A Fundação
Os Arquitectos
A Documentação
Património Edificado
Investigação
Edições
Conferências
Colóquios
Exposições
Cursos
Visitas Guiadas
Viagens Culturais
Outras iniciativas
Gravações vídeo
Newsletter
Contactos
Loja
Destaques
Carrinho de Compras
Arquivo digital
Catálogo bibliográfico
facebook
facebook
Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico
O Ensino Moderno da Arquitectura: A formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1930-1970)

Arquitectura. A Praça da Autonomia, Pedagogia, Epistemologia, Pensamento Crítico

 

Na contemporaneidade, as bases da autonomia da Arquitectura não se perfilam de modo sistemático, progressivo, não se equivalem em escala e são, por isso, de difícil comensurabilidade. Para além disso, também não se enquadram em jogos de equivalência harmónica, são urdidas em tecido espesso, embora de malha irregular e de acordo com padrões muito díspares, construídos ao longo do tempo em circunstâncias históricas igualmente diversificadas.

(José António Bandeirinha)



Vai ser publicado um novo número da coleção Conferências Arquitecto Marques da Silva. O livro, da autoria de José António Bandeirinha, conferencista da edição de 2014, parte da metáfora da cidade para enquadrar a complexa textura de contribuições para o entendimento da autonomia da Arquitetura.


Lançamento:

9 de março | Círculo de Artes Plásticas de Coimbra - Sereia, 18:00
15 de março | Casa-Atelier José Marques da Silva, 18:00

Apresentação: Jorge Figueira

 

Sinopse
Propõe-se uma reflexão sobre a autonomia da Arquitectura. Embora a incidência dessa reflexão seja sobre o momento presente, convocar-se-ão, essencialmente, argumentos de ordem histórica, que possam ajudar a perspectivar as bases, mais ou menos profundas, da circunstância contemporânea.
As bases da autonomia contemporânea não se perfilam de modo sistemático, progressivo, não se equivalem em escala e são, por isso, de difícil comensurabilidade. Para além disso, também não se enquadram em jogos de equivalência harmónica, são urdidas em tecido espesso, embora de malha irregular e de acordo com padrões muito díspares, construídos ao longo do tempo em circunstâncias históricas igualmente diversificadas.
Tal como numa cidade, essas bases sobre as quais assenta a ideia contemporânea de autonomia cruzam-se com outros tecidos, com outras áreas do saber, mais ou menos convergentes, mais ou menos distantes. Por essa razão, é a própria metáfora da cidade a ser usada como recurso para enquadrar essa complexa textura de contribuições para o entendimento da autonomia da Arquitectura, na actualidade.
 

 

Sobre o Autor
José António Bandeirinha (Coimbra, 1958).
É arquitecto pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (1983). Exerce profissionalmente e é Professor Associado do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra, onde se doutorou em 2002 com uma dissertação intitulada O Processo SAAL e a Arquitectura no 25 de Abril de 1974.
Tomando como referência central a arquitectura e a organização do espaço, tem vindo a dedicar-se ao estudo de diversos temas correlatos — cidade, habitação, teatro, cultura. Publica regularmente e é autor de diversos livros e de algumas dezenas de artigos.
Foi presidente da Comissão Científica do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra (2002-2004 e 2006-2007).
Foi Pró-Reitor para a Cultura da Universidade de Coimbra (2007 a 2011).
Foi Director do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra (2011-2013).
Foi Comissário da Exposição Fernando Távora Modernidade Permanente, cujo coordenador foi Álvaro Siza, integrada em Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012.
É investigador do Centro de Estudos Sociais.

Download Cartaz


 


O Ensino Moderno da Arquitectura: A formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1930-1970)
Gonçalo Canto Moniz

José Marques da Silva, Janeiro de 1933, Projeto para a Escola de Belas-Artes do Porto: Planta do rés-do-chão e do primeiro piso. © Fundação Marques da Silva.

