompanhar-nos!

 

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16 de janeiro de 2021
Bernardo Ferrão: um acervo a conhecer

Bernardo Ferrão (1913-1982), irmão de Fernando Távora, engenheiro de formação e profissão, dedicou grande parte da sua vida ao estudo de mobiliário e cerâmica portuguesas, em particular das artes decorativas luso-orientais em Portugal, área onde veio a tornar-se um reconhecido colecionador e divulgador.

Em 2017, a Associação Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR recebeu, em doação, o acervo documental do Eng.º Bernardo Ferrão. Concluído o trabalho de tratamento arquivístico deste importante conjunto de documentos, está agora a ser preparada a sua apresentação na plataforma digital da Universidade do Porto, em concordância com os parâmetros definidos para o Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva, instituição que passará a assegurar a sua gestão após disponibilização total do acervo para consulta pública.

Na imagem que acompanha esta notícia, reproduz-se parte de um documento pertencente a este acervo. Trata-se de um esquema por si traçado para obter, em 1968, as medidas exatas de um “Bom-Pastor” pertencente ao Castelo de Xavier, em Navarra.
 

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15 de janeiro 2021
O figurado de Barcelos
Alexandre Alves Costa conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #4 Coleções

Retoma-se hoje a publicação semanal de vídeos que nos levam a percorrer as diferentes estações da exposição "Mais que Arquitetura". Dos muitos domínios e temas que despertaram uma vontade de colecionar, tão presente e transversal a grande parte dos arquitetos aqui representados, destaca-se, nesta conversa entre Alexandre Alves Costa e Paula Moura Pinheiro, o fascínio exercido pelo figurado de Barcelos. E assim ficamos a conhecer as razões que estiveram na base da sua coleção e, em particular, da sua admiração pelas peças de Rosa Ramalho.
 

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14 de janeiro de 2021
Carlos Carvalho Dias: das casas de praia para Moledo do Minho à Fundação Marques da Silva.
Carlos Carvalho Dias, CODA: Casas de praia em Moledo do Minho, fotografia da maqueta, 1957

Foi com a proposta de um conjunto de casas de veraneio para a praia de Moledo do Minho que Carlos Carvalho Dias obteve o seu Diploma de Arquiteto em 1957, na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Para trás ficara já a sua participação no Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal, enquanto membro da Zona 2, juntamente com Octávio Lixa Filgueiras e Arnaldo Araújo. Seguir-se-ia a participação no Plano Auzelle e a consolidação de um percurso onde, como autor ou promotor, se fundem as suas três areas de eleição: arquitetura, urbanismo e património.
 

Carlos Carvalho Dias nasceu em Viana do Castelo, a 14 de janeiro de 1929. Em outubro de 2020 tomou a decisão de doar o seu acervo e biblioteca profissionais à Fundação Marques da Silva.

 

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12 de janeiro de 2021
Há dois novos livros em Loja:
AS RAÍZES E OS FRUTOS (volume 1, tomo I.I) e DO PROJETO CLÁSSICO À MEMÓRIA DA ORDEM

Em novo ano, novos livros!
 

"O meu caso" . Arquitectura, imperativo ético do ser, 1937-1947
Trata-se do primeiro volume, tomo I.I do projeto editorial As raízes e os frutos, com investigação, organização e notas de Manuel Mendes. Aqui se apresenta a movimentação do viver de Fernando Távora, o seu "estar no mundo sem fronteiras que se interroga, que se problematiza, que se realiza pelo conhecimento de tempos diversos, pelo conhecimento de lugares diversos".


Do projeto clássico à memória da ordem
Naquele que é o primeiro ensaio em português de José Ifgnazio Linazasoro, o autor regressa às suas primeiras obras e considerações teóricas para dar a ver o seu percurso de arquiteto.

 

Em breve daremos notícia sobre ações de lançamento, mas, para já, estas duas publicações podem ser adquiridas a preços especiais na loja online da Fundação Marques da Silva. Visitar loja

 

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10 de janeiro de 2021
Últimos dias para visitar "Siza - Inédito e Desconhecido"

Para quem ainda não teve oportunidade de visitar a exposição "Siza - Inédito e Desconhecido", para quem deseja rever os desenhos únicos e outros registos de 3 gerações da família de Álvaro Siza que nela se dão a conhecer, estes serão os últimos dias em que o poderá fazer. E a acompanhar esta notícia em jeito de convite, partilhamos a chegada da escultura "Vénia" à Fundação, momento atentamente orientado pelo seu autor, Álvaro Siza, seguido por uma passagem pelos espaços expositivos, então em fase de montagem.

 

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8 de janeiro de 2021
Em dia de aniversário de Manuel Marques de Aguiar

"A vida e obra de Manuel Marques de Aguiar perfazem um contributo singular no contexto da produção arquitetónica e urbana nacional devido à atenção dada às vivências que a sua arquitetura proporciona e respetivo potencial de apropriação espacial. Esta relação, mediada pelo tempo – que, por sua vez, acolhe a partilha – sintetiza-se num saber ver expresso na criação e construção de espaços e lugares que resgatam valores sobre os quais importa tornar a olhar nos dias de hoje, como a relevância do outro, do compromisso e do pensar." (David Viana)

 

Em maio de 2019, o acervo do arquiteto Manuel Marques de Aguiar foi doado à Fundação Marques da Silva. 2021 será o ano de esse gesto se materializar numa primeira exposição que já começou a acontecer. Coube a David Viana mergulhar na documentação e pensar um desejado projeto de partilha e apresentação pública deste acervo que em breve se dará a conhecer. Hoje, em dia de aniversário de Manuel Marques de Aguiar, fica um primeiro sinal da sua realização.

 

 

 

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7 de janeiro de 2021
A entrevista de Ana Freitas para a Archivoz, uma reflexão sobre o papel da conservação e restauro no tratamento de acervos de Arquitetura

Em entrevista realizada por Alexandra Saraiva para a Archivoz Magazine, Ana Freitas, responsável pelo funcionamento da Oficina de Conservação e Restauro de Documentos Gráficos e pela preservação da Biblioteca do Fundo Antigo da Universidade do Porto e do Arquivo da Universidade do Porto que ao longo do segundo semestre de 2020 esteve envolvida no projeto de conservação e restauro de cerca de 20.000 documentos pertencentes ao acervo de Raúl Hestnes Ferreira, na Fundação Marques da Silva, tece uma perspetiva do trabalho desenvolvido e reflete sobre a importância da interdisciplinaridade no tratamento da documentação de Arquitetura.

Leia aqui: "É de todo pertinente e enriquecedor uma colaboração aberta entre os vários especialistas de forma a estabelecer um diálogo entre arquitetura, arquivo e património"

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4 de janeiro de 2021
Bom Ano Novo!

A Fundação Marques da Silva reabre as suas portas num gesto de partilha do que tem vindo a desenvolver. Com ele demonstramos a vontade de enfrentar novos desafios e continuar a crescer. O apoio de todos os que nos têm vindo a acompanhar foi e é importante. Bom 2021!

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21 de dezembro de 2020
Boas Festas!

É pela mão de Manuel Marques de Aguiar e com o já tradicional arranjo gráfico de Rui Guimarães, que a Fundação Marques da Silva vem desejar umas Boas Festas e um promissor 2021.
É também um Postal que antecipa novos cenários e a vontade de esta casa se continuar a afirmar como um espaço de encontro aberto a todos.
A Fundação encerrará as suas portas a 23 de dezembro, voltando a reabri-las a 4 de janeiro, já em Novo Ano.


Ler: newsletter dezembro 2020

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18 de dezembro de 2020
A viagem a Marrocos de 1967
Álvaro Siza em conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Aquitetura" - #3 Em Viagem

Álvaro Siza, em conversa com Paula Moura Pinheiro, recorda a viagem a Marrocos, de 1967, feita entre amigos, todos ligados à Escola, novos e desejosos de viajar. Uma aventura inesquecível através das cidades imperiais de um país de uma grande beleza paisagística e monumental, então tranquilo e sem turistas.
Este testemunho foi expressamente recolhido para fazer parte da estação #3 da exposição Mais que arquitetura. "Em viagem" é o momento do percurso expositivo onde estão em destaque viagens que influenciaram a produção e o pensamento arquitetónico de quem as realizou e que "ocuparam também o imaginário coletivo dos arquitetos portugueses".

 

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16 de dezembro de 2020
Entre Le Corbusier e Leonardo
Álvaro Siza em "Escritos Escolhidos"

Dois textos inéditos de Álvaro Siza conduzem-nos até Le Corbusier. Entre a obra e a vida, um jogo de aproximações onde se intui uma surpreendente presença de Leonardo da Vinci.

 

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Imagens: Leonardo, "A virgem dos Rochedos", 1483 a 1486, pintura sobre óleo, Museu do Louvre, Paris (Leonard de Vinci, Paris, Ed. Phaidon, p. 83); Vista do hall do Parlamento em Chandigarh (in "Le Corbusier 1887-1965, Milão, Electa, 1993, p. 252)
 

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15 de dezembro de 2020
A casa Curutchet
Sandra Barclay em "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura"

Neste "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" temos como destino La Plata, Buenos Aires. Sandra Barclay apresenta-nos a casa desenhada por Le Corbusier para o Dr. Curutchet, em 1948.

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14 de dezembro de 2020
Há novidades no acervo de José Porto!
José Porto, Clube Nautico da Beira: esquisso, década de 40

O acervo de José Porto cresceu. São mais de uma dezena de esquissos, onde se destacam os estudos para o Clube Náutico da Beira, projeto desenvolvido na década de 40 do século XX. Documentos raros, recentemente encontrados e agora entregues à Fundação Marques da Silva pelo Arquiteto Abílio Mourão.

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11 de dezembro de 2020
Raúl Hestnes Ferreira
Ana Vaz Milheiro em conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que arquitetura" - #2 Lá fora

A segunda estação da exposição "Mais que arquitetura" - Lá Fora - incide sobre as estadas, mais ou menos prolongadas que, fora de Portugal e por razões profissionais, pessoais ou políticas, fizeram parte do percurso pessoal de alguns arquitetos. Experiências que não só marcaram os trajetos de cada um, como tiveram impacto no contexto da arquitetura nacional. É o caso de Raúl Hestnes Ferreira, um arquiteto que percorreu outras geografias, da Finlândia aos Estados Unidos da América. Sobre ele nos fala Ana Vaz Milheiro, em conversa com Paula Moura Pinheiro, e da importância que esses contactos tiveram na formulação de ideias diferentes das praticadas até então em Portugal.

 

Ver vídeo #2 Lá Fora - Raúl Hestnes Ferreira

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7 de dezembro de 2020
Alfredo Leal Machado (1904-1954)
Pavilhão de Arquitectura da ESBAP, fotografia de Teófilo Rego, © Casa da Imagem

A construção de um Pavilhão de Arquitetura e de Exposições nos jardins da Escola Superior de Belas Artes do Porto, em paralelo com a montagem das Exposições Magnas, integrava-se numa estratégia de aproximação à cidade que Carlos Ramos, então seu diretor, pretendia promover. Caberia a Manuel Lima Fernandes de Sá e Alfredo Leal Machado, a partir de 1951, projetar o novo espaço. Três anos depois, estava a ser inaugurado. A imagem, reconhecível a quem percorrer "Vistas de Exposição" (na FBAUP), será provavelmente desse ano, 1954, o mesmo em que um fatídico acidente retira a vida a Leal Machado, arquiteto formado na Escola e nascido a 7 de dezembro de 1904.

 

* imagem digitalizada gentilmente cedida pela Casa da Imagem/Fundação Manuel Leão.

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4 de dezembro de 2020
Uma casa do Povo para Rio de Onor
Sergio Fernandez em conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #01 Na Escola

Foi com a proposta de uma Casa do Povo para a aldeia comunitária de Rio de Onor que, em 1964 e sob orientação de Arnaldo Araújo, Sergio Fernandez obteve o seu Diploma de Arquiteto na Escola Superior de Belas Artes do Porto. O projeto, desenhado no decurso de uma intensa experiência de imersão no lugar e partilha dos seus modos de vida, nunca viria a encontrar condições para a sua materialização, mas criou laços afetivos com a população que ainda hoje permanecem.
Em conversa com Paula Moura Pinheiro, Sergio Fernandez fala-nos dos encantos e vicissitudes por si vividos, das questões que então assaltavam os arquitetos portugueses e da forma como este método participativo viria a demonstrar-se determinante em projetos futuros.
 

Os desenhos desta Casa do Povo integram a primeira estação do percurso traçado para a exposição "Mais que Arquitetura", "Na Escola". E este é o primeiro de uma série de 12 vídeos, um por cada estação, gravados com diferentes intervenientes, que à conversa com Paula Moura Pinheiro, vão abordando temas nelas apresentados ou por elas suscitados.

 

Ver vídeo: #01 Na Escola-Sergio Fernandez

 

 

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2 de dezembro de 2020
José Carlos Loureiro e a demonstração de um saber projetar
Fotografia de Juan Rodríguez

Para José Carlos Loureiro, a arquitetura deve estar ao serviço das pessoas, contribuir para que a vida seja boa. Uma abordagem humanista que tanto está presente no desenho de uma casa, quanto no idealizar de grandes equipamentos. E de tudo projetou, a começar pela sua própria casa, um dos projetos representados na exposição Mais que arquitetura.
 

