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Destaques
5 de dezembro de 2022
O mais recente livro de Alexandre Alves Costa, uma "deriva" sobre a vida, intensamente vivida como um todo

A sala do Palacete Lopes Martins, na Fundação Marques da Silva, onde decorreu, no passado sábado, o lançamento do livro Argumentos 1: em deriva, tornou-se demasiado pequena para acolher todos aqueles que quiseram estar presentes. Entre eles, pontuavam numerosos amigos, muitos deles cúmplices de tantos dos momentos revisitados por Alexandre Alves Costa nesta sua "deriva" matizada de paixão, convicção, amizade e compromisso. Afinidades desde logo partilhadas com Francisco Louçã, a quem cabia apresentá-lo e que, numa inteligente, provocatória e bem humorada argumentação, foi abordando todos os capítulos que o formam. Defendeu então que neste livro, que poderia significar um simples atrevimento da memória, está ausente o drama do tempo perdido, pois nele se evidencia uma vontade de viver intensa e racionalmente a vida na totalidade das dimensões que ela implica, nele se confirma, afinal, a ideia de que criar significa não desistir de procurar a "beleza como esplendor da verdade". Coube a Alexandre Alves Costa surpreender Francisco Louçã e a assistência com a projeção de uma gravação feita por António Pina de um dos episódios narrados no livro, no capítulo que tem por título "Cidadania", sublinhando de seguida que, não sendo este um livro de arquitetura, está necessariamente dependente da sua experiência de arquiteto, que é ela que molda a sua perceção do tempo e do espaço, a forma como reconhece e imagina a realidade que o envolve, como nela participa e nela se enquadra. A sessão foi aberta por Luís Urbano, vice-presidente da Fundação Marques da Silva, a quem coube apresentar Alexandre Alves Costa, nas múltiplas facetas que têm caracterizado a sua ação e intervenção.
 

Argumentos 1: em deriva fará agora o seu próprio caminho, aguardando os seus leitores, enquanto primeiro de dois livros a publicar através de parceria entre a Fundação Marques da Silva e a UPorto Press.

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2 de novembro de 2022
Alexandre Alves Costa "em deriva"
Alexandre Alves Costa, em visita a Peroguarda, fotografia de Sergio Fernandez, finais dos anos 60

"Nós que vivemos ainda os poemas do Novo Cancioneiro, declamados nos pequenos círculos pelas vozes inigualáveis de Manuela Porto ou Maria Barroso, nunca mais nos libertámos da emoção que sentíamos. Os que são inclusivos como eu, e não negamos o nosso passado constitutivo feito de tantas partes, continuamos agradecidos a cada uma delas por serem fundamentais na construção da complexidade do que sabemos e do que somos." ("Quando eram rudes e exilados", p. 85)
 

Argumentos 1: em deriva, o primeiro de dois livros de Alexandre Alves Costa a publicar pela Fundação Marques da Silva e pela UPorto Press, percorre textos escritos ao longo dos anos, num tom marcadamente pessoal. Neles, o autor reflete sobre a sua experiência de vida e dá livre curso a uma linha de pensamento e de ação indissociável da sua condição de Arquiteto. Fala-nos de um “desejo de experiência da beleza, da justiça e da liberdade” que aqui partilha com os seus leitores.

O lançamento é já amanhã, às 16:00, na Fundação Marques da Silva. A apresentação estará a cargo de Francisco Louçã.
 

Sobre a imagem: Alexandre Alves Costa em visita a Peroguarda, fotografia de Sergio Fernandez, finais dos anos sessenta.

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2 de Dezembro 2022
José Carlos Loureiro e uma casa "presente como um reino"
Casa de José Carlos Loureiro, fotografia de Juan Rodriguez, 2013

A casa de José Carlos Loureiro, em palavras emprestadas a Sophia, "permanece presente como um reino", o seu reino. Começou a torná-la uma realidade em 1949. Assente numa plataforma sobre a pendente do terreno, tinha apenas 100m2, mas abria-se para o rio e estava rodeada por um jardim pronto a ser plantado. É com a defesa deste projeto, então pensado para Pais e 4 filhos, que obtêm o diploma de Arquiteto, na Escola de Belas Artes do Porto. A rematar as suas considerações gerais estavam já os seus princípios norteadores, a defesa de uma arquitetura à escala do homem, lógica, plasticamente pura e bela na sua simplicidade total. Uma simplicidade que advinha da clareza da planta e do sistema construtivo. Nessa casa procurava uma "sensação de abrigo" e de conforto. Habitou-a para o resto da sua vida. Não teve 4, mas sim 2 filhos. Vieram netos, chegaram os bisnetos. E ela cresceu com eles, ampliou-se. Assim o previa o projeto inicial. Ganhou área, foi deixando que as paredes se cobrissem de pinturas, testemunhou a passagem dos anos, colecionou memórias. Cresceram também as árvores no jardim e tudo o que nele foi plantando com as suas próprias mãos. Assumia as suas origens serranas, o gosto pela Natureza. Deixou que ela envolvesse a casa, marcasse o caminho. O rio, sempre lá, a definir a paisagem. E lutou para nela ser feliz.

José Carlos Loureiro nasceu na Covilhã, a 2 de dezembro de 1925.

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30 de novembro de 2022
A conferência de Paolo Zermani, uma reflexão sobre a sua obra, sobre a arquitetura enquanto disciplina, sobre a paisagem italiana como paradigma da paisagem ocidental

A arquitetura de Paolo Zermani tem uma materialidade que aspira à imaterialidade. Define-se a partir do reconhecimento da paisagem italiana e da procura de um sentido de pertença a uma herança civilizacional comum, aquela onde assentam os fundamentos da cultura europeia ocidental. E por isso convoca as artes, a poesia, o pensamento filosófico para uma leitura silenciosa de cada lugar onde se afirma, num gesto sempre consciente do que a precede, tanto quanto de em si mesma vir a ser o fundamento para a transformação que um tempo futuro necessariamente trará. O território do seu trabalho enfrenta assim a transitoriedade da vida - do homem, da arquitetura, da cidade -, esse constante devir que defende ser em si mesmo uma condição própria da disciplina, uma vocação para sempre renascer, só que sempre de modo diferente. O compromisso entre a sua voz e a identidade coletiva ou a coerência e precisão que a sua obra reflete apoiam-se em elementos como lugar, tempo, terra, luz e silêncio. E foi através deles que Paolo Zermani, na FAUP, apresentou a um auditório cheio e atento alguns dos seus projetos: o restauro do Castelo de Novara (2016); a reabilitação arquitetónica e litúrgica da Basílica de S. Andrea, em Mântua (2016); a igreja de San Giovanni, em Perugia (2006-10); o crematório (2010) e a Escola Europeia, ambos em Parma (2017); a pequena capela no bosque, em Varano dei Marchesi (2012).
 

Em breve será disponibilizado o registo em vídeo desta comunicação, pela TVU, seguindo-se a publicação na coleção Conferências Arquiteto Marques da Silva.

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30 de novembro 2022
Alexandre Alves Costa, Argumentos 1: em deriva
Lançamento do livro
Apresentação por Francisco Louçã
3 de dezembro, 16:00, Fundação Marques da Silva

"Deriva é um modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana, é a técnica da passagem rápida por ambiências variadas. Usa-se, também, mais particularmente, para designar a duração de um exercício contínuo dessa experiência" ("Algumas considerações não conclusivas", p.205)
 
O lançamento de Argumentos 1: em deriva acontece já no próximo dia 3 de dezembro, sábado, na Fundação Marques da Silva, e para apresentar o livro estará presente Francisco Louçã, bem como o seu autor. Garantida a presença de dois oradores de excelência, não há como não querer vir! A sessão começa às 16:00.
 

+ info aqui

Sobre a imagem: Evocação do Maio de 68, desenho de Alexandre Alves Costa, 2011.

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29 de novembro 2022
Fernão Simões de Carvalho: Arquitetura 1960-1999 /
O Moderno Brutalista

De 30.11.22 a 18.02.23 no Círculo de Arquitetura, Oeiras

Fernão Simões de Carvalho Arquitetura 1960-1999 / O Moderno Brutalista é o novo projeto expositivo do Círculo da Arquitetura de Oeiras, desenvolvido com o apoio da Fundação Marques da Silva e em colaboração com a Faculdade de Arquitetura de Lisboa, o CiAUD e o Arquivo Histórico Ultramarino. Aqui se percorre a carreira deste arquiteto e urbanista, nascido em Luanda, em 1929, e com uma obra repartida por três países,  Angola, Brasil e Portugal.

Fernão Lopes Simões de Carvalho formou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e especializou-se no Institut d´Urbanisme de l´Université de Paris.  Enquanto defensor do Movimento Moderno, explorou as qualidades técnicas e plásticas da aplicação do betón brut, claramente aprendida na convivência com Le Corbusier e Wogenscky (1956-1959). Durante a década de 1960, regressou a África. Durante esse período construiu em Luanda e nas cidades vizinhas uma série de edifícios emblemáticos, entre os quais o arrojado Centro de Radiodifusão de Luanda. Em 1967 vem para Portugal, mas depois do 25 de Abril decide ir para o Brasil, por falta de encomenda e não motivado por razões de caráter político. No Rio de Janeiro vai colaborar, enquanto arquiteto, no escritório de Horácio Camargo e, no campo do urbanismo, com Maurício Roberto. Será deste período o plano da Cidade Vilas do Atântico, que realiza para a empresa Odebrecht. Cinco anos depois, Simões de Carvalho retorna a Portugal e realiza ainda uma série de obras públicas e privadas. Nesta fase da sua vida, exercerá em paralelo com a prática da arquitetura, as funções de professor, atravessando a transição da ESBAL para Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, assim como as funções de assessor de Urbanismo e Planeamento de Construção da CML. Vive atualmente na icónica casa por si projetada em Queijas. O seu acervo foi doado à Fundação Marques da Silva em 2021.
 

A exposição ficará patente ao público até 18 de fevereiro de 2023 e pode ser visitada de terça a sábado entre as 14h e as 19h.


+ info: www.oeiras.pt
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28 de novembro de 2022
Newsletter - Novembro 2022

É com regresso das Conferências Marques da Silva, hoje, 29 de novembro, como notícia de abertura, acompanhada da fotografia do Padiglione di Delizia, situado em Varano (Parma), obra de Paolo Zermani, que se publica mais uma Newsletter da Fundação Marques da Silva. A ler aqui


Imagem: Paolo Zermani, Padiglione di Delizia, Varano (Parma), 1986. Fotografia de Luigi Ghirri e Maurizio Negri.

 

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25 de novembro de 2022
Paolo Zermani: Arquitecturas Italianas
as Conferências Marques da Silva estão de volta

Depois de dois anos suspensas, as Conferências Marques da Silva estão de regresso ao Auditório Fernando Távora (FAUP) e trazem, pela primeira vez ao Porto, Paolo Zermani para falar sobre "Arquitecturas Italianas". É a 15.ª edição deste ciclo e vai acontecer no próximo dia 29 de novembro, terça feira. A apresentação estará a cargo da arquiteta Ana Francisca Silva, autora de uma dissertação de mestrado sobre este professor e arquiteto que, em 2018, foi galardoado com o prémio Antonio Feltrinelli para a Arquitetura. A abertura será assegurada pelos representantes das duas instituições organizadoras, o Diretor da FAUP, João Pedro Xavier, e o Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, Luís Urbano.

A sessão inicia-se às 18:30 e é de entrada livre, sujeita apenas à lotação do espaço.

+ info aqui

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24 de novembro de 2022
Raúl Hestnes Ferreira e o "apelo ao sol"

Este "apelo ao sol" é um desenho invulgar no conjunto do acervo de Raúl Hestnes Ferreira. Dele, sabemos apenas que está datado de abril de 1957, altura em que o seu autor estava a viver no Porto e se preparava para concluir o 4.º ano do Curso de Arquitetura na Escola de Belas Artes. E sabemos também que este ano, longe do ingénuo e repousante imaginário que o desenho convoca, correspondeu ao culminar de um período bastante convulsionado na vida de Hestnes Ferreira. Desde que em 1952 viera para esta cidade, já que a Escola de Belas Artes de Lisboa se tornara inviável por ser politicamente sufocante, Hestnes Ferreira passara um semestre prisão, em 1955, juntamente com outros estudantes, entre eles Alcino Soutinho (o longo processo judicial, resultante da repressão exercida sobre as associações estudantis, ainda que resulte numa absolvição, arrastar-se-á exatamente até 57). A frequência do Curso voltará a ser de novo interrompida em 1956, ao ser chamado a cumprir o serviço militar. Inicialmente integrado no Curso de Oficiais Milicianos de Queluz, na sequência de uma informação da PIDE, Raúl Hestnes Ferreira acaba por ser afastado e incorporado na 1ª Companhia Disciplinar de Penamacor como soldado raso. Regressa ao Porto, como já referido, para concluir o ano escolar. No entanto, perante esta sequência de acontecimentos, a vontade de sair do país tornara-se cada vez mais premente e, em setembro, parte rumo aos países nórdicos. O primeiro destino foi a Noruega, país natal de sua mãe, seguir-se-ia a Finlândia, para visita às obras de Alvar Aalto. Encontros imprevistos com outros estudantes de arquitetura levam a que se instale em Helsínquia. A cidade apresenta-se então como o lugar ideal para aprofundar a sua formação e exercer arquitetura. Só que este destino impunha-lhe um cenário de vida bem distinto daquele que trazia do seu país de origem. Assaltam-no o desejo de sol e das idas à praia, a falta dos amigos. As cartas dirigidas a Pitum (Francisco Keil do Amaral) iam ajudando a exorcizar esses fantasmas, mas o próprio confessará mais tarde que esse sobressalto será também uma das condições que acabará por determinar a decisão de, passado um ano, voltar para Portugal. E mesmo se o Estados Unidos ainda chegam a representar uma nova experiência de vida em território estrangeiro, manter-se-á fiel a Lisboa, ao seu atelier no Largo da Graça.

Raúl Hestnes Ferreira nasceu em Lisboa, a 24 de novembro de 1931.

 

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23 de novembro de 2022
Vida e Segredo Aurélia de Souza 1866-1922
de 24 de novembro a 21 de maio
Museu Nacional Soares dos Reis

O Museu Nacional Soares dos Reis, em parceria com os Amigos do MNSR – Círculo Dr. José de Figueiredo, vai inaugurar amanhã, 24 de novembro, a exposição Vida e Segredo Aurélia de Souza 1866-1922. Trata-se de mais uma ação integrada no programa evocativo que tem vindo a percorrer e congregar um conjunto de entidades para assinalar o primeiro centenário desta artista e para o qual a Fundação Marques da Silva volta a colaborar através do empréstimo da pintura a óleo sobre tela da autoria de Aurélia de Souza pertencente à coleção de José Marques da Silva, "Bebé e Lilita".

Comissariada por Maria João Lello Ortigão de Oliveira, a exposição organiza-se em quatro grandes temas que pretendem abranger, dentro dos limites físicos de um espaço museal, o mundo visível de uma mulher artista tão radical quanto secreta.

+ info: www.patrimoniocultural.gov.pt

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23 de novembro de 2022
O "hotel à beira-mar" de Francisco Granja

Considerava Francisco Granja que, apesar de "excepcionalmente dotadas de encantos naturais", as praias algarvias não tinham "instalações à altura da sua beleza". Corria o ano de 1942 e este então aspirante ao diploma de arquiteto, em concurso a decorrer na Escola de Belas Artes do Porto, defendia a necessidade de equipar este território com estâncias que ajudassem a garantir-lhe um lugar de destaque no turismo europeu. O seu contributo passava assim por dotar a região, rica em recursos naturais, de um "hotel à beira-mar" capaz de responder a exigências de comodidade e conforto que os novos tempos impunham. A sua arquitetura, numa vontade de adequação ao fim em vista, seguiria linhas modernas, ainda que procurasse "não afastar muito a construção do estilo regional". Esta solução foi apresentada a concurso em 207 peças escritas e 12 peças desenhadas.

Francisco Granja, o arquiteto que foi aluno de José Marques da Silva e viria a ficar conhecido pelo projeto para o cinema Vale Formoso, no Porto, nasceu a 23 de novembro de 1914.

 

 

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22 de novembro de 2022
Está concluído o processo de classificação do Posto Duplo de Abastecimento de Combustíveis de Guimarães, de Fernando Távora, como Monumento de Interesse Público

É oficial, o Posto Duplo de Abastecimento de Combustíveis de Guimarães, projetado por Fernando Távora no final dos anos cinquenta, já se encontra classificado Monumento de Interesse Público.

Depois de um longo processo de classificação, iniciado em 2014 pela Fundação Marques da Silva, foi hoje publicada a Portaria n.º 814/2022, que classifica como monumento de interesse público o Posto Duplo de Abastecimento de Combustíveis de Covas, no lugar do Salgueiral, freguesias de Creixomil e Urgeses, concelho de Guimarães, distrito de Braga. Nesta decisão foram ponderados critérios "relativos ao caráter matricial do bem, ao génio do respetivo criador, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, e às circunstâncias suscetíveis de acarretarem diminuição ou perda da sua perenidade ou integridade". E "embora o edifício se encontre parcialmente adulterado por intervenções posteriores, considera-se que não se encontra perdida a sua capacidade evocativa do projeto original, onde o granito local, o betão e o ferro se conjugam com a envolvente natural para compor uma obra de grande valor formal e conceptual, bem ilustrativa do alcance da obra de Fernando Távora e do seu posicionamento em relação aos desafios colocados pela arquitetura moderna."
 

Consultar: Portaria n.º 814/2022

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18 de novembro de 2022
Fernando Távora em língua italiana
"Diario di bordo" e "Dell´organizzazione dello spazio"
Sessão de apresentação dos livros com a presença dos tradutores, de Madalena Pinto da Silva e de Fernando Barroso
25 de novembro, 17:00, Biblioteca Malatestiana,

Em dezembro de 2012, no âmbito do projeto Fernando Távora, Modernidade Permanente, foi lançada uma edição fac-símile do Diário que Fernando Távora registou da sua viagem, em 1960, aos Estados Unidos e ao Japão. Essa edição, coordenada por Álvaro Siza e Rita Marnoto, contemplava ainda uma versão em língua inglesa. Passados dez anos, é a vez de esse mesmo texto ser também divulgado e tornado acessível ao público em língua italiana, numa tradução de Antonio Esposito, Giovanni Leoni e Raffaella Maddaluno, que também assinam a autoria dos textos introdutórios. O livro, a publicar pela Lettera Ventidue, com o apoio da Família de Fernando Távora e da Fundação Marques da Silva, constitui mais um importante contributo para a divulgação a uma escala internacional do pensamento e obra deste Arquiteto, já que, depois da versão em castelhano (Universitàt Politécnica de València, trad. Aitor Varea Oro, 2014) ainda no ano passado, em Itália, foi publicada a tradução do livro Da organização do espaço, pela nottetempo, com tradução e introdução de Carlotta Torricelli.
 

