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17 de setembro de 2019
Maria José Marques da Silva: arquitetura em várias frentes
Conferência de Jorge Figueira no II Congresso ABRE
Paris, 18 de Setembro, EHESS

"Maria José Marques da Silva: arquitetura em várias frentes" foi o tema proposto por Jorge Figueira para a sua participação no II Congresso da Associação de Brasilianistas na Europa (ABRE). A comunicação, que abordará o projeto, o percurso associativo e o legado institucional daquela que foi a primeira mulher a formar-se em Arquitetura na cidade do Porto, terá lugar amanhã, 18 de setembro, em Paris, integrada no painel "Género, arquitetura e domesticidade modernas", entre as 13h30 e as 16h00.
 

A segunda edição deste Congresso decorrerá na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), entre 18 e 21 de setembro, e vai debater uma grande variedade de temas e disciplinas que tanto vão da arquitetura, literatura, cinema, música, artes plásticas, património, Amazónia, populações ameríndias, como se estendem à história colonial, à ditadura militar, à escravatura contemporânea, às questões raciais e do género, às migrações e questões ambientais, políticas urbanas, desigualdades, entre outros.

 

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16 de setembro de 2019
Fernando Lanhas ou a inquietude do conhecimento
Fernando Lanhas na Serra de Valongo.Fotgrafia de Pedro Lanhas, década de 90

O olhar de Fernando Lanhas a partir de um desconcertante cadeirão vermelho em plena serra de Valongo. Descanso inquisidor num passeio para estudo de fósseis e minerais registado pelo seu filho Pedro Lanhas, na década de 90, a caminho de Mont´Alto. Um registo invulgar de uma invulgar personagem.  Arquiteto de formação, Fernando Lanhas percorreu muitos domínios e saberes. Nasceu a 16 de setembro de 1923. O seu acervo profissional foi doado à Fundação Marques da Silva a 18 de maio do corrente ano.

 

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15 de setembro de 2019
Bartolomeu Costa Cabral arquitetura 1953-2012
"A Ética das Coisas"

Ontem, na Sala do Noviciado do Convento de Cristo, foi assim. Uma conversa moderada por Rui Serrano, com Bartolomeu Costa Cabral, Luís Urbano (vice-presidente da FIMS), Madalena Cunha Matos, Mariana Couto, Pedro Baía, Rui Mendes, Telmo Cruz e Maximina Almeida para falar sobre Arquitetura, sobre a Arquitetura de Bartolomeu Costa Cabral, sobre forma, função e vida, sobre modernidade e contemporaneidade, sobre os reflexos da passagem do tempo na forma de fazer e pensar o ato de projetar, sobre um percurso de grande longevidade, de 70 anos de prática disciplinar, traduzido em duas centenas de projetos, onde a experiência do Bloco das Águas Livres assume um papel matricial.

Encerra hoje "A Ética das Coisas", seguir-se-á a itinerância da exposição, a reedição do livro editado pela Circo de Ideias, agora com o apoio da Fundação Marques da Silva, mas, sobretudo, a abertura de novos caminhos para o entendimento da obra de Bartolomeu Costa Cabral com a doaçao do acervo a esta instituição.

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12 de setembro de 2019
"A Ética das Coisas"
Conferência - Bartolomeu Costa Cabral arquitetura 1953-2012
14 de setembro, 15h00, Convento de Cristo

A conferência "Bartolomeu Costa Cabral arquitetura 1953-2012", a decorrer na Sala do Noviciado do Convento de Cristo, em Tomar, no próximo sábado 14 de setembro, vai proporcionar o encontro entre o arquiteto Bartolomeu Costa Cabral e Luís Urbano (vice-presidente da FIMS), Madalena Cunha Matos, Mariana Couto, Pedro Baía, Rui Mendes, Rui Serrano e Telmo Cruz.
 

Em conjunto, numa conversa informal que pretende tambem alargar-se ao público presente, vão abordar temas como Arquitetura e modernismo; Arquitetura e sociedade; Arquitetura e planeamento; Arquitetura e património; Arquitetura, sensibilidade e afetos; Arquitetura, função e movimento; Arquitetura e luz natural.
 

Esta iniciativa assinala o encerramento da exposição "A Ética das Coisas", a exposição que desde 29 de junho dá a ver 18 projetos exemplificativos dos vários domínios pelos quais se estende a ação do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, desde estabelecimentos de ensino a equipamentos diversos, passando pela habitação individual e colectiva.
 

Refira-se que o arquivo profissional do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral foi recentemente doado à Fundação Marques da Silva, estando em curso o processo da sua integração no Centro de Documentação desta instituição.

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7 de setembro de 2019
Maria José Marques da Silva, uma mulher pragmática e com sentido de futuro

Passam hoje 105 anos sobre o nascimento de Maria José Marques da Silva. Filha de José Marques da Silva, tornou-se a primeira mulher formada em Arquitetura no Porto. Construiu um longo percurso como arquiteta, em parceria com David Moreira da Silva, e não deixou de lutar pela afirmação da disciplina e da classe como dirigente associativa. Mas transversal à sua vida foi também a defesa do legado deixado pelo seu pai, seja em 53, onde a vemos, na foto, a descerrar o fac-simile da assinatura de José Marques da Silva na fachada do Teatro de S. João, no âmbito da homenagem promovida pela ESBAP, a ANBA e o SNA, seja naquela que é hoje a face mais visível da sua ação, a Fundação Marques da Silva.

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6 de Setembro de 2019
As edições da Fundação presentes na Feira do Livro do Porto 2019

A Avenida das Tílias, nos Jardins do Palácio de Cristal, volta a acolher a Feira do Livro do Porto e a Fundação Marques da Silva, de novo no Pavilhão da U.Porto (pavilhão 4), estará também representada com as suas edições.
 

Este ano, a Feira do Livro reunirá 128 expositores – entre editores, livreiros, alfarrabistas, distribuidores e instituições – , distribuídos por 130 pavilhões. A sua programação, que passa por uma homenagem ao professor e ensaista Eduardo Lourenço, a evoção da Viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães e os 50 anos da chegada do homem à Lua, ou a celebração dos 100 anos de Sophia e de Sena, inclui debates, sessões de spoken word, lições, um ciclo de cinema, uma exposição, oficinas, ações de programa educativo e de animação.

A Feira Inaugura amanhã, dia 6 de setembro, às 12h00, e manter-se-á aberta ao público até ao dia 22, de segunda a sexta-feira. Aos sábados e domingos inicia às 11h00. Encerra às 21h30 de domingo a quinta-feira e às 23h00 à sexta-feira e ao sábado. A entrada é livre.

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25 de agosto de 2019
Fernando Távora e a Casa da Covilhã ou a história de um romance
Casa e Quinta da Covilhã, fotografia de Rui Morais, 1992

“De há muito que nos conhecíamos…
Mas só comecei a conhecê-la melhor quando, juntos, iniciámos o romance da sua – e nossa – transformação. Havia que tocar-lhe e tocar-lhe foi um acto de amor, longo e lento, persistente e cauteloso, com dúvidas e certezas, foi um processo sinuoso e flexível e não um projecto de estirador, foi um método de homem apaixonado e não de frio tecnocrata, foi um desenho de gesto mais do que um desenho no papel.
Foram, assim, dez anos de muitos longos gestos e de algum pouco papel, dez anos fixando e decidindo com cautela as transformações que ambos – ela e eu – íamos amorosamente aceitando.
Assim cruzamos as nossas vidas: hoje ela está prosseguindo no seu espaço e no seu tempo e o seu desenho aí está escrevendo e recordando a história do nosso romance.
De há muito que nos conhecíamos.”

(Fernando Tavora, "Prólogo", Fernando Távora, Minha Casa, C3, p. 44-45)

 

Quem assim escreve é Fernando Távora, que neste dia 25 de agosto faria 96 anos. A Casa da Covilhã, em Guimarães, tinha uma longa história a precedê-la quando, em 73, este arquiteto, conhecendo algo da sua alma e do seu corpo, inicia o seu restauro e reabilitação. Passados 10 anos, no final do texto citado, destinado ao catálogo de Onze Arquitectos do Porto. Obras recentes, reconhecia que "agora conhecemo-nos melhor e ambos estamos diferentes".

A Casa, através do seu filho, o arquiteto José Bernardo Távora, continua a perpetuar a história deste romance e mantêm-se literal e simbolicamente viva. O seu valor patrimonial - arquitetónico, histórico, artístico, simbólico - deverá ser em breve reconhecido, estando o imóvel em vias de classificação.

 

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19 de agosto de 2019
Quando a fotografia capta o que o tempo apagou…
José Marques da Silva, Igreja de Cedofeita, [1900] e década de 50

Em Dia Mundial da Fotografia, partilham-se duas fotografias datadas do início do século XX que captam o momento de construção e o interior de um espaço sagrado situado em pleno território do Grande Porto. Mas só um olhar prevenido conseguiria nelas identificar a igreja projetada por Marques da Silva para a Paróquia de S. Martinho de Cedofeita, em 1899, pois a vida e materialidade que exibem há muito foi engolida pelo tempo.

Entre uma e outra imagem, distam quase 30 anos, com a abertura ao culto da Capela Mor a merecer as honras da imprensa: "Foi inaugurada solemnente no domingo a nova igreja de Cedofeita – obra dispendiosa e durante muitos annos paralysada por falta de recursos, mas que o bolso generoso dos catholicos, alguns delles até com sacrifício, conseguiu realizar, não por completo ainda, mas de fórma, a que n’essa igreja pudesse desde já haver o culto divino.” (“A nova igreja de Cedofeita”, Comércio do Porto, 12.11.1929)

Avanços e recuos levariam à parcial demolição da ‘nova’ igreja e centro pastoral, com o consequente abandono da função inicialmente prevista para o que dela restou. Seguir-se-iam propostas de António Agnelo Barbosa de Abreu, Octávio Lixa Filgueiras e Fernando Abrunhosa de Brito, cabendo a Eugénio Alves de Sousa a autoria do projeto para a Igreja finalizada já na década de 70 e que hoje podemos observar na proximidade da Igreja Românica. Confrontar as imagens fotográficas com o lugar é o convite que se lança, um convite para percorrer Cedofeita e descobrir nas imediações do novo templo, a presença fantasmática de outros gostos, vontades e ambições.

Para quem quiser saber mais:

António Tomás Duran Castro concluiu recentemente um trabalho de investigação que traduz um “Olhar crítico sobre a história do centro pastoral da igreja de Cedofeita – Da conceção à concretização”. Estas e outras imagens, bem como o levantamento de material inédito que documenta a longa e peculiar história da construção da(s) igreja(s) de Cedofeita podem agora ser consultados na sua dissertação de Mestrado, orientada por João Luís Marques e recentemente defendida na FAUP.


Sobre o projeto de Marques da Silva pode consultar a Galeria e o Arquivo Digital da FIMS.
 

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16 de agosto de 2019
Octávio Lixa Filgueiras por entre as páginas dos seus livros
António Côrte-Real, Francisco Pereira da Costa, José Luís Tinoco, Octávio Lixa Filgueiras, Carlos Carvalho Dias e Eduardo Iglésias; janeiro 1953

O problema do habitat é uma constante em Octávio Lixa Filgueiras, naquele que foi o arquiteto coordenador da equipa da Zona II do Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal, o professor que promoveu os Inquéritos Urbanos, no âmbito da disciplina de Arquitetura Analítica, o participante ativo em múltiplos encontros, nacionais e internacionais, de arquitetura e urbanismo, ou o autor de textos como “A função social do arquiteto” e “Na Génese da Carta do Habitat”, ambos da década de 60.

Não é por isso de estranhar que, na biblioteca doada à Fundação Marques da Silva, sejam vários os títulos a remeter para esta temática, como é o caso de “La Charte d’ Athènes”, oferecida ‘ao Octávio’ por Fernando Vieira Campos, com os sublinhados a testemunharem uma leitura atenta, ou do livro de Heath Licklider, “Architectural Scale”, adquirido em fevereiro de 67, onde se escondem notas manuscritas sobre Ricci e Savioli, ecos da primeira bienal da Casa Habitada, decorrida em 65, em Florença, e dedicada aos “interiores de hoje”.

Com perto de um milhar de registos relativos a múltiplos domínios e áreas de interesse, a biblioteca profissional deste arquiteto, nascido no Porto a 16 de agosto de 1922, está praticamente inventariada e ficará em breve disponível para consulta.

A fotografia que acompanha esta nota, datada de janeiro de 1953, foi cedida por Carlos Carvalho Dias e foi tirada no atelier de Francisco Pereira da Costa. Da esquerda para a direita estão António Côrte-Real, Francisco Pereira da Costa, João José Tinoco, Octávio Lixa Filgueiras, Carlos Carvalho Dias e Eduardo Iglésias. Desconhece-se quem é o autor do registo.
 

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14 de agosto de 2019
Conferências, conversas e visita guiada marcam encerramento da exposição em Cali

A afluência de público que sempre pautou cada uma das ações que envolveram a participação de Manuel Mendes, Benjamín Barney-Caldas e Andres Erazo, em Calí, foi bem reveladora do interesse suscitado pela Arquitetura dos três arquitetos representados na exposição “El Carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch”. Uma conferência, o conversatório e visita guiada realizados no Museu, marcaram assim o programa de encerramento de uma exposição que se prepara agora para entrar em itinerância. Em paralelo, decorreu ainda uma Aula de abertura do Semestre, por Manuel Mendes, na Faculdade de Arquitectura da Universidade de San Buenaventura.

 

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9 de agosto 2019
"O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)"
Livro de Gonçalo Canto Moniz é novidade na loja online da FIMS

"O Ensino Moderno da Arquitectura: A formação do Arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)", livro de Gonçalo Canto Moniz, publicado em parceria pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento, traça a trajetória de afirmação de um paradigma de ensino moderno da Arquitetura em Portugal. A obra, que parte da análise do quotidiano das duas escolas então responsáveis pela formação dos arquitectos portugueses, permite repensar o papel do arquitecto num período central da arquitectura portuguesa, mas também refletir sobre a escola de Arquitectura hoje, 40 anos depois da sua entrada no sistema universitário democrático. Como refere José António Bandeirinha, no Prefácio deste livro, é um valoroso instrumento para pensar a pedagogia de todos os tempos a partir da viragem do moderno e isso transforma-o num precioso documento, também no campo da teoria e da crítica de arquitectura.


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7 de agosto de 2019
José Pedro Tenreiro, Ventura Terra e o Porto

São pouco conhecidas as ligações de Miguel Ventura Terra ao Porto, ainda que seja esta a cidade onde obtém a sua primeira formação em Arquitetura, onde promove amizades e onde acabará por ser chamado a atuar em vários momentos da sua vida.

José Pedro Tenreiro investigou e traçou o rasto dessas ligações com o território e com os outros profissionais em exercício no Porto de então. Ventura Terra e o Porto é o resultado da investigação realizada.
 

Para aceder a sua leitura e para mais informações, clique aqui.

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2 de agosto de 2019
"O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)"
Palestra e lançamento de livro de Gonçalo Canto Moniz
5 de agosto, Faculdade de Arquitectura da UFB

O livro "O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)", de Gonçalo Canto Moniz, conjuntamente editado pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento, vai ter a sua primeira apresentação pública no próximo dia 5 de agosto, na Faculdade de Arquitectura da Universidade Federal da Bahia (Brasil).
 

O lançamento do livro surge no contexto da conferência e da conversa que Gonçalo Canto Moniz levará a cabo com Nivaldo Andrade e Edson Fernandes, em torno da presença do "ensino moderno" nas práticas pedagógicas contemporâneas.
 

"O Ensino Moderno da Arquitectura: a formação do arquitecto nas Escolas de Belas-Artes em Portugal (1931-1969)" traça a lenta trajetória de construção de um paradigma de ensino moderno da Arquitetura em Portugal, num período particularmente rico da sociedade portuguesa e da cultura arquitetónica internacional. Um período onde se concentram as transformações pedagógicas mais significativas para o entendimento da nossa contemporaneidade. Nele se analisa este processo complexo de formalização de experiências que pretendiam então implementar um corpo teórico e prático comum, internacionalmente reconhecível, nas duas únicas Escolas de Belas-Artes do país, situadas no Porto e em Lisboa. Relações, equilíbrios e tensões são abordados na perspetiva dos seus protagonistas: legisladores, políticos, professores, alunos e arquitetos, bem como dos espaços que os conformam e os refletem.
 

Em breve, o livro passará a estar disponível no mercado nacional.
 

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25 de julho de 2019
Fernando Távora na Colômbia

Depois da conferência de António Armesto, na sessão inaugural da exposição El carácter de la tradición en la arquitectura de Barney, Távora, Coderch (Museo La Tertulia, Cali, Colômbia), será agora a vez de Manuel Mendes, a 1 de agosto, proferir a última conferência do programa de ações paralelas à exposição. O auditório da Cinemateca do Museo será o local onde esta se vai realizar, tendo como título "Fernando Távora . Da circunstância: história tradição moderno, operatividade objetividade autenticidade, humanidade". Seguir-se-á uma conversa com Benjamín Barney e Andrés Erazo.
 

Nesta deslocação à Colômbia, caberá ainda a Manuel Mendes orientar, com Andres Erazo, uma visita guiada à Exposição e, no dia 31 de julho, assinalar a abertura do segundo semestre do Curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitectura da Universidad de San Buenaventura, com uma aula sobre "Álvaro Siza, a naturalidade da síntese na evolução livre do pensar no desenho: talvez recomeçar a viagem?".
 

A exposição El carácter de la tradición en la arquitectura de Barney, Távora, Coderch manter-se-á patente ao público até 18 de agosto.

 

 

 

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17 de julho de 2019
"(EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture", um projeto em busca de um novo olhar para a Arquitetura Portuguesa

Foram ontem reveladas, na Fundação Marques da Silva, as intenções de (EU)ROPA: Rise of Portuguese Architecture. Assumidamente polissémico, transversal e aberto à participação e à internacionalização, este projeto tem como propósito maior devolver um novo olhar sobre a Arquitetura Portuguesa e a sua conexão com o mundo de hoje. Para traçar uma nova perspetiva sobre o que define a sua identidade, a forma como esta foi sendo construída e como se tem vindo a afirmar, propõe dez chaves interpretativas que colocam em diálogo diferentes vozes, gerações, tempos e geografias.

Depois das intervenções dos investigadores responsáveis, Jorge Figueira e Bruno Gil, a definir a estrutura geral do projeto, foi a vez de cada um dos investigadores convidados a coordenar as várias linhas temáticas - Ana Vaz Milheiro, Carlos Machado e Moura, Carolina Coelho, Eliana Sousa Santos, Gonçalo Canto Moniz, José António Bandeirinha, Luís Miguel Correia, Nuno Grande, Patrícia Pedrosa e Rui Lobo - dar a conhecer posicionamentos e metodologias.
Os diferentes prismas de aproximação e questionamento crítico ao fenómeno de ‘ascensão’ e disseminação da Arquitetura Portuguesa passam assim pela sua análise sob o ponto de vista da História, da Historiografia, do Fascismo, do Colonialismo, da Sociedade, da Educação, da Investigação, das Práticas desalinhadas e alternativas ou do Género, do que significa ser Portuguesa.

A sessão, aberta pela Presidente da Fundação Marques da Silva, que sublinhou a relevância da parceria estabelecida com o CES para a concretização de (EU)ROPA: Rise of Portuguese Architecture constituiu um primeiro momento de partilha pública que terá em breve novos desenvolvimentos.
 

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16 de julho de 2019
Newsletter #39 | Julho de 2019

Na Casa-Atelier José Marques da Silva falar-se-á hoje de Arquitetura Portuguesa a propósito do projeto (EU)ROPA: Rise of Portuguese Architecture, primeiro destaque da Newsletter #39.

 

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12 de julho de 2019
Uma viagem para mergulhar nas obras de Hestnes Ferreira
Mergulhando no Sul de Hestnes Ferreira, fotografia de grupo. © Eduardo Nascimento

A fotografia foi tirada em frente à mítica Casa de Albarraque, projetada em 1960, por Raúl Hestnes Ferreira, para o seu pai, o escritor José Gomes Ferreira e reflete bem o ambiente vivido durante a viagem que permitiu visitar 18 obras deste arquiteto por Lisboa, Avis, Beja, Évora, Moita.

Uma viagem que transportou o grupo também para o universo pessoal de Hestnes Ferreira, evocando histórias de infância partilhadas por Pitum Keil do Amaral, ao som das músicas que faziam parte do seu quotidiano.

Esta iniciativa foi organizada por Alexandra Saraiva e Paulo Tormenta Pinto, investigadores do Dinâmia (ISCTE-IUL), e contou com o apoio da Fundação Marques da Silva que teve a representá-la o seu Vice-Presidente, Luís Urbano.

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9 de julhoe de 2019
Apresentação do Projeto "(EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture"
Casa-Atelier José Marques da Silva
16 de julho, 18h30

Com a participação de Jorge Figueira (Investigador Responsável), Bruno Gil (Co-Investigador Responsável) e Ana Vaz Milheiro, Carlos Machado e Moura, Carolina Coelho, Eliana Sousa Santos, Gonçalo Canto Moniz, José António Bandeirinha, Luís Miguel Correia, Nuno Grande, Patrícia Pedrosa e Rui Lobo vai ser apresentado o projeto (EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture: Fundamentals, Platform, Progression. Será no próximo dia 16, na Casa-Atelier José Marques da Silva, com início às 18h30.
 

Sediado no Centro de Estudos Sociais, Universidade de Coimbra, este projeto, que conta com a Fundação Marques da Silva como parceira, tem como objetivo identificar, sistematizar, caracterizar e expor um dos mais celebrados fenómenos da cultura contemporânea – a arquitetura portuguesa – e confrontar a sua história, ideias e métodos, com um mundo em transformação.  Reunindo um grupo de investigadores com pesquisa significativa nesta área, o projeto tira partido das suas experiências no sentido da criação de uma leitura inovadora da arquitetura portuguesa, lançando uma nova dimensão crítica e pertinência global.
 

A entrada é livre.

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5 de julho de 2019
Relatório de Atividades e Gestão - 2018

Encontra-se disponível para consulta pública, o Relatório de Atividades e Gestão correspondente ao ano de 2018.

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1 de julho de 2019
Raúl Hestnes Ferreira em destaque: visita guiada a obras projetadas no sul do país e comunicação de Alexandra Saraiva em colóquio internacional
Raul Hestnes Ferreira na Escola de Benfica - José Gomes Ferreira. Foto de Inês Soares, 2009

Entre 5 e 6 de julho vai-se Mergulhar no Sul de Raúl Hestnes Ferreira. A visita, organizada por Alexandra Saraiva e Paulo Tormenta Pinto, do  Dinâmia ISCTE-IUL, com o apoio da Fundação Marques da Silva, vai permitir revisitar um conjunto significativo de obras projetadas por Raúl Hestnes Ferreira em lugares como Lisboa, Évora, Avis, Beja, Moita ou Albarraque.
 

A antecipar o início do Roteiro, às 9h00 do dia 5, no ISCTE-IUL, será ainda possível assistir à Conferência que reúne os testemunhos de antigos colaboradores do atelier de Raúl Hestnes Ferreira, dos organizadores, de Luís Urbano, em representação da Fundação Marques da Silva, e de Maria de Lurdes Rodrigues, Reitora da IUL.
 

A acompanhar a visita estarão também Ana Tostões, António Bandeirinha, António Batista Coelho e alguns dos antigos colaboradores do atelier de Hestnes Fereira.
 

Já se encontra também disponível para visualização online da comunicação de Alexandra Saraiva para o Colóquio Education, Design and Practice - Understanding skills in a Complex World, que teve lugar em Nova Iorque, entre 17 e 19 de junho, Hestnes Ferreira between European timelessness and North American classicism. Refira-se a propósito que Alexandra Saraiva, ao abrigo de uma Bolsa de Pós-Doutoramento da FCT, investigadora do ISCTE-IUL, com uma tese de doutoramento sobre a influência de Louis Kahn em Raúl Hestnes Ferreira, está a apoiar o processo de tratamento do acervo deste arquiteto na Fundação Marques da Silva.


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27 de junho de 2019
A Ética das Coisas – Bartolomeu Costa Cabral, arquitetura 1953-2012
Exposição
Salas do Noviciado, Convento de Cristo, Tomar
29 de junho a 15 de setembro

Inaugura amanhã, 29 de junho, no Convento de Cristo, em Tomar, a exposição "A Ética das Coisas – Bartolomeu Costa Cabral, arquitetura 1953-2012". Organizada em parceria pela Direcção Geral do Património Cultural – Convento de Cristo e a Delegação do Centro da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional Sul, e conjuntamente com a Comissão da Festa dos Tabuleiros e o Instituto Politécnico de Tomar, a exposição dá a ver 18 projetos exemplificativos dos vários domínios pelos quais se estende a ação do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, desde estabelecimentos de ensino a equipamentos diversos, passando pela habitação individual e colectiva.

A Fundação Marques da Silva, que será a instituição de acolhimento do acervo profissional do Arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, congratula os organizadores desta iniciativa e desde já antecipa que estará, em breve, em condições de poder contribuir para o estudo e divulgação da sua obra, nomeadamente disponibilizando um vasto corpo documental para consulta e investigação.

 

A exposição estará patente ao público até 15 de setembro, nas três Salas do Noviciado, espaço que já acolheu anteriormente projetos expositivos dedicados a Nuno Mateus e José Mateus (ARX Portugal), Souto de Moura, Carrilho da Graça.

 

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26 de junho de 2019
A visita guiada à exposição "e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados"

Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa regressaram ontem ao espaço expositivo por si proposto para a Casa-Atelier José Marques da Silva, juntamente com Luís Viegas, e partilharam com o grupo de visitantes a circunstância e o modo como “e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados” surgiu e se foi estruturando. Paragem de um tempo mais longo, a exposição vai deixando antever o que pode ir oferecendo um acervo ainda em investigação, um conjunto documental com múltiplos sentidos e caprichosas formas de expressão. Mas nela se vão já dando a conhecer testemunhos maioritariamente inéditos de um arquiteto com consciência urbana, para quem o humano informa e conforma, mas sobretudo de um entusiasta do aprender, do reconhecer e do dar a ver.
 

A exposição manter-se-á patente ao público até dia 30 de junho.
 

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25 de junho de 2019
"e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados"
Visita guiada pelos curadores
Hoje, às 18h30

Vai decorrer hoje uma visita guiada por Luís Viegas, Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa à exposição e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados. A exposição, que se manterá patente ao público até 30 de junho, ocupa o piso principal da Casa-Atelier José Marques da Silva. São quatro núcleos documentais, com registos de projeto, pormenores construtivos e de mobiliário, escritos, fotografias, desenhos e cartografias representativos dos muitos interesses de um arquiteto invulgar.

A visita tem início às 18h30.

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23 de junho de 2019
João Queiroz e o "Inova casa p´todos"

Hoje, no dia em que a cidade do Porto se prepara para festejar mais um S. João, passam também 127 anos sobre o nascimento de João Queiroz. A memória documental de projeto e a biblioteca profissional deste arquiteto profundamente ligado à cidade do Porto estão agora a ser analisados por Clara Pimenta do Vale de quem se aguarda, para breve, um olhar renovado sobre a sua obra. Uma análise que procura interpretá-la estabelecendo um diálogo com os cerca de 90 livros integrados no acervo doado em 2015 à Fundação Marques da Silva.
 

Como é já o caso do edifício Inova casa p´todos, situado na Rua da Boavista, um conjunto de habitações económicas projetado em 1930, onde João Queiroz tem de engenhosamente conceber um sistema de acessos que consiga garantir a independência dos 6 inquilinos, distribuídos por dois pisos, e com acessos não partilhados quer às caves quer aos logradouros nas traseiras. Obra construída que só por si explica o interesse por livros como “Da propriedade horizontal ou por andares”, de Luiz da Cunha Gonçalves, ou até mesmo e noutra perspetiva “Decorative Lighting” da Empresa Americana John C. Virden e “Le Luminaire”, livro que apresenta candeeiros e outras luminárias adequadas às novas e modernas formas de iluminação electricas. Mas sobre isso se falará noutra ocasião. Para já fica a recordação da efeméride e o desejo de um bom S. João!

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18 de junho de 2019
Visita Guiada à exposição "e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados"
25 de junho, 18h30, Casa-Atelier José Marques da Silva

Com "e-Nunciar Fernando Lanhas: tópicos desenhados", Luís Viegas, Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa começam a desvendar o pensamento e o processo de projeto de um arquiteto invulgar, Fernando Lanhas. Do mapeamento de lentas transformações aos projetos de habitação unifamiliar e plurifamiliar, passando pela apresentação de elementos de outros projetos como sejam os museológicos ou por escritos e composições singulares, o primeiro piso da Casa-Atelier José Marques da Silva oferece um primeiro olhar imersivo no acervo agora doado à Fundação Marques da Silva.
 

No próximo dia 25, com inicio às 18h30, vai decorrer uma visita guiada pelos curadores à exposição que se manterá patente ao público até ao final deste mês de junho. A participação implica apenas a inscrição prévia através de email fims@reit.up.pt ou por contacto telefónico para 22 5518557. O número máximo de participantes é de 30 e o mínimo de 10.
 

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13 de junho de 2019
Prolongamento da exposição "Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo" até 29 de setembro

Esta é uma das raras exposições que acrescentam matéria ao estudo da arquitetura, ao expor material inédito à luz da museigrafia, da tecnologia e dos parâmetros académicos atuais.

José Pardal Pina, "A exposição de arquitetura como exercício de investigação", in Umbigo

 

Para quem ainda não teve a oportunidade de visitar a exposição patente ao público no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, ainda o poderá fazer até 29 de setembro, de terça a domingo.

Comissariada por Helena Barranha e organizada pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em parceria com a Fundação Marques da Silva, a exposição tece a narrativa de uma longa viagem que vai do tempo de formação de Alcino Soutinho, em Itália, até ao delinear do projeto síntese para o Museu do Neo-Realismo, inaugurado há 12 anos. Um percurso expositivo que mostra a continuada experiência de interpretação do Museu enquanto tipologia arquitetónica, por parte de um arquiteto que sempre afirmou gostar de Museus. E entre os muitos registos da sua praxis, entre viagens e projetos, aí está a exposição para o demonstrar.
 

A entrada é livre.
 

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11 de junho de 2019
"Fundação Marques da Silva vai abrir o seu palacete à cidade"
Artigo de Sérgio Costa Andrade, hoje publicado no Público
Palacete Lopes Martins, foto Nelson Garrido

A Fundação Marques da Silva, em pleno ciclo de expansão e num ano marcado por múltiplas efemérides, tem em curso um plano de renovação e reorganização dos seus espaços. E disso nos dá conta o artigo de Sérgio Costa Andrade, hoje publicado no Jornal Público, "Fundação Marques da Silva vai abrir o seu palacete à cidade".

 

 

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5 de junho de 2019
“Poética Urbana”, o lançamento do livro

Marta Llorente é uma arquiteta sensível e atenta às incidências literárias da arquitetura. É uma arquiteta que lê e que encontra na literatura um dispositivo de interpretação do território urbano, uma ferramenta de pensamento e de ação. Nos textos e poemas que povoam o seu universo pessoal de autores procura a voz, o conhecimento do lugar, a relação dos seres humanos com os espaços que habitam, sejam eles longínquos no tempo ou os recantos periféricos e frágeis das grandes metrópoles dos nossos dias.

Ontem, no lançamento de “Poética Urbana”, numa sessão onde se leu Federico Garcia Lorca e Jaime Gil de Biedma, falou-se de como a cidade se oferece à literatura e de como a literatura pode transformar o nosso olhar sobre a cidade. Entre a conversa da autora com Fátima Vieira e a análise de António Guerreiro, falou-se da consubstancialidade entre cidade e poesia, da cidade enquanto prosa do mundo, da reciprocidade entre texto e cidade, das paisagens urbanas que se identificam com os autores que as representaram e recriaram, como a Lisboa de Pessoa, a Dublin de Joyce ou a Praga de Kafka.

Este livro de Marta Llorente parte da emergência do fenómeno urbano na literatura para colocar em destaque Cervantes, Baudelaire, Eliot, Lorca, Martín Santos, Jaime Gil de Biedma, num percurso que termina… ou se abre às palavras de Javier Pérez Andújar. O seu interessado leitor pode desde já encontrá-lo na loja online da Fundação Marques da Silva. Boa leitura!

 

Mais info sobre o livro "Poética Urbana: a cidade da palavra literária"

 

 

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22 de maio de 2019
"Poética Urbana: A cidade da palavra literária"
Lançamento do livro de Marta Llorente
Apresentação de António Guerreiro e participação de Fátima Vieira
4 de junho, 18h30, Salão Nobre do Palácio do Bolhão

A imagem da cidade, entendida como ideia universal ou como um lugar concreto do mundo, a partir da literatura urbana, isto é, do conjunto de textos que possuem uma intenção estética relativa ao contexto urbano, é o ponto de partida para a autora deste livro. Marta Llorente, conferencista da edição 2016 das Conferências Arquiteto Marques da Silva, propõe-se fazer em Poética urbana. A cidade da palavra literária uma aproximação às relações entre literatura e espaço habitado centrada na tradição literária em língua castelhana, mas sem deixar de estabelecer as suas relações com a literatura europeia, com outras literaturas e cidades que formam os espaços onde tem vindo a desenrolar-se a nossa vida e a nossa cultura.
 