José Carlos Loureiro celebra hoje 95 anos de uma vida de sucesso. Sensibilidade ao sítio e à função, saber construtivo e abertura à mudança refletem-se numa extensa e consistente obra, tantas vezes transformadora do espaço público. Assim foi com o Centro Cívico da Maia (projetado em parceria com Pádua Ramos) como nos referem os coordenadores do Mês da Arquitetura da Maia 2021, numa breve reflexão que antecipa futuros cenários expositivos.
 

Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

 

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28 de novembro de 2020
Fernando Távora e Taliesin, neste regresso de "Escritos Escolhidos"
Taliesin, fotografia de Fernando Távora, 1960

"Taliesin não me saía (nem me sairá) dos olhos; até a cor do pó da estrada me lembrava Taliesin. Avancei não sei até onde. Não podia pensar concretamente. Qualquer coisa se apoderava de mim. Sentei-me algures. Descansei. Tinha razão o poeta: “olhos que nunca se molham, nada veem quando olham”. Naquelas duas horas eu tinha sofrido, estou certo, um dos maiores choques, talvez o maior, da minha vida de arquiteto."


Também os "Escritos Escolhidos" estão de regresso com um texto que traz a assinatura inconfundível de Fernando Távora. Nele nos é contado o seu encontro com a arquitetura de Wright em Taliesin.

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27 de novembro de 2020
"Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" está de regresso

"Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" entra na sua segunda série de emissões e traz-nos como convidado Robert McCarter, arquiteto e professor de Arquitetura na Sam Fox School of Design & Visual Arts (da Universidade de Washington, em St. Louis). A obra por si selecionada é o Unity Temple (Oak Park, Illinois), edifício projetado por Frank Lloyd Wright entre 1905 e 1908.

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26 de novembro
"Fernando Távora - As raízes e os Frutos . palavra desenho obra (1937-2001)"
no prelo

Fernando Távora - As raízes e os Frutos . palavra desenho obra (1937-2001), cunho, termo-estampagem da capa do livro, volume 1, tomo I.1.

Em breve será possível voltar a sentir a voz e o olhar de Fernando Távora, acompanhá-lo nas suas inquietações e deambulações pelo seu mundo na rede das suas várias dimensões.
O livro (volume 1, tomo I.1), a editar em parceria pela Fundação Marques da Silva, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e U.Porto Press, é também um primeiro passo para a materialização de um sonho de Fernando Távora, que a investigação, organização e notas de Manuel Mendes veio tornar real.

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23 de novembro de 2020
"Siza - Inédito e Desconhecido":
Prolongamento até 16 de janeiro de 2021 e novos horários de visita

Álvaro Siza, Autorretrato, Berlim, 2014

Têm sido muitos os que se deslocam à Fundação Marques da Silva para visitar as exposições "Mais que Arquitetura" e "Siza - Inédito e Desconhecido", inauguradas no dia 17 de outubro passado. Uma afluência de público que justifica o prolongamento até 16 de janeiro de 2021 da exposição dedicada aos desenhos e esculturas de Álvaro Siza.

Os novos contextos levam, contudo, a um ajustamento dos horários inicialmente previstos. Assim, poderá continuar a visitar as duas exposições de segunda a sexta-feira, entre as 14h00 e as 18h00, e aos sábados entre as 10h00 e as 12h30. Nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, as exposições manter-se-ão abertas das 14h00 às 18h00.

A visita guiada pelos curadores, agendada para o dia 19 de dezembro, manter-se-á, mas decorrerá durante a manhã, com início às 10h00 e dirigida a um máximo de 10 participantes.

A Fundação Marques da Silva estará encerrada aos domingos e feriados, e entre os dias 23 de dezembro de 2020 e 3 de janeiro de 2021.


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24 de novembro de 2020
Raúl Hestnes Ferreira: cruzar a cor com a vida
[dos desenhos de juventude à entrevista de 2013]
Raul Hestnes Ferreira, 1957

O processo de tratamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira tem vindo a proporcionar a descoberta de muitos registos considerados perdidos ou até agora inéditos, como é o caso deste conjunto de desenhos datados de maio e junho de 1957 e com o qual se assinala a passagem de 89 anos sobre o nascimento deste arquiteto. São peças desenhadas invulgares pelo traço e pela colorida paleta de cores utilizada pelo seu autor, invulgares também pelo que nos devolvem do seu tempo de estudante na Escola de Belas Artes do Porto quando, por motivos políticos, enquanto Presidente da Associação de Estudantes e membro do MUD juvenil, acaba por ser preso pela PIDE juntamente com Jorge Batista, Alcino Soutinho e António Teixeira Lopes. Seria o último ano passado na cidade. Seguir-se-ia a Finlândia.
 

Estes desenhos fazem agora parte de um número bem mais alargado de peças que a Fundação Marques da Silva se propõe digitalizar. Tratar, cuidar, estudar, partilhar, dar a ver. E são vários os documentos relativos a Raúl Hestnes Ferreira igualmente presentes na exposição "Mais que arquitetura", que chegou a ter prevista a projeção da entrevista realizada em 2013, por Manuel Graça Dias e Luís Urbano. Não tendo sido possível, aqui fica a sua partilha. Em discurso direto, será possível ouvir Hestnes Ferreira falar sobre o seu percurso de vida, as memórias da sua formação e da passagem pelo Porto, as viagens e experiências de trabalho e de estudo ou as circunstâncias que determinaram a sua prática, a sua vontade de fazer arquitetura.


Entrevista a Raúl Hestnes Ferreira: ver aqui

 

 

 

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20 de novembro de 2020
"Siza - Inédito e Desconhecido" & "Mais que Arquitectura"

Amanhã, cumprindo as normas em vigor, as exposições "Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitectura" estarão encerradas, mas segunda-feira voltam a abrir as suas portas para receber quem ainda não teve a oportunidade de as visitar ou quem deseje voltar para ver com mais pormenor o muito que nelas há para descobrir.

Esperamos por si!

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11 de novembro de 2020
Conferência Marques da Silva 2020: Adiamento

“Resiliência”, este era o tema que Inês Lobo se propunha desenvolver na edição 2020 das Conferências Marques da Silva. A entrada em vigor de um novo estado de emergência levou ao reequacionar da sua realização na data prevista, 18 de novembro, e abdicar do formato presencial e da ligação à Faculdade de Arquitectura da U.Porto, condições que acompanham e ajudam a definir o carácter deste Ciclo desde o momento em que foi lançado, não foram opções a considerar. Em 2021, num outro contexto e com outra segurança, as Conferências Marques da Silva regressarão demonstrando, também elas, a sua “resiliência”.
 

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6 de novembro de 2020
Alcino Soutinho e a sua arquitetura modeladora de cidades
Alcino Soutinho, Viagem a Itália, San Gemigniano, 1961

Hoje, Alcino Soutinho faria 90 anos. Defendia uma arquitetura "agarrada à terra" e a sua obra construída aí está a modelar cidades e a cruzar tempos. Obra também presente na exposição "Mais que Arquitetura", com a memória de alguns dos seus projetos e a evocação de momentos importantes da sua formação, como a viagem a Itália, em 1961. Amanhã, sábado, com a projeção do programa "Magazine Arquitectura - Alcino Soutinho", às 16h00, no Palacete Lopes Martins, regressaremos a 1993. As portas do atelier de Alcino Soutinho voltam a abrir-se para uma conversa conduzida por Manuel Graças Dias que se irá transformar em convite para uma revisitação de alguns dos seus projetos mais icónicos, como os Paços do Concelho de Matosinhos, o Banco Fonsecas & Burnay do Porto, o Museu Amadeo de Souza Cardoso em Amarante, ou o Departamento de Química e o Departamento de Engenharia e Cerâmica do Vidro para a Universidade de Aveiro.

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4 de novembro de 2020
Visita guiada às exposições "Mais que Arquitetura" e "siza-Inédito e Desconhecido" + projeção de “Magazine de Arquitectura - Alcino Soutinho”
7 de novembro, a partir das 14h30

Luís Urbano e António Choupina vão guiar os participantes na visita guiada às exposições “Mais que Arquitetura” & "Siza – Inédito e Desconhecido”, no próximo dia 7 de novembro, às 14h30, seguindo-se, às 16h00, no Palacete Lopes Martins, a projeção do programa “Magazine de Arquitectura - Alcino Soutinho”, de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias (1993).

A participação na visita guiada está dependente de inscrição prévia através do email fims@reit.up.pt. A lotação do espaço onde vai decorrer a projeção está reduzida a 25 lugares.
 

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3 de novembro de 2020
Entrega dos Prémios AICA/MS/Millenium BCP a Bartolomeu Costa Cabral e Silvestre Pestana

Hoje, às 18h00, na Sociedade Nacional de Belas Artes, numa cerimónia restrita, serão entregues a Bartolomeu Costa Cabral (Arquitetura) e a Silvestre Pestana (Artes Visuais), pela Ministra da Cultura, Dr.ª Graça Fonseca, pelo Diretor-geral da DGArtes, Dr. Américo Rodrigues, e pelo Embaixador António Monteiro, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Millennium BCP, os prémios AICA/MS/Millenium BCP 2019.

O júri, composto por Sandra Vieira Jürgens, Nuno Faria, Rui Mendes e Pedro Baía e presidido por Ana Tostões, no momento da deliberação, destacou o facto de a arquitetura de Bartolomeu Costa Cabral ser "fortemente marcada por uma atitude ética e por uma postura contracorrente baseada no trabalho sobre uma materialidade simultaneamente disciplinar e poética".
 

Bartolomeu Costa Cabral, cujo acervo foi recentemente doado à Fundação Marques da Silva, é um dos 15 arquitetos representados na exposição "Mais que arquitetura", designadamente com o projeto para o Grupo Escolar e Balnear do Castelo, um projeto icónico, desenvolvido em 1959, aqui registado nesta fotografia de João Carmo Simões.

 

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3 de novembro de 2020
"A Recepção do Team 10 em Portugal"
Lançamento de livro + projeção de "29-A"
Com Ana Tostões, João Rosmaninho e Pedro Baía
Palacete Lopes Martins, 4 de novembro, 18h00

O livro de Pedro Baía, «A Recepção do Team 10 em Portugal», publicado pela Circo de Ideias, será apresentado na Fundação Marques da Silva com uma conversa entre Ana Tostões, João Rosmaninho e o autor juntamente com a projecção da curta-metragem «29-A». A apresentação terá lugar no Palacete Lopes Martins (pr. Marquês de Pombal, nº 30) no dia 4 de Novembro, quarta-feira, às 18:00.
 

Entrada livre, mas dependente da lotação do espaço, atualmente reduzido a 25 lugares.

Esta iniciativa insere-se na programação paralela às exposições "Siza- Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitetura".

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31 de Outubro de 2020
Galeria de Obras Classificadas de Fernando Távora
Casa e Quinta da Covilhã, fotografia de Luís Ferreira Alves

A recente classificação do conjunto formado pela Casa e Quinta da Covilhã, em Guimarães, tornou-se circunstância para o lançamento de uma nova Galeria de obras dedicada a projetos desenvolvidos pelo Arquiteto Fernando Távora e que se encontram ou estão em vias de serem classificadas. Uma nova entrada do Site da Fundação Marques da Silva que será gradualmente ampliada, estando já sinalizado, para além do referido projeto de requalificação da Casa e Quinta da Covilhã, o Posto duplo de abastecimento no lugar de Covas, também em Guimarães.
 

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30 de outubro de 2020
Álvaro Siza recebe hoje o Prémio Nacional de Arquitetura de Espanha
Alvaro Siza, Centro Galego de Arte Contemporanea, 1988. Santiago de Compostela

Álvaro Siza recebe hoje o Prémio Nacional de Arquitectura de Espanha, pela primeira vez atribuido a um arquiteto não espanhol, numa invulgar, mas simbólica cerimónia. Naquele que será um verdadeiro encontro ibérico, transmitido via streaming, com a presença dos Primeiros Ministros Espanhol e Português, será premiado um dos arquitetos vivos mais importantes do nosso tempo e cuja arquitetura, segundo Iñaqui Carnicero "atuou como um instrumento de reequilíbrio social, de redução de desigualdades e de melhoria da qualidade do território construído".
 

A atribuição deste galardão, a ser presencial, teria decorrido no Centro Galego de Arte Contemporânea em Santiago de Compostela, projetado por Álvaro Siza e aqui representado num desenho que pode ser visto na exposição "Siza - Inédito e Desconhecido", patente ao público na Casa-Atelier da Fundação Marques da Silva.
 

Dos trabalhos desenvolvidos em Espanha por Álvaro Siza, destaque-se ainda, entre outros, o Parque de Santo Domingo de Bonaval e a Faculdade de Ciências da Comunicação, também em Santiago de Compostela; a reconstrução do Portal de Riquer no centro histórico de Alcoi; o Centro Meteorológico da Vila Olímpica de Barcelona; o Complexo Cultural da Manzana del Revellín, em Ceuta; a Reitoria da Universidade de Alicante; ou o Paraninfo da Universidade do País Basco, em Bilbau.