Os dois livros em língua italiana serão agora apresentados, no próximo dia 25 de novembro, na Biblioteca Malatestiana, em Cesena, cidade que acolhe, de momento, a exposição "I Viaggi di Fernando Távora", na Galleria del Ridotto. A sessão, organizada pelo Curso de Arquitetura da Universidade de Bolonha, constará de uma conversa a decorrer entre Madalena Pinto da Silva e os tradutores, e das intervenções de Fernando Barroso, Elena Mucelli, Fabrizio Apollonio e Carlo Verona.

 

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14 de novembro de 2022
A exposição "Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto" já pode ser visitada

De segunda a sábado, entre as 14:00 e as 18:00*, já pode visitar a exposição Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto. Como chegou a ser referido na concorrida sessão de abertura do passado sábado, que contou com as intervenções de Bruno Baldaia, Duarte Belo, José Salgado e Luís Urbano, seguidas de uma visita guiada, esta é a mais completa das 3 até agora realizadas, pois nela se torna percetível a expressividade única dos desenhos originais do atelier de Manuel Botelho que agora se mostram, a maior parte deles pela primeira vez. Aqui, a orientação do percurso proposto ao visitante, simbolicamente representada pelo fio de prumo que no patamar da escadaria do Palacete Lopes Martins prenuncia a chegada ao espaço expositivo, foi desenhada a partir de um território singular: um lugar onde se cruzam afinidades, a verticalidade e coerência de uma vida, e um trabalho cuja notável qualidade se afirma agora como indiscutivelmente merecedora de uma maior atenção e reconhecimento no mapa da arquitetura portuguesa. E é este o principal desígnio dos curadores de todo este programa de ações onde a exposição Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto se insere, ajudar, através de um olhar distanciado e mediado pelo tempo, a conquistar essa desejada visibilidade e interesse público sobre um legado inspirador, sobre uma obra teórica e projetual que continua a ter muito para ensinar. A exposição aí está, até 21 de janeiro de 2023.
 

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* último acesso às 17:30

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11 de novembro de 2022
"Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto"
abre amanhã, às 15:00, na Fundação Marques da Silva

A exposição Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto abre amanhã ao público e vai trazer as anunciadas surpresas, como as peças desenhadas e a maquete do projeto para um Centro de Talassoterapia a construir na Póvoa de Varzim, desenvolvido por Manuel Botelho em coautoria com Manuel Mendes, em 1993. Recorrendo a uma solução formal desenhada sob a influência do imaginário mítico da água, respondia ao desafio de criar um equipamento público de larga escala e forte impacto urbano. Pensado para ser um lugar de "encontro da terra e do mar, sempre cheio de mistérios, onde a vida pode acontecer", devido a circunstâncias alheias ao projeto de arquitetura, acabou por não chegar a ser construído. Foi, contudo, para quem o chegou a conhecer, sempre reconhecido como um exercício projetual modelar, daí que seja uma das obras em destaque na exposição. Mas há muito mais para descobrir nesta Cartografia Manuel Botelho. As portas abrem-se às 15:00 e a entrada é livre.

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03 de novembro de 2022
Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto
Abertura e Apresentação da Exposição
12 de novembro, 15:00, Fundação Marques da Silva

O trabalho de atelier de Manuel Botelho é o foco da exposição Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto, a terceira a realizar no âmbito de um programa mais vasto de ações iniciado em janeiro deste ano. Com este novo projeto expositivo, o ciclo comissariado por António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia, Duarte Belo e Luís Urbano, depois da passagem por outras instituições, transfere-se para a instituição de acolhimento do acervo deste arquiteto, a Fundação Marques da Silva.  Cartografia Manuel Botelho: Obra e Projeto parte da documentação em  arquivo e vai dar a ver registos, parte deles até agora inéditos, do trabalho de uma figura singular onde se cruzam várias dimensões e interesses: a arquitetura, o design de objetos, a produção teórica vertida para a escrita e a docência. Aqui, entre documentos e objetos, entre referências a obra construída ou tão só projetada, entre as fotografias que Duarte Belo foi reunindo das suas visitas pelo território e pelos lugares do quotidiano deste arquiteto, se irá cartografando um percurso de leitura e aproximação ao universo de Manuel Botelho, à sua prática da arquitetura, ao seu pensamento, à sua forma singular de ver o mundo.
 

No dia 12, a assinalar a abertura da exposição, decorrerá uma sessão de apresentação com início às 15:00, que conta com a participação de Bruno Baldaia, Duarte Belo, José Salgado e Luís Urbano. Neste dia a entrada é livre.
 

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9 de novembro de 2022
Nova data para a edição 2022 das Conferências Marques da Silva
Paolo Zermani: arquitecturas Italianas
29 de novembro, 18:30, Auditório Fernando Távora (FAUP)
Por motivos de força maior, a conferência "Paolo Zermani: Arquitecturas Italianas" decorrerá não a 17, mas sim a 29 de novembro, terça-feira, com início às 18:30, no Auditório Fernando Távora ( Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto).
 
Pela primeira vez, Paolo Zermani virá ao Porto falar sobre a sua obra de arquitetura. A apresentação estará a cargo da arquiteta Ana Francisca Silva, autora de uma dissertação de mestrado defendida na FAUP sobre este arquiteto, "A construção do ritual como constante no projeto. Estudo da obra de Paolo Zermani".
 
Na imagem: Cappella nel bosco, Varano dei Marchesi, Parma 2012. Um lugar de meditação construído no interior dos bosques da região de Parma, por onde passava o itinerário de peregrinação da Strada Romea.
 
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08 de novembro de 2022
Rui Goes Ferreira e a defesa de um "diálogo de qualidade"

Em 1968, Rui Goes Ferreira e Manuel Vicente foram chamados a intervir na zona de confluência das Ruas da Carreira e Rua das Pretas, em plena zona histórica da cidade do Funchal, então ocupada por dois prédios recentes, incaracterísticos e considerados obsoletos. Em seu lugar, e por proposta desta dupla de arquitetos, surgiu o Bloco Comercial ainda hoje conhecido pelo nome do espaço urbano para onde se volta, o Largo da Igrejinha. O projeto, desenvolvido num momento em que o Funchal se preparava para receber um Colóquio de Urbanismo, com Robert Auzelle e Nuno Teotónio Pereira como convidados especiais, e na sequência do impacto da vinda de Lúcio Costa a Portugal, representava um desafio, seja pelo programa interno que o equipamento a construir implicava, seja pela natureza do seu inevitável programa urbanístico. A posição tomada foi defendida pelos seus autores na memória descritiva: «Há em verdade que defender, teimosamente, os valores do passado, mas há que defendê-los com uma atitude construtiva, quer reconhecendo a necessidade que deles temos e aceitando a sua atualização, quer fazendo-os acompanhar de obras contemporâneas.» Sem esquecer que era ponto assente que, «nestas matérias de integração, em ambientes urbanos de expressão muito caracterizada, tudo se deve passar ao nível dum diálogo de qualidade…Isto é, qualquer peça de arquitetura de "qualidade" se integra num ambiente existente de “qualidade”. E essa “qualidade” será o denominador comum, o “tema” do diálogo..»
 

O Bloco Comercial do Largo da Igrejinha é a segunda das 22 obras assinaladas no Mapa de Arquitetura recentemente lançado pela Secção Regional da Ordem dos Arquitetos, com o apoio da Fundação Marques da Silva e da Secretaria Regional e de Turismo da Madeira.  Sob coordenação de Madalena Vidigal, arquiteta, neta de Rui Goes Ferreira responsável pela seleção de conteúdos, este Mapa desenha um percurso que traz uma nova consciência sobre a importância da obra projetada por este arquiteto para a Madeira, contribuindo simultaneamente para o "diálogo" que tem de continuar a ser mantido entre a arquitetura, o património e as necessidades impostas pela cidade contemporânea.

Ver Mapa: 02 / Bloco Comercial no Largo da Igrejinha

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6 de novembro de 2022
Alcino Soutinho e o fascínio da viagem

Viagens há que conquistaram um lugar na história, como a mítica viagem que Alcino Soutinho, Álvaro Siza, Alexandre Alves Costa, Fernando Távora, José Grade e Sergio Fernandez organizaram em 1976, tendo como destino a Grécia. Outras se tinham antecedido, mas do grupo então reunido,  Alcino Soutinho e Laura Soutinho, Alexandre Alves Costa e Luísa Brandão, Sergio Fernandez, José Grade, António Corte Real e Manuela Corte Real, agora contando também com José Luis Carvalho Gomes, equipados com 3 carros (um Austin 1300, uma Renault 4L e um Citroën Dyane) decidem explorar o Norte de África. O percurso deveria passar por Marrocos, Argélia e Tunísia. Foram muitas as peripécias, desde carros avariados, uma retenção na fronteira da Argélia e a difícil tarefa de tentar encontrar comida durante o Ramadão. Mas como todas as viagens, entre a amizade que os unia e a beleza da paisagem, foi mais um momento inesquecível para quem a viveu. E dela ficaram, para além da memória ou para memória futura, o que registaram do que lhes foi dado ver, fixado em desenhos, fotografias e textos. Arquitetura? Sim, muita. Mas também tudo o resto, de pessoas a ambientes e animais. Como este "camelo pensador" que Alcino Soutinho desenhou.

Alcino Soutinho nasceu a 6 de novembro de 1930.

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3 de novembro de 2022
Paolo Zermani: Arquiteturas Italianas
Conferência Marques da Silva 2022
29 de novembro, 18:30, Auditório Fernando Távora (FAUP)

As Conferências Marques da Silva estão de regresso com Paolo Zermani como conferencista. Aquela que será a 14.ª edição deste ciclo anual, promovido pela Fundação Marques da Silva em parceria com a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, está marcada para 29 de novembro, tendo lugar, como sempre, no Auditório Fernando Távora (FAUP).

O tema proposto é Paolo Zermani: Arquiteturas Italianas. Ou seja, ficaremos assim a conhecer, apresentadas na primeira pessoa, a obra e a linha de pensamento deste Professor Catedrático da Faculdade de Arquitetura de Florença, natural de Medesano (Parma), distinguido, em 2018, com o Prémio Antonio Feltrinelli para a Arquitetura.

 

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2 de novembro de 2022
“Inovação Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra”
Sessão presencial no e sobre o Terminal Intermodal de Campanhã
5 de novembro, 10:30

O “Inovação Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra” volta ao Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), desta vez uma sessão in loco, durante a qual vamos ouvir os autores do projeto e também participar numa visita guiada.

Será já este sábado, 5 de novembro, às 10h30, e contará com os seguintes convidados: Arq.º Nuno Brandão Costa (Brandão Costa Arquitectos), a Eng.ª Elza Mendes (Cacao), o Eng.º Renato Bastos (AdF) e a Arq.ª Rita Guedes (Rita Guedes Arquitectura Paisagista).
A moderação será assegurada pela Arq.ª Bárbara Rangel (@dec.fe.up.pt).

Assegure o seu acesso à sessão (gratuita e com inscrição prévia), aqui: https://portoinnovationhub.pt/inovacao-fora-de-portas/
 

Esta iniciativa, que tem na Fundação Marques da Silva uma das suas entidades apoiantes, resulta da parceria entre o Departamento de Engenharia Civil da FEUP, o Município do Porto (no âmbito da iniciativa Porto Innovation Hub), a Universidade do Porto e a Câmara Municipal de Gaia.

 

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31 de outubro de 2022
Argumentos 1: em deriva
o novo livro de Alexandre Alves Costa

"Argumentos não é um livro de arquitetura, é uma tentativa, provavelmente frustrada, de me servir da minha experiência, no seu âmbito, por ela ser o meio mais simples de articular tempo e espaço, de modelar a realidade, de fazer sonhar." (Alexandre Alves Costa)

Argumentos 1: em deriva é o primeiro de um conjunto de dois livros de Alexandre Alves Costa a publicar pela Fundação Marques da Silva em parceria com a U.Porto Press. Estruturado em cinco capítulos – “Memórias”, “Cidadania”, “Outros Caminhos”, “Livros”, “Arquitetura, Cidade e Território” -, nele se reúne um conjunto alargado de textos, alguns até agora inéditos, que o seu autor, em resposta às mais diversas circunstâncias, foi escrevendo ao longo dos anos.
 

O lançamento será no próximo dia 3 de dezembro, com Francisco Louçã e a presença do autor, na Fundação Marques da Silva, mas o livro encontra-se disponível, a partir de hoje, na loja da Fundação e na Reitoria da Universidade do Porto, entrando em breve no circuito comercial.
 

+ info sobre o livro aqui

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28 de outubro de 2022
"António Carneiro, o poeta com pincéis"
Museu da Quinta de Santiago (Matosinhos)
29 de outubro de 2022 a 26 de fevereiro de 2023

Cerca de 50 obras e de 20 documentos e objetos pertencentes ao pintor António Carneiro (1872-1930), parte deles inéditos ou praticamente desconhecidos do público, vão estar em exposição no Museu da Quinta de Santiago. Será uma oportunidade única para descobrir ou redescobrir este artista que nasceu há 150 anos em Amarante e residiu grande parte da sua vida na cidade do Porto, tendo encontrado no mar e nas praias de Leça inspiração para várias das suas aclamadas "paisagens". António Carneiro, o poeta com pincéis, exposição retrospetiva com curadoria de Cláudia Almeida, reúne um conjunto invulgar de quadros, alguns deles pela primeira vez apresentados lado a lado num mesmo espaço expositivo. São obras maioritariamente provenientes da coleção do Município de Matosinhos, mas também das coleções de várias instituições nacionais que se associaram a esta iniciativa, entre as quais a Fundação Marques da Silva, a quem pertence um retrato de Marques da Silva desenhado por António Carneiro, que tal como Marques da Silva foi professor da Escola de Belas Artes do Porto, em 1928.
 

A exposição inaugura amanhã, 29 de outubro, às 17:00, e poderá ser visitada até 26 de fevereiro do próximo ano, de terça a sexta, entre as 10:00 e as 13:00 e as 15:00 e as 18:00, ou aos sábados, domingos e feriados, entre as 15:00 e as 18:00.
 

A abertura da exposição será assinalada por um momento musical a cargo do Quarteto de Cordas de Matosinhos que interpretará composições de Cláudio Carneiro, filho do artista homenageado.
 

+ info: www.cm-matosinhos.pt

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27 de outubro de 2022
A Casa de Queijas de Fernão Simões de Carvalho, um lugar de liberdade conceptual e a síntese de uma vida

Fernão Lopes Simões de Carvalho nasceu a 27 de outubro de 1929 em Luanda, Angola. Terminou o curso de Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1955) e especializou-se no Institut d´Urbanisme de l´Université de Paris (Sorbonne).  Foi um defensor do Movimento Moderno ao longo da sua carreira, repartida por três países: Angola, Brasil e Portugal. Explorou as qualidades técnicas e plásticas da aplicação do betón brut, claramente aprendida na convivência com Le Corbusier e Wogenscky (1956-1959).
Durante a década de 1960, construiu em Luanda e nas cidades vizinhas uma série de edifícios emblemáticos com a marca corbusiana adaptada às especialidades do clima tropical angolano, sendo de realçar o arrojado projeto para o Centro de Radiodifusão de Luanda. Ainda assim, muitas outras obras deste período ficaram por concretizar.
Em abril de 1974 encontra-se a desenvolver o projeto da casa onde planeia vir a viver, mas após a Revolução decide ir para o Brasil, onde colabora no escritório carioca de Horácio Camargo e, no campo do urbanismo, com Maurício Roberto. Cinco anos depois, Simões de Carvalho regressa a Portugal e constrói ainda uma série de obras públicas e privadas. Entre elas, dedica-se a terminar a sua residência em Queijas. Com uma clara linguagem corbusiana, esta casa representa uma síntese da sua arquitetura brutalista. É aqui que ainda reside.
Hoje é dia de aniversário. Muitos Parabéns, Senhor Arquitecto.
 

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24 de outubro de 2022
Manuel Graça Dias dá nome a um novo Prémio e é atribuído o título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitectos à Fundação Marques da Silva
Manuel Graça Dias fotografado em sua casa por Inês D´Orey

No próximo dia 27 de outubro vai ser lançado o Prémio Manuel Graça Dias dst - Ordem dos Arquitectos, Primeira-Obra, uma iniciativa da Ordem dos Arquitetos que transporta uma dupla intenção: revelar novos valores na arquitetura portuguesa, incentivando e promovendo o reconhecimento público de autores de obras que tenham como referência a Arquitetura enquanto um bem de qualidade ao serviço da comunidade; e celebrar Manuel Graça Dias, sublinhando a imaginação, o inconformismo, a disponibilidade e generosidade que esta figura ímpar sempre demonstrou nas múltiplas dimensões que marcaram o seu percurso de vida (o arquiteto Manuel Graça Dias faleceu em 2019, aos 66 anos de idade).

Este novo Prémio, um concurso bianual que tem na Fundação Marques da Silva um parceiro institucional, dirige-se assim a autores de obras de arquitetura que tenham sido construidas nos primeiros oito anos após a sua inscrição como membro na  OA (nesta primeira edição, entre 2014 e 2021), com o autor(es) da obra distinguida a receber o valor pecunário de 20.000€, o convite para uma apresentação e a ter uma oportunidade de a publicar através dos meios da OA.
 

Na mesma sessão será ainda feita a atribuição do título de Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos. E se, no ano anterior esse título foi atribuído a Maria José Marques da Silva, este ano será a vez da instituição que a sua doação à Universidade do Porto ajudou a criar: a Fundação Marques da Silva. Um gesto que vem assim reconhecer o trabalho  e ações desenvolvidas nacional e internacionalmente pela Fundação "da investigação e produção de conhecimento científico, conferências, atividade editorial e reflexões disciplinares sobre os temas que prestigiam a arquitetura e o nosso património disciplinar e científico."
 

A cerimónia do dia 27, com início às 18:00 na Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos, insere-se na programação do Dia Mundial da Arquitetura 2022.

 

 

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21 de outubro de 2022
A coleção de pintura e desenho artístico da Fundação Marques da Silva cresceu com a doação de 8 obras de António Cardoso
António Cardoso, Pintura Objecto, madeira policromada, 1968

A Pintura e o Desenho foram uma constante na vida de António Cardoso (1932-2021), como a exposição "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência" veio recentemente demonstrar. O seu percurso artístico remonta aos anos 1950, com a frequência da Academia Alvarez a marcar o início de uma aprendizagem oficinal que nunca, desde então, deixou de praticar. As suas obras refletem o impacto das suas viagens, dos lugares de vida, do seu conhecimento do meio e da história da arte, bem como a exploração de caminhos de desenvolvimento que vão despertando o seu interesse enquanto artista na procura de uma linguagem própria. Obras que se afirmaram também nos circuitos expositivos, numa itinerância surpreendente quando vista em retrospetiva. E agora, pela mão dos seus filhos, Susana e Eduardo Luís Cardoso, oito dos trabalhos expostos na Casa-Atelier José Marques da Silva entre maio e setembro passado passaram a fazer parte da Fundação Marques da Silva. Um conjunto que engloba obras produzidas entre 1968, caso da Pintura-Objeto em madeira policromada que a imagem ilustra, e 2014 com um acrílico sobre tela da série Transformações e Transfigurações, mas que integra também exercícios de colagem ou de utilização do pastel sobre papel e dois desenhos originais a tinta-da-china que fazem parte do àlbum XX Desenhos. Uma importante doação que vem complementar o acervo documental de António Cardoso doado ainda em vida e ampliar a coleção de Pintura e Desenho Artístico da instituição com um nome fundamental naquela que é a sua história.

