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2022
Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto
THE MATTER OF DATA: Documentary Architecture as Historical Method
CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo
Aalto Intemporal - o DNA da Cultura Arquitetónica
Estação Central da Beira: Keeping it Modern
Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência

2021
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
Off-Shore
O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar

2020
Siza - Inédito e Desconhecido
Mais que arquitectura

2019
Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes
El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch
e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos Desenhados
Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo

2018
A estação de Porto–S. Bento e a obra de Jorge Colaço
Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896

2017

Alfredo Matos Ferreira: Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum

Viagem aos desenhos de viagem | Guimarães - Távora Revisitado

"Construir um paraíso perdido" (...)

Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da modernidade

No centenário da Avenida | Exposição Virtual

2016

“‘Terra d’Alva’, sobre trabalhos de Alfredo Matos Ferreira”

2015

josé carlos loureiro, arquitecto | Homenagem 90 anos

Homenagem a Alcino Soutinho

2014

MAIS QUE O SONHO DA PASSAGEM: a propósito dos 150 anos de Veloso Salgado

2013

"Fernando Távora ´Uma porta pode ser um romance`"

Ao alcance de uma mão: apontamentos da coleção de escultura do arquiteto Marques da Silva

2012

Marques da Silva: imagens e memórias

Fernando Távora Modernidade Permanente

Espaços de Luz e Sombra - Exposição de Fotografia e Instalação


 

 

Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto
12 de novembro de 2022 a 21 de janeiro de 2023
Fundação Marques da Silva


 

A exposição Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto propõe-se abarcar num olhar a obra do arquiteto Manuel Botelho. A sua singular produção atravessa mais de três décadas e cruza a arquitetura, o design de objetos, a reflexão teórica vertida para a escrita e a docência. Assinala também o depósito do seu acervo na Fundação Marques da Silva.

Aqui apresenta-se uma seleção de projetos de diferentes escalas, programas e enquadramentos que integram o corpo de trabalho de Manuel Botelho. É uma seleção que procura ser representativa de um trabalho que translada para uma prática de arquitetura um posicionamento reflexivo, uma forma de ver o mundo. A obra de Manuel Botelho é uma cartografia de um lugar desde onde vê o mundo. O percurso de um personagem complexo que trouxe essa complexidade aos seus projetos, à sua obra escrita e construída, e à vida que nelas se pode fazer. É também um testemunho de um papel para o arquiteto -que pensa, constrói e define- que está em crise e em provável desaparecimento.
A arquitetura de Manuel Botelho vive com os seus conflitos -o universal e o específico, o industrial e o artesanal, o rural e o urbano, o íntimo e o público, o ilustrado e o real, o pensamento e a concretude.

Os trabalhos reunidos nesta Exposição, os que foram construídos e os que não o foram, são uma amostra de uma obra mais vasta de alguém que escolheu ser arquiteto e com isso abordar os vários aspetos desse ofício: o trabalho de atelier, a reflexão escrita e a docência. Nesta mostra, o foco está sobre o trabalho de atelier. Ao longo de um périplo de exposições anteriores que tiveram lugar na Galeria da FAUP e na Garagem Avenida da EAAUM, procurou-se apresentar da forma mais alargada possível a extensão do trabalho de Manuel Botelho e do percurso de visita ao seu estado atual. O registo fotográfico documental dessas visitas pelo território de espaços construídos, de objetos do arquitecto e dos lugares do seu quotidiano foi produzido por Duarte Belo (fotógrafo, arquitecto e antigo aluno de Manuel Botelho), e está reunido aqui nas salas do Território Manuel Botelho e na publicação homónima editada pelo Museu da Paisagem.

A apresentação da Exposição que inaugura no dia 12 de novembro, às 15:00, será feita por Bruno Baldaia, Duarte Belo, Luís Urbano e José Salgado. No seu encerramento, a 21 de janeiro, será apresentada a publicação Manuel Botelho, obra e projeto, editada pela Circo de Ideias, e terá lugar uma mesa-redonda com a participação de Jorge Figueira (moderador), Carlos Machado, Manuel Mendes, Maria José Casanova e Pedro Bandeira.

Comissariada por António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia, Duarte Belo e Luís Urbano a Exposição resulta de uma parceria entre a Fundação Marques da Silva (FIMS), a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (FAUP), o Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo/FAUP (CEAU/FAUP), o Laboratório da Paisagem, Património e Território (Lab2PT) e a Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho (EAAD-UM); e conta com o apoio à divulgação da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OA-SRN).

 

Horários e condições de visita:
A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h.
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores. No dia da inauguração, 28 de junho, a entrada é livre.


Ver Cartaz
 

+ info sobre as anteriores exposições deste ciclo:
Manuel Botelho . Projecto e Obra (Galeria de Exposições da FAUP, 16 de janeiro a 9 de março de 2022)
Território Manuel Botelho (Garagem Avenida, 6 de abril a 18 de maio de 2022)


Imprensa: "O interior e o tempo" (André Tavares, Público - Ípsilon, 2.12.2022)



 

 

 

 

 


THE MATTER OF DATA: Documentary Architecture as Historical Method
Abertura da Exposição e Conferência de Ines Weizman
28 de setembro, 21:30,
Fundação Marques da Silva
A visitar até 22 de outubro de 2022



 © CDA: exemplo de mapeamento estatístico e documentação baseada em drones usados para estudar edifícios em Tel Aviv/Yafa
 

Entre 28 de setembro e 22 de outubro, a Fundação Marques da Silva vai acolher a exposição THE MATTER OF DATA: Documentary Architecture as Historical Method. Com curadoria de Ines Weizman, uma arquiteta e académica com particular interesse pelas questões da migração e modernismo colonial, insere-se na programação da 9.ª edição do Arquiteturas Film Festival e representa a oportunidade de dar a conhecer o trabalho de pesquisa desenvolvido pela instituição convidada desta edição do festival, o Centre for Documentary of Architecture (CDA), um coletivo de pesquisa interdisciplinar formado por historiadores de arquitetura, cineastas e tecnólogos digitais. Este projeto expositivo faz parte de uma pesquisa em curso que envolve os modernismos da arquitetura e as suas histórias de migração e transferência, bem como as suas várias reencarnações e reinterpretações. Como forma de relacionar os múltiplos significados e a complexa história dos modernismos arquitectónicos, e a sua história de migração e transferência, e igualmente para sintetizar um corpo difuso de conhecimento, o CDA tem usado os métodos implícitos na sua designação, “arquitectura documental”. Isso significa combinar indícios materiais e traços digitais no exame de uma geografia que atravessa várias escalas – da granularidade do agregado do betão armado até à construção geopolítica de regiões inteiras –, e através da história – desde o início da era de Weimar até os dias atuais. A matriz conceptual da exposição está organizada em dois eixos, matéria e dados, que relacionam documentação fílmica, estudos de arquivo, análise de materiais e documentação construtiva digital em apresentações táteis e multimédia. Os estudos de caso arquitetónicos – apresentados como “biografias arquitetónicas” – tornam-se fundamentais para entender actividades burocráticas, princípios económicos abstratos e relações políticas, enquanto materiais e sons são explorados no espectro da microhistória e da macrocartografia.
 

A abertura da exposição, no dia 28 de setembro, às 21:30, será assinalada com uma conferência da curadora Ines Weizman, que é também a diretora e fundadora do CDA. Com um doutoramento em Teoria e Arquitetura, esta arquiteta com particular interesse pelas questões da migração e modernismo colonial, vai apresentar a exposição, enquadrando-a no trabalho que tem vindo a desenvolver e sobre o qual assenta tanto a presente exposição como a que, em 2019, passou por Weimar, Telavive e Berlim, The Matter of Data: Tracing the Materiality of "Bauhaus-Modernism".
 

Nos dias 29 e 30 de setembro, também da Fundação Marques da Silva e no contexto da exposição, em duas sessões com início às 21:30, serão projetadas curtas-metragens e documentários produzidos pelo CDA, com apresentação de Ines Wiseman, Anna Luise Schubert e Ortrun Bargholz.


Horários e condições de visita:

A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h.
Durante o Festival, que decorre entre 27 de setembro e 1 de outubro, o acesso à exposição e restantes ações é gratuito. Após o dia 1 de outubro, o bilhete de entrada passa a ser de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores.


Consultar programa completo do Festival: aqui
+ informações: https://arquiteturasfilmfestival.com

 

 

 

 

 

 

CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo
28 de junho a 17 de setembro
Fundação Marques da Silva


 

 

O projeto "CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo" desenvolve-se a partir da procura de entendimento do contexto de produção de uma maqueta em gesso pertencente ao acervo da Fundação Marques da Silva. Falamos de “Aquila”, de 1935, maquete do Plano de Urbanização das Termas do Gerês, cuja autoria pertence a José Porto (Engenheiros Reunidos). Anos mais tarde terá sido enviada ao casal David Moreira da Silva e Maria José Marques da Silva, a propósito da elaboração do Anteprojeto de Urbanização do Gerês, que estes arquitetos iniciaram em 1944 e continuaram a desenvolver até 1951. Silenciou-se quando deixou de ser instrumento de trabalho e objeto de comunicação, tendo ficado suspensa num tempo ao qual a exposição "Contrafactum" a vem agora resgatar, através de conjunto de mediações encenadas numa sala do Palacete Lopes Martins.
 

Entre o restauro da maqueta original e a sua mimetização (réplica construída num lugar de ensino artístico, o Serviço Técnico e Oficinal de Modelação e Moldagem da FBAUP), com recurso à recriação de materiais e processos de construção, a entrevistas e encenações em torno do seu fazer, "Contrafactum" estabelece um jogo dinâmico da peça com o seu lugar de pertença que vai transformar uma sala do Palacete Lopes Martins num palco de mediações encenadas. Num mesmo espaço onde se projetam vídeos documentais sobre o processo de restauro, o processo de construção da "cópia" e o processo de preparação do suporte onde a maquete "Aquila" se encontra disposta, o modelo original vai entrar em diálogo com a peça recriada. Uma estratégia expositiva desenhada sobre a natureza estética e matérica de uma maqueta, que deixa transparecer outros sentidos possíveis para a sua interpretação e que se converte em campo de ensaio de novas proposições metodológicas. Uma proposta de leitura que representa também um contributo para uma reflexão mais ampla sobre modos possíveis de dar a ver um arquivo de arquitetura, sobre as relações entre arte e técnica, sobre a criação de plataformas colaborativas de intervenção criativa.

 

A exposição da peça original em diálogo com a peça recriada num mesmo espaço, enquadrada pela projeção de vídeos documentais que mostram o processo de restauro do modelo, o processo de construção da sua "cópia" e o processo de preparação do suporte onde a maquete "Aquila" se encontra disposta é assim o culminar deste projeto. Em “Aquila” temos imagem e representação, a modelação de uma paisagem convertida em objeto onde se fundem várias aproximações de natureza gráfica (plantas, fotografias, desenhos modelados e materializados por um maquetista).  E por ser um processo de transferência de conhecimento que não é imediatamente visível a quem a observa é colocado em contraposição a uma réplica, uma sua recriação, que é mais do que uma simples cópia, é uma reinterpretação das várias etapas que estão na base da criação do objeto que lhe serve de modelo. O restauro da maqueta original decorre da necessidade de preservação de um património, por parte da Fundação Marques da Silva, a sua mimetização, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), é movida pela vontade de valorizar um saber fazer a partir da matéria. Dois objetos, dois vídeos, quatro presenças que se conjugam para proporcionar uma experiência que vai para além do espaço, do que é factual e aparentemente documental.
 

Assumindo-se o carácter experimental de "CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo", a 28 de junho, com o espaço expositivo ainda parcialmente montado, Graciela Machado, que assina a conceção e coordenação do projeto, fará uma apresentação do que foi feito e do que está ainda a ser elaborado. A abertura da sala, num gesto de antecipação, permitirá ao público passar a acompanhar a evolução do projeto.
 

"CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo", produzido em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, é a resposta da Fundação Marques da Silva ao desafio lançado pelo Centro Português de Fundações Projeto 17 - Geografias, Património Cultural das Fundações.

A réplica da maqueta foi executada por Rui Ferro e Alcides Rodrigues. A empresa 20|21 foi responsável pelo restauro da maqueta original. Luís Sobreiro assegurou a produção do vídeo relativo a esta intervenção e Patrícia Almeida, o vídeo que regista as ações realizadas na FBAUP.