 

Para assistir: https://youtu.be/ZgAzbJ-whK8

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30 de outubro de 2020
Descubra o programa paralelo às exposições "Mais que Arquitectura" e "Siza-Inédito e desconhecido"
Palacete Lopes Martins,

"Siza - Inédito e Desconhecido" está pela primeira vez em Portugal e pode ser visitada até 19 de dezembro. Além de esquissos de projecto, fantasias arquitetónicas e retratos do arquivo pessoal de Álvaro Siza Vieira, o visitante encontra a maqueta do novo Centro de Documentação da Fundação, um projeto ambicioso que irá acolher o espólio pessoal e profissional de 50 dos maiores arquitectos portugueses.
 

Na exposição "Mais que Arquitetura” descubra os desenhos da viagem de Fernando Távora aos Estados Unidos da América e ao Japão, que mais tarde influenciou o seu desenho de um arranha-céus para o centro de Aveiro. Ou ainda os desenhos e fotografias da casa de Sergio Fernandez em Caminha, uma de quatro casas desenhadas por arquitectos para si próprios, que combinam o lado mais erudito da arquitectura com métodos de construção locais. A exposição da Fundação Marques da Silva demonstra como grandes nomes da arquitectura em Portugal exploraram no seu trabalho outros recursos, como a fotografia, o cinema, a escrita, o ensino, os média, o colecionismo ou as viagens.
 

Em paralelo, semanalmente, aos sábados, existe um conjunto de atividades programadas, onde se incluem visitas guiadas. Devido às medidas impostas pela DGS, o acesso aos espaços de projeção está limitado aos primeiros 25 visitantes com bilhete adquirido para as exposições. A participação nas visitas guiadas dos curadores (7 de novembro e 19 de dezembro) está dependente de inscrição prévia, até à véspera, através de email (fims@reit.up.pt).
 

amanhã, 31 de outubro, poderá assistir, no Palacete Lopes Martins, às 16h00, à exibição do programa "Magazine de Arquitectura - Sergio Fernandez" , de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias (1993) e, às 16h30, da "Visita Guiada a Idanha-a-Vella", de Paula Mora Pinheiro (2015).
  

Imagem: Palacete Lopes Martins, "Mais que Arquitetura", 2020. Fotografia de Inês d´Orey

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29 de outubro de 2020
Conferência Marques da Silva 2020
Inês Lobo, Resiliência

Inês Lobo será a conferencista da 14.ª edição das Conferências Marques da Silva. Esta conferência, que tem por tema "Resiliência",  será proferida a 18 de novembro, às 18h30, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
 

Devido ao contexto pandémico em que vivemos, a lotação do Auditório estará sujeita a uma significativa redução de lugares, pelo que o acesso presencial à sessão carece obrigatoriamente de inscrição prévia [formulário]. A conferência será também transmitida online em direto.
 

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26 de outubro de 2020
Arquitetos Pedro Abranches Vasconcelos e Carlos Machado e Moura são os vencedores da 16.ª edição do Prémio Fernando Távora

Com "Estrelas do mar: Fortificações Costeiras de Portugal Continental", os Arquitetos Pedro Abranches Vasconcelos e Carlos Machado e Moura sagraram-se vencedores da 16.ª edição do Prémio Fernando Távora. O júri, constituído pela jornalista Paula Moura Pinheiro, pela arquitecta Paula Silva, pelos arquitectos José Bernardo Távora (indicado pela Fundação Marques da Silva) e Eduardo Queiroga (em representação da OASRN) e, também, pela Dra. Maria da Graça de Tavares e Távora Pereira Coutinho (designada pela família do Arquitecto Fernando Távora) considerou que esta proposta se distinguiu "por ser inédita, contribuindo para um conhecimento atualizado e sistemático do património defensivo costeiro, através da utilização do desenho e das novas tecnologias numa uniformização, em termos de apresentação".

+ info: www.oasrn.org

 

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26 de outubro de 2020
Anúncio do Vencedor da 16ª edição do Prémio Fernando Távora
26 de outubro, Sede da OASRN, 18h00

Num ano atípico, também o Prémio Fernando Távora teve de se reajustar. Hoje, às 18h00, na sede da Secção Regional do Norte (OASRN), numa cerimónia em formato reduzido, o júri da 16.ª edição deste Prémio, que conta com a Fundação Marques da Silva como entidade parceira e terá o arq.to José Bernardo Távora em sua representação, anunciará o vencedor. Extraordinariamente, não será proferida a Conferência do vencedor da edição anterior, já que a viagem prevista não pôde ser realizada, ficando também o lançamento da próxima edição provisoriamente em suspenso.

A sessão será transmitida em streaming, via facebook da OASRN.

+ info: www.oasrn.org

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16 de outubro de 2020
Abertura simultânea de exposições na Fundação Marques da Silva
17 de outubro, das 14h00 às 18h00

Tudo pronto para a abertura ao público de "Siza - Inédito e Desconhecido", na Casa-Atelier Marques da Silva, e "Mais que Arquitectura", no Palacete Lopes Martins. Duas exposições que se tornam pretexto também para uma visita a estes espaços, que foram lugar de vida e de trabalho de José Marques da Silva e da sua família, hoje sede de uma instituição dedicada à cultura e património arquitetónicos.

Cento e cinquenta e um anos após o nascimento de Marques da Silva, naquele que é igualmente o mês dedicado à Arquitetura, este é um presente que queremos partilhar consigo. Esperamos pela sua visita!


www.fims.up.pt

 

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15 de outubro de 2020
"Siza - Inédito e Desconhecido"
Casa-Atelier José Marques da Silva
17 de outubro a 19 de dezembro de 2020
Siza, 2019 ©Tchoban Foundation

Quem, a partir de 17 de outubro, se deslocar à Fundação Marques da Silva será recebido com uma "Vénia", a escultura de Álvaro Siza, criada para Jeju, na Coreia do Sul e pela primeira vez apresentada em Portugal. Será ela a marcar a entrada para as exposições que agora se mostram ao público. Na Casa-Atelier, "Siza - Inédito e Desconhecido" reúne desenhos de três gerações da família de Álvaro Siza, para além de outras peças escultóricas e da maqueta para o novo centro de documentação da Fundação Marques da Silva, de sua autoria.
 

A exposição, depois de uma primeira apresentação em Berlim, na Tchoban Foundation, seguirá depois para Tsinghua Art Museum, em Pequim.
 

+ info: www.fims.up.pt

 

 

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14 de outubro de 2020
"Hestnes Ferreira´s Proposal for Amsterdam City Hall Competition - Analyzed in continuity with Louis Kahn", por Alexandra Saraiva
Raúl Hestnes Ferreira, Concurso para Amsterdam: esquisso para 6 possíveis soluções, 23 de agosto de 1967

Durante o projeto de tratamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira que a Fundação Marques da Silva tem em curso, foi encontrado um conjunto de desenhos relativos ao Concurso para o Edifício Municipal de Amesterdam, de 1967. Alexandra Saraiva publica agora, no Journal of Architecture and Urbanism, o artigo "Hestnes Ferreira´s Proposal for Amsterdam City Hall Competition - Analyzed in continuity with Louis Kahn". Um trabalho de análise da proposta apresentada por Hestnes Ferreira, onde novamente se constata e sublinha a influência de Louis Kahn no trabalho deste arquiteto. Foi um concurso internacional com uma forte presença portuguesa. De Lisboa, Bartolomeu Costa Cabral e Manuel Taínha; Pedro Vieira de Almeida; o atelier Conceição da Silva, liderado por Tomás Taveira; Luís Fernandes Pinto; e Victor Consiglieri, com o pintor Artur Florentino. E do Porto, José Pulido Valente, com o pintor Jorge Pinheiro e o escultor José Rodrigues.

 

 

 

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14 de outubro de 2020
"Mais que Arquitectura"
Paula Moura Pinheiro convida

"Mais que Arquitectura" é uma (a)mostra simbólica do heterogéneo universo de interesses dos arquitectos nela representados e do quanto há para descobrir no vasto património documental da Fundação Marques da Silva.

Pode ser visitada a partir do próximo dia 17 de outubro. Acompanhe Paula Moura Pinheiro neste primeiro olhar sobre os espaços expositivos.
 

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13 de outubro de 2020
Abertura simultânea das exposições
"Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitectura"
17 de outubro, Fundação Marques da Silva

"Siza - Inédito e Desconhecido"
Casa-Atelier José Marques da Silva
17 de outubro a 19 de dezembro de 2020

"Mais que Arquitectura"
Palacete Lopes Martins
17 de outubro de 2020 a 17 de abril de 2021

 

Outubro será o mês em que a Fundação Marques da Silva vai abrir as portas da Casa-Atelier José Marques da Silva e do Palacete Lopes Martins para dar a ver as exposições “Siza – Inédito e Desconhecido” e “Mais que Arquitectura”. Esta será uma oportunidade única para conhecer os espaços e o importante núcleo documental que nesta Fundação tem vindo a ser reunido e continuamente ampliado, bem como os desenhos pertencentes ao arquivo pessoal de Álvaro Siza, esculturas até à data inéditas e a maqueta do novo centro de documentação, da autoria deste arquiteto, que se assume como marca de um futuro sonhado para esta instituição.
 

Horários e condições de visita
Segunda a sábado, das 14h às 18h00.
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores.
 

No dia da abertura ao público, 17 de outubro, as exposições podem ser visitadas gratuitamente entre as 14h00 e as 18h00.

 

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10 de outubro de 2020
José Porto e a Casa em Marinhas - Vilar de Mouros

Um lote de desenhos recentemente integrado no espólio de José Porto revela-nos o que terá sido o primeiro estudo para a reabilitação da sua casa em Marinhas – Vilar de Mouros.
Os vários esquissos sugerem uma ampliação significativa do volume original - uma pequena construção rural – resultando numa intervenção de grande escala protagonizada por um imponente hall que articula a casa existente com a sua ampliação.
Mais tarde, em 1946, José Porto acaba por concretizar uma versão reduzida deste primeiro estudo, que reproduz alguns dos aspectos compositivos iniciais e que procura do mesmo modo um diálogo estreito entre a casa e o seu contexto.

José Porto nasceu em Vilar de Mouros a 10 de outubro de 1883.

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6 de outubro de 2020
Escritos Escolhidos e Passa-a-Palavra estão no "Podes"
Votação para o podcast preferido do público decorre até 15 de outubro

Os podcast da Fundação Marques da Silva/Casa Comum - Escritos Escolhidos e Passa-a-Palavra: falemos de Arquitetura -  estao inscritos no Festival "Podes 2020".
 

Até 15 de outubro poderá votar no seu podcast favorito no link https://podes.pt/votar/
 

Basta escrever o nome corretamente no local indicado!

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16 de Setembro de 2020
A Casa que Fernando Lanhas para si projetou
Fernando Lanhas, Alçados da Casa da Avenida Antunes Guimarães, Porto, 1959

Há um sentido de atualidade na arquitetura de Fernando Lanhas, arquiteto que sempre projetou um espaço a pensar na função. A casa que para si idealiza, em 1959, e que mais tarde, na Avenida Antunes Guimarães, no Porto, acabará por habitar, é bem ilustrativa desta sua forma de fazer arquitetura. Atente-se no cuidado expresso na escada em caracol, nas varandas ou na representação do automóvel à escala. Um projeto que, nos dias de hoje, continua a suscitar interesse, tendo estado representado na 15ª Bienal de Istambul.

Fernando Lanhas nasceu a 16 de setembro de 1923.

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11 de setembro de 2020
José Porto já está no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva

A documentação relativa à obra de arquitetura de José Porto já está disponível para consulta online. Doada em 2017 à Fundação Marques da Silva pelo arquiteto Abílio Mourão, a quem foi confiado o acervo profissional deste arquiteto, e pelo CIRV-GEPAV (Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense), detentor de um fundo pertencente à Oficina Fontes, é composta de mais de três centenas de registos correspondentes a cerca de três dezenas de projetos produzidos entre finais da década de vinte e a década de sessenta do século XX.
 

Com a integração desta nova entrada, o Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva passa a disponiblizar o acesso à documentação de 17 acervos de arquitetura.

Consultar: Arquivo Digital e Site

 

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8 de setembro de 2020
"A Encomenda", de Manuel Graça Dias, na TSA Playlist

O filme A Encomenda, de Manuel Graça Dias, foi selecionado para participar no Short Film Showcase da Toronto Society of Architects, Canadá, um evento especial da TSA Playlist. Lançada no início de 2020, a TSA Playlist é um programa temático com curadoria mensal que apresenta filmes relacionados com arquitetura, design e ambiente construído. "A Encomenda" fará parte de uma série intitulada Arquitetura e Contexto que analisa não apenas a relação entre os edifícios e a sua circunstância física, socioeconómica ou cultural, mas também a forma como se moldam e informam mutuamente.

