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Sistema de Informação Alcino Soutinho

Câmara Municipal de Matosinhos, 1983. Peça desenhada em papel vegetal, 51x35cm.

No dia 19 de junho de 2014 formalizou-se a assinatura do contrato de doação do arquivo e biblioteca do arquiteto Alcino Soutinho à Fundação Marques da Silva, instituição à qual caberá a responsabilidade de salvaguardar, valorizar e manter a indivisibilidade do acervo transferido, promovendo o seu tratamento técnico, preservação, conservação material, estudo e divulgação, designadamente no âmbito do Centro de Documentação e Investigação de Cultura Arquitetónica (CICA).

O acervo documental e profissional do arquiteto Alcino Soutinho é constituído pela documentação produzida no seu Gabinete de Arquitetura entre 1958 e 2012, relativa a processos de projeto e processos de obra, compostos de peças escritas, peças desenhadas e maquetas, associada a um conjunto bibliográfico formado por livros e periódicos sobre Arquitetura, em geral, editados a partir de meados do seculo XX, mas onde se encontram também representadas temáticas como Teoria da Arquitetura, Detalhes de Arquitetura, Manuais de construção, Equipamentos, Habitação Social, Urbanismo, História/Monumentos, ou mesmo Design e Artes Decorativas.

Estes registos de relevante interesse público, enquanto memória pessoal e testemunho da atividade criadora deste destacado arquiteto português, integrados nos sistemas de informação sobre património arquitetónico que a Fundação Marques da Silva está a desenvolver, em articulação com a Universidade do Porto, representam mais um importante contributo para o conhecimento do processo da Arquitetura em Portugal.

 
 

Alcino Soutinho (1930-2013), figura intrinsecamente ligada à “Escola do Porto”, obteve o seu diploma de arquiteto em 1959, na ainda Escola Superior de Belas Artes do Porto. Desde cedo aliou a prática de projeto à docência, tendo vindo, ao longo da sua vida a participar ativamente no debate e divulgação da arquitetura, seja através de conferências, debates e artigos publicados em livros e revistas da especialidade, seja através do exercício de cargos públicos de relevo em instituições como o Centro Português de Design (1998-2001), a Cooperativa de Atividades Artísticas Árvore (2003-2006) ou a Ordem dos Arquitetos (1999-2002). Enquanto arquiteto, em cerca de 50 anos de uma intensa prática profissional, reconhecida e premiada nacional e internacionalmente, projetou um conjunto alargado de obras que se estende de norte a sul do país e entre as quais bastaria citar o edifício da Biblioteca-Museu Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante  (1977 – Prémio AICA), a recuperação do Castelo de Vila Nova de Cerveira (1982 –  Prémio “Europa Nostra”), o Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira (2001), ou o emblemático edifício dos Paços do Concelho de Matosinhos (1981), ao qual se viria associar, em 1980, a Biblioteca Florbela Espanca, para confirmar o domínio de uma linguagem arquitetónica caracterizada pelo saber técnico, solidez construtiva e uma notável adequação ao lugar e à função.


Consulta Arquivo Digital

Ebook: Jorge Figueira, "Alcino Soutinho, uma apresentação"

Download folheto/cronologia sumária

Intervenção da Presidente do CA da FIMS_19 de julho de 2014

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