 

Ver Mapa 17 

 

 

 

 

 

 

Aalto Intemporal - o DNA da Cultura Arquitetónica
28 de junho a 17 de setembro de 2022
Fundação Marques da Silva

 

 

 “A tradição que nos une a todos tem muito a ver com o clima, as circunstâncias práticas e a qualidade das tragédias e alegrias em que participamos. Não produzo uma arquitetura enfaticamente “finlandesa” e não consigo ver nenhum contraste particular entre o finlandês e o internacional. O meu país natal faz parte da Europa.”

Alvar Aalto
 


Em paralelo com a realização do Seminário programado para 27 de junho, ABLeS (Autofocus Blended Learning eSeminars series) traz à Fundação Marques da Silva a exposição "Aalto Intemporal - o DNA da Cultura Arquitetónica".

Com curadoria de Tore Tallqvist (colaborador de Alvar Aalto e professor de História da Arquitetura da Universidade de Tampere), a exposição, feita a partir de trabalhos desenvolvidos com os alunos, tem como objetivo traçar a "genealogia" de Alvar Aalto, inscrevendo a obra deste arquiteto finlandês no tempo longo da história da arquitetura. Colaboraram ainda para a apresentação final deste projeto expositivo o professor Olli-Paavo Koponen e a arquiteta Marianna Verhe. A linha gráfica foi criada em colaboração com o arquiteto Jussi Heinonen.

Organizada pela Universidade de Tampere, o Museu Alvar Aalto Museum e o município de Jyväskylä a exposição foi sendo por preparada ao longo da segunda década deste século, com parte dos materiais que agora podem ser vistos  (trabalhos académicos desenvolvidos no curso de Introdução à História da Arquitetura da Universidade de Tampere, em conexão com cursos opcionais de desenho) a serem apresentados nas cidades finlandesas de Turku, Tampere e Helsínquia, e na Villa Lante, em Roma. Em 2021 foi finalmente inaugurada na Câmara Municipal de Säynätsalo, edifício projetado por Alvar Aalto em 1949. Constituída por um conjunto de paineis, assenta na "construção de espaços-tempos que interligam a experiência da arquitetura e a profundidade do tempo", para assim "afastar as formas de pensamento míope que muitas vezes prevalecem na arquitetura, já que ignoram a dimensão temporal e negligenciam o papel mais amplo da cultura arquitetónica na sociedade" (Tallquvist).
 

Nesta sua passagem por Portugal, e mais concretamente pela Fundação Marques da Silva, a exposição vai integrar um novo módulo com documentação relativa a projetos de arquitetos portugueses influenciados pela obra de Alvar Aalto, nomeadamente Fernando Távora (Convento de Gondomar, 1961), Raúl Hestnes Ferreira (Casa de Albarraque, 1961), Alcino Soutinho (Pousada de Vila Nova de Cerveira, 1973) e Alfredo Matos Ferreira (Instituto Politécnico do Porto, 1993), complementada com publicações existentes no acervo da Fundação que tiveram particular relevância na divulgação em Portugal da obra daquele que é o mais aclamado arquiteto finlandês. A presença da perspetiva da arquitetura portuguesa pretende reforçar o sentido original da exposição abrindo possíveis diálogos.

"Aalto Intemporal - o DNA da Cultura Arquitetónica" inagura a 28 de junho, no primeiro piso do Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva), onde permanecerá patente ao público até 17 de setembro do corrente ano.
 
Horários e condições de visita:
A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h.
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores. No dia da inauguração, 28 de junho, a entrada é livre.


Ver Cartaz
+ info sobre a exposição: www.alvaraalto.fi

 

 

 

 

 

 

Estação Central da Beira. Keeping it Modern
Abertura da Exposição e Colóquio
com Paulo Lourenço, Elisiário Miranda e moderação de Luís Martinho Urbano
14 de maio, 16:00,
Palacete Lopes Martins - Fundação Marques da Silva
A visitar até 18 de junho de 2022

 
 

A Estação Central da Beira, atualmente gerida pela Companhia Ferroviária de Moçambique, foi construída entre 1962-63, a partir do trabalho coletivo de uma equipa de arquitetos (João Afonso Garizo do Carmo, Francisco de Castro e Paulo de Melo Sampaio) liderada por Bernardino Ramalhete. Ainda assim, o seu desenho exibe um forte carácter unitário, nele se destacando o impressionante arco com 55m de vão que recebe quem a ela se dirige. O seu projeto surge num tempo em que Portugal, enquanto território pluricontinental, procurava afirmar uma imagem de modernidade, progresso e de vontade de permanência através de um grande investimento na construção em larga escala de equipamentos infraestruturais. A Estação Central da Beira insere-se neste ciclo histórico e é exemplar dessa arquitetura, pautada por critérios de qualidade e de rapidez do processo construtivo. Sobrevivendo ao desgaste imposto pelas múltiplas situações adversas que teve de enfrentar, continua a ser um símbolo identitário do património urbano da Beira e da arquitetura de origem portuguesa que apenas em África se pode encontrar.
 

É a importância, arquitetónica e patrimonial, desta estação de caminhos de ferro que está na base do projeto de investigação Estação Central da Beira. Keeping It Modern, coordenado por Paulo Lourenço e Elisiário Miranda. Com ele se espera poder lançar as bases para um programa de intervenção e de ação preventiva, tal como vir a obter a sua futura classificação. O projeto, financiado pela Getty Foundation, implica também a disseminação de seminários e iniciativas para partilha de conhecimentos, sendo a exposição, que abre as suas portas ao público no dia 14 de maio, às 16:00, uma das etapas a percorrer.

Nesta sua passagem pela Fundação Marques da Silva, depois de ter sido exibida na Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, vai integrar agora um conjunto de desenhos originais de José Porto, arquiteto com várias obras projetadas para a cidade da Beira, em Moçambique, em meados do século XX, entre as quais se destaca o Grande Hotel da Beira.

Os trabalhos em curso decorrem no âmbito do programa Keeping It Modern, iniciativa da Getty Foundation, de Los Angeles, que em 2019 contemplou com uma bolsa o projeto de conservação e manutenção da Estação Central da Beira (1957-1966), em Moçambique. O projecto de investigação foi proposto por uma equipa de docentes, investigadores e técnicos, liderada, como já referido, por Paulo Lourenço, do Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (ISISE), e por Elisiário Miranda, do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT), respectivamente da Escola de Engenharia e da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, e conta ainda com a parceria de arquitetos e engenheiros da Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique e da Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane.
 

Para assinalar a abertura da Exposição, decorrerá um colóquio de apresentação do projeto da Estação Central da Beira, com intervenções de Paulo Lourenço e de Elisiário Miranda, moderado por Luís Martinho Urbano.
 

Horários e condições de visita:
A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h.
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores. No dia da inauguração, 7 de maio, a entrada é livre.
 

Ver Cartaz
 

Imprensa: Estação Central da Beira inspira exposição na Fundação Marques da Silva (Notícias UP)

 

 

 

Isto não é só um quadro
António Cardoso para além da evidência

Casa-Atelier José Marques da Silva
7 de maio a 17 de setembro de 2022

 


 

Quantas vidas cabem numa vida? Ao olharmos para a de António Cardoso* a resposta surge sem hesitações: muitas e todas elas com muito para contar. Desempenhou um papel determinante no processo que viria a dar lugar à criação da Fundação Marques da Silva, no Porto, e à construção do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante. Deixou uma extensa produção artística. As suas obras de pintura, desenho e gravura foram amplamente expostas e encontram-se representadas em coleções particulares, na Fundação Calouste Gulbenkian e no Museu de Amarante. Viajou, conviveu, ensinou. Lutou pela defesa do património, em particular o amarantino. Homem culto, colecionador atento e comunicador de excelência influenciou várias gerações de alunos que ajudou a formar, da Telescola à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, de onde viria a jubilar-se em 2002. Esta exposição é a devida homenagem ao legado de uma figura que sempre se distinguiu pela atenção ao outro, pela bonomia e espírito conciliador, mas sobretudo pela exigência de qualidade e pela procura de sentido em tudo quanto fazia.

“Isto não é só um quadro” é uma frase inspirada no universo Magrittiano que o próprio António Cardoso gostava de citar recorrentemente. E vem a propósito porque os vários caminhos por si percorridos, umas vezes paralelamente, outras intersectando-se e fundindo-se, nem sempre são evidentes para todos aqueles que o conheceram num ou noutro contexto da sua ação. Seguir o rasto desses caminhos, numa vontade de desvelar a sua memória, foi uma experiência reveladora do muito que ainda há para aprender com António Cardoso. Esta exposição, a apresentar na “casa do artista” que foi um dos seus continuados objetos de estudo, José Marques da Silva, nunca poderia ser exaustiva, dada a amplitude de tudo quanto fez, mas pretende dar a ver essa teia de interesses e de paixões que moldaram a sua vida, suscitando futuras revisitações, aliás, em sintonia com a matriz que ajudou a imprimir a esta mesma Fundação, uma instituição assente no reconhecimento do valor da preservação da memória e da importância da investigação. Como António Cardoso dizia, “a memória permite compreender as pessoas e os acontecimentos. A memória é o recurso do ser humano contra a morte, a rasura”.

A exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência, curatorialmente desenvolvida por um coletivo formado por Susana Cardoso (filha), Laura Castro (DRCN), Domingas Vasconcelos (CMP), Celso Santos e Leonor Soares (FLUP) e Paula Abrunhosa (FIMS), é uma iniciativa da Fundação Marques da Silva e contou com o apoio da família de António Cardoso, da Direção-Geral da Cultura do Norte, do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, da Câmara Municipal do Porto, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e da Faculdade de Belas Artes desta mesma Universidade.


Horários e condições de visita:
A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h.
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores. No dia da inauguração, 7 de maio, a entrada é livre.
 

Ver Cartaz
Ler Nota de Imprensa
Ver album do dia da abertura

 

Programa Paralelo
13 de junho, 18:00 | Vamos falar de história, arte e arquitetura / encontro #1
21 de julho, 18:30 | Visita guiada por Susana Cardoso, Domingas Vasconcelos e Paula Abrunhosa
17 de setembro, 16:00 | Vamos falar de história, arte e arquitetura / encontro #2

 

 

Imprensa: António Cardoso:o professor artista que sempre cultivou a elegância (Sergio Andrade, Jornal Público) ; Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência (Anabela Santos, Notícias UP); Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência inaugura na Fundação Marques da Silva (Notícias da CMA); Exposição "Isto não é só um quadro" vai homenagear António Cardoso (Ana Regina Ramos, A Verdade);

 

 

*António Cardoso nasceu em Salvador do Monte (Amarante), a 21 de julho de 1932 e veio a falecer no Porto, aos 88 anos, a 3 de junho de 2021. Amarante e Porto, cidade para onde se muda na década de 60, serão sempre os seus lugares de eleição, tanto no plano pessoal, quanto no plano profissional. O seu percurso de vida passa pelos domínios do ensino (foi professor, orientador, conferencista, autor), da investigação em história da arte (com particular destaque para a obra de José Marques da Silva e de Amadeo de Souza-Cardoso), da pintura (enquanto artista, curador e crítico de arte moderna e contemporânea), da museologia e da defesa patrimonial.
Começou por concluir o curso do Magistério Primário, em 1951. Durante os anos 50 estudou pintura na Academia Alvarez e frequentou a Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Apresentou programas de televisão escolar e foi realizador da Televisão Educativa e da Telescola, entre os anos 60 e 70. Integrou a Comissão do Ministério da Educação para a renovação do Sistema de Avaliação de Alunos do Ensino Básico e Secundário. Veio a licenciar-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em 1974, onde se doutoraria em História da Arte com uma tese sobre o Arq. José Marques da Silva, até hoje o estudo mais abrangente e sistematizado sobre a vida e obra deste arquiteto portuense. A partir de 1981 lecionou naquela Faculdade, que representou na Comissão do Património da Câmara Municipal do Porto, entre 1996 e 2001. Desde os anos 90 até ao seu desaparecimento, foi diretor do MMASC, cabendo-lhe a edição do primeiro catálogo da coleção do museu que ajudou a construir em todas as suas dimensões. Enquanto pintor, António Cardoso teve diversas exposições individuais e participou em inúmeras exposições coletivas. Recebeu o Prémio dos Críticos de Arte para a Representação Portuguesa na I Bienal de Paris, de 1959, com uma pintura que hoje pertence ao acervo da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi ainda membro da Associação Portuguesa de Museologia, da Associação Regional do Património Cultural e Natural e da secção portuguesa da Associação Internacional dos Críticos de Arte.