A curta-metragem A Encomenda foi filmada na casa de fim-de-semana que Raul Hestnes Ferreira projectou em 1961 para o seu pai, o poeta José Gomes Ferreira. A Casa de Albarraque, como ficou conhecida, permanece, após quase sessenta anos, uma encantadora e inesperada obra de arquitectura. A Encomenda introduz-nos ao ambiente da casa, tomando como pretexto a chegada de um carteiro anarquista, muito palavroso e abelhudo, que a vai percorrendo, abrindo e fechando armários, tocando nos objetos, enquanto protesta contra o governo ou recita poemas, sob o olhar enfadado do proprietário, o próprio Raul Hestnes Ferreira. Só depois da saída do carteiro, o arquiteto poderá ouvir com calma um pouco de música e concluir pequenas bricolages, antes de se sentar no pátio, para então descobrir o conteúdo d’A Encomenda.

Manuel Graça Dias (1953-2019) foi um dos mais importantes arquitectos portugueses, professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e fundador do atelier Contemporânea (www.contemporanea.com), com obra construída em Lisboa, Porto, Almada, Braga, Chaves, Guimarães, Vila Real, Macau, Madrid, Sevilha ou Frankfurt, obra essa extensamente publicada e apresentada em múltiplas exposições. Com uma vida dedicada à divulgação da arquitetura, foi curador, autor de numerosos livros, colunista de jornais e revistas e apresentador de séries de arquitetura na RTP e na TSF. Realizou as curtas-metragens A Encomenda (2013) e A Limpeza (2013).

 

 

+ info:

Toronto Society of Architects

"A Encomenda", Manuel Graça Dias, 2013

Quando A Encomenda veio à Fundação: ver aqui

 

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8 de setembro de 2020
Carlos Carvalho Dias em entrevista à Archivoz
Carlos Carvalho Dias: Bóbeda, Chaves, Solar do Sr. Pinto, átrio - escadas para o salão, 1955

Acaba de ser publicada, na Archivoz Magazine, uma entrevista a Carlos Carvalho Dias, conduzida por Alexandra Saraiva. "Toda a nossa actividade se faz para o ser humano, que deve ser a nossa preocupação fundamental" é a frase em destaque de um conjunto de reflexões sobre a preservação da memória no domínio da Arquitetura, por parte de um importante e reconhecido arquiteto e urbanista que, em 2018, começou por doar à Fundação Marques da Silva os registos da sua colaboração no Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa, e, em 2020, ampliar essa doação à restante memória documental do seu percurso profissional.
 

Leia aqui: "Toda a nossa actividade se faz para o ser humano, que deve ser a nossa preocupação fundamental". Entrevista com Carlos Carvalho Dias

 

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7 de setembro de 2020
Maria José Marques da Silva: uma sala abobadada

"Uma sala abobadada" é um dos muitos trabalhos académicos realizados por Maria José Marques da Silva enquanto estudante do Curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto (EBAP). Esta arquiteta portuense, nascida a 7 de setembro de 1914, na Casa-Atelier projetada por seu pai e onde hoje se encontra a Fundação Marques da Silva, frequentou a EBAP entre 1933 e 1939, vindo a obter o seu Diploma em agosto de 1943.

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4 Setembro 2020
Raúl Hestnes Ferreira e o Concurso para Amsterdam
Raúl Hestnes Ferreira, Concurso para Amsterdam: esquisso, 1967

E quando o abrir de um rolo nos devolve a memória de desenhos aparentemente perdidos!

Em 1967, o Município de Amsterdam lança um concurso internacional para a construção de um novo edifício camarário. Serão 7 as equipas portuguesas a participar na competição, entre elas, Raúl Hestnes Ferreira. Até ao momento, já foram tratados cerca de 16.000 desenhos do acervo deste arquiteto.

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28 de agosto de 2020
A Fundação Marques da Silva também está na Feira do Livro!

Com 14 títulos e o Puzzle Estação de S. Bento, disponíveis no pavilhão da Universidade do Porto (U. Porto Press, nº 33) com generosos descontos, a Fundação Marques da Silva marca presença na Feira do Livro que hoje se inaugura nos Jardins do Palácio de Cristal.
 

Sob o mote "Alegria para o fim do mundo", esta sétima edição da Feira do Livro do Porto contará com 80 expositores. Entre editoras, livreiros, alfarrabistas e demais entidades, distribuídas por 119 pavilhões, serão promovidos lançamentos de livros, palestras, debates, oficinas, apresentações várias e concertos. No Pavilhão da U.Porto Press serão ainda organizadas sessões de autógrafos e o concurso "É preciso ter sorte!" (+ info).
 

A Feira do Livro manterá as suas portas abertas até 13 de setembro e pode ser visitada de segunda a quinta feira, entre as 12h e as 21h30. Às sextas-feiras, o horário prolonga-se até às 23h. Durante o fim de semana abre às 11h. Aos sábados, encerra pelas 23h, enquanto aos domingos, encerra pelas 21h30.

 

 

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25 de agosto de 2020
Percurso(s)
Fernando Távora, Beirut, Musée Nationale. Junho, 3, 60

"... cruzam-se recordações, realidades e sonhos, o passado e o futuro, factos, lugares, imagens, ideias e formas, gentes, viagens e leituras, assim se construindo a vida e obra de um homem e de um arquiteto."*
Fernando Távora, nasceu a 25 de agosto de 1923.

* in Fernando Távora: Percurso, CCB, 1993, p.9; desenho: Beirut, Musée Nationale/Junho, 3, 60.

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19 de agosto de 2020
Encontros
Dia Mundial de Fotografia 2020

Poderia ser um simples registo de um banal encontro de amigos, mas é muito mais o que esta fotografia nos revela. Basta referir que corria o ano de 52, que em frente à entrada principal do castelo de Blois estão Joseph Martin, do Canadá, Manuel Marques de Aguiar, de Portugal, e Amine Bezeri, do Líbano. A uni-los, a condição de arquitetos e a frequência do Instituto de Urbanismo de Paris.

Hoje celebra-se o dia mundial da fotografia.

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16 de agosto de 2020
"Usina": 3 poemas de Octávio Lixa Filgueiras (1949)

É com a poesia de Octávio Lixa Filgueiras que se conclui a primeira série de Escritos Escolhidos. Com este programa, o 15.º, assinala-se também a passagem de mais um aniversário deste arquiteto, nascido a 16 de agosto de 1922.


Escritos Escolhidos regressará em setembro.

 

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14 de agosto de 2020
"El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch" entre os seleccionados para a Bienal Colombiana de Arquitectura e Urbanismo 2020
Fotografia de Federico Orozco, 2019

A exposição "El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch" é um dos 13 projetos seleccionados na categoria "Divulgação" da Bienal Colombiana de Arquitectura  e Urbanismo 2020.
 

Com curadoria de Andrés Erazo (Colômbia), Manuel Mendes (Portugal) e António Armesto (Espanha), a exposição, que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, esteve patente ao público no Museu La Tertulia, em Cali, entre maio e agosto de 2019.
 

A XXVII edição da Bienal abarca 9 categorias e um total de 118 inscritos. Vai decorrer entre 18 e 28 de novembro e de entre os vencedores de cada uma destas categorias sairá o Prémio Nacional de Arquitetura.
 

+ info: Sociedad Colombiana de Arquitectos.org

 

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12 de agosto de 2020
Há novos Mapas de Arquitetura!

A OASRN, em parceria com a Fundação Marques da Silva, acaba de lançar a segunda edição, revista e ampliada, do Mapa de Arquitetura José Marques da Silva (pt/eng e es/fr), e a segunda edição revista do Mapa de Arquitetura Fernando Távora (pt/eng e es/fr).
 

No âmbito desta linha editorial, a Fundação Marques da Silva colaborou ainda com a OASRN e a arquiteta Helena Ricca na produção do novo Mapa de Arquitetura Agostinho Ricca (pt/eng e es/fr). Com texto introdutório de João Luís Marques, percorre 49 obras representativas de um valioso e diversificado legado, idealizado ao longo de 70 anos de atividade profissional.
 

Neste contexto, a OASRN reeditou também o primeiro mapa a ser publicado, em 2008, o Mapa de Arquitetura Arménio Losa e Cassiano Barbosa (pt/eng e es/fr). A coleção completa-se com os Mapas de Arquitetura dedicados a Álvaro Siza (pt - eng - es) e Eduardo Souto de Moura (pt - eng - es).

 

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11 de agosto de 2020
Prémio Fernando Távora - 16.ª edição
Nova data!

 O prazo de entrega de candidaturas à 16ª edição do Prémio Fernando Távora foi prorrogado até ao dia 31 de Agosto de 2020. Esta decisão prende-se com o carácter extraordinário da situação epidemiológica actualmente vivida.

+info:  fims | oasrn

 

 

 

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6 de agosto de 2020
Um regresso a Mies van der Rohe, com Harry Wolf

Harry Wolf, arquiteto com uma longa e premiada carreira nos Estados Unidos da América, a residir no Porto há cerca de 5 anos, traz-nos de novo a arquitetura de Mies van der Rohe.

Este é o 12.º "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura"*, podcast que regressa em setembro com novos e inesperados convidados.

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*  Por lapso é referido Neue Museum Galerie, quando se trata de Neue National Galerie. Em setembro será retificada a gravação.

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24 de julho de 2020
As surpresas que um acervo reserva...

Prosseguem os trabalhos de tratamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira e as surpresas sucedem-se. Já foram encontrados originais que se pensavam perdidos de trabalhos académicos realizados na Escola de Belas-Artes do Porto, na Finlândia e nos Estados Unidos, assim como os esquissos para o Concurso da Ópera da Bastilha, em Paris, de 1983, aos quais a imagem se refere.

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21 de julho de 2020
Dos escritos dispersos de Fernando Lanhas às arquiteturas sem arquitetos propostas por Carlos Antunes. Há novos podcast da Fundação Marques da Silva!

Esta semana, a Fundação Marques da Silva e a Casa Comum disponibilizam mais dois podcast: em "Escritos Escolhidos" serão lidos escritos dispersos de Fernando Lanhas; em "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura", Carlos Antunes oferece-nos uma viagem através de arquiteturas sem arquitetos, de ninhos.


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20 de julho de 2020
"Siza - Unseen & Unknown" na loja online da Fundação Marques da Silva

Enquanto se aguarda a abertura ao público de "Siza - Inédito e Desconhecido/Siza - Unseen & Unknown", na Casa-Atelier José Marques da Silva, o Catálogo da exposição apresentada em Berlim, na Tchoban Foundation: Museum fur Architekturzeichung, em 2019, com curadoria de Kristin Feireiss e António Choupina, já pode ser adquirido na loja online da Fundação Marques da Silva.

A publicação reproduz o conjunto de 100 desenhos então expostos, enquadrados por textos dos curadores, de Álvaro Siza, Álvaro Leite Siza, José Luís Porfírio e Steven Holl. São desenhos que nos devolvem um olhar intimista sobre a obra deste arquiteto, associados a desenhos nunca antes vistos em público da sua falecida esposa, Maria Antónia Siza, desenhos do seu filho e arquiteto Álvaro Leite Siza e do seu neto, Henrique Siza.

 

Ir para a loja online

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17 de julho de 2020
"O Edifício na Praça de Martim Moniz (1973-1984), de Bartolomeu Costa Cabral: uma proposta de continuidade", por Mariana de Oliveira Couto
Bartolomeu Costa Cabral, Edifício na Praça Martim Moniz, Alçado poente, esboço a prever a conservação do edifício a norte do Palácio Aboim, Lisboa, s.d.

O edifício que Bartolomeu Costa Cabral pensou para a Praça Martim Moniz, em Lisboa, “iniciado em 1973, desenvolvido até 1975, adiado até 1981 e só então parcialmente construído (…) procurou devolver à Mouraria novos espaços de encontro e apropriação”.

O artigo de Mariana de Oliveira Couto, colaboradora da Fundação Marques da Silva e doutoranda da DArq UC, com uma tese sobre a obra de Bartolomeu Costa Cabral, publicado na ProArq (caderno 34) dá-nos a conhecer este projeto. A ler aqui
 

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16 de julho de 2020
“Elas andaram aí”, mas com “estranhos destinos”. Como se (re)escreve na história portuguesa a arquitectura no feminino?

Este é o título do artigo de fundo escrito por Andreia Friaças para o Jornal Público sobre a presença das mulheres na arquitetura e sobre o que tem vindo a ser feito para que essa presença se torne visível. Uma história de afirmação que tem em Maria José Marques da Silva, a primeira mulher a terminar o curso de arquitetura no Porto, em 1943, uma das suas protagonistas.


Link Jornal Publico

 

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11 de julho de 2020
A Capela de Barragán, pela voz de Andreia Garcia

Pela voz de Andreia Garcia, o novo "Passa-a-Palavra: falemos de Arquitetura" leva-nos a conhecer a Capela que Barragán desenhou para as Irmãs Clarissas Capuchinhas, em Tlalpan, na cidade do México.

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11 de julho de 2020
O Coliseu sonhado por José Porto

Há mais um Escritos Escolhidos. O 13.ª podcast desta série traz-nos fragmentos da memória descritiva do anteprojeto para o Coliseu do Porto, de José Porto, datada de fevereiro de 2020.