 

A Fundação Marques da Silva, em parceria com as Edições Afrontamento, está a preparar a publicação de O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação dos arquitectos nas Escolas de Belas-Artes do Porto e de Lisboa (1930-1970), obra de Gonçalo Canto Moniz que tem como base o estudo desenvolvido no âmbito da tese de doutoramento, defendida em 2011, no Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra, agora revisto e adaptado. Com este livro dar-se-á continuidade à linha editorial iniciada em 2013 com a publicação da obra O mundo ordenado e acessível das formas da arquitetura, da autoria de José Miguel Rodrigues, tendo em vista a divulgação de estudos originalmente desenvolvidos em contexto académico, mas cujas temáticas e abordagens permitem enriquecer a reflexão e questionamento do quadro disciplinar, teórico e formativo, da Arquitectura em diálogo com o campo de actuação prática.

 

Sinopse

O Ensino Moderno da Arquitectura acompanha o quotidiano das Escolas de Belas-Artes do Porto e de Lisboa, responsáveis pela formação dos arquitectos portugueses entre 1930 e 1970. Neste período, as escolas sofreram transformações profundas, não só devido ao debate cultural sobre a Arquitectura moderna, mas também à tensão política imposta pelo Estado Novo. De facto, nestes 40 anos, a formação do arquitecto começa por ter um carácter artístico, com a reforma do ensino de 1931, para depois exigir um carácter técnico com a reforma de 1957 e finalmente reivindicar um carácter social com as experiências pedagógicas de 1970.
Neste sentido, as reformas do ensino e a sua regulamentação são o encontro possível entre o programa ideológico do regime e a vontade de transformar os métodos pedagógicos e a prática da Arquitectura que os professores e os arquitectos Portugueses apreendiam em publicações e nos congressos internacionais.
O quotidiano nas escolas de Belas-Artes é reflexo deste debate e da acção da direcção, dos professores e dos estudantes, quer através das actividades pedagógicas, quer na organização das actividades extra-curriculares, ou mesmo na construção dos seus espaços. Esta complexa rede de relações dá corpo, primeiro, à crítica ao ensino Beaux-Arts e, consequentemente, à construção, implementação e transformação do ensino moderno.Pretende-se assim, pela primeira vez, observar, nas duas escolas Portuguesas, o processo paralelo mas diverso de passagem do sistema Beaux-Arts para um novo paradigma de ensinar e fazer Arquitectura, o sistema moderno. Este processo de transformação está na génese da integração da Arquitectura na universidade, sendo uma ferramenta essencial para pensar a formação do arquitecto hoje.

 

Sobre o autor:

Gonçalo Canto Moniz é licenciado em Arquitectura (1995) pelo Departamento de Arquitectura da FCTUC, onde é Professor Auxiliar, membro da Comissão Editorial da e|d|arq e editor da revista JOELHO. É investigador do Núcleo Cidades, Culturas e Arquitectura (CCArq) e membro da Direcção Executiva do Centro de Estudos Sociais da UC. É doutorado pela Universidade de Coimbra (2011) com a tese "O Ensino Moderno da Arquitectura. A Reforma de 57 e as Escolas de Belas Artes em Portugal (1931-69)". Tem investigado e publicado sobre a Arquitectura Moderna em Portugal, nomeadamente sobre os equipamentos liceais, o ensino da arquitectura e os espaços da justiça, sendo autor do livro "Arquitectura e Instrução: o projecto moderno do liceu, 1836-1936" (e|d|arq, 2007).
Sobre os Projectos para a Escola de Belas-Artes, publicou:
Moniz, Gonçalo Canto (2011), "Património e Ensino: Os projectos de ampliação da E(S)BAP [1911-2011]", Património em Construção. Lisboa: LNEC
Moniz, Gonçalo Canto (2010), "Ensino Moderno da Arquitectura: Currículo, Pedagogia, Edifício", Arquitectura 21, 13, pp. 60-65
 

© fundação instituto arquitecto josé marques da silva / uporto / design: studio andrew howard / programação: webprodz