 

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20 de outubro de 2022
"Manuel Graça Dias, o Arquiteto Arquitetonicamente Incorreto"
Visitas Guiadas à Exposição por Egas José Vieira
25 de outubro e 8 de novembro, 18:00

Nos próximos dias 25 de outubro e 8 de novembro, o Arquiteto Egas José Vieira vai guiar duas visitas à exposição "Manuel Graça Dias, O Arquiteto Arquitetonicamente Incorreto", atualmente patente ao público no Círculo da Arquitetura, (Rua Sacadura Cabral, Nº51, Cruz-Quebrada/ Dafundo). As visitas iniciam-se às 18:00. Para poder participar, basta enviar um email para circulodaarquitetura@oeiras.pt. As inscrições encontram-se abertas.

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20 de outubro de 2022
Fernando Távora em Cesena

Hoje, em Cesena, fala-se de Fernando Távora, da viagem que fez aos EUA e ao Japão em 1960 e das influências italianas na sua arquitetura. São estes os temas das conferências de Raffaella Maddaluno e de Giorgio Liverani, seguidas de uma visita guiada à exposição "I viaggi di Fernando Tàvora", que se manterá na Galleria del Ridotto até 11 de dezembro.

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19 de outubro de 2022
THE MATTER OF DATA: Documentary Architecture as Historical Method
A visitar na Fundação Marques da Silva
Últimos dias

THE MATTER OF DATA: Documentary Architecture as Historical Method, a exposição que a Fundação Marques da Silva acolheu no âmbito da  Arquiteturas Film Festival entrou na sua última semana de abertura ao público. Até ao próximo sábado, 22 de outubro, ainda poderá visitá-la e ficar com uma perspetiva do trabalho que o Centre for Documentary of Architecture tem vindo a desenvolver, já que The Matter of Data se insere na pesquisa interdisciplinar que esta instituição tem vindo a desenvolver sobre questões da migração e modernismo colonial, relacionando os múltiplos significados e a complexa história dos modernismos arquitectónicos, a sua história de migração e transferência.
 

Com curadoria de Ines Weizman, esta exposição está organizada em dois eixos: matéria e dados. Os estudos de caso arquitetónicos – apresentados como “biografias arquitetónicas” – congregam documentação fílmica, estudos de arquivo, análise de materiais e documentação construtiva digital em apresentações táteis e multimédia.
 

Créditos fotográficos: Ivo Tavares Studio, cortesia de Arquiteturas Film Festival, organizado pelo INSTITUTO

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18 de outubro de 2022
Monumento ao Marquês de Pombal, o projeto de Marques da Silva e Alves de Sousa que dava um romance

No acervo de José Marques da Silva encontra-se profusamente documentado o projeto que este arquiteto, juntamente com o escultor Alves de Sousa, apresentou a Concurso para o Monumento ao Marquês de Pombal em 1913, para construção na cidade de Lisboa. Dele nos chegaram desenhos, uma extensa lista de registos escritos e fotografias que fixam diferentes momentos de realização da maquete, como a imagem documenta. Mas também uma curiosa correspondência e outra documentação anexa que, cruzada com a ampla cobertura da imprensa de então, nos vai traçando as entrelinhas de uma longa e participada história. Se a decisão de abertura do próprio Concurso aos artistas nacionais teve de ultrapassar várias e atribuladas etapas antes de ser uma realidade, ainda mais agitados foram os momentos que se seguiram ao anúncio do vencedor, com o Júri a preterir a proposta de Marques da Silva e Alves de Sousa, "...Cuidar dos Vivos", em favor da "Gloria progressus...delenda reactio" dos arquitetos Adães Bermudes e António de Couto, e do escultor Francisco dos Santos. Bastará dizer que, para além dos argumentos esgrimidos nos jornais, o assunto foi discutido na Câmara dos Deputados e no Conselho de Ministros, sendo instada a própria Procuradoria Geral da República a manifestar-se. A polémica tinha como principais protagonistas Marques da Silva e Adães Bermudes, tendo chegado a estar aprazado um duelo entre Marques da Silva e Ressano Garcia, na sequência das declarações que este último fizera publicar (vide tese de António Cardoso, onde é citada notícia do Diário de Notícias de 13 de maio de 1914). Quanto a defensores, a dupla portuense teve em António Arroyo (engenheiro, escritor e músico distinto) o seu mais acérrimo defensor. A decisão final teve de esperar pelo ano de 1917 e dela decorre a construção do Monumento que hoje distingue a Rotunda homónima, em Lisboa. Entretanto, Marques da Silva e Alves de Sousa tinham já em mãos o Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular, na Boavista, no Porto.


José Marques da Silva nasceu nesta cidade, a 18 de outubro de 1869.

 

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17 de outubro de 2022
Homenagem do GANNO a Octávio Lixa Filgueiras

Decorreu, no passado sábado, na Fundação Marques da Silva, a homenagem do Grupo de Arqueologia Naval do Noroeste (GANNO) ao seu fundador, em 1980, o arquiteto Octávio Lixa Filgueiras. Naturalmente, foi a dimensão do trabalho desenvolvido no âmbito da história da arquitetura naval por Lixa Filgueiras a estar em destaque, muito em particular através do testemunho de dois elementos associados deste Grupo, Manuel Martins Rêgo e Maia dos Santos, e da projeção do documentário realizado em 1991 por Vítor Bilhete, com guião de Octávio Lixa Filgueiras, sobre o processo tradicional de construção de um barco rabelo.
Mas a sessão integrou ainda, como anunciado, o lançamento do Boletim especial publicado em junho passado, onde se reunem textos da autoria de várias individualidades da área da arquitetura, da história e da cultura marítima e fluvial, um número que teve no arquiteto António Menéres o seu principal dinamizador. E foram vários os autores presentes nesta sessão, assim como presentes estiveram filhos e netos do arquiteto Octávio Lixa Filgueiras. Pedro Borges de Araújo partilhou algumas memórias da sua convivência com Octávio Lixa Filgueiras, desde os tempos em que foi seu aluno na ESBAP, sem deixar de justificar a importância do seu legado.
Para assinalar este momento de homenagem, os dois estiradores do átrio do Palacete Lopes Martins tiveram ainda em exposição uma série de publicações sobre a temática naval da autoria deste arquiteto, bem como o livro e a maquete da primeira edição Da função social do arquitecto.

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14 de outubro de 2022
Algo de novo vai acontecer na Casa-Atelier José Marques da Silva

A Casa-Atelier José Marques da Silva está a preparar-se para responder a um novo desafio. Em breve teremos novidades para anunciar...

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13 de outubro de 2022
GANNO: Homenagem ao Arquiteto Octávio Lixa Filgueiras
Lançamento de Boletim especial e exibição do documentário "Arquitectura do Rabelo"
15 de outubro, 15:00, Fundação Marques da Silva

O Grupo de Arqueologia Naval do Noroeste (GANNO), fundado pelo arquiteto Octávio Lixa Filgueiras, para assinalar o centenário do nascimento do seu fundador, a 16 de agosto passado, publicou uma edição especial do seu Boletim, cujo lançamento decorrerá no próximo 15 de outubro, na Fundação Marques da Silva.
A sessão, que se inicia às 15:00, vai contar com a participação de António Maia dos Santos (membro da Direção do GANNO), de Miguel Filgueiras (em representação da família do Arq.to Lixa Filgueiras) e Pedro Borges de Araújo, um dos autores convidados a escrever para a referida edição do Boletim. Esta será também uma ocasião para rever o documentário "Arquitectura do Rabelo", realizado por Vítor Bilhete a partir de uma investigação de Octávio Lixa Filgueiras.

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

 

 

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10 de outubro de 2022
José Porto e o anteprojeto para o Estádio Distrital do Porto

Entre a rua Silva Porto, a rua de Monsanto, a rua do Ameal e a rua da Telheira, no Porto, esteve prevista a construção de um grandioso Estádio Distrital. O programa do concurso público de anteprojetos e de projetos, para além de especificar os requisitos orientadores dos concorrentes e a composição do Júri, que seria presidido pelo Governador Civil (Coronel Dr. Herculano Jorge Ferreira), indicava que a data final de entrega dos trabalhos na Secretaria do Governo Civil do Porto seria 30 de maio de 1934. Haveria prémios financeiros para os classificados em 1.º e 2.º lugar e menções honrosas para os que ficassem em terceiro e quarto. O anteprojeto vencedor teria de apresentar a respetiva "maquette" até 14 de junho, recebendo, para tal, um valor extra equivalente ao do segundo prémio.
 

Num álbum da Sociedade Portuguesa de Fomento, não datado, onde se mostram alguns dos inúmeros trabalhos da firma  Engenheiros Reunidos, pertencente ao arq.to José Porto, o seu autor, lá nos deparamos com a fotografia da referida "maquette", a dar conta, não só do projeto, como do facto de ter sido esta a proposta vencedora do Concurso lançado pelo Governo Civil.
 

E tudo isto permite traçar o contexto que explica a presença, no acervo de José Marques da Silva (que deve ter sido chamado a participar no Júri do Concurso), do documento datilografado dos "autores do ante-projecto do Estádio Distrital" com os esclarecimentos e alterações propostas para a sua execução definitiva. Documento esse que termina com o compromisso de os autores, antes de passarem à realização definitiva do projeto, fazerem uma "visita de estudo aos melhores e mais recentes estádios, gimnásios e piscinas de França, Alemanha, Itália e Suíça, não só para o efeito de qualquer correcção que porventura a observação directa venha a aconselhar, mas principalmente para apreciar in loco pormenores de execução entre nós desconhecidos."
 

Só que esta, é uma história ainda com muito por contar. No acervo de José Porto, então recentemente chegado ao Porto, vindo de Paris, encontramos cerca de uma dezena de peças desenhadas correspondentes ao anteprojeto apresentado a concurso, mas nada se encontrou ainda sobre um seu futuro desenvolvimento. Quanto ao Estádio é apenas certo que dele restaram ecos da memória de uma vontade de construção.
 

José Porto nasceu a 10 de outubro de 1883, em Marinhas, Vilar de Mouros.

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4 de outubro de 2022
Um novo Mapa de Arquitetura para dar a conhecer a obra de Rui Goes Ferreira na Madeira

Há um novo Mapa de Arquitetura, o primeiro sobre o território madeirense, dedicado à obra do arquiteto Rui Goes Ferreira. A conceção e organização de conteúdos esteve a cargo da arquiteta Madalena Vidigal, neta de Rui Goes Ferreira que tem vindo a desenvolver uma ampla investigação sobre a obra deste arquiteto e a materializar várias iniciativas de divulgação da sua obra em particular, mas também sobre a arquitetura da região.

Este Mapa, cujo lançamento decorreu no passado dia 4 de outubro, no Museu de Fotografia da Madeira, foi produzido e publicado pela Seção Regional da Ordem dos Arquitectos, com o apoio da Fundação Marques da Silva e da Secretaria Regional de Turismo e Cultura da Madeira. Como foi referido durante a sessão, trata-se de um convite irrecusável para parar e refletir sobre o legado deixado por este arquiteto, para ir à procura das obras aí representadas e nelas encontrar uma leitura, uma narrativa que permita caracterizar a intervenção de Rui Goes Ferreira.
 

O roteiro apresentado percorre 22 obras projetadas por este arquiteto e, à imagem dos Mapas de Arquitetura lançados pela OASRN, para além da versão impressa, também pode ser consultado online. Basta clicar sobre o número ou letra identificativa e surge a informação respetiva: www.mapadearquitetura-madeira.com

 

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5 de outubro de 2022
"Viagem às arquiteturas energéticas insulares", a proposta vencedora da 18.ª edição do Prémio Fernando Távora

A proposta vencedora da 18.ª edição do Prémio Fernando Távora permitirá a Inês Vieira Rodrigues empreender uma "Viagem às arquiteturas energéticas insulares", ancorada nos Açores e na Islândia. A decisão reuniu a unanimidade do Júri, presidido por André Tavares (indicado pela OASRN – Ordem dos Arquitectos Secção Regional Norte) e composto ainda por Maria João Seixas (nomeada pela OASRN enquanto figura de relevo cultural externa ao campo disciplinar da Arquitetura), por José Bernardo Távora (indicado pela Fundação Marques da Silva), por Pedro Baía (indicado pela Casa da Arquitetura) e por Francisco de Tavares e Távora Pereira Coutinho (designado pela família do Arquiteto Fernando Távora).
Perante a qualidade, relevância e atualidade dos seus temas, o Júri decidiu atribuir também duas menções honrosas às propostas de Luis Duarte Ferro, «Silêncios loquazes: a cultura por vir» e de João Carlos de Almeida e Silva, «A presença da Eva. À procura de casas que foram brindes publicitários».
 

O anúncio do vencedor decorreu no passado dia 3 de outubro, na sede da OASRN, altura em que Margarida Quintã e Luís Ribeiro da Silva, vencedores da 15ª edição do Prémio, proferiram a sua conferência sobre a viagem realizada "Às fronteiras do México". A conferência de apresentação da viagem de Inês Vieira Rodrigues realizar-se-á em abril de 2024, na data de lançamento da 20.ª edição do Prémio Fernando Távora.

 

Imagem: Central Geotérmica do Pico Vermelho na Ilha de São Miguel, © SIARAM.

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3 de outubro de 2022
Prémio Fernando Távora
hoje, às 18:00, na sede da OASRN

Hoje, 3 de outubro, em Dia da Arquitetura, terá lugar, na sede da OASRN, mais uma sessão do Prémio Fernando Távora com o anúncio do vencedor da 18.ª edição, a apresentação do trabalho dos vencedores da 15.ª edição, os arquitetos Margarida Quintã e Luís Ribeiro da Silva (na imagem), sobre "As Fronteiras do México" e uma breve conversa com a jornalista Maria João Seixas, membro do júri da presente edição e no qual a Fundação se encontra representada pelo arquiteto José Bernardo Távora.
 

A sessão inicia-se às 18:00 e a entrada é livre.


 

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30 de setembro de 2022
I viaggi di Fernando Távora
na Galleria del Ridotto (Cesena, Itália), até 11 de dezembro

Na Galleria del Ridotto, por iniciativa do Departamento de Arquitetura da Universidade de Bolonha, com o apoio da Fundação Marques da Silva, dá-se a conhecer, pela primeira vez em Itália, mais de 8 dezenas de desenhos de viagem realizados pelo Arquiteto Fernando Távora entre 1960 e 1997. A exposição I viaggi di Fernando Távora assenta na seleção feita pelo arquiteto José Bernardo em 2017, para a exposição apresentada na Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, mas agora moldada a um percurso expositivo que se ajusta à configuração do novo espaço, onde também se acolhe um conjunto de maquetes realizadas pelos alunos de arquitetura do Campus de Cesena.

A inauguração, no dia 23 de setembro, foi antecedida de uma sessão programada no âmbito da Festa Dell´Architettura 2022, na Biblioteca Malatestiana, onde participaram o diretor do Departamento e a coordenadora do Curso de Arquitetura da Universidade de Bolonha, Fabrizio Apollonio e Elena Mucelli, respetivamente, Paula Abrunhosa e Ana Freitas, em representação da Fundação Marques da Silva, e os curadores desta exposição, Antonio Esposito, Saverio Fera, Giovanni Leoni e Giorgio Liverani. A exposição manter-se-á patente ao público até 11 de dezembro deste ano.

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30 de setembro de 2022
"Manuel Graça Dias, o Arquiteto Arquitetonicamente Incorreto"
a visitar até 12 de novembro, no Círculo de Arquitetura de Oeiras

A exposição "Manuel Graça Dias, o Arquiteto Arquitetonicamente Incorreto", inaugurada no passado dia 22 de setembro no Círculo de Arquitetura de Oeiras, revisita 18 projetos realizados por Graça Dias entre 1985 e 2018, seja individualmente, seja em parceria com Egas José Vieira, antigo aluno e arquiteto com quem viria a fundar o atelier Contemporânea, em 1990, após a colaboração para o Concurso do Pavilhão de Portugal na Expo 92´ de Sevilha. Estruturada em 4 núcleos - habitação, restauração, espaços lúdicos e diversos - a exposição apresenta um vasto conjunto de desenhos e maquetes, entre os quais se encontram vários originais cedidos pela Fundação Marques da Silva, assim como fotografias e registos videográficos. Esta iniciativa, organizada pelo Município de Oeiras e com curadoria de António Faísca, pretende ser uma homenagem a Manuel Graça Dias, arquiteto e professor de palavra viva e contagiante, que ensinava os seus alunos "a serem inconformados" e a "fugirem de certezas".
A visitar até 12 de novembro, de terça a sábado, entre as 14:00 e as 19:00.
 

Créditos fotográficos: Paulo Neto.

 

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30 de setembro de 2022
Arquiteturas Film Festival
Hoje, às 21:30, na Fundação Marques da Silva
Com Ortrun Bargholz e Anna Luise Schubert

Para hoje, na Fundação Marques da Silva, o Arquiteturas Film Festival propõe mais dois documentários: “The Modern Writer’s Workshop’: At the Limits of Architectural Freedom” (2014),de Ortrun Bargholz and Lucas Podzuweit, e “Umzugsgut: Articles of Daily Use and Home Furnishings of the Emigrant Are Described as U.” (2017), de Anna Luise Schubert and Amelie Wegner. Esta, que é a terceira e última sessão deste ciclo apresentado pelo CDA, vai contar ainda com a presença de Anna Luise Schubert e Ortrun Bargholz, para uma introdução e conversa sobre os trabalhos a projetar. A sessão tem início às 21:30 e é de entrada livre, sujeita apenas à lotação do espaço.

+ info aqui

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30 de setembro de 2022
Prémio Fernando Távora
Anúncio do vencedor da 18.ª Edição do Prémio
Conferência de Margarida Quintã e Luís Ribeiro da Silva
Conversa com Maria João Seixas
3 de outubro (segunda-feira), 18:00, Sede da OASRN

No próximo dia 3 de outubro, em Dia da Arquitetura, será anunciado mais um vencedor do Prémio Fernando Távora que vai já na sua 18.ª edição. A sessão, a ter lugar na sede da OASRN, conta ainda com a apresentação do trabalho dos vencedores da 15.ª edição, os arquitetos Margarida Quintã e Luís Ribeiro da Silva, sobre "As Fronteiras do México" e uma breve conversa com a jornalista Maria João Seixas, membro do júri da presente edição e no qual a Fundação se encontra representada pelo arquiteto José Bernardo Távora.

Trata-se de uma iniciativa da OASRN, em parceria com a Fundação Marques da Silva, a Câmara Municipal de Matosinhos e a Casa da Arquitectura, e com o patrocínio da Ageas Seguros.

+ info em www.oasrn.org

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29 de setembro de 2022
Arquiteturas Film Festival Porto
Projeção de documentários
21:30, Fundação Marques da Silva

Ontem foi assim, na Fundaçao Marqies da Silva. Sala cheia para a conferência inaugural da curadora da exposição The Matter of Data, Ines Weizman, seguida da projeção de 3 curtas-metragens. Hoje, serão projetados os documentários "Deep White" e "Phonograph and Memory: tracing a sound from Kabul".  A sessão começa às 21:30 e conta com a presença de Anne Luise Schubert e Ines Weizman.