A sessão de lançamento, com apresentação a cargo de António Guerreiro e a participação de Fátima Vieira, Presidente da Fundação Marques da Silva, vai decorrer no próximo dia 4 de junho, no Salão Nobre do Palácio do Bolhão.
 

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21 de maio de 2019
Estação S. Bento: o lançamento da nova edição

A sala da torre do relógio, um espaço de características construtivas singulares situado no torreão norte da Estação de S. Bento, atualmente gerido pelo The Passengers Hostel, mostrou ser o local ideal para acolher o lançamento da segunda edição de "Estação S. Bento. Marques da Silva". Aí se falou do sentido de oportunidade deste livro, de como estes equipamentos se apresentam como palimpsestos, como estruturas de continuidade que preservam a espessura da história e das questões que cada tempo se e lhe coloca. De como esta Estação Central, que foi edificada quando o comboio era o principal meio de transporte da época, com uma modernidade evidente, continua, nos dias de hoje, a ser percorrida por cerca de 11 milhões de passageiros por ano, e a suscitar renovados olhares sobre os seus autores, José Marques da Silva e Jorge Colaço, os seus engenheiros, os seus construtores; sobre o modo e a forma de construir; sobre os valores estéticos que refletem e os contextos políticos que foram cruzando e sobre ela atuaram.

 

O livro, através dos seus três autores, fixa o olhar de um historiador que "viveu" em intimidade profunda com José Marques da Silva, António Cardoso; de um arquiteto que pratica e estuda arquitetura, Domingos Tavares; de uma doutoranda sobre Jorge Colaço, Cláudia Emanuel. Se um nos traz a narrativa histórica, outro acrescenta a reinterpretação do(s) projeto(s), com lugar ainda para a análise dos 26.352 azulejos de Jorge Colaço, naquela que foi a sua terceira grande encomenda e a primeira de outras importante obras também expressas na cidade do Porto.

 

Coube a Raquel Henriques da Silva apresentar o livro e moderar a participação dos autores. Na abertura da sessão, que teve lugar no dia em que passaram 144 anos sobre a ligação ferroviária com o Minho, cena histórica representada na decoração azulejar do átrio, intervieram  Luís Urbano e José Ribeiro, representantes da Fundação e das Edições Afrontamento, respectivamente, instituições co-editoras, e ainda Paula Azevedo, representante da IP Infraestruturas de Portugal, entidade gestora deste equipamento.

 

O livro, profusamente ilustrado, está agora disponível para venda na loja online da Fundação Marques da Silva.

 

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20 de maio de 2019
Lançamento da segunda edição, revista e ampliada, do livro Estação S. Bento
Apresentação por Raquel Henriques da Silva
Com António Cardoso, Domingos Tavares e Cláudia Emanuel
20 de maio, 18h00, Sala da Torre do Relógio (The Passenger Hostel)

Hoje, 20 de maio, às 18h00, no dia em que passam 144 anos sobre a primeira ligação ferroviária Porto-Braga, facto histórico representado na composição azulejar que reveste o átrio da Estação de S. Bento, a Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento vão lançar a segunda edição reformulada do livro "Estação S. Bento".

 

A apresentação da obra será feita por Raquel Henriques da Silva. A abrir  a sessão, que conta com a participação dos três autores - António Cardoso, Domingos Tavares, Cláudia Emanuel -, estarão os representantes das entidades envolvidas na sua organização: Luís Urbano, da Fundação Marques da Silva e José Ribeiro, das Edições Afrontamento, Paula Azevedo, da IP Infraestruturas de Portugal, e Rosa Gomes, da CP Comboios de Portugal.

Vai acontecer na Sala da Torre do Relógio do The Passenger Hostel, situada no último piso da ala norte do edifício da Estação de S. Bento, com entrada a partir da plataforma da Gare

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19 de maio de 2019
O Dia Internacional dos Museus na Fundação Marques da Silva

Em dia Internacional dos Museus, a Casa-Atelier José Marques da Silva abriu as suas portas para dar a ver uma primeira mostra sobre o acervo de arquitetura de Fernando Lanhas. "e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos Desenhados" é a exposição que apresenta a resposta dos três curadores, Luís Viegas, Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa, ao desafio de, a partir da documentação doada à Fundação Marques da Silva, reinterpretar o pensamento e processo de projeto de um arquiteto invulgar, pela constelação de domínios que suscitaram o seu interesse e ação, pela permanente inquietação, pela vontade de tudo compreender. Os tópicos agora e-nunciados, expondo registos maioritariamente inéditos, confirmam a riqueza da documentação doada e apontam promissoras linhas futuras de estudo e investigação sobre Fernando Lanhas.
 

A inauguração da exposição foi assim o momento simbolicamente escolhido para formalizar a doação deste importante núcleo documental à Fundação Marques da Silva, com Luís Urbano, em representação da Fundação Marques da Silva, e Pedro Lanhas, em representação da família de Fernando Lanhas, a proceder à assinatura do contrato de doação. Na ocasião, o Vice-Presidente da Fundação referiu o significado que adquire este gesto no contexto do Centro de Documentação da instituição e da Universidade do Porto, antecipou futuras incorporações, que em breve serão tornadas públicas, e traçou, em linhas gerais, o plano em curso de ampliação de condições de receção, tratamento, estudo e divulgação de acervos de arquitetura. Coube a Pedro Lanhas partilhar a surpresa e o contentamento de estar a (re)descobrir  a obra do seu pai e a Nuno Tasso de Sousa, numa evocação de Abel Salazar, enaltecer a multiplicidade de interesses de Fernando Lanhas como sinal distintivo e qualificador da forma da sua forma de fazer arquitetura e de estar no mundo.
 

A exposição pode agora ser visitada de segunda a sexta, entre as 14h30 e as 17h00.

 

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17 de maio de 2019
e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos Desenhados
18 de maio, 16h00, Casa-Atelier José Marques da Silva
Dia Internacional dos Museus
“registo arqueológico”, Montedor, Viana do castelo

"(...) Parece nada existir sem que tenha acontecido uma razão. (...) Os Homens reparam sempre em tudo o que observam. Reparar é atender ao que desperta uma intuição. (...) O Homem, como fenómeno, continua-se na Arte. (...) O Homem ainda não se adquiriu. A Arte é entretanto."

Fernando Lanhas

 

"e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos Desenhados" inaugura amanhã, às 16h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva. Entre a proposta de uma apresentação do mapeamento das lentas e caprichosas mutações observadas e registadas por Fernando Lanhas, a uma primeira panorâmica sobre os elementos que documentam o seu processo de projeto, no sublinhar das relações instersticiais entre texto e imagem ou da relação simbiótica entre o abstrato e o figurativo, Luís Viegas, Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa traçam um roteiro que nos explica a forma de ver de Fernando Lanhas.

É um roteiro construído a partir do acervo de arquitetura de Fernando Lanhas que amanhã será formalmente doado à Fundação Marques da Silva, com a assinatura do Contrato de Doação. Uma proposta de leitura que mais do que um ponto de chegada é um ponto de partida para novas e continuadas investigações.


A entrada é livre. Contamos com a sua presença!

 

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16 de maio de 2019
"El carácter de la tradición en la arquitectura de Barney, Távora, Coderch"
A inauguração da exposição

Partilhamos algumas fotos ilustrativas do interesse suscitado pela inauguração da exposição "El carácter de la tradición en la arquitectura de Barney, Távora, Coderch", no passado dia 10 de maio, no Museo La Tertulia, em Calí.

A exposição manter-se-á patente ao público até 18 de agosto.

 

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14 de maio de 2019
Newsletter #38 | Maio de 2019

Publicamos hoje a Newsletter #38 com destaque para os vários projetos expositivos, a inaugurar e em curso, bem como o lançamento próximo de duas novidades editoriais.

 

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13 de maio de 2019
e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos Desenhados
Abertura da Exposição e Assinatura do Contrato de Doação
18 de maio, 16h00, Casa-Atelier José Marques da Silva
Dia Internacional dos Museus

A assinalar o Dia Internacional dos Museus, a Fundação Marques da Silva vai apresentar na Casa-Atelier José Marques da Silva, com curadoria de Luís Viegas, Rui Américo Cardoso e Catarina Alves Costa, a exposição e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos Desenhados.
 

Trata-se de uma primeira apresentação de materiais pertencentes ao acervo doado à Fundação e representativos, como constelações, do universo do artista, cruzando alguns dos diversos domínios em que este dividia e multiplicava os seus interesses. A ação, desenhada no contexto da investigação que está atualmente em curso, será ainda circunstância para se proceder à formalização da doação, através da assinatura do Contrato de Doação, a realizar entre os representantes da Fundação, os Professores Fátima Vieira e Luís Urbano, com o representante dos herdeiros de Fernando Lanhas, o Eng.º Pedro Lanhas.
 

Como um enunciado orientado por tópicos desenhados pelo autor, Homem da linha, da letra e do número, na valorização do revelável, o objetivo desta celebração pública é o de “dar a ver” os múltiplos contornos e confrontos, entre o estranhamento e a inquietação, de uma “adequada” prática artística da arquitetura. Este evento, envolverá ainda a exibição do documentário “LH: Saber ver, demora”, de João Trabulo, de 2001, onde se mostra não só o seu percurso biográfico e artístico, como também acompanha momentos da montagem da exposição organizada no Museu de Serralves nesse mesmo ano.
 

A exposição, que se inaugura às 16h00 do dia 18 de maio, manter-se-á patente ao público até 18 de junho. Está também inserida na programação do Dia Internacional dos Museus que, em 2019 reúne a participação de mais de 30 Museus e de mais de 70 atividades propostas ao público.
 

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10 de maio de 2019
Lançamento da segunda edição, revista e ampliada, do livro Estação S. Bento
Apresentação por Raquel Henriques da Silva
Com António Cardoso, Domingos Tavares e Cláudia Emanuel
20 de maio, 18h00, Sala da Torre do Relógio - The Passenger Hostel

No próximo dia 20, com apresentação da historiadora Raquel Henriques da Silva e na presença dos autores - António Cardoso, Domingos Tavares e Cláudia Emanuel - vai ser lançada a segunda edição, reformulada, do livro Estação S. Bento.

A sessão decorrerá na Sala da Torre do Relógio, do The Passenger Hostel, na último piso da ala norte do edifício.
 

Dedicada à génese deste projeto de Marques da Silva, a monografia "Estação S. Bento", da autoria de António Cardoso, publicada em 2007 e atualmente esgotada, tornou-se, pela narrativa, qualidade das ilustrações, documentação e grafismo, um livro de referência. A sua reformulação, refletida nesta segunda edição, que continua a assegurar a valorização da componente gráfica, contempla a integração de novos textos de mais dois autores: Domingos Tavares, para uma análise do(s) projeto(s), e de Cláudia Emanuel, sobre os 20 mil azulejos desenhados por Jorge Colaço para revestir o vestíbulo da Estação.

Trata-se de um projeto editorial realizado conjuntamente pela Fundação Marques da Silva e pelas Edições Afrontamento, que encerra o programa de celebração dos 150 anos do nascimento de Jorge Colaço.
 

 

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8 de maio de 2019
"El carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch"
Museo La Tertulia - Cali (Colômbia)
10 de maio a 18 de agosto de 2019

Benjamín Barney (Colômbia, 1941), Fernando Távora (Portugal, 1923-2005) e José Antonio Coderch (Espanha, 1913-1984). Obras destes três arquitetos, originários de três países distintos e de de três gerações diferentes, é a base desta realização expositiva com curadoria de Andrés Erazo Barco (U. de San Buenaventura, Cali, Colombia), Antonio Armesto (UPC, España) e Manuel Augusto Mendes Soares (U. Porto, Portugal), a qual pretende refletir sobre o ethos, o carácter próprio da Arquitetura.
 

No contexto da Exposição, a obra de Távora evoca a ideia de modernidade permanente, que tão bem expôs na Lição das Constantes, como condição, sentido e valor essenciais da Arquitetura. Explora-se ali o seu interesse pela Arquitetura Portuguesa, erudita e popular, como condição de modernidade. Para o efeito, recorre-se particularmente ao processo projetual da Casa Dr. Ribeiro da Silva, em Ofir, contextualizando projeto e obra numa síntese que se estende ao Mercado Municipal da Feira, Pavilhão de Ténis da Quinta da Conceição e Escola do Cedro, em Gaia. A evocação valoriza e destaca os encontros e intersecções operativas que Távora sempre procurou e sintetizou entre as suas viagens pelos CIAM e por Portugal, nomeadamente pela região do Minho.
 

Na sequência do encontro com Andres Erazo, em 2018, a Fundação Marques da Silva esteve, desde o início, envolvida na evolução deste projeto. Uma ação que se integra no trabalho contínuo, persistente,  em atualização permanente, que esta Fundação desenvolve na promoção da arquitetura portuguesa, do seu estudo e investigação, nomeadamente a pessoa e obra de referência Fernando Távora.
 

"El carácter de la Tradición en la Arquitectura de Barney, Távora, Coderch" inaugura no próximo dia 10 de maio, no Museo La Tertulia, em Cali (Colômbia), onde permanecerá até 18 de agosto. A exposição, que tem um carácter itinerante, percorrerá outros destinos na América do Sul, sendo posteriormente apresentada em Portugal e Espanha.

 

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30 de abril de 2019
"A exposição de arquitetura como exercício de investigação"
O olhar de José Pardal Pina sobre a exposição "Um edifício, muitos museus: Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo"

"Em suma, Um edifício, muitos museus: Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo ensaia a exposição de arquitetura como exercício de investigação, evidenciando linhas de pesquisa variadas, sobre um nome da arquitetura portuguesa que encontra aqui o primeiro passo para uma monografia atualizada. Esta é uma das raras exposições que acrescentam matéria ao estudo da arquitetura, ao expor material inédito à luz das exigências da museografia, da tecnologia e dos parâmetros académicos atuais."

"A exposição de arquitetura como exercício de investigação" ou o olhar de José Pardal Pina sobre a exposição "Um edifício, muitos museus: Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo" publicado na Umbigo.

 

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30 de abril de 2019
Ventura Terra (Seixas, 1866 - Lisboa, 1909)

Miguel Ventura Terra nasceu em Seixas, a 14 de julho de 1866 e veio a falecer em Lisboa, a 30 de abril de 1919, com 53 anos de idade. Formou-se na Academia Portuense de Belas-Artes e, tal como José Marques da Silva, obteve o Diploma de Arquiteto do Governo Francês tendo passado pelo Atelier de Jules André e de Victor Laloux. Enquanto arquiteto foram-lhe atribuídos múltiplos Prémios Valmor: 1903, 1906, 1909 e 1911.
Em Lisboa, deixa a sua assinatura em edifícios como a Maternidade Alfredo da Costa, os Liceus Pedro Nunes, Camões ou Maria Amália Vaz de Carvalho, a Sinagoga de Lisboa e vários Palacetes (como o Palacete Mendonça) e casas unifamiliares na Rua Alexandre Herculano, incluindo a sua própria casa. É de sua autoria o projeto de reconstrução da Câmara dos Deputados, destruída por um incêndio em 1895, e a requalificação do então Palácio das Cortes, hoje Palácio de S. Bento. A norte, bastaria citar o Santuário de Santa Luzia, em Viana do Castelo ou o Hospital de Esposende.
Envolveu-se ativamente na luta pela defesa dos interesses dos arquitetos e pela afirmação do estatuto do Arquiteto. Foi também um ativista político empenhado na construção de uma ordem social mais justa tendo integrado a primeira vereação republicana da Câmara Municipal de Lisboa.
Raquel Henriques da Silva, no catálogo da Exposição sobre a sua obra, promovida pela Assembleia da República, em 2009, sublinha que "como arquiteto e como governante municipal, foi quase sempre com o futuro que se relacionou". Deixou ainda, no seu testamento, manifesta vontade de criar um fundo de pensões para apoiar os que se dedicam ao estudo das Belas Artes nas Escolas de Lisboa e Porto, a quem doou os bens remanescentes da sua herança.

 

Sobre ele se falará hoje na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h30, no âmbito do programa que assinala o centenário da sua morte.

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24 de abril de 2019
Centenário da morte de Ventura Terra
30 de abril
Casa-Atelier José Marques da Silva e Auditório Casa Comum (Reitoria U. Porto)

Uma conversa e a projeção do documentário "Ventura Terra - Projectar a Modernidade" representam os dois momentos de um programa que, no próximo dia 30 de abril, pretende assinalar o centenário da morte de Miguel Ventura Terra.
 

Às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva, Alda Serra e José Tenreiro apresentam o seu olhar sobre este arquiteto cujo percurso formativo, pessoal e profissional se cruzou com o de José Marques da Silva. A abertura da sessão estará a cargo da Presidente da Fundação, Fátima Vieira.
 

À noite, no recém inaugurado Auditório Casa Comum, da Reitoria da U.Porto o programa prossegue com a projeção do documentário “Ventura Terra - Projectar a modernidade” e a intervenção da historiadora Ana Marques.
 

A iniciativa, organizada pela Associação Ventura Terra, conta com o apoio da Fundação Marques da Silva, da Reitoria da U. Porto e da Câmara Municipal de Lisboa.
 

A entrada é livre.

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23 de abril de 2019
Bibliotecas de arquitetos

"Por essa época [na sua passagem pela Escola] houve uma obra do Spengler, A Decadência do Ocidente, que me influenciou muito, porque me abriu a uma visão mais universal do mundo e a outras perspectivas sobre a História, mas, sobretudo, no que respeita ao modo de relacionar as coisas, que às vezes é mais importante do que as próprias coisas. Comecei a perceber, quanto o pensamento de um rei pode gerar um palácio e continuo a verificar que essas relações subterrâneas e complexas são muitas vezes determinantes"

Fernando Távora, Entrevista por Bernardo Pinto de Almeida, 1993, in Prólogo, [C-3]-51.

 

Os livros que os arquitetos vão reunindo ao longo da sua vida, congregando e mantendo próximos da sua esfera pessoal e profissional, e em particular nos seus Ateliers, representam portas privilegiadas de acesso a mundos reveladores das singularidades dos seus coleccionadores, mas também de tantas outras circunstâncias que ditam a sua presença nesses universos. Dos vários acervos recolhidos e reunidos na Fundação Marques da Silva, a vertente das bibliotecas representa assim uma dimensão importante na interpretação desses arquitetos e das suas referências, permitindo múltiplos questionamentos e intersecções. São já mais de 13.000 títulos, dispostos por cerca de 250m lineares, onde se pode encontrar um exemplar de A Decadência do Ocidente que, em jeito de epígrafe, hoje evoca o Dia Mundial do Livro, reconhecendo o seu papel formativo, de transmissor de cultura e informação.

 

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17 de abril de 2019
"e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos desenhados"
18 de maio, 16h00, Casa-Atelier José Marques da Silva

"e-Nunciar Fernando Lanhas: Tópicos desenhados" constitui uma primeira oportunidade para dar a ver conteúdos do acervo doado à Fundação Marques da Silva. Na Casa-Atelier José Marques da Silva serão expostos materiais representativos, como constelações, do universo do artista como o cruzamento dos diversos domínios em que dividia e multiplicava os seus interesses, entre panorâmicas e enfoques, inquietações, despertares, organizações e comunicações.
 

A exposição, com curadoria dos docentes-investigadores Luís Viegas e Rui Américo Cardoso (DiPDArq/MDT/CEAU-FAUP), com a doutoranda Catarina Alves Costa, assinala a participação da Fundação Marques da Silva no programa do Dia Internacional dos Museus. Inaugura dia 18 de maio, às 16h00, mantendo-se depois patente ao público até 18 de junho.
 

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16 de abril de 2019
Manuel Teles, a atualidade de um acervo

Data de 1969 o Estudo de Renovação da Área Urbana da Ribeira-Barredo, coordenado por Fernando Távora para a CMP. Tendo como primeiro comissário Jorge Gigante, em 1974, é fundado o C.R.U.A.R.B., que avança com um programa de defesa desta área urbana, marcada pela degradação e marginalização das suas populações, sem alterar o tecido urbano existente. É também alargado o âmbito da área de renovação face ao estudo desenvolvido em 69, tornando-a extensiva à Fonte Taurina e Reboleira. O ano de 1974 assinala também a criação do S.A.A.L., no Norte coordenado por Margarida Coelho. Manuel Teles é então nomeado elemento de ligação Câmara - F.F.H./S.A.A.L. O Relatório apresentado em 1976 pelo grupo de arquitetos intervenientes na Renovação Urbana da área da Ribeira-Barredo vem assinado por Fernando Távora (consultor), António Madureira, Manuel Teles e Ricardo Figueiredo (C.R.U.A.R.B.), Álvaro Siza, B. Ferrão e Francisco Barata, Francisco Guedes e Rolando Torgo. Entretanto, a construção do Bairro do Aleixo, para alojamento de populações desfavorecidas, sob projeto de Manuel Teles, era já uma realidade. Caberá também a Manuel Teles apresentar uma proposta para intervir no Quarteirão III do Barredo, datada de 1981.

Momentos importantes e de profunda transformação da realidade urbana portuense, documentados no acervo deste arquiteto, doado à Fundação Marques da Silva em 2016, e que começam agora a estar disponíveis para consulta.

Manuel Teles nasceu em Coimbra a 16 de abril de 1936.

 


 

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16 de abril de 2019
Notre-Dame de Paris

Notre-Dame de Paris

Fernando Távora, 9 de setembro de 1962

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11 de abril de 2019
Newsletter #37 | Abril de 2019

A Newsletter da Fundação Marques da Silva regressa com a notícia de um conjunto de iniciativas onde os projetos expositivos surgem em destaque. E são três, em três lugares distintos, a evocar outros tantos arquitetos: em Vila Franca de Xira, com Alcino Soutinho; no Porto, na Casa-Atelier, com Fernando Lanhas; e em Cali, na Colômbia, com Fernando Távora.

 

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3 de abril de 2019
"Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo: do projeto ao edifício, da exposição à cidade"
Visita guiada a Vila Franca de Xira, com Helena Barranha e Pedro Nogueira
13 de abril de 2019

A visita guiada a Franca de Xira vai para além de um lugar e de um tempo. A pretexto do edifício, o Museu do Neo-Realismo, e da exposição que nele agora se apresenta, “Um edifício, muitos museus”, abre-se a possibilidade de aproximação ao projeto e às muitas formas de Alcino Soutinho abordar a arquitetura dos espaços museológicos. E daí a viagem, da formação e da passagem por Itália, aos cerca de 17 projetos por si desenvolvidos. Mas a visita permite também perceber o impacto desta construção, inaugurada em 2007 no centro urbano da cidade. E conhecer o que a atualidade lhe acrescentou, com a visita à Biblioteca Municipal, a Fábrica das Palavras, de Miguel Arruda, inaugurada em 2014, e o arranjo da frente ribeirinha, a cargo do atelier Topiaris-Arquitetura Paisagista.

A orientar a visita, Helena Barranha, curadora da exposição, e Pedro Nogueira, do atelier Miguel Arruda Arquitetos Associados.
Acompanhe-nos!
O valor individual é de 35,00€ (almoço não incluído). Saída do Porto às 8h00, regresso às 20h00.
 

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4 de abril de 2019
17ª Mostra U.Porto
4 a 7 de abril - Largo Amor de Perdição

Inicia-se hoje a 17ª Mostra U. Porto, no Largo Amor de Perdição, junto ao Jardim da Cordoaria (em frente à antiga Cadeia da Relação). Serão 4 dias para dar a conhecer a oferta formativa da Universidade do Porto. Aí estarão presentes todas as Faculdades, Centros de Investigação, Museus, UPTEC e Serviços Centrais. Entre eles a U.Porto Edições, com cerca de 120 título disponíveis onde se incluem vários livros editados pela Fundação Marques da Silva.
 

Do programa da Mostra consta ainda, no dia 7, entre as 11h e as 13h, uma sessão extraordinária da Oficina Didática The Thinking Hand "A Casa do Espaço" (FLanhas, 1958/62), dinamizada pelos Professores Luís Viegas, Rui Américo Cardoso e Assucena Miranda.
 

A Mostra decorrerá nos seguintes horários:
- quinta e sexta-feira: 10h00 » 19h00
- sábado: 11h00 » 20h00
- domingo: 11h00 » 19h00
 

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29 de março de 2019
A Fundação está a mudar

Na aparente pacatez de jardins que orgulhosamente denunciam a chegada da primavera, diluem-se os gestos que vão trazer uma nova vida às casas da Fundação. Espaços há que se esvaziam para receber novos desafios, outros que aguardam renovação, outros ainda já prontos para assumir novas funções. A Fundação está a mudar…

 

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26 de março de 2019
"Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo: do projeto ao edifício, da exposição à cidade"
Visita guiada com Helena Barranha e Pedro Nogueira
13 de abril de 2019

Para assinalar a sua participação no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano devido à quadra pascal antecipada para 13 de abril, a Fundação Marques da Silva, com o apoio do Museu do Neo-Realismo, vai realizar a visita guiada "Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo: do projeto ao edifício, da exposição à cidade".
 

A visita será orientada pelos arquitetos Helena Barranha (curadora da exposição "Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo") e Pedro Nogueira (do atelier Miguel Arruda Arquitetos Associados, autor do projeto Fábrica da Palavra). O roteiro proposto, para além da visita ao Museu e à Exposição atualmente patente ao público, inclui a passagem pela frente ribeirinha e a visita à Biblioteca Municipal/Fábrica das Palavras.
 

Com um custo individual de 35,00 € (almoço não incluído), a visita apenas se realiza com um número mínimo de 15 participantes e máximo de 35. As inscrições podem ser feitas por email: fims@reit.up.pt, ou telefone: 22 55185587.

 

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27 de março de 2019
"Anverso e Reverso
20 folhas volantes com notas e desenhos do Arquitecto José Marques da Silva."
Por: Luís Soares Carneiro

É oportuno recordar — no dia Mundial do Teatro — que no Arquivo da Fundação José Marques da Silva existem, entre muitos outros documentos relativos aos teatros projectados por aquele grande arquitecto, um conjunto de pequenas folhas soltas, escritas e desenhadas dos seus dois lados, com notas, apontamentos, esquissos e registos diversos, mas onde os teatros tem particular relevância. Um breve estudo destas folhas volantes que, tal como as moedas, possuem um anverso e um reverso, dada a ausência de hierarquia das suas faces, será publicado em breve pelo professor e arquitecto Luís Soares Carneiro, desvelando o processo como José Marques da Silva, independentemente do talento que possuía, investigava, estudava e se preparava para a abordagem de temas complexos como o dos Teatros

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25 de março de 2019
Manuel Graça Dias (1953-2019)

Chegou à Fundação em 2016 para nos ajudar a receber Raúl Hestnes Ferreira e dar a ver o filme sobre a Casa de Albarraque. Ocupava-se agora, entre os seus muitos projetos, com a publicação das aulas de Teoria Geral e Organização do Espaço, de Fernando Távora. Esta passará a ser tarefa de outrem. Arquiteto, professor e incessante divulgador de Arquitetura, talvez o mais ativo em Portugal durante as últimas décadas, faleceu ontem, em Lisboa. A obra desenvolvida em parceria com Egas Vieira, no atelier Contemporânea, deixou marcas no território. A sua Arquitetura era viva, optimista e original. Também o era a sua voz, crítica, questionadora, dialogante, a quem hoje prestamos a nossa homenagem.

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22 de março de 2019
Team 10: Debate and Media in Portugal and Spain
Call for papers - JOELHO 10 (2019)
Jerzy Soltan, Alfredo Viana de Lima, Oskar Hansen, Ralph Erskine, Kenzo Tange, no último CIAM de Otterlo, em 1959 (ASP Archive, Warsaw).

Entre 28 e 30 de novembro de 2019, ano em que passam 60 anos sobre o último CIAM, em Otterlo, vai decorrer, na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e com o apoio da Fundação Marques da Silva, o Congresso Internacional «Team Ten Farwest: Critical Revision of the Modern Movement in the Iberian Peninsula, 1953-1981». Com dois encontros preparatórios já realizados (Guimarães, 2017 e Barcelona, 2018), Team Ten Farwest é um projeto de investigação que surge como resposta ibérica ao projeto Team 10 East. Tendo como objetivo explorar as relações de Portugal e Espanha no âmbito dos debates que tiveram lugar em torno das ideias, das obras e dos protagonistas do Team 10, propõe-se debater os processos de recepção e assimilação das ideias deste grupo de arquitetos na revisão crítica do movimento moderno na Península Ibérica.
 

O número 10 da revista Joelho, «Team 10: Debate and Media in Portugal and Spain», coordenado por Nuno Correia, Pedro Baía, Carolina B. García Estévez, em sintonia com a linha temática do Congresso, contexto onde está previsto decorrer o seu lançamento, pretende aprofundar o conhecimento sobre meios de difusão, na Península Ibérica, das ideias surgidas nos encontros realizados pelo Team 10 entre 1953 e 1981.
 
Neste momento, e até 17 de junho, encontra-se aberto o período de submissão de artigos para publicação em função dos três núcleos temáticos propostos: debate; media; protagonistas.

Para mais informações sobre conteúdos, condições de admissão e calendário, consultar Joelho 10.
 
Sobre a fotografia: Jerzy Soltan, Alfredo Viana de Lima, Oskar Hansen, Ralph Erskine, Kenzo Tange, no último CIAM de Otterlo, em 1959 (ASP Archive, Warsaw). Refira-se que esta fotografia acompanhou o ‘call for papers’ do seminário «Team 10 East» (2013), tendo a sua divulgação permitido a Pedro Baía sinalizar o arquiteto que permanecia por identificar como sendo Viana de Lima.

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21 de março de 2019
Porque a poesia vai para além da palavra

Fernando Távora cruza-se com “Mensagem”, o “livro” da sua vida, quando tinha 14 anos. Por volta dos 20 anos, como faz questão de registar em nota de sua autoria junto a um autógrafo de Fernando Nogueira Pessoa que data de 1909, inicia aquela que virá a ser uma das mais importantes coleções particulares de manuscritos, dactiloscritos e impressos deste escritor. Importante pela riqueza dos documentos cuidadosamente reunidos ao longo de décadas, importante pela teia de relações e afetos que dela se desprende. Como no pequeno pedaço de papel onde Mário de Sá Carneiro se dirige a Pessoa, outrora pertença de João Gaspar Simões que Manuel Ferreira adquire e oferece a Fernando Távora, hoje guardado na Fundação Marques da Silva. Porque a poesia vai para além das palavras e se estende à nobreza dos gestos que realça e perpetua a ação de quem os promove.

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18 de março de 2019
3ª Oficina Didática The Thinking Hand "A Casa do Espaço" (FLanhas, 1958/62)
19 de março, 9h00-13h00, Sala TF 2.2 - FAUP

As crianças do Jardim de Infância do Centro Escolar de Folgosa (Agrupamento do Levante da Maia) imaginaram a "Casa do Espaço". Em dezembro passado estiveram na Casa-Atelier José Marques da Silva para partilhar o seu projeto com um físico, Manuel Marques, uma ilustradora, Elsa Lé, um escritor, José António Gomes, futuras arquitetas e Pedro Lanhas, filho de Fernando Lanhas o arquiteto e autor de "A Casa do Espaço", um texto/ensaio desenvolvido entre 1958 e 1962, agora ponto de partida para esta 3ª Oficina Didática "The Thinking Hand". Amanhã, 19 de março, entre as 9h00 e as 13h00, será a vez de objetivarem a concretização de quatro modelos físicos (maquetas) representativos da sua versão da "A Casa do Espaço".

Esta iniciativa, inserida no eixo investigação-ensino da DiPDArq, sob orientação de Assucena Maria Miranda, Rui Américo Cardoso e Luís Viegas, vai realizar-se na FAUP, sala F. 2.2.

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11 de março de 2019
Urban Sketchers visitam “Um Edifício, Muitos Museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo”, acompanhados por Eduardo Salavisa
16 de março, entre as 15h00 e as 18h00

“Um Edifício, Muitos Museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo” acolhe encontro de Urban Sketchers, com a participação de Eduardo Salavisa.
Acontece este sábado, dia 16, entre as 15h00 e as 18h00 e inclui uma visita guiada pela curadora da exposição, Helena Barranha.

"O encontro é aberto ao público em geral, que se poderá juntar ao grupo para participar na sessão. A única condição é trazer a sua paixão pelo desenho e algo onde o fazer."

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7 de março de 2019
TNSJ: 99 anos de um Teatro, 109 de um projeto
José Marques da Silva, Teatro de S. João, Corte longitudinal, 1918

O Teatro de S. João apaga as velas dos seus 99 anos e a Fundação Marques da Silva partilha, em jeito de presente, um corte longitudinal do edifício, um dos muitos documentos que registam o forma como o Teatro foi nascendo, o seu projeto.

 

Desenvolvido entre 1909 e 1918, por José Marques da Silva, o Teatro será inaugurado a 7 de março de 1920. Como faz questão de referir Luís Soares Carneiro, autor de "A Estranheza da Estípite. Marques da Silva e o(s) Teatro(s) de S. João", Marques da Silva conhecia o seu público. Conhecia a sua cidade. Percebia os desejos e as necessidades da burguesia portuense. E soube intuir e interpretar o "mix" de permanência  e novidade que a cidade conseguia compreender e aceitar, entre saudosismo e a inovação. Demonstrou a capacidade de entender as formas, de as manipular e de as reinventar (...).