 

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3 de julho de 2020
Tratamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira continua

Continua a avançar o trabalho de tratamento do acervo do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira e a cada semana, dezenas de rolos de esquissos e desenhos de projeto são abertos, separados, limpos e reacondicionados. Até ao momento, foram já tratados cerca de 4000 registos. Ver vídeo aqui.
 

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1 de julho de 2020
Escritos Escolhidos Especial
Álvaro Siza, Alcino Soutinho, Jorge Gigante e Fernando Távora lembram Arménio Losa

A 1 de julho de 1988, com 79 anos de idade, falecia Arménio Losa. Neste "Escritos Escolhidos", num gesto que agradecemos ao Arquiteto Álvaro Siza, recuperam-se os textos então publicados em sua homenagem, no Jornal de Notícias. São quatro testemunhos, quatro formas de lembrar um arquiteto que para Álvaro Siza foi constantemente contemporâneo, para Alcino Soutinho uma referência pela sua defesa cívica da Arquitetura, para Jorge Gigante uma lacuna difícil de preencher, e para Fernando Távora uma lição de esperança.
 

A imagem que acompanha esta notícia foi gentilmente cedida pelo Centro de Documentação da FAUP. Nela se encontram retratados "Soutinho, Semide, Aires Pereira, Távora, Siza, Marques de Aguiar, Forjaz, Sergio, Pedro e Losa" [FAUP/CDUA/AL-CB/PART/Fotos_503_1].

#12 Escritos Escolhidos - Especial Arménio Losa

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1 de julho de 2020
Francisco Granja já faz parte da Fundação Marques da Silva

Foi ontem, 30 de junho, assinado o protocolo que formaliza a doação do acervo de Francisco Granja (1914-1988) à Fundação Marques da Silva. São centenas de registos de projeto (peças desenhadas e escritas), fotografias e revistas de arquitetura e urbanismo a documentar o percurso de um arquiteto que foi discípulo de Marques da Silva. Das muitas obras projetadas, destaca-se a autoria do CineTeatro Vale Formoso ou a Garagem da Peugeot, no Porto, obras expostas na Exposição de 53, ou o conjunto de edifícios residenciais para a rua António José da Costa, também nesta mesma cidade. A documentação doada já está a ser alvo de tratamento arquivístico e de ações de conservação e restauro, tendo em vista a sua futura disponibilização.
 

Na assinatura de ontem, ponto de chegada de um processo iniciado por Clara Pimenta do Vale e César Romão, estiveram presentes, pela Fundação, a Presidente, Fátima Vieira, e o Vice-Presidente, Luís Urbano, e pela família de Francisco Granja, Maria Júlia Granja e Helena Pato Granja, esposa e filha deste arquiteto.

 

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30 de junho de 2020
Relatório de Atividades e Gestão - 2019

Encontra-se disponível para consulta o Relatório de Atividades e Gestão correspondente ao ano de 2019.

Consultar Relatório

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24 de Junho de 2020
Fernando Távora, José Gigante, João Mendes Ribeiro
Há novos podcast da Fundação Marques da Silva para ouvir!

Em dia de S. João, aqui está a quadra popular a mostrar que também através dela tanto se pode dizer de arquitetura. E claro que estamos a falar de José Gigante, que assim nos convida a visitar a "Rota Corbusier". Mas temos também o Neues Museum, de Chipperfield, pela voz de João Mendes Ribeiro e uma figura transversal a estes dois convidados do Passa-a-Palavra, Fernando Távora, com a história do romance vivido com a Casa da Covilhã.


Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura | #8 José Gigante e #9 João Mendes Ribeiro

Escritos Escolhidos | #11 Fernando Távora
 

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23 de junho de 2020
Entre dois mundos: a capela que João Queiroz projetou em S. João da Madeira

A assinalar a passagem de mais um ano sobre o nascimento de João Queiroz, a Fundação Marques da Silva divulga um conjunto de fotografias da capela de Santo António, em S. João da Madeira, projetada por este arquiteto. Inaugurada em 1935, foi construída com base numa subscrição pública que reuniu mais de 150 beneméritos. Clara Vale, autora destas imagens, salienta o contraste entre dois mundos: o de dentro e o de fora. No interior destaca as pias de água benta, os cachorros que seguram a asna e, principalmente, a escada sineira, em caracol, executada em betão armado. Esta investigadora considera ainda que é possível colocar a hipótese de atribuição da autoria dos vitrais Art Deco a desenho de João Queiroz, bem como as grades de entrada. A capela tem vindo a ser objeto de obras e aguarda agora a colocação de um novo altar.
 

Ver álbum fotográfico

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19 de junho de 2020
Para um novo olhar sobre os desenhos de Raúl Hestnes Ferreira
Raúl Hestnes Ferreira, esquisso para o projeto de interiores da Cervejaria

A Fundação Marques da Silva tem em curso um amplo projeto de tratamento do acervo do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira. São milhares de registos que estão a ser limpos e reacondicionados. Um passo fundamental para que novas ações possam vir a ser desenvolvidas, garantindo a salvaguarda da documentação original.
 

Ver imagens do processo: álbum e vídeo

 

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12 de junho de 2020
Octávio Lixa Filgueiras e Manuel Teles no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva

Os acervos dos arquitetos Octávio Lixa Filgueiras (1922-1996) e Manuel Teles (1936-2012) já podem ser consultados no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva, bem como as respetivas listas de processos de obra de arquitetura/urbanismo. No seu conjunto, referem-se a mais de 1600 peças desenhadas e 11 metros lineares de peças escritas que têm vindo a ser tratadas em termos arquivísticos e que documentam tanto a formação académica, quanto a atividade profissional destes arquitetos e professores.
Os acervos agora disponibilizados integram ainda registos fotográficos e bibliográficos de relevo. A biblioteca de Octávio Lixa Filgueiras, num total de 1377 livros que abrangem áreas tão distintas como arquitetura, urbanismo, história, arte e património, já se encontra igualmente inventariada e está a começar a ser disponibilizada para consulta na plataforma Aleph, onde se encontra alojado o catálogo da Fundação Marques da Silva.

Com a integração das entradas de Octávio Lixa Filgueiras e Manuel Teles, o Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva passa a disponiblizar o acesso à documentação de 16 acervos de arquitetura. Trata-se de um processo em aberto, pelo que a informação incorporada nesta plataforma vai sendo progressivamente ampliada.


Consultar
Octávio Lixa Filgueiras: Arquivo Digital e Site
Manuel Teles: Arquivo Digital e Site

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29 de maio de 2020
Os novos podcast da Fundação Marques da Silva:
Nuno Valentim, em "Passa-a-Palavra",
Sergio Fernandez e Álvaro Siza, em "Escritos Escolhidos"

Há mais 3 novos podcast da Fundação Marques da Silva para ouvir!
 

Em "Passa-a-Palavra: Falemos de Arquitetura", Nuno Valentim traz-nos a Casa Barragan. É uma casa onde cliente e arquiteto se fundem, pelo que "Escritos Escolhidos" propõe que se ouça o que um outro arquiteto tem a dizer sobre a casa que para si projetou. Referimo-nos a Sergio Fernandez e a Vill´Alcina. Para aquela que será já a 10.ª emissão de "Escritos Escolhidos", regressamos a Siza com a leitura de dois textos: Barragán e António Quadros.
 

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26 de maio de 2020
Prémio Fernando Távora
Abertura de inscrições para a 16.ª edição

Está aberto o período de submissão de candidaturas à 16.ª edição do Prémio Fernando Távora, uma iniciativa organizada pela OASRN e que conta, a partir desta edição, com a Fundação Marques da Silva como entidade parceira.
 

As candidaturas podem ser apresentadas até 17 de agosto e o júri será constituido pela jornalista Paula Moura Pinheiro, pela arquitecta Paula Silva, pelos arquitectos José Bernardo Távora (indicado pela FIMS) e Eduardo Queiroga (em representação da OASRN) e, também, pela Dra. Maria da Graça de Tavares e Távora Pereira Coutinho (designada pela família do Arquitecto Fernando Távora).
 

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16 de maio de 2020
Colóquio
WHAT EDUCATION? Arquitetura, Ensino e Investigação
Webinar: 22 e 23 de maio de 2020, 10:00

Colóquio/webinar
WHAT EDUCATION? Arquitetura, Ensino e Investigação
Apresentação: Jorge Figueira, Gonçalo Canto Moniz, Luís Urbano
Oradores: Bruno Gil, Carolina Coelho, Eduardo Fernandes, Gonçalo Canto Moniz, Leonor Matos Silva, Pedro Pinto, Raquel Paulino


O colóquio What Education? Arquitetura, Ensino e Investigação*, a decorrer em formato digital, com acesso através da plataforma ZOOM, nos dias 22 e 23 de maio, a partir das 10:00, vai reunir os investigadores do projeto (EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture e os investigadores convidados da linha “What Education”, com o objetivo de debater publicamente os primeiros resultados da investigação anunciada em julho do ano passado na Casa-Atelier Marques da Silva. Pretende-se identificar, para cada caso de estudo, os temas mais relevantes e os momentos-chave da formação do/a arquiteto/a. Simultaneamente, serão colocados os desafios trazidos a este contexto pela investigação, de acordo com os desenvolvimentos da linha “What Research”.


Esta iniciativa é organizada por Jorge Figueira, Gonçalo Canto Moniz, Bruno Gil, Carolina Coelho, do Centro de Estudos Sociais (CES-UC), em parceria com a Fundação Marques da Silva.
 

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*Actividade no âmbito do projecto de investigação «(EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture», financiado por FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional através do COMPETE 2020 - Programa Operacional Competitividade e Internacionalização (POCI) e por fundos portugueses através da FCT - Fundação para a Ciência e a Tecnologia.  POCI-01-0145-FEDER- 030492.
 


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18 de maio de 2020
De Paris para o Porto:
O restauro dos desenhos de Marques da Silva do atelier Laloux
Exemplo de integração cromática

Enquanto se aguarda o momento em que as portas da Fundação Marques da Silva se voltarão a abrir sem restrições, assinalamos o Dia Internacional dos Museus com uma iniciativa digital: um olhar sobre o processo de restauro dos desenhos realizados durante a formação de José Marques da Silva em Paris, entre 1890 e 1896, enquanto aluno da Escola de Belas Artes e jovem aprendiz de arquiteto no atelier de Victor Laloux.


Falamos de 68 desenhos de arquitetura, 10 desenhos de modelo e ornamento, 44 enunciados e 2 memórias descritivas - hoje parte integrante do acervo da Fundação Marques da Silva - que foram alvo de um amplo e meticuloso processo de restauro, em grande parte realizado por Ana Freitas, da Oficina de Conservação e Restauro de Documentos Gráficos da Universidade do Porto e que este vídeo vem ajudar a tornar visível.

 

+ info: aqui ou avançar para o vídeo:  De Paris para o Porto: o restauro dos desenhos de Marques da Silva no atelier Laloux

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13 de maio de 2020
Francisco Vieira de Campos, Graça Correia, José Carlos Loureiro e Raúl Hestnes Ferreira: há 4 novos podcast para ouvir!

Em "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" estaremos perante a escala da pequena casa, com a Casa de Baião de que nos fala Francisco Vieira de Campos, e a escala do grande bairro, com a história do Lafayette Park, que nos é contada por Graça Correia.

Por sua vez, "Escritos Escolhidos", propõe duas narrativas de cunho bem pessoal: Raúl Hestnes Ferreira diz-nos quanto e como surge o seu primeiro projeto de arquitetura e José Carlos Loureiro revela a sua paixão pelo Palácio do Freixo.

 

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4 de maio de 2020
Reabertura da Fundação Marques da Silva a consultas presenciais

A Fundação Marques da Silva informa que, a partir de hoje, vai reabrir parcialmente as suas portas. Entre as 10h00 e as 12h00, de segunda a sexta-feira, será possível realizar consultas presenciais à documentação e núcleos bibliográficos da instituição, estando assegurados os procedimentos necessários para que estas decorram em segurança. Cada consulta deverá ser previamente agendada, através de marcação por email – fims@reit.up.pt.

A 18 de maio serão reavaliadas as condições de acesso.

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30 de abril de 2020
Álvaro Siza, Bartolomeu Costa Cabral, João Pedro Serôdio: os novos podcast da Fundação Marques da Silva

Em "Escritos Escolhidos", Álvaro Siza traça um retrato de Vittorio Gregotti e descreve uma gravura de Picasso; Bartolomeu Costa Cabral aborda o tema da continuidade na Arquitetura como condição essencial para a sua prática.

Em "Passa-a-Palavra: falemos de Arquitetura", João Pedro Serôdio responde ao desafio de Pedro Ramalho e fala-nos das Casa Farnsworth, de Mies.

São os três novos podcast da Fundação Marques da Silva.

 

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29 de abril de 2020
Dia Internacional da Dança

Em Dia internacional da Dança, um desenho aguarelado de José Porto, feito em Paris, nos anos vinte.

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23 de abril de 2020
A arquitetura de um livro numa época de encruzilhada: "Da função social do arquiteto"
Dia Mundial do Livro 2020

(...) o arquitecto, para realizar-se tem de saber fazer e, ao mesmo tempo, conhecer as coisas, e os homens, e o mundo, e a vida, e de tudo isso saber tirar uma lição que lhe permita erguer, no dealbar, um hino de esperança ao novo dia.