 

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28 de setembro de 2022
THE MATTER OF DATA: Documentary Architecture as Historical Method
Abertura da Exposição - Conferência de Ines Weizman - Projeção de Curtas-metragens
hoje, 28 de setembro, às 21:30, na Fundação Marques da Silva

Com a exposição THE MATTER OF DATA: Documentary Architecture as Historical Method em pano de fundo, hoje, às 21:30, na Fundação Marques da Silva, lugar de acolhimento da programação da instituição convidada desta edição do Arquiteturas Film Festival, o Centre for Documentary Architecture (CDA), inicia-se a primeira de três sessões que incluem, para além da conferência inaugural da curadora da exposição e fundadora do CDA, Ines Weizman, debates e projeção de curtas-metragens e documentários produzidos no âmbito deste Centro onde se juntam arquitetos, cineastas, artistas, programadores digitais, historiadores e outros amantes da arquitetura.

Na sessão de hoje serão exibidos A short history of the elevator Pitch (Ines Weizman, 5´); Three hours by car (Anna Luise Schubert, Ines Weizman, 5´) e Bauhaus Beeline (Anna Luise Schubert, Ines Weizman, 2´)

A exposição fica patente até 22 de outubro 2022 e pode ser visitada de segunda a sábado, das 14:00 às 18:00. Durante o período de duração do Festival, até 1 de outubro, é de entrada gratuita.

+ info aqui

 

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27 de setembro de 2022
Começa hoje o Arquiteturas Film Festival!

A 9.ª edição do Arquiteturas Film Festival está prestes a começar. A Sessão de Abertura acontece hoje, 3ª feira dia 27 de setembro, no Cinema Passos Manuel, no Porto, às 21h30.

A edição deste ano reflete sobre a ideia de “abrandamento”, ainda que isso implique demolir, reduzir, reutilizar, ou subtrair a arquitetura.

O festival decorre entre 27 de setembro e 1 de outubro. O programa completo pode ser consultado em https://arquiteturasfilmfestival.com/programa/

 

 

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23 de setembro de 2022
Seminário de Metodologia do Desenho
Nuno Portas em Sevilha, fevereiro de 1971

Em 1971, Nuno Portas deslocou-se a Sevilha, a convite do Departamento de Estética, Composição Arquitectónica e História da Arte da Escola de Arquitectura desta cidade, para dar um Seminário sobre Metodologia do Desenho. O interesse suscitado será comprovado pela grande concorrência registada: mais de 50 arquitetos e 150 alunos inscritos, números publicados na imprensa local. Foram 6 aulas que decorreram entre 27 de Janeiro e 4 de Fevereiro, e onde não só traçou o "panorama atual" da metodologia do desenho, como abordou a atividade que tinha vindo a desenvolver no LNEC. A fotografia que acompanha esta nota foi retirada de um dossier com recortes de imprensa relativos ao Seminário, pertencente ao conjunto de documentos recentemente integrados no Arquivo da Fundação Marques da Silva.
 

Nuno Portas nasceu a 23 de setembro de 1934.
Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

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21 de setembro de 2022
I viaggi di Fernando Tavora
Exposição
23 de setembro a 11 de dezembro
Galleria del Ridotto, Cesena, Itália

No âmbito da Festa dell´Architettura 2022, o Departamento de Arquitetura da Universidade de Bolonha, com a colaboração da Fundação Marques da Silva, vai apresentar na Galleria del Ridotto a exposição I viaggi di Fernando Távora.
Tomando como ponto de partida a seleção já feita em 2017 por José Bernardo Távora, serão agora expostos em Cesena mais de 80 desenhos originais da autoria do arquiteto Fernando Távora, realizados entre 1960 e 1997, que, pela primeira vez, poderão ser vistos em Itália.
Antonio Esposito, Francesco Saverio Fera, Giovanni Leoni e Giorgio Liverani assinam a curadoria desta exposição que inaugura no próximo dia 23 de setembro e se manterá patente ao público até 11 de dezembro, na Galleria del Ridotto.
 

+ info: https://phd.unibo.it

 

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20 de setembro de 2022
"Manuel Graça Dias: o Arquiteto Arquitetonicamente Incorreto"
Exposição
22 de setembro a 12 de Novembro
Círculo da Arquitetura, Oeiras

Três anos passados sobre o desaparecimento prematuro de Manuel Graça Dias, o Círculo de Arquitetura do Município de Oeiras, com o apoio da Fundação Marques da Silva, vai inaugurar na próxima quarta feira, às 18:00, uma exposição que  "visa enaltecer e homenagear" o trabalho deste arquiteto. A exposição Manuel Graça Dias: O Arquiteto Arquitetonicamente Incorreto apresenta uma seleção de dezoito projetos, entre os quais se destacam o Pavilhão de Portugal para a Expo’ 92, em Sevilha, e O Teatro Azul, em Almada. Para além de esquissos e desenhos de projeto, a exposição integra ainda um conjunto de maquetes relativas a vários dos projetos expostos.

A exposição inaugura dia 22, às 18:00 e pode ser visitada até 12 de novembro de terça a sábado, entre as 14:00 e as 19:00.

 

+ info: www.oeiras.pt

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19 de setembro de 2022
E falou-se de história, arte e arquitetura...

Andrea Soutinho, Celso Santos, Helena de Freitas e João Pinharanda reuniram-se para uma animada conversa, moderada por Laura Castro, cumprindo assim o objetivo de se assinalar o encerramento da exposição “Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência” através do exercício do encontro e da partilha, tão acarinhado e cultivado por António Cardoso. E se esta figura, multifacetada e poliédrica, foi transversal a todos, já que todos com ele se cruzaram em diferentes circunstâncias e momentos, foi igualmente inevitável convocar outras presenças referenciais, a de José-Augusto França e a de Amadeo de Souza-Cardoso, para cujo atual reconhecimento da sua originalidade artística e da sua internacionalização António Cardoso muito contribuiu. A particularidade do Museu de Amarante tornou-se assim um tema central nesta conversa, mas também o foi a necessidade de dar continuidade ao caminho aberto por António Cardoso encontrando respostas adequadas aos desafios impostos por um novo tempo, seja no que se refere ao futuro do Museu Amadeo de Souza-Cardoso - da sua arquitetura ao projeto museológico e à reposição do Prémio -, seja na pertinência de um reposicionamento crítico do ensino da história da arte.

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16 de setembro de 2022
Newsletter - Setembro 2022

Publicamos hoje a newsletter da Fundação Marques da Silva, com a notícia de abertura a deixar em primeiro plano o encontro de amanhã, com Andrea Soutinho, Celso Santos, Helena de Freitas, João Pinharanda e moderação de Laura Castro. Mas há muito mais para ler e novas iniciativas se anunciam. A ler aqui

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16 de setembro de 2022
Fernando Lanhas e a recriação do Museu Monográfico de Conímbriga

No início da década de 1980, Fernando Lanhas foi chamado a remodelar e ampliar o Museu Monográfico de Conímbriga, aí se incluindo o arranjo de interiores, isto é, das zonas de entrada, de receção, de exposição, restaurante e auditório. Cabia-lhe, assim, reconfigurar este espaço museológico, com a premissa de aproveitar a parte já construída, unificando-a (existia o corpo projetado por Amoroso Lopes, em 1959, e as três alas desenhadas por António Portugal, em 1974). O seu interesse pela museologia reflete-se na particular atenção dedicada ao desenho das áreas e suportes expositivos. O Museu reabrirá as suas portas em abril de 1985, com arranjo da envolvente paisagística pensado por Gonçalo Ribeiro Telles e Francisco Caldeira Cabral. Seguir-se-ia a construção do auditório. Em todo este processo Fernando Lanhas teve como interlocutor, por parte da Direção dos Edifícios Nacionais do Centro, o eng.º José Teles de Oliveira. A título de curiosidade, refira-se que da correspondência trocada entre ambos sobressai o apreço de Teles de Oliveira pelas "coisas" que Fernando Lanhas ia escrevendo e pelo que este considerava ser uma demonstração da sua extraordinária sensibilidade na apreciação da vida.

Fernando Lanhas nasceu no Porto, a 16 de setembro de 1923. Faria hoje 99 anos.

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15 de setembro de 2022
Arquiteturas Film Festival
27 de setembro a 1 de outubro
Fundação Marques da Silva, Casa Comum, FAUP, INSTITUTO e Cinema Passos Manuel

Este ano, tendo como mote Slow Down!, o Arquiteturas Film Festival não só se muda para o Porto como vai passar pela Fundação Marques da Silva, para onde está programada uma exposição, uma conferência e a projeção de curtas-metragens e documentários. O Festival encontra-se estruturado em 4 eixos: Programa Oficial; Programa da Instituição Convidada; Programa Experimental; e Programa de Competição. Cada eixo está associado a um ou dois locais da cidade: para além da Fundação Marques da Silva, que vai acolher a programação da Instituição Convidada, o Centre for Documentary Architecture (CDA), o Festival passará pelo Cinema Passos Manuel (Programa Oficial), pela Casa Comum (Programa de Competição), pelo INSTITUTO (Programa Experimental) e pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (Masterclasses e Workshop).

Assim, na Fundação Marques da Silva (Palacete Lopes Martins), entre 28 de setembro e 22 de outubro, poderá visitar a exposição THE MATTER OF DATA: Documentary Architecture as Historical Method e ficar a conhecer o arquivo do Centre for Documentary Architecture (CDA), um coletivo de pesquisa interdisciplinar formado por historiadores de arquitetura, cineastas e tecnólogos digitais. Entre "matéria e dados", que relacionam documentação fílmica, estudos de arquivo, análise de materiais e documentação construtiva digital, estarão em exibição estudos de caso, apresentados como "biografias arquitetónicas".

A assinalar a inauguração da exposição, no dia 28 de setembro, às 21:30, decorrerá a conferência da curadora, Ines Weizman. Esta arquiteta e académica, diretora e fundadora do CDA, com um particular interesse pelas questões da migração e do modernismo colonial, apresentará o trabalho que tem vindo a desenvolver e sobre o qual assenta tanto a presente exposição como a que, em 2019, passou por Weimar, Telavive e Berlim, The Matter of Data: Tracing the Materiality of "Bauhaus-Modernism".

Ainda na Fundação, nos dias 29 e 30 de setembro, em duas sessões com início às 21:30, serão projetadas curtas-metragens e documentários produzidos pelo CDA, com apresentação de Ines Weizman, Anna Luise Schubert e Ortrun Bargholz.

Durante o Festival, que decorre entre 27 de setembro e 1 de outubro, o acesso à Fundação Marques da Silva (exposição e exibição de filmes) será gratuito

 

+ informações sobre todo o programa: https://arquiteturasfilmfestival.com
 

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9 de setembro de 2022
Os Cine-Teatros de José da Cruz Lima

O percurso profissional de José da Cruz Lima, arquiteto diplomado pela Escola de Belas Artes do Porto, em 1945, decorreu de forma discreta, já que muita da sua produção se destinou a responder a encomendas de clientes particulares. Ainda assim, num tempo em que os estabelecimentos cinematográficos atingiam uma particular relevância e popularidade nos meios urbanos, foram vários os projetos realizados por este arquiteto para este tipo de salas de espetáculo, seja de raiz, seja de remodelação de edifícios preexistentes, regra geral antigos teatros que não resistiam ao apelo crescente do público pela projeção de filmes. Logo em 46, surge a proposta de remodelação do Teatro Eduardo Brasão, em Santo Tirso. Contudo, em 1949, a Sonora Filmes vai atribuir a este mesmo arquiteto a responsabilidade de desenhar no centro da então vila, um novo Cinema, cuja construção se prolongará até à década de 60. Ao novo Cine-Teatro, o arquiteto tentará até, sem sucesso, atribuir o nome de Cine Astro. Ainda na década de 50, em 1954, Cruz Lima será chamado a remodelar o Teatro Garrett, na Póvoa do Varzim. E dois anos depois, no Porto, vai  desenvolver os projetos de "reforma e melhoramento" dos Cinemas Olympia e Águia de Ouro, tendo em vista o embelezamento e a melhoria de condições de conforto e segurança dos respetivos espaços interiores. Os Cine-Teatros, projetados ou intervencionados por Cruz Lima, vieram a ter destinos diferentes, com as salas portuenses a garantirem a sobrevivência da sua arquitetura através de uma alteração de função.

José da Cruz Lima nasceu em Luanda, a 9 de setembro de 1910.

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9 de setembro de 2022
Vamos falar de história, arte e arquitetura #2
Andrea Soutinho, Celso Santos, Helena de Freitas, João Pinharanda
moderação de Laura Castro
Fundação Marques da Silva, 17 de setembro, 16:00

Parafraseando palavras do próprio António Cardoso a propósito da exposição sobre Marques da Silva, organizada em 1986, também a exposição "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência" participa da exigência moral de mostrar e de/monstrar. Inaugurada a 7 de maio, perseguiu o objetivo de revisitar o percurso de vida de António Cardoso, reunindo numa mesma linha de tempo a sinalização das múltiplas dimensões da vasta obra por si realizada. Alcançou igualmente a certeza de que o seu legado deve ser revisitado e convertido em ponto de partida para renovadas reflexões sobre os desafios do presente. Assim, depois de um primeiro encontro realizado em junho, a 17 de setembro, dia de encerramento, vai acontecer um segundo encontro com Andrea Soutinho, Celso Santos, Helena de Freitas e João Pinharanda, cabendo a Laura Castro a sua moderação. Vamos, portanto, ouvir falar de história, arte e arquitetura. A sessão começa às 16:00, com a presença de Fátima Vieira, Presidente da Fundação, e todos estão convidados já que a entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço.


 

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7 de setembro de 2022
Maria José Marques da Silva, mulher-arquiteta

Entre uma e outra imagem podemos observar uma mesma figura feminina em dois tempos distintos. A primeira, da década de 30, enquanto aluna de arquitetura na Escola de Belas-Artes do Porto, junto ao Professor Acácio Lino; a segunda, junto ao então Presidente da República Mário Soares, na qualidade de Presidente da Secção Regional Norte da Associação dos Arquitectos Portugueses, por ocasião do 4.º Congresso Nacional, realizado no Porto em 1986 e no âmbito do qual seria igualmente inaugurada, na Casa do Infante, a exposição "J. Marques da Silva. Arquitecto 1869-1947". Entre uma e outra, o percurso de uma vida, entre uma e outra, presença constrastante num meio então dominado por homens, entre uma e outra, a coragem para abrir caminhos para as mulheres arquitetas em Portugal.
 

Maria José Marques da Silva nasceu no Porto a 7 de setembro de 1914, na Casa-Atelier que hoje acolhe a Fundação Marques da Silva, instituição por si idealizada, juntamente com o seu marido, o também arquiteto e urbanista, David Moreira da Silva.


Fotografias: Arquivo da Fundação Marques da Silva e Centro de Documentação da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos, respetivamente.

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5 setembro de 2022
As exposições da Fundação Marques da Silva estão de regresso

Estão, a partir de hoje, reabertas ao público as exposições da Fundação Marques da Silva. "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência", "Contrafactum: matéria, forma, conteúdo" e "Aalto intemporal: o DNA da Cultura Arquitetónica" entram agora nas semanas finais e trazem novidades. Na sala de "Contrafactum" já se encontram lado a lado a maquete de 1935 e a sua recriação de 2022. Entretanto, marque na agenda o dia 17, para assistir ao segundo encontro de "vamos falar de arte, história e arquitetura", desta vez com a presença de Andrea Soutinho, Celso Santos, Helena de Freitas e João Pinharanda, com moderação de Laura Castro.
Contamos com a sua presença!

Horários de visita: de segunda a sábado, entre as 14h e as 18h (última entrada às 17h30).

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1 de setembro de 2022
José Carlos Loureiro (1925-2022)

Ontem, serenamente, José Carlos Loureiro despediu-se da vida. Nascido na Covilhã, a 2 de dezembro de 1925, chegou ao Porto em 1941 para ingressar na Escola de Belas-Artes. A casa por si projetada em Valbom e que, habitando-a, foi transformando em lugar íntimo de conforto e felicidade familiar, garantiu-lhe o diploma de arquiteto e anunciou o que viria a ser um longo e intenso percurso profissional. José Carlos Loureiro praticou Arquitetura de uma forma comprometida, generosa e apaixonada, sempre demonstrando uma invulgar sintonia entre a arte de bem desenhar e a arte de bem construir. Desejava, acima de tudo, imaginar e criar espaços onde as pessoas se sentissem bem. Foi o autor de obras icónicas como o Pavilhão dos Desportos-Palácio de Cristal, o Edifício Parnaso, o Conjunto Luso-Lima ou o Hotel D. Henrique, na cidade do Porto, mas também da Pousada de S. Bartolomeu, em Bragança, da Casa-Atelier Júlio Resende, em Gondomar, do Conservatório Gulbenkian e dos Edifícios Residenciais em Aveiro, do Instituto Superior da Maia ou da "Capelinha" de Fátima. Desde muito cedo aliou ao exercício da atividade projetual, individualmente ou em gabinete (primeiro com Pádua Ramos, depois com o seu filho e mais recentemente também com o seu neto), o desafio da experiência do ensino. Foi também, e sempre, um cidadão atento e interventivo sobre as questões que dominaram o seu tempo, tendo-se distinguido pela matriz ética que imprimiu ao desempenho dos vários cargos públicos que foi chamado a assumir. Teve importantes participações em colóquios, congressos e exposições de carácter nacional e internacional. Por tudo isto, foi sendo publicamente reconhecido. Em 2013, doou o seu acervo profissional à Fundação Marques da Silva que desta forma lhe presta uma sentida homenagem e assinala um profundo pesar pela sua perda. Como poderia ter dito o seu grande amigo Eugénio de Andrade, a sua vida teve a dignidade de um poema.

O corpo estará em câmara ardente a partir da tarde hoje, na Capela da Ressurreição, em Valbom. O seu funeral realiza-se amanhã, às 11h.

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25 de agosto de 2022
Fernando Távora ou do gesto e da razão para o desenho

No canto inferior direito deste mapa-mundo desenhado por Fernando Távora pode ler-se:  “1 – a volta ao mundo como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian / 2 – a viagem ao Brasil com alunos da ESBAP / Os ‘sítios’ onde estive (a preto); os sítios onde estiveram antepassados meus (a verde).”

Fernando Távora gostava de "saltar fronteiras", de, tal como Pessoa, “viajar, correr países, ser outro constantemente” tendo, enquanto Arquiteto, uma atenção permanente sobre a qualidade da construção do mundo. Desenhar era, para si, uma forma de conhecimento e de comunicação, uma "forma eterna e magnífica de entendimento entre os homens." E nas muitas viagens realizadas sempre encontrou "gestos e razões" para o desenho. De "Cairo ou de Kyoto, de Filadélfia e de Atenas, de Bangkok e de Congonhas, de Goa e de Paris, homens, objectos e lugares da antiguidade e do presente." Serão esses desenhos agora a continuar a "saltar fronteiras", as do tempo e dos lugares. Depois da exposição realizada em Guimarães, em 2017, com coordenação de José Bernardo Távora, será Cesena o próximo destino. Tavora in viaggio inaugurará em setembro próximo.