 

Entidade viva, o TNSJ prepara-se para festejar 100 anos. Parabéns!

 

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1 de março de 2019
Alfredo Matos Ferreira e o projeto para a rua da Friagem

O edifício de habitação coletiva projetado em finais dos anos 50 para a então rua da Friagem foi a primeira obra de certo vulto e expressão urbana desenvolvida por Alfredo Matos Ferreira. Na altura, não tinha ainda concluído o Curso Superior de Arquitetura e partilhava o espaço de atelier com outros colegas (Alberto Neves, Álvaro Siza, António Menéres, Joaquim Sampaio e Luís Botelho Dias). Cuidada construção e organização interna e uma ajustada inserção na zona são características destacadas por Álvaro Siza, que o chegou a habitar e que o considera um contributo para a evolução arquitetónica então em curso. Alfredo Matos Ferreira, na sua “Memória” reconhece a esta experiência conceptual e construtiva o carácter de um verdadeiro estágio profissional. Aí acabará por se instalar, adotando-o enquanto espaço de vida e de trabalho. Num gesto premonitório de tempos ainda distantes, à rua da Friagem virá a ser atribuído o nome de Rua Arquiteto José Marques da Silva.

Alfredo Matos Ferreira nasceu a 1 de março de 1928.
 

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22 de fevereiro de 2019
Os azulejos para a Estação de S. Bento
Espólio Jorge Colaço, Painel Egas Moniz, Museu Nacional do Azulejo

Amanhã, 23 de fevereiro, no Museu de Cerâmica de Sacavém, decorrerá uma conferência que tem como título, A presença de Jorge Colaço na Fábrica de Loiça de Sacavém. Esta iniciativa insere-se no programa que desde 2018 tem vindo a assinalar os 150 anos do nascimento de Jorge Colaço, o autor da decoração do átrio da Estação de S Bento.

 

Num país com séculos de tradição de azulejaria, não surpreende a opção por este material.  A sua utilização traria brilho, luminosidade, leveza e facilidade de limpeza ao espaço, reforçando o caráter monumental e artístico do projeto de arquitetura desenhado por José Marques da Silva. No total foram utilizados cerca de 25000 azulejos, da Fábrica de Sacavém, para 551 metros quadrados. Jorge Colaço, a partir de 1905, iniciou a tarefa de decorar este espaço emblemático, percorrendo um programa que traduziu em propostas de caráter histórico, religioso, pitoresco ou de costumes, em consonância com a ideologia dominante e as características do lugar, do tempo e da geografia ditada pelo sentido das linhas ferroviárias, rematadas por um conjunto de imagens alegóricas. 

 

Do processo criativo destes azulejos, quer o Arquivo da Fábrica de Loiça de Sacavém, quer o Museu Nacional do Azulejo (MNAz), guardam ainda um conjunto significativo de registos. Na imagem, uma fotografia pertencente ao espólio de Jorge Colaço do MNAz, documenta a execução do painel alusivo a Egas Moniz, quando este se apresenta, com a mulher e o filho, ao rei de Leão.

 

O programa celebratório desta efeméride, que reúne o contributo de várias instituições, entre as quais, a Fundação Marques da Silva, será finalizado com publicação de uma nova edição da monografia Estação S. Bento. Marques da Silva, revista e ampliada. Nesta nova edição, juntam-se ao texto de António Cardoso, os textos de Domingos Tavares e de Cláudia Emanuel. O lançamento será anunciado em breve.

 

Outras informações

 

 

 

 

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21 de fevereiro de 2019
"Ruy d´Atoughuia", novo título disponível na loja online da FIMS

A monografia crítica sobre a obra de Ruy Jervis d´Athouguia (1917-2006), da autoria de Graça Correia, editada pelas Edições Afrontamento, já pode ser adquirida na loja online da Fundação Marques da Silva.
 

O livro traça o percurso deste importante arquiteto modernista e integra um conjunto de textos de vários arquitetos (Ana Tostões, Eduardo Souto Moura, Helio Pñon, João Luís Marques, João Pedro Falcão de Campos e João Manuel Santa Rita, José Fernando Gonçalves, Manuel Mateus, Nuno Brandão Costa, Ricardo Carvalho) que nos últimos vinte anos têm partilhado e incentivado o estudo da sua obra, hoje universal.
 

Refira-se que Ruy d´Athouguia marcou a cidade de Lisboa na sua renovação dos anos 1950 a 1970, nomeadamente com a sua intervenção no Bairro de Alvalade, onde desenhou vários edifícios de habitação e duas escolas, e com o desenho da sede da Fundação Calouste Gulbenkian, na avenida de Berna, esta em colaboração com os arquitetos Pedro Cid e Alberto Pessoa.
 

Adquirir livro

 

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18 de fevereiro de 2019
São Torcato, a construção de um Santuário

No passado sábado, em São Torcato, percorreram-se memórias e cruzaram-se leituras que trazem um novo entendimento sobre a história e os sinais de afirmação de um culto cujas origens antecedem a própria nacionalidade, vindo a tornar-se central para esta vila do concelho de Guimarães.


A João Luís Marques, em representação da Fundação Marques da Silva, coube o desafio de reunir e reinterpretar referências e documentos relativos à construção do Santuário que começa a ser idealizado ainda na década de vinte do século XIX - para acolher o corpo de um bispo que viveu entre o século VII/VIII, trasladado da Ermida da Fonte do Santo, local do seu martírio em luta contra os mouros - e que apenas viria a ser concluído já no século XXI. A viagem empreendida para remontar este longo processo evidenciou a qualidade da investigação realizada a partir do acervo desta instituição, integrando o contributo de outros autores, outros arquivos, nacionais e internacionais, e o confronto entre fontes documentais e bibliográficas com o objeto real. João Luís Marques recuperou e reposicionou assim o papel desempenhado por um conjunto de atores que, em função dos respetivos contextos, acabaram por vir a ser determinantes neste processo de materialização de uma vontade que em muito e desde cedo ultrapassa a escala do lugar. Um percurso iniciado por Luís Inácio de Barros Lima, mas com imprevistas passagens por Bruxelas, São Petersburgo, Berlim, Paris ou Porto, cidades influenciadoras da ação de Cesário Augusto Pinto, Ludwig Bohnsted ou José Marques da Silva. A forma do edifício atual, substantivamente afetada pelos atrasos sofridos e a convocar a ação de outra geração de arquitetos para a sua conclusão, Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva, adquire nesta leitura um novo enquadramento, seja no âmbito da história da arquitetura religiosa em Portugal, seja em termos das correntes internacionais oitocentistas.


Uma reconstituição a colocar em evidência a riqueza do acervo da Fundação Marques da Silva e a importância da investigação para a construção de conhecimento que, no caso da Irmandade de São Torcato, servirá também para fundamentar a aspiração de ver futuramente reconhecido o Santuário enquanto Basílica.
 

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14 de fevereiro de 2019
"São Torcato, a construção de um Santuário"
Olhares sobre São Torcato
16 de fevereiro, 14h30, Irmandade de São Torcato

A propósito da construção do Santuário de São Torcato escrevera Fialho de Almeida para ‘Estancias d’arte e da saúde’ (1921):

“(...) tratar-se d´um joujou simplesmente bonito e sem typo, d´essa architectura de thesoura que tira do romão, da renascença e do gothico, bocados que ligam por um processo de salada, dando esse catitismo chamado em architectura moderno, um dos fricassés recosinhados pela chateza dos commis voyageurs francezes de Bellas Artes, sobre a ignorância confusa do antigo.”

Neste cáustico relato dos últimos anos do século XIX torna-se evidente a crítica ao modelo arquitetónico escolhido pelo júri do concurso internacional para o novo santuário minhoto a substituir o iniciado em 1825, segundo o desenho barroco de Luís Inácio de Barros Lima. Após a morte do impulsionador da nova construção, Cesário Augusto Pinto (1825-1896), e do autor do projeto vencedor, o arquitecto russo formado em Berlim, Ludwig Bohnested (1822-1885), foi José Marques da Silva que regressado de Paris acompanhou a encomenda da irmandade de S. Torcato. Ao longo das cinco décadas seguintes o mestre Marques da Silva contribuirá para o fecho da obra herdada e estenderá o projeto ao arranjo do recinto envolvente. O encerramento da cúpula em 2006, idealizada por Marques da Silva e redesenhada por sua filha e genro, fica como marco deste longo processo com mais de 110 anos de duração.
 
Sábado, 16 de Fevereiro pelas 14.30, na Irmandade de São Torcato, João Luís Marques partilhará esta(s) história(s) a partir da investigação centrada no material reunido na Fundação Marques da Silva, como este postal, que nos mostra o que estava construído no momento em que José Marques da Silva é chamado a tomar parte neste processo. Será uma das conferências a apresentar no âmbito do ciclo "Olhares sobre São Torcato".


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8 de fevereiro de 2019
"Um edifício, muitos museus.
Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo"
9 de fevereiro a 26 de maio
Alcino Soutinho, Museu do Neo-Realismo, Estudo prévio, corte 3, 2001

Inaugura amanhã, no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, a exposição "Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo". Uma proposta de leitura do projeto que Alcino Soutinho começa a desenvolver para um espaço concreto e de raiz, em Vila Franca de Xira, em 2001, em plena maturidade, enquanto ponto de convergência das suas aproximações à ideia de museu e de onde irradiam caminhos para abordagens futuras.

 

Aqui se encontram, para a curadora desta exposição, Helena Barranha, referências aos grandes temas da história da arquitetura de museus, de Karl Friedrich Schinkel a Frank Lloyd Wright; como este corte evidencia nesse olhar entre pisos para o vazio vertical que domina todo o circuito expositivo, onde se desenha um percurso ascensional e se acentua a monumentalidade do átrio central.

 

A exposição ficará patente ao público até 26 de maio.

 

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6 de fevereiro de 2019
Newsletter #36 | Fevereiro 2019

Na semana em que se inaugura a exposição "Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo", a Fundação Marques da Silva lança a primeira Newsletter de 2019.

 

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28 de janeiro de 2019
Um "Palácio" que continua a "fazer" cidade

O Palácio do Comércio foi "concebido de modo a poder contribuir em elevado grau para a plena valorização estética e funcional do núcleo central citadino, (...) tanto pela sua privilegiada situação, grande composição, invulgares dimensões, como pelos nobres e ricos materiais" (Memória Descritiva, 1946). Projetado por David Moreira da Silva e Maria José Marques da Silva, tinha por objetivo ser, "para os vindouros, um bem marcante, expressivo e dignificador"  da época que o viu nascer. 
 

Concluída em 1954, a construção deste edifício quarteirão testemunha o empreendedorismo visionário de Delfim Ferreira e a competência dos arquitetos designados para o conceber e materializar. Na cidade de hoje, o Palácio do Comércio continua a ser uma referência monumental singular, pela organização e composição volumétrica, espacial, formal e construtiva dum organismo arquitetural coeso na expressão das suas qualidades morfológicas, funcionais, plásticas. 
 

Voltamos o nosso olhar para este edifício que trouxe uma nova matriz para a zona central do Porto, dando a ver um dos muitos desenhos de pormenor, no dia em que passam 110 anos sobre o nascimento de David Moreira da Silva, um dos dois arquitetos que assinam o seu projeto final, mas também o autor, ainda em 1940, do primeiro estudo a antecipar a presença de um "bloco quarteirão" como resposta ao desejo municipal de reformulação deste território urbano.
 

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25 de janeiro de 2019
"Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo"
Exposição
9 de fevereiro a 26 de maio de 2019
Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira

Inaugura, no próximo dia 9 de fevereiro, pelas 16h00, a Exposição “Um edifício, muitos museus. Alcino Soutinho e o Museu do Neo-Realismo”, numa parceria entre a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira/Museu do Neo-Realismo e a Fundação Marques da Silva.

Com curadoria de Helena Barranha, a Exposição “propõe uma leitura do Museu do Neo-Realismo enquanto espaço de convergência de várias viagens, pesquisas e projetos museológicos que marcaram a vida e a obra de Alcino Soutinho. Articulando os registos dos museus visitados, em diferentes países, e os espaços expositivos que ele próprio desenhou, a exposição procura evidenciar o modo como o Museu do Neo-Realismo reflete e sintetiza exemplarmente essas múltiplas referências, relacionando-as com a especificidade do contexto urbano de Vila Franca de Xira e com um programa museológico singular.”

 Ficará patente ao público até 26 de maio de 2019 e é de entrada livre.
 

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18 de janeiro de 2019
"Olhares sobre São Torcato"
Conferências de José Afonso Ferrão, Aires Fernandes, Maria Inês Gonçalves, João Luís Marques e Dom Jorge Ortiga
16 de fevereiro 2019 | 14h30 | Irmandade de São Torcato
José Marques da Silva, Cartaz para a Romaria de São Torcato, 1898

No próximo dia 16 de fevereiro, na Irmandade de São Torcato, em Guimarães, um painel alargado de especialistas vai apresentar o seu olhar sobre São Torcato. Trata-se de um ciclo de conferências organizado pela Irmandade com o objetivo de promover novas leituras sobre o Santo, sobre o culto e sobre o templo erigido em sua honra, sob múltiplas perspetivas: histórica, artística, arquitetónica e religiosa. O Santuário atualmente existente, cuja construção se inicia em 1871, resulta do contributo de vários autores, com particular destaque para José Marques da Silva, a desenvolver múltiplas intervenções ao longo de várias décadas, e de Maria José e David Moreira da Silva que o vão finalizar.
 

João Luís Marques, em representação da Fundação Marques da Silva que assim se associa a esta iniciativa, desenvolverá o tema São Torcato, a construção de um santuário - leitura do projeto a partir do espólio de Marques da Silva.
 

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17 de dezembro de 2018
Boas Festas!

É com uma fotografia do acervo do Arquiteto Fernando Lanhas, trabalhada por Rui Guimarães, que a Fundação Marques da Silva deseja umas Boas Festas e um excelente Ano Novo!

 

Aproveitamos para informar que, entre 24 de dezembro e 1 de janeiro de 2019, a Fundação se encontra encerrada.

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7 de dezembro de 2018
O projeto de Alfredo Leal Machado para os Paços de Concelho de Porto de Mós: o que nos pode dizer uma planta?
Alfredo Leal Machado,Projeto de ampliação e reforma dos Paços de Concelho de Porto de Mós: planta, s.d.

Em 1939, Alfredo Leal Machado assina o projeto para a construção dos Paços do Concelho de Espinho. No acervo que a Fundação preserva deste arquiteto, formado na década de 20, no Porto, encontra-se igualmente documentado um projeto de ampliação e reforma dos Paços de Concelho de Porto de Mós. Desconhece-se a data do projeto ou o grau de execução, mas a planta, para além do seu traço de arquiteto, devolve-nos o retrato de um tempo. Observem-se as funcionalidades, a escala dos espaços ou a sua distribuição na planta do rés-do-chão.


Alfredo Leal Machado nasceu a 7 de dezembro de 1904.
 

Alfredo Leal Machado,Projeto de ampliação e reforma dos Paços de Concelho de Porto de Mós: planta, s.d.
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2 de dezembro de 2018
Uma revisitação do Hotel D.Henrique em dia de aniversário

O Hotel D. Henrique, projetado em meados da década de 60 por José Carlos Loureiro, com a colaboração de Luís Pádua Ramos e Carlos Chaves de Almeida, para o empresário e banqueiro Afonso Pinto de Magalhães, continua, ainda hoje, a destacar-se na paisagem urbana do Porto.

 

A torre, de 18 pisos, construída a poucas centenas de metros da Câmara Municipal, ergue-se como uma escultura, como um objeto inteiro, ainda que organicamente modelado, para rematar um quarteirão compacto. As diretivas do Plano Diretor Municipal de Auzelle, de 1962, e a proximidade de um edifício não habitacional, o Silo-auto, permitiram a conquista de altura num terreno irregular que acentua essa verticalidade e optimiza um jogo de luz e sombras que se estende da fachada aos espaços interiores.

 

Com a partilha de dois desenhos para estudo da determinação das entradas de luz durante o solstício de verão e os equinócios, desejamos um feliz aniversário ao seu autor, que hoje celebra 93 anos. Parabéns, Senhor Arquiteto José Carlos Loureiro!

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30 de novembro de 2018
"O percurso associativo dos Arquitectos portugueses"
Até 11 de fevereiro de 2019, na Sede da OASRN

Primeira página do documento de trabalho não datado dos estatutos da Sociedade dos Arquitetos do Norte, com apontamentos manuscritos de José Marques da Silva. Refira-se que Marques da Silva, ativamente empenhado na criação da Sociedade de Arquitetos do Norte, assume em 1920 a função de Presidente da Comissão Organizadora dos Estatutos. Dela faziam parte, Correia da Silva, Balatzar de Castro, António Peres Guimarães, Francisco de Oliveira, Leandro de Morais e Rogério de Azevedo.

 

Inaugurou ontem, com curadoria de Ana Isabel Ribeiro e Cláudia Antunes, a exposição "O percurso associativo dos Arquitectos portugueses".
 

A iniciativa, organizada no âmbito da celebração dos 20 anos da criação da Ordem dos Arquitectos, oferece a possibilidade de percorrer os principais momentos de criação do movimento associativo da classe, a nível nacional e do Norte do País, reunindo um conjunto extenso de documentos, onde constam alguns até agora inéditos, pertencentes ao acervo da Fundação Marques da Silva.
 

Até 11 de fevereiro do próximo ano poderá ser visitada de segunda a sexta feira, entre as 10h00 e as 19h00, na sede da OASRN (Rua Álvares Cabral, 144).
 

+ info: www.oasrn.org

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28 de novembro de 2018
Imaginando a "Casa do Espaço"

E as crianças do Jardim de Infância do Centro Escolar de Folgosa (Agrupamento do Levante da Maia) vieram à Casa-Atelier José Marques da Silva para imaginar a Casa do Espaço. Tinham à sua espera um físico, um escritor, uma ilustradora, futuras arquitetas e até Pedro Lanhas, o filho do arquiteto que sonhou uma Casa do Espaço. Juntos, continuaram a traçar os contornos dessa Casa que tinham já começado a sonhar. Ela vai continuar a crescer, entre planetas e galáxias que vão ganhando forma ao sabor da fantasia de quem lhe está a dar vida. Seguir-se-á, no início do próximo ano, a Oficina Didática The Thinking Hand, na Faculdade de Arquitectura da UPorto, para construção de modelos tridimensionais.

 

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27 de novembro de 2018
"O percurso associativo dos Arquitectos portugueses"
Sede da Ordem dos Arquitectos - Secção Regional Norte
de 29 de novembro de 2018 a 11 de fevereiro de 2019

"O percurso associativo dos Arquitectos portugueses" é o título da exposição que vai inaugurar no próximo dia 29 de novembro, às 18h00, na sede da OASRN.

Com curadoria da Dr.ª Ana Isabel Ribeiro e da Arquitecta Cláudia Antunes, a exposição propõe uma abordagem à história associativa dos Arquitectos portugueses e ao reconhecimento e valorização da profissão de Arquiteto, do século XV ao século XXI. A Fundação Marques da Silva, entidade detentora de um expressivo conjunto de documentos relativos a este percurso, com particular destaque para registos relativos à ação desenvolvida por José Marques da Silva e pela sua filha e genro, Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva, associa-se à celebração dos 20 anos da Ordem dos Arquitectos e apoia esta iniciativa que dará a conhecer os momentos fundamentais de um processo iniciado em 1863, com a fundação da Associação dos Arquitectos Civis Portugueses.
 

+ info www.oasrn.org
 

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26 de novembro de 2018
A "casa do espaço" das crianças do Jardim de Infância de Folgosa

As crianças do Jardim de Infância de Folgosa já cestão a trabalhar sobre a Casa do Espaço de Fernando Lanhas. Entre diversas atividades e experiências, do desenho à pintura de "seixos", começaram a imaginar e a contar a história da Casa do Espaço:


"A casa do espaço está no planeta terra. Não tem teto. Tem uma porta. À direita da porta tem um armário onde se arrumam as "coisas". À esquerda tem uma cozinha. Na cozinha existe uma mesa redonda com uma toalha quadrada às florzinhas rosa, amarelo e verde. Existem também quatro bancos redondos. No frigorífico há muita comidinha e, para descansar, um sofá quentinho e uma televisão para os desenhos animados. Da porta de entrada veem-se umas escadas. Dessas escadas sai um corrimão.
Fora da casa do espaço existe um parque para fazer umas belas brincadeiras, tem piscina, caixa de areia, dois baloiços e relva com florzinhas. Temos que as regar e falar-lhes coisas bonitas.
O corrimão leva-nos ao espaço, onde se veem coisas que nos deixam boquiabertos. A primeira paragem é no planeta Vénus, que é um coração cor-de-rosa porque é o planeta do Amor. A seguir passamos para Saturno, que é castanho e tem um anel muito giro. O corrimão leva-nos até Júpiter, que é verde porque é lá que moram os extraterrestres, que são meninos e meninas verdes.
Dos planetas conseguimos ver coisas maravilhosas, naves e foguetões. Nas naves vão os extraterrestres e nos foguetões os astronautas.
É tudo muito lindo e espetacular!"

Amanhã, estarão na Casa-Atelier José Marques da Silva para um encontro com Manuel Marques, físico, Elsa Le, artista plástica, José António Gomes, escritor, e las estudantes de arquitetura Ana Gabriela Gomes, Rute Castro e Inês Giro.
 

 

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24 de novembro de 2018
As casas geminadas de Queijas ou a construção enquanto fundamento da forma arquitetónica
Raúl Hestnes Ferreira, Casa de Queijas, fotografia de Manuel Miranda

Raúl Hestnes Ferreira, Casa de Queijas (1968-1973), fotografia de Manuel Miranda  

"Na concepção desta casa, com um programa invulgar, destinada a duas famílias com várias gerações, para melhor inserção no local optou-se por uma dominante vertical para tirar o melhor partido de um terreno não muito desafogado. (...) Para dar mais “peso” e consistência à sua construção, e ao seu desenho complexo, ao desenho e permitir uma melhor manutenção da casa, optámos pela construção em tijolo aparente, de escassa tradição no país após as construções industriais ribeirinhas do início do século XX, e que, se por um lado se revelou muito exigente na sua concepção, para não banalizar o material, por outro estimulou o construtor e o encarregado da obra que lhe dedicaram o saber dos velhos mestres e operários portugueses." Assim se refere Raúl Hestnes Ferreira ao projeto para as Casas de Queijas (Oeiras), iniciado em 1968 e concluído em 1973.  
 
Esta obra constituiu o primeiro exemplo prático de aplicação de fachada autoportante em Portugal e teve honras de capa na revista Arquitectura, nº 129, de 1974. Serviu também como primeiro ensaio para o que viria a ser mais tarde aplicado em obras como a Casa da Cultura e da Juventude de Beja ou a Agência da Caixa Geral de Depósitos de Avis.
 
Raúl Hestnes Ferreira nasceu a 24 de novembro de 1931.

 

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20 de novembro de 2018
Oficina Didática The Thinking Hand “A Casa do Espaço” de FLanhas
27 de novembro, 9h30, Casa-Atelier José Marques da Silva

No próximo dia 27 de novembro, a Casa-Atelier José Marques da Silva vai receber 24 crianças do Centro Escolar de Folgosa (Agrupamento do Levante da Maia). Vêm acompanhadas da Professora/Educadora Assucena Maria Miranda e serão recebidas por Manuel Marques, físico, Elsa Le, artista plástica, José António Gomes, escritor, e pelas estudantes de arquitetura Ana Gabriela Gomes, Rute Castro e Inês Giro, para, a partir do texto/ensaio "A Casa do Espaço", de Fernando Lanhas, "imaginar" em conjunto os múltiplos sentidos e estímulos potenciadores de modelos tridimensionais a realizar posteriormente na 3ª Oficina Didática The Thinking Hand, na Faculdade de Arquitectura da UPorto.
 

Trata-se da segunda iniciativa proposta por Luís Viegas e Rui Américo Cardoso no âmbito do programa de celebração da doação do acervo de arquitetura de Fernando Lanhas à Fundação Marques da Silva, do qual são os comissários.

A deslocação das crianças orientadas pela Professora/Educadora Assucena Maria Miranda, realizada com o apoio do Pelouro da Educação e Cultura da Câmara Municipal da Maia, é representativa da rede: Junta de Freguesia de Folgosa, Federação das Associação de Pais do Concelho da Maia – FapMaia, Pais de Folgosa em Rede e Lar de Dia de Vilar de Luz.

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19 de novembro de 2018
Giorgio Grassi, no Porto, conversa com estudantes e assina protocolo

Giorgio Grassi regressou ao Porto e cumpriu-se a prometida conversa com um auditório lotado e rendido à condição de estudante da sua obra, escrita e projetada.

O lançamento de Escritos escolhidos, 1965-2015 foi o pretexto para este encontro, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitetura da UPorto, onde todos os intervenientes sublinharam a pertinência e atualidade do pensamento de Giorgio Grassi. A constelação de textos reunidos nesta antologia - com desdobramentos e remissões para domínios que extravasam o campo da arquitetura, diluindo a diacronia no diálogo encetado com figuras deste e de outros tempos, refletindo sobre a forma de fazer e o modo e olhar para a disciplina e para a cidade enquanto espaço de intervenção – constituiu-se assim matéria de reflexão e debate sobre o pensamento de um arquiteto que escreve para responder às questões que sempre o assaltaram enquanto arquiteto que projeta. Um conjunto significativo de textos produzidos ao longo de um simbólico arco temporal de 50 anos, que ajuda a compreender e questionar a realidade do nosso tempo e que, através do projeto Giorgio Grassi, opera omnia sic, coleção onde se inscreve o livro, passou a estar disponível em português.

O desafio que constitui o gesto de traduzir um autor também foi referido nesta conversa. E foi para ultrapassar a mera leitura, da vontade de compreensão dos interstícios da escrita de Giorgio Grassi, que José Miguel Rodrigues, um admirador confesso da obra e da linha de pensamento de Giorgio Grassi, partiu para Giorgio Grassi, opera omnia sic, a proposta de tradução que a Fundação Marques da Silva acolheu. Depois de dois volumes publicados, este projeto editorial acaba de receber um importante incentivo e reconhecimento por parte de Giorgio Grassi com a assinatura, na passada sexta-feira, no decurso de uma visita à Fundação Marques da Silva, do protocolo onde são cedidos os direitos exclusivos de tradução para língua portuguesa a José Miguel Rodrigues, autor e coordenador científico do projeto de tradução, à Fundação Marques da Silva, enquanto editora responsável pela sua publicação, e à Faculdade de Arquitectura da UPorto, enquanto entidade apoiante.

 

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16 de novembro de 2018
Arquitetura e Património: sem redoma de vidro
Vídeo da Conferência Marques da Silva 2018 já disponível

Foi no passado dia 25 de outubro, na Faculdade de Arquitectura da UPorto, no âmbito das Conferências Marques da Silva, que Nuno Valentim foi convidado a falar sobre Arquitetura e Património: sem redoma de vidro.

O vídeo da conferência, realizado pela TVU, já se encontra disponível para quem não viu ou quem deseje rever.


Para aceder ao vídeo, clique aqui

 

 

 

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15 de novembro de 2018
Newsletter #35 | novembro 2018

A poucas horas de uma Conversa com Giorgio Grassi, tempo ainda para se publicar a Newsletter #35.

 

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15 de novembro de 2018
Giorgio Grassi, José Miguel Rodrigues, Eduardo Souto de Moura, Carlos Machado e Marco Ginoulhiac
Conversa com estudantes #2
Hoje, às 18h30, na Faculdade de Arquitectura da UPorto

Escritos Escolhidos, 1965-2015, a mais completa antologia de textos de Giorgio Grassi, com tradução e nota introdutória de José Miguel Rodrigues, foi recentemente publicada pela Fundação Marques da Silva, em parceria com as Edições Afrontamento. Aí se reúne igualmente um conjunto invulgar de ilustrações que acompanha a cadência do texto escrito e dá a ver simpatias e pressupostas afinidades que, inevitavelmente, contribuem para dar forma aos seus projetos.

Hoje, no Auditório Fernando Távora, Giorgio Grassi, a propósito desta publicação, vai regressar à Faculdade de Arquitetura da UP (FAUP) para uma conversa com estudantes, mas aberta a todos os interessados na obra e pensamento deste arquiteto que projeta e escreve. A acompanhar Giorgio Grassi estarão José Miguel Rodrigues – autor, coordenador e tradutor do projeto de tradução integral da obra escrita de Giorgio Grassi para português (Giorgio Grassi, opera omnia sic) – e três arquitetos e professores da FAUP ligados, por razões diferentes, à sua obra: Eduardo Souto de Moura, Carlos Machado e Marco Ginoulhiac.

A antecipar e preparar esta conversa, realizou-se na passada terça-feira, 13 de novembro, uma conversa com estudantes #1, organizada pelo ciclo Matéria. conferências brancas, que assim se associou a esta iniciativa. Esta primeira conversa foi moderada por Joana Couceiro e contou com a presença dos organizadores do ciclo, José Miguel Rodrigues, Hélder Casal Ribeiro e Pedro Borges de Araújo.

Esta segunda conversa decorrerá em português e italiano, estando assegurada a interpretação linguística. A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço.

A Conversa com estudantes #2 é uma iniciativa da Fundação Marques da Silva, que conta com o apoio da FAUP, do ciclo Matéria. conferências brancas, da Associação de Estudantes da FAUP. A Conversa com os estudantes #1 é uma iniciativa da Matéria. conferências brancas, que conta com o apoio da FAUP, da Fundação Marques da Silva, da Associação de Estudantes da FAUP. As duas iniciativas foram patrocinadas pela empresa JOFEBAR.
 

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13 de novembro de 2018
sobre Giorgio Grassi | conversa de estudantes #1
Biblioteca da FAUP, 21h30

Uma primeira conversa "sobre Giorgio Grassi", com "Escritos Escolhidos, 1965-2015" como pano de fundo acontece hoje, às 21h30, na Biblioteca da Faculdade de Arquitectura da UP.

Com moderação a cargo de Joana Couceiro, conta ainda com a participação de José Miguel Rodrigues, tradutor e autor da nota introdutória do livro, e de Hélder Casal Ribeiro e Pedro Borges de Araújo, organizadores do ciclo Matéria.conferências brancas.

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

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09 de novembro de 2018
Giorgio Grassi, Escritos Escolhidos, 1965-2015
Giorgio Grassi: Groningen, biblioteca pública, fachada voltada à Oude-Boteringestraat

Giorgio Grassi: Groningen, biblioteca pública, fachada voltada à Oude-Boteringestraat
 

De um ponto de vista prático, um projecto (por exemplo um edifício) é sempre e em qualquer caso uma transformação do que existe antes (o lugar) e a relação entre os dois não pode ser certamente ignorada. Dos dois, o que tem já uma forma (que já deu a sua resposta) é o lugar, por isso, teoricamente, mas também tecnicamente, é o projecto que se conforma ao lugar. Mas do ponto de vista prático, neste encontro modifica-se igualmente o lugar (o lugar assume uma nova forma). E isto quer dizer que quando fazemos um projecto, para todos os efeitos projectamos também um seu lugar. (Giorgio Grassi, Escritos Escolhidos 1965-2015, p. 369)

 

No próximo dia 15, às 18h30, Giorgio Grassi estará na Faculdade de Arquitetura da UP (FAUP) para responder às questões lançadas a propósito do recente lançamento de Escritos Escolhidos 1965-2015, o segundo volume a ser publicado no âmbito da coleção Giorgio Grassi opera omnia sic. Nesta conversa, que se sucederá a uma conversa organizada no dia 13 pelo ciclo Matéria.conferências brancas, Giorgio Grassi estará acompanhado do tradutor e autor deste projeto editorial, José Miguel Rodrigues, de Eduardo Souto de Moura e de Carlos Machado. Marco Ginoulhiac assegurará o diálogo entre o público e Giorgio Grassi, traduzindo questões e respostas.

 

A sessão do dia 15, Conversa com estudantes #2, é uma iniciativa da Fundação Marques da Silva, que conta com o apoio da FAUP, do ciclo Matéria. conferências brancas, da Associação de Estudantes da FAUP (AEFAUP) e da empresa JOFEBAR que patrocina a iniciativa.

A Conversa com os estudantes #1 é uma iniciativa da Matéria. conferências brancas, que conta com o apoio da FAUP, da Fundação Marques da Silva, da Associação de Estudantes da FAUP (AEFAUP) e da empresa JOFEBAR que patrocina a iniciativa.

 

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8 de novembro de 2018
Rui Goes Ferreira e o reconhecimento do lugar
Rui Goes Ferreira, estudo para um abrigo no Miradouro do Pico do Areeiro, no Funchal, 1964

Rui Goes Ferreira torna-se arquiteto no Porto, durante a década de cinquenta, mas será na Madeira que a sua obra vai ganhar plena expressão. Atento ao lugar, ao seu contexto urbano e paisagístico, projeta em sintonia com os princípios modelares de uma formação moderna, mas sensível às preocupações e necessidades de uma comunidade com um caráter muito particular. Como, a título de exemplo, no arranjo e proposta de construção de um abrigo para o Miradouro do Pico do Areeiro. Este abrigo foi entretanto demolido, mas resiste na memória fotográfica e documental, como o exemplifica este estudo, a caneta e lápis sobre papel vegetal, de 1964.