Octávio Lixa Filgueiras, Da Função Social do Arquitecto, 1985, p.16

 

Da função social do arquitecto: para uma teoria da responsabilidade numa época de encruzilhada é um livro de Octávio Lixa Filgueiras que se encontra profusamente documentado na Fundação Marques da Silva.
 

Sabemos da sua razão de ser: constitui a resposta a uma das 3 provas pedidas pela Escola Superior de Belas Artes aos candidatos ao lugar de professor de Arquitetura, em concurso aberto em 1962. Sabemos do projeto e método de construção: no Centro de Documentação da Fundação preservam-se manuscritos, documentos datilografados, montagens para publicação e a forma como as ilustrações de autores vários iam sendo selecionadas e preparadas para aquela que será a primeira edição. Sabemos da tese que defendia: uma perspetiva humanista que propunha um envolvimento do arquiteto com a realidade social, ancorada em Gordon Cullen, Ernesto Rogers ou Lúcio Costa. Sabemos do seu interesse: em 1985 volta a ser editado pela ESBAP, com prefácio de Pedro Vieira de Almeida, prefácio esse que existe também, neste acervo, numa versão datilografada e com anotações de Octávio Lixa Filgueiras.

Em Dia Mundial do Livro sugere-se a sua leitura.

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21 de abril de 2020
Alcino Soutinho, Alexandre Alves Costa, Nuno Brandão Costa e Pedro Ramalho em "Escritos Escolhidos" e "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura"

E há mais 4 novos podcasts da Fundaçao Marques da Silva já disponíveis na plataforma online da Casa Comum:
 

"Escritos Escolhidos" propõe-nos dois novos textos: Alcino Soutinho "regressa" a Itália para nos falar da sua geografia, da suas gentes, das suas cidades e Alexandre Alves Costa "regressa" a Maria de Sousa, para nos falar da cientista e da mulher que recentemente nos deixou.
 

Em "Passa-a-Palavra: falemos de Arquitetura", João Pedro Xavier lançou o convite a Nuno Brandão Costa e Nuno Brandão Costa desafiou Pedro Ramalho. Dois novos testemunhos que, de Barcelona, nos fazem seguir rumo a Florença e de Florença até Viena.
 

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18 de abril de 2020
Fundação Marques da Silva, um arquivo em expansão
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2020

A Fundação Marques da Silva sinaliza o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios abrindo a consulta, no seu Arquivo Digital e Site Institucional, a 4 novos Sistemas de Informação: Fernando Lanhas, Rui Goes Ferreira, Raúl Hestnes Ferreira e Bartolomeu Costa Cabral.

 

Com as novas entradas, passa a permitir a navegação online através de 14 acervos documentais de arquitetura. Um precioso instrumento de pesquisa e uma forma privilegiada de preservar a memória da obra desenvolvida por estes arquitetos e do património por eles projetado. Um trabalho em permanência, em contínua atualização, a permitir que esta herança comum se torne acessível a todos.

 

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16 de abril de 2020
Manuel Teles, um arquiteto a descobrir
Desenho de estudo, 1980

Manuel Teles não foi apenas o arquiteto que projetou o Bairro do Aleixo. Formou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (CODA: “Conjunto de Habitações no Espaço Rural”, 1965). Iniciou a sua atividade no atelier de João Andresen, colaborou com vários Municípios: Porto, Mira, Cantanhede e Barcelos, mas acabaria por desenvolver uma longa carreira como arquiteto liberal e como professor. Tem artigos publicados em revistas da especialidade e representou Portugal em vários fóruns internacionais.
Nasceu a 16 de abril de 1936.
 

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10 de abril de 2020
Crucifixão, autor desconhecido, finais do séc. XVI
Uma pintura, muitas histórias

Neste quadro, uma pintura a óleo sobre madeira (77x100cm) onde se representa o tema do Calvário, destaca-se a exuberância e intensidade da cor que o preenche, bem como a qualidade verificada na definição anatómica das personagens. Desconhece-se o autor, mas tem como datação atribuída o final do século XVI. Foi um bem herdado de Amélia Lopes Martins, falecida em 1943, e encontrava-se associado à capela do Palacete então por ela habitado. Acabou por ser alvo de pareceres e avaliações várias por parte de várias personalidades, agentes ativos no mercado artístico nacional à época, mas o arquiteto José Marques da Silva decidiu adquirir a obra em causa, integrando-a no seu espólio pessoal. Pertence agora à coleção de Pintura da Fundação Marques da Silva. Com ele assinalamos a data e desejamos uma Feliz Páscoa.

 

Ver Catálogo da Coleção de Pintura

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08 de abril de 2020
"Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" lança o primeiro podcast e "Escritos Escolhidos" traz-nos um texto inédito de Fernando Távora

E estão já disponíveis dois novos podcasts da Fundação Marques da Silva.

Hoje inicia-se o programa "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura", com João Pedro Xavier, que nos levará até Barcelona. [ouça aqui]

Em "Escritos Escolhidos", Fernando Távora fala-nos do granito da sua infância. [ouça aqui]


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06 de abril de 2020
Raúl Hestnes Ferreira e Fernando Távora no mais recente número da "AMPS Proceedings Series 17.1. Education, Design and Practice"

As atas do Colóquio Education, Design and Practice - Understanding skills in a Complex World, que teve lugar no Stevens Institute of Technology, em Nova Iorque, em junho de 2019, acabam de ser publicadas na AMPS Proceedings Series 17.1. Education, Design and Practice, tornando possível a leitura de duas comunicações realizadas no âmbito de investigações centradas na Fundação Marques da Silva:


- Alexandra Saraiva, "Hestnes Ferreira between European timelessness and North American classicism", pp. 150-159.
- Raffaella Maddaluno, "Fernando Távora and the United States: travel as a teaching practice", pp.130-136.
 

Refira-se que Alexandra Saraiva, ao abrigo de uma Bolsa de Pós-Doutoramento da FCT, investigadora do ISCTE-IUL, com uma tese de doutoramento sobre a influência de Louis Kahn em Raúl Hestnes Ferreira, está a apoiar o processo de tratamento do acervo do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira na Fundação Marques da Silva e que Raffaella Maddaluno, ao abrigo de uma bolsa de investigação concedida pela Fundação Calouste Gulbenkian e conjuntamente com Giovanni Leoni e Antonio Esposito, está a trabalhar na publicação de uma tradução e estudo crítico do Diário da Viagem aos Estados Unidos e Japão, em 1960, de Fernando Távora.

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03 de abril de 2020
"Escritos Escolhidos" e "Passa-a-Palavra"
Fundação Marques da Silva integra Podcasts da Casa Comum

A Casa Comum lançou o desafio e a Fundação Marques da Silva respondeu com duas linhas de podcasts: "Escritos Escolhidos" e "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura".
 

Tomando de empréstimo o título do último livro publicado no âmbito da tradução da obra escrita de Giorgio Grassi, "Escritos Escolhidos" propõe-se dar voz às palavras escritas por arquitetos que confiaram os seus acervos à Fundação Marques da Silva. É que a escrita, ditada por exigências profissionais ou em resposta a uma vontade pessoal, está sempre presente no quotidiano dos Arquitetos. Inéditos ou já publicados, serão textos que podem oferecer um outro olhar sobre quem os escreveu ou sobre a matéria que abordam. Um programa que se inicia com a leitura de um texto de José Marques da Silva, de 1915, inédito, sobre a abertura da Avenida da cidade.
 

Em "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura", a Fundação Marques da Silva convida a comunidade de Arquitetos a revelar o projeto ou obra que tem um lugar de referência na sua visão do mundo da Arquitetura, partilhando com os ouvintes o motivo pelo qual ele se torna especial. Caber-lhe-á seleccionar quem se segue. O primeiro convidado foi João Pedro Xavier, Diretor da Faculdade de Arquitetura da U. Porto, e o testemunho já foi passado. Em breve estará disponível e veremos quem tem a próxima palavra. 
 

+ info:
Escritos Escolhidos #1: ouça aqui | Arquivo Digital: documentos relativos à abertura da Avenida
Plataforma da Casa Comum: Podcasts

 

 

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27 de março de 2020
Dia Mundial do Teatro
José Marques da Silva, Estudo para o Teatro Circo em Braga, [1908]

Enquanto as salas, silenciosas, aguardam o regresso dos aplausos, aí estão os edifícios e as suas memórias a manter vivo o Teatro - um Teatro que, no desafio de imaginar a sua arquitetura, marcou o percurso de José Marques da Silva. Nem todos os seus projetos foram construídos, como a proposta de 1908 para o Teatro Circo, em Braga, ilustrada na imagem, ou o Teatro Figueirense (1915). Mas o pequeno Teatro Apolo da Brejoeira (1912-13), em Monção, e o centenário Teatro de S. João (1909-20), no Porto, testemunham a sua "agilidade performativa", como refere Luís Soares Carneiro que em breve publicará, nos Cadernos do Centenário, um artigo sobre o processo seguido por Marques da Silva no projeto para este Teatro portuense, classificado em 2012, monumento nacional.

 

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21 de março de 2020
Em Dia Mundial da Poesia

"Eu sei, eu sei
sim, eu sei. Sei-o agora e já há muito o sabia
sim, sei, sei isso.
Mas eu sei isso, e também sei o contrário.
E é tão difícil saber isso e saber o contrário.
Aceitar isso e não desprezar o contrário.
Sim, eu sei.
Eu sei que a terra terá cinco milhões de anos
eu sei que a vida terá três milhões de anos
eu sei que a “pequena” distância da terra a lua anda,
aproximadamente, pelos 400 000 kilómetros.
Eu sei, sim, eu sei,
eu sei
eu sei que tenho apenas 56 anos de idade,
1,65m de alto e um passo de 70 centímetros.
Sim, eu sei,
eu sei
mas sei também
que a praia ficará diferente se lhe roubar um grão de areia
eu sei
que o mar não será o mesmo se eu lhe roubar um grão de areia
eu sei
que o universo se altera quando respiro ou mesmo quando penso.
Sim, eu sei
eu sei que venho de longe e vou para longe
sei que não estou apenas aqui mas em muito lado, sei
que não vivo apenas o tempo que vivo.
Sei que o infinitamente grande é tão infinito como
o infinitamente pequeno
e sei e sei mais e muito mais
sei que não sou excepção.
Sei que sou como todos os homens
- os que nasceram e morreram
- os que hão-de nascer para morrer.
E sei que entre mim e os outros há uma eterna e indissolúvel união,
e que os outros precisam de mim, tanto quanto eu deles necessito.
E sei que é este sabermo-nos infinitamente grandes
por sermos infinitamente pequenos
que constitui a paixão da vida.
Eu sei, sim eu sei.
(E é sobre esta vida de paixão que tem sido
a minha que vou falar.
Com ironia, com tristeza, por vezes com rancor,
mas sempre, sempre com paixão.)
Há anos pensei um pensamento para gravar numa porta
que ofereci, simbolicamente, para a casa de uns amigos.
Esse pensamento pensava simplesmente: faz de cada
momento uma vida.
Ofereci a porta mas não gravei o pensamento.
Gravei-o na memória e procuro praticá-lo no quotidiano.
E é essa paixão pela paixão da vida que eu quero apaixonadamente
transmitir. Porque não vive quem não mergulha
permanente e apaixonadamente na paixão da vida.
Eu sei, sim eu sei.
Eu sei.

Fernando Távora, “Depoimento”, FBAUP, 21 de maio de 1980, in “Prólogo”

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13 de março de 2020
Encerramento de instalações


A Fundação Marques da Silva, tendo em conta as últimas recomendações e determinações das autoridades de saúde locais e nacionais, determinou o encerramento das suas instalações, prevendo reabrir no dia 13 de abril. Contudo, a nossa equipa estará, a partir de hoje, em regime de teletrabalho. Pode contactar-nos para fims@reit.up.pt e continue a acompanhar-nos em www.fims.up.pt.
 

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09 de março de 2020
ADIAMENTO DAS EXPOSIÇÕES E DO PROGRAMA PREVISTO PARA O DIA 14 DE MARÇO

 A Direcção da Fundação Marques da Silva informa que, devido à imposição das medidas de contingência para combater a propagação do vírus COVID-19, não se encontram reunidas as condições para a abertura ao público das Exposições "Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que arquitectura", cuja inauguração estava prevista para o próximo dia 14 de Março de 2020.

Em consonância com as decisões que venham a ser tomadas pela Universidade do Porto e pelo Governo de Portugal, será oportunamente anunciado o seu reagendamento, bem como das restantes iniciativas programadas: inauguração das exposições, apresentação do projeto do novo Centro de Documentação, cerimónias de doação dos acervos dos arquitetos Bartolomeu Costa Cabral, Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez.

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07 de março de 2020
Marques da Silva e o Teatro Nacional de S. João, em dia de Centenário*
José Marques da Silva, Teatro de S. João, Estudo para decoração do interior da sala de espetáculos, [1915-16]

Hoje, 7 de março de 2020, celebram-se os 100 anos da inauguração do Teatro de S. João, uma das obras mais importantes do Arquitecto José Marques da Silva.