 

 

 

 

 

Bartolomeu Costa Cabral  / um arquivo em construção
curadoria de Paulo Providência, Pedro Baía e Mariana Couto
Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva)
13 de novembro de 2021 a 23 de abril de 2022


Bartolomeu Costa Cabral em visita ao Bairro de Pego Longo (Belas, Sintra), s.d., s.a.

A exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção propõe uma leitura da pluralidade da produção do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, num percurso profissional singular que se estende ao longo de um conjunto de mais de duas centenas de projetos, desde 1948 até aos nossos dias. Inaugura no dia 13 de novembro, às 16h, no primeiro piso do Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva).

Com curadoria de Paulo Providência, Pedro Baía e Mariana Couto, a exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção apresenta projetos desenvolvidos em diferentes escalas de intervenção, programas, lugares e linguagens, através do cruzamento de elementos pertencentes aos arquivos de Bartolomeu Costa Cabral, do atelier de Nuno Teotónio Pereira e do GPA (sigla do atelier Grupo de Planeamento e Arquitectura fundado em 1968 por Maurício de Vasconcelos e Luís Alçada Baptista). Estruturada em 3 seções - Habitação, Cidade, Universidade - a exposição revisita obras tão distintas como o conjunto de fogos para Olivais Sul e o Bloco das Águas Livres, a Casa da Rua da Verónica e a Casa de Taipa, o plano de habitação do Bairro do Pego Longo e o Edifício EPUL no Martim Moniz, a Escola do Castelo, a Escola Superior de Tecnologia de Tomar e os edifícios para a Universidade do Minho e a Universidade da Beira Interior. Vídeos e documentos diversos enquadram os desenhos e maquetas que ao longo da exposição, que ocupa o primeiro piso do Palacete Lopes Martins, permitem acompanhar o desenvolvimento destes projetos.

Esta iniciativa da Fundação Marques da Silva conta com o apoio da Ordem dos Arquitectos, do SIPA, do Instituto Politécnico de Tomar e da Faculdade e Arquitectura da U.Porto. Os or-ganizadores agradecem ainda a colaboração prestada por Irene Buarque, Teresa Pavão e Rui Sanches, Rui Mendes, Catarina Costa Cabral e Gill Stoker.


A exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção inaugura às 16h do dia 13 de novembro, na Fundação Marques da Silva e com a presença do Arquiteto Bartolomeu Costa Cabral. Na altura, os curadores farão uma visita guiada pelo percurso expositivo.


Horários e condições de visita:

A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h.
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores. No dia da inauguração, 13 de novembro, a entrada é livre.

 

Ver Cartaz

 

Visitas Guiadas:
- 12 de março de 2022 | pelos curadores Paulo Providência e Pedro Baía para a OASRN
- 30 de abril de 2022 | por Rui Mendes (+ info)

 

 

 

Off-Shore
do artista James Newitt
Palacete da Fundação Marques da Silva
14 de maio a 27 de junho de 2021

 

 

Entre 14 de maio e 27 de junho, o Palacete da Fundação Marques da Silva, entidade parceira da edição 2021 da Bienal de Fotografia do Porto, acolhe a exposição do artista James Newitt, Off-Shore.

Off-Shore foca-se na história bizarra de uma torre de artilharia no mar do Norte, construída durante a Segunda Guerra Mundial e depois abandonada, mas que é habitada por uma família Britânica desde os anos sessenta. Originalmente ocupada para servir de posto emissor de rádio pirata, a família trabalhou também com dois ciberlibertários no princípio dos anos 2000 para estabelecer o primeiro «paraíso de dados» na torre.  Chamado HavenCo, este paraíso de dados anuncia-se como o único local verdadeiramente seguro para armazenar informação. Off-Shore olha para esta torre como um lugar paradoxal, um espaço que promove a soberania e a autonomia de informação, mas que é controlado por uma unidade familiar isolada e fechada.
 
Off-Shore introduz também outras iniciativas utópicas, como o projeto libertário Seasteading, para questionar a forma como o mar pode proporcionar um encontro com lugares extraterritoriais, que existem para além dos Estados, mantendo-se sempre crítico das ideologias capitalistas e colonialistas que frequentemente estruturam estes projetos. Off-Shore é uma composição de materiais encontrados e animações, uma especulação sobre a imagem de uma ilha artificial autónoma; uma estrutura familiar claustrofóbica; e o sonho de um paraíso de dados: um lugar onde a informação pode ser armazenada em segurança, longe da nuvem.

Organizada pela Ci.CLO Plataforma de Fotografia, a Bienal de Fotografia assumiu como tema para a edição de 2021 "O que Acontece com o Mundo Acontece Connosco". Nela estarão presentes 16 curadores e 46 artistas nacionais e internacionais.

A exposição patente ao público no Palacete da Fundaçao pode ser visitada de segunda a sábado, entre as 14h e as 18h. Acesso gratuito.


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+ info: www.bienalfotografiaporto.pt

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O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
curadoria de David Leite Viana
Casa-Atelier José Marques da Silva

Prolongamento da exposição até 27 de novembro de 2021


 

 

A obra de Manuel Marques de Aguiar configura um contributo singular no contexto da produção arquitetónica e urbana nacional. Ao criar lugares efetivos na melhoria das vivências humanas, Marques de Aguiar acolhe e partilha o tempo como elemento mediador do espaço, quer nas respostas imediatas quer nas intenções de longo prazo. Esta relação entre a mudança das vivências e os processos de apropriação da arquitetura sintetiza-se na criação e construção de lugares que resgatam valores sobre os quais importa voltar a olhar, em que o pensamento crítico é inerente a um entendimento da construção colaborativa do território. A exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, com curadoria de David Leite Viana, revela projetos, desenhos e memórias de um intenso processo de pesquisa, às vezes intuitivo, outras vezes sistemático, orientado para a definição de valores e prioridades de transformação do espaço.

Patente ao público na Casa-Atelier Marques da Silva até 20 de novembro de 2021, esta é a primeira exposição realizada após a doação do acervo de Manuel Marques de Aguiar à Fundação Marques da Silva. A mostra, desenvolvida com o apoio da família, abrange um largo arco temporal, que se inicia com registos do seu tempo de formação em Paris, na década de 50, e se prolonga até aos primeiros anos do século XXI. O percurso expositivo é balizado por 5 núcleos temáticos: Nós (o olhar fotográfico); Quotidiano (o desenho da vida a acontecer); Conhecimento (da formação à prática  da arquitetura e do planeamento urbano); Caligrafia (a fluidez do traço); Partilhas (as viagens; as orlas fluviais e marítimas; a atenção ao outro; a linha de mar).


Horários e condições de visita:

A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h (durante o mês de agosto, está encerrada aos sábados).

O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores. No dia da inauguração, 24 de abril, a entrada é livre.

 

Programa Paralelo:
- A vida dos desenhos: uma experiência imersiva nos jardins da Fundação
18 de maio, Dia Internacional dos Museus

- Perspetivas sobre o viver urbano #1
16 de junho, 18h, Palacete Lopes Martins

- Perspetivas sobre o viver urbano #2
29 de setembro, 18h, Palacete Lopes Martins

- Visita Guiada
27 de novembro, 15h, Casa-Atelier José Marques da Silva
 

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Ver Folha de Sala 

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MediaNotícias da Universidade do Porto, artigo de Anabela Santos; Visit Porto, Portal Oficial de Turismo do Porto; Espaço de Arquitetura, Eventos; Docomomo International; N´Agenda (PortoCanal); 8 boas exposições para ver no Porto, em Matosinhos e Vila Nova de Gaia (Visão)

 

Manuel Marques de Aguiar (1927-2015), para além do trabalho desenvolvido na Direção Geral de Ordenamento do Território (nos “Serviços de Urbanização”, onde com Ilídio de Araújo desenvolve estratégias de ordenamento para a região Norte, vindo a assumir, posteriormente ao terramoto de 1980, a direção do plano de reconstrução de Angra do Heroísmo, nos Açores), é autor da Escola Francesa do Porto (em parceria com Carlos Carvalho Dias e Luiz Cunha) e da Escola de Montalegre; dos Edifícios Figueiredo e Lar Familiar (no gaveto entre as ruas Gonçalo Cristóvão e do Bonjardim, no Porto), do Mercado e Casa do Forno, em Montalegre, ou do planeamento urbano de Espinho. Algumas obras de menor dimensão – como a Casa Redonda, nas Carvalhas, ou o equipamento turístico das Caldas de Aregos – destacam-se não só pela componente experimental essencialmente “moderna”, mas também pela particular relação com o lugar e com a tradição.


 

 

 

 

Siza - Inédito e Desconhecido*
curadoria de António Choupina e Kristin Feireiss

Casa-Atelier Marques da Silva
17 de outubro de 2020 a 16 de janeiro de 2021


 

“Siza - Inédito e Desconhecido”, com curadoria de António Choupina e Kristin Feireiss, explora um tema lançado pelo centenário da Bauhaus a partir da (des)conhecida obra de Álvaro Siza: o legado académico, familiar e profissional. A exposição é apresentada pela primeira vez em Portugal depois de ter sido exibida em 2019, na Tchoban Foundation, em Berlim. Patente ao público na Casa-Atelier Marques da Silva, a exposição mostra esquissos de projeto, fantasias arquitetónicas e retratos, não apenas da autoria de Álvaro Siza, mas também da sua família: a esposa Maria Antónia Siza, o filho Álvaro Leite Siza, a filha Joana Siza e o neto Henrique Siza. Trata-se de uma iniciativa organizada em parceria com a Faculdade de Arquitectura da U. Porto. Poderá ser visitada até 19 de dezembro de 2020.

No dia da abertura, a exposição poderá ser visitada gratuitamente entre as 14h00 e as 18h00.
 

Horários e condições de visita
Segunda a sexta, das 14h às 18h00, aos sábados, das 10h00 às 12h30. Encerra aos domingos e feriados.
(Nota: A Fundação Marques da Silva estará encerrada aos domingos e feriados, e entre os dias 23 de dezembro de 2020 e 3 de janeiro de 2021)
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores

 

Ver Cartaz 
Ver Teaser de apresentação (março de 2020)

 

Programação Paralela


24 Outubro 2020**
16h00 - Exibição do programa “Magazine de Arquitectura - Fernando Távora” (1993), de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias.
16h30 - Exibição da curta-metragem “Mercado”, de Carlos Machado e Ricardo Santos (2014).

31 Outubro 2020**
16h00 - Exibição do programa “Magazine de Arquitectura - Sergio Fernandez” (1993) de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias
16h30 - Exibição do programa “Visita Guiada - Idanha-a-Velha” (2015) de Paula Moura Pinheiro

04 Novembro 2020**
18h00 - Lançamento do livro “A Recepção do Team 10 em Portugal”, de Pedro Baía, com apresentação de Ana Tostões e João Rosmaninho, e exibição da curta-metragem “29A” (2013)

07 Novembro 2020**
14.30 - Visita Guiada às exposições “Siza – Inédito e Desconhecido” e “Mais que Arquitetura”, pelos curadores António Choupina e Luis Urbano (inscrição prévia para fims@reit.up.pt)
16h00 - Exibição do programa “Magazine de Arquitectura - Alcino Soutinho”, de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias (1993)

14 Novembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição do programa “Visita Guiada Casas Norte” (2018) de Paula Moura Pinheiro
16h45 - Exibição da curta-metragem “Ínsua” (2014) de Ana Resende, Miguel C. Tavares e Rui Manuel Vieira

21 Novembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição das curtas-metragens “A Encomenda” (2013) / “A Limpeza” (2013), de Manuel Graça Dias

28 Novembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição do programa “Magazine de Arquitectura - Raul Hestnes Ferreira” (1993), de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias
16h30 - Exibição de entrevista a Raul Hestnes Ferreira

05 Dezembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição de entrevista a José Carlos Loureiro
16h30 - Exibição da curta-metragem “Panorama”, de Francisco Ferreira (2013)

12 Dezembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição do programa “Câmara Clara - Alexandre Alves Costa” (2010), de Paula Moura Pinheiro

19 Dezembro 2020**
10h00 - Visita Guiada às exposições “Siza – Inédito e Desconhecido” e “Mais que Arquitetura”, pelos curadores António Choupina e Luis Urbano (inscrição prévia para fims@reit.up.pt)
16h00 - Exibição de entrevista a Álvaro Siza [suspensa]
 

** A lotação será limitada aos primeiros 25 visitantes com bilhete adquirido para as exposições "Mais que Arquitetura" e "Siza - Inédito e Desconhecido".