 

A recente transferência do espólio deste arquiteto, nascido a 8 de novembro de 1926 e prematuramente falecido em 1978, para a Fundação Marques da Silva vai possibilitar novas aproximações ao seu legado, criando um contexto favorável à realização de ações que promovam o conhecimento e estudo de uma arquitetura que ainda hoje marca o território onde foi construída.

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6 de novembro de 2018
Alcino Soutinho e a construção de um olhar próprio sobre a organização dos espaços museológicos

Em 1960, jovem arquiteto, Alcino Soutinho, dirige-se a Itália para visitar vinte museus. Foi na condição de bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e no cumprimento de um programa de estudos sobre museologia. Dessa longa estadia, para além do Relatório, sobrevivem testemunhos vários que reflectem o olhar atento do arquitecto às diferentes escalas, desde o enquadramento global e a organização do espaço arquitectónico, até aos detalhes construtivos das soluções museográficas visitadas. Como é o caso deste esquisso do Castelo Sforzesco, em Milão, retirado de um dos seus cadernos de esquissos. Uma aprendizagem que viria a refletir-se nos múltiplos projetos desenvolvidos ao longo da sua carreira e que serão agora alvo de uma revisitação a propósito da exposição que o Museu do Neo-Realismo, decorrida mais de uma década sobre a inauguração do edifício projetado por Alcino Soutinho, se prepara para apresentar, com curadoria de Helena Barranha e em parceria com a Fundação Marques da Silva.
 

Alcino Soutinho, nasceu a 6 de novembro de 1930.

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6 de novembro de 2018
Conversa(s) com estudantes sobre Giorgio Grassi
#1 | 13 de novembro, 21h30, Biblioteca FAUP
#2 | 15 de novembro, 18h30, Auditório Fernando Távora da FAUP

A pretexto do recente lançamento do livro Escritos Escolhidos, 1965-2015, Giorgio Grassi vai regressar ao Porto e à Faculdade de Arquitetura da UP para, no que resulta de uma parceria entre a Fundação Marques da Silva e  Matéria. conferências brancas, participar uma sessão que elege os estudantes como seus principais interlocutores.
 

A  ter lugar no dia 15 de Novembro, no auditório Fernando Távora às 18h30, "conversa com estudantes #2" contará, para além da participação do autor do livro, com José Miguel Rodrigues - autor, coordenador e tradutor do projeto de tradução integral da obra escrita de Giorgio Grassi para português (Giorgio Grassi, opera omnia sic) - e três arquitetos, por razões diferentes, interessados na obra de Giorgio Grassi: Eduardo Souto de Moura, Carlos Machado e Marco Ginoulhiac. Mas todos os presentes neste lançamento, que decorre com o livro já em circulação, estão convidados a interpelar o autor. É neste sentido que esta conversa com estudantes pressupõe que neste momento todos os que assim pretendam se possam considerar estudantes da matéria nesta ocasião em debate. O evento decorrerá nas línguas portuguesa e italiana e contará com a possibilidade de tradução simultânea das questões que vierem a ser colocadas pelos presentes pelo professor Marco Ginoulhiac.
 

Esta conversa será precedida, a 13 de novembro, por uma conversa informal sobre Giorgio Grassi, denominada "conversa com os estudantes #1", à volta da mesa central da biblioteca da FAUP, moderada por Joana Couceiro, com início às 21h30. Será a oportunidade para se fazer uma análise livre dos textos escolhidos de Grassi para esta edição portuguesa numa primeira conversa, organizada pela Matéria, conferências brancas que contará com a presença e participação dos organizadores deste projeto, José Miguel Rodrigues (tradutor do livro), Helder Casal Ribeiro e Pedro Borges de Araújo.
 

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27 de outubro de 2018
Arquitetura e Património: sem redoma de vidro
A conferência de Nuno Valentim

Nuno Valentim, um arquiteto que alia a prática do projeto à investigação, respondeu ontem ao desafio lançado pela Fundação e partilhou, naquela que foi a 12.º edição das Conferências Marques da Silva e neste presente em que vivemos, o seu entendimento sobre qual pode ser o contributo  da arquitetura para o património.  Partindo de uma revisitação panorâmica de um conjunto de obras por si desenvolvidas ao longo da última década, o também professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto refletiu sobre cinco formas distintas de se construir no já construído. Foram muitas as notas que teceu na sua exposição em torno da relação de tensão entre, por um lado, a singularidade de cada objeto e as circunstâncias onde se inscreve, condicionadoras das intervenções adotadas, e, por outro lado, o passado e o presente que, no todo complexo que é a obra arquitetónica, são postos num diálogo dinâmico, fundamental para uma transformação com um sentido de futuro.

A abertura desta sessão das Conferências Marques da Silva, a cargo do Prof. João Pedro Xavier, em representação do Diretor da Faculdade de Arquitetura, assinalou também a primeira intervenção pública da Vice-Reitora Fátima Vieira na qualidade de Presidente da Fundação Marques da Silva, proporcionando a ocasião para apresentar a sua visão da instituição, do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido e de novos objetivos a cumprir neste mandato.

 

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26 de outubro de 2018
Exposição: A estação de Porto–S. Bento e a obra de Jorge Colaço
Átrio da Estação de S. Bento
28 de outubro, a partir das 15h00
Planta da cidade do Porto, Telles Ferreira, 1892, com sinalização das várias estações da cidade do Porto, com arranjo gráfico de João Bravo (IP)

A partir das 15h00 do próximo dia 28 de outubro, no átrio da estação de S. Bento, vai ser possível visitar a exposição “A estação de Porto-S. Bento e a obra de Jorge Colaço”, que aí permanecerá até 3 de dezembro.

A iniciativa, inserida no programa de celebração dos 150 anos do nascimento do pintor e caricaturista Jorge Colaço, constitui-se pretexto para lançar um breve olhar sobre a cidade do Porto, na transição para o século XX, numa revisitação do processo que viabilizou a construção da Estação de S. Bento, da sua importância para a definição do eixo ferroviário das linhas do Douro e Minho e do seu impacto para a consequente reconfiguração urbana do centro histórico da cidade.

A assinalar a abertura ao público da exposição, será realizada uma visita guiada pela Arquiteta Paula Azevedo (IP Património) e pela Dr.ª Ana Sousa (CP-Comboios de Portugal).

Deste programa comemorativo, conjuntamente organizado pela IP - Infraestruturas de Portugal, CP-Comboios de Portugal, Fundação Marques da Silva, Museu de Cerâmica de Sacavém e pela investigadora Cláudia Emanuel, consta ainda a realização da exposição "Jorge Colaço e a Azulejaria Figurativa do seu Tempo", em dezembro 2018, no Museu Nacional do Azulejo, e o lançamento da monografia dedicada à Estação, da autoria do Professor António Cardoso, numa versão revista e ampliada com contributos do Professor Domingos Tavares e da investigadora Cláudia Emanuel, a 26 de fevereiro de 2019.

Imagem: Planta da cidade do Porto, Telles Ferreira, 1892, com sinalização das várias estações da cidade do Porto, com arranjo gráfico de João Bravo (IP).

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25 de outubro 2018
Conferências Marques da Silva 2018
Hoje, às 18h30, com Nuno Valentim, na FAUP

"Vivemos um momento singular para a intervenção no Património Arquitetónico – que decorre do (inesperado?) crescimento de obra no edificado existente, após alguns anos de deserto, de esforços isolados e mesmo de desatenção a este desafio.
A urgência de alargamento do debate convoca a arquitetura e os arquitetos para uma responsabilidade acrescida nestas circunstâncias, sob pena de a disciplina ser ultrapassada pela manipulação ideológica, técnica ou económica. Estas visões parciais são incapazes de trabalhar a riqueza e a complexidade das realidades em que temos que operar.
A Arquitetura - do projeto à reflexão sobre as práticas (onde se incluem as Escolas) - assume um papel determinante: no debate estratégico-político, na forma concreta de atuação e na avaliação/produção de conhecimento a partir da obra.
As “Conferências Marques da Silva 2018” serão uma oportunidade para, através das nossas práticas (de projeto, de investigação, de colaboração…), documentar as frentes de trabalho, a reflexão e o combate que as intervenções no Património das cidades exigem." (Nuno Valentim)

Hoje, às 18h30, no Auditório Fernando Távora da FAUP. Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

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22 de outubro de 2018
"Arquitetura e Património: sem redoma de vidro"
Conferências Marques da Silva 2018
25 de outubro, 18h30, FAUP

Nuno Valentim vai ser o conferencista da edição 2018 das Conferências Marques da Silva, que se realizam no próximo dia 25, às 18h30, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitectura da UP.
 

Licenciado em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (1995), Mestre em Reabilitação do Património Edificado pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (2007) e Doutor em Arquitetura (FAUP, 2016) com a tese Projecto, Património Arquitetónico e Regulamentação Contemporânea – Sobre práticas de reabilitação no património corrente, Nuno Valentim exerce atividade profissional independente desde 1994. Em 2005, inicia a sua colaboração na FAUP, como docente no Mestrado Integrado em Arquitetura, e desde 2017, com Francisco Barata, no CEAPA - Curso de Estudos Avançados em Património Arquitetónico.

Da obra que tem vindo a desenvolver, tem como principais prémios/nomeações: Nomeação para o Prémio Mies Van Der Rohe  - Prémio Europeu de Arquitetura Contemporânea – com as obra de reabilitação realizadas no Jardim Botânico do Porto: Casa Andresen/Galeria da Biodiversidade, Casa Salabert/E-learning café e estufas de Franz Koepp (2018) ; 2017 Prémio IHRU/Nuno Teotónio Pereira e Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, com a obra de reabilitação do Albergues Noturnos do Porto (em coautoria com Frederico Eça e Margarida Carvalho); Prémio João de Almada: do Projeto de Reabilitação do Edifício de 1928 da Rua Alexandre Braga, autoria do Arq.to José Marques da Silva em coautoria com Francisco Barata e José Luís Gomes - Centro de Estudos da FAUP (2014 ).

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19 de outubro de 2018
"A estação de Porto–S. Bento e a obra de Jorge Colaço"
Exposição dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço
Átrio da Estação de S. Bento
28 de outubro a 3 de dezembro de 2018

Inserida no programa de celebração dos 150 anos do nascimento do pintor e caricaturista Jorge Colaço, vai inaugurar 28 de outubro, no átrio da Estação de Porto-S. Bento, projetada por José Marques da Silva, no espaço revestido pelos celebrados painéis de azulejos da autoria de Jorge Colaço, uma exposição conjuntamente organizada pela IP - Infraestruturas de Portugal, CP-Comboios de Portugal, Fundação Marques da Silva, Museu de Cerâmica de Sacavém e pela investigadora Cláudia Emanuel.

A exposição constitui-se pretexto para lançar um breve olhar sobre a cidade do Porto, na transição para o século XX, revisitando o processo que viabilizou a construção da Estação de S. Bento, a sua importância para a definição do eixo ferroviário das linhas do Douro e Minho e o seu impacto para a consequente reconfiguração urbana do centro histórico da cidade.

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18 de outubro de 2018
José Marques da Silva, arquiteto municipal
Edifício das 4 Estações, rua das Carmelitas, estudo e fotografia de época

José Marques da Silva (18.10.1869-6.06.1947) desempenhou as funções de arquiteto municipal entre 14 de abril de 1904 e 31 de agosto de 1907, cargo em que dirigiu e projetou obras como o Bairro operário ou a ampliação e construção do Mercado do Anjo e aconselhou a "melhoria, nas condições arquitectónicas e de salubridade, das edificações da cidade". Acreditava na e firmava a competência do arquiteto para validar uma nova paisagem e arquitetura urbanas que, também, procura demonstrar e modelizar com projetos próprios, caso do edifício para a rua das Carmelitas, de 1905. Na sua perpetiva de futuro, o "Porto saberá acompanhar o progresso das cidades modernas, no modo como devem ser feitas as edificações do centro da cidade, assim como o demonstrou nas habitações de campo chamadas "villas" de que o Bairro da Foz é exemplo honroso...".

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16 de outubro de 2018
Conferências Marques da Silva 2018

No próximo dia 25 de outubro vai realizar-se mais uma edição das Conferências Marques da Silva. Este ano, o desafio foi lançado ao Arquiteto e Professor Nuno Valentim, sob a forma de uma questão: Que contributo o da Arquitetura para o Património?  A conferência, intitulada "Arquitetura e Património: sem redoma de vidro", decorre no Auditório Fernando Távora,  Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, entidade parceira, e está inserida no programa ARQ OUT 2018.

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11 de outubro de 2018
Petra Čeferin, Juhani Pallasmaa, Pedro Borges da Araújo e Paula Menino Homem, "Bridging Crossroads on Architectural Exhibitions", na Fundação Marques da Silva

As exposições sobre arquitetura finlandesa promovidas entre 1957 e 1967 a partir do Museu de Arquitetura Finlandesa, um dos mais antigos museus do mundo a dedicar-se inteiramente à Arquitetura, e o seu significado a uma escala nacional e internacional, estiveram no centro da sessão que o ciclo de seminários Autofocus, em 2018, propôs para Casa-Atelier José Marques da Silva.

Um tema apresentado por Petra Čeferin, que evidenciou a ideia e o projeto que tinham subjacentes, os seus agentes e a reflexão teórica que as materializava, bem como a sua eficácia enquanto instrumento de validação da arquitetura finlandesa, da sua vitalidade e modernidade. Mostrando-a ao mundo, tornaram-na presente, projetando-a na espacialidade das próprias exposições, cujos ecos se propagaram através das revistas de arquitetura de então. Linhas que se cruzam e vão contribuir para o entendimento da arquitetura finlandesa enquanto arquitetura, segundo uma linha de pensamento universal, liberta do confinamento a uma mera expressão de natureza local. Juhani Pallasmaa, pessoalmente envolvido neste processo, complementou esta leitura sublinhando o impacto interno do sucesso alcançado pela estratégia definida e o contexto que propiciou os meios para a concretizar. Uma fusão de circunstâncias, culturais, políticas e históricas que foram cruciais para gerar e manter o entusiasmo em torno destas exposições, desenvolvidas em equipa, com grande liberdade criativa ainda que submetidas previamente a um júri, e movidas por um grande idealismo. Foi ainda referido o papel da fotografia para preencher a falta de materialidade do objeto arquitetónico e referida a passagem por Portugal, em 1960, onde se destaca a intervenção de Raúl Hestnes Ferreira, dado o seu conhecimento direto da realidade finlandesa.

As comunicações de Petra Čeferin e Juhani Pallasmaa foram enquadradas por Pedro Borges de Araújo e Paula Menino Homem, alimentando um animado diálogo que se estendeu ao público presente.

 

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10 de outubro 2018
Das vicissitudes de um projeto: o Hotel para a Praça D. João I

"Em qualquer obra realizada o que mais nos impressiona em primeiro lugar é o seu aspecto exterior. Para muitos será esse, unicamente, o lado interessante do problema em questão, ignorando-se tudo ou quase tudo o que concorreu para a sua realização e dos obstáculos e dificuldades encontradas no decurso do seu estudo. [...]

Tal como está actualmente a Praça de D. João I constitui um empreendimento notável por parte do nosso município e cuja grandiosidade arrojada merece a admiração de todos, portuenses ou não, porque podemos ver nesta obra o fomento e as esperanças de novas realizações, de futuras transformações e, também, a garantia de que o progresso da nossa cidade poderá seguir o caminho agora traçado e iniciado, com a máxima certeza de completos êxitos."

Excerto do texto de José Porto, A Urbanização da Praça de D. João I, para o livro publicado em 51 sobre esta Praça e o seu Palácio Atlântico. José Porto, arquiteto nascido em Vilar de Mouros a 10 de outubro de 1883, desenvolvia então, a partir do Porto, uma intensa atividade, com obra para a própria cidade, para o Minho e para a cidade da Beira, em Moçambique. O hotel, projetado em 1947 por encomenda do industrial José Dias de Oliveira, terá uma vida acidentada, em parte devido à morte prematura do cliente. A obra, contudo, fez-se e marcou a imagem da Praça de D. João I, mas, contrariamente ao Emporium ou ao bloco geminado para habitação, obras do mesmo arquiteto, que ajudam a definir a contígua rua de Sá da Bandeira, a sua presença já só pode ser encontrada na memória fotográfica de uma Praça onde aspirou concorrer para a sua "harmoniosa grandiosidade".

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8 de outubro de 2018
Bridging Crossroads on Architectural Exhibitions
Juhani Pallasmaa, Petra Čeferin, Paula Menino Homem e Pedro Borges de Araújo
Autofocus 2018
Casa-Atelier José Marques da Silva, 9 de outubro, 16h00

Em Constructing a legend, Petra Čeferin apresenta uma abordagem crítica ao universo das exposições internacionais sobre Arquitetura Finlandesa, realizadas entre 1957-1967. O livro desta arquiteta, professora e investigadora, com um particular interesse em cruzar o domínio da arquitetura com a filosofia, traduz o resultado do seu doutoramento, realizado na Faculdade de Arquitectura de Ljubljana, e contou com a orientação de Juhani Pallasmaa.
 

Estarão agora ambos presentes para a sessão que os Seminários Autofocus promovem na Casa-Atelier José Marques da Silva, para uma conversa sobre exposições de arquitetura, que contará também com o contributos de Paula Menino Homem e Pedro Borges de Araújo, ambos docentes da Faculdade de Letras de UP, ligados ao Mestrado em Museologia e membros do Departamento de Ciências e Técnicas do Património desta instituição académica.

Para garantir lugar, basta fazer a sua inscrição aqui

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1 de outubro de 2018
Sobre a sessão "Cinco dedos de uma mão: conversa a partir do projeto de Raúl Hestnes Ferreira para a Escola de Benfica"

Para Raúl Hestnes Ferreira o mais importante eram as pessoas, conhecê-las e saber o que pretendiam, para depois poder projetar. E então, fazer como ele achava que deveria ser, dar significado, sentido, assegurar a coerência e respeitar uma ética de construção, pelo desenho, pela ordem, pela forma, pela assertividade dos materiais. E que a Escola de Benfica, desde 2005, Escola Secundária José Gomes Ferreira, enquanto espaço arquitetónico foi capaz de criar e transformar-se em espaço e experiência de vida para todo um coletivo tornou-se evidente em todos os testemunhos partilhados na sessão da passada sexta feira, na Casa-Atelier. Uma partilha de memórias, com afeto, humor e ligação ao lugar, num testemunho que não perde desejo de continuar a construir futuro, caso de Manuel Esperança e Nuno Markl; uma partilha de uma vontade de entendimento do projeto e do que através dele se aprende, no caso de Alexandra Saraiva e Anselmo Canha.


Esta foi também a oportunidade para ouvir Adriana Hestnes, em representação da família, e a Presidente da Fundação, Maria de Fátima Marinho, naquele que foi o seu último ato público no desempenho destas funções, evocar o arquiteto e o significado da sua doação à Fundação Marques da Silva, a sua entrada numa nova “casa”, que cuidará o acervo e proporcionará o estudo e divulgação de uma obra desenvolvida ao longo de 60 anos de entrega ao exercício da arquitetura.

As duas salas com elementos pertencentes ao acervo permanecem disponíveis para visita, desde que solicitada.

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28 de setembro 2018
Por isso estaremos sempre com os que a “vivem”.

Para o Livro de Honra da Escola José Gomes Ferreira:

Quando tenho a alegria de voltar a esta “escola” (a palavra mágica, equivalente a troca de conhecimentos, que orientou o nosso trabalho) para conversar com os alunos, assistir às suas festas e exposições, não só “me sinto em casa”, pelo modo como sou recebido e pela memória do processo que conduziu à sua edificação, como também sinto que nela persiste a informalidade, a procura e a imaginação que marcavam a personalidade do meu pai.
Por isso estaremos sempre com os que a “vivem”.

Raúl Hestnes Ferreira, 11 de outubro de 2005

Hoje, na Fundação Marques da Silva fala-se de Raúl Hestnes Ferreira, fala-se de arquitetura e de vida.

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28 de setembro 2018
Newsletter #34 | Setembro 2018

Em reinício de temporada a Casa-Atelier volta a abrir as suas portas para dar a ver uma primeira mostra simbólica do acervo de Raúl Hestnes Ferreira e para uma conversa que toma como ponto de partida o projeto para a Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica.

 

Tempo também para lançar a Newsletter de Setembro, com a perspetiva de futuras ações.

 

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27 de setembro de 2018
Raúl Hestnes Ferreira
Para além do debate, um vislumbre de um acervo a descobrir na Casa-Atelier José Marques da Silva

É já amanhã que se falará sobre a obra de Raúl Hestnes Ferreira na Fundação Marques da Silva. Mas será também a oportunidade para um primeiro olhar sobre o acervo doado e do muito do que tem para descobrir, com duas salas que dão a ver maquetas, desenhos, fotografias e publicações.
 

"Cinco dedos de uma mão: conversa a partir do projeto de Rául Hestnes Ferreira para a Escola de Benfica", com Alexandra Saraiva, Anselmo Canha, Manuel Esperança e Nuno Markl.

Começa às 18h30 e é de entrada livre.

 

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24 de setembro de 2018
Bridging Crossroads on Architectural Exhibitions
Juhani Pallasmaa, Petra Čeferin, Paula Menino Homem e Pedro Borges de Araújo
Seminários Autofocus 2018
Casa-Atelier José Marques da Silva, 9 de outubro, 16h00

Os Seminários Autofocus 2018 vão trazer Juahni Pallasmaa e Petra Čeferin à Casa-Atelier José Marques da Silva, no próximo dia 9 de outubro, para um debate que tem como tema Bridging Cross roads on Architectural Exhibitions.

A sessão vai contar também com a participação de Paula Menino Homem e de Pedro Borges de Araújo, ambos docentes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, ligados ao Mestrado em Museologia e membros do Departamento de Ciências e Técnicas do Património desta instituição académica.
 

O Projeto Autofocus é uma iniciativa do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, unidade I&D – projecto estratégico 2015-2020 financiado pela FCT Fundação para a Ciência e Tecnologia - , desenvolvido em parceria com a Reitoria da Universidade do Porto, as Faculdades de Arquitectura, de Ciências e de Letras, e os institutos i3s, CEAU Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo, a Fundação Instituto Marques da Silva e o MMUS Mestrado em Museologia.
 

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21 de setembro de 2018
Cinco dedos de uma mão
Conversa a partir do projeto de Raúl Hestnes Ferreira para Escola de Benfica

"Na sua multiplicidade de aspectos, com volumes regidos por uma geometria rigorosa, o edifício "faz" o sítio, oferecendo-se à cidade..." (Raúl Hestnes Ferreira, Projectos 1959-2002, p.103)
 

O projeto para a Escola de Benfica, de Raúl Hestnes Ferreira, começa a desenvolver-se 1976. Como sublinha Willy Sermeels, nele está presente  o diálogo das formas complementares, em particular da curva e da recta. Inaugurada em 1978, como forma de homenagem ao arquiteto, foi-lhe posteriormente atribuído o nome do seu pai, o escritor José Gomes Ferreira. Será ela o pretexto para uma conversa entre Alexandra Saraiva, Anselmo Canha, Manuel Esperança e Nuno Markl e todos são bem vindos!


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14 de setembro de 2018
Cinco dedos de uma mão
Conversa a partir do projeto de Raúl Hestnes Ferreira para a Escola de Benfica

Memória, arquitetura e cidade estarão em debate em Cinco dedos de uma mão, uma conversa que toma como ponto de partida o projeto de Raúl Hestnes Ferreira para a Escola de Benfica, Escola Secundária José Gomes Ferreira.
 

A sessão vai reunir Alexandra Saraiva, Anselmo Canha, Manuel Esperança e Nuno Markl, constituindo-se também oportunidade para evocar Raúl Hestnes Ferreira, cujo acervo foi recentemente doado à Fundação Marques da Silva.
 

Cinco dedos de uma mão, iniciativa inserida no programa das Jornadas Europeias do Património, que este ano tem como tema aglutinador "partilhar memórias", terá lugar no dia 28 de setembro, às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva.
 

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

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16 de setembro de 2018
Fernando Lanhas e a cidade de Garrett

Fernando Lanhas, arquiteto de profissão, homem de sonhos e de múltiplos saberes, desenhador também da sua cidade. Em tempo de Feira do Livro, evocamos a data do seu nascimento, 16 de setembro de 1923, publicando o desenho que serve de capa ao livro, A cidade de Garrett. Uma antologia de textos em prosa de Eugénio de Andrade, de 1993, com desenhos originais de Fernando Lanhas e a quem o escritor, na senda de Pomar, chamou, o mais desirmanado.

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13 de setembro de 2018
Arquitetura e Património: sem redoma de vidro
Nuno Valentim
Conferência Marques da Silva 2018
Alberque noturno do Porto, foto de João Ferrand

Aproxima-se o mês de outubro e com ele mais uma edição das Conferências Marques da Silva. Este ano, o desafio foi lançado ao Arquiteto e Professor Nuno Valentim, sob a forma de uma questão: Que contributo o da Arquitetura para o Património? A conferência, intitulada "Arquitetura e Património: sem redoma de vidro" vai acontecer a 25 de outubro, na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, entidade parceira, e está inserida no programa ARQOUT 2018.

 

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10 de setembro de 2018
A sede da Sociedade Martins Sarmento

As galerias de obras de José Marques da Silva e de Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva apresentam uma nova entrada, dedicada agora ao projeto para o edifício-sede da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.

Os textos, assinados por Eduardo Fernandes e complementados por um conjunto de imagens, sinalizam as mais importantes etapas do projeto, que começa a ser pensado por José Marques da Silva, ainda em finais do século XIX. Na década de 30, numa segunda fase de vida do edifício, é considerada a sua ampliação. Estas obras, concluídas em 1967, com direito a honras presidenciais na cerimónia de inauguração, vão integrar agora a intervenção de Maria José e David Moreira da Silva, que, com o falecimento de José Marques da Silva, em 47, assumem a sua execução e novas autorias.
 

Galeria José Marques da Silva: Sede da Sociedade Martins Sarmento 1899 e 1934
Galeria Maria José e David Moreira da Silva: Projeto e conclusão das obras de ampliação do edifício

 

 

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7 de setembro de 2018
Maria José Marques da Silva em visita aos marcos miliários da Geira
Visita aos marcos miliários da Geira, setembro de 1944. José Marques da Silva David e Maria José Moreira da Silva

"Visita aos marcos miliários da Geira, Setembro de 44" é a nota manuscrita que acompanha o verso da fotografia.
 

A sete desse mesmo mês e ano passavam exatamente 30 anos sobre o nascimento de Maria José Marques da Silva, aqui fotografada na companhia do pai, José Marques da Silva, e do marido, David Moreira da Silva. E se os marcos constituem uma manifestação da presença romana na Serra do Gerês, a imagem fotográfica, para além do instante que fixa, transporta para o presente o eco das afinidades cúmplices que sempre uniram a vida destes três arquitetos. Nelas residem as bases para a existência da Fundação Marques da Silva.

 

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30 de agosto de 2018
Memória documental de Rui Goes Ferreira na Fundação Marques da Silva

Rui Goes Ferreira (1926-1978), madeirense, formou-se no Porto com a geração de Álvaro Siza e Alcino Soutinho, e regressou à sua ilha onde construiu várias obras de referência ao longo dos anos 60 e 70, colaborando com arquitetos do continente como Bartolomeu Costa Cabral e Manuel Vicente. A sua morte prematura interrompeu uma obra promissora (…)

André Tavares, “Rui Goes Ferreira: imagem de uma obra interrompida”, Recensão crítica
 


O percurso de Rui Goes Ferreira, precursor da arquitetura moderna no arquipélago da Madeira, a par de Raúl Chorão Ramalho, revela diferentes campos de atuação e de interesse: Arquitetura, Urbanismo, Arte e Sociedade. Pelo seu atelier passaram nomes como Bartolomeu Costa Cabral, Manuel Vicente, Marcelo Costa, José António Paradela, José Zúquete ou António Marques Miguel. Da obra realizada, destaca-se o trabalho realizado no Funchal para as Habitações Económicas da Federação das Caixas de Previdência, vários projetos de unidades de habitação individual e coletiva, o acompanhamento do Plano Diretor da Cidade do Funchal, coordenado por José Rafael Botelho, ou o projeto cultural da Galeria de Artes Decorativas TEMPO, desenvolvido com o escultor Amândio Sousa.


Como refere Madalena Vidigal, autora da dissertação, “Rui Goes Ferreira: Ensaios sobre uma obra interrompida. Madeira 1956-1978”), levou para a Madeira a reflexão do papel social do arquiteto. Um trabalho feito pelo homem para o homem que usa a paisagem e o lugar como dado cultural a integrar na estrutura final, humanizando a arquitetura e desenhando-a à escala natural.


A memória documental do trabalho desenvolvido no atelier deste arquiteto - 20 anos de atividade, testemunhada em mais de 90 projetos, datados entre 1958 e 1978 - vai passar a integrar a constelação de acervos de arquitetos representados na Fundação Marques da Silva. Da partilha de um mesmo espaço de formação, aos registos que marcam a singularidade do seu percurso, beneficiará de um contexto potenciador de novos estudos e reflexões sobre a sua forma de pensar e fazer arquitetura. Concluída a exposição recentemente realizada na Porta 33, está em curso a transferência do acervo para a Fundação Marques da Silva. Em breve será anunciada a sessão de formalização da doação, bem como a sua disponibilização para consulta pública.
 

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25 de agosto de 2018
Viajar, correr, ser outro constantemente

Parafraseando Pessoa, também eu gosto de "viajar, correr, ser outro constantemente". Além disso, enquanto Arquitecto a qualidade da construção do mundo é para mim permanente objetivo. (1988)

…Colecciono tudo. Sobretudo livros de arquitectura e poesia, sempre à volta do Pessoa. Interesso-me muito pela arquitectura antiga e mais ainda pela arquitectura grega. O meu D. Sebastião da arquitectura é a arquitectura grega. São os deuses que me acompanham lá por cima. Possuo uma grande colecção de estatuária portuguesa. Compro muitas coisas. Tenho uma colecção de livros clássicos de arquitectura. Portugueses e franceses. Há muitas coisas do passado que eu ainda teria de comprar e muitas coisas do futuro que gostaria de ver. (2002)
 

O fascínio por Pessoa foi determinante para Fernando Távora, seu incessante coleccionador. A recente transferência da coleção reunida ao longo de uma vida para a Fundação Marques da Silva, veio abrir novas dimensões e sentidos ao acervo deste arquiteto e professor, que nascido a 25 de agosto de 1923 faria hoje 95 anos.

 

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17 de agosto de 2018
Francisco Barata Fernandes (1950-2018)
 1975, movimento por uma nova escola, proposta cinzenta. À direita, silhueta de Francisco Barata entre José Gigante (autor do registo humorístico), ao fundo, e Fernando Távora.

Nasceu no Porto, em 1950. Diplomou-se em arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, em 1980, acompanhando ativamente o movimento que, nesse período, com participação de professores e estudantes, lutou pela gestão democrática no Curso de Arquitetura e pela reformulação de uma estrutura de curso conforme à cidadania e autonomia da arquitetura. Motivado pelo estudo da arquitetura de valor patrimonial, pelas experiências de renovação urbana e teorias de intervenção arquitetónica, viajou para Itália, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para investigar sobre "Política de desenvolvimento urbano e recuperação de centros antigos".

Doutorou-se pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, com a tese “Transformação e Permanência na Habitação Portuense – as formas da casa na forma da cidade”, dissertação co-orientada por Fernando Távora e Daniele Vitale. trabalho de referência para a compreensão da forma urbana portuense a partir das teorias da tipo-morfologia, nomeadamente de matriz italiana. Desde 1980, a docência na área de projeto foi uma atividade constante. Em universidades estrangeiras, lecionou por convite, e integrou inúmeros júris de provas académicas. Professor Catedrático, era Coordenador do Perfil de Estudos – Património Arquitetónico do Programa de Doutoramento em Arquitetura da FAUP.
Foi Presidente do Conselho Diretivo da FAUP e, no momento, era Presidente do seu Conselho Científico. Desenvolveu investigação no campo das relações de projeto e história, sendo Coordenador da linha de investigação PACT (Património Arquitetónico, da Cidade e do Território) do CEAU. Participou em conferências, seminários, colóquios. É autor de bibliografia na interseção do projeto, metodologia de desenho e património.
Era Coordenador da parceria internacional USP /UP sobre "Arquitetura, Desenho e Representação: metodologias de desenho no ensino do Projeto".
Exerceu profissionalmente, ainda enquanto estudante no escritório de Fernando Távora, depois em associação, primeiro com Bernardo Ferrão depois com Manuel Fernandes de Sá, e em escritório próprio. É co-autor e autor de numerosos projetos no âmbito dos programas da casa e recuperação de edificado existente, destacando-se o Projeto da Cooperativa de Massarelos, Porto, (Prémio INH 1996); Projeto de conservação e recuperação do Castelo de Santa Maria da Feira; Projeto de Recuperação da Igreja Matriz de Vimioso; Projeto de Reabilitação do Páteo de S. Miguel, Évora; Projeto da Praça da Cadeia da Relação e do Largo do Olival (Porto 2001); Projeto da Rua do Almada (Porto 2001); ou o Projeto da Marginal de S. Paio Canidelo, V.N. Gaia (Programa Polis).