Um desenho pouco conhecido (FIMS/MSMS/1844-pd0103v) realizado cerca de 1915-16, quando se estudava a decoração final do interior da sala de espetáculos, permite perscrutar, num detalhe, a essência da cultura e do espírito da sociedade portuense da época, na interpretação que dela fazia o arquitecto. 

Três arcos de circulo, em três planos diferentes, articulam e aproximam três mundos diversos: o arco da direita (o primeiro do proscénio) abre para o palco, ou seja, para a Arte; o segundo, o arco da esquerda, o primeiro arco dos camarotes laterais, abre para a sala e para o Público; o terceiro, o arco de cima, delimitando a pintura do tecto, onde se previa surgir uma imagem do Olimpo, abre para o alto, para os Deuses.  Ao centro da imagem, ainda no tecto, acima de uma imposta que, no canto, junta os três planos, está colocada uma tabela, de conteúdo inequivocamente oitocentista, onde se inscreve todo um programa cultural e que reúne os círculos do Público, da Arte e dos Deuses: “Poesia”.  E, do lado oposto, não visível na imagem, existe o correlativo: “Música”.

Marques da Silva, subscrevendo embora aquele programa, não deixou de  fazer do novo edifício um exemplo de modernidade, onde o betão e eletricidade eram já intrínsecos e essenciais à arquitectura, antecipando e impulsionando com o seu teatro o que seria a direção dominante no século que começava.

A Fundação José Marques da Silva mantém e conserva este desenho. Tal como conserva muitos outros do agora centenário Teatro de S. João. Em versão física, em versão digital, e também disponíveis online, são os novos arcos de círculo onde antigos planos e novas leituras convergem, possibilitando transformar os documentos em Memórias Exemplares. E é evocando a união das Artes que o Teatro convoca através de um desenho do Arquiteto que projetou o edifício, que sinalizamos a efeméride e congratulamos o Teatro Nacional de S. João pelo relevante percurso que tem vindo a construir.
 

* Agradecemos ao Prof. Luís Soares Carneiro o apoio na redação desta nota.

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05 de março de 2020
Fundação Marques da Silva abre as suas portas a 14 de março
Programa e Teaser

A partir de 14 de março, a Casa-Atelier e o Palacete da Fundação Marques da Silva abrem as suas portas à cidade com um programa diversificado:

14h30: Mesa-redonda “Siza-Inédito e Desconhecido” e “Mais que Arquitetura”, com os curadores das exposições
16h00: Cerimónia de Doação do Acervo do Arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, com Mariana Couto
16h30: Cerimónia de Doação do Acervo dos Arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, com Jorge Figueira
17h00: Porto de Honra

 

Entre as 10h00 às 20h00, as exposições patentes na Casa-Atelier e no Palacete da Fundação podem ser visitadas gratuitamente.

 

Veja o Teaser de apresentação

 

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3 de março de 2020
Inauguração conjunta das exposições
"Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitectura"

 

Com a inauguração conjunta das exposições "Siza - Inédito e Desconhecido" e "Mais que Arquitectura", a Fundação Marques da Silva abre as portas da Casa-Atelier Marques da Silva e do Palacete à cidade. À mostra de desenhos inéditos da coleção pessoal de Siza, junta-se outra que revela o heterogéneo universo de interesses dos arquitectos portugueses.

A abertura das exposições insere-se no programa de comemoração dos 150 anos do nascimento do Arquiteto José Marques da Silva, realizado em parceria com a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, e decorre a 14 de março, associada a um conjunto de ações que incluem uma mesa-redonda com os curadores das exposições e a cerimónia de doação dos acervos dos arquitetos Bartolomeu Costa Cabral, Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez à Fundação Marques da Silva.

 

+ info: Abertura da Fundação Marques da Silva à cidade
 

 

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1 de marco de 2020
Alfredo Matos Ferreira
Alfredo Matos Ferreira, Quinta da Barca, Barca de Alva, s.d.

A Quinta de Joanamigo, em Barca d´Alva, com o Douro em fundo, num território marcado pela força e grandeza da paisagem, ocupa um lugar central na vida e na obra de Alfredo Matos Ferreira. A habitação para o feitor desta Quinta será o primeiro projeto a concretizar, em 1950, marcando o início de um longo percurso com mais de 50 anos de prática projetual documentada na Fundação Marques da Silva. O acervo deste arquiteto, composto de mais de 2000 peças desenhadas, documentação escrita, maquetas, mobiliário e documentários por si produzidos, foi agora ampliado com a incorporção de um conjunto de mais de uma centena de revistas de arquitetura e urbanismo, nacionais e internacionais, de meados dos anos 40, caso da "L´architecture d´aujourd´hui", até meados dos anos 90, com exemplares da "Wettbewerbe". Revistas que permitem aceder ao seu universo de leituras e que agora ficam disponíveis para consulta. Alfredo Matos Ferreira nasceu a 1 de março de 1928.

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27 de fevereiro de 2020
Elevação do Santuário de S. Torcato a Basílica
José Marques da Silva, Santuário de S. Torcato: Corte transversal e longitudinal, 1945

Decorre hoje, em dia de S. Torcato e associada à "Feira dos 27", a cerimónia oficial para a elevação do Santuário de S. Torcato à condição de Basílica. O novo estatuto, concedido pelo Papa Francisco, reconhece a importância do culto e a qualidade da arquitetura. O atual Santuário resulta de um longo processo de construção, iniciado em 1825 e apenas concluído em 2015. Para a obra que atualmente se pode contemplar, fruto de uma rede internacional tecida no século XIX, contribuiram vários arquitetos, entre eles, José Marques da Silva, que a acompanhou desde 1896 até ao final da sua vida. Caberia a Maria José Marques da Silva e a David Moreira da Silva continuar a obra. Mas essa é uma história que em breve será dada a conhecer pelo investigador João Luís Marques. Para já, a Fundação Marques da Silva associa-se a este acontecimento, congratulando a Irmandade de S. Torcato pelo trabalho realizado.

 

 

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10 de fevereiro de 2020
"Casa São Roque" na Loja online da FIMS

"Casa São Roque: O gestor e o arquitecto" narra a transformação da Casa São Roque em palacete eclético, por José Marques da Silva, o arquiteto, e António Ramos Pinto, o gestor, no início do século XX. O livro, com textos da autoria de Domingos Tavares e Teresa Portela Marques, acompanhados por um registo fotográfico original de André Cepeda e fotografias antigas de Alberto Marçal Brandão, vai percorrendo a história da casa e dos seus habitantes, concedendo um lugar de destaque para o singular enquadramento paisagístico que igualmente distingue este espaço. Lançado no contexto da inauguração do centro de exposições de arte contemporânea, passa a partir de agora a estar disponível também na Loja online da Fundação Marques da Silva.

 

Ir para a Loja online FIMS

 

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8 de fevereiro de 2020
Aniversário de Bartolomeu Costa Cabral
Bartolomeu Costa Cabral, Casa em Taipa, ou Casa Herdade Delgado (Beja, 2004-2008), Esquisso

Um esquisso de arquitetura tem a inquietude e a liberdade de um gesto que, através do desenho, procura materializar ideias e soluções. E essa vitalidade criativa está bem expressa neste estudo de Bartolomeu Costa Cabral para uma Casa em Taipa, construída entre 2004 e 2008, na Herdade dos Delgados, em Beja, e destinada a um casal de artistas que fizera questão de apresentar a sua "lista de desejos". A casa faz uso das técnicas tradicionais de construção e é testemunho vivo do respeito do arquitecto pela vontade dos seus clientes, da sua sensibilidade para a força telúrica do lugar, do olhar atento para a cor da terra e para a beleza dos elementos. É com a publicação deste esquisso da Casa em Taipa, pertencente ao acervo recentemente doado à Fundação Marques da Silva, que hoje, 8 de fevereiro, celebramos o aniversário de Bartolomeu Costa Cabral.

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28 de janeiro de 2020
Quando David Moreira da Silva e De Gröer pensaram Luanda
Étienne de Gröer e David Moreira da Silva: Praça do Império, Luanda, 1943.

No acervo de David Moreira da Silva, arquiteto e urbanista nascido a 28 de janeiro de 1909, um dos fundadores da Fundação Marques da Silva, destacam-se registos de uma intensa atividade exercida na área do planeamento de cidades, exercida em colaboração com De Gröer, individualmente ou em colaboração, após 1943, com Maria José Marques da Silva. E se 1943 é o ano que sela o casamento e parceria profissional entre estes dois arquitetos, é também o ano da entrega do Plano de Urbanização de Luanda, iniciado dois anos antes com De Gröer, por encomenda da Câmara Municipal dessa cidade angolana. Pretendia-se através de um plano cientificamente pensado, delinear arruamentos e rede viária de ligação a cidades satélite, definir principais zonas de cidade e assegurar a resposta a preocupações higienistas e de sã convivência, transformando-a na "vila mais linda de Angola".
 

Um modelo de cidade ideal, onde não faltava a proposta de uma Praça do Império em sintonia com a lógica hierárquica da composição clássica, que acaba por não vir a ser concretizado, ainda que os seus ecos se tenham feito sentir em posteriores projetos.

 

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22 de janeiro de 2020
"A Ética das Coisas"
Exposição sobre a arquitetura de Bartolomeu Costa Cabral em Oeiras
Círculo da Arquitetura (Dafundo), 23 de janeiro a 12 de março

"A Ética das Coisas. Bartolomeu Costa Cabral Arquitetura 1953-2012", exposição que esteve patente ao público no Convento de Cristo, em Tomar, entre junho e setembro do ano passado, leva agora a Oeiras registos relativos a 18 projetos exemplificativos dos vários domínios pelos quais se estende a ação do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral.

Inaugura amanhã, dia 23, às 18h00, no espaço do Círculo da Arquitetura, estando a Fundação Marques da Silva representada pela sua Presidente, Fátima Vieira. A exposição poderá ser visitada até 12 de março, de terça-feira a sábado, entre as 14h00 e as 19h00.
 

+ info: www.cm-oeiras.pt


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17 de janeiro de 2020
Bartolomeu Costa Cabral distinguido com o Prémio AICA
Bartolomeu Costa Cabral no seu atelier, junho de 2019

Bartolomeu Costa Cabral deixou-se apaixonar pela relação que a Arquitetura tem com a vida, assumindo-a como o fio condutor de um longo percurso, com mais de seis décadas, dedicado ao exercício do projeto, à Arte de construir. A solidez da sua obra, onde a experiência do Bloco das Águas Livres assume um papel matricial, foi agora distinguida com a atribuição do Prémio AICA/MC/Millenium BCP. O júri, presidido por Ana Tostões e constituído por Sandra Vieira Jurgens, Nuno Faria, Rui Mendes e Pedro Baía destacou o facto de a sua arquitetura ser "fortemente marcada por uma atitude ética e por uma postura contracorrente baseada no trabalho sobre uma materialidade simultaneamente disciplinar e poética".
 

A Fundação Marques da Silva, que é a instituição de acolhimento do seu acervo profissional, congratula o Arquiteto Bartolomeu Costa Cabral por esta distinção e desde já antecipa que estará, em breve, em condições de poder contribuir para o estudo e divulgação da sua obra, nomeadamente disponibilizando um vasto corpo documental para consulta e investigação.
 

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15 de janeiro de 2020
Faculdade de Arquitectura homenageia Francisco Barata
Reabilitação da Quinta do Prado, em Celorico de Basto

A Faculdade de Arquitetura inaugura amanhã, dia 16 de janeiro, às 18h00, a exposição "Francisco Barata. Continuar Inovando". A assinalar o momento inaugural, decorrerá uma sessão evocativa da vida e obra do arquiteto Francisco Barata (1950-2018), antigo diretor e professor da FAUP, mas também membro, desde a primeira hora, do Conselho Geral da Fundação Marques da Silva, institutição que ajudou a construir, pensando alguns dos seus espaços, em particular a reabilitação do pavilhão do jardim da sede e a requalificação do edifício de Alexandre Braga, Prémio João Almada em 2014, projeto desenvolvido com Nuno Valentim e José Luís Gomes.
 

Esta exposição, organizada conjuntamente pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e o Departamento de Arquitectura da Universidade de Bologna - Campus Cesena, tem curadoria de Antonio Esposito, Andrea Ugolini e comissariado de Carla Garrido Oliveira e Mariana Sá. Estará patente ao público até 19 de fevereiro na Galeria de Exposições da FAUP.

 

+ info: www.arq.up.pt

 

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8 de janeiro de 2020
Manuel Marques de Aguiar

Manuel Marques de Aguiar, nascido a 8 de janeiro de 1927, foi um dos arquitetos e urbanistas que ajudaram a pensar e desenhar a cidade onde hoje vivemos. O Porto, que é possível reconhecer neste desenho, foi a cidade onde se formou, viveu e trabalhou. A memória do seu trabalho aqui permanecerá.

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18 de dezembro de 2019
Boas Festas!

Bartolomeu Costa Cabral desenhou e Rui Guimarães transformou o desenho em Postal. Com ele, a Fundação Marques da Silva deseja a todos umas Boas Festas.