Fernando Távora faria hoje 99 anos. Nasceu no Porto, a 25 de agosto de 1923.

 

 

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19 de agosto de 2022
"A Nacional" em transformação ou como captar os interstícios do tempo
Dia Mundial da Fotografia
Pormenor de espaço interior da Nacional, fotografia de Francisco Ascensão, julho de 2022

O edifício que Marques da Silva começou a idealizar em 1919 para a Companhia de Seguros A Nacional foi determinante para a fixação da imagem daquela que continua a ser a principal sala de visitas da cidade do Porto. Implantado sobre o chão do cunhal poente formado pela Praça da Liberdade e a então Avenida das Nações Aliadas era, segundo relatório de 1924 da referida Companhia, "na opinião geral o mais belo e imponente edifício" aí construído. Em pleno século XXI, em resposta a um desejo de adaptação a outras funcionalidades, este edifício agora centenário prepara-se para iniciar um novo ciclo de vida sob projeto dos arquitetos Francisco Vieira de Campos e Cristina Guedes (menos é mais).  Os andaimes que o envolvem, e que o Grémio da Independência, símbolo da Companhia, esculpido por Sousa Caldas insiste em desafiar, denunciam as obras em curso, mas o que esta fase da intervenção deixa visível em breve será impercetível ao olhar de quem passa ou de quem irá habitar os renovados espaços interiores. Cabe à câmara de Francisco Ascensão registar este momento único, transportando para as fotografias a obter a condição maior de virem a ser testemunhos privilegiados deste interstício do tempo.
 

Hoje, a assinalar o Dia Mundial da Fotografia e para abrir a curiosidade sobre o muito que haverá a descobrir, partilhamos esta fotografia do que virá a ser o interior de um apartamento.

 

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16 de agosto de 2022
Octávio Lixa Filgueiras: uma vida, muitos caminhos
Instalações fabris para a Sonae, Maia, março de 1960

No final dos anos 50, Octávio Lixa Filgueiras desenvolvia já uma intensa atividade, seja como arquiteto, como professor ou como autor de trabalhos pioneiros no domínio da etnologia e da arqueologia naval. Tinha obtido o seu Diploma em 54, com "Urbanismo: um tema rural", um trabalho inovador por ser o primeiro CODA teórico-prático apresentado na ESBAP. Tinha também assegurado a coordenação da Equipa da Zona II do Inquérito à Arquitetura Popular e, em 56, integrara a representação portuguesa ao X Congresso CIAM, em Dubrovnik. Ainda nesta década, fizera parte da equipa de redação para o Norte, juntamente com Arnaldo Araújo, Manuel Marques de Aguiar e José Forjaz, da revista Arquitectura, onde será publicado, em dezembro de 1959, o "Aditamento à Grille C.I.A.M. d´Urbanisme", comunicação que apresentara em Madrid, na qualidade de bolseiro do Instituto de Alta Cultura. Enquanto arquiteto liberal, tinha vindo a assinar, desde a década anterior, um número significativo de projetos, entre os quais assumiam particular relevo as cinco estações para a The Anglo-Portuguese Telephone Company, localizadas no Porto, Matosinhos e Gaia. Na imagem podemos ver o esboceto do alçado poente das instalações fabris da SONAE, na Maia, projeto que apresenta em março de 1960 e que, com as suas linhas modernas, durante muitos anos veio a marcar a paisagem de quem saía do Porto em direção a Norte. Pouco depois, em 1962, e ainda enquanto este projeto estava em construção, foi designado professor efetivo da ESBAP, começando nessa altura a pôr em prática a experiência dos inquéritos urbanos, no contexto de renovação da cadeira de Arquitetura. Estavam, pois, bem definidos os múltiplos caminhos a percorrer e que, ao longo das décadas seguintes, ainda congregaram importantes ações no campo da defesa do património arquitetónico e cultural, bem como a publicação de vários contos, num regresso a outras dimensões da escrita, anunciadas em 49 com o livro de poesia Requiem às Glórias do Mundo e outros poemas.

 

Octávio Lixa Filgueiras nasceu no Porto há exatamente 100 anos.

 

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8 de agosto de 2022
Férias de Verão

A Fundação Marques da Silva vai entrar em férias de verão. De 13 a 28 de agosto, encerram-se as instalações. O atendimento a investigadores será retomado a 29 deste mês. As exposições reabrem apenas a 5 de setembro. Até lá, um bom verão!

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1 de agosto de 2022
A visita ao cemitério da Lapa

Na visita guiada ao cemitério da Lapa, na passada sexta feira, José Pedro Tenreiro levou um grupo sempre atento a percorrer os lugares onde repousam várias gerações das famílias Marques da Silva e Lopes Martins, enquanto ia revelando as surpreendentes histórias que a partir deles e entre eles se podem contar. Um percurso iniciado no jazigo desenhado por Maria José e David Moreira da Silva, onde se encontra depositado José Marques da Silva, e que veio a concluir-se, depois de uma passagem pelos jazigos de Bernardo Marques da Silva e de António Lopes Martins, na capela mortuária projetada por Marques da Silva para Amélia Lopes Martins. Aqui se destacou a forma singular como esta se afirma no espaço e para o tempo em que foi construída, na relação que estabelece com a sepultura de José Lopes Martins e a sua importância enquanto exercício modelar para projetos posteriores de Marques da Silva. Uma visita a demonstrar que há muito para dizer sobre este tema.

 

Esta que foi a terceira das cinco visitas propostas pela Irmandade da Lapa para o Ciclo de 2022 e contou com o apoio da Fundação Marques da Silva.

 

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29 de julho de 2022
A presença de Marques da Silva no cemitério da Lapa
Visita guiada por José Pedro Tenreiro
Hoje, às 18:00
desenho não datado, nem assinado de José Marques da Silva para um projeto de capela mortuária

A visita que hoje se vai realizar no cemitério da Lapa, sob orientação do arquiteto José Pedro Tenreiro, entre o que foi ou não chegou a ser aí realizado sob traço de José Marques da Silva, constitui uma oportunidade única para se falar sobre esta dimensão menos visível e até agora menos estudada da obra desenvolvida por este arquiteto. Começa às 18:00!

+ info: www.irmandadedalapa.pt

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15 de julho de 2022
A presença de Marques da Silva no Cemitério da Lapa
Visita guiada por José Pedro Tenreiro
29 de julho, 18:00

A temática funerária esteve presente na infância e juventude de José Marques da Silva através da oficina paterna, mas também na sua formação em Paris, onde, em 1895, apresenta - no Salon - o projeto de um monumento funerário à memória de João Henrique Andresen, documentado nos arquivos desta Fundação. Já arquiteto, seria recorrentemente convidado a desenvolver esta tipologia de projeto, desde logo para o Cemitério da Lapa onde, aliás, se encontra sepultado. Contudo, é de referir que ao longo da sua carreira foram várias as obras desenvolvidas para a Irmandade da Lapa.

Não é por isso de estranhar que a Ordem da Lapa tenha proposto a realização de uma visita guiada ao cemitério da Lapa sob o signo da presença de Marques da Silva neste espaço, a incluir no Ciclo programado para 2022. A visita vai acontecer a 29 de julho, às 18:00, e será conduzida pelo Arquiteto José Pedro Tenreiro, cujas recentes investigações sobre o sentido e as circunstâncias que deram origem às obras aí construídas permitirão apresentar uma nova leitura desta dimensão do trabalho de arquitetura de José Marques da Silva.

O acesso às visitas implica a aquisição de um bilhete no valor de 2,50€ e a inscrição prévia em www.irmandadedalapa.pt (tel. 225 502 828).
 

+ info aqui


 

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22 de julho 2022
Uma visita para celebrar os 90 anos de António Cardoso

Ontem, 21 de julho, António Cardoso faria 90 anos de idade. A data tornou-se o pretexto ideal para a realização da visita guiada à exposição Isto não é so um quadro: António Cardoso para além da evidência, por Susana Cardoso, Domingas Vasconcelos e Paula Abrunhosa. Com a casa cheia, entre as peças e documentos expostos, e as histórias que se foram contando, aconteceu mais um exercício de aproximação a uma vida invulgar, marcada por uma obra inscrita agora na linha do tempo.

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20 de julho de 2022
Prémio Fernando Távora
Candidaturas até 1 de agosto

Até 1 de agosto, ainda é possível concorrer à 18.ª edição do Prémio Fernando Távora.

Este Prémio, promovido anualmente em memória da figura que influenciou gerações sucessivas de profissionais pela sua atividade enquanto arquiteto e pedagogo, dirige-se a todos os inscritos na Ordem dos Arquitecto e resulta na atribuição de uma bolsa de viagem.
 

A Fundação Marques da Silva é parceira desta iniciativa da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN), que conta também com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Casa da Arquitectura, como instituições parceiras, e com o patrocínio da Ageas Seguros.
 

+ info: www.oasrn.org

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14 de julho de 2022
Visita guiada à exposição "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência"
com Susana Cardoso, Domingas Vasconcelos e Paula Abrunhosa
21 de julho, 18:30
Abertura de inscrições

Do colecionador ao pintor, do investigador ao professor, do crítico de arte ao lançamento das bases do que são hoje a Fundação Marques da Silva e o Museu Amadeo Souza-Cardoso, há muito para descobrir na exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência. No dia em que faria 90 anos, 21 de julho de 2022, a Fundação organiza uma visita a esta exposição guiada por três elementos da equipa curatorial: Susana Cardoso, Domingas Vasconcelos e Paula Abrunhosa. O acesso é livre, até um máximo de 25 participantes, sujeito apenas a inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt.

+ info aqui

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14 de julho de 2022
O projeto de arquitetura da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
com Pedro Ramalho e Bárbara Rangel
FEUP, 15 de julho,17:30

“Inovação Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra” regressa ao formato original, com uma sessão presencial dedicada ao projeto de arquitetura da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Para abordar os aspetos técnicos desta importante obra da cidade do Porto, que marca a transformação de toda uma zona da cidade (o Pólo II da Universidade do Porto), estará presente o Arq.º Pedro Ramalho, autor do projeto, em conversa com a Arq.ª Bárbara Rangel.
 

Para participar, basta fazer uma inscrição prévia no website da Porto Innovation Hub

A iniciativa “Inovação Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra” resulta da colaboração entre o Departamento de Engenharia Civil da FEUP (DEC/FEUP), o Município do Porto, a Reitoria da Universidade do Porto e a Gaiurb, sendo a Fundação Marques da Silva uma das suas instituições apoiantes.
 

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13 de julho de 2022
Newsletter - Julho de 2022

Com as três exposições atualmente patentes ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva e no Palacete Lopes Martins, e a notícia das mais recentes doações em destaque, saiu hoje nova newsletter da Fundação Marques da Silva. A ler aqui.

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13 de julho de 2022
A RPAC na TSF

De 17 de junho a 5 de agosto, todas as sextas-feiras, às 15:00, o projeto "Norte Contemporâneo" leva à TSF as entidades parceiras da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC) - Norte. No dia 22 de julho será a vez da Fundação Marques da Silva, que estará representada pela sua Presidente, Fátima Vieira.

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11 de julho de 2022
Luís Ferreira Alves (1938-2022)

Em 2013, a Ordem dos Arquitetos concedeu o título de membro honorário a Luís Ferreira Alves, um bem-sucedido empresário a quem a fotografia, por paixão e acaso, foi acontecendo. A profissionalização, na área da fotografia de arquitetura, surgiu como caminho durante a década de 80, com trabalhos para Pedro Ramalho, Álvaro Siza ou Fernando Távora. Da obra realizada, sabemos hoje como foi importante para afimar uma outra forma de olhar a arquitetura portuguesa, e, em particular, para dar a conhecer a obra dos mais relevantes arquitetos formados na escola do Porto. A Fundação Marques da Silva não poderia deixar de manifestar um voto de pesar pelo seu falecimento e, num gesto de simbólica homenagem, publicar duas das fotografias da série "Quinta da Covilhã", tiradas em abril de 2006, a pedido de José Bernardo Távora.

 

 

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8 de julho de 2022
Parabéns, Garagem Sul!

Durante os próximos dias 8, 9 e 10 de julho, o CCB celebra 10 anos de Garagem Sul. E têm sido 10 anos de uma programação desafiante e inovadora, capaz de transformar o antigo parque de estacionamento do CCB num lugar de referência e reflexão quando falamos sobre formas de expor e comunicar arquitetura. A Fundação Marques da Silva, parceira de alguns desses projetos, não podia deixar de se associar a este momento. Parabéns, Garagem Sul!
 

+ info: www.ccb.pt

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6 de julho de 2022
Relatório de Atividades e Gestão - 2021

Encontra-se disponível para consulta pública, o Relatório de Atividades e Gestão correspondente ao ano de 2021.

Consultar Relatório aqui

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1 de julho de 2022
Este é um fim-de-semana de Open House

Para além dos respetivos acervos de arquitetura se encontrarem na Fundação Marques da Silva, qual a circunstância que une o Fórum da Maia, a Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio e o Hotel Dom Henrique, projetados por José Carlos Loureiro, o Velódromo Maria Amélia do MNSR, intervencionado por Fernando Távora, o Reservatório da Pasteleira - Museu da Cidade, requalificado por Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, ou o Museu Militar do Porto, onde está presente a intervenção de Fernando Lanhas? Sim, todos fazem parte do Roteiro da edição 2022 do Open House, este ano com curadoria da arquiteta Graça Correia e do historiador Joel Cleto. No seu conjunto, são mais de 70 as obras selecionadas entre Porto, Matosinhos, Maia e Vila Nova de Gaia. A não perder, 2 e 3 de julho.

 

+ info: http://2022.openhouseporto.com

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30 de junho de 2022
"Do síndroma da Torre à confusão post na arquitectura", texto de Nuno Portas
Hoje é dia de Escritos Escolhidos

Neste texto de 1984, Nuno Portas expressa a sua preocupação pelas consequências práticas da aplicação de uma pretensa “ideologia da vida urbana”, que, em sua opinião, se traduziu em soluções desastrosas, com os urbanizadores (urbanistas e arquitetos incluídos) a “perderem o sentido do tamanho das coisas e dos espaços”. 
 

A ouvir aqui: Escritos Escolhidos #28
 

Imagem: Duas imagens apresentadas por Nuno Portas no simpósio de Castelldefels (1972), onde se confrontam dois modelos de intervenção urbana: a operação realizada pelo Marquês de Pombal na Baixa de Lisboa, com as intervenções posteriores de expansão urbana de Ressano Garcia, que Nuno Portas considera um exemplo bem sucedido de abordagem a um território urbano. As imagens foram retiradas da edição espanhola que compilou as apresentações e mesas redondas desse congresso (Llorens, Tomás [ed.], Arquitectura, Historia y Teoría de los Signos. El Symposium de Castelldefels, Barcelona, La Gaya Ciencia, 1974).

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29 de junho de 2022
As inaugurações e o lançamento do livro ou o exercício da arte do olhar

A intemporalidade da obra aaltiana e o encantamento por uma casa de montanha que se traduz num irresistível convite de descoberta da sua intimidade, mediados pelo desvelar de gestos que fazem ressurgir a expressão dos materiais para lhe encontrar novos sentidos, preencheram a tarde e a noite de ontem na Fundação Marques da Silva. Na sua singularidade, convergiram enquanto exercícios da arte do olhar que, superando a passagem do tempo, nos conduzem a uma outra dimensão, a da procura de compreensão do objeto desse olhar, dando-nos a ver, afinal, uma herança comum, que continua presente e transmissível.
 

A partir de hoje podem ser visitadas, dentro dos horários habituais (segunda a sábado, entre as 14:00 e as 18:00) as exposições Aalto Intemporal; Contrafactum (ainda em processo evolutivo); e Isto não é só um quadro. E claro, há um novo livro para ler: Vill´Alcina.

 

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28 de junho de 2022
Hoje é dia de visitar a Fundação:
2 exposições / 1 lançamento de livro

Hoje, 28 de junho, são várias as razões para visitar a Fundação Marques da Silva. Às 18:00, a inauguração conjunta das exposições Aalto intemporal - o DNA da Cultura Arquitetónica e CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo. Mais tarde, às 21:30, será a vez do lançamento do livro Vill´Alcina, de Germana Lópes Souza. Contamos consigo!

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27 de junho de 2022
Autofocus #05: Experience | Perception
27 de junho, a partir das 16:00
formato webinar

 

O quinto encontro da programação 2021/2022 do projeto Autofocus tem como tema "Experience | Perception" e está agendado para hoje, 27 de junho. A sessão, em formato webinar, inicia-se às 16:00 e vai integrar as comunicações de:

Alberto Pérez-Gómez, New questions around the primacy of perception in architecture
Juhani Pallasmas, From Vision to Existential Sense: architecture and our experience of the world
Steven Holl, Revisiting Questions of Perception

Seguir-se-á um período de discussão aberto a um painel alargado de participantes.
Amanhã, no contexto deste Seminário, na Fundação Marques da Silva, será inaugurada a exposição "Aalto Intemporal - o DNA da Cultura Arquitetónica".

Para saber como participar e obter mais informações sobre este seminário, basta consultar o press-release.

O programa ABLeS, onde se cruzam Arquitetura, Filosofia e Ciências, resulta de uma parceria de três centros de Investigação: Instituto de Filosofia/Mind Language Action Research Group (FLUP); Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (FAUP); e Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design/G1 (Faculdades de Artes e Arquitetura da Universidade Lusíada - Norte (Porto). Estas edições são coordenadas pelos Professores e Arquitetos Pedro Borges de Araújo e Sérgio Amorim.

As sessões serão gravadas e posteriormente disponibilizadas na plataforma digital ABLeS Intersections.

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21 de junho de 2022
"CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo"
Apresentação do projeto por Graciela Machado
28 de junho, 18:00, Fundação Marques da Silva

O projeto "CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo" desenvolve-se a partir de uma procura de entendimento do contexto de produção de uma maqueta em gesso pertencente ao acervo da Fundação Marques da Silva - "Aquila", Plano de Urbanização das Termas do Gerês, 1935 (José Porto, Engenheiros Reunidos).

Entre o restauro da maqueta original e a sua mimetização, com recurso à recriação de materiais e processos de construção, a entrevistas e encenações em torno do seu fazer, "Contrafactum" estabelece um jogo dinâmico da peça com o seu lugar de pertença que vai transformar uma sala do Palacete Lopes Martins num palco de mediações encenadas.

Assumindo-se o carácter experimental de "CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo", a 28 de junho, com o espaço expositivo ainda parcialmente montado, Graciela Machado, que assina a conceção e coordenação do projeto, fará uma apresentação do que foi feito e do que está ainda a ser elaborado. A abertura da sala, num gesto de antecipação, permitirá ao público passar a acompanhar a evolução do projeto.
 

"CONTRAFACTUM: matéria, forma, conteúdo", produzido em parceria com a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, é a resposta da Fundação Marques da Silva ao desafio lançado pelo Centro Português de Fundações, Projeto 17-Geografias, Património Cultural das Fundações Portuguesas.
 