 

Media: Siza em família: desenhos, retratos e fantasias (Sérgio C. Andrade, Público); Há um novo polo de arquitectura no Porto. Venha conhecer a Fundação Marques da Silva (Alice Barcellos, Sapo); Da pintura à arquitetura: 12 boas exposições para ver, em Lisboa e no Porto (Visão); Fundação Marques da Silva expõe desenhos e esculturas inéditas de Siza (Maria Monteiro, TimeOut); Fundação Marques da Silva abre Sábado exposição inédita de Siza (Lusa); Inéditos de Siza na abertura da Fundação Marques da Silva (Anabela Santos, UPorto); Reportagem SIC; Antena 1; Fundação Marques da Silva: O novo lugar da Arquitetura no Porto (Florbela Alves e Lucília Monteiro, Visão).

 

* A inauguração desta exposição esteve prevista para 14 de Março de 2020, mas tal não se verificou devido à imposição de medidas de contingência para combater a propagação do vírus COVID-19. A Fundação Marques da Silva implementou agora um conjunto de regras para que possa visitar a exposição de acordo com as orientações da Direção Geral de Saúde.

 

 

 

 

Mais que arquitectura*
curadoria de Luís Urbano
Palacete da Fundação Marques da Silva
17 de outubro de 2020 a 19 de abril de 2021- Prolongada até 30 de abril


 
 

A exposição “Mais que arquitectura”, com curadoria de Luís Urbano, reúne objetos e documentos originais, incluindo algumas peças inéditas, para mostrar que a área de atuação dos arquitectos representados no arquivo da Fundação ultrapassa muitas vezes os limites estritos da arquitetura. Ao longo de um percurso que se estende pelos dois pisos do Palacete da Fundação, reconvertido em espaço dedicado a exposições, estarão em exibição múltiplos registos que passam por exercícios escolares, projetos de arquitetura e de cidade, desenhos, esquissos, maquetes, fotografias, filmes, textos, publicações, aulas, provas académicas, registos de viagens dentro e fora de Portugal, correspondência, bibliotecas, coleções de arte e literatura, objetos de design, mobiliário e até edifícios. Este é um valioso património que, com esta mostra simbólica, tem como ambição maior revelar o heterogéneo universo de interesses dos arquitectos nela representados, despertando a curiosidade sobre os seus acervos, agora acessíveis a todos. A exposição manter-se-á aberta ao público até 17 de abril de 2021.

No dia da abertura, a exposição poderá ser visitada gratuitamente entre as 14h00 e as 18h00.

 

Horários e condições de visita
Segunda a sexta das 14h às 18h00. Aos sábados, enquanto vigorar o estado de confinamento, das 10h00 às 12h30. Encerra aos domingos e feriados.
(Nota: A Fundação Marques da Silva estará encerrada aos domingos e feriados, e entre os dias 23 de dezembro de 2020 e 3 de janeiro de 2021)
O bilhete de entrada é de 3€ geral e 1,50€ para jovens, estudantes e seniores.

 

Ver Cartaz
Ver Teaser (Paula Moura Pinheiro, outubro de 2020)
Ver Teaser de apresentação (março de 2020)

 

Programação Paralela


24 Outubro 2020**
16h00 - Exibição do programa “Magazine de Arquitectura - Fernando Távora” (1993), de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias.
16h30 - Exibição da curta-metragem “Mercado”, de Carlos Machado e Ricardo Santos (2014).

31 Outubro 2020**
16h00 - Exibição do programa “Magazine de Arquitectura - Sergio Fernandez” (1993) de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias
16h30 - Exibição do programa “Visita Guiada - Idanha-a-Velha” (2015) de Paula Moura Pinheiro

04 Novembro 2020**
18h00 - Lançamento do livro “A Recepção do Team 10 em Portugal”, de Pedro Baía, com apresentação de Ana Tostões e João Rosmaninho, e exibição da curta-metragem “29A” (2013)

07 Novembro 2020**
14.30 - Visita Guiada às exposições “Siza – Inédito e Desconhecido” e “Mais que Arquitetura”, pelos curadores António Choupina e Luis Urbano (inscrição prévia para fims@reit.up.pt)
16h00 - Exibição do programa “Magazine de Arquitectura - Alcino Soutinho”, de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias (1993)

14 Novembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição do programa “Visita Guiada Casas Norte” (2018) de Paula Moura Pinheiro
16h45 - Exibição da curta-metragem “Ínsua” (2014) de Ana Resende, Miguel C. Tavares e Rui Manuel Vieira

21 Novembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição das curtas-metragens “A Encomenda” (2013) / “A Limpeza” (2013), de Manuel Graça Dias

28 Novembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição do programa “Magazine de Arquitectura - Raúl Hestnes Ferreira” (1993), de Isabel Colaço e Manuel Graça Dias
16h30 - Exibição de entrevista a Raúl Hestnes Ferreira

05 Dezembro 2020* [suspensa]
16h00 - Exibição de entrevista a José Carlos Loureiro
16h30 - Exibição da curta-metragem “Panorama”, de Francisco Ferreira (2013)

12 Dezembro 2020** [suspensa]
16h00 - Exibição do programa “Câmara Clara - Alexandre Alves Costa” (2010), de Paula Moura Pinheiro

19 Dezembro 2020**
17h00 - Visita Guiada às exposições “Siza – Inédito e Desconhecido” e “Mais que Arquitetura”, pelos curadores António Choupina e Luis Urbano (inscrição prévia para fims@reit.up.pt)
16h00 - Exibição de entrevista a Álvaro Siza [suspensa]
 

** A lotação será limitada aos primeiros 25 visitantes com bilhete adquirido para as exposições "Mais que Arquitetura" e "Siza - Inédito e Desconhecido".

 

Vímeo (vídeos associados às diferentes estações da exposição): #1 Na Escola (Sergio Fernandez); #2 Lá fora (Raúl Hestnes Ferreira/Ana Vaz Milheiro); #3 Em Viagem (Álvaro Siza); #4 Coleções (Alexandre Alves Costa); #5 Na cidade (Bartolomeu Costa Cabral); #6 Em casa (José Carlos Loureiro); #7 Em Casa (Raúl Hestnes Ferreira); #8 Em Casa (Sergio Fernandez); #9 Em Casa (Alfredo Matos Ferreira); #10 Ensino (Alexandre Alves Costa); #11 Escrita (Sergio Fernandez); #12 Media (Manuel Graça Dias/Ana Vaz Milheiro).

 

Media: Há mais do que arquitectura na Fundação Marques da Silva (Sérgio C. Andrade, Público); Há um novo polo de arquitectura no Porto. Venha conhecer a Fundação Marques da Silva (Alice Barcellos, Sapo); Da pintura à arquitetura: 12 boas exposições para ver, em Lisboa e no Porto (Visão); Fundação Marques da Silva expõe desenhos e esculturas inéditas de Siza (Maria Monteiro, TimeOut); Fundação Marques da Silva abre Sábado exposição inédita de Siza (Lusa); Inéditos de Siza na abertura da Fundação Marques da Silva (Anabela Santos, UPorto); Reportagem SIC; Antena 1; Fundação Marques da Silva: O novo lugar da Arquitetura no Porto (Florbela Alves e Lucília Monteiro, Visão); Attitude 98 (Intrepid).

 

* A inauguração desta exposição esteve prevista para 14 de Março de 2020, mas tal não se verificou devido à imposição de medidas de contingência para combater a propagação do vírus COVID-19. A Fundação Marques da Silva implementou agora um conjunto de regras para que possa visitar a exposição de acordo com as orientações da Direção Geral de Saúde.

 

 

 

 

Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes
Inauguraçao da Mostra e Mesa redonda #1
Com António Madureira, José Quintão e Manuel Correia Fernandes
Moderação de Eliseu Gonçalves

14 de novembro, 18h30, Casa-Atelier José Marques da Silva

 

Mesa redonda #2
Com Ana Freitas, Daniel Quintã, Ana Tostões e Julia Albani
Moderação de
Luís Urbano

12 de dezembro, 18h30, Casa-Atelier José Marques da Silva


Entrada livre



 

A Mostra Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes, comissariada por Margarida Quintã, vencedora, com Luís Ribeiro da Silva, do Prémio Távora 2019, dará a conhecer um conjunto de desenhos particularmente focado em soluções e pormenores construtivos provenientes do acervo documental do arquiteto Vasco Vieira da Costa.
 

Vasco Vieira da Costa (1911-1982), a viver em Angola desde os 2 anos de idade, veio para a Escola Superior de Belas Artes do Porto aos 27 anos estudar arquitetura, tendo completado a sua formação em 1949. Em Paris, trabalhou com Le Corbusier e diplomou-se em urbanismo pela Faculdade de Ciências em Paris (1948). Regressou a Angola em 1949, onde veio a desenvolver a parte mais significativa da sua obra, estando ainda na origem do primeiro curso de arquitetura do país, fundado em Luanda em 1979.
 

O acervo deste arquiteto é constituído por cerca de 1300 desenhos que são património da Universidade Agostinho Neto. Entre 2014 e 2015, estes desenhos foram alvo de tratamento e restauro, numa intervenção desenvolvida pela Fundação Marques da Silva em parceria com a Oficina de Conservação e Restauro da U. Porto.
 

A Mostra inaugura a 14 de novembro, na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h30, e manter-se-á patente ao público até 20 de dezembro. Pode ser visitada de terça a sexta feira, das 14h30 às 17h30. A realização de visitas noutros horários carece de agendamento prévio.
 

 

Programa Paralelo

A primeira mesa-redonda prevista no programa paralelo à Mostra realiza-se a 14 de novembro, às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva e vai reunir três colaboradores de Vieira da Costa: António Madureira, José Quintão e Manuel Correia Fernandes, com moderação de Eliseu Gonçalves. (ver álbum da sessão)
 

Seguir-se-á, a 12 de dezembro, também na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h30, uma segunda mesa redonda que abordará os desafios que se colocam hoje à preservação de arquivos de arquitetura, com Ana Freitas (Oficina de Conservação e Restauro da U. Porto), Ana Tostões (Docomomo International), Daniel Quintã (Iperforma) e Julia Albani (Canadian Centre for Architecture), moderados por Luís Urbano (Fundação Marques da Silva). (ver álbum da sessão)


Vasco Vieira da Costa: Biblioteca de Detalhes é uma Mostra organizada pela Fundação Marques da Silva, em parceria com a Universidade Agostinho Neto, e conta com o apoio da Iperforma e do Docomomo International.
 

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El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch
Curadoria de Andres Erazo, Antonio Armesto, Manuel Mendes
Museo La Tertulia - Cali (Colômbia)
9 de maio a 18 de agosto de 2019

 

 

Benjamín Barney (Colômbia, 1941), Fernando Távora (Portugal, 1923-2005) e José Antonio Coderch (Espanha, 1913-1984). Obras destes três arquitetos, originários de três países distintos e de três gerações diferentes, é a base desta realização expositiva com curadoria de Andrés Erazo Barco (U. de San Buenaventura, Cali, Colombia), Antonio Armesto (UPC, España) e Manuel Augusto Mendes Soares (U. Porto, Portugal), a qual pretende refletir sobre o ethos, o carácter próprio da Arquitetura.
 

No contexto da Exposição, a obra de Távora evoca a ideia de modernidade permanente, que tão bem expôs na Lição das Constantes, como condição, sentido e valor essenciais da Arquitetura. Explora-se ali o seu interesse pela Arquitetura Portuguesa, erudita e popular, como condição de modernidade. Para o efeito, recorre-se particularmente ao processo projetual da Casa Dr. Ribeiro da Silva, em Ofir, contextualizando projeto e obra numa síntese que se estende ao Mercado Municipal da Feira, Pavilhão de Ténis da Quinta da Conceição e Escola do Cedro, em Gaia. A evocação valoriza e destaca os encontros e intersecções operativas que Távora sempre procurou e sintetizou entre as suas viagens pelos CIAM e por Portugal, nomeadamente pela região do Minho.
 