Foi, desde a primeira hora, membro ativo e empenhado do Conselho Geral da Fundação Marques da Silva.


Passagem, interrompida de forma inesperada, que deixa o traço e a memória indelével de uma vida que congregou afeto e alegria, reconhecimento e sentido cívico. A Fundação Marques da Silva presta a sua sentida homenagem à pessoa, ao arquitecto, ao professor.

 

Legenda da imagem: 1975, movimento por uma nova escola, proposta cinzenta. À direita, silhueta de Francisco Barata entre José Gigante (autor do registo humorístico), ao fundo, e Fernando Távora.
 

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16 de agosto de 2018
Octávio Lixa Filgueiras, na procura de um olhar operativo sobre o património
Esboço da ficha sobre o Castelo de Alvito

A 16 de agosto de 1977, no dia em que completava 55 anos de vida, Octávio Lixa Filgueiras dava por concluído o Relatório do Grupo de Trabalho Inter-Ministerial, responsável pelo estudo e inventariação do património arquitetónico nacional a recuperar. A equipa, supervisionada por este arquiteto e constituída no seguimento do despacho conjunto dos Ministros das Obras Públicas, Habitação, Urbanismo e Construção, Comércio e Turismo e Secretário de Estado da Cultura, integrava os também arquitetos Manuel Fernandes de Sá e Nuno Guedes de Oliveira, bem como o desenhador J. Marcos.
 

As reflexões e soluções nele expressas refletiam o resultado de aproximadamente 5 meses de trabalho, cerca de uma centena e meia de casos inventariados em fichas expressamente desenhadas para o efeito, onde se destacava um número mais restrito de casos tratados, considerando as categorias nele propostas: Pousada/Turismo; Cultura; Serviços Públicos; Serviços Sociais; Ensino; Proteção de Imóvel (enquanto monumento)/Paisagem.
 

Octávio Lixa Filgueiras, concluia desta forma o Relatório: (..) há vinte anos atrás, o signatário encontrava-se nas lides do "Inquérito à Arquitectura Regional"; hoje evoca com muita saudade a memória de Francisco Keil do Amaral a quem teria muita honra em dedicar a parte havida em mais esta lança quebrada contra velas de moinhos...

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3 de agosto de 2018
"Cinco dedos de uma mão"
28 de setembro, Casa-Atelier José Marques da Silva, 18h30
Jornadas Europeias do Património 2018
Raúl Hestnes Ferreira na Escola de Benfica.Foto de Inês Soares, 2009

A Escola Secundária José Gomes Ferreira começou a ser projetada por Raúl Hestnes Ferreira em 1976. Da forma como se implanta no território se alimenta a ideia que o conjunto nasceu a partir da mão do arquiteto colocada sobre uma folha de papel. Passados mais de 40 anos, acresce à memória do projeto e da sua construção, o contributo para a efetiva requalificação urbana do lugar e as muitas vidas que nela e com ela se cruzaram. Por ocasião da doação do acervo profissional de Raúl Hestnes Ferreira à Fundação Marques da Silva, o projeto para a Escola de Benfica constitui-se ponto de partida para uma homenagem ao arquiteto e para uma conversa, com um painel diversificado de oradores a anunciar em breve, sobre memória, arquitetura e cidade.

"Cinco dedos de uma mão", a conversa que vai decorrer na Casa-Atelier José Marques da Silva, no dia 28 de setembro, com início às 18h30, representa assim a participação da Fundação Marques da Silva nas Jornadas Europeias do Património que este ano tem como tema proposto, partilhar memórias.

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24 de julho de 2018
A singularidade da coleção Pessoana de Fernando Távora, recentemente acolhida na Fundação Marques da Silva, em destaque

Entre finais de 2017 e abril de 2018,  o acervo Fernando Távora, comodatado nesta Instituição desde 2011, tem vindo a ser significativamente ampliado com a incorporação de novo conjuntos documentais e, em particular, bibliográficos.  

 

Nos novos registos, em número que ultrapassa os três milhares de entradas, destaca-se a coleção reunida pelo Arquiteto Fernando Távora em torno de Fernando Pessoa e da Geração de Orfeu. Agora reunidos ao acervo existente e já tratado, congrega um expressivo conjunto de manuscritos e dactiloscritos da autoria de Fernando Pessoa, Mário Sá Carneiro, Alfredo Guisado, Ronald de Carvalho, entre outros nomes, com especial relevância para o núcleo de documentos originalmente provenientes do acervo pessoal de Raúl Leal, na sua grande parte ainda inéditos.

 

A importância deste núcleo tem vindo a ser (re)descoberta e reconhecida, como noticia o Observador no artigo recentemente publicado Fernando Pessoa, o arquiteto que encontrou Pessoa antes do tempo.
 

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18 de julho de 2018
"Escritos Escolhidos, 1965-2015"
Já está disponível o volume 3 da coleção Giorgio Grassi: opera omnia sic

Este livro representa a mais completa antologia de textos de Giorgio Grassi, um arquiteto irremediavelmente crítico do seu tempo, que é também o nosso. Corresponde a uma versão revista e aumentada do original italiano, Scritti Scelti, 1965-1999: se, por um lado, dá notícia do prolongamento cronológico, com a inclusão de textos, alguns inéditos, posteriores a 1999, por outro, apresenta um novo elenco de imagens em relação directa com a escrita, enquadrado por um depoimento do autor expressamente escrito para a presente edição.
 

Com tradução e nota introdutória de José Miguel Rodrigues, esta publicação constitui o volume 3 da coleção Giorgio Grassi: opera omnia sic.

 

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11 de julho de 2018
Acervo de Raúl Hestnes Ferreira na Fundação Marques da Silva
RHF, Papelaria da Moda (remodelação), Lisboa, 1966-68 (demolida)

Raúl Hestnes Ferreira (1931-2018), homem de fortes convicções, seguiu, enquanto arquiteto, um caminho próprio e singular. Basta referir a casa de Albarraque, a casa da Juventude de Beja, o Tribunal e Biblioteca da Moita, as duas casas geminadas de Queijas, a premiada agência da Caixa Geral de Depósitos de Avis, as instalações do ISCTE ou a Biblioteca da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, algumas das suas obras mais icónicas, para se perceber da sua importância no panorama da Arquitetura Portuguesa Contemporânea.

 

No atelier do Largo da Graça, em Lisboa, agora desmontado, encontrava-se um impressionante conjunto de registos que documentam o exercício ininterrupto da Arquitetura ao longo de quase 60 anos, mas também testemunhos dos seus tempos de estudante e da sua atividade docente. Com a exceção de algumas peças de mobiliário, por si desenhadas, doadas ao MUDE, e das monografias inseridas na sua Biblioteca de Arquitetura, doadas à Universidade Lusófona, foi este o acervo doado pelos herdeiros de Raúl Hestnes Ferreira à Fundação Marques da Silva. Já transferido para o arquivo da Instituição, está a ser agora iniciado o seu tratamento técnico tendo em vista uma futura disponibilização pública.


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06 de julho de 2018
Carlos Carvalho Dias doa à Fundação Marques da Silva documentação relativa ao Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa
Bóbeda, Chaves, Solar do Sr. Pinto, 1955

Carlos Carvalho Dias - um dos protagonistas do Inquérito à Arquitetura Regional em Portugal, enquanto membro da equipa responsável pelo mapeamento da Zona 2, Trás-os-Montes e Alto Douro, chefiada por Octávio Lixa Filgueiras e da qual fazia ainda parte Arnaldo Araújo - doou à Fundação Marques da Silva os registos reunidos e recolhidos no âmbito do levantamento daquele território, realizado entre 1955 e 1956. São anotações, desenhos, imagens e depoimentos que não só registam uma paisagem em transformação, quanto revelam a metodologia seguida no trabalho de campo.
 

A doação desta documentação inclui ainda as maquetas de trabalho para composição gráfica e impressão do livro Memórias de Trás-os-Montes e Alto-Douro: nos 55 anos do "Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa".
 

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25 de junho de 2018
Álvaro Cancela Meireles doa à Fundação Marques da Silva trabalhos para Arquitetura Analítica e o levantamento da envolvente do castelo de Vila Nova de Cerveira

Dois trabalhos académicos, Casa de Pescador e Habitação Burguesa, de 1963, realizados para Arquitetura Analítica, disciplina então leccionada por Octávio Lixa Filgueiras, e um conjunto de peças desenhadas com o levantamento da envolvente do Castelo de Vila Nova de Cerveira, executadas ainda como aluno do 6º ano do Curso de Arquitetura da ESBAP, mas na qualidade de colaborador de Octávio Lixa Filgueiras, foram doadas à Fundação Marques da Silva.
 

Esta documentação adquire particular relevância no contexto desta Fundação: os trabalhos académicos inserem-se, naquela que viria a ser designada Operação Matosinhos, e o levantamento tinha como finalidade estudar a possibilidade de integrar algumas das casas envolventes do castelo na sua adaptação a Pousada. O estudo prévio não teria continuidade e, posteriormente, Alcino Soutinho viria a ser o autor do projeto final.

 

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23 de junho de 2018
João Marcelino Queiroz (1892-1982): arquiteto e militar

João Marcelino Queiroz nasceu no Porto, a 23 de junho de 1892. Em 1911 matriculou-se no Curso Preparatório de Desenho da Escola de Belas Artes do Porto, tendo depois ingressado no curso de Arquitetura. Durante a I Guerra Mundial (1914-1918) foi mobilizado e entrou na Escola de Guerra, tendo prestado serviço no Quartel-General e no Hospital Militar. Em 1926, obtém o diploma de Arquiteto, depois de ter trabalhado durante dois anos na Direção Geral dos Edifícios e Monumentos do Norte. No atelier da rua de Santa Catarina, o Capitão Queiroz projetou prédios, cinemas, cafés, lojas, igrejas, escolas e uma enorme quantidade de moradias. Sobretudo para o Porto, mas também fora da cidade e até recebeu a encomenda de uma escultura para um lugar improvável. Em Mondim de Basto, no jardim público agora designado Praça 9 de Abril, encontra-se implantado o Monumento aos heróis da Batalha de La Lys, uma obra de sua autoria, encomendada pelo Comendador José de Carvalho Camões.

O monumento e o jardim propositadamente construído para o acolher foram inaugurados em 1930 e constituem, desde então, um ponto de referência urbano. Em 2018 foi um dos lugares de destaque para celebração do centenário da 1ª Grande Guerra neste município.


 

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22 de junho de 2018
Arquitetura em debate: o encontro "Cidade Inventada-Cidade Continuada"

Ontem, no Teatro do Bolhão, tiveram voz os arquitetos. Falou-se de projetar sobre o projetado, mas como gesto que denuncia a assertividade de um tempo presente e de um ato que, entre o entendimento do edifício e a leitura da sua história, é sempre, afinal, de arquitetura. Os casos debatidos exemplificaram diferentes tipologias, condicionamentos, programas e presença urbana expondo um universo complexo de parâmetros e estratégias que se colocam perante a oportunidade de uma intervenção. Demonstrada ficou também, a importância do debate, em particular num momento de profunda e rápida transformação como o que atualmente o Porto presencia e onde a competência e o pensar do arquiteto são agentes determinantes.

Este fórum representou também um propósito de alargamento de ação da Fundação Marques da Silva e a sua disponibilidade para tomar parte no debate das grandes questões colocadas aos arquitetos, contribuindo para a produção de conhecimento que possa refletir-se na prática projetual.
 

+ info: guião, programa, texto

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15 de junho de 2018
Cidade Inventada-Cidade Continuada
conservar.observar.projetar
encontro debate
Teatro do Bolhão, 21 de junho, 9h30-10h30

“a arquitectura será útil quando arroje sobre o património outras luzes e outras sombras. Quando abra o jogo de outra representação que vincule de outra forma todas as dimensões da temporalidade da memória – passado, presente e futuro –, quando permita celebrar uma nova representação do Anjo da História”
(I. Solà-Morales).

 

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12 de junho de 2018
Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896
Garagem Sul do CCB, Lisboa
Encerra a 17 de junho

"Mais do que um modelo, as Belas-Artes eram um paradigma, uma concepção do mundo, da cultura artística, da profissão, do mercado, do mecenato e da crítica cuja linhagem remontava ao Renascimento." (Joaquim Pinto Vieira)
 

Encerra a 17 de junho aquela que é a primeira grande mostra da coleção de desenhos realizados em Paris por José Marques da Silva. Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896 dá a ver 62 desenhos que traduzem a aprendizagem do ofício de arquiteto na École des Beaux-Arts num tempo que assistiu às grandes transformações idealizadas por Haussmann, evocadas em Paris Haussmann. Modelo de cidade. São as duas exposições de arquitetura que ocupam a Garagem Sul do CCB e estes são os últimos dias para quem ainda não teve a oportunidade de as visitar.

Horários de visita: terça a domingo, entre as 10h00 e as 18h00.
O preço do bilhete é de 5,00. Estudantes e maiores de 65 anos têm um desconto de 50%. Entrada gratuita para menores de 18 anos. Com o bilhete é distribuída a folha de sala.

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8 de junho de 2018
CIDADE INVENTADA-CIDADE CONTINUADA
conservar . observar . projetar
Encontro Debate

CIDADE INVENTADA-CIDADE CONTINUADA
conservar . observar . projetar

Encontro Debate
21 de junho, 9h30-17h30
Salão nobre do Palácio do Bolhão

 

A Fundação Marques da Silva está a promover o encontro debate Cidade Inventada-Cidade Continuada: conservar.observar.projetar, a realizar no próximo dia 21 de junho, no Salão Nobre do Palácio do Bolhão, entre as 9h30 e as 17h30. Trata-se de um encontro que, proporcionando a apresentação de um conjunto de projetos por parte dos respetivos projetistas, pretende fomentar o debate e problematização sobre o papel da arquitetura e do arquiteto no processo de requalificação patrimonial em curso na cidade do Porto, sobre a cidade que existe e os valores que a contemporaneidade lhe pode acrescentar. Trata-se também de uma iniciativa que exprime a vontade de a Fundação Marques da Silva alargar a sua ação de apoio à investigação de arquitetura, promovendo a cultura da cidade e do património edificado, a produção e divulgação do saber disciplinar da arquitetura.

O programa está estruturado em dois momentos. Durante a manhã, um primeiro bloco agrupa escritórios e equipamentos: o edifício 156 da Avenida dos Aliados, o edifício “A Nacional”, o "Liceu Alexandre Herculano" e o Mercado do Bolhão. O segundo bloco, durante a tarde, agrupa projetos direcionados para residência e serviços, a saber: as moradias projetadas por Marques da Silva para a rua D. João IV, uma moradia na rua Duque de Terceira e o Guindalense, a unidades urbana Bonjardim-Formosa-Sá da Bandeira e o edifício “Palácio do Comércio”.

Quatro observadores - Domingos Tavares, João Paulo Providência, Manuel Mendes e Nuno Brandão Costa - terão como função sublinhar aspetos mais relevantes das açoes em curso, bem como moderar o debate que encerra cada bloco. A anteceder a sessão da tarde, o arquiteto José Gigante apresentará em formato de visita guiada, o projeto de requalificação do local de acolhimento, o Palácio do Bolhão.
 

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.
 

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22 de maio 2018
As exposições da Garagem Sul + Debate de Encerramento
Visita Guiada com André Tavares
9 de junho (a partir do Porto)

Estão abertas as inscrições para uma visita guiada às duas exposições atualmente patentes ao público na Garagem Sul do Centro Cutural de Belém, em Lisboa, orientada por André Tavares, programador de arquitectura na Garagem Sul, arquitecto e coordenador da Dafne Editora, autor da monografia "Em Granito. A arquitectura de Marques da Silva em Guimarães", editada pela Fundação Marques da Silva.
 

Aos participantes, para além da visita a Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896, exposição que mostra um núcleo de desenhos de arquivo pertencentes ao período da formação de José Marques da Silva em Paris, realizados entre 1889 e 1896, enquanto aluno da École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts e discípulo de Victor Laloux, o arquiteto da Gare d’Orsay, e a Paris Haussmann. Modelo de Cidade, exposição que analisa e revela o potencial do modelo urbano parisiense contemporâneo relativamente às apostas e desafios das cidades de amanhã, será também dada a possibilidade de assistir ao debate de encerramento, que se inicia às 17h00, com participação dos arquitetos Eric Lapierre e Gonçalo Byrne e moderação de André Tavares.
 

Com saída às 10h00, da Praça Marquês do Pombal, no Porto, tem um custo associado de 40 euros e um número máximo de 30 participantes. Inscrições para fims@reit.up.pt, até 6 de junho.

 

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21 de maio de 2018
Diálogos com Fernando Lanhas
O DIM na Fundação Marques da Silva

Moderno e portuense, arquiteto e homem das Ciências, capaz de atuar em várias esferas de um universo alargado de interesses, um visionário pragmático, um artista com um trabalho distinto, pessoal, radicalmente ele próprio, com uma incessante vontade de saber, um sonhador e um eterno curioso, que indo para além do visível e da dimensão humana, nunca deixa de regressar ao quotidiano e de responder à necessidade de passar conhecimento.

Estas foram algumas das ideias lançadas na passada sexta feira, na Casa-Atelier José Marques da Silva, por Luís Soares Carneiro, Manuel Marques e Lúcia Almeida Matos, primeiros interlocutores de uma sessão dedicada ao arquiteto Fernando Lanhas, antecipadora de novas e futuras ações a promover por Luís Viegas e Rui Américo Cardoso no contexto da doação do acervo profissional deste arquiteto à Fundação Marques da Silva, anunciada pela Presidente da Fundação, Fátima Marinho.


Um gesto dos herdeiros de Fernando Lanhas que foi unanimemente reconhecido por todos os participantes por assim vir a criar e promover condições de estudo e reflexão da sua obra de arquitetura, ainda a aguardar a visibilidade suficiente para ser reavaliada. Uma obra que Luís Soares Carneiro considera poder ser encarada como uma síntese particular de um processo de aculturação e domesticação do Moderno, ajustada aos valores da época e do lugar onde se inscreve.
 

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18 de maio de 2018
Newsletter #33 | maio de 2018

Diálogos com Fernando Lanhas, a conversa que hoje decorrerá na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h00, com Luís Soares Carneiro, Manuel Marques e Lúcia Almeida Matos, moderada por Luís Viegas e Rui Américo Cardoso, é o destaque que abre a Newsletter #33. Aqui se apresentam as iniciativas relatvias ao mês de maio, mas a antecipar também outras ações que terão lugar no próximo mês de Junho.

 

Ler Newsletter #33

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17 de maio de 2018
Visita guiada por André Tavares às exposições da Garagem Sul (CCB)
fotografia de André Cepeda

Para o próximo dia 9 de junho, está agendada uma visita guiada às duas exposições patentes na Garagem Sul, Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux e Paris Haussmann. Modelo de cidade, por André Tavares. Aos participantes na visita será ainda possível assistir ao debate de encerramento da exposição Paris Haussmann. Modelo de Cidade, que conta com a participação dos arquitetos Eric Lapierre e Gonçalo Byrne, moderado por André Tavares.

 

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5 de maio de 2018
"Diálogos com Fernando Lanhas"
Luís Soares Carneiro, Manuel Marques e Lúcia Almeida Matos
Moderação de Luís Viegas e Rui Américo Cardoso
Dia 18, às 18h00
Casa-Atelier José Marques da Silva

Há uma maneira de ver as coisas e de as querer investigar, querer saber como elas são. Sempre de uma maneira natural, calma, exata, rigorosa e elementar, sem campo para superfluidades. Eu não perco tempo. […] Eu procuro continuamente alguma coisa. Eu procuro uma essência. Procuro o conhecimento. Eu quero entender. (Fernando Lanhas, os 7 rostos, documentário de António de Macedo, 1988)

 

Em Dia Internacional do Museus, a Fundação Marques da Silva promove uma conversa em torno de Fernando Lanhas. A sessão conta com a participação de um arquiteto, Luís Soares Carneiro, um físico, Manuel Marques, e uma historiadora de Arte, Lúcia Almeida Matos. Para moderar o Diálogo com Fernando Lanhas, estarão Luís Viegas e Rui Américo Cardoso, investigadores do Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da FAUP, comissários do programa que está a ser gizado para sinalização da doação do acervo de Fernando Lanhas à Fundação Marques da Silva. A abrir a sessão, estará a Presidente do Conselho Diretivo da Fundação, Fátima Marinho.

 

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.

 

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15 de maio de 2018
José Forjaz • Pensar Arquitectura | o lançamento do livro

A sessão de lançamento do livro José Forjaz • Pensar Arquitectura, que a partir desta semana começa a circular no mercado livreiro português, proporcionou o encontro na Casa-Atelier José Marques da Silva entre o arquiteto José Forjaz, o autor, e os Arquitetos Francisco Pires Keil do Amaral e Elisiário Miranda, seus apresentadores. E tornou-se ocasião para recordar o percurso invulgar de José Forjaz e as múltiplas dimensões da sua ação, refletidas e testemunhadas, aliás, nesta coletânea antológica de textos. Um livro que é um legado – não fechado -, a sublinhar a necessidade da Arquitetura e a crença no contributo determinante do Arquiteto para a construção de uma harmonia social. Como referiu Francisco Keil do Amaral, um livro grande e um grande livro.

 

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12 de maio de 2018
Relatório de Atividades e Gestão 2017

Encontra-se disponível para consulta pública, o Relatório de Atividades e Gestão correspondente ao ano de 2017.

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8 de maio de 2018
José Forjaz

José Forjaz nasceu em Coimbra e formou-se em Arquitetura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Colaborou com Pancho Guedes, Fernando Mesquita, João Andresen, Octávio Lixa Filgueiras, Arnaldo Araújo, Conceição Siva, Bartolomeu Costa Cabral, Maurício de Vasconcelos e João José Tinoco. Em 1968, abriu, na Suazilândia, o seu primeiro atelier de arquitetura. A partir de 74, adopta Moçambique como espaço privilegiado de ação. Neste país exercerá igualmente funções governativas, representativas e docentes de relevo. Tem uma vasta obra de arquitetura realizada em vários países africanos. A sua atividade profissional abarca também o desenho urbano, urbanismo e planeamento regional.  Como professor, conferencista ou autor tem obtido reconhecimento internacional, num percurso marcado por múltiplas distinções.

 

Dia 11, às 18h00, estará na Fundação Marques da Silva para o lançamento do seu livro José Forjaz • Pensar Arquitectura

 

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7 de maio de 2018
À conversa com Diogo Pimentel, Luiz Cunha, José Fernando Gonçalves e Paulo Providência, João de Almeida e Frei Bento Domingues

Os arquitectos que realizaram a exposição no convento de S. Domingos (Alto dos Moinhos), que estará aberta nos dois próximos meses, não repetiram o passado. Abriram novas possibilidades de incarnação do projecto de S. Domingos em novas formas e não só de arquitectura. Esta inspira novas arquitecturas da vida. (Frei Bento Domingues, "Arquitectos e memória do futuro", Jornal Público, 22 de abril de 2018)

 

A conversa com Diogo Pimentel, Luiz Cunha, José Fernando Gonçalves e Paulo Providência, João de Almeida e Frei Bento Domingues vai acontecer no Sábado, dia 12 de maio, às 16 horas, na igreja do Convento de São Domingos (Alto dos Moinhos, Lisboa) e tem como tema as obras construídas no Porto, Fátima, Ourém e Lisboa por encomenda dos Dominicanos.
 

Uma partilha de histórias que se insere na programação paralela à exposição “Dominicanos. Arte e Arquitetura Portuguesa. Diálogos com a modernidade”, promovida pelo Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e pelo Instituto São Tomás de Aquino, sendo a Fundação Marques da Silva uma das entidades parceiras.
 

A exposição manter-se-á aberta ao público até 10 de junho. O acesso é gratuito e pode ser visitada de quinta a domingo, entre as 16h e as 19h. 

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4 de maio de 2018
Diálogos com Fernando Lanhas

Diálogos com Fernando Lanhas
Com Luís Soares Carneiro, Manuel Marques e Bernardo Pinto de Almeida (a confirmar)
Moderação de Luís Viegas e Rui Américo Cardoso
18 de maio - Dia Internacional dos Museus
18h, Casa-Atelier José Marques da Silva
 

Diálogos com Fernando Lanhas, a iniciativa que assinala a participação da Fundação Marques da Silva no Dia Internacional dos Museus, constitui um primeiro momento de reflexão e debate sobre este arquiteto promovido pela instituição, proposto e moderado pelos Professores Arquitetos Luís Viegas e Rui Américo Cardoso, comissários do programa que está em preparação para sinalizar a doação do acervo à Fundação Marques da Silva.
 

O encontro convoca a Arquitetura, a Ciência e a Arte como vias dialógicas, reunindo assim um arquiteto, Luís Soares Carneiro, um físico, Manuel Marques, e um crítico de arte, Bernardo Pinto de Almeida (ainda a confirmar). A eles será dada a palavra para nos ajudarem a pensar Fernando Lanhas, hoje.
 

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2 de maio de 2018
José Forjaz • Pensar Arquitectura
Casa Forjaz, Mabbane, Suazilândia

A experiência, ou a inexperiência política que caracterizou os primeiros dez anos do meu retorno a Moçambique, no final de 1974, foi uma aprendizagem de valor incalculável, quer em termos profissionais quer em termos da importância das dimensões ideológicas e políticas da profissão.

O âmbito das responsabilidades assumidas forçaram uma abertura a um irrecusável interesse pelas escalas mais vastas da intervenção do arquitecto, que me obrigou a uma prática que vai do design gráfico, de móveis, do objecto e do edifício à organização do espaço regional, incluindo o desenho e planeamento urbano e a que se soma o paisagismo.

 

José Forjaz • Pensar Arquitectura é um livro que o autor dedica aos seus mestres, alunos e colegas, uma partilha da evolução de um pensamento sobre um tema vasto e integrador da dedicação de uma vida, um contributo de um arquiteto, que o continua a ser, para um pensar comum.
 

Com apresentação de Francisco Keil do Amaral e Elisiário Miranda, tem lançamento marcado em Portugal, a 11 de maio, na Casa-Atelier José Marques da Silva.
 

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30 de Abril de 2018
O 1º de maio de 74 e 75 nas ruas do Porto
Imagens de Alfredo Matos Ferreira

Porto: 1º de maio de 74 e de 75. Imagens gravadas e posteriormente editadas por Alfredo Matos Ferreira. Um olhar que nos devolve a euforia coletiva de um momento de incontida esperança com a cidade em pano de fundo. Um documento histórico único que dá a conhecer uma outra dimensão de um arquiteto que viu nas ações do SAAL a experiência mais gratificante da sua longa carreira.

 

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24 de abril de 2018
José Forjaz • Pensar Arquitectura
Lançamento de livro

José Forjaz • Pensar Arquitectura
Lançamento de livro
Apresentação a cargo de Francisco Keil do Amaral e Elisiário Miranda
11 de maio, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva

 

José Forjaz • Pensar Arquitectura é uma recolha antológica de textos que, entre reflexões, declarações, contribuições, pensamentos ou elegias, traduzem a evolução do pensamento de José Forjaz, das suas perspetivas e perceções. Formas de expressão que o autor, na sua condição de arquiteto, foi amadurecendo ao longo dos anos, produzidas na particularidade do seu regresso a Moçambique, em contexto pós-colonial, sobre um tema vasto e integrador de uma vida: a Arquitetura. Um livro que pretende ser “uma contribuição a um pensar comum.”

A publicação é uma realização conjunta da Caleidoscópio, em Portugal, e da Kapikua, em Moçambique. Depois do lançamento em Maputo, segue-se, na Casa-Atelier José Marques da Silva, o lançamento em Portugal, na presença do autor e com apresentação dos arquitetos Francisco Keil do Amaral e Elisiário Miranda. A abrir a sessão estará a Presidente do Conselho Diretivo da Fundação Marques da Silva, Fátima Marinho. Em representação da editora Caleidoscópio estará também presente Jorge Ferreira.

Entrada livre, sujeita à lotação do espaço.


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23 de abril de 2018
A visita ao Mercado Municipal de Santa Maria da Feira

Se investigar sobre e a partir da realidade foi o mote da publicação Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira, a visita guiada proporcionou a todos os participantes o confronto direto com a obra de arquitetura. Com cada canto a oferecer uma paisagem diferente e a contar diferentes histórias, sentiu-se a força de um projeto que se constituiu sinónimo de vida e agregador de afetos. Falou-se de forma e de materiais, da pedra ao betão, do azulejo à ardósia das bancas, do uso da Cor e da Luz, do duplo jogo de abertura à cidade e de encerramento num espaço central de inspiração claustral. Um deambular pelo Mercado, pontuado pelas intervenções de Carlos Machado, José Bernardo Távora e Vincenzo Riso, para confirmar a intemporalidade do projeto, a necessidade de preservar as memórias que congrega e de resolver os problemas do presente num justo compromisso com garantia de futuro.

 

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23 de abril de 2018
A sessão de apresentação do livro “Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira”
Casa-Atelier José Marques da Silva

O Mercado Municipal de Santa Maria da Feira assumido na perspetiva de um desafio didático, eleito objeto de estudo no âmbito da disciplina de projeto, com a finalidade de conduzir os alunos a equacionarem cenários e soluções hipotéticas de intervenção no edificado. Eis o ponto de partida para um trabalho de aprendizagem e prática de investigação e síntese que o livro Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira enquadra e dá a conhecer.


Durante a sessão de apresentação do livro - que se encontra já disponível para consulta em livre acesso no repositorium da Universidade do Minho – foi sublinhada a relevância pedagógica do exercício desenvolvido, solidamente ancorado na documentação preservada na Fundação Marques da Silva, mas também o seu sentido de oportunidade política e disciplinar.


O Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, obra projetada por Fernando Távora ainda na década de 50 do século XX, continua a marcar a paisagem onde se integra e a manter vivo o seu valor estético, arquitetónico e urbanístico, valores que confirmam o génio do seu criador e fundamentaram a sua classificação como Monumento de Interesse Público, em 2012. O presente estudo, para além das propostas dos alunos, integra os contributos de um painel de professores e autores convidados a participar, constituindo-se já como instrumento agregador das três instituições envolvidas, Fundação Marques da Silva, Escola de Arquitetura da Universidade do Minho e Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, para a elaboração de uma candidatura a fundos internacionais que permitam futuramente validar ações concretas de requalificação.


Participaram na sessão Fátima Marinho, Jorge Correia, Gil Ferreira, Vincenzo Riso, José Bernardo Távora, Carlos Machado e Eduardo Fernandes.
 

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23 de abril de 2018
Uma "viagem virtual" pela Biblioteca de João Queiroz:
O livro enquanto forma de entendimento da prática da arquitetura
Dia Mundial do Livro | 23 de abril

Alguns textos teóricos, poucos, mas sobretudo monografias sobre arquiteturas, prédios de habitação e moradias urbanas e rurais, sobre tipologias variadas, cinemas, igrejas, teatros garagens, pavilhões de exposição, jardins, cafés, bares e restaurantes, ou artes decorativas, mobiliário, escultura, pintura ou vitrais, cerâmica, azulejos, ferros forjados, decoração de interiores, montras de lojas, objetos de design, candeeiros ou espelhos. Seguem-se os livros técnicos sobre serralharia ou carpintaria, plenamente preenchidos com pormenores construtivos.
Em grande parte são coleções de estampas soltas, facilmente manuseáveis, com fotografias e desenhos de obras, reais ou em projeto, com designação de autorias onde predomina a cultura francesa.
 

É a Biblioteca Profissional de João Queiroz, a que ele guardava no seu escritório. Obedecia a objetivos muito pragmáticos e de grande operatividade, exemplar, nas palavras de Alexandre Alves Costa, da maioria das bibliotecas dos muitos arquitetos que não viajaram, mas cujo estudo adquire particular relevância para aprofundar o entendimento da arquitetura corrente que se praticou no Porto, praticamente até aos anos 50 do século XX (in, "João Queiroz, um arquiteto tranquilo").
 

Em Dia Mundial do Livro, a FIMS disponibiliza através do seu Catálogo Bibliográfico Virtual, a possibilidade de descobrir 80 dos títulos que constituem a Biblioteca Profissional deste arquiteto portuense.

 

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20 de abril de 2018
Visita ao Mercado Municipal da Feira com Carlos Machado e Vincenzo Riso
Mercado Municipal da Feira, fotografia de Carlos Machado

A visita ao Mercado Municipal de Santa Maria da Feira é já amanhã e terá como guias os Professores Arquitetos Carlos Machado e Vincenz oRiso. É o segundo momento do programa Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira.

 

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20 de abril de 2018
Newsletter #32 | 20 de abril

No dia em que o Mercado Municipal de Santa Maria de Feira se constitui tema de debate, numa iniciativa conjunta da Fundação Marques da SIlva, Escola de Arquitetura da Universidade do Minho e Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, apresentamos a Newsletter #32. O mês em destaque é abril, mas antecipam-se já algumas das ações que vão pontuar o próximo mês de maio.