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23 de junho de 2022
João Queiroz, arquiteto

Era esta a placa que identificava o atelier de João Queiroz, na rua de Santa Catarina. Este militar que também foi arquiteto, pertenceu a uma geração de arquitetos formados pela Escola do Porto que permaneceram vinculados à cidade, enquanto sede do exercício profissional, tendo desempenhado um papel discreto, mas decisivo, nas transformações urbanas do Porto e do norte de Portugal durante o século XX.

João Marcelino Queiroz nasceu no Porto, a 23 de junho de 1892.

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22 de junho de 2022
"Lá fora é imenso. Aqui dentro é como um útero"
Lançamento do livro Vill´Alcina, de Germana Lópes Souza
Com Maria Manuel Oliveira, Sergio Fernandez
28 de junho, 21:30, Fundação Marques da Silva

De uma visita a um lugar pode nascer um livro. Assim aconteceu com Vill´Alcina, mais que um livro, um objeto artístico desenvolvido por Germana Lópes Souza no âmbito da disciplina de Teoria Geral e Organização do Espaço, enquanto estudante de arquitetura na FAUP, após uma visita a esta casa que se funde na paisagem que a envolve, em Caminha, guiada pelo arquiteto que a desenhou em 1974, Sergio Fernandez.

Com o apoio da Fundação Marques da Silva, o livro aí está, pronto a ser partilhado. A sessão de lançamento, no dia 28 de junho, às 21:30, vai contar com a presença do arquiteto Sergio Fernandez e da autora, tendo ainda como convidada a arquiteta Maria Manuel Oliveira.
 

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22 de junho de 2022
"Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência"
Exposição encerrada dias 23 e 24 de junho

A Fundação Marques da Silva informa que amanhã, 23 de junho, em véspera de São João, extraordinariamente, a exposição "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência" se encontra encerrada ao público. Reabre no sábado, dia 25, às 14:00, retomando o horário previsto.

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20 de junho de 2022
"Aalto Intemporal - o DNA da Cultura Arquitetónica"
Exposição
28 de junho a 17 de setembro de 2022
Fundação Marques da Silva

Em paralelo com a realização do Seminário programado para 27 de junho, ABLeS (Autofocus Blended Learning eSeminars series) traz à Fundação Marques da Silva a exposição "Aalto Intemporal - o DNA da Cultura Arquitetónica".
 

Com curadoria de Tore Tallqvist (colaborador de Alvar Aalto e professor de História da Arquitetura da Universidade de Tampere), a exposição, feita a partir de trabalhos desenvolvidos com os alunos, tem como objetivo traçar a "genealogia" de Alvar Aalto, inscrevendo a sua obra no tempo longo da história da arquitetura. Colaboraram ainda neste projeto expositivo o professor Olli-Paavo Koponen e a arquiteta Marianna Verhe. A linha gráfica foi criada em colaboração com o arquiteto Jussi Heinonen.
 

Nesta sua passagem por Portugal, e mais concretamente pela Fundação Marques da Silva, a exposição vai integrar um novo módulo com documentação relativa a projetos de arquitetos portugueses influenciados pela obra de Alvar Aalto, nomeadamente Fernando Távora, Raúl Hestnes Ferreira, Alcino Soutinho e Alfredo Matos Ferreira.
 

A exposição inagura a 28 de junho, no primeiro piso do Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva), onde permanecerá patente ao público até 17 de setembro do corrente ano.
 

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17 de junho de 2022
Exposição "Estação Central da Beira. Keeping it Modern"
últimos dias

Se ainda não teve a oportunidade de visitar a exposição "Estação Central da Beira. Keeping it Modern", poderá fazê-lo entre hoje e amanhã, dia do seu encerramento. Disposta na ala principal do Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva), a exposição conta a história deste projeto dos anos sessenta do século XX, da autoria dos arquitetos João Afonso Garizo do Carmo, Francisco de Castro e Paulo de Melo Sampaio, inserindo-o no mapa da arquitetura moderna que ainda hoje se pode traçar em território moçambicano. A exposição decorre de um projeto de investigação coordenado por Paulo Lourenço e Elisiário Miranda, apoiado pela Getty Foundation. Pode ser visitada entre as 14:00 e as 18:00.

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16 de junho de 2022
Ricardo Carvalho convidou, José Adrião aceitou.
Há um novo "Passa-a-palavra: falemos de arquitetura" para ouvir

Neste que é o 19 episódio de "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura", José Adrião leva-nos a percorrer os caminhos idealizados e materializados por Dimitris Pikionis, nos anos 50 do século XX, para a Acrópole de Atenas.

A ouvir aqui

Imagem: Fotografida de José Adrião, Caminho da Acrópole ou Monte Philopappos, 2021.

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15 de junho de 2022
Restauro das fachadas do TNSJ: o vídeo

Qual o significado das esculturas que pontuam as fachadas do Teatro Nacional São João e como se relacionam com a arquitetura do edifício? Que técnicas foram usadas para a sua construção e, agora, para o seu restauro? Que princípios nortearam o restauro das fachadas deste Teatro e como se articularam as diferentes especialidades envolvidas? Que estratégias podem ser propostas para a sua preservação?
 

A resposta a estas e outras questões é-nos dada pela Arquiteta Ângela Melo (DRCN) e pela Engenheira Esmeralda Paupério (IC-FEUP), neste filme documental, realizado por Luís Martinho Urbano para a iniciativa "Inovação Fora de Portas”, um projecto promovido pelo Município do Porto e coordenado pelo Departamento de Engenharia Civil da FEUP, em parceria com a Reitoria da Universidade da Porto, a Gaiurb, a Ordem dos Engenheiros Região Norte, a Ordem dos Arquitectos Secção Regional do Norte, a Fundação Marques da Silva e a Casa da Arquitectura.
 

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14 de junho de 2022
O encontro #1 a partir de "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência"

A cadeira destinada a Raquel Henriques da Silva ficou vazia, devido à greve da CP, mas Laura Castro e Rui Ramos asseguraram aquele que foi o primeiro encontro programado no contexto da exposição "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência". Depois das boas vindas da Presidente da Fundação, Fátima Vieira, a leitura da carta escrita por António Cardoso a José Augusto França no "Ano Novo" de 1985 serviu de mote para uma conversa onde se falou dos referenciais que moldaram o discurso deste historiador, da sua matriz francesa à importância de um olhar "contaminado" pela sociologia da arte, como frisou Laura Castro. A importância da investigação desenvolvida por António Cardoso sobre Marques da Silva e o seu significado para a história da arquitetura portuguesa foi destacado por Rui Ramos, para quem a publicação da sua tese pode ser considerada uma espécie de livro-enciclopédia. Numa análise que partiu das margens, das pistas que o autor vai deixando semeadas em contraponto ao texto central, explicou como aqui se foram desconstruindo discursos mais formais e se foram reformulando as interrogações a fazer sobre a herança clássica no século XX. Um entendimento da complexidade inerente à obra arquitetónica, que é hoje, na sua metodologia, mais consensual na sua atenção, por exemplo, ao desenho, mas que à época propunha uma outra forma de a pensar, estudar e comunicar. A conversa estendeu-se à assistência, proporcionando interessantes diálogos sobre os modelos interpretativos da história e a singularidade do caso português, sobre as muitas formas que o desenho pode assumir ou até mesmo sobre como tem vindo a ser encarada a história da arquitetura portuguesa e os sentidos que, dependente da formação de quem a escreve, esta pode assumir.

 

O próximo acontece a 17 de setembro e vai reunir Andrea Soutinho, Helena de Freitas, João Pinharanda e Laura Castro.

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13 de junho de 2022
Vamos falar de história, arte e arquitetura
hoje, às 18:00, na Fundação Marques da Silva

A história, por formação, a arte, por vocação, e a arquitetura, enquanto campo de investigação foram áreas sempre presentes e confluentes em António Cardoso. Do que representaram para o trabalho que desenvolveu em múltiplas frentes, e dos muitos temas que o cruzamento destes três domínios proporcionam se faz o ponto de partida para esta primeira conversa.

Entrada livre, apenas limitada à lotação do espaço. Venha e participe!

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2 de junho de 2022
"Da poética na arquitetura", texto de Manuel Botelho
Hoje é dia de Escritos Escolhidos

O 27.º episódio de Escritos Escolhidos recupera um texto de Manuel Botelho, de 2005. Trata-se de uma reflexão sobre a poesia na arquitetura e foi selecionado para este podcast com o apoio de António Neves.

A imagem que o acompanha é uma fotografia de Duarte Belo da casa que o arquiteto Manuel Botelho começa a projetar em 1999 para o Dr. Paulo Pires, na Quinta Vale de Locaia, Cambres, Lamego. Casa onde se sente que a "poesia assume-se assim não como um método, mas como atmosfera natural do projecto em arquitectura".

A ouvir aqui
 

 

 

 

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9 de junho de 2022
"Uma habitação na Serra da Estrela"
Do CODA às Casas da Serra de Luiz Alçada Baptista

Luiz Alçada Baptista apresentou-se a Concurso para obtenção do Diploma de Arquiteto em dezembro de 1955, com o projeto para "uma habitação na Serra da Estrela". Partiu para o desenvolvimento do seu trabalho do "estudo de diversos elementos de carácter autóctone [...] das condicionantes de uma zona da Beira Baixa" e pretendia, com a sua proposta, realizar uma "contribuição para uma arquitetura mais integrada no meio ambiente e mais de acordo com a sensibilidade e recursos dos homens [...] uma arquitetura que sirva o homem e seja o seu reflexo".

Já na década seguinte, os princípios modernistas e o imperativo de integração no território envolvente defendidos por Luiz Alçada Baptista viriam a ser aplicados nas Casas da Serra, construidas como segunda habitação para si próprio e para o irmão, o escritor António Alçada Baptista, no sítio da Tapada do Dr. António, na Covilhã. As Casa encontram-se ainda ligadas à família Alçada Baptista e estão em vias de classificação.

Luiz Alçada Baptista nasceu a 9 de junho de 1924.

 

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8 de junho de 2022
Exposição | "Do que vejo. Aurélia de Souza"
Museu da Quinta de Santiago

Inaugura na próxima quinta-feira, às 18h30, no Museu da Quinta de Santiago, a exposição “Do que vejo. Aurélia de Souza”. A iniciativa insere-se na evocação do 1º centenário da morte da artista, sendo parte de um programa mais extenso que congrega sete entidades parceiras e que culminará em 2023, com o lançamento de um Catálogo Raisonné.

Com curadoria de conjunta de Cláudia Almeida – coordenadora do museu - e Filipa Lowndes Vicente – investigadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, a exposição parte do acervo da autarquia, uma série de 21 obras da artista que abarcam as várias temáticas desenvolvidas no decorrer da sua atividade artística, complementando este universo estético e visual com outras obras provenientes de  coleções particulares e públicas, entre as quais, uma pintura proveniente da coleção de pintura de José Marques da Silva, cedida por esta Fundação, "Bebé e Lilita".

Uma exposição para nos mostrar "do que via Aurélia" e que nos desafia agora a dizer "o que vemos nós" destas obras. 

A exposição pode ser visitada de terça a domingo e feriados das 10h às 13h e das 15h às 18h.

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7 junho 2022
"Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência"
Programa Paralelo à exposição

No próximo dia 13, na Fundação Marques da Silva, vai-se falar de história, arte e arquitetura. É a primeira conversa a acontecer no contexto da exposição "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência", com Laura Castro, Raquel Henriques da Silva e Rui Ramos. Estes três primeiros convidados cruzaram-se, nas mais variadas circunstâncias, com António Cardoso, mas se este é o ponto de partida para a conversa, tudo fica em aberto quanto ao ponto de chegada. Nada como vir e participar. A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço. Começa às 18:00.

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3 de junho de 2022
Newsletter - Junho 2022

Hoje, 3 de junho, decorrido um ano sobre o falecimento de António Cardoso, a Fundação Marques da Silva lança a sua Newsletter tendo como destaque a exposição "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência" e a notícia de uma primeira conversa sobre história, arte e arquitetura que, no próximo dia 13, às 18:00, vai reunir Raquel Henriques da Silva, Rui Ramos e Laura Castro. Um gesto de homenagem e de reconhecimento, pois a memória é "o recurso humano contra a morte, a rasura". Mas há muito mais para ler aqui.

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31 de maio de 2022
Fernando Távora em Aveiro
Novo livro de Domingos Tavares
Apresentação na Feira do Livro de Aveiro (espaço autores)
5 de Junho, 17:30

"Sobranceiro à pequena colina que marca o núcleo histórico de Aveiro, o edifício municipal concebido pelo arquitecto Fernando Távora é uma demonstração construída da sua «lição das constantes». Em 1963, Távora tomou em mãos a concretização dos pressupostos do plano de urbanização desenvolvido por Robert Auzelle. Ao reformular a imagem urbana através de novos sinais de monumentalidade, a passagem do plano ao projecto evidenciou o confronto entre a malha histórica e um núcleo moderno de comércio e serviços na margem sul do Canal do Côjo. A torre com noventa metros de altura, que não foi construída, era uma afirmação de modernidade vertical na paisagem horizontal da região. Para o edifício que acolheu a biblioteca, Távora reservou um papel simbólico, abrindo transparências ao vento nordeste que corre sobre as águas das salinas do Vouga, incorporando a sua forma na longa vida do burgo aveirense."

Esta é a sinopse do novo livro de Domingos Tavares sobre o edifício municipal que Fernando Távora concebeu e construiu no centro da cidade de Aveiro entre 1963 e 1967, e que a Dafne Editora vai lançar no próximo dia 5 de junho, no espaço autores da Feira do Livro de Aveiro.
 

Neste livro, onde se encontram reproduzidos alguns documentos pertencentes aos arquivos de Fernando Távora e David Moreira da Silva, cedidos pela Fundação Marques da Silva, e fotografias de Luís Oliveira Santos, o autor apresenta a concepção do edifício - recentemente reabilitado por José Bernardo Távora - na história urbana de Aveiro e, ao expor as convicções e ideias subjacentes ao pensamento de Fernando Távora (1923-2005), tira partido da sua «lição das constantes» para inscrever o trabalho do arquitecto na transformação permanente da cidade e da sua história. Uma narrativa enquadrada pelo plano urbanístico de Robert Auzelle e que se vai desdobrando no sentido cívico do edifício, na valorização do artesão e das qualidades da construção, da memória como instrumento do desenho do espaço urbano.

+ info: www.dafne.pt

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30 de maio de 2022
"Bondade, dor, amor, ódio
acerca das fachadas do Teatro Nacional de São João"
Saiu a SBO #27, maio 2022

Sábado passado, decorreu a sessão do Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra dedicada à apresentação do processo de reabilitação das fachadas do Teatro Nacional São João. Foi também o momento para se proceder ao lançamento de mais uma Sebenta d´Obra. E nesta vigésima sétima edição, Ângela Melo e Esmeralda Paupério contam "como se fez esta fachada e como se manteve o sorrios e as lágrimas de cada escultura. Uma lição de história, de construção e de respeito pelo saber de várias épocas".

Para quem não teve a oportunidade de assistir presencialmente à sessão, onde para além das intervenções de Bárbara Rangel, Ângela Melo e Esmeralda Paupério, foi projetado o vídeo documental realizado por Luís Urbano sobre a intervenção feita, já pode aceder à página Inovação Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra, onde se encontra o link para o canal do youtube da Porto Innovation Hub.

A SBO #27 pode ser adquirida na loja da Fundação Marques da Silva.

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27 de maio de 2022
Filipe Oliveira Dias
O arquivo da Fundação Marques da Silva continua a crescer

Basta citar, a título de exemplo, entre a vasta obra projetada e construída de Filipe Oliveira Dias, o conjunto residencial do Monte de São João, no Porto (Prémio INH 2014, conjuntamente com Rui Almeida); os teatros municipais de Vila Real e Bragança ou o Teatro Helena Sá e Costa (Porto) e a cadeira "Flame", inspirada numa harpa e desenhada para os equipar, que veio a ser a cadeira escolhida para a Sala de Imprensa da Casa Branca, em Washington D.C.; a requalificação do pavimento da Rua Miguel Bombarda (em parceria com o pintor Ângelo de Sousa); a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras; ou as Piscinas Municipais de Mirandela para desde logo se perceber o amplo território de ação deste arquiteto prematuramente desaparecido na véspera de completar 51 anos de idade, a 15 de outubro de 2014.
 

Filipe Oliveira Dias formou-se em Arquitetura na Escola Superior Artística do Porto, em 1989, e obteve posteriormente o seu doutoramento na Universidade de Sevilha. A sua atividade profissional iniciou-se, ainda antes de concluir a licenciatura, no atelier do arquiteto Pulido Valente, mas cedo fundou atelier em nome próprio. Os projetos relacionados com equipamentos teatrais, onde se inclui o design de mobiliário e, para além das obras citadas, o restauro e modernização do cinema de São João da Madeira, granjearam notoriedade pública, contudo, a habitação social, os grandes equipamentos públicos e as intervenções de carácter urbano foram igualmente campos onde desenvolveu uma extensa atividade, por diversas vezes premiada e publicada, em Portugal e no estrangeiro.
 

Hoje, na Fundação Marques da Silva, foi oficializada a doação do acervo deste arquiteto pela Dr.ª Cláudia Oliveira Dias e pelo Professor Luís Urbano (Vice-Presidente da Fundação). Estiveram ainda presentes a Dr.ª Mafalda Maçorano e o Professor André Santos. Isto significa que, em breve, a documentação relativa à atividade projetual de Filipe Oliveira Dias, da documentação gráfica a um conjunto de maquetes, passando por peças por si desenhadas, bem como uma significativa Biblioteca profissional passarão a integrar o Arquivo da Fundação, ficando assim disponíveis para consulta e estudo.

 

 

 

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27 de maio de 2022
Há Engenharia Fora de Portas!
28 de maio, Teatro Nacional São João
Conferência e Visita Guiada
Esmeralda Paupério, Ângela Melo, Bárbara Rangel
10:00 (presencial) - 10:30 (online)

O “Inovação Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra” regressa com uma sessão dedicada ao processo de reabilitação das fachadas do Teatro Nacional São João.

Com o regresso à normalidade, também o Fora de Portas se reinventa e assume o formato híbrido. Assim, a sessão no Teatro Nacional São João, já no próximo Sábado, poderá contar com a presença de 20 participantes que terão a oportunidade de assistir à conferência com a participação da Eng.ª Esmeralda Paupério, do Instituto de Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), e da Arq.ª Ângela Melo, da Direção Regional de Cultura do Norte, que partilharão as suas perspetivas sobre o processo de recuperação do exterior do icónico teatro, numa conversa moderada pela Arq.ª Bárbara Rangel, também da FEUP.

Os participantes terão também a possibilidade de acompanhar uma visita guiada, pelas convidadas, à fachada do edifício, assim como, assistir ao já habitual vídeo documental.

Em paralelo, e para quem não tiver oportunidade de assistir presencialmente, manter-se-á a transmissão em direto na página da iniciativa Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra ou no canal do youtube da Porto Innovation Hub.