El carácter de la tradición en la arquitectura de Barney, Távora, Coderch inaugurou a 10 de maio, no Museo La Tertulia, em Cali (Colômbia) e foi assinalada com uma conversa entre Benjamín Barney e  António Armesto, moderada por Andrés Erazo. A 1 de agosto, será a vez da conferência de  Manuel Mendes, no auditório da Cinemateca do Museo, tendo como título "Fernando Távora . Da circunstância: história tradição moderno, operatividade objetividade autenticidade, humanidade", seguida de conversa com Benjamin Barney e Andres Erazo. Caberá ainda a Manuel Mendes e depois de uma visita guiada à Exposição com André Erazo, no âmbito da sua deslocação à Colômbia, assinalar no dia 31 de julho a abertura do segundo semestre do Curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitectura da Universidad de San Buenaventura, com uma aula sobre "Álvaro Siza, a naturalidade da síntese na evolução livre do pensar no desenho: talvez recomeçar a viagem?".
 
A exposição El carácter de la tradición en la arquitectura de Barney, Távora, Coderch manter-se-á patente ao público até 18 de agosto.  Desenhada com o objetivo de ter um carácter itinerante, percorrerá outros destinos na América do Sul, sendo posteriormente apresentada em Portugal e Espanha.

Na sequência do projeto de investigação da Universidad de San Buenaventura Cali (USB Cali) “Transmisión y transformación del espacio bajocubierta en las casas de Benjamín Barney Caldas, 1969 – 1992” e do encontro com Andres Erazo, no Porto, em 2018, a Fundação Marques da Silva, enquanto a entidade parceira, esteve, desde o início, envolvida na evolução deste projeto de expositivo, uma ação que se integra no trabalho contínuo, persistente, em atualização permanente, que esta Fundação desenvolve na promoção da arquitetura portuguesa, do seu estudo e investigação, nomeadamente a pessoa e obra de referência Fernando Távora.

 

Ver Cartaz Abertura
Ver Cartaz Programa paralelo com Manuel Mendes
Ver Cartaz Visita Guiada
Link para Museo La Tertulia

Ver álbum com fotos da inauguração
Ver álbum com fotos do programa de encerramento

Notícias: "El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch" é um dos 13 seleccionados para a Bienal Colombiana de Arquitectura e Urbanismo 2020, na categoria "Divulgação"

 

 

 

 

e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos Desenhados
18 de maio a 30 de junho, Casa-Atelier José Marques da Silva
Exposição 

 

"(...) Parece nada existir sem que tenha acontecido uma razão. (...) Os Homens reparam sempre em tudo o que observam. Reparar é atender ao que desperta uma intuição. (...) O Homem, como fenómeno, continua-se na Arte. (...) O Homem ainda não se adquiriu. A Arte é entretanto."

Fernando Lanhas

 

Numa especial circunstância da investigação, presentemente em curso, orientada pelos docentes-investigadores Luís Viegas e Rui Américo Cardoso (DiPDArq/MDT/CEAU-FAUP), com a doutoranda Catarina Alves Costa, que visa o reconhecimento das qualidades criativas de Fernando Lanhas, reconhecíveis pelos materiais do acervo doado à FIMS, será apresentada a exposição "e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos Desenhados".
 

Os materiais a expor serão conteúdos do acervo de Fernando Lanhas e representativos, como constelações, do universo do artista como o cruzamento dos diversos domínios em que dividia e multiplicava os seus interesses, entre panorâmicas e enfoques, inquietações, despertares, organizações e comunicações. Como um enunciado orientado por tópicos desenhados pelo autor, Homem da linha, da letra e do número, na valorização do revelável, o objetivo desta celebração pública é o de “dar a ver” os múltiplos contornos e confrontos, entre o estranhamento e a inquietação, de uma “adequada” prática artística da arquitetura. Este evento, envolverá ainda a exibição do documentário “LH: Saber ver, demora”, de João Trabulo, de 2001, onde se mostra não só o seu percurso biográfico e artístico, como também acompanha momentos da montagem da exposição organizada no Museu de Serralves nesse mesmo ano.


Esta iniciativa, que constitui um terceiro momento do programa gizado para sinalizar a doação do acervo de Fernando Lanhas à Fundação Marques da Silva, integra-se no programa de celebração do Dia Internacional dos Museus. Inaugura na Casa-Atelier José Marques de Silva, no dia 18 de maio, pelas 16h00, podendo ser visitada entre as 16h00 e as 20h00.

 

A exposição, com encerramento inicialmente previsto para 18 de junho, manter-se-á patente ao público até 30 deste mês, de segunda a sexta feira, entre as 14h30 e as 17h00. A entrada é livre.

Para 25 de junho, às 18h30, está prevista a realização de uma visita guiada.
 

Ver Cartaz Expo FIMS
Ver Flyer FIMS
Ver Cartaz DIM

Ver Álbum fotografico da inauguração

 

 

 

 

Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo
Exposição

9 de fevereiro a 29 de setembro de 2019
Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
 

 



Inaugurado em 2007, o Museu do Neo-Realismo constitui um marco fundamental na obra do arquitecto Alcino Soutinho (1930-2013), representativo da importância que os museus assumiram ao longo do seu percurso académico e profissional.
Logo nos anos 1950, ainda como estudante na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, Soutinho faz as suas primeiras incursões no campo da arquitectura de museus e da museologia, iniciando assim uma linha de investigação que irá prosseguir nas décadas seguintes. Essa pesquisa será marcada por frequentes viagens e visitas a museus, que estimulam e informam uma contínua prática projectual, traduzida em cerca de quinze propostas para espaços expositivos. Para além dos convites que recebe para desenhar museus, o seu interesse pelo tema leva-o a participar regularmente em concursos de arquitectura, dos quais resultam vários projectos não materializados e, até agora, desconhecidos do público.

Neste contexto, a presente exposição propõe uma leitura do Museu do Neo-Realismo enquanto espaço de convergência de várias viagens, pesquisas e projectos museológicos que marcaram a vida e a obra de Alcino Soutinho. Articulando os registos dos museus visitados, em diferentes países, e os espaços expositivos que ele próprio desenhou, a exposição procura evidenciar o modo como o Museu do Neo-Realismo reflecte e sintetiza exemplarmente essas múltiplas referências, relacionando-as com a especificidade do contexto urbano de Vila Franca de Xira e com um programa museológico singular.

Helena Barranha (curadora)

 

Inaugura, no próximo dia 9 de fevereiro, no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, a Exposição “Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo”.

Com curadoria de Helena Barranha, a exposição resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Museu do Neo-Realismo e a Fundação Marques da Silva. É de destacar que o trabalho de investigação subjacente a este projeto expositivo tornou-se possível graças a um esforço conjunto de reconhecimento e tratamento arquivístico de um amplo núcleo documental, onde à documentação disponível se veio associar a integração de novos registos e a recuperação de materiais nativos originais em suporte digital. Um processo que decorreu num invulgarmente curto espaço de tempo e implicou  uma estreita articulação entre a equipa da Fundação Marques da Silva e em particular de Ana Sofia Ramos, a curadora, Helena Barranha, e a arquiteta Andrea Soutinho. Nas sequentes operações viabilizadoras da cedência de materiais para exposição, cite-se ainda a colaboração da Oficina de Conservação e Restauro de Documentos Gráficos da U.Porto.


O percurso expositivo tece a narrativa de uma longa viagem que vai do tempo de formação de Alcino Soutinho, em Itália, até ao delinear do projeto síntese para o Museu do Neo-Realismo, inaugurado há 12 anos, mostrando a continuada experiência de interpretação do Museu enquanto tipologia arquitetónica, por parte de um arquiteto que sempre afirmou gostar de Museus. E entre os muitos registos da sua praxis, entre viagens e projetos, aí está a exposição para o demonstrar.
 

A exposição, com encerramento inicialmente previsto para 26 de maio, de terça a domingo, e a entrada é livre, manter-se-á patente ao público até 29 de setembro.

 

+ info:
www.museudoneorealismo.pt

Ver cartaz e flyer

Ler A exposição de arquitetura como exercício de investigação, de José Pardal Pina

 

 

 

 

"A estação de Porto–S. Bento e a obra de Jorge Colaço"
Exposição dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço

Átrio da Estação de S. Bento
28 de outubro a 3 de dezembro de 2018
 





O terminal ferroviário urbano que se ergueu durante a primeira década do século passado no lugar do antigo convento das freiras de Avé-Maria de São Bento marca, no ponto fulcral onde se deu a grande transformação urbana da cidade do Porto à entrada do século XX, o carácter simbólico da nova urbe ao jeito europeu, de fumos e movimentos pendulares em que entrou definitivamente a sociedade liberal. (Domingos Tavares)

A 5 de outubro de 1916 é inaugurada solenemente a Estação de S. Bento no Porto, projetada pelo arquiteto Marques da Silva, assim como os seus 25 mil azulejos, da lavra de Jorge Colaço, que a decoram. A imprensa não tardou a enaltecer o edifício e os magníficos azulejos. (Cláudia Emanuel)


Inserida no programa de celebração dos 150 anos do nascimento do pintor e caricaturista Jorge Colaço, vai inaugurar 28 de outubro, no átrio da Estação de Porto-S. Bento, projetada por José Marques da Silva, no espaço revestido pelos celebrados painéis de azulejos da autoria de Jorge Colaço, uma exposição conjuntamente organizada pela IP - Infraestruturas de Portugal, CP-Comboios de Portugal, Fundação Marques da Silva, Museu de Cerâmica de Sacavém e pela investigadora Cláudia Emanuel.

A exposição constitui-se pretexto para lançar um breve olhar sobre a cidade do Porto, na transição para o século XX, revisitando o processo que viabilizou a construção da Estação de S. Bento, a sua importância para a definição do eixo ferroviário das linhas do Douro e Minho e o seu impacto para a consequente reconfiguração urbana do centro histórico da cidade.
 

A encerrar o programa do centenário, a Fundação Marques da Silva vai lançar uma versão revista e ampliada da monografia da autoria de António Cardoso.
 

Ver Cartaz
Ver: Planta da cidade do Porto, Telles Ferreira, 1892, com sinalização das várias estações da cidade do Porto, com arranjo gráfico de João Bravo (IP).
+ info: www.infraestruturasdeportugal.pt

 

 

 

 

 

Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896
6 de março a 17 de junho
Garagem Sul, Centro Cultural de Belém
 

 

José Marques da Silva, jovem de 13 anos, ingressou em 1882 na Academia de Belas Artes do Porto e, em 1896, depois de 14 anos de estudos académicos, deixou a École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts de Paris como arquiteto diplomado pelo Governo Francês. Os desenhos aqui expostos revelam muito do trabalho desses sete anos de formação parisiense sob a tutela de Victor Laloux, o arquiteto da Gare d’Orsay. São documentos que permitem aproximar-nos de um mundo que se tornou distante e, essa aproximação, revela aspetos da vivência formativa de um jovem estudante de arquitetura. Hoje, essa vivência tem uma natureza completamente diferente, embora a profissão seja a mesma.

[...]

Estas imagens são as imagens do arquiteto. Nunca os pintores e escultores fazem imagens assim. Estes desenhos servem uma funcionalidade de suporte operativo, mas são completamente estranhas ou diferentes do seu objeto, afastam-se do projeto e da obra. São imagens que usam uma série de normas de modelos e de efeitos consensuais entre si. Os desenhos das imagens de plantas, cortes e alçados, antes de serem desenhos são imagens mentais, obedecem a normas, códigos e sistemas. As projeções geométricas são construções matemáticas expressas em imagens. Só há 300 anos o homem as utiliza, mas o património da arquitetura sempre existiu. A arquitetura, esse património construído que nos diz que a natureza, não só a vegetal, aí parou, era a razão de ser de Marques da Silva. Em 1895, desenhou uma gare de caminhos de ferro, seguindo as referências parisienses. Quando regressou ao Porto, em 1896, estava nos carris essa oportunidade de projeto. Hoje, a Estação de São Bento, mostra aos cidadãos e visitantes do Porto um dos resultados desse processo de desenho e projeto que era promovido pela École des Beaux-Arts, apreendido em Paris pelo aluno José Marques da Silva, discípulo de Laloux.

Joaquim Pinto Vieira

 

A Fundação Marques da Silva, em co-produção com o Centro Cultural de Belém, vai inaugurar, no próximo dia 6 de março, pelas 19h00, a exposição Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896, na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém. A exposição, que também assinala o início da série Arquivo, uma linha de programação que a Garagem Sul vai lançar para apresentar conteúdos preservados num número cada vez maior de instituições que, à imagem da Fundação Marques da Silva, se dedicam à salvaguarda, tratamento e valorização de acervos de arquitetos, constitui a primeira mostra representativa do conjunto de trabalhos produzidos por José Marques da Silva durante a sua formação em Paris.
 