 

Aproveitamos para informar que estaremos encerrados a partir de 23 de dezembro de 2019, reabrindo a 2 de janeiro de 2020.

 

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14 de dezembro de 2019
Arquivos de Arquitetura: do documento à mostra
mesa redonda #2 e últimos dias para visitar "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes"

O tratamento de 1400 desenhos com soluções construtivas de Vasco Vieira da Costa, realizado na Fundação Marques da Silva com o apoio da Oficina de Conservação e Restauro da U. Porto, teve como primeiro propósito tornar acessível a informação neles contida. Mas a operação, viabilizada pela Iperforma, pretende ir mais além e suscitar um novo olhar sobre Vasco Vieira da Costa, chamando a atenção para a necessidade de se reunir a totalidade do seu acervo como forma de potenciar a investigação sobre a obra de um arquiteto central para a Arquitetura Angolana da segunda metade do século XX.

No passado dia 12, Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani abordaram, sob diferentes perspetivas e recorrendo a situações concretas, as questões que se colocam perante um arquivo de arquitetura, da recolha e dos lugares de acolhimento ao tratamento do documento físico e à sua disponibilização pública, passando pelas narrativas que sobre ele se podem construir ou da sua ligação ao construído.

Foi uma sessão moderada por Luís Urbano, com um enquadramento inicial de Margarida Quintã, a curadora da mostra “Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes”, que até 20  de dezembro pode ser visitada na Casa-Atelier José Marques da Silva. A entrada é livre.
 

Ver álbum da sessão

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12 de dezembro de 2019
Arquivos de Arquitetura em debate na Fundação Marques da Silva

Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani falam sobre Arquivos de Arquitetura na Fundação Marques da Silva. Luís Urbano modera a conversa.

É hoje, às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva (pr. marquês de pombal, 44).

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11 de dezembro de 2019
Team Ten Farwest, 2019
Porto - FAUP

Ao longo de três dias de trabalho - 28 a 30 de novembro - mais de duas dezenas de intervenções de investigadores associados a vários centros de investigaçao europeus partilharam um espaço comum para apresentação e debate de ideias, projetos e novas perspetivas sobre os encontros do Team 10 e a sua repercussão na Península Ibérica.

O encontro decorreu na Faculdade de Arquitectura da U. Porto. No site oficial deste encontro encontram-se disponíveis os registos em vídeo da sessão de abertura e a conferência de Tom Avermaete, apresentada por Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, uma das entidades parceiras.

 

Foi ainda publicado o número 10 da revista Joelho, dedicado ao tema "Team 10: Debate and Media in Portugal and Spain".

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10 de dezembro de 2019
Arquivos de Arquitetura
mesa redonda #2 - Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes
12 de dezembro, 19h30, Casa-Atelier José Marques da Silva

Entre 2014 e 2015, a Fundação Marques da Silva aceitou o desafio de proceder ao tratamento documental de um conjunto de desenhos de Vasco Vieira da Costa, pertencentes à Universidade Agostinho Neto. Tratava-se de uma coleção constituída por 1411 documentos, agrupados em 12 pastas, relativos a soluções construtivas registadas entre 1950 e 1982, e visivelmente afetados pela passagem do tempo.
 

Coube a Ana Ramos e a Conceição Pratas assegurar o tratamento arquivístico, e a Ana Freitas operacionalizar as intervenções de conservação e restauro (limpeza, planificação, consolidação e acondicionamento). Um trabalho complexo que permitiu equacionar e questionar abordagens e metodologias de preservação e tratamento do documento físico original à criação de metainformação, da salvaguarda ao manuseamento técnico, para investigação e divulgação.
 

Parte dos desenhos então tratados encontra-se agora exposta na mostra "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes" em cujo âmbito se promove o encontro entre Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani. Numa conversa moderada por Luís Urbano vão abordar e refletir sobre esta temática.
 

A sessão, a decorrer no dia 12 de dezembro, tem início às 18h30 e é de entrada livre.
 

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7 de dezembro de 2019
Alfredo Leal Machado e a(s) Escola(s) de Belas Artes do Porto

Alfredo Leal Machado nasceu a 7 de dezembro de 1904. Aqui o vemos fotografado na Escola de Belas Artes do Porto, então localizada no extinto Convento de Santo António. Começara a frequentá-la em 1921. Sairá diplomado em Arquitetura, em 1932.
 

Em 1953, será um dos 33 discípulos de Marques da Silva representados na mostra de homenagem ao Mestre que a Escola e a Associação de Arquitectos promove nas instalações da Escola, expondo quatro obras: Sanatório D. Manuel II, em Vila Nova de Gaia, o Edifício das Obras Públicas e a Fábrica Triunfo, em Coimbra, e a reformulação do espaço interior do Restaurante Abadia, no Porto. Outras poderiam ter igualmente constado, de projetos para edifícos municipais, às Casas da Criança que desenvolve para Bissaya Barreto, com particular destaque para o desenho da Casa do Internato e jardins do complexo localizado em Castanheira de Pêra.
 

Entretanto, tinha regressado à Escola, em 1951, não numa perspetiva académica, mas enquanto território de prática disciplinar. Na qualidade de colaborador de Manuel Lima Fernandes de Sá, na Direção dos Edifícios Nacionais do Norte, coassina um projeto para o Pavilhão de Arquitetura a situar nos jardins do Palacete Braguinha, para onde a Escola se transferira em 1937 e ainda hoje permanece. Aí se evidencia um carácter modernista, bem distante da matriz beauxartiana refletida nos seus trabalhos académicos.

 

 

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03 de dezembro de 2019
"Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes"
mesa redonda #2
com Ana Freitas, Ana Tostões, Daniel Quintã e Julia Albani, moderados por Luís Urbano
Casa-Atelier José Marques da Silva, 12 de dezembro, 18h30

No próximo dia 12 de dezembro, a Fundação Marques da Silva vai acolher a segunda mesa redonda programada no âmbito da mostra "Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes".
 

O trabalho de tratamento e restauro da coleção de desenhos do arquiteto Vasco Vieira da Costa, realizado na Fundação Marques da Silva e base deste projeto expositivo, será o ponto de partida para uma reflexão sobre os desafios que hoje se colocam à preservação e divulgação de arquivos de arquitetura.
 

Participam Ana Freitas, da Oficina de Conservação e Restauro da U. Porto,  Daniel Quintã, em representação da Iperforma, empresa de consultadoria em arquitetura e engenharia que promoveu o acordo com a Universidade Agostinho Neto, entidade detentora desta coleção de desenhos, Ana Tostões, Presidente do Docomomo International, e Julia Albani, em representação do Canadian Centre for Architecture. A moderadar a sessão estará Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva.
 

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2 de dezembro de 2019
José Carlos Loureiro e a sua arquitetura, em dia de aniversário

"José Carlos Loureiro é hoje um dos arquitectos do Porto. Desde 1950 que o é. Intervenções suas, de maior ou menor porte, pontuam a cidade. Umas vezes, decisivamente, como no caso do Pavilhão dos Desportos (não lhe cabe qualquer responsabilidade na hedionda demolição do Palácio de Cristal) que se afirma como "sinal identificador da nova entrada do Porto pela Ponte da Arrábida"; outras, subtilmente, como no caso do edifício do "Parnaso" onde, "entre o bloco isolado e referencial de rua" é visível o respeito pela cidade antiga e se veste também de cerâmica.

(...)

Cidade que, hoje, o reconhece como um dos que lhe moldaram a face dos últimos (quase) 40 anos; o tempo de ver afirmar-se uma obra em constante e aturada exigência de apuro e rigor numa maneira de fazer que lhe é própria e, sobretudo, profundamente séria.

Homem de ofício, José Carlos Loureiro é uma das possíveis e necessárias lições aos arquitectos de hoje."

 

Estas, são palavras de Manuel Correia Fernandes, publicadas no catálogo editado pela Universidade do Porto em 1987, Desenho de Arquitectura, que hoje, passados mais de 30 anos e com outras tantas novas e importantes obras projetadas desde então, mantêm todo o sentido e atualidade.
 

José Carlos Loureiro nasceu a 2 de dezembro de 1925. Parabéns, Senhor Arquiteto!

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27 de novembro de 2019
Team Ten Farwest:
Critical Revision of the Modern Movement in the Iberian Peninsula, 1953-1981
Congresso Internacional
28 a 30 de novembro, Faculdade de Arquitectura da U.Porto (FAUP)

Nos próximos três dias, entre 28 e 30 de novembro, na Faculdade de Arquitectura da U. Porto, o Congresso Internacional «Team Ten Farwest: Critical Revision of the Modern Movement in the Iberian Peninsula,1953-1981» vai colocar em debate os processos de receção e assimilação, em Espanha e Portugal, das ideias lançadas nos encontros do Team 10 decorridos entre 1953 e 1981.

Este Congresso Internacional, organizado por Pedro Baía, Nelson Mota e Tiago Lopes Dias, em conjunto com as comissões organizadoras dos encontros de Guimarães (2017) e Barcelona (2018), tem a Fundação Marques da Silva como parceiro institucional. Em sua representação estará o Vice-Presidente, Luís Urbano, a quem caberá, no dia 29 de novembro, às 18h30, a apresentação do conferencista Tom Avermaete.

 

+ info em www.teamtenfarwest.com

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24 de novembro de 2019
A Biblioteca de Marvila, de Raúl Hestnes Ferreira, um espaço com sentido comunitário

"Com quase 3000 metros quadrados, a Biblioteca ocupa dois edifícios, um construído de raiz e outro recuperado onde sobressai o antigo lagar de azeite, que foi preservado pelo arquiteto. Os livros e as memórias do passado coabitam lado a lado, entre salas de leitura, de trabalho e zonas lúdicas para diferentes faixas etárias. No antigo edifício recuperado da Quinta das Fontes encontra-se um espaço de homenagem ao escritor José Gomes Ferreira, pai do arquiteto." (Alexandra Saraiva)

 

A Biblioteca Municipal de Marvila foi o último projeto a ser inaugurado por Raúl Hestnes Ferreira, a 27 de novembro de 2016. A ideia começou a desenhar-se em finais da década de 90, com a Casa da Escrita, projeto para um edifício a construir na Quinta das Fontes. Em 2014, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu reformular o projeto original, dotando o espaço com uma Biblioteca que simbolizaria o arranque de um programa mais ambicioso de criação de uma rede de equipamentos municipais destinados a promover a inclusão social e a cidadania. O projeto para a Biblioteca de Marvila começou então a ganhar forma, num compromisso entre o novo e a reabilitação da ruína, entre a memória do lugar e os desafios do presente. Teria também uma área dedicada ao seu pai, José Gomes Ferreira. Não é por isso de estranhar que a esta Biblioteca tenham sido doados cerca de 2000 livros pertencentes ao escritor e outras peças do seu espólio, desde a secretária pessoal à pianola, passando pelo mobiliário da sala de jantar projetado por Francisco Keil do Amaral. Mas neste edifício, o arquiteto tomou também a decisão de fundir a obra literária na arquitetura, fazendo reproduzir em duas paredes outras tantas ilustrações que Abel Manta criara para "As aventuras de João Sem Medo". O projeto transformou-se num lugar de celebração de muitas vidas e muitas histórias.

 

A forma calorosa como esta Biblioteca foi recebida pelas gentes de Marvila, que a tornou coisa sua desde o momento em que se abriram as suas portas, deixou o arquiteto emocionado nesse ato inaugural. Para além do sentido arquitetónico e urbano do projeto, a presença das pessoas fazia cumprir o seu desígnio mais desejado, um sentido comunitário.
 

Raúl Hestnes Ferreira nasceu a 24 de novembro de 1931.

 

 

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21 de novembro de 2019
"Bartolomeu Costa Cabral. 18 obras"
Segunda edição do livro, editada com apoio da Fundação Marques da Silva
O livro «Bartolomeu Costa Cabral. 18 Obras», editado por Paulo Providência e Pedro Baía, apresenta 18 obras projetadas entre 1960 e 2012 pelo arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, uma seleção que ilustra o seu percurso singular pela cultura arquitetónica portuguesa, desde o projeto do Bloco das Águas Livres até ao mais recente projeto da casa da Taipa.

A segunda edição deste livro da Circo de Ideias contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, no âmbito do acolhimento do acervo do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, e já pode ser adquirido na Loja online.
 

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20 de novembro de 2019
Eileen Gray. Arte Total: Casa E.1027 à escala 1:1
Simpósio e abertura da exposição e das inscrições para visitas guiadas

Inaugura hoje, 20 de novembro, às 17h30, na Galeria da FAUP, a exposição "Eileen Gray. Arte Total: Casa E.1027 à escala 1:1", com curadoria de Wilfried Wang e Carolina Leite, e coordenação de Alberto Lage.
 

A antecipar a abertura da exposição, às 15h00, decorre no Auditório Fernando Távora um simpósio que pretende debater a importância, no contexto da arquitetura atual, da casa que Eileen Gray construiu em Roquebrune Cap Martin, entre 1926–1929, e que denominou E.1027. Como oradores, estarão presentes os arquitetos Wilfried Wang, Ana Tostões, Lia Antunes e Carolina Leite.

Estão também abertas as inscriç&oti