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Ampliação da sede da Sociedade Martins Sarmento, Guimarães « voltar às obras

 
 

Projeto de ampliação do edifício 1934
Data de início da obra 1934
José Marques da Silva (1899-47); Maria José e David Moreira da Silva (1947-67)
Data de inauguração solene 1967


Em 1934 é iniciado o projeto para as obras da segunda fase da sede da Sociedade Martins Sarmento (SMS), ampliando o edifício inaugurado em 1907, projetado por José Marques da Silva desde 1899.

Com esta ampliação, também projetada por Marques da Silva, pretendia-se fazer a ligação entre o corpo inicial (onde se situava o salão nobre) e o claustro do antigo Convento de S. Domingos, instalando um conjunto de novos serviços: no piso superior, novas instalações para a biblioteca (com arquivo e sala de leitura) e instalações para a presidência e o secretariado da SMS; no piso inferior as salas do Museu; a unir ambos os pisos, na articulação entre o corpo novo e o edifício pré-existente, um amplo espaço com iluminação zenital dominado pela forte presença de uma escadaria monumental. Pelo exterior, em contraste com a linguagem eclética da primeira fase, são propostos alçados com um desenho depurado, assumindo um papel subalterno em relação ao edifício anterior.

As obras iniciaram-se no final de 1934, ainda com o projeto em curso.
O projeto completo, em triplicado, é entregue em 1936 e serve para a SMS pedir uma comparticipação do Estado na construção; recebe uma pequena ajuda em 1937, mas em 1938 é decidido que o Estado não irá comparticipar a obra. As obras prosseguem até que, em 1943, são interrompidas.

Após o falecimento (em 1947) de Marques da Silva, a execução desta nova fase é continuada por Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva, filha e genro do mestre, que continuaram todos os projetos que estavam em curso no escritório. Em 1957 é lançado o concurso de empreitada da conclusão do edifício, que é terminado em 1967.

O trabalho realizado depois de 1947, mais do que um mero acompanhamento da obra, implicou a produção de vários desenhos de execução (pormenores construtivos, desenho de peças de mobiliário e iluminação) que completaram o projeto de 1936. Assim, é de inteira justiça atribuir parte da autoria do edifício que resultou desta ampliação ao referido casal de arquitetos, nomeadamente o desenho da “guarda da cantaria do andar da Escadaria Nobre” (cujo projeto é apresentado em 1953), “o tratamento do pavimento e lambrim com granito serrado na envolvência da escadaria, o perfil das portas de madeira, o mobiliário da Sala de Leitura e o lanternim metálico da caixa da Escada Nobre” (Ribeiro, 2006, p.19).

Eduardo Fernandes
  Arquiteto Doutorado (EAUM - LAB2PT)

 
Fontes:
Documentação consultada no espólio do arquiteto Marques da Silva, Fundação Marques da Silva: dossier FIMS/MSMS/1337.

Bibliografia
CARDOSO, António (1997) O Arquitecto José Marques da Silva e a arquitectura no Norte do país na primeira metade do século XX. Porto, FAUP publicações.
NEVES, António Amaro das; SARMENTO, Inês (2006) José Marques da Silva em Guimarães. IAJMS / SMS, Guimarães.
RIBEIRO, Eduardo “Arquitecto Moreira da Silva, testemunho de um contemporâneo” em NEVES, António Amaro das; SARMENTO, Inês (2006) José Marques da Silva em Guimarães. IAJMS / SMS, Guimarães.
TAVARES, André (2010) Em granito, a arquitectura de Marques da Silva em Guimarães. FMS / CMG / FCG.
 

Localização
Rua Paio Galvão, 4814-509, Guimarães
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