Ambos os formatos (presencial ou online) mantêm-se de acesso livre e gratuito, sendo apenas necessária uma inscrição prévia.

O “Inovação Fora de Portas – Engenharia Civil à Mostra” resulta da colaboração do Município do Porto, no âmbito da iniciativa Porto Innovation Hub (PIH), com o Departamento de Engenharia Civil da FEUP (DEC/FEUP), em parceria com a Reitoria da Universidade do Porto e a Gaiurb, com o apoio da Ordem dos Engenheiros - Região Norte (OERN), a Ordem dos Arquitetos (OA), a Casa da Arquitectura (CA) e a Fundação Marques da Silva.
 

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26 de maio de 2022
Ricardo Carvalho e a Casa Luis Barragán
Hoje é dia de "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura"

Neste "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura", Ricardo Carvalho leva-nos de regresso ao bairro de Tacubaya, na Cidade do México, para de novo mergulharmos na atmosfera intimista de um espaço tão irrepetível quanto frágil, tão delicado e subtil quanto monumental e afirmativo: a Casa de Luis Barragán.

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Imagem: Luis Barragán fotografado no interior da sua casa, 1980. DR "Town & Country".

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23 de maio de 2022
Estão de regresso os Autofocus Blended Learning eSeminars
Conferências da neurocientista Kate Jeffery e do arquiteto-filósofo Gareth Griffths
24 e 26 de maio, formato webinar

Estão de regresso os Autofocus Blended Learning eSeminars (ABLeS). A 24 de maio, será abordado o tema Space. DIY [Do it yourself], a 26 de maio, Memory Matter Matters. Como habitualmente, cada seminário terá um conferencista convidado: a 24 de maio, é a neurocientista Kate Jeffery, do University College of London, com "Uneasy Cities"; a 26, o arquiteto-filósofo Gareth Griffiths, da Tampere University, com "What does local mean?".

As sessões iniciam-se às 15:00, as conferências, às 16:00, seguindo-se um espaço de debate. São de acesso livre, bastando apenas clicar nos respetivos links:

https://ifilosofia.up.pt/activities/session-3-uneasy-cities-with-kate-jeffery
https://ifilosofia.up.pt/activities/session-4-what-does-local-mean-with-gareth-griffiths
 

O programa ABLeS, onde se cruzam Arquitetura, Filosofia e Ciências, resulta de uma parceria de três centros de Investigação: Instituto de Filosofia/Mind Language Action Research Group (FLUP); Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (FAUP); e Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design/G1 (Faculdades de Artes e Arquitetura da Universidade Lusíada - Norte (Porto). Estas edições são coordenadas pelos Professores e Arquitetos Pedro Borges de Araújo e Sérgio Amorim.

As sessões serão gravadas e posteriormente disponibilizadas na plataforma digital ABLeS Intersections.

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20 de maio de 2022
Quando cuidar significa também descobrir e criar condições de partilha

A campanha, extensiva e intensiva, de higienização de documentos iniciada em janeiro deste ano pela Fundação Marques da Silva com o apoio da Oficina de Restauro de Documentos Gráficos da UP (GDI - UP Digital) contabiliza, em maio, números bem expressivos:

- 4779 registos (peças escritas e desenhadas) pertencentes ao acervo do arquiteto António Teixeira Guerra, datados entre 1946 e 2004, relativos ao seu período de formação e a mais de uma centena de projetos, para além de 13 caixas com documentação diversa e registos fotográficos;

- 8935 registos da prática disciplinar dos arquitetos Maurício Vasconcellos e Luíz Alçada Baptista (acervos individuais e em sociedade: GPA/Grupo de Planeamento e Arquitetura), datados entre 1954 e 1996, relativos a cerca de 3 centenas de projetos;

- 23 caixas de documentação variada, produzida ou reunida nos mais diversos contextos pelo arquiteto Nuno Portas, desde registos bibliográficos, documentos pessoais (curricula, correspondência, ...), textos, conteúdos pedagógicos, legislação, recortes, registos de viagem, etc.;

- 1109 documentos do acervo profissional de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, datados entre 1982 e 2002, referentes a cerca de 7 dezenas de projetos, mais 18 caixas de documentação variada.

Isto significa que deram entrada e já podem ser consultados mais 21.923 documentos (maioritariamente peças desenhadas, muitas delas inéditas) e 54 caixas com documentação escrita e registos fotográficos. Esta ação vai ter agora continuidade a nível interno, estando já em preparação uma nova campanha de digitalização documental que permitirá não só ampliar possibilidades de consulta como reforçar o acesso a documentos através do Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva.

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19 de maio de 2022
"Ruas e Estradas", de Manuel Graça Dias
Hoje é dia de Escritos Escolhidos
Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, um dos desenhos de estudo para um modelo urbano na zona envolvente à área afeta à Expo 98

Manuel Graça Dias gostava de falar da vida nas e das cidades, da "vida que ainda pode ser generosa, complexa, imprevista, caótica, múltipla". Neste texto de 2005, discorre sobre a forma como os termos “rua” e “estrada” têm vindo a ser usados, apropriados, acrescentados, deslocalizados, ...

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18 de maio de 2022
Exposição "NENHUM SÍTIO É DESERTO. Álvaro Siza: Piscina de Marés (1960-2021)"
18 de maio a 1 de julho de 2022
Galeria de Exposições da FAUP

Álvaro Siza começou a desenhar em 1960 a Piscina de Marés, em Leça da Palmeira. Classificada como Monumento Nacional em 2011 e incluída no “Conjunto de Obras Arquitectónicas de Álvaro Siza” inscritas na Lista Indicativa do Património Mundial (2017), é uma obra que se destaca pelos seus excepcionais valores culturais e paisagísticos, e por ser uma referência internacional da arquitetura moderna ainda em pleno uso pelas comunidades locais. Entre 2018 e 2021, foi alvo de um conjunto de obras de requalificação e restauro, da autoria do próprio Álvaro Siza, levadas a cabo pela Câmara Municipal de Matosinhos. Foi ainda paralelamente realizado um   estudo da gestão e conservação do complexo, coordenado por Teresa Cunha Ferreira (CEAU-FAUP), financiado pela Getty Foundation, no âmbito do programa Keeping It Modern.
 

A exposição “NENHUM SÍTIO É DESERTO. Álvaro Siza: Piscina de Marés (1960-2021)”, que hoje se inaugura na FAUP, às 18:00, com curadoria de Teresa Cunha Ferreira e Luís Urbano, vem agora propor um olhar renovado sobre esta obra de referência no contexto da arquitetura mundial, ilustrando as suas múltiplas vidas através de um conjunto de elementos desenhados, fotográficos, audiovisuais, maquetas, alguns livros e periódicos cedidos pela Fundação Marques da Silva e objetos – muitos deles inéditos – que permitem reconstituir uma narrativa crítica do processo de projeto, construção e reabilitação do edifício ao longo das últimas seis décadas. Será igualmente lançado um catálogo que propõe uma viagem temporal sobre a obra, que acompanha a exposição. Esta iniciativa pretende abrir novas perspetivas interpretativas e, simultaneamente, inspirar o ensino e a prática da arquitetura para as gerações futuras.
 

A exposição é de entrada livre e poderá ser visitada de segunda a sexta, entre as 9:00 e as 20:00.
 

+ info: www.arq.up.pt

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17 de maio de 2022
Dia Internacional dos Museus / 18 de maio:
entrada gratuita nas exposições

No Dia Internacional dos Museus, que anualmente se celebra a 18 de maio, venha visitar gratuitamente as exposições da Fundação Marques da Silva.
Entre na Casa-Atelier José Marques da Silva, em "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência" e deixe-se surpreender pelo que se pode entrever das muitas vidas de António Cardoso, do colecionador ao pintor, do investigador ao professor, do viajante ao autor e crítico de arte. E no recanto que encerra a exposição, apanhe o carro eléctrico e passeie-se ao longo da linha 22 em sua companhia para conhecer a arquitetura de Marques da Silva que daí se pode identificar.
São outras as viagens possíveis se entrar no Palacete Lopes Martins, neste caso com destino a Moçambique. Aqui, poderá aceder ao mapeamento da arquitetura moderna deste território, ficar a conhecer o projeto da "Estação Central da Beira" e ainda admirar os desenhos de José Porto para o Grande Hotel desta mesma cidade.

Esperamos por si!

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17 de maio de 2022
Exposição "Território Manuel Botelho"
Sessão de Encerramento: visita guiada, apresentação do livro e mesa-redonda
18 de maio, a partir das 17:00, Galeria Garagem Avenida
entrada livre

Uma visita guiada por Carlos Maia e Duarte Belo, com início às 17:00; a apresentação do livro Território Manuel Botelho, por Duarte Belo e Bruno Baldaia, pelas 17:30; e, pelas 18:00, a mesa redonda "Cultura e Contexto", com Filipa Guerreio, Luís Tavares Pereira, Mariana Carvalho e Paolo Melis, moderada por João Cabeleira, 5 arquitetos que em circunstâncias diversas se cruzaram com Manuel Botelho, são as iniciativas propostas para assinalar o encerramento da exposição "Território Manuel Botelho", inaugurada a 6 de abril, na Galeria Garagem Avenida, em Guimarães. Na ocasião, será ainda formalizado o acordo de cedência de cerca de 1500 livros da biblioteca de Manuel Botelho para a Escola de Arquitetura, Arte e Design (EAAD) da Universidade do Minho, representada pelo seu Diretor, Paulo Cruz.
 

Esta exposição, com curadoria de António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia e Duarte Belo, foca o trabalho de três décadas do atelier de arquitetura Manuel Botelho, que cruza arquitetura, design de objetos, reflexão teórica, escrita e docência e resulta de uma parceria entre o Laboratório da Paisagem, Património e Território (Lab2PT), a EAAD, a Fundação Marques da Silva e a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). A sua realização insere-se num ciclo de diferentes exposições sobre a vida e obra de Manuel Botelho iniciado em janeiro, na FAUP, e que, antes de regressar ao Porto, passará ainda por Coimbra.
 

A entrega da biblioteca de Manuel Botelho à EAAD resulta do trabalho de inventariação da sua obra empreendido pelos curadores da exposição e pelos bolseiros da UMinho, enquanto o seu acervo profissional, documentação relativa a 67 projetos, desde moradias a equipamentos públicos, foi já doado à Fundação Marques da Silva.
 

Todas estas iniciativas contam ainda com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte.
 

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16 de maio de 2022
"Estação Central da Beira", uma exposição a visitar, um património a preservar

A Estação Central da Beira, atualmente gerida pela Companhia Ferroviária de Moçambique, foi construída entre 1962-63, a partir do trabalho coletivo de uma equipa de arquitetos (João Afonso Garizo do Carmo, Francisco de Castro e Paulo de Melo Sampaio) liderada por Bernardino Ramalhete. Ainda assim, o seu desenho exibe um forte carácter unitário, nele se destacando o impressionante arco com 55m de vão que recebe quem a ela se dirige. O seu projeto surge num tempo em que Portugal, enquanto território pluricontinental, procurava afirmar uma imagem de modernidade, progresso e de vontade de permanência através de um grande investimento na construção em larga escala de equipamentos infraestruturais. A Estação Central da Beira insere-se neste ciclo histórico e é exemplar dessa arquitetura, pautada por critérios de qualidade e de rapidez do processo construtivo. Sobrevivendo ao desgaste imposto pelas múltiplas situações adversas que teve de enfrentar, continua a ser um símbolo identitário do património urbano da Beira e da arquitetura de origem portuguesa que apenas em África se pode encontrar.
 

É a importância, arquitetónica e patrimonial, desta estação de caminhos de ferro que está na base do projeto de investigação coordenado por Paulo Lourenço e Elisiário Miranda. Com ele se espera poder lançar as bases para um programa de intervenção e de ação preventiva, tal como vir a obter a sua futura classificação. O projeto, financiado pela Getty Foundation, implica também a disseminação de seminários e iniciativas para partilha de conhecimentos, sendo a atual exposição uma das etapas a percorrer. Depois de ter sido apresentada em Guimarães e antes de chegar à Beira, pode ser visitada na Fundação Marques da Silva, espaço onde se encontra documentada a obra de outros arquitetos que também projetaram para a África lusófona, daí que agora possam ser igualmente conhecidos alguns registos de um outro projeto para a Beira, o Grande Hotel desenhado por José Porto em 1949, o mesmo autor, com Ribeiro Alegre, do plano de urbanização  que atualmente continua a gerir a topografia urbana da Beira.
 

A exposição, inaugurada no passado sábado, 14 de maio, pode ser visitada, de segunda a sexta, entre as 14:00 e as 18:00, no Palacete Lopes Martins da Fundação Marques da Silva até 18 de junho.

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13 de maio de 2022
"Estação Central da Beira. Keeping it Modern"
Abertura da Exposição e apresentação do projeto
Com Paulo Lourenço e Elisiário Miranda, moderação de Luís Martinho Urbano
14 de maio, 16:00, Fundação Marques da Silva

Amanhã, às 16:00, o Palacete Lopes Martins, na Fundação Marques da Silva, vai acolher uma nova exposição: "Estação Central da Beira. Keeping it Modern". Trata-se de um projeto desenvolvido no âmbito do programa Keeping It Modern, iniciativa da Getty Foundation, de Los Angeles, que em 2019 contemplou com uma bolsa o projeto de conservação e manutenção da Estação Central da Beira (1957-1966), em Moçambique.
 

A assinalar este momento inaugural, os coordenadores do projeto, Paulo Lourenço e Elisário Miranda, respectivamente da Escola de Engenharia e da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, farão a apresentação do projeto, numa conversa moderada por Luís Martinho Urbano.
 

Nesta sua passagem pelo Porto, uma vez que se trata de uma exposição itinerante, haverá ainda uma extensão do projeto para dar a conhecer alguns desenhos e fotografias de época relativos ao icónico Grande Hotel da Beira, provenientes do acervo do arquiteto que o projetou em 1949, José Porto.

Neste dia, a entrada é livre.

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12 de maio de 2022
Manuel Aires Mateus convidou, Ricardo Bak Gordon aceitou
Há um novo "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" para ouvir
Dia de inauguração da Ponte sobre o Tejo, 6 de agosto de 1966, in DN

É nas margens do Tejo que Ricardo Bak Gordon vai encontrar a eleita para este Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura, uma obra que, não sendo projeto de um arquiteto, se constitui objeto de valor e sentido arquitetónico: a Ponte sobre o Tejo ou Ponte 25 de Abril.

A ouvir aqui

 

Imagem: Dia da inauguração da Ponte sobre o Tejo, 6 de agosto de 1966 (in DN/Lisboa de Antigamente)

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11 de maio de 2022
O acervo do arquiteto Manuel Botelho já faz parte da Fundação Marques da Silva

Enquanto decorre o programa diversificado de iniciativas desenhadas em torno da obra de Manuel Botelho, foi assinado, no passado dia 7 de maio, o contrato de doação do acervo profissional deste Arquiteto à Fundação Marques da Silva. Uma sessão que contou, para além do Doador e da Presidente, Fátima Vieira e Vice-Presidente da Fundação, Luís Martinho Urbano, com a presença dos arquitetos António Neves e Bruno Baldaia. Foi um momento simbólico, mas que desde já formaliza a integração de documentos relativos a 67 projetos de arquitetura e ao seu período de formação em Itália no Centro de Documentação da instituição, em antecipação às ações que em breve irão decorrer na própria Fundação Marques da Silva. Neste momento e no seguimento das que já foram realizadas na Faculdade de Arquitetura da UP, entre janeiro e março deste ano, encontra-se patente ao público a exposição "Território Manuel Botelho", na Galeria Garagem da Avenida, em Guimarães, que encerrará no próximo dia 18 de maio.
 

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10 de maio de 2022
"Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência",
a nova exposição da Casa-Atelier José Marques da Silva

"Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência" aí está, para dar a conhecer António Cardoso, quem foi, o tanto que fez, o muito que nos deixou. Uma exposição que parte de um gesto de reconhecimento, mas que surpreende pelo muito que encontrou para contar. António Cardoso dedicou grande parte da sua vida a cuidar da memória, a pesquisar sobre a história e o sentido da obra de José Marques da Silva e de Amadeo de Souza-Cardoso, e de tudo e todos que permitissem compreendê-los, só que viveu também de forma invulgarmente comprometida o seu tempo, enquanto artista, enquanto homem de ação, num contínuo movimento de consagração da arte da partilha e do diálogo.
 

Com esta exposição, invadida pela cor, a Casa-Atelier mostra-se de novo enquanto lugar de encontro. São 5, os espaços a percorrer: a sala dos "altares", dos "óleos", das "geometrias intersectantes", dos "outros caminhos" e os "recantos". No dia em que as suas portas se abriram foram muitos a visitá-la. Venha também, estamos à sua espera.

 

A exposição pode ser visitada até 17 de setembro.
 

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9 de maio de 2022
"Estação Central da Beira. Keeping it Modern"
Exposição e Colóquio com Paulo Lourenço, Elisiário Miranda e moderação de Luís Martinho Urbano
14 de maio, 16:00, Fundação Marques da Silva

A exposição Estação Central da Beira. Keeping It Modern vai abrir as suas portas ao público no dia 14 de maio, às 16:00. Nesta sua passagem pela Fundação Marques da Silva, depois de ter sido exibida na Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, vai integrar um conjunto de desenhos originais de José Porto, arquiteto com várias obras projetadas para a cidade da Beira, em Moçambique, em meados do século XX, entre as quais se destaca o Grande Hotel da Beira.
 

Para assinalar a abertura da Exposição, decorrerá um colóquio de apresentação do projeto da Estação Central da Beira, com intervenções de Paulo Lourenço e de Elisiário Miranda, moderado por Luís Martinho Urbano.
 

Poderá ser visitada até 18 de junho, no Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva), de segunda a sábado, entre as 14:00 e as 18:00.
 

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7 de maio de 2022
"Isto não é só um quadro:
António Cardoso para além da evidência"
Hoje, às 16:00

Hoje, a partir das 16:00, na Casa-Atelier José Marques da Silva, já pode descobrir o que a exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência tem para revelar. Venha visitá-la.
Entrada livre.

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6 de maio de 2022
Newsletter - Maio 2022

Com a exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência prestes a inaugurar, publicamos nova Newsletter da Fundação Marques da Silva.

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5 de maio de 2022
António Cardoso: “Laranjo: uma poética de libertação e de rigor”
Há um novo Escritos Escolhidos

Em “Laranjo: uma poética de libertação e de rigor”, texto datado de 1985, António Cardoso procura a poesia imanente à obra plástica de Francisco Laranjo, transformando a própria palavra em matéria poética. É mais um Escritos Escolhidos.
 

A ouvir aqui

 

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04 de maio de 2022
Isto não é só um quadro
António Cardoso para além da evidência

7 de maio, 16:00, Fundação Marques da Silva

A exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência lança um olhar sobre o percurso de vida de António Cardoso, figura que cruzou múltiplos domínios e deixou um legado hoje visível na sua produção artística, nas várias gerações de alunos que ajudou a formar e no lançamento das bases do que é hoje a Fundação Marques da Silva e o Museu Amadeo Souza-Cardoso.