Por não ter sido pensionista do Estado, ao contrário de arquitetos como Ventura Terra ou Adães Bermudes, os desenhos ficaram na sua posse e integram presentemente o arquivo desta Fundação. Em 2010, depois do trabalho pioneiro de António Cardoso, este conjunto documental, formado por 78 peças desenhadas, para além dos enunciados e outra documentação diversa, foi objeto de um estudo detalhado pela arquiteta Clara Veiga Vieira, traduzido na dissertação de Mestrado apresentada na FLUP, O percurso formativo de José Marques da Silva na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts (1890-1896), e de uma ampla ação de restauro desenvolvida por parte de Ana Freitas. Contributos importantes para a sua leitura têm igualmente vindo a ser dados por Rui Jorge Garcia Ramos, Raquel Henriques da Silva e Joaquim Pinto Vieira. A presente exposição conta com desenho expositivo de Ivo Poças Martins e com a colaboração de Joaquim Pinto Vieira que assina o texto que acompanha esta mostra.
 

Dos 78 desenhos que compõem esta coleção serão dados a ver 62 trabalhos académicos desenvolvidos entre 1890 e 1896. São documentos raros, que revelam tanto da personalidade artística e expressão do seu autor quanto constituem um testemunho do processo de aquisição e domínio instrumental no âmbito de um processo evolutivo de aprendizagem. São desenhos que transportam uma dupla dimensão: por um lado, esclarecem e indiciam a base estruturante de uma prática profissional futura, por outro, são ilustrativos dos paradigmas do ensino das Beaux-Arts e dos cânones estéticos que presidem a uma arquitetura que se pretendia eclética, funcional e internacional.

 

Horários de visita: terça a domingo, entre as 10h00 e as 18h00.

O preço do bilhete é de 5,00. Estudantes e maiores de 65 anos têm um desconto de 50%. Entrada gratuita para menores de 18 anos. Com o bilhete é distribuída a folha de sala.

 

Ver fotos inauguração
 

+ info www.ccb.pt

 

 

 

 

 

Alfredo Matos Ferreira
da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum

Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
11 de dezembro de 2017 a 2 de fevereiro de 2018
 


SAAL Lapa (1974), Porto, Registo da Construção, Fase 1, fotografia de Alfredo Matos Ferreira [1975-1977].

 

Nota

“Memória”, assim nomeou Alfredo Matos Ferreira, o registo documental de trabalhos seleccionados entre os que foi realizando ao longo de mais de cinquenta anos, no exercício do ofício de arquitecto. Vencida no folhear inicial a eventual impressão de monografia profissional, “Memória” solta, na geografia da sua comunicação, a vontade de expor uma experiência, de fazer evoluir passos de uma história narrada num gesto de tímido humor biográfico.  Tão só documentação fotográfica de época(s) coligida ao longo de uma vida, os desenhos por si (re)elaborados para o efeito processando a representação estrita da obra, a escrita sumária sobre circunstâncias de (cada) projecto, a associação de quadros marcantes de uma história de vida. 

Em “Terra d’Alva”, exposição-instalação realizada na FIMS em Dezembro de 2016, procedeu-se a uma amostragem sumária da obra de Alfredo Matos Ferreira, incidindo em trabalhos que realizou em Urros e Barca d’Alva, procurando desmontar alguns estigmas com que a historiografia arrumou o seu projecto-de-arquitectura.

Em “Construir um paraíso perdido / Por uma casa livre”, exposição-instalação visitável na FIMS até 18 de Janeiro de 2018, desenrolou-se uma experiência partilhada de desenho de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, o projecto não construído de uma habitação na Parede, desenvolvido entre 1961 e 1967; ainda assim, um trabalho que constitui um momento operativo na crítica à abstracção do Movimento Moderno, e de ultrapassagem de ressonâncias do “Inquérito à Arquitetura Popular Portuguesa”, na procura de uma Arquitectura clara de uma ‘casa’ livre.

Em “Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum” visa-se uma abordagem ao todo da obra do arquitecto. Tomou-se como referência o que em 1994 escreveu numa das introduções de “Memória” – “A via possível e talvez única é a de sistematizar um conjunto de conhecimentos que se situam, na área da arquitectura, dentro da tríade vitruviana, nas componentes funcional e técnica – utilitas e firmitas – para, dentro da terceira componente estética – venustas – não analisável como as duas primeiras, promover a pesquisa livre mas consciente e enraizada, no sentido de evitar o vazio e a sempre tentadora emergência de novos cânones” – para proceder a uma desconstrução do que Alfredo Matos Ferreira partilhou como leitura pessoal da sua obra, mostrando o que o seu arquivo reservou de documentação de época relativa ao processo projectual de cada trabalho. (Manuel Mendes)
 

 

Dando cumprimento ao programa gizado por ocasião da doação do acervo do arquiteto Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva (dezembro de 2016), vai inaugurar, a 11 de dezembro próximo, às 18h00, o terceiro módulo expositivo, "Alfredo Matos Ferreira: Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum".
 

A Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, espaço herdeiro da Escola de formação e local de exercício da prática docente, acolhe esta "abordagem ao todo da obra do arquitecto". Desenhada e coordenada por Manuel Mendes, a exposição apresentará um panorama da obra construída, associado a núcleos que remetem para a temática da escola, formação, ensino e projecto‐de- arquitectura..

 

"Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum" é uma realização conjunta da Fundação Marques da Silva e da Faculdade de Arquitectura da UP, que conta com a colaboração da família de Alfredo Matos Ferreira e do CEAU - grupo ATPH, linha Arquitectura – nome, vocação, linguagem. Estará patente ao público até 2 de fevereiro de 2018* e pode ser visitada de segunda a sexta, entre as 9h00 e as 19h00. A entrada é livre.

Ver Cartaz
+ info www.fa.up.pt


Consultar desdobrável (texto de Manuel Mendes, nota biográfica e roteiro)
Ler Arquitectura. Alfredo Matos Ferreira, um arquitecto na sombra da Escola do Porto
Ver vídeo da inauguração

Ver álbum da visita guiada do dia 13 de janeiro

 

* A FAUP, no contexto da Quadra Natalícia, terá as suas instalações excecionalmente encerradas de 26 a 29 de Dezembro de 2017

 

 

 

 

 

 

Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora revisitado
Exposição de desenho e fotografia
Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)
24 de novembro 2017 a 29 de janeiro de 2018
 


 

Parafraseando Pessoa também eu gosto de “viajar, correr países, ser outro constantemente”. Além disso, enquanto Arquitecto, a qualidade da construção do mundo é para mim permanente objectivo.
Os desenhos agora expostos resultam de viagens realizadas a partir de 1960. Aqui estão objectos e homens do Cairo ou de Kyoto, de Filadélfia e de Atenas, de Bangkok e de Congonhas, de Goa e de Paris, homens, objectos e lugares da antiguidade e do presente.
Desenhar é uma forma de conhecimento e de comunicação.
A montanha ou a cadeira, a cidade ou a folha da árvore, conhecem-se com rigor pelo desenho. Só ele permite detectar a natureza, a estrutura, a alma das formas; só ele as comunica, interpretando-as, criticando-as tantas vezes com humor.
E é através dele, ainda, que nós Arquitectos, formalizamos e comunicamos a nossa concepção do mundo.
Louvor ao desenho, forma eterna e magnífica de entendimento entre os homens.


Porto, 19/20 / Janeiro / 88
Fernando Távora

 

Do conjunto de desenhos de viagem do arquiteto Fernando Távora presentemente preservado na Fundação Marques da Silva, José Bernardo Távora, coordenador deste projeto expositivo, seleccionou 88 desenhos que abrangem o período situado entre 1960 e 1997, registos da volta oa mundo enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, com alunos da ESBAP ou tão só dos sítios onde esteve. Em "Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora Revisitado" surgem associados a 9 fotografias de obras deste arquiteto em Guimarães que traduzem o olhar cúmplice e único de Luís Ferreira Alves.

A iniciativa, promovida pela Sociedade Martins Sramento, com a colaboração da Fundação Marques da Silva, inaugurou a 24 de novembro e manter-se-á patente ao público até 28 de janeiro de 2018, no edifício-sede desta instituição, projeto de José Marques da Silva, com intervenções posteriores de Maria José e David Moreira da Silva.


Ver álbum

 

 

 

 

 

 

"Construir um paraíso perdido"
Por uma casa livre
Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza
Habitação, Parede, projeto, 1961-67
Desenrolar uma experiência de desenho
Como lugar de ensaio


instalação-exposição

 

Casa Dr. Américo Durão, Parede, fotografia do modelo, 1964, esc. 1:100
fotografia de Alfredo Matos Ferreira, p/b

 

Casa-Atelier José Marques da Siva
13 de Outubro de 2017 .  18 de Janeiro de 2018

 

 A “Habitação Dr. Américo Durão” é um projeto não construído da autoria de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza Vieira, à data profissionais tirocinantes, e que à época partilhavam escritório, nas redondezas da Escola de Belas Artes, com António Menéres, Joaquim Sampaio, Luís Botelho Dias, Alberto Neves. Uma ação que se desenvolveu entre 1961 e 1967, em seis atos e algumas variantes. Um ação que teria constituído uma das primeiras realizações de arquitetos do Porto na região de Lisboa. Uma ação que revela informação original e pertinente para a compreensão do percurso de cada um dos seus autores, mas, sobretudo, constitui um momento operativo na crítica à abstração da Arquitetura Moderna e, simultaneamente, um ensaio a questionar e a ultrapassar as ressonâncias do “Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa” – à época ainda muito cultivadas na generalidade do contexto português –, ao encontro de uma Arquitetura clara, por uma casa livre.
 

O dispositivo expositivo né construído a partir de um exercício de confrontação da linguagem e da atmosfera de aparato, marca da Casa-Atelier José Marques da Silva, jogando com os seus preceitos de composição e disposição, forçando a arquitectura existente para outras experiências de espaço, de escala, de forma, de expressão, de sentido.


Ler texto completo do coordenador desta instalação-exposição AQUI


Inauguração
a 13 de outubro, às 18h00.
A entrada é livre, apenas condicionada à lotação do espaço

Horários de visita:
- De 3ª a 5ª feira, das 14:30 às 17:30, com possibilidade de agendamento prévio (individual e para grupo) também noutros horários

 

Visitas Guiadas: 25 de novembro 2017, 15h00 (sábado) | 9 de janeiro de 2018, 18h30 (terça-feira)
 

Encerramento: 18 de janeiro, às 18h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva com lançamento do livro “Construir um paraíso perdido” / Por uma casa livre / Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza / Habitação, Parede, projecto, 1961‑67 / Desenrolar uma experiência de desenho / Como lugar de ensaio", uma co-edição da Fundação Marques da Silva, Edições Afrontamento e do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP.

Sessão com Fátima Marinho, Álvaro Siza, Jorge Correia e Manuel Mendes. Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.
 

"Tudo exposto ou, talvez melhor, quase tudo, porquê tanta andança em torno de um desenho reservado numa gaveta? e logo coisa apagada no rasto próprio. Logo hoje que tudo ou, talvez melhor, quase tudo, se disse e se escreveu sobre a dimensão da figura, sobre a originalidade da obra ou sobre a didática da lição de Álvaro Siza. Simples – o processo projectual da Habitação Dr. Américo Durão é manifestação de um “projecto de arquitectura” a partir do Porto de que Siza é mestre universal e Matos Ferreira praticante na proximidade do comum, mas que aos dois deve a possibilidade da obra que vem, que há-de vir. Um “projecto de arquitectura” que informa sobre esse movimento de resistência e experimentação empreendido, entre outros, por estes oficiantes na elevação do fazer da coisa mesma que é a arquitectura." (Manuel Mendes, "Construir um paraíso perdido” / Por uma casa livre / Sobre um “projecto de arquitectura" a partir do Porto)

 

Investigação, conceção, coordenação: Manuel Mendes
Organização:
Fundação Marques da Silva
Apoios: FAUP, OASRN/ARQ OUT, Criaplac, Pladur e Amorim Isolamentos

 

Ver Cartaz

Ler Folheto de sala e Roteiro

Ver álbum fotográfico

Ver Vídeo TVU.

 

 

 

 

2017 - Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da modernidade
Comissários: Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota
18 de abril a 30 de junho de 2017
 

 

 ... conhecer para compreender (...) Para muitos o arquitecto é o que faz; para uns tantos, o arquitecto também pensa; para os que sabem, o arquitecto, para realizar-se tem de saber fazer e, ao mesmo tempo, conhecer as coisas, e os homens, e o mundo, e a vida...