 

Para aceder à leitura clique aqui

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18 de abril de 2018
Da Estação de Campanhã à Estação de S. Bento
A visita guiada do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

(...) O comboio, chegado a São Bento, parecia deixar os pulmões na linha; um fumo branco como espuma inundava o cais; das portinholas saía de roldão uma gente apressada e que, de repente, rompia os laços de viajante e mergulhava na cidade com as suas malas e os embrulhos, pronta a começar o dia urbano, a apanhar táxi, a reconhecer a família que lhe estende os braços. (Agustina Bessa Luís, As Estações da Vida)

A visita com que a Fundação Marques da Silva,a IP-Infraestruturas de Portugal e a CP assinalaram o Dia Internacional dos Monumentos e Sitios concluiu-se em S. Bento, mas teve o seu início na estação de Campanhã, convocando outros tempos e uma outra cidade, também ela moldada ou influenciada pelo ritmo imposto da ferrovia. Falou-se da construção da rede do Norte e do investimento nacional, das transformações que novas tecnologias e ciclos de vida foram impondo no desenho do território e nos afluxos de gentes que nele agiam ou o utilizavam. Citaram-se linhas que encerram e que ganham nova vida com novos projetos e funções.
 

E foi uma luz generosa que recebeu o grupo, à saída do comboio, na gare de S. Bento, tal como era desejo de quem a projetou. Momento para falar de José Marques da Silva -  o arquiteto, o homem determinado e qualificado pela experiência francesa - e do projeto, sinal de modernidade e em sintonia com o desejo de monumentalidade da urbe. Uma história marcada por múltiplos desenvolvimentos, cujo sentido se descobre pelos planos que precederam o projetado e o construído, com uma referência final aos paineis de azulejo que, como Agustina Bessa Luís refere, "contam toda uma poesia".
 

A visita foi conduzida por Domingos Tavares, Paula Azevedo, Fernando Pereira, Ana Sousa e Luís Lopes.

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16 de abril de 2018
Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira
Apresentação de livro e debate
20 de abril, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva

Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira
Apresentação de livro e debate
Fátima Marinho, Jorge Correia, Gil Ferreira, Vincenzo Riso, José Bernardo Távora, Carlos Machado e Eduardo Fernandes.
20 de abril, 18h00, Casa-Atelier José Marques da Silva


O mercado da Feira é a obra “mais tensa e por isso com  mais significado da nossa arquitectura moderna em transição para o racionalismo crítico. Tensão que vem da dialéctica entre integração e ruptura, entre espaço interno (que é exterior e semiexterior) e sítio; entre percurso e pausa; entre tecnologia nova e construção comum; estando sempre estes termos – e outros – assumidos como opostos mas resolvidos em formas simples. Obra que transcende o panorama português para se classificar entre as obras primas da arquitectura europeia dos anos 50” (Nuno Portas, in “Prefácio à edição de 1982” do livro de Fernando Távora, Da Organização do Espaço)

 

O Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, que Fernando Távora começa a projetar em 1953, será o tema em debate na sessão do próximo dia 20 de abril, na Casa-Atelier. É a primeira iniciativa de um conjunto de três, programadas a partir do  projeto liderado por Vincenzo Riso, Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira, com um grupo de alunos do Curso de Arquitetura da Universidade do Minho, e que, com a apresentação do resultado do projeto traduzido em livro, se propõe colocar em discussão formas possíveis e fundamentadas de abordar a obra e a sua requalificação, arquitectónica e funcional. Um debate que, centrado num caso de estudo concreto, pretende refletir sobre vias e metodologias de abordagem à questão da preservação do património arquitetónico do Moderno nos dias de hoje.

A sessão conta com a presença da Presidente do Conselho Diretivo da Fundação, Fátima Marinho, de Jorge Correia, em representação da EAUM e de Gil Ferreira, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. Para o debate estarão presentes o coordenador do estudo e do projeto editorial, Vincenzo Riso, José Bernardo Távora e Carlso Machado, dois dos autores nele representados, e Eduardo Fernandes.

Aproveitamos para informar que a visita ao Mercado, agendada para a manhã do dia 21, já está esgotada, sendo apenas possível recolher inscrições em lista de espera.

A entrada para a sessão é livre, estando apenas sujeita à lotação do espaço.

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16 de abril de 2018
Lembrando Manuel Teles

Passam 50 anos sobre o primeiro desenho para o projeto de moradias populares do Aleixo. Na base das linhas programáticas lançadas pela Câmara Municipal do Porto, estava a encomenda para a construção de 320 fogos de caracter social. Cumprindo os ditames do Plano Auzelle pretendia responder às necessidade de realojamento de populações desfavorecidas, em particular das populações que habitavam em condições de grande insalubridade a zona do Barredo-Ribeira.
 

Será Manuel Teles, num projeto onde Alexandre Alves Costa também colabora, o seu autor. Pressupunha a construção de edifícios-torre, marcando assim uma viragem de paradigma no modelo adotado para a arquitetura habitacional de carácter social no Porto. A construção inicia-se em 1971 e as primeiras torres viriam a ser terminadas em 1973. O projeto era inovador porque cruzava duas tipologias, as do edifício em altura (caixa de escadas e elevador), com o edifício galeria (uma vez que o acesso aos fogos era feito por uma galeria que dava para um saguão central que iluminava e arejava as referidas galerias). Ficaria por realizar a construção do Centro Social e o Centro de Dia. O impacto das transformações sociais e económicas que a cidade atravessa, após 74, a degradação do edificado, o sobrealojamento das populações residentes e novas conjunturas políticas conduzirão à decisão de demolição, processo iniciado com a implosão, entre 2011 e 2013, de duas das 5 torres e da Escola da Arrábida, que perfaziam o Bairro. A polémica então instalada conduziu à suspensão do plano que se pretendia implementar, mantendo o seu futuro indeterminado, mas provou também, como referiu Ana Lima, o apreço dos moradores pelo seu espaço e as maneiras criativas como dele se apropriaram.
 

A obra desenvolvida por Manuel Teles estende-se do norte ao sul do país, com particular destaque para Barcelos, Mira, Cantanhede, Coimbra e Porto. Projetou desde grandes equipamentos públicos, a moradias unifamiliares, passando pelo desenho de planos de requalificação urbana. Foi docente da ESBAP e, posteriormente, da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Nasceu a 16 de abril de 1936.

 

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14 de abril de2018
Rui Goes Ferreira. Imagem de uma obra interrompida
Encerramento da exposição
Visitas guiadas por Madalena Vidigal
Rui Goes Ferreira, [19...]. Fotografa da coleção privada da família

Rui Goes Ferreira. Imagem de uma obra interrompida
Encerramento da exposição
Visitas guiadas por Madalena Vidigal


Encerra hoje, com visitas guiadas pela curadora, Madalena Vidigal, às 16h00 e às 18h00, a exposição “Rui Goes Ferreira. Imagem de Uma Obra Interrompida”.

Patente na Porta33 (Funchal), foi motivada pelo acordo de doação do acervo de Rui Goes Ferreira à Fundação Marques da Silva e ganhou forma a partir do trabalho de investigação de Madalena Vidigal, no âmbito da tese de mestrado na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Apresenta fotografias de Duarte Belo e foi concretizada com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.

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13 de abril de 2018
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2018
Visita às estações ferroviárias do Porto: de Campanhã a S. Bento
18 de abril, 10h00-12h00

Visita às estações ferroviárias do Porto: de Campanhã a S. Bento
Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2018

Na companhia de: Arq.to Domingos Tavares (FIMS); Arq.ta Paula Azevedo e Eng. Fernando Pereira (IP-Infraestruturas de Portugal); Dr.ª Ana Sousa e Dr. Luís Lopes (Arquivo Histórico da CP)

Ponto de encontro: 10h00, Estação de Campanhã (Gabinete de Apoio ao Cliente)

 

"O contraste que se produz ao sahir da escuridão d´um túnel para penetrar em seguida n´um espaço fechado em que a luz entra a jorros, deve ser d´uma sensação intensamente verdadeira. Toda a concepção do projecto repousa sobre esta verdade incontestável." (José Marques da Silva, Memória descritiva e justificativa do Projecto para a Estação Central de S. Bento no Porto, [1900])
 

O programa inicia-se com uma visita guiada à estação de Campanhã, prossegue com a viagem ferroviária de ligação a S. Bento e termina com uma visita guiada à Estação de S. Bento. Oportunidade assim para se falar da linha do Norte e da rede ferroviária do Porto, dos equipamentos, dos projetos, do arquiteto e também de Jorge Colaço a propósito dos paineis azulejares que revestem o átrio de S. Bento.


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12 de abril de 2018
"Dominicanos. Arte e Arquitetura Portuguesa. Diálogos com a Modernidade"
Exposição, Visitas guiadas, Conferência
14 de abril a 10 de junho de 2018
Convento de S. Domingos (Alto de Moinhos, Lisboa)


DOMINICANOS. ARTE E ARQUITETURA PORTUGUESA. DIÁLOGOS COM A MODERNIDADE

Exposição
14 de abril a 10 de junho
Convento de São Domingos (Alto dos Moinhos, Lisboa)
Visitas guiadas: 28 de abril, 26 de maio e 9 de junho
Conferência: 12 de maio
 
Em 2018 a Ordem dos Pregadores (Dominicanos) celebra os 800 anos da abertura do seu primeiro convento em Portugal. Evocando esta data inaugurará no próximo sábado, dia 14 de abril pelas 16 horas, no Convento de São Domingos (Alto dos Moinhos, Lisboa), a exposição “Dominicanos. Arte e Arquitetura Portuguesa. Diálogos com a modernidade”, com curadoria dos Arquitetos João Alves da Cunha, João Luís Marques, Paulo Miranda e Pedro Castro Cruz.
 
Patente ao público até 10 de Junho, a exposição, que conta com o apoio da Fundação  Marques da Silva, releva o contributo da encomenda dominicana na renovação da arte sacra e da arquitetura religiosa no século XX, dando a conhecer igrejas e conventos edificados no Porto, Fátima, Ourém e Lisboa. Projetos e intenções que refletem caminhos de aproximação com a arte e a arquitetura moderna – conforme testemunham maquetas, desenhos, fotografias, obras de arte e textos de vários autores ali reunidos, como por exemplo dos arquitetos Eduardo Raul da Silva Martins, Manuel da Silva Passos Júnior, Fernando Peres, Fernando Távora (com o projeto para o Centro Cívico de Marechal Gomes da Costa, no Porto, e o anteprojeto para a Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima), Luiz Cunha, Diogo Lino Pimentel, José Fernando Gonçalves, Paulo Providência e dos artistas plásticos Ricardo Leone, Mário Costa, Maria Luísa Marinho Leite, José Grade, Maria do Carmo d’Orey com Manuel Costa Cabral, José Espiga Pinto, Isolda Norton, Georges Serraz e Ferdinand Gehr.
 
O programa expositivo, contempla a realização de visitas guiadas à exposição e convento, nos dias  28 de abril, 26 de maio e 9 de junho, pelos curadores Paulo Miranda, João Alves da Cunha e João Luís Marques, respetivamente. Será também realizada uma conferência dedicada ao tema da exposição, dia 12 de maio. Todas estas atividades terão início às 16 horas.

Para mais informações sobre a exposição e visitas clique aqui

 

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12 de abril de 2018
16ª Mostra da Universidade do Porto
12 a 15 de abril
ICBAS/FFUP

Inicia-se hoje, nas instalações do ICBAS/FFUP, a 16ª edição da Mostra UP e traz novidades em várias áreas.

A Mostra da UP constitui uma oportunidade única para o público em geral e os estudantes em particular conhecerem de perto a oferta formativa da Universidade do Porto.

A Fundação Marques da Silva cumpre a tradição e associa-se a esta iniciativa disponibilizando um conjunto de publicações por si editadas que pode ser adquirido a um preço reduzido.

De entrada livre, a Mostra funciona quinta-feira e sexta-feira das 10 às 19 horas e sábado, das 11 às 20 horas e domingo, das 11 às 19 horas.

+ info: https://www.mostra.up.pt/

 

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11 de abril de 2018
Inauguração da exposição "Os Universalistas: 50 anos de arquitectura portuguesa"
Visita guiada e debate "Portugal, um outro universalismo"
13 de abril, 21h00
Nave Expositiva da Casa da Arquitectura

A exposição "Os Universalistas: 50 anos de arquitectura portuguesa", uma reposição da exposição apresentada na Cité de l´Architecture et du Patrimoine, em 2016, por ocasião da celebração dos 50 anos da presença da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris, vai agora apresentar-se em Portugal, na Nave Expositiva da Casa da Arquitectura. Esta iniciativa, que conta com o apoio da Fundação Marques da Silva, tem inauguração marcada para o dia 13 de abril e o momento será assinalado com uma visita guiada pelo curador, o arquiteto Nuno Grande, seguida do debate "Portugal, um outro universalismo", com moderação de Nuno Grande, o testemunho de Eduardo Lourenço e a participação dos arquitetos Alexandre Alves Costa e João Belo Rodeia.
 

Trata-se de uma proposta de leitura do pensamento e produção arquitetónica portuguesa dos últimos 50 anos.  Fernando Távora e Alcino Soutinho, arquitetos cuja memória documental se encontra salvaguardada na Fundação Marques da Silva, são dois dos nomes referenciados num percurso delineado a partir do trabalho de arquitetos de referência. Para além de Fernando Távora e Alcino Soutinho, aí se encontram representados Alberto Pessoa, Ruy d’Athouguia, Manuel Tainha, Pancho Guedes, Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, José Carlos Loureiro, Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura, João Luís Carrilho da Graça, Manuel Graça Dias; e também de alguns dos mais promissores arquitetos portugueses das últimas décadas, como Manuel e Francisco Aires Mateus, ARX Portugal, Paulo David, Paula Santos, João Mendes Ribeiro, Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos.
 

+ info: www.casadaarquitectura.pt

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3 de abril de 2018
Visita guiada ao Mercado Municipal de Santa Maria da Feira
Com Carlos Machado e Vincenzo Riso
21 de abril (Sábado), 10h30
Inscrições em curso
Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, fotografia de Fernando Aroso, [1961]

Corpos vários, com sentido protetor, distribuem-se formando pátio. Não apenas um lugar de troca de coisas, mas de troca de ideias, um convite para que os homens se reúnam.
Uma linguagem austera, sob a proteção tutelar do Castelo. A propósito deste edifício Aldo Van Eyck, no Congresso de Otterlo, sugeriu que a noção corrente de espaço e tempo deveria ser substituída pelo conceito mais vital de lugar e ocasião.
(Fernando Távora, 1980)

 

A visita ao Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, na companhia dos Professores Arquitetos Carlos Machado e Vincenzo Riso, no quadro do programa Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira, está agendada para o dia 21 de abril, com início às 10h30.

 

Aberta a um número máximo de 30 participantes é gratuita, mas implica inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt ou para o telefone 225518557.

 

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29 de março de 2018
A representação do Martírio na coleção de pintura de José Marques da Silva

Este pequeno quadro com a prefiguração do Martírio e a representação simbólica de Jerusalém Celeste em pano de fundo, provavelmente datado de finais do século XVII, pertence à coleção de pintura de José Marques da Silva.

 

Com esta imagem nos associamos à época que o calendário assinala.

 

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27 de março de 2018
Dia Mundial do Teatro
José Marques da Silva, Teatro Apolo - Palácio da Brejoeira (construído), Monção, 1912

 "Sejam eles antigos ou modernos, é no edifício deserto, onde se entra de repente, onde nos deixamos penetrar por aquele espaço vazio singular e pelo silêncio do lugar, que podemos alcançar uma ideia autêntica do teatro (…)." (Louis Jouvet)

Imagem: José Marques da Silva, Teatro Apolo - Palácio da Brejoeira (construído), Monção, 1912

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20 de março de 2018
Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira
20 e 21 de abril de 2018
Casa-Atelier José Marques da Silva, Mercado de Santa Maria da Feira
Autoria da foto do mercado, Vincenzo Riso

Reclaiming the use of Fernando Távora´s Municipal Market of Santa Maria da Feira é o nome da publicação que, tomando o Mercado Municipal de Santa Maria da Feira, projeto da autoria de Fernando Távora, como caso de estudo, dá a conhecer o resultado do trabalho de investigação desenvolvido por um conjunto de alunos do 5º ano do Mestrado Integrado da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho, sob orientação do Professor Vincenzo Riso.
 

O trabalho, enquadrado por uma linha programática que tem por objetivo suscitar uma reflexão sobre o património arquitetónico do século XX e as questões levantadas na sua preservação na contemporaneidade, reuniu ainda a colaboração de um conjunto de arquitetos e professores - José Bernardo Távora, Carlos Machado, Isabel Valente e José Luís Pita - que deixam igualmente o seu testemunho nesta publicação, onde acresce também a perspetiva de Álvaro Siza sobre a obra de Fernando Távora.
 

A pertinência das questões levantadas e a oportunidade de repensar esta obra, projetada em 1953, classificada como monumento de interesse público, passados praticamente 60 anos sobre a sua construção, congregou a vontade conjunta da Fundação Marques da Silva, da Escola de Arquitetura da Universidade do Minho e da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira no desenho de um programa que passa pela sessão de lançamento do livro, a 20 de abril, na Casa-Atelier José Marques da Silva, uma visita guiada ao Mercado, na manhã do dia seguinte, e uma terceira sessão, ainda a calendarizar, em Guimarães, na Escola de Arquitetura, para um fórum de debate sobre o valor pedagógico da obra de arquitetura de Fernando Távora.
 

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19 de março de 2018
Programa Arte e Espaço
Cursos de Formação Continua

A Fundação Marques da Silva e a Faculdade de Belas-Artes da UP vão promover o Programa ARTE E ESPAÇO, uma oferta formativa centrada na disseminação de saber e fazer sobre as áreas de intervenção de cada uma das instituições, direcionada a especialistas e interessados nas áreas da pintura, arquitetura, desenho e ilustração.

O programa, cientificamente coordenado por Rui Vitorino dos Santos e orientado por especialistas da FBAUP, inicia-se com o Curso “Ilustração e Espaço”. Com aulas aos sábados de manhã, decorre entre 7 de abril e 14 de julho, num total de 12 sessões em regime diurno: 9h30-12h30.

Para mais informações consultar fbaup.up.pt

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15 de março de 2018
Dominicanos
Arte e Arquitetura Portuguesa
Diálogos com a Modernidade

 

Inaugura no próximo dia 14 de Abril, no Convento de São Domingos (Alto dos Moinhos, Lisboa) a exposição "Dominicanos. Arte e Arquitetura Portuguesa. Diálogos com a Modernidade". A iniciativa insere-se na programação proposta pelo Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa e o Instituto de São Tomás de Aquino para assinalar a passagem de 800 anos sobre a abertura do primeiro convento em Portugal da Ordem dos Pregadores (Dominicanos) e tem como objetivo sublinhar o contributo da encomenda dominicana na renovação da arte sacra e da arquitetura do século XX.

 

Neste caminho de aproximação à modernidade, a exposição dá a conhecer igrejas e conventos edificados no Porto, Fátima, Ourém e Lisboa reunindo maquetas, desenhos, fotografias e obras de arte provenientes de diferentes arquivos e instituições, entre as quais a Fundação Marques da Silva, com documentação relativa a dois projetos da autoria do Arquiteto Fernando Távora: o Centro Cívico de Marechal Gomes da Costa, desenvolvido numa fase inicial de carreira, ainda na qualidade de colaborador da Câmara Municipal do Porto; e o anteprojeto para a Capela de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, desenvolvido em 1962, mas que acabaria por não vir a ser construído.

 

A exposição estará patente ao público até 10 de junho do corrente ano.

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14 de março de 2018
Reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva:
Entrega da menção honrosa do Prémio João Almada (17ª edição)

O Arquiteto Miguel Ribeiro recebeu ontem, em representação do Atelier 15, autor do projeto de reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva, e da Fundação Marques da Silva, a menção honrosa atribuída no âmbito da 17ª edição do Prémio João Almada.
 

A cerimónia decorreu ontem, no átrio dos Paços do Concelho, seguindo-se a inauguração da exposição que reúne o conjunto de projetos galardoados nesta edição, em paralelo com a mostra de exemplares do Banco de Materiais pertencente à Câmara Municipal do Porto. A exposição manter-se-á aberta ao público até maio.
 

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7 de março de 2018
"Desenhos de Marques da Silva no atelier Laloux 1890-1896"
Na Garagem Sul do CCB, até 17 de junho

A partir de ontem, na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, é possível ficar a conhecer e apreciar uma mostra muito expressiva dos desenhos realizados por José Marques da Silva em Paris, enquanto aluno de Victor Laloux.

Mas estes desenhos também permitem refletir e questionar o significado e importância desta coleção singular e provavelmente única em território nacional. Não se esgotando no tempo e modelos que os justificam, são trabalhos escolares que promovem também uma reflexão sobre a aprendizagem do ofício de arquiteto nos dias de hoje.

A exposição manter-se-á patente ao público até 17 de junho.

 

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5 de março de 2018
Newsletter #31 | Março de 2018

A Fundação está em contagem decrescente para a inauguração da exposição Desenhos de Marques da Silva no atelier Laloux 1890-1896, amanhã, às 19h00, na Garagem Sul do CCB, em simultâneo com a inauguração da exposição Paris Haussmann, mas tempo ainda para lançar a Neswletter #31, correspondente ao mês de Março.
 

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1 de março de 2018
Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896
Abre a 6 de março, 19h00
Garagem Sul do Centro Cultural de Belém
Alunos do Atelier Laloux [1895]

Enquanto aluno da escola, Marques da Silva frequenta os cursos teóricos ministrados por professores como Édmond Guillaume, Julien Guadet, Marcel Lambert, Paul Monduit, Lucien Magne, A. Ancelet ou Eugène Boudin. Enquanto aluno orientado por Victor Laloux, tem a oportunidade de fazer parte de uma comunidade internacional de jovens aspirantes a arquitetos onde se destacam nomes como Charles Lemaresquier, Jalabert, Charles Butler, Paul Norman ou mesmo o seu conterrâneo Miguel Ventura Terra.


Deste período de formação parisiense, a Fundação Marques da Silva acolhe um invulgar e significativo conjunto de peças desenhadas composto por 68 desenhos de arquitetura e 10 desenhos de modelo e ornamento, assinados por Marques da Silva na condição de élève de Mr. Laloux. 44 Enunciados e 2 memórias descritivas relativas a projetos académicos, para além de outra documentação conexa, complementam esta documentação e permitem esclarecer os contextos da sua realização, atribuindo-lhe uma coerência cronológica e curricular, de programa e de escala de projeto.
 

Deste conjunto documental, na exposição a inaugurar no próximo dia 6 de março, às 19h00, na Garagem Sul do CCB, serão dados a ver, a grande maioria pela primeira vez, 62 desenhos académicos.

 

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1 de março de 2018
Amizades e distâncias:
no dia em que passam 90 anos sobre o nascimento de Alfredo Matos Ferreira
Alberto Neves, Alfredo Matos Ferreira, António Menéres. Marão, fotografia de Luis Botelho Dias. [1950]

A fotografia, provavelmente tirada por Luís Botelho Dias, foi oferecida à Fundação Marques da Silva por António Menéres. Nela surgem retratados, Alberto Neves, Alfredo Matos Ferreira e o próprio António Menéres. Capta, no início da década de 50, um momento de descanso, no Marão, durante mais uma das muitas viagens que tinha por destino Urros, onde ficava a casa dos pais de Alfredo Matos Ferreira. Eram os arquitetos da Sala 35, grupo que também integrava Álvaro Siza.

 

Hoje, Alfredo Matos Ferreira, que recentemente viu a sua obra evocada em 3 momentos expositivos e duas publicações, "Memória" e "Construir um paraíso perdido", faria 90 anos. Nasceu a 1 de março de 1928.

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28 de fevereiro de 2018
José Marques da Silva em Paris
José Marques da Silva, Une Gare Central [atelier Laloux,1896]

A 10 de Dezembro 1896, José Marques da Silva (1869-1947) concluía a sua formação de arquiteto na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts. Chegara a Paris em 1889, o ano de celebração do Centenário da Tomada da Bastilha e da Exposição Universal que elege a Torre de Gustave Eiffel e a Galeria da Máquinas de Ferdinand Dutert como símbolos referenciais de progresso e atualidade. Depois de uma breve passagem pelo atelier de Joseph-Charles Peigney e do sucesso obtido no concurso de admissão à categoria de élève definitif da Secção de Arquitetura, ingressa paralelamente no atelier recém fundado de Victor Laloux, no qual permanecerá até à obtenção do diploma, com o projeto Une Gare Central.

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20 de fevereiro de 2018
Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896
6 de março a 17 de junho
Garagem Sul, Centro Cultural de Belém

A Fundação Marques da Silva, em co-produção com o Centro Cultural de Belém, vai inaugurar, no próximo dia 6 de março, pelas 19h00, a exposição Desenhos de Marques da Silva no Atelier Laloux 1890-1896, na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém. A exposição, inserida na série Arquivo, apresenta, pela primeira vez, uma amostra muito significativa e abrangente dos trabalhos académicos produzidos por José Marques da Silva durante a sua formação em Paris.
 

Por não ter sido pensionista do Estado, ao contrário de arquitetos como Ventura Terra ou Adães Bermudes, os desenhos ficaram na sua posse e integram presentemente o arquivo desta Fundação. Em 2010, este conjunto documental, formado por 78 peças desenhadas, para além dos enunciados e outra documentação diversa, foi objeto de um estudo detalhado pela arquiteta Clara Veiga Vieira, traduzido na dissertação de Mestrado apresentada na FLUP, O percurso formativo de José Marques da Silva na École Nationale et Spéciale des Beaux-Arts (1890-1896), e de uma ampla ação de restauro desenvolvida por parte de Ana Freitas. Ações que viriam a ser essenciais para viabilizar a presente exposição, que conta com a colaboração de Joaquim Pinto Vieira e com o desenho expositivo de Ivo Poças Martins.

 

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15 de fevereiro de 2018
Jorge Colaço - Conhecer, Divulgar e Preservar
Comemoração dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço
26 de fevereiro, 9h30-16h40
Museu de Cerâmica de Sacavém

Jorge Colaço - Conhecer, Divulgar e Preservar
Conferência
Abertura oficial do Programa de Comemoração dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço
26 de fevereiro, 9h30-16h40, Museu de Cerâmica de Sacavém


Ao longo de 2018, através de um programa que contempla uma série diversificada de ações, será assinalada a passagem de 150 anos sobre o nascimento de Jorge Colaço (1868-1942), pintor e caricaturista com um longo percurso e numerosas obras produzidas, onde se destaca a autoria dos painéis de azulejo que revestem o átrio da Estação de S. Bento, no Porto, projetada por José Marques da Silva. Trata-se de uma iniciativa que congrega um conjunto alargado de entidades, entre as quais, a Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva, e que tem por objetivo sinalizar a efeméride e dar a conhecer, de uma forma abrangente, a obra deste artista.

As comemorações iniciam-se a 26 de fevereiro, no Museu de Cerâmica de Sacavém, com a Conferência Jorge Colaço - Conhecer, Divulgar e Preservar. Nesta abertura oficial, a Fundação estará representada pela Presidente do Conselho Diretivo, Prof.ª Doutora Fátima Marinho. A entrada é livre, sujeita apenas a inscrição prévia para dc@cm-loures.pt.


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12 de fevereiro de 2018
Raul Hestnes Ferrreira (1931-2018)

“Chegou ao mediterrâneo por um longo e sinuoso caminho, do Porto à Finlândia, da ordem dos Modernos a Kahn, a Roma, à universalidade da ordem compositiva”. Com as palavras de Alexandre Alves Costa evocamos o nome de Raul Hestnes Ferreira, filho de José Gomes Ferreira, arquiteto e professor a quem hoje prestamos a nossa homenagem.

Da sua obra, “entre a intemporalidade europeia e o classicismo norte-americano” (Alexandra Saraiva), basta referir a casa de Albarraque, a casa da Juventude de Beja, o Tribunal e Biblioteca da Moita, as duas casas geminadas de Queijas, a premiada agência da Caixa Geral de Depósitos de Avis, as instalações do ISCTE ou a Biblioteca da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa para se perceber que seguiu um caminho próprio e singular, mas também da sua importância e da sua indispensabilidade para uma leitura da Arquitetura Portuguesa contemporânea.

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1 de fevereiro de 2018
A Avenida da Cidade: do plano abstrato à cidade real
Textos de Andrew Saint e de Elisabeth Essaïan
Barry Parker, Detalhe das fachadas paraa futura Avenida, Garden City Collection, Letchworth

A 1 de fevereiro de 2016, no átrio dos Paços do Concelho, a Fundação Marques da Silva e a Câmara Municipal do Porto, davam início ao programa de sinalização do arranque da construção da Avenida da Cidade. Hoje, às 19h00, esse mesmo espaço acolhe o lançamento de um guia dedicado à Aquitetura do Porto. Ocasião então para se partilharem dois textos que traduzem o teor de duas das conferências realizadas no ciclo "Do plano abstrato à cidade real": a de Andrew Saint e a de Elisabeth Essaïan.
 

O texto de Andrew Saint, An English Architect - Planner in Oporto, procura responder a duas questões: Quem era Barry Parker e por que razão acaba por ser chamado ao Porto, primeiro como consultor, depois como autor de um Plano para a futura Avenida da Cidade.
 

O texto de Elisabeth Essaïan, From bulvar to magistral. Crossed history of words and form in Russian and soviet urban design, aborda a forma como também Moscovo se procura reconverter, através do ordenamento da rede viária e da monumentalização da sua arquitetura.
 

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Outras publicações, no âmbito deste programa

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31 de janeiro de 2018
Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017
Lançamento
1 de fevereiro, 19h00, Paços do Concelho da CMP

A A+A Books vai lançar, amanhã, dia 1 de fevereiro, nos Paços do Concelho do Porto, o Guia de Arquitetura do Porto 1942-2017, com o apoio da Fundação Marques da Silva, o segundo volume da coleção Cities, iniciada em 2013 com o lançamento do Guia de Arquitetura de Lisboa.
 

Esta publicação, que conta com Michel Toussaint e João Paulo Rapagão como editores científicos, integra obras de arquitetos representados na Fundação Marques da Silva, como Fernando Távora, Alcino Soutinho, José Carlos Loureiro ou Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva.
 

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30 de janeiro de 2018
Alfredo Matos Ferreira.
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum
Últimos dias

Alfredo Matos Ferreira.
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum

Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da UP


Para quem não teve ainda a oportunidade de visitar esta exposição retrospetiva da obra de Alfredo Matos Ferreira, ainda o poderá fazer até 2 de fevereiro, entre as 9 e as 19h00. A entrada é livre.

reportagem TVU
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29 de janeiro de 2018
A visita a Guimarães, com José Bernardo Távora e Miguel Frazão

A presença de Fernando Távora, Arquiteto, em Guimarães foi o eixo condutor da visita do passado sábado. Uma viagem entre a arquitetura e a história, iniciada na Sociedade Martins Sarmento – edifício de Marques da Silva e instituição que acolhe, de momento, a exposição de desenhos de viagem de Fernando Távora e de fotografias de Luís Ferreira Alves. Um percurso a estender-se às intervenções realizadas nos largos e praças do centro histórico e que proporcionou uma (re)descoberta da própria cidade, finalizado com a oportunidade única de uma visita à Casa seiscentista da rua Nova, na companhia de quem participou e acompanhou na sua reabilitação.
 

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28 de janeiro de 2018
David Moreira da Silva (1909-2002)

David Moreira da Silva foi um dos primeiros arquitetos portugueses a diplomar-se em Urbanismo - ingressou na Escola Superior de Belas Artes do Porto concluindo o curso de Arquitetura Civil, em 1929. Parte para França e é aprovado no Concurso de admissão à Escola Superior de Belas Artes de Paris, matriculando-se, também, no Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris. Em 1939 conclui os dois cursos -, tendo sido assim chamado a participar ativamente na transformação urbana do país (continental, insular e colonial). Foi professor da EBAP, exercendo a docência da cadeira de Urbanologia, entre 1946 e 1962.


Formou com Maria José Marques da Silva, com quem se casaria em 1943, um atelier que ao longo de praticamente 5 décadas apresentou uma vasta e diversificada produção, entre planos urbanísticos e projetos de arquitetura. Na cidade do Porto, destacam-se edifícios como a sede da Sociedade Cooperativa dos Pedreiros ou o Palácio do Comércio, para Delfim Ferreira.

Nasceu a 28 de janeiro de 1909.
 

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27 de janeiro de 2018
RUI GOES FERREIRA
Imagem de uma obra interrompida
Abertura da Exposição: 27 de janeiro, 18h00
Com Madalena Vidigal, Duarte Belo, André Tavares e Sergio Fernandez
Porta 33 (Funchal)

Inaugura hoje, 27 de janeiro, na Porta 33 (Funchal) a exposição "Rui Goes Ferreira, Imagens de uma obra interrompida", com curadoria de Madalena Vidigal e fotografias de Duarte Belo.
 

A assinalar a inauguração, uma conversa que, para além da presença da curadora e do fotógrafo, reúne as participações de André Tavares e Sergio Fernandez. Tem início marcado para as 18h00.
 

Esta exposição, motivada pelo acordo de doação deste acervo à Fundação Marques da Silva, no Porto, e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, acolhe pela primeira vez uma obra que esteve interrompida e desprotegida por mais de 30 anos e encontra agora a possibilidade da sua incorporação no debate da arquitectura portuguesa do século XX e em futuros estudos e investigações.
 

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26 de janeiro de 2018
Visita Guiada a Guimarães
Com José Bernardo Távora e Miguel Frazão

Visita Guiada a Guimarães
Com José Bernardo Távora e Miguel Frazão
-
Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães-Távora revisitado
Praças e largos intervencionados por Fernando Távora em Guimarães
-
É amanhã, 27 de Janeiro de 2018, e esgotou!