Trata-se de uma leitura retrospetiva, a primeira realizada após o seu falecimento em junho passado, definida entre Porto e Amarante, entre o trabalho desenvolvido sobre José Marques da Silva e Amadeo de Souza-Cardoso, dando a ver a pluralidade de interesses que o moviam. Historiador de formação, artista por convição, António Cardoso trabalhou sobre a memória sem nunca perder o sentido do seu tempo.

A exposição inaugura no próximo dia 7 de maio, às 16:00, na Casa-Atelier projetada por Marques da Silva. Manter-se-á patente ao público até 17 de setembro deste ano. A visitar de segunda a sexta, entre as 14:00 e as 18:00.

 

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3 de maio de 2022
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
últimos dias

Sábado passado, Rui Mendes orientou uma visita guiada à exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção e deu a conhecer as intervenções em curso no Bloco das Águas Livres, bem como o que está a ser desenvolvido para a Escola do Castelo e o Edifício do Martim Moniz. Foi a última visita guiada a esta exposição que pode ainda ser visitada até 7 de maio, entre as 14h e as 18h, na Fundação Marques da Silva.

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29 de abril 2022
A "dança das formas" no Bar do Hotel Bergere, de José Porto

Hoje é o Dia Mundial da Dança, só que conceitos como "espaço", "corpo", "movimento", "ritmo" ou "leveza", isto para citar apenas alguns, são conceitos que habitam territórios comuns a outras linguagens, a outros mundos. Como a arquitetura. Como neste estudo para o pavimento do Hotel Bergere, influenciado pela geometria da planta, que José Porto desenvolveu durante a sua estadia em Paris, nos anos vinte. Nele, as formas "dançam" ao ritmo das cores. Se chegou a materializar-se, se chegou a proporcionar a experiência de um corpo real o percorrer, será uma outra história, ainda a aguardar por quem a venha contar.

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26 de abril de 2022
Isto não é só um quadro
António Cardoso para além da evidência

Inaugura a 7 de maio, às 16:00
Casa-Atelier José Marques da Silva

A exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência segue o rasto dos muitos caminhos percorridos por António Cardoso  – artista, professor, investigador e museólogo falecido em junho de 2021 – para dar a conhecer a teia de interesses e de paixões que moldaram a sua vida e a importância do seu legado. Inaugura no dia 7 de maio, às 16h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.
 

Curatorialmente desenvolvida por um coletivo formado por Susana Cardoso (filha), Laura Castro (DRCN), Domingas Vasconcelos (CMP), Celso Santos e Leonor Soares (FLUP) e Paula Abrunhosa (FIMS), esta exposição é uma iniciativa da Fundação Marques da Silva e contou com o apoio da família de António Cardoso, da Direção-Geral da Cultura do Norte, do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, da Câmara Municipal do Porto, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e da Faculdade de Belas Artes desta mesma Universidade.
 

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28 de abril 2022
Ontem, na Fundação, falou-se sobre "Argamassas para a conservação de edifícios do início do século XX - Compatibilidade e Sustentabilidade". Teatro S. João e Nacional foram casos de estudo.

Decorreu ontem, na Fundação, o 2.º seminário CemRestore. O mesmo é dizer que se falou sobre "Argamassas para a conservação de edifícios do início do século XX - Compatibilidade e Sustentabilidade". Associando investigação e prática construtiva, aqui se cruzaram perspetivas de arquitetos, engenheiros e historiadores sobre este tema, deixando evidente a relevância do projeto Cem Restore e a necessidade de se continuar a promover a ligação entre centros de pesquisa, tecnologias de construção e modos de intervenção no património. E dada a natureza da instituição e dos arquitetos que nela estão documentados, a Fundação mostrou ser um local privilegiado para congregar estes debates. Não por acaso, dois dos casos de estudo apresentados são duas obras de Marques da Silva: o Teatro S. João e a "Nacional".

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27 de abril de 2022
Visita guiada por RUI MENDES: inscrições abertas


Rui Mendes
, arquiteto, investigador, professor e coautor com Bartolomeu Costa Cabral dos projetos de reabilitação atualmente em realização e/ou desenvolvimento para o Bloco das Águas Livres, o Edifício do Martim Moniz e a Escola do Castelo vai fazer uma visita guiada à exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção, centrada nestes projetos.
 

Será uma oportunidade única, nestes dias finais da exposição, para conhecer as singularidades destas obras e a existência renovada a que aspiram. Rui Mendes é também o autor das maquetas do Edifício do Martim Moniz e da Escola do Castelo que se encontram expostas, estando prevista para breve a publicação de um livro sobre este dois projetos a editar pela Circo de Ideias com a sua assinatura.
 

A visita guiada vai decorrer no próximo sábado, 30 de abril, com início às 15:00 e terá a duração aproximada de 1h/1h30. A entrada é livre, sujeita apenas a inscrição prévia através do email fims@reit.up.pt. Lotação máxima de 20 participantes.
 

Mais informações: aqui


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27 de abril 2022
2.º seminário CemRestore | Argamassas para a conservação de edifícios do início do século XX - Compatibilidade e Sustentabilidade
Hoje, 27 de abril, 15h-19h30, na Fundação Marques da Silva

Hoje, na Fundação Marques da Silva, José Pedro Tenreiro, Tiago Inácio, Ana Velosa, António Santos Silva e Luís Almeida, e Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos vão abordar a utilização dos cimentos, enquadrando o seu desenvolvimento e aplicação em diversos contextos, nacionais e internacionais.

As suas intervenções decorrem no âmbito do 2.º Semináro do CemRestore, projeto coordenado por Ana Velosa (UA) e António Santos Silva (LNEC), com a participação de Clara Pimenta do Vale (FAUP).

Os trabalhos iniciam-se às 15:00 e prolongam-se até às 19:30. A sessão de abertura conta com as intervenções de Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, João Pedro Xavier, Diretor da FAUP, e de Ana Velosa, coordenadora do CemRestore pela Universidade de Aveiro.

A entrada é livre.

+ info: www.arq.up.pt

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26 de abril de 2022
António Menéres e o "passaporte" para o Inquérito

Em 1953, António Menéres era ainda um jovem estudante de Arquitetura com um particular interesse pela fotografia. E foi com a sua Zeiss Ikon que, em Veiga, uma aldeia pobre e isolada da freguesia de Quintela de Lampaças, próxima de Bragança, fixou a imagem destas duas crianças gémeas toscamente acomodadas num carrinho habilmente construído a partir de caixas de sabão. Mas o que então António Menéres não tinha antecipado é que, cerca de dois anos depois, as fotografias tiradas em Veiga viriam a legitimar a sua participação numa experiência determinante e inesquecível: o Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal.
 

Por essa altura, Fernando Távora tinha sido convidado por Carlos Ramos para liderar a Zona 1 do Inquérito e formar a equipa que cobriria o Minho, o Douro Litoral e a Beira Litoral. António Menéres, então colaborador do Gabinete, tal como Rui Pimentel, demonstrou desde logo a sua vontade de pertencer à equipa em formação. Mas se, no caso de Rui Pimentel, a decisão era pacífica, o mesmo não se passava com António Menéres por este não cumprir uma das condições impostas pelo SNA para esta missão: ser arquitecto-estagiário. Távora acabou por admitir a sua colaboraçao, mas caberia a Carlos Ramos decidir. E assim se dirigiu António Menéres à Escola para defender a sua causa, apresentando-lhe esta e outras fotografias feitas em Veiga. O apoio de Carlos Ramos foi imediatamente conquistado, só que a palavra final teria de caber agora a Inácio Peres Fernandes, então presidente do SNA. Perseverante, António Menéres não hesitou e dirigiu-se a Lisboa, onde voltou a mostrar as fotografias que, mais uma vez, impressionaram possitivamente. E assim, com a promessa feita a Peres Fernandes de que acabaria o Curso Superior de Arquitetura, propondo-se ao concurso de "Grande Composição", a disciplina em falta no seu currículo académico, venceu o último obstáculo e obteve finalmente a desejada autorização para fazer parte da equipa. O resto já é do conhecimento público. Do seu trabalho resultou uma importante cobertura fotográfica do território que lhe estava atribuído e o cumprimento da promessa. O Diploma de Arquiteto veio a ser obtido em 1961, com um projeto de renovação urbana que propounha a remodelação e beneficiação do Forte de Leça para reinstalação dos Serviços de Capitania.
 

António Menéres nasceu a 26 de abril de 1930.
Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

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25 de abril de 2022
Sergio Fernandez: modesto e incisivo

Em dia de aniversário do Arquiteto Sergio Fernandez recuperamos um excerto do elogio proferido por Jorge Figueira na sessão de doação do acervo à Fundação Marques da Silva no passado dia 13 de abril:

"O Sergio é um arquitecto único e, mais do que isso, é um homem singular [...] como fazer o elogio de um homem modesto?
Em qualquer caso, a modéstia do Sergio não é simples nem é cultivada como um estilo;
sendo temperamental passa também para o plano da profissão de arquitecto.
E é uma modéstia que não significa aceitação, ou resignação, nem muito menos menoridade ou secundariedade.
É uma modéstia activa, uma modéstia inteligente; é talvez mesmo, no intimo, um plano de ataque.
[...] Ainda agora o encontrei na obra de reabilitação que estão a realizar no Cinema Batalha.
O estaleiro é um lugar difícil, onde a modéstia, mesmo a activa, sobrevive com dificuldade.
Sem dúvida que a resiliência que encontramos em muitos arquitectos tem a ver com a tarimba destes embates duros em obra.  
Sergio encontrou o seu caminho, porque sendo muito modesto é também muito incisivo, na obra, como quando foi professor, como é na vida. É uma equação aparentemente impossível. Muito modesto e muito incisivo."

Parabéns, Senhor Arquiteto!

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23 de abril de 2022
Livros em construção: livros ainda antes de serem livros

Há um longo caminho a percorrer até um livro ser livro. E nem todas as promessas de livro chegam a sê-lo. Por vezes, têm mesmo de aguardar que sejam outros, que não o autor, a dar-lhe essa desejada forma. No acervo de Raul Leal são muitos os manuscritos que testemunham esse impulso obsessivo para a escrita. São muitas as revisitações de uma mesma ideia, muitas as versões que antecedem o momento da publicação ou que até mesmo lhe sucedem. Outros, registam o que acabou por permanecer num diálogo do autor consigo mesmo ou numa vontade irrealizada de se assumir em forma de livro. Mas o acervo resistiu ao tempo, força de um colecionador como Fernando Távora e também de um grupo de investigadores (Rui Lopo, Renato Epifânio e Celeste Natário) que, transcrevendo, decifrando e organizando os originais manuscritos, em breve irá iniciar a publicação destes materiais, surpreendentes e até agora inéditos.

Hoje, 23 de abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro.

 

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22 de abril de 2022
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
Prolongamento da exposição até 7 de maio

Se até agora não surgiu a oportunidade ou se pretende rever esta exposição sobre um arquiteto singular, Bartolomeu Costa Cabral, com curadoria de Paulo Providência, Pedro Baía e Mariana Couto, pode ainda fazê-lo até 7 de maio,  de segunda a sábado, entre as 14h e as 18h, no Palacete Lopes Martins.
 

+ info: Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construçâo

Créditos fotográficos: Catarina Costa Cabral

 

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21 de abril de 2022
"Rememorar" | Igreja de São Carlos Borromeu de Angra do Heroísmo
I Estação do ciclo de exposições LUGARES DO SAGRADO
23 de abril a 24 de julho de 2022

Entre 1984 e 1990, na sequência do sismo que se fez sentir na Ilha Terceira, em 1980, coube aos Arquitetos Fernando Távora e José Bernardo Távora projetarem a Nova Igreja de São Carlos Borromeu de Angra do Heroísmo. Este "Lugar do Sagrado" vai agora acolher a primeira estação de um ciclo de exposições programadas pela Direção Regional de Cultura - Governo dos Açores para valorização do património cultural de temática religiosa dos Açores.
 

A exposição concebida para este espaço - Rememorar - apresenta o resultado de um trabalho de seleção de objetos com relevante valor simbólico e artístico para a comunidade de São Carlos, juntamente com um conjunto de documentação inédita relativa ao projeto, pertencente ao acervo da Fundação Marques da Silva.
 

Inaugura a 23 de abril e poderá ser visitada até 24 de julho deste ano.

 

Para mais informações: www.culturacores.azores.gov.pt

Consultar Press Kit

 

 

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19 de abril de 2022
2.º Colóquio "Organizar, Preservar e Comunicar a Memória da Arquitetura: os Arquitetos e os Arquivos de Arquitetura de Portugal, Inglaterra e o Brasil"
Webinar, 20 de abril, 17h-18h30

Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, será um dos oradores do 2.ª Colóquio "Organizar, Preservar e Comunicar a Memória da Arquitetura: os Arquitetos e os Arquivos de Arquitetura de Portugal, Inglaterra e o Brasil", iniciativa com coordenação científica do investigador do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS) Paulo Batista. Será a segunda participação neste encontros, desta vez para falar sobre o arquivo do Arquiteto José da Cruz Lima.
 

O colóquio, em formato webinar, vai realizar-se amanhã, 20 de abril, entre as 17h-18h30, e será transmitido em direto, via Facebook do CIDEHUS.

 

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19 de abril de 2022
2.º seminário CemRestore | Argamassas para a conservação de edifícios do início do século XX - Compatibilidade e Sustentabilidade
27 de abril, 15h-19h30, Fundação Marques da Silva

O CEMRESTORE, projeto coordenado por Ana Velosa (UA) e António Santos Silva (LNEC), com a participação de Clara Pimenta do Vale (FAUP), vai promover o segundo Seminário dedicado ao estudo de argamassas do início do século XX em Portugal. Decorrerá na Fundação Marques da Silva e conta com três sessões e 5 apresentações: José Pedro Tenreiro, Tiago Inácio, Ana Velosa, António Santos Silva e Luís Almeida, e Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos.

A entrada é livre, mediante inscrição prévia em formulario online.

+ info: www.arq.up.pt

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16 de abril de 2022
Manuel Teles e o tempo de "fazer-se arquiteto"

Um olhar retrospetivo ao percurso de Manuel Teles, sobre o momento em que inicia a sua prática arquitetónica, traz-nos de volta um conjunto de nomes e de projetos que marcaram o seu e o nosso tempo. Formado na Escola de Belas Artes do Porto, onde foi colega de Álvaro Siza, Manuel Teles começou por trabalhar, ainda estudante, no atelier de João Andresen. Entre 1968 e 1970, enquanto colaborador de Viana de Lima participou no projeto que este então desenvolvia com Oscar Niemeyer para o Funchal: o arrojado Casino Park Hotel. Integra de seguida o quadro da Câmara Municipal do Porto, funções que o conduzem ao Plano do Campo Alegre a à participação no Processo SAAL e no Comissariado para a Renovação da área urbana Ribeira-Barredo, onde se cruza com Fernando Távora. Experiências estruturantes para a construção do que acabou por vir a ser uma sólida carreira de arquiteto e de professor. 

Manuel Teles nasceu a 16 de abril de 1936.
 

Créditos fotograficos: Joana Laranjinha, 2022.



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14 de abril de 2022
Páscoa 2022:
Exposição "Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção"
Encerra hoje e reabre a 18 de abril
Fotografia de Catarina Costa Cabral

Informa-se que de 15 a 17 de abril, período de celebração da Páscoa, a Fundação Marques da Silva se encontra encerrada ao público. A exposição "Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção" volta a abrir as suas portas na próxima segunda-feira, dia 18 de abril.

 

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13 de abril de 2022
Doação dos Acervos de Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez
/Junção dos Centros de Documentação FIMS e FAUP
- 13 de abril, 18h, Fundação Marques da Silva -
com transmissão direta via Facebook da Fundação Marques da Silva
Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, Museu Epigráfico de Idanha-a-Velha

Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez são dois arquitetos portuenses que a partir da década de 70, com a fundação do Atelier 15, têm vindo a partilhar a autoria de uma vasta obra, projetada e construída, quase totalmente publicada. Uma intensa atividade que se estende ainda ao território da docência e da divulgação de arquitetura, documentada nos respetivos arquivos que a partir de 13 de abril passarão a fazer parte do património documental da Fundação Marques da Silva. A doação a esta instituição incluirá, para além dos processos de arquitetura e de um extenso conjunto de publicações, o conjunto da obra autoral teórica, publicada e não publicada, de Alexandre Alves Costa, produzida enquanto docente e crítico de Arquitetura.


Neste mesmo dia, será também assinado o protocolo que fixa a junção das duas instituições que, sob a égide da Universidade do Porto, se dedicam à recolha, estudo e divulgação de acervos documentais de arquitetura: a Fundação Marques da Silva e o Centro de Documentação da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Juntos, passam a agregar a memória documental de cerca de 60 acervos de arquitetos que nos ajudam a contar e a entender a história da arquitetura e do urbanismo em Portugal, desde finais do séc. XIX até à atualidade.

A sessão, de acesso restrito, inicia-se às 18h00 no Palacete Lopes Martins e será disponibilizada no canal Vímeo da Fundação Marques da Silva. Vai contar com a presença do Reitor da UP, António Pereira de Sousa, da Presidente da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira, e do Diretor da Faculdade de Arquitectura, João Pedro Xavier. Álvaro Siza, o autor do projeto para o futuro Centro de Documentação a construir nos jardins da Fundação Marques da Silva, fará a apresentação de Alexandre Alves Costa, enquanto Sergio Fernandez será apresentado por Jorge Figueira.

 

Ver Folha de Sala
Ver Nota Biográfica dos Arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez e obras selecionadas

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11 de abril de 2022
Manuel Graça Dias e o livre "encontro" das cores
Contemporânea, Sede do Expresso/Sojornal na rotunda da Bela Vista, Lisboa, 1999

Há desenhos que logo denunciam o seu autor, mesmo que neles não se encontre uma assinatura. É o caso deste, onde traço e cor revelam o nome de Manuel Graça Dias. Não é que ligasse muito às combinações, usava as cores como as sentia, deixando que se "encostassem". E os encontros corriam, de modo geral, bem. 

Acresce dizer que este desenho pertence ao projeto que Manuel Graça Dias e Egas José Vieira desenvolveram para a nova sede do Expresso/Sojornal na rotunda da Bela Vista, em Lisboa, no final dos anos 90.

Manuel Graça Dias nasceu a 11 de abril de 1953. Faria hoje 69 anos.

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10 de abril de 2022
Posto Duplo de Abastecimento de Combustíveis de Guimarães, de Fernando Távora, proposto para classificação de MIP
Fernando Távora, Sacor: Anteprojeto para Posto Duplo/Guimarães, 1959

Foi publicada em DR (Anúncio 68/2022) a decisão de classificação do Posto Duplo de abastecimento de combustíveis projetado por Fernando Távora para o lugar de Covas/Guimarães a monumento de interesse público (MIP).

O processo foi iniciado em 2014, pela Fundação Marques da Silva, numa tentativa de se preservar a harmonia, equilíbrio compositivo, formal e plástico do projeto original, então ameaçados. A relevância da proposta foi reconhecida em 2015, com a decisão de abertura do procedimento de classificação. O anúncio de hoje é mais uma importante etapa para a preservação deste testemunho do pensamento