Octávio Lixa Filgueiras, Da Função Social do Arquitecto, 1985, p.16

 


 

A exposição Octávio Lixa Filgueiras: Habitat da Modernidade, comissariada por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota, centra-se na questão do ‘habitat’ e na transversalidade e problematização desta questão em diferentes facetas do percurso do arquiteto Octávio Lixa Filgueiras, ao mesmo tempo que anuncia a importância do acervo mostrando alguma da documentação que o compõe.


Está construída com base em 8 módulos: C.O.D.A. (Concurso para Obtenção do Diploma de Arquiteto); C.I.A.M. (Congressos Internacionais sobre Arquitetura Moderna); Da função social do Arquiteto (livro publicado – tese de agregação); Arquiteto, etnólogo e arqueólogo (outros interesses traduzidos numa selecção de títulos publicados); Arquitetura Analítica I e II (disciplina leccionada na ESBAP, no âmbito da qual se realizaram os Inquéritos Urbanos, tendo por base a ligação da arquitetura às questões sociais e humanas); Depoimentos (conjunto de testemunhos de arquitetos que com ele se cruzaram: na Escola, no Inquérito, no atelier; na Escola, gravados em vídeo por Luís Urbano: Carlos Carvalho Dias, Alexandre Alves Costa, Álvaro Meireles, Margarida Coelho, Manuel Fernandes de Sá, Manuel Mendes e Carlos Guimarães); Sobre a Escola (reflexões sobre o papel e a metodologia defendida para a formação do arquiteto).

 

Abertura ao público:

- Terça a Sexta-feira, entre as 14h30 e as 17h30.
Aceitam-se marcações para outros horários, através do email fims@reit.up.pt.
 

PROGRAMAÇÃO PARALELA:

Visitas Guiadas
, por Gonçalo Canto Moniz:

- 6 de maio (ver album)
- 3 de junho (ver album)

Início às 16h00. Participação condicionada a inscrição prévia por email (fims@reit.up.pt) ou contacto telefónico (22 5518557).
 

Conversas, moderadas por Gonçalo Canto Moniz e Nelson Mota


Estas converas pretendem ser um contributo para uma reflexão crítica sobre dois temas centrais no percurso de Octávio Lixa Filgueiras e da Arquitectura Portuguesa: a função social do arquiteto e o habitat da modernidade.

- Conversa #1| 26 de maio | Tema: Da Função Social do Arquiteto
Com: Ana Tostões, Eduardo Fernandes, Pedro Bandeira e Raquel Paulino

Em 1962, Octávio Lixa Filgueiras publicou a tese que serviu de base à prova de agregação à Escola de Belas-Artes do Porto, Da função social do arquitecto: para uma teoria da responsabilidade numa época de encruzilhada. Mais de duas décadas depois, em 1985, era lançada a segunda edição, com prefácio de Pedro Vieira de Almeida. E daqui se retirou o mote para um primeiro encontro.

Sobre os convidados:
Ana Tostões tem realizado um conjunto de projectos de investigação sobre a arquitectura moderna portuguesa, nomeadamente, o livro Verdes Anos na Arquitectura Portuguesa dos anos 50 (FAUP, 1995) e Idade Maior: Cultura e tecnologia na arquitectura moderna portuguesa (FAUP, 2014). Neles enquadra o contributo de OLF para o debate nos congressos CIAM e para o Inquérito à Arquitectura Popular, a partir de uma outra atitude perante a profissão e a arquitectura: o papel social do arquitecto.

Raquel Paulino, em ESBAP|FAUP. O Ensino da Arquitetura na ‘Escola do Porto’. Construção de um Projeto Pedagógico entre 1969 e 1984 (FAUP, 2013) abordou o quotidiano da Escola do Porto nos anos 1970, e, consequentemente o papel do professor Octávio Lixa Filgueiras na construção de um projecto pedagógico de escola em dois momentos paradigmáticos: 1970 e 1974.

Pedro Bandeira organizou recentemente, em Guimarães, a exposição Escola do Porto, Lado B - Uma história oral (1968 — 1978) (2014), onde mapeou as culturas alternativas que emergiram na ESBAP nos anos 1960 e 1970, para as quais OLF contribuiu com a sua disciplina Arquitectura Analítica.

Eduardo Fernandes realizou investigação sobre a relação entre a Escola do Porto e o atelier no período que medeia os anos 1940 e os anos 1980. Em A escolha do Porto : contributos para a actualização de uma ideia de escola (UM, 2011), aprofundou o papel de Octávio Lixa Filgueiras enquanto aluno e professor, dando especial relevo à sua CODA: Urbanismo: um tema rural.
 

Ver Síntese da sessão | Ver registo fotográfico



- Conversa #2 | 26 de junho | Tema: o Habitat da Modernidade
Com: Bruno Gil, Edite Rosa, Jorge Figueira, Maria Helena Maia e Pedro Baía
 

Sobre os convidados:
Bruno Gil, na sua tese “Culturas de Investigação em Arquitectura. Linhas de Pensamento nos Centros de Investigação 1945-1974” (2017), integra o contributo de OLF nos anos 60.

Edite Rosa é autora da tese de doutoramento sobre o grupo ODAM – Organização dos Arquitectos Moderno, que Octávio Lixa Filgueiras integra, “ODAM: Valores modernos e a confrontação com a realidade produtiva” (2005).

Jorge Figueira, nos livros de sua autoria “Escola do Porto, um mapa crítico”  e “A Periferia Perfeita: pós-Modernidade na arquitetura portuguesa, anos 60 - anos 80” (2009), problematiza a cultura arquitetónica portuguesa a partir dos anos 60.

Maria Helena Maia, Diretora do Centro de Estudos Arnaldo Araújo, tem realizado investigação sobre a arquitetura moderna em Portugal, nomeadamente através do projecto “Arquitectura Popular em Portugal. Uma Leitura Crítica”.

Pedro Baía, desenvolveu no âmbito da sua tese investigação sobre o TEAM 10 – “Da Recepção à Transmissão: Reflexos do Team 10 na Cultura Arquitectónica Portuguesa 1951-1981” (2014).
 

A entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço.
 

Ver Desdobravel com textos de enquadramento
Ver Cartaz
Ver álbum fotográfico da abertura
Ver vídeo

 

Esta iniciativa insere-se no programa gizado para assinalar a doação do acervo de Octávio Lixa Filgueiras à Fundação Marques da Silva e conta com o apoio da Faculdade de Arquitetura da UP, do Departamento de Arquitetura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Artística do Porto e da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos.
 

+ info

 

 

 

 

 

 


No Centenário da Avenida da Cidade |  Exposição Virtual
Lançamento a 31 de janeiro, na Sala do Fundo Antigo da Reitoria da UP


http://nocentenariodaavenida.up.pt/

 

A 31 de janeiro, data com particular significado no contexto da cidade e da afirmação do republicanismo em Portugal, cumpriu-se o ano inaugurado com a sessão A Primeira Pedra. Dois motivos a justificar a escolha dessa a data para a sessão de apresentação e abertura da Exposição Virtual que conclui o programa Centenário da Avenida dos Aliados.
 

A nova plataforma, construída sob a orientação científica de Clara Vale e com o apoio da TVU. Universidade do Porto, revisita os últimos 100 anos da Avenida e conta a história da sua construção confrontando registos documentais diversos - planos, projetos, fotografias ou postais - com a cidade do presente. Aliás, num convite a percorrer o espaço físico, tem associado um QR Code que permite a sua visualização a partir de dispositivos móveis.
 

A Exposição congrega ainda os textos de Domingos Tavares, A Cidade Nova, e de Clara Pimenta do Vale, Entre o Projeto e a Realidade, assim como uma memória cinematográfica e fotográfica e uma extensão a toda uma série de instituições e projetos que permitem complementar a informação agora disponibilizada.
 

Por fim, porque se trata de um projeto em permanente atualização, que nasce de uma partilha de vontades e a todos se dirige, lança um convite à participação geral. Visite, explore, partilhe, contribua!

 

Exposição No centenário da Avenida dos Aliados: Link direto 

Ver Vídeo da sessão de apresentação

 

 

 

 

 

 

 

 

"Terra d´Alva, sobre os trabalhos de Alfredo Matos Ferreira em Urros
[exposição-instalação, módulo 1]

Conceção e Coordenação Manuel Mendes

 
 

 

“Terra d’Alva, sobre trabalhos de Alfredo Matos Ferreira” foi pensada mais como um gesto-instalação que propriamente uma exposição – assinalar a decisão dos seus herdeiros em doar o seu arquivo profissional e, simultaneamente, a edição de “Memória”, livro que reúne o que o seu autor entendeu por oportuno partilhar com a comunidade sobre o curso do seu exercício de arquiteto cidadão.

No processo da arquitetura portuguesa do século XX, Alfredo Matos Ferreira é alguém particularmente citado num círculo de proximidade, mas seguramente (re)conhecido no quase apagamento da originalidade dos seus contributos a tal processo. (Re)conhecimento que habitualmente se projeta pela casa que em 1962 construiu numa das suas terras, na Quinta do Joanamigo, em Barca d’Alva; uma casa habitualmente referenciada pelo que colhe, pelo que faz evoluir dos resultados “Inquérito à Arquitectura Popular em Portugal”.

Na atmosfera de aparato, marca da casa-atelier Marques da Silva, na teatralidade dos seus dispositivos de distribuição, na economia dos seus compartimentos, procura-se sugerir, através de documentação de projeto e/ou processo projetual, que a lição de Alfredo Matos Ferreira, reflexo das suas origens, reflexo da sua história de vida, se deve a propósito de domesticação mansa da natureza que delicada e insistentemente movimenta à sombra de Alvar Aalto ou da experiência italiana que conhece, sobretudo, através da “Domus” dos anos 50 e 60.
A instalação modela-se na interseção de dois cursos: um, reúne estações sinalizadas por letras, respeitante a aspectos da história de vida de A. Matos Ferreira; o outro, núcleos sinalizados por números, relativo a trabalhos por si realizados em Urros e Barca d’Alva.

(Manuel Mendes)

 

 

20 a 22 de dezembro | 10 de janeiro a 10 de fevereiro de 2017
de 3ª a 5ª feira, das 14:30 às 17:30
 

Visitas Guiadas por Manuel Mendes: 14 de janeiro e 4 de fevereiro
 

Encerramento: 13 de fevereiro de 2017, com lançamento do livro "Memória"
 

Ver Roteiro da Exposição

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Ver Vídeo abertura
 

Sobre o Acervo de Alfredo Matos Ferreira

 

 

 

 

 

 

josé carlos loureiro, arquitecto | Homenagem 90 anos
2 dezembro 2015 a 31 janeiro 2016
Galeria da Faculdade de Arquitectura da UP

 

A componente expositiva da homenagem a José Carlos Loureiro incide sobre três obras projetadas entre 1949 e 1966, em resposta a programas e escalas diversos: a casa do próprio arquitecto, em Valbom, e o Edifício Parnaso e o Hotel D. Henrique, no Porto. O espaço físico encontra-se dominado pela voz e presença de J. Carlos Loureiro, captadas na entrevista produzida por Luis Urbano e Bruno Nacarato, a envolver as fotografias de Juan Rodríguez e as maquetas executadas por Diogo Rosa, João Nascimento e Raúl Fontes.

 

Concebida por Nuno Brandão Costa e Luís Pinheiro Loureiro, prolonga-se ainda através dos textos críticos de Carlos Machado, Jorge Figueira e Nuno Grande, publicados numa brochura oferecida em versão impressa durante a sessão do dia 2 de dezembro, onde se inclui igualmente uma nota preambular do Comissário do programa de homenagem, Alexandre Alves Costa.
 

Com a disponibilização dos textos para consulta virtual renova-se o convite para uma visita à exposição que se manterá patente ao público, na Galeria da FAUP até 31 de janeiro de 2016, de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 19h00. Entrada livre.

 

 

 

 

 

Homenagem a Alcinho Soutinho
Exposição | Castelo de Cerveira
18 de julho a 19 de setembro de 2015

 



A XVIII Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira vai homenagear Alcino Soutinho expondo a memória do projeto desenvolvido nos anos 70 por este Arquiteto para a transformação da Cidadela e do antigo aglomerado de Vila Nova de Cerveira na Pousada D. Dinis. A obra viria a ser inagurada em 1982, tendo sido distinguida nesse mesmo ano com o Prémio Europa Nostra. Em 2008 seria, contudo, ditado o encerramento, sucedendo-se anos de indecisão quanto a uma desejada reativação ou reconversão do espaço.