Mas para quem não nos pode acompanhar, partilhamos o desdobrável de apoio

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22 de janeiro de 2018
RUI GOES FERREIRA
Imagem de uma obra interrompida
curadoria: Madalena Vidigal
fotografia: Duarte Belo

exposição
RUI GOES FERREIRA
Imagem de uma obra interrompida

curadoria: Madalena Vidigal
fotografia: Duarte Belo

 

inauguração:
Sábado 27 de janeiro 2018 (18h)
seguida de conversa com:
Madalena Vidigal, Duarte Belo
André Tavares e Sergio Fernandez

 

“A exposição ‘Rui Goes Ferreira. Imagem de Uma Obra Interrompida’ parte da responsabilidade de divulgação de um legado ímpar no contexto da Arquitectura dos anos 60 e 70 no Arquipélago da Madeira. Promovida pela Porta 33 tem fotografia de Duarte Belo e ganha forma a partir do trabalho de investigação de Madalena Vidigal.

Esta exposição, motivada pelo acordo de doação deste acervo à Fundação Marques da Silva, no Porto, e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, acolhe pela primeira vez uma obra que esteve interrompida e desprotegida por mais de 30 anos e encontra agora a possibilidade da sua incorporação no debate da arquitectura portuguesa do século XX e em futuros estudos e investigações.”

Rui Goes Ferreira (1926-1978) nasceu no Funchal a 8 de novembro de 1926. Formou-se em arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto e foi estagiário no atelier de Januário Godinho. Regressou à Madeira em 1955, aí desenvolvendo uma intensa e diversificada atividade, seja enquanto profissional liberal, seja enquanto professor ou dinamizador de projetos culturais.

A exposição que se manterá patente ao público na Porta 33 (rua do Quebra Costas, 33 – Funchal) até 31 de março, cruza fotografias de Duarte Belo e elementos do acervo deste arquiteto, um precursor da arquitetura moderna no arquipélago, que permitem compreender a sua produção e prática.

Durante o período da exposição, a PORTA33 organizará iniciativas destinadas ao público em geral, grupos de turistas, comunidade escolar, crianças e famílias. O programa completo pode ser consultado em www.porta33.com.
 

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19 de janeiro de 2018
Lançamento de “Construir um paraíso perdido…”

O livro que narra a experiência projetual de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza para a habitação do Dr. Américo Durão, na Parede (em Cascais), entre 1961 e 1967, já está disponível. Foi lançado ontem, na Casa-Atelier José Marques da Silva, numa sessão presidida por Fátima Marinho, Presidente da Fundação. Para além do autor, Manuel Mendes, contou com a intervenção de Jorge Correia, um jovem arquiteto que tem vindo a estudar e analisar casas projetadas por Álvaro Siza entre os anos 50 e 70, e de José Ribeiro, representante das edições Afrontamento, co-editora, com a Fundação Marques da Silva desta nova publicação.

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18 de janeiro de 2018
Newsletter #30 | Janeiro de 2018

Apresentamos hoje a primeira Newsletter de 2018 e tudo está pronto na Casa-Atelier José Marques da Silva para o lançamento do livro que nos fala de um "paraíso perdido...". Aqui estarão Fátima Marinho, Álvaro Siza, Jorge Correia, Manuel Mendes e José Ribeiro. Contamos agora com a sua presença.

 

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16 de janeiro de 2018
Visita guiada à exposição e ao centro histórico de Guimarães
Com José Bernardo Távora e Miguel Frazão
27 de janeiro (sábado)
Saída do Porto, às 9h30
Fernando Távora, Casa da Rua Nova, 1940

Visita guiada
" Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora revisitado"
e Centro histórico de Guimarães
Com José Bernardo Távora e Miguel Frazão
27 de janeiro (sábado)
Saída do Porto, às 9h30

 

Visita guiada pelos Arquitetos José Bernardo Távora e Miguel Frazão à exposição de desenho e fotografia " Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora revisitado", patente ao público na Sociedade Martins Sarmento, seguida de uma visita às praças e largos intervencionados por Fernando Távora, com passagem pela Casa da Rua Nova, em Guimarães.

A realização da visita implica um número mínimo de 15 inscrições e uma lotação máxima de 40 participantes.
 

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12 de janeiro de 2018
"Construir um paraíso perdido..."
Encerramento da exposiçao e lançamento do livro
Com Fátima Marinho, Álvaro Siza, Jorge Correia e Manuel Mendes
Casa-Atelier José Marques da Silva, 18 de janeiro, 18h00

"Tudo exposto ou, talvez melhor, quase tudo, porquê tanta andança em torno de um desenho reservado numa gaveta? e logo coisa apagada no rasto próprio. Logo hoje que tudo ou, talvez melhor, quase tudo, se disse e se escreveu sobre a dimensão da figura, sobre a originalidade da obra ou sobre a didática da lição de Álvaro Siza. Simples – o processo projectual da Habitação Dr. Américo Durão é manifestação de um “projecto de arquitectura” a partir do Porto de que Siza é mestre universal e Matos Ferreira praticante na proximidade do comum, mas que aos dois deve a possibilidade da obra que vem, que há-de vir. Um “projecto de arquitectura” que informa sobre esse movimento de resistência e experimentação empreendido, entre outros, por estes oficiantes na elevação do fazer da coisa mesma que é a arquitectura." (Manuel Mendes)

 

O trabalho de investigação que deu corpo à exposição “Construir um paraíso perdido” / Por uma casa livre / Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza / Habitação, Parede, projecto, 1961‑67 / Desenrolar uma experiência de desenho / Como lugar de ensaio" vai ser apresentado em forma de livro, numa co-edição da Fundação Marques da Silva, Edições Afrontamento e do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP. Com o seu lançamento, a 18 de janeiro, na Casa-Atelier José Marques da Silva,assinala-se o encerramento da instalação-exposição.
 

A sessão, após abertura pela Presidente da Fundação Marques da Silva, conta com as comunicações de Jorge Correia e Manuel Mendes, autor e coordenador, seguindo-se uma conversa com a participação de Álvaro Siza Vieira.
 

A entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço.
 

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11 de janeiro de 2018
"Alfredo Matos Ferreira.
Da condição arquitectura como expressão e sentido do comum"
Visita guiada por Manuel Mendes
FAUP, 13 de janeiro, 15h00
Últimas inscrições

“Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum”
Visita guiada à exposição, por Manuel Mendes
13 de janeiro, 15h00
Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
Últimas inscrições


Vai acontecer, no próximo dia 13 de janeiro, sábado, uma visita guiada à exposição “Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum”, por Manuel Mendes, autor e coordenador do programa onde se inscreve este terceiro módulo expositivo desenhado a partir do acervo do arquiteto Alfredo Matos Ferreira e da sua doação à Fundação Marques da Silva.


Inicia-se às 15h00, na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (Via Panorâmica Edgar Cardoso, 215), sendo apenas necessário proceder a inscrição prévia através de email (fims@reit.up.pt) ou contacto telefónico (22 5518557).


A exposição manter-se-á patente ao público até 2 de fevereiro.
 

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10 de janeiro de 2018
A segunda visita guiada a "Construir um paraíso perdido"

Ontem, na Casa-Atelier José Marques da Silva, decorreu a segunda visita guiada por Manuel Mendes à exposição que dá a conhecer o projeto realizado na década de sessenta por Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza para Américo Durão, na Parede (Cascais).

No próximo dia 18 será a vez do lançamento do livro! Mas em breve daremos mais informações sobre este acontecimento.

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8 de janeiro de 2018
Visita guiada à exposição “Construir um paraíso perdido” / Por uma ‘casa’ livre / Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza / Habitação, Parede, projecto, 1961‑67 / Desenrolar uma experiência de desenho / Como lugar de ensaio"
Últimas inscrições
Fotografia de Manuel Mendes

A antecipar o lançamento do livro, no próximo dia 18 de janeiro, último ato da programação antes do encerramento da exposição, oportunidade ainda para acompanhar a visita guiada de amanhã, 9 de janeiro, por Manuel Mendes, autor e coordenador deste projeto, inserido na sinalização da doação do acervo do arquiteto Alfredo Matos Ferreira à FIMS.
 

Inicia-se às 18h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva (pr. Marquês de Pombal, nº 44 - Porto), sendo apenas necessário proceder a inscrição prévia.
 

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02 de janeiro de 2018
BOM ANO NOVO!

A Fundação Marques da Silva reabre as suas portas, depois de uma breve interrupção durante a quadra natalícia, para acolher e desejar a todos um Bom 2018!

Enquanto novos projetos se anunciam, aproveitamos para relembrar que até 18 de janeiro poderá visitar, na Casa-Atelier José Marques da Silva, a exposição "Construir um paraíso perdido...", e, na Faculdade de Arquitectura da UP, até 2 de fevereiro, a exposição "Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum". Estão igualmente abertas as inscrições para as visitas guiadas de 9 e 13 de janeiro, respetivamente.

 

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21 de dezembro de 2017
BOAS FESTAS!

Aproveitamos para informar que a Fundação Marques da Silva estará encerrada na semana entre o Natal e o Ano Novo, reabrindo a 2 de janeiro de 2018.

 

Boas Festas!

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19 de dezembro de 2017
O Coliseu do Porto: contributos para um melhor entendimento dos projetos de José Porto e Cassiano Branco

Cassiano Branco, 1937                      José Porto, 1938                                                        Cassiano Branco, 1939

 

A 19 de dezembro de 1941, por iniciativa da companhia de seguros Garantia, a cidade do Porto festejava a inauguração do seu Coliseu.
 

A Fundação Marques da Silva, a assinalar a efeméride, publica hoje um conjunto de notas que permitem enquadrar em particular os projetos de José Porto e Cassiano Branco.
 

Sublinhe-se que a Fundação Marques da Silva acaba de restaurar um desenho de Cassiano Branco para o Coliseu do Porto (assinado pelo autor e datado de 4 de setembro de 1939), oferecido por Alexandre Alves Costa, e tem já disponível para consulta em arquivo, cópia digital do projeto de José Porto depositado no IGAC para este mesmo local da cidade.

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18 de dezembro de 2017
As reflexões de Vítor Silva em torno da autorrepresentação na Pintura

Uma primeira pergunta, talvez excessiva mas necessária: para que serve o autorretrato? Como funciona? Diante do autorretrato, e em particular, por exemplo, o de Veloso Salgado, o que é que vemos; o que é que ele ativa? Que experiência ele provoca?
 

"Notas sobre o retrato e a autorrepresentação do pintor" constitui uma reflexão de Vítor Silva sobre a autorrepresentação, um olhar que através do questionamento do designado autorretrato - um retrato para todos os efeitos - procura compreender o significado que pode ter para quem o produz e os modos pelo qual atua e opera sobre quem o observa.

O texto que agora se partilha traduz a comunicação proferida na sessão de apresentação do catálogo digital da Coleção de Pintura da Fundação Marques da Silva, em 18 de maio de 2017.

 

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15 de dezembro de 2017
O desvendar do Caso de António da Silva na Fundação Marques da Silva

"Sugestionados pelo exemplo de arquitectos da vanguarda e pela circulação de modas e modelos vindos de fora, outros projectistas inteligentes, mais atentos e enquadrados no mercado da produção imobiliária trataram de confrontar competências próprias com os exemplos que podiam recolher, descobrindo insuspeitadas capacidades individuais. Estava aberto o campo a engenheiros de especial vocação, ou mesmo a condutores de obra, igualmente armados de erudição própria, para disputar o mercado" (Domingos Tavares, Transformações na arquitectura portuense, p.75)

 

Raimundo Mendes da Silva e Domingos Tavares, engenheiro e arquiteto, falaram do processo de transformação do Porto na transição para o século XX a propósito do novo livro de Domingos Tavares, "Transformações na arquitectura portuense. O Caso do António da Silva". Um livro escrito em tom de "roteiro cinematográfico", que sabiamente vai desvendando o ano mistério de 1897 e o significado da obra de arquitetura de António da Silva, engenheiro de formação. A sessão de lançamento decorreu na Casa-Atelier José Marques da Silva, no passado dia 11 de dezembro.
 

Esta novidade editorial já  se encontra disponível nos circuitos comerciais e na loja online da Fundação Marques da Silva.

 

 

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14 de dezembro de 2017
"Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"
Vídeo da inauguração, um convite à visita

Está patente ao público, na Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da UP, desde a passada segunda feira, a exposição "Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum".
 

O vídeo realizado pela TVU dá notícia da inauguração com um breve enquadramento ao percurso expositivo, feito poo Manuel Mendes, autor deste projeto que integra o conjunto de iniciativas desenhadas no âmbito da doação do acervo do arquiteto Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva.
 

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14 de dezembro de 2017
45 anos da inauguração do edifício-sede da Assembleia de Guimarães
Inauguração, 14 de dezembro, 18h00

Programa
45 anos da inauguração do edifício-sede da Assembleia de Guimarães

Inauguração de exposição
Projeção de filme
Conversa sobre o edifício

14 de dezembro, 18h00

Passam hoje 45 anos sobre a inauguração do edifício-sede da Assembleia de Guimarães, projetado pelo arquiteto Fernando Távora, numa cerimónia então presidida por Azeredo Perdigão, na qualidade de presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.

Para comemorar a efeméride vai ser apresentado um programa que consta de uma exposição alusiva à data, o visionamento de um pequeno filme sobre os dias da inauguração (previamente recuperado e editado a partir do original no formato 8mm) e uma conversa sobre o edifício com os arquitetos Alexandre Alves Costa, Maria Manuel Oliveira e Benedita Pinto, moderada pelo arquiteto Eduardo Fernandes.
 

A iniciativa partiu da parceria estabelecida entre a Assembleia de Guimarães, a Associação Muralha e a Escola de Arquitectura da UM, com o apoio da Fundação Marques da Silva.

Entrada live, sujeita à lotação do espaço.


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12 de dezembro de 2017
"Livros. O engenheiro que desenhava palacetes"
artigo de Sérgio C. Andrade

"O engenheiro que desenhava palacetes", assim se refere a António da Silva, Sérgio C. Andrade, no artigo que hoje publica no Jornal Público.
 

E será na Casa-Atelier de um arquiteto - José Marques da Silva - que dele, figura central do novo livro de Domingos Tavares, se falará amanhã, às 18h30, numa conversa entre o autor e Raimundo Mendes da Silva.

Entrada livre!


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11 de dezembro de 2017
"Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"
Inaugura hoje, na FAUP, às 18h00
Alfredo Matos Ferreira a caminho da Quinta da Barca, Douro, 2007

Inaugura hoje, na Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura, às 18h00, a exposição antológica “Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum”. Coordenada por Manuel Mendes, dará a ver um percurso com mais de cinquenta anos dedicados ao exercício da arquitectura, incluindo registos da formação e da experiência de ensino deste arquiteto, nascido em Lisboa, em 1928, filho de António José Matos Ferreira, médico dos Caminhos de Ferro em Trás-os-Montes e Berta Durão, pintora, discípula de Columbano, falecido no Porto, em 2015.
 

A exposição, conjuntamente produzida pela Fundação Marques da Silva e pela Faculdade de Arquitectura da UP pretende fazer uma desconstrução da “Memória” de Alfredo Matos Ferreira para mostrar o que “o seu arquivo reservou de documentação de época relativa ao processo projectual de cada trabalho”. O desdobrável, que inclui texto de enquadramento, nota biográfica e roteiro da exposição, já pode ser consultado.
 

Ficará patente ao público até 2 de fevereiro de 2018 e pode ser visitada de segunda a sexta, entre as 9h00 e as 19h00. A entrada é livre.


 

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11 de dezembro de 2017
Newsletter #29 | Dezembro 2017

A iniciar uma semana marcada pela inauguração do terceiro módulo expositivo dedicado ao Arquiteto Alfredo Matos Ferreira, pelo lançamento do novo livro de Domingos Tavares e pela celebração dos 45 anos da inauguração do edifício sede da Assembleia de Guimarães, divulgamos a Newsletter #29, relativa ao mês de dezembro.
 

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7 de dezembro de 2017
Mais um arquiteto representado na Fundação Marques da Silva
Alfredo Leal Machado (1904-1954)

Alfredo Duarte Leal Machado nasceu em Modelos, Paços de Ferreira, a 7 de Dezembro de 1904. Em 1921 ingressou no curso preparatório da EBAP escola onde seria discípulo de José Marques da Silva e onde viria a concluir o Curso de Arquitetura em 1932.
 

Por iniciativa dos seus herdeiros, passa a estar representado na Fundação Marques da Silva através da doação de um conjunto de fotografias e da cedência de registos digitais relativos a  dois trabalhos académicos relativos a 1926 e a dois projetos de arquitetura: ampliação e reforma do edifício dos Paços do Concelho de Porto de Mós e projeto para a Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra. Esta documentação fica disponível a partir de hoje para consulta, no dia em que o calendário assinala a passagem de mais um ano sobre o seu nascimento.
 

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6 de dezembro de 2017
"Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"
Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
11 de dezembro de 2017 a 2 de fevereiro de 2018

“A via possível e talvez única é a de sistematizar um conjunto de conhecimentos que se situam, na área da arquitectura, dentro da tríade vitruviana, nas componentes funcional e técnica – utilitas e firmitas – para, dentro da terceira componente estética – venustas – não analisável como as duas primeiras, promover a pesquisa livre mas consciente e enraizada, no sentido de evitar o vazio e a sempre tentadora emergência de novos cânones” (Alfredo Matos Ferreira, in Memória)

Em "Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"  visa-se uma abordagem ao todo da obra deste arquiteto. Manuel Mendes, o coordenador deste programa expositivo, procede a uma desconstrução do que Alfredo Matos Ferreira partilhou como leitura pessoal da sua obra, mostrando o que o seu arquivo reservou da documentação de época relativa ao processo projectual de cada trabalho.
 

Inaugura a 11 de dezembro, na Galeria de Exposições da FAUP, às 18h00. Entrada livre.

Sobre as imagens: Habitação colectiva (1958), r. Arq.to Marques da Silva, Porto; Garagem (1961), r. Visconde de Setúbal, Porto; Habitação de Férias (1962-2005), Barca d´Alva, Quinta do Joanamigo; Sede da Caixa de Previdência (1973), r. António Patrício, Porto; Saal Lapa (1974), Porto, Registo da Construção, Fase 1; Unversidade de Aveiro Departamento de Física (1989), Aveiro; Habitação de Férias, Estudo Prévio (2000), Barca d´Alva, Quinta da Barca, Espigão da Raposa, maqueta.
 

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5 de dezembro de 2017
O caso António da Silva na Fundação Marques da Silva
Conversa entre Domingos Tavares e Raimundo Mendes da Silva
13 de Dezembro, Casa-Atelier José Marques da Silva, 18h30
António da Silva, Palacete António Fonseca em Estarreja, 1901. Foto Rui Pinheiro

António da Silva, engenheiro de formação, projetou casas que refletem e se projetam na nova dimensão arquitetónica do Porto na transição para o século XX.
 

O novo livro de Domingos Tavares vem desvendar e propor um novo entendimento sobre esta figura e sobre o impacto urbano das casas que projeta para uma burguesia culta, liberal e progressista, num período de criação da cidade moderna, em paralelo com a afirmação e a ação desenvolvida por outros agentes, formados na área disciplinar da Arquitetura.
 

A sessão de lançamento do livro vai proporcionar o encontro entre o autor, Domingos Tavares, arquiteto e professor emérito da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e o engenheiro Raimundo Mendes da Silva, professor da Universidade de Coimbra e especialista em reabilitação de edifícios e salvaguarda de património cultural.

 

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2 de dezembro de 2017
Parabéns!

No dia do aniversário do Arquiteto José Carlos Loureiro, recuperamos o vídeo realizado no âmbito da exposição apresentada na Galeria da Faculdade de Arquitetura da UP, inaugurada a 2 de dezembro de 2015, por ocasião do seu nonagésimo aniversário. Aí evoca, com a sua forma única e apaixonada de falar de arquitetura, a história das obras então expostas: a sua casa, o Parnaso e o Hotel D. Henrique.
 

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30 de novembro de 2017
"Alfredo Matos Ferreira
Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum"
Galeria de Exposições da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
11 de dezembro de 2017 a 2 de fevereiro de 2018

"Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum" é o terceiro módulo expositivo do programa proposto para assinalar a doação do acervo do Arquiteto Alfredo Matos Ferreira à Fundação Marques da Silva, em dezembro de 2016.
 

Depois de "Terra d´Alva", a destacar a obra desenvolvida em Urros e Barca d´Alva, e de "Construir um paraíso perdido / Por uma casa livre...", narrativa de uma experiência partilhada de desenho de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, o projecto não construído de uma habitação na Parede, com "Alfredo Matos Ferreira. Da condição da arquitectura como expressão e sentido do comum", Manuel Mendes, investigador, conceptualizador e coordenador deste programa, propõe-se apresentar uma "abordagem ao todo da obra do arquitecto", apresentando um panorama da obra construída, associado a núcleos que remetem para a temática da escola, formação, ensino e projecto‐de- arquitectura.


A exposição, uma realização conjunta da Fundação Marques da Silva e da Faculdade de Arquitectura, com a colaboração da família de Alfredo Matos Ferreira e do CEAU -  grupo ATPH, linha Arquitectura – nome, vocação, linguagem, inaugura no próximo dia 11 de dezembro, pelas 18h00, e manter-se-á patente ao público na Galeria de Exposições da FAUP até 2 de fevereiro de 2018.

 

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28 de novembro de 2017
O caso António da Silva na Fundação Marques da Silva
Casa-Atelier, 13 de dezembro, 18h30
Com Domingos Tavares e Raimundo Mendes da Silva

Decorrerá na Casa-Atelier José Marques da Silva o lançamento do novo livro de Domingos Tavares, "Transformações na Arquitectura Portuense. O caso António da Silva", uma co-edição da Dafne Editora e do CEAU (Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP).

A apresentação estará a cargo de Raimundo Mendes da Silva, professor da Universidade de Coimbra e especialista em reabilitação de edifícios e salvaguarda de património cultural.

 

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27 de novembro de 2017
Inauguração de "Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora Revisitado"
Sociedade Martins Sarmento
24 de novembro

Oitenta e oito desenhos de viagem de Fernando Távora e 9 fotografias de obras deste arquiteto em Guimarães que traduzem o olhar cúmplice e único de Luís Ferreira Alves. Um "louvor ao desenho, forma eterna e magnífica de entendimento entre os homens", uma homenagem à argúcia e saber do seu autor.
 

Inaugurada na passada sexta-feira, 24 de novembro, a exposição promovida pela Sociedade Martins Sarmento, "Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora Revisitado", sob coordenação de José Bernardo Távora e com o apoio da Fundação Marques da Silva, manter-se-á patente ao público até 28 de janeiro de 2018, no edifício-sede desta instituição, projeto de José Marques da Silva, com intervenções posteriores de Maria José e David Moreira da Silva.


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27 de novembro de 2017
A primeira visita guiada a "Construir um Paraíso Perdido..."

Realizou-se a primeira visita guiada ao percurso expositivo de “Construir um Paraíso Perdido…”. Uma cenografia proposta por Manuel Mendes para a Casa-Atelier que dá a conhecer uma experiência projetual de dois jovens portuenses, Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, para a baía de Cascais e que sublinha a relevância que este projeto teria se tivesse sido realizado na altura em que é desenvolvido, no início dos anos 60 do século XX. Uma instalação que homenageia também a atmosfera portuense de então, com a tradução do encontro dos arquitetos da Sala 35 e das instersecções que se estabelecem entre a Escola, a cidade e a Arquitetura. Uma chamada de atenção, igualmente, para a importância de estudar a documentação.

A próxima visita acontece a 9 de janeiro de 2018.

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24 de novembro de 2017
Newsletter #28 | Novembro de 2017

A anteceder a inauguração da exposição dos desenhos de viagem de Fernando Távora, em Guimarães, publica-se a Newsletter relativa ao mês de novembro.

 

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23 de novembro de 2017
"Viagem aos desenhos de Viagem | Guimarães - Távora revisitado"
Inaugura a 24 de novembro, às 18h00
Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)
Fernando Távora, Goa, 5.12.85

Parafraseando Pessoa também eu gosto de “viajar, correr países, ser outro constantemente”. Além disso, enquanto Arquitecto, a qualidade da construção do mundo é para mim permanente objectivo.
Os desenhos agora expostos resultam de viagens realizadas a partir de 1960. Aqui estão objectos e homens do Cairo ou de Kyoto, de Filadélfia e de Atenas, de Bangkok e de Congonhas, de Goa e de Paris, homens, objectos e lugares da antiguidade e do presente.
Desenhar é uma forma de conhecimento e de comunicação.
A montanha ou a cadeira, a cidade ou a folha da árvore, conhecem-se com rigor pelo desenho. Só ele permite detectar a natureza, a estrutura, a alma das formas; só ele as comunica, interpretando-as, criticando-as tantas vezes com humor.
E é através dele, ainda, que nós Arquitectos, formalizamos e comunicamos a nossa concepção do mundo.
Louvor ao desenho, forma eterna e magnífica de entendimento entre os homens.


Porto, 19/20 / Janeiro / 88
Fernando Távora

São os desenhos de Viagem de Fernando Távora, associados a fotografias de Luís Ferreira Alves de obras de Fernando Távora em Guimarães, que serão dados a ver na exposição a inaugurar amanhã, 24 de novembro, às 18h00, na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães.

Do conjunto presentemente preservado na Fundação Marques da Silva, José Bernardo Távora, coordenador deste projeto expositivo, seleccionou 88 desenhos que abrangem o período situado entre 1960 e 1997, registos da volta oa mundo enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, com alunos da ESBAP ou tão só dos sítios onde esteve.

A exposição, uma iniciativa da Sociedade Martins Sarmento, contou com o apoio da Fundação Marques da Silva.

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21 de novembro de 2017
Conferências Marques da Silva 2017 em Vídeo
"La Memoria del Orden. Algunos Proyetos" por José Ignacio Linazasoro

Já se encontra disponível  em Gravações vídeo a conferência proferida por José Ignacio Linazasoro, no passado dia 26 de Outubro, na Faculdade de Arquiectura da UP, no âmbito das Conferências Marques da Silva.
 

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20 de novembro de 2017
Viagem aos desenhos de viagem | Guimarães – Távora revisitado
Exposição de desenho e fotografia
Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)
24 de novembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018

Luís Ferreira Alves                                                                           Fernando Távora
Guimarães, Casa da Covilhã                                                         Baalbek, Templo de Baco
Novembro 2005                                                                              
Junho . 4 . 1960

 

A Sociedade Martins Sarmento vai inaugurar, no próximo dia 24 de novembro, pelas 18h00,  a exposição de desenho e fotografia, "Viagem aos desenhos de viagem | Guimarães – Távora revisitado". Trata-se da revisitação da exposição "Viagem ao desenho de Viagem" de Fernando Távora, organizada pela Galeria Quadrado Azul, passados praticamente 30 anos, que agora se apresenta sob um novo olhar, ampliada e associada às fotografias de Luís Ferreira Alves de obras de Fernando Távora em Guimarães, com coordenação de José Bernardo Távora.
 

Serão dados a ver 88 desenhos de viagem de Fernando Távora, provenientes do conjunto de desenhos presentemente preservado na Fundação Marques da Silva, que documentam viagens realizadas entre 1960 e 1997, com registos, alguns inéditos, relativos a passagens pelos Estados Unidos, México, Japão, Tailândia, Líbano, Egipto, Grécia, França, Itália, Reino Unido, Espanha, Brasil, Índia, Turquia e Perú.
 

A exposição poderá ser visitada até 28 de janeiro de 2018, todos os dias, excepto feriados, das 9h30 às 12h30 e das 14h30 às 17h30.

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20 de novembro de 2017
"Construir um paraíso perdido (...)" | um percurso pela exposiçãocom Manuel Mendes

A exposição "Construir um paraíso perdido / por uma casa livre (...)" foi inaugurada no passado dia 13 de outubro, na Casa-Atelier José Marques da Silva. Acompanhada por Manuel Mendes, o responsável pela investigação, conceção e coordenação deste segundo módulo expositivo inserido no programa realizado em torno da doação à Fundação Marques da Silva do acervo de Alfredo Matos Ferreira, a equipa da TVU. percorreu a instalação. O  registo do percurso feito surge agora em formato vídeo.

 

Aceder ao Vídeo

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16 de novembro de 2017
Construir um paraíso perdido / Por uma casa livre
Visita guiada por Manuel Mendes
25 de novembro, 15h00
Inscrições abertas

“Uma habitação foi feita com o Siza quando tínhamos o escritório juntos. / Também não foi feito. / A única em que ele colaborou, isto até é mais dele do que meu. / A gente não percebeu o que é que o meu tio queria. O meu tio precisava de apanhar sol nas costas e queria um sítio alto ... A rua passa ali, a marginal Lisboa-Cascais ... E a gente fez umas coisas muito baixinhas ... e que toda a gente passa aqui e se um gajo estiver ali nu... / E ele nunca disse isso. / Nós fomos a Lisboa, com esta maquete e o desenho. Ele estava num hotel do Estoril. Fui eu, o Siza e a mulher, a Tótó. E viemos de lá completamente destroçados porque sabíamos que nada disto ia para a frente." (Transcrição de extracto de entrevista a Alfredo Matos Ferreira relativos ao projecto da Habitação Dr. Américo Durão, Parede)

 

A primeira visita guiada à instalação "Construir um paraíso perdido / Por uma casa livre", atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva, está agendada para 25 de novembro, sábado, com início às 15h00.
 

Manuel Mendes, arquiteto e professor da FAUP, responsável pela investigação, conceção e coordenação deste projeto expositivo, assegura a condução da visita. Para participar basta apenas proceder a uma inscrição prévia, por email - fims@reit.up.pt - ou telefone 225518557. O número mínimo de participantes é 10 e o máximo de 25. As inscrições podem ser feitas até às 15h00 do dia anterior.

 

 

 

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15 de novembro de 2017
Raymond Neutra: "Is there a future for Richard Neutra´s biorealism?"
Conferência/Debate
17 de Novembro, 14h30, Sala do Departamento de Filosofia da FLUP

O Dr. Raymond Neutra, filho do arquiteto Richard Neutra, vai proferir uma conferência na FLUP, no âmbtio do projeto Autofocus Research Seminars on Architecture, Philosophy and Neurosciences, seguindo-se um debate que conta com a participação de Sofia Miguens  e Pedro Borges de Araújo.

A sessão conta com o apoio da Fundação Marques da Silva e tem início às 14h30, na sala do Departamento de Filosofia.

A entrada é livre, mas requer inscrição prévia.

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14 de novembro de 2017
Fórum do Porto - Património, Cidade, Arquitectura
Encontro/Debate
20-21 de novembro, Museu Nacional Soares dos Reis

Nos próximos dias 20 e 21 de Novembro, por iniciativa do grupo de investigação Património da Arquitectura, da Cidade e do Território do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da FAUP, vai decorrer no Museu Soares dos Reis, um Encontro/Debate dedicado aos temas do Património, Cidade e Arquitectura.
 

Neste "Fórum do Porto | Património, Cidade, Arquitetura", em cinco mesas redondas que reúnem um painel diversificado de conferencistas, vão ser apresentadas e debatidas aplicações da Recomendação sobre as Paisagens Históricas Urbanas (UNESCO, 2011) a cidades Património Mundial, reflexões sobre a Gestão do Património Classificado em Portugal e sobre Instrumentos Municipais de Salvaguarda Patrimonial, assim como exemplos de Intervenções em Património Edificado na cidade do Porto. As diferentes mesas redondas propõem uma discussão que se pretende ampliada a investigadores, técnicos municipais, gestores, profissionais, estudantes e a todos os interessados no debate construtivo sobre a salvaguarda sustentável de cidades com significativo valor patrimonial, como é o caso do Porto.

A Fundação Marques da Silva é uma das entidades apoiantes da iniciativa que conta, entre as presenças confirmadas, com Alexandre Alves Costa (CEAU-FAUP), Ana Roders (UT Eindhoven), Aníbal Costa (UA), Anton Capitel (ETSAM), Bruno Mengoli (ENSAPLV), Carolina Di Biase (Polimi), Clara Pimenta do Vale (CEAU-FAUP), Francisco Barata Fernandes (CEAU-FAUP), João Carlos dos Santos (DGPC), João Pedro Xavier (CEAU-FAUP), José Aguiar (FAUL-ICOMOS), Julia Rey (U. Sevilha), Lino Tavares Dias (CITCEM-CEAU), Maria Helena Barreiros (CML), Mariana Correia (ESG), Marion Harney (U. Bath), Nuno Valentim (CEAU-FAUP), Pedro Alarcão (CEAU-FAUP), Raimundo Mendes da Silva (UC), Ricardo Rodrigues (CMG), Rosário Machado (Rota do Românico), Rui Fernandes Póvoas (CEAU-FAUP), Sérgio Fernandez (CEAU-FAUP), Teresa Andresen e Teresa Cunha Ferreira (CEAU-FAUP).

A entrada é livre (sujeita à lotação da sala).

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13 de Novembro de 2017
Ciclo de conversas a partir de "Building Views"
Sessão #1: 20 de Novembro, 18:30, Showroom da Jofebar, em Matosinhos

"Building Views", livro recentemente publicado pela Circo de Ideias, traça os vários desenvolvimentos, técnicos e arquitetónicos da janela minimalista, dando a conhecer cerca de 20 projetos recentemente realizados pela Jofebar através de mais de três dezenas de textos originais da autoria de diferentes autores nacionais e internacionais, entre arquitectos, críticos, fotógrafos, escritores, empresários e académicos.

O coordenador do projeto editorial, o arquiteto Carlos Machado e Moura, prepara-se agora para organizar um conjunto de conversas  para apresentação nacional e internacional da publicação, sendo cada uma das sessões dedicada a diferentes momentos da história técnica e arquitectónica da janela e contando com diferentes convidados.

A primeira sessão decorre no próximo dia 20 de novembro, no Showroom da Jofebar, em Matosinhos (Rua D. Marcos da Cruz 1240, Perafita), com início às 18h30. Nesta primeira sessão, dedicada à arquitectura de Richard Neutra e ao seu contributo para o desenvolvimento da caixilharia de correr estarão presentes dois filhos de Richard Neutra – o arquitecto Dion Neutra e o médico Raymond Richard Neutra – para conversar com Eduardo Souto de Moura, cuja obra incorporou muito do legado de Richard Neutra e da arquitectura moderna californiana, adoptando grandes caixilharias de correr de forma extensiva,  com o crítico de arquitectura Jorge Figueira e o editor do livro Carlos Machado e Moura.

Refira-se ainda que, na análise da evolução da caixilharia de correr ao longo do século XX que o livro propõe, é identificada e sublinhada a importância dos caixilhos da Casa Allen. Com efeito, já no projecto de 1927, José Marques da Silva apresenta uma solução de caixilharia exterior de correr compostas por três elementos — portas e janelas com estrutura de madeira, portadas metálicas de segurança e persianas de madeira para sombreamento — que deslizam para uma cavidade na parede, ficando totalmente ocultos uma vez abertos. Este sistema, representado nas fotos que acompanham esta notícia, actualmente designado de pocket, era na época muito pouco comum em vãos exteriores e as próprias caixilharias de correr estavam ainda longe de se tornarem uma solução amplamente utilizada.
 

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9 de novembro de 2017
Percurso cultural recorda L´Arche em aventura pelo mundo da Arte Sacra
Igreja da Senhora da Conceição e Santuário Eucarístico da Penha em destaque

"Pelo exame do projecto vê-se claramente estar-se em face d´um arquitecto notável, sentindo-se porém que essa arquitectura não é aquela que poderá corresponder à nossa visão de portugueses e nortenhos mais legitimamente influenciados pelos exemplares da arte românica espalhados no norte do país, do que pela tradição duma arquitectura que lhe é nacionalmente estranha. Nos elementos contitutivos do projecto domina inteiramente a arte árabe dos monumentos do sul da Espanha, não na sua imediata transcrição, mas nas características substanciais da sua expressão." (Parecer da Comissão Municipal de  Arte e Arqueologia, que tinha José Marques da Silva como relator, sobre o projecto inicial de Paul Bellot para a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, redigido em 16 de fevereiro de 1939. Fonte: AHMP, Licença nº 251, de 1942)

 

"Gostava de fazer qualquer coisa de próprio e adequado, de expressivo e moderno. Precisaria de ser um edifício com carácter particular, muito próprio da situação que ocupa e muito especial para que pudesse ser visitado com interesse igual ao que arrasta lá acima à montanha da Penha os que vão admirar e estranhar a Natureza, antes uma Natureza estranha." (Carta manuscrita de 11 de maio de 1930, dirigida à Irmandade da Penha)

 

O ciclo municipal de Percursos Culturais vai promover amanhã, 10 de novembro, um trajeto que tem como mote os movimentos de renovação da Arte Sacra surgidos no início do século XX, entre os quais o grupo de artistas L´Arche. O percurso, conduzido pela arquiteta Domingas Vasconcelos, começa na Igreja da Senhora da Conceição - projetada a partir de 1937 pelo arquiteto e monge beneditino dom Paul Bellot (1876-1944) e inaugurada em 1947.
 

Terminará na Casa-Atelier José Marques da Silva, também situada na Praça do Marquês de Pombal, para uma referência ao Santuário Eucarístico da Penha (Guimarães), projetado pelo arquiteto José Marques da Silva (1869-1947) a partir de 1930 e inaugurado em 1948.

O grupo L´Arche foi fundado em Paris, em 1917, pela pintora francesa Valentine Reyre (1889-1943) e pelo arquiteto belga Maurice Storez (1875-1959). A ele pertenceram ainda outros artistas como Sabine Desvallières, o ourives Luc Chanel, os arquitetos Jacques Droz, Maurice Brissart e dom Paul Bellot, bem como os escultores Fernand Py e Henri Charlier. O seu objetivo era realizar uma arte cristã digna desse nome, purificada de academismos e de devaneios sentimentalistas.

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6 de novembro de 2017
Alcino Soutinho: entre o mar e a poesia de Sophia
Uma evocação no dia do seu nascimento

Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar
De todos os cantos do mundo
Amo com um amor mais forte e mais profundo
Aquela praia extasiada e nua
Onde me uni ao mar, ao vento e à lua.

 

O mar e a poesia de Sophia eram um constante na vida de Alcino Soutinho. Arquiteto, pintor, designer, nasceu a 6 de novembro de 1930.

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31 de outubro de 2017
"Construir um paraíso perdido..."
Visita Guiada por Manuel Mendes
25 de novembro (sábado), 15h00
Casa-Atelier José Marques da Silva

A habitação do Dr. Américo Durão (Parede, 1961-67) é um projeto não construído da autoria de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza Vieira, uma experiência de desenho até agora inédita. "Construir um paraíso perdido..." visa dar a conhecer diferentes momentos do projeto, desmontando as afinidades e contrastes de dois arquitetos, à época, partilhando atelier.

O trabalho em questão revela informação útil para a compreensão do percurso de cada um dos seus autores, constituindo simultaneamente um momento operativo na crítica à abstracção do Movimento Moderno e de ultrapassagem de ressonâncias do Inquérito à Arquitetura Popular Portuguesa, na procura de uma Arquitetura clara de uma casa livre. 
 

A primeira visita guiada pelo coordenador, Manuel Mendes, acontece a 25 de novembro, sábado, com início às 15h00. A participação é garantida através de inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt ou telefone 225518557, até à véspera e para um número limite de 30 participantes.
 

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30 de outubro de 2017
"Relações e Cumplicidades entre Fotógrafo e Arquitecto:
Fotografias em obras de Eduardo Souto de Moura de Luís Ferreira Alves"
mesa redonda
Auditório Fernando Távora - Faculdade de Arquitectura da UP
7 de novembro, 18h30

Fotografia e Arquitetura, a propósito do livro editado pela Scopio, "Fotografias em obras de Eduardo Souto de Moura", de Luis Ferreira Alves, é o tema em debate na mesa redonda "Relações e Cumplicidades entre Fotógrafo e Arquitecto: Fotografias em obras de Eduardo Souto de Moura de Luís Ferreira Alves".
 

Terá lugar no próximo dia 7 de novembro,  no Auditório Fernando Távora, e estarão presentes João Pedro Xavier (Vice-Diretor da FAUP), o fotógrafo Luis Ferreira Alves e os arquitetos Eduardo Souto de Moura, Nuno Brandão Costa e Pedro Leão Neto, editor do livro. A mesa redonda será moderada pelo arquiteto Nuno Grande.
 

Esta sessão, a 1ª do 2º Ciclo de Conferências sobre Arquitectura, Arte e Imagem (AAI), conta com o apoio da Fundação Marques da Silva.

Entrada livre (sujeita à lotação da sala).

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30 de outubro de 2017
Esclarecimento sobe a autoria do Edificio Emporium

Tem vindo a ser erradamente noticiado, nos últimos dias, nos media e redes sociais, a propósito da ordem de despejo emitida ao atual proprietário da Confeitaria Cunha que o Emporium, designação atribuída ao edifício construído no gaveto da rua de Sá da Bandeira com a rua Guedes de Azevedo, onde esta se integra, foi projetado em 1939, pelo arquiteto Arthur de Almeida Júnior.

No entanto, este edifício é da autoria do arquiteto José Porto que o projeta para José Dias de Oliveira & Filhos (o proprietário da Fábrica Riopele e o mesmo cliente que encomendará ao referido arquiteto José Porto a sua habitação em Pousada de Saramagos, um anteprojeto para o Cinema Sá da Bandeira, que não viria a ser construído, e o Hotel D. João I, na praça homónima, contíguo ao Palácio do Atlântico). No acervo recentemente doado à Fundação Marques da Silva pelo Arquiteto Abílio Mourão encontram-se vários elementos que documentam o projeto para o Emporium, datados de 1947. Sabe-se também que a Confeitaria Cunha, um dos primeiros snack-bares de Portugal projetados pela dupla Victor Palla e Bento d’Almeida, como o Galeto, em Lisboa, veio ocupar o espaço onde anteriormente se encontrava instalado um Stand da Volvo.

Para mais informações sobre o arquiteto José Porto, que chegou a morar no Emporium, clique aqui
 

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28 de outubro de 2017
A conferência de José Ignacio Linazasoro
Edição 2017 das Conferências Marques da Silva

Coube a Madalena Pinto da Silva apresentar o conferencista da edição 2017 das Conferências Marques da Silva, José Ignacio Linazasoro. E desde logo foi destacada a importância da História e da Memória no caminho singular que este arquiteto tem vindo a afirmar. Linazasoro não se limita a fazer Arquitetura, investiga e escreve. Mas a interpretação crítica e sistemática do fio condutor da Arquitetura ao longo do Tempo e do papel exercido por alguns dos seus protagonistas é sempre guiada pela sua prática projetual e confrontada com o sentido da paisagem urbana.
 

Ao longo da sua conferência, José Ignacio Linazasoro identificou algumas das personagens que se tornaram referências formais ou marcaram a sua atitude para com a Arquitetura - Arquitectura Românica, Alberti, Heinrich Tessenow, Adolf Loos ou um menos evidente Sigurd Lewerentz -, entrecruzando-as com a apresentação de quatro obras construídas em momentos distintos, mas atravessadas por uma permanente procura de sentido urbano e pela confinitas com uma realidade préexistente:  ampliação do Edifício do Conselho do Departamento e Centro de Congressos em Troyes (2014), remodelação da Praça e enquadramento da Catedral de Reims (2008), Centro Cultural Escuelas Pias de Lavapiés (2004) e reabilitação da Igreja de San Lorenzo (Madrid, 2001).
 

Materiais, posicionamento urbano, caracter diferenciado de uso, foram as categorias estruturantes de uma análise aos projetos que não fez questão de desmistificar as dificuldades enfrentadas na sua execução, mas onde foi sublinhada a atitude ética e distintiva que assume enquanto arquiteto, herdeiro e perseguidor de um ideal de uma Ordem totalizante e legitimadora, onde se reconhece e inscreve.
 

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27 de outubro de 2017
Roteiro de Veloso Salgado no Porto
Uma nova plataforma a descobrir

Em 2014, a propósito dos 150 anos do nascimento do pintor Veloso Salgado, a Fundação Marques da Silva, em parceria com a FBAUP e o MNSR, organizou “Mais que o sonho da passagem”, uma exposição com 5 visitas que deu a conhecer o encontro do pintor com a cidade do Porto, mas sobretudo a amizade que uniu o artista com o arquiteto José Marques da Silva e o escultor António Teixeira Lopes.

A TVU. partiu deste projeto, ampliou-o e criou um Roteiro virtual que se inaugura hoje, no dia em que passam 151 anos sobre o nascimento de António Teixeira Lopes.

Convidamo-lo a descobrir o novo Roteiro com obras pertencentes à Fundação Marques da Silva, Museu Nacional Soares dos Reis, Casa-Museu Teixeira Lopes, Reitoria da Universidade do Porto, Biblioteca Pública e Municipal do Porto, Palácio da Bolsa e Museu Almeida Moreira.
 

Percorra o Roteiro, vá pelos seus dedos…clicando neste link
Mais informações sobre o projeto aqui

 

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25 de outubro de 2017
A arquitetura no tempo e a construção da cidade

A permanência da arquitetura no tempo  e a construção da cidade constituem os temas de fundo da atividade teórica e prática de José Ignacio Linazasoro. E é em torno destas duas preocupações que se centram os seus principais projetos e textos escritos.
 

José Ignacio Linazasoro estará no Porto para proferir a Conferência Marques da Silva de 2017: La memoria del Orden. Algunos proyectos.
 

Na imagem, registos da ampliação do Edifício do Conselho do Departamento e Centro de Congressos em Troyes (2014), da remodelação da Praça e enquadramento da Catedral de Reims (2008) e da reabilitação da Igreja de San Lorenzo (Madrid, 2001).
 

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24 de outubro de 2017
José Ignacio Linazasoro: um arquiteto que projeta e constroi mas também escreve

A obra de José Ignacio Linazasoro, o orador convidado da edição 2017 das Conferências Marques da Silva, tem obtido reconhecimento internacional e sido amplamente publicada. Para além de projetar e de construir, Linazasoro é um arquiteto que também escreve. Mas, como Victoriano Sainz Gutiérrez faz questão de destacar na sua resenha crítica ao livro "La memoria del Orden. Paradojas del sentido de la arquitectura moderna", fá-lo como arquiteto que é, como alguém que entende o seu ofício como um campo disciplinar definido e racionalmente construído, no interior do qual cada operação possui um significado preciso. Para Linazasoro, a arquitetura contemporânea, só poderá ser verdadeiramente contemporânea se não renunciar a ser arquitetura, no sentido mais estrito do termo.
 

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23 de outubro de 2017
José Ignacio Linazasoro: Centro Cultural Escuelas Pías de Lavapiés

Centro Cultural Escuelas Pías de Lavapiés Construido 1996-2004 Constituye una obra absolutamente singular, y de difícil clasificación, al incluir temas de restauración, rehabilitación y nueva planta, que, sin embargo forman una unidad inseparable... (Linazasoro & Sanchez arquitectura)
 

José Ignacio Linazasoro estará no Porto, na próxima quinta feira, dia 26 de outubro, como conferencista da edição 2017 das Conferências Marques da Silva, no Auditório Fernando Távora (FAUP). Falará da sua obra e dos seus referenciais teóricos. A entrada é livre e a conferência será proferida em espanhol. Apresentação a cargo de Madalena Pinto da Silva. Começa às 18h30.
 

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20 de outubro de 2017
Doação do Acervo José Porto, a Reportagem da TVU.

Partilhamos hoje a reportagem da TVU que regista a doação do acervo de José Porto à Fundação Marques da Silva. Momento celebrado na Casa-Atelier, com a participação da Presidente da Fundação Marques da Silva, Maria de Fátima Marinho, de Abílio Mourão, o doador, na qualidade de fiel depositário do acervo,  Paulo Torres Bento (do Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense e comissário da primeira exposição realizada sobre José Porto, em Vilar de Mouros) e o Arquiteto Sergio Fernandez. Lembramos ainda que, na noite desse mesmo dia 9 de outubro, na Casa das Artes, foi projetado o filme de Manoel de Oliveira, "Visita ou memórias e confissões",  após apresentação pelos arquitetos André Eduardo Tavares e Luís Urbano.
 

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19 de outubro de 2017
Conferências Marques da Silva 2017
La memoria del orden. Algunos proyectos
José Ignacio Linazasoro

Conferências Marques da Silva
"La memoria del orden. Algunos Proyectos"
Jose Ignacio Linazasoro

26 de outubro de 2017, 18h30
Auditório Fernando Távora - FAUP

 

A edição de 2017 das Conferências Arquiteto Marques da Silva traz-nos como conferencista convidado Jose Ignacio Linazasoro, conceituado arquiteto e professor catedrático da Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid, uma das mais destacadas figuras da arquitetura das últimas décadas em Espanha.
 

Obras como as habitações em Mendigorría (Navarra, 1980), o Restauro da Igreja de Santa Cruz de Medina de Rioseco (Valladolid, 1988), a Biblioteca da UNED (Madrid, 1993), o Convento de Santa Teresa (San Sebastián, 1991), a Reabilitação do Hospital del Rey (Melilla, 1996), a Reabilitação da Igreja de San Lorenzo (Madrid, 2001), 0 Centro Cultural Escuelas Pías de Lavapiés (Madrid, 2004), o edifício Urban Galindo (Baracaldo, 2007), remodelação da Praça e enquadramento da Catedral de Reims (2008), ou mais recentemente, a Praça dos Amantes (Teruel, 2014)  ou a Ampliação do Edifício do Conselho do Departamento e Centro de Congressos em Troyes (2014), entre outras, trouxeram-lhe o reconhecimento internacional.
 

O autor de livros de referência, como "La memoria del orden. Paradojas del sentido de la arquitectura moderna" ou "Evocando La Ruina: Sombras Y Texturas" propõe-se apresentar, no próximo dia 26 de outubro, no Auditório Fernando Távora, alguns dos seus projetos mais significativos, em contraponto com o suporte teórico que sustenta a sua trajetória de arquiteto.
 

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18 de outubro de 2017
Estação de S. Bento
Uma revisitação do projeto por Nuno Jennings Tasso de Sousa

“Apesar de a primeira pedra ter sido assente em 1900 na presença do rei D. Carlos, as obras tiveram início efetivo em 1903. Seguiu-se a inauguração da gare em 1915 e, coincidindo com o 6º aniversário da proclamação da República, o vestíbulo só ficaria aberto ao público no ano seguinte. Decorridos cem anos sobre a inauguração do vestíbulo da Estação Central de S. Bento no Porto, implantada junto do espaço mais nobre e representativo do espírito da urbe - a Praça da Liberdade - constata-se que o projeto da autoria de José Marques da Silva ainda não foi concluído, nem constitui algo de intocável face à evolução dos tempos que exigem um permanente ajustamento às diversas solicitações sociais, económicas, culturais e tecnológicas.”                 

           
Um olhar a partir do presente sobre o projeto que haveria de lançar a carreira de um então jovem arquiteto portuense, a Estação de S. Bento. Uma revisitação crítica de Nuno Jennings Tasso de Sousa*, em forma de texto, que se partilha no dia em que passam exatamente 148 anos do nascimento de José Marques da Silva.


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* Ao longo de 2016, por iniciativa do Exército, da CP - Comboios de Portugal e da IP - Infraestruturas de Portugal, com o apoio da Fundação Marques da Silva, decorreram uma série de iniciativas que assinalaram a passagem de 100 anos sobre a inauguração do majestoso vestíbulo da Estação de S. Bento. Nuno Jennings Tasso de Sousa, em representação da Fundação, foi um dos participantes, tomando parte no colóquio e numa das conversas então realizadas. Este conjunto de reflexões foi suscitado pela participação nessas iniciativas, resumindo o essencial das comunicações então proferidas.
 

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17 de outubro de 2017
"Construir um paraíso perdido"
13.10.2017 a 18.01.2018

A Casa-Atelier José Marques da Silva transfigurou-se numa alegoria ao território português, numa homenagem a Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, mas também aos arquitetos do Porto que travaram uma luta pela cidadania plena da Arquitetura.
 

"Construir um paraíso perdido" (...) - instalação que em si mesma um gesto arquitetónico - expõe uma experiência de arquitetura que confronta ostensivamente o espaço doméstico para desafiar  e propor novas deambulações pelo historial do projeto sonhado para o Dr. Américo Durão, pelas obras dos arquitetos da Sala 35 que revelam cruzamentos e afinidades projetuais, pela Casa-Atelier.
 

Na passada sexta-feira, a Casa encheu-se novamente para a inauguração desta exposição-instalação que agora poderá ser visitada de terça a quinta feira, das 14h30 às 17h30. Resalva-se que podem ser agendadas visitas, desde que previamente acordadas noutros horários. Em breve será disponibilizado calendário de visitas guiadas.


Folha de sala e o Roteiro já estão consultáveis online.

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16 de outubro de 2017
José Porto, o novo acervo da Fundação Marques da Silva

O acervo de José Porto é constituído por alguns livros e cadernos académicos, acompanhados de mais de duas centenas de peças desenhadas e quase outras tantas fotografias que documentam cerca de uma centena de obras maioritariamente localizadas no Porto e Norte de Portugal, mas que também alcançam outros territórios: Suíça, Paris, Angola e Moçambique, projetadas maioritariamente entre a década de 30 e o início da década de sessenta do século XX.
 

Na passada segunda feira celebrou-se a sua integração na Fundação Marques da Silva e, com ela, a ampliação das fronteiras do universo desenhado pelos arquitetos representados nesta instituição. Uma cerimónia desdobrada em dois momentos: na Casa-Atelier José Marques da Silva, as intervenções de Maria de Fátima Marinho, Abílio Mourão, Paulo Bento Torres e Sergio Fernandez apresentaram a figura, a obra, as iniciativas de divulgação já realizadas e o significado da doação; à noite, na Casa das Artes, André Eduardo Tavares e Luís Urbano complementaram essa apresentação, focando-a no contexto da projeção do testemunho cinematográfico de Manoel de Oliveira, onde a casa projetada por este arquiteto se assume como estruturante.
 

O olhar nostálgico que filma a casa da rua da Vilarinha, sob uma tão envolvente quanto metafórica luz outonal, tornou-se a síntese perfeita do dia, que se pretendeu de homenagem a José Porto, o arquiteto que idealizou grande. As imagens que se vão sucedendo ao longo de "Visita ou memórias e confissões" salientam a capacidade criadora do arquiteto, a sua modernidade, grandeza e domínio projetual. E a harmonia e equilíbrio das formas do objeto arquitetónico emergem em toda a sua plenitude, mas, sobretudo, enquanto espaço de afetos, enquanto lugar de vida capaz de sobreviver à passagem do tempo.

 

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12 de Outubro de 2017
Porto, década de 60, rua Duque da Terceira
Joel, António Menéres, Álvaro Siza, Luís Botelho Dias no escritório da rua Duque da Terceira, fotografia de Alfredo Matos Ferreira, [anos 60], p/b.

O projeto da Parede foi desenvolvido por Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza, mas expô-lo, significa,simultaneamente, evocar a luta quotidiana dos arquitectos portuenses nos anos 50 e 60 pela manifestação prática da cidadania plena da arquitectura, pela autonomia do praticar da arquitectura.


Assim, também para a Exposição "Contruir um paraíso perdido", se convoca o contexto profissional particular onde se gerou o projecto para o Dr. Américo Durão – o ambiente da “sala 35”. Inicialmente no edifício Imperial, desde 1949, a sala 35 e uma outra alugada no mesmo andar – (d)aí evoluíram amizades e distâncias, (d)aí cresceram projecto(s)-de-arquitectura. Mais tarde, em 1968, uma velha casa do século XIX na rua Duque da Terceira serviu para encontro e partilha de experiências, à formação e início de prática profissional a Alberto Neves (antes de se tornar colaborador em permanência no escritório de Fernando Távora), Alfredo Matos Ferreira, Álvaro Siza, António Menéres, Joaquim Sampaio, Vasco Macieira Mendes na primeira fase e, mais tarde, Luís Botelho Dias.

 

"Construir um paraíso perdido" (...) inaugura hoje, às 18h00.

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12 de outubro de 2017
Álvaro Siza, Urros, anos 50
Sob a lente de Alfredo Matos Ferreira
Álvaro Siza com o Marechal na casa de Berta Durão, Urros, anos 50, fotografia Alfredo Matos Ferreira

"Alfredo Matos Ferreira é um dos mais antigos (e melhores) amigos. Ainda estudantes partilhámos o número 35 do Imperial, na Praça da Liberdade, onde podia ainda estacionar o seu belo Opel descapotável. (...) Viajávamos por vezes, sempre no Opel Kapitan branco, em visita a aldeias e cidades do Norte, ou até Urros (Moncorvo), à quinta dos pais de Matos Ferreira.(...)
Em 1964, associámo‑nos no projecto de uma habitação em Parede, para um parente seu.
Desisti depois de duas ou três tentativas. Alfredo Matos Ferreira continuou, com todo o empenho e qualidade – e em vão.
Talvez em consequência dessa frustrada entrega viria a construir‑se uma piscina de marés, sobre as rochas da costa da Madeira e para o mesmo difícil parente, a partir de um seu esquisso traçado sobre elementar planta topográfica, olhando fotografias, recorrendo à memória. O esquisso não revelara a modernidade que contém." (Àlvaro Siza, in Memória)

 

A fotografia, remonta à década de 50, nela estão retratados Álvaro Siza e Marechal, no alpendre da casa de Urros. O fotógrafo é Alfredo Matos Ferreira.

A exposição que amanhã inaugura na Casa-Atelier José Marques da Silva, "Construir um paraíso perdido" (...), dá a conhecer o projeto da Parede. É às 18h00 e a entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço.
 

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11 de outubro de 2017
O Dr. Américo Durão e o encontro com os jovens arquitetos
Dr. Américo Durão e Alfredo Matos Ferreira nos Barrais, [1950], fotografia, p/b.

O Dr. Américo Durão (Torres Novas, 1894 – Funchal, 1985) viveu no Funchal, onde se estabeleceu como médico, fundando uma clínica médico-cirúrgica, com particular incidência na especialidade ortopédica, realizando tratamentos inovadores com recurso a sistemas por si idealizados, apresentados em congressos médicos internacionais, nomeadamente em Paris, a meados dos anos trinta.

Homem empreendedor, de nível económico elevado, aplicou parte dos seus ganhos em actividades de fomento agrícola e florestal em Urros, promovendo aí a reabilitação e ampliação do património edificado que herdara conjuntamente com a sua irmã Berta Durão, mãe de Alfredo Matos Ferreira. Até finais da década de sessenta, coube a este a gestão de todo esse património, sendo autor do projecto de todos os equipamentos construídos nessas várias propriedades.

Na Madeira ficou igualmente conhecido como o Comodoro Américo Durão, por possuir a maior frota de embarcações de recreio da ilha, “toda ela construída na Madeira, por artífices locais, provavelmente única no seu género em Portugal”. Sócio fundador do Clube Naval do Funchal, desportista aventuroso, foi o primeiro amador a caçar baleias em águas madeirenses e muitas são as proezas náuticas e piscatórias, nomeadamente, na captura de exemplares de grandes dimensões de espécies raras na região. A sua frota integrava lanchas, baleeiras, iates de luxo de várias dimensões, barcos de pesca desportiva, um veleiro, o “Albatroz, iate mais veloz nas regatas oceânicas Lisboa-Madeira, em 1950 e 1954”.

Nas deslocações ao Continente alojava-se em casa de família. Por vezes, cioso da sua privacidade, recorria ao hotel, o Grande Hotel do Estoril. Foi aqui que, em Novembro ou Dezembro de 1964, se deu o encontro com os jovens arquitectos para a apresentação do projecto que tinham elaborado para a casa que pretendia edificar em parcela nobre na Parede, reunião da qual saíram “completamente destroçados porque sabíamos que nada disto ia para a frente.”
 

(Manuel Mendes, Sobre um “projecto de arquitectura” a partir do Porto)

Exposição-instalação "Contruir um paraíso perdido" (...)

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10 de outubro de 2017
A casa da Parede, um projeto inédito de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza
Casa Dr. Américo Durão, Parede, estudo 4, esquisso Á. Siza, esferográfica, A4, ass., 16/10/62.

A habitação do Dr. Américo Durão (Parede, 1961-67) é um projeto não construído da autoria de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza Vieira, uma experiência de desenho até agora inédita.
 

A exposição-instalação "Construir um paraíso perdido" (...) visa dar a conhecer diferentes momentos do projeto, o qual constituiu um momento operativo na crítica à abstração do Movimento Moderno e de ultrapassagem de ressonâncias do Inquérito à Arquitetura Popular Portuguesa, na procura de uma Arquitetura clara de uma ‘casa’ livre.
 

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9 de outubro de 2017
Newsletter #27 | Outubro 2017

No dia em que a Fundação Marques da Silva se prepara para receber um novo acervo de arquitetura, lançamos a Newsletter de outubro.
 

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9 de outubro de 2017
José Porto: pintor, decorador, ilustrador, Arquiteto

José Porto: pintor, decorador, ilustrador, Arquiteto.

É dele que hoje se falará, às 18h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva e às 21h30, na Casa das Artes.

Contamos com a sua presença!

 

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8 de outubro de 2017
José Porto por Manoel de Oliveira
Abílio Mourão fotografado na sala de jantar da casa de Manoel de Oliveira, na rua da Vilarinha. Fotografia de Madalena Pinto da Silva, década de 80

"Tive conhecimento da figura de José Porto, que trabalhava por essa época, 1938-39, para os Engenheiros Reunidos, que então funcionavam na Rua de Passos Manuel, por um amigo meu, o Mário Vieira, que me falou dele e do seu génio. Não o conhecia pessoalmente, mas sabia por ter ouvido falar sobre diversos trabalhos dele que ganharam diferentes concursos de um modo destacado como os melhores entre todos os outros." (Manoel de Oliveira, in Expresso, 15 de novembro de 2003)
 

E José Porto foi o arquiteto escolhido para projetar a Casa da Rua da Vilarinha, a mesma onde o Arquiteto Abílio Mourão, atual depositário do acervo de José Porto, surge retratado numa fotografia da década de 80, na sala de jantar, por Madalena Pinto da Silva.
 

Na próxima segunda feira, dia 9, será formalizada a doação e projetado a revisitação de Manoel de Oliveira a esta Casa, Visita, ou memórias e confissões.
 

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7 de outubro de 2017
"Construir um paraíso perdido"
Por uma ´casa` livre
Alfredo Matos Ferreira . Álvaro Siza
Habitação, Parede, projeto, 1961-67
Desenrolar uma experiência de desenho
Como lugar de ensaio

"A informação libertada tornou-se progressivamente corpo de uma curiosidade voraz – uma provocação, um exercício de sedução. Após o falecimento de Alfredo Matos Ferreira foi possível entrar, deambular, estudar, o arquivo da sua prática profissional; particularmente, e atrás da “Habitação, Parede, 1964, 1965”. Logo, os documentos digitais, enxutos no propósito comunicacional, produzidos pelo arquitecto a partir de desenhos da época, desenhos que ora dizia perdidos, ora considerava desnecessários para a compreensão do projecto em questão; no imediato, o modelo original, realizado no escritório da Duque da Terceira; depois desenhos de estudo de Álvaro Siza, surpreendentes na tradução da forma de pensar; e depois as colecções de negativos e provas em papel, do modelo original, muitas e de poses estudadas; (...)"
 

Fragmento de notas para nota de divulgação, texto de Manuel Mendes, quem assina a investigação, conceção e coordenação da exposição-instalação a inaugurar no próximo dia 13 de outubro (sexta-feira), às 18h00, na Casa-Atelier José Marques da Silva. Uma abordagem igualmente inovadora do espaço da Casa-Atelier para dar a conhecer o projeto para o Dr. Américo Durão, os diferentes momentos de uma experiência de projectação partilhada da habitação - que não chegará a ser construída - para o "tio mecenas [de Alfredo Matos Ferreira], a edificar numa área nobre na Parede, numa parcela de grandes dimensões, exposta ao estuário do Tejo, à baía de Cascais."

+ info e texto integral de Manuel Mendes

 

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4 de outubro de 2017
José Porto, o arquiteto que idealizou grande
9 de outubro
Casa-Atelier José Marques da Silva 18:00
Casa das Artes 21:30
José Porto, Esquisso Edifício Emporium, [1947]

A Casa para Manoel de Oliveira, na rua da Vilarinha, projetada por José Porto, em 1939, estará em destaque no próximo dia 9 de outubro, mas a obra deste arquiteto, chegado ao Porto em 1934, conta ainda hoje na cidade com outros projetos representativos. É o caso do Edifício Emporium, de 1947, onde se vem a instalar a mítica "Confeitaria Cunha", no gaveto de Santa Catarina, para José Oliveira & Filhos, cliente para quem, entre outras encomendas, acabará por projetar também o Hotel D. João I, na praça que lhe é homónima.
 

Suíça, Paris, Norte de Portugal, Angola e Moçambique estabelecem as fronteiras do território percorrido e demonstram a abrangência da sua obra que urge (re)descobrir. Será sobre ele que se falará na Casa-Atelier José Marques da Silva, às 18h00, e na Casa das Artes, às 21h30.


Consultar lista de obras

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2 de outubro de 2017
As proposta da Fundação para o Mês da Arquitetura

Onde se encontra o homem, em qualquer momento e em qualquer lugar, existem a Arquitectura e o Urbanismo. Fenómeno necessário, inerente à própria natureza do homem, prolongamento indispensável da vida, manifestação da sua existência: desta universalidade - a variedade, a infinidade dos aspectos, a pluralidade das realizações.

(Fernando Távora, Arquitectura e Urbanismo - a lição das constantes)

 

O mês de Outubro tem a Arquitetura em destaque e a Fundação participa nesta celebração com três iniciativas:

- a 9, José Porto, o arquiteto que idealizou grande, a marcar a entrada de um novo acervo na instituição
- a 13, a inauguração de Construir um paraíso perdido por uma ´casa`livre (...), sobre um projeto de Alfredo Matos Ferreira e Álvaro Siza
- a 26, a 11ª edição das Conferências Marques da Silva, com José Ignazio Linazasoro
 

Hoje, em Dia Mundial da Arquitetura, decorre a Conferência da 12ª edição do Prémio Fernando Távora

 

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