Com curadoria da Arquiteta Andrea Soutinho e o apoio da Fundação Marques da Silva, a presente exposição, a ter lugar no próprio local, para além de homenagear a figura e obra de Alcino Soutinho, pretende chamar a atenção para a necessidade de as autoridades competentes considerarem a integração mais objetiva do futuro do Castelo, imóvel classificado de Interesse Público desde 1974, nos destinos de Vila Nova de Cerveira e na dinâmica em torno das Artes que a tem singularizado.

Para dar a conhecer o projeto e o conceito subjacente à intervenção projetual aí realizada, serão apresentados alguns dos desenhos mais relevantes, quer ao nível arquitetónico, quer ao nível da decoração, bem como um conjunto de fotografias realizadas em1971 e algumas peças de design desenhadas especificamente para a Pousada que, como refere Andrea Soutinho, "milagrosamente, conseguiram sobreviver".

A inauguração está agendada para as 17h00 do dia 18 de julho, mantendo-se aberta ao público até ao final desta edição da Bienal que tem como tema "Olhar o passado para construir o futuro".

XVIII Bienal de Cerveira: Briefing e Cartaz 

 


 

 

 

 

MAIS QUE O SONHO DA PASSAGEM: a propósito dos 150 anos de Veloso Salgado
Exposição | Galeria dos Leões e Galeria A Loja
Roteiro de Visitas Guiadas
7 a 28 de novembro

 



1889, Paris. Na capital francesa, Veloso Salgado (1864-1945), Marques da Silva (1869-1947) e Teixeira Lopes (1866-1942) - pintor, arquiteto e escultor - iniciaram uma ligação de amizade e cumplicidade artística que nunca deixaram de nostalgicamente manter e recordar ao longo das suas vidas. Foi um tempo de viagem, de experiência e intenso convívio, com as expectativas projetadas num desejado futuro de artistas; um tempo, como diria Fernando Pessoa, a conter Mais que o sonho da passagem.

As pinturas de Veloso Salgado que servem de ponto de partida a este projeto expositivo, materializado dentro e fora dos limites da Galeria dos Leões, são o pretexto e o convite para redescobrir e reinterpretar o sentido e o percurso da obra deste pintor, sublinhando o seu encontro com esta cidade e, em particular, com Marques da Silva e Teixeira Lopes.
 

O projeto, para além do espaço expositivo da Galeria dos Leões, onde é dado a conhecer o conjunto de obras de Veloso Salgado da Fundação Marques da Silva e um estudo preparatório do Retrato a Teixeira Lopes, pertencente à Casa Museu Almeida Moreira, contempla um prolongamento na Galeria A Loja, situada na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, local onde se encontra exposto o Livro de Actas que regista o agradecimento de Veloso Salgado à Academia Portuense pela atribuição de título de Académico de Mérito.
 

Consultar o Roteiro de Visitas Guiadas
Ver poema de Fernando Pessoa: Viajar! Perder países!

Ver vídeo realizado pela TVU da inauguração da exposição e do roteiro

 

Esta iniciativa, de comemoração do 150.º aniversário do pintor Veloso Salgado, foi coorganizada pela Fundação Marques da Silva, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e pelo  Museu Nacional Soares dos Reis. A ela se associaram a Reitoria da Universidade do Porto, Casa Museu Teixeira Lopes, Biblioteca Pública e Municipal do Porto, o  Palácio da Bolsa e o Museu Almeida Moreira. A orientação cientifica é de Artur Vasconcelos.
 

 

 

 

"Fernando Távora ´Uma porta pode ser um romance`"

 


 

junho a setembro de 2013

 

Com a apresentação-instalação "Fernando Távora ´Uma porta pode ser um romance`", sobre o arquivo documental de Fernando Távora, nos edifícios sede da Fundação Marques da Silva, inicia-se a componente exposição do ciclo Figura Eminente U. Porto - 2013: Fernando Távora.

No contexto espacial dos prédios legados pela família Marques da Silva visa-se uma aproximação à diversidade e unidade de um arquivo de documentação de arquitetura através de passagens de um curso de vida, marca(s) de um fazer-se pessoa (e) arquiteto, tomando como motivo próximo (os) livros de Fernando Távora - o objeto, a leitura, a notação, a coleção, a escrita - projeto-de-escrita.
 

A abertura está marcada para o dia 4 de junho, pelas 18h30.

Entrada livre - Palacete Lopes Martins, na Pr. do Marquês de Pombal, nº 30.

 

Consultar folha de sala

Consultar vídeo de apresentação

 

Horário de funcionamento:

terça a sexta-feira, das 15h00 às 17h00 | Entrada pela R. Latino Coelho, nº 444.

 

Visitas guiadas:

Visitas quinzenais, orientadas pelo coordenador da apresentação-instalação, Manuel Mendes, às quintas-feiras, às 15h00 e  às 17h00.

Visitas em junho: 6 e 20

Visitas em julho: 4 e 25


Contactos para marcação prévia de visitas individuais e/ou grupos noutros horários:
tlf.  22 5518557 | email  fims@reit.up.pt

 

 

 Ao alcance de uma mão: apontamentos da coleção de escultura do arquiteto Marques da Silva

 

 

 

18 de maio de 2013 | 15h00 | Casa-Atelier do arquiteto Marques da Silva
 

A coleção de escultura de José Marques da Silva (1869-1947) reúne um conjunto significativo de peças associadas às obras projetadas por este arquiteto e de peças escultóricas que testemunham a rede de relações pessoais, de amizade e profissionais, construídas ao longo da sua vida. São narrativas de um tempo e de um gosto, gravadas em distintos materiais, mas com destaque para o gesso, por artistas como Soares dos Reis, Teixeira Lopes, Joaquim Gonçalves da Silva, Alves de Sousa, Sousa Caldas ou François Sicard, muitas delas produzidas nas míticas oficinas de António Enes Baganha ou na Fábrica das Devesas.

Em colaboração com a ACAPO, a Fundação Marques da Silva proporciona ao público em geral, e ao público cego e amblíope em particular, a possibilidade de apreciar e sentir algumas das peças mais representativas deste espólio.
A exposição Ao alcance de uma mão, organizada e apresentada por Ricardo Santos, ocupa três espaços nobres da Casa-Atelier de José Marques da Silva, edifício projetado pelo próprio em 1909 e que viria a habitar entre 1914 e 1943.
 

Esta iniciativa integra-se na programação do Dia Internacional dos Museus, este ano sob o tema Memória + Criatividade = Mudança Social.

 

Entrada livre
 

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Consultar cartaz da DIM

Programação DIM

 

 

 Marques da Silva: imagens e memórias

 

 

 

 

20.02.2012 a 15.02.2013

 

Ao longo da sua vida, o arquiteto Marques da Silva (1869-1947), numa esfera mais íntima e reservada, cultivou intensamente a arte da aguarela e o gosto pela pintura. Enquanto autor e diletante reuniu um significativo conjunto de pinturas que são testemunhos de um certo modo de ver e de viver. São memórias tecidas a partir de uma rede de afetos, mas também imagens que ilustram o gosto de uma época e os princípios estéticos dominantes na Escola de Belas Artes do Porto até meados do século XX.

A leitura deste legado materializa-se na exposição “Marques da Silva: imagens e memórias”, co-produzida pela Universidade do Porto e pela Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva. Comissariada por Maria Clara Paulino e Artur Vasconcelos, está inserida na programação da Trienal Desenha 2012 e tem inauguração agendada para o dia 20 de novembro, às 18h30, no Edifício Histórico da Universidade do Porto.

O projeto apresenta ao visitante um percurso constituído por 3 espaços individualizados pelo simbolismo da cor que os distingue, permitindo que outros tantos olhares se cruzem e complementem na busca de um sentido maior para esta singular coleção onde emergem os retratos da figura pública e carismática do arquiteto e do professor, a linguagem contemplativa ou analítica das aguarelas e as obras dos artistas que com ele partilharam lugares e afinidades.

 

Folha de sala

 

Entrada livre

 

Programação Paralela: Visitas Guiadas   |    Inscrições

Programação Paralela: Curso Livre | Inscrições


Programação paralela | Ciclo de Conferências: Geral

Conferência de Domingos Tavares

Conferências de Leonor Soares

Conferência de Artur Vasconcelos

 

Horário de funcionamento

terça a sexta-feira, das 10h00 às 17h00

 

Contactos

cdl@reit.up.pt

 

Relatório Final

 

 

 

Fernando Távora Modernidade Permanente

 

 

 

17.02.2012 a 15.02.2013

 

No âmbito da Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, a Fundação Cidade de Guimarães, a Família Fernando Távora, a Associação Casa da Arquitectura e a Fundação Instituto Marques da Silva apresentam, entre 17 de Novembro de 2012 e 15 de Fevereiro de 2013, o projecto Fernando Távora Modernidade Permanente, coordenada pelo Arquitecto Álvaro Siza. Esta iniciativa irá acolher um conjunto de acções, das quais destacamos a Exposição, as Conferências, as Visitas Guiadas, o Catálogo da Exposição e a publicação facsímile do Diário de "Bordo" (1960).

A exposição Fernando Távora Modernidade Permanente é sobre a obra de Távora, mas, longe da ambição de ser monográfica, ou antológica, pretende isso sim oferecer uma leitura transversal da insistente relação que essa obra tem com o exercício do magistério, enquanto Professor de Arquitectura.

Trata-se, portanto, de um conjunto de documentos, ora pertencentes ao âmbito do desenho e da fotografia de Arquitectura, ora ao âmbito documental dos registos existentes sobre as suas aulas, conferências, viagens de estudo. O objectivo final visa incluir a documentação selecionada num todo cuja coerência seja legível, de um modo tão natural como foi colhida ao longo da vida.

Esse todo não almeja, como já foi referido, abarcar a imensidão e a complexidade do pensamento e da obra de Fernando Távora, mas antes centrar-se no carácter pedagógico desse mesmo pensamento e dessa mesma obra. Visa explorar em que circunstâncias a prática da arquitectura e o mister de professor se contaminam e se deixam contaminar uma pelo outro, em que lugares se cruzam entre si.


Inauguração da Exposição

17 de Novembro às 17h00

Anfiteatro da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho


Conferências

22 de Novembro, 9h30 - 19h00

Auditório Nobre da Universidade do Minho

 

Consultar o programa em anexo.


Horário de Natal
Abertura - Dias 26, 27 e 28 de Dezembro entre as 14.00 e as 18.00
Encerramento - Dias 22, 23, 24, 25, 29, 30 e 31 de Dezembro e 2 de Janeiro
(Para entrar no estacionamento da Universidade do Minho aproximar o automóvel da cancela e depois seguir as setas até ao edifício da Escola de Arquitectura)

Horário normal
De 3 de Janeiro a 15 de Fevereiro
Segunda a Sexta, das 9.00 às 19.00
Sábado e Domingo, das 14.00 às 18.00

 

Mais informações e reservas para as conferências, visitas guiadas e publicações em:

www.casadaarquitectura.pt

www.guimaraes2012.pt

 

 

 

 

 

 

 

Espaços de Luz e Sombra - Exposição de Fotografia e Instalação

 

 

 

18 maio - 06 de junho | terça a sexta

Horário de abertura ao público: 14h30 - 17h30

Prevista a marcação prévia de visitas a grupos, limitados a 15 pessoas

Entrada livre

 

Folha de sala

 

“Espaços de Luz e Sombra” é um projeto de fotografia e instalação que explora as relações entre a Fotografia e a Arquitetura.

Desenvolvido pelos estudantes finalistas do curso de Fotografia da ESAP, a partir de espaços situados nas casas-sede da Fundação Marques da Silva, um conjunto formado pela Casa-Atelier de Marques da Silva, o Palacete Lopes Martins e o Pavilhão existente nos seus extensos jardins, esta exposição oferece ao público a possibilidade de confrontar a perspetiva fotográfica com os espaços que lhe serviram de cenário e constitui uma oportunidade privilegiada para conhecer e usufruir de espaços ainda em processo de transformação.


A inauguração, agendada para as 17h30, do dia 18 de maio, integra-se na programação do Dia Internacional dos Museus que este ano tem por tema "Museus no Mundo em Mudança. Novos desafios, novas inspirações".

 

 

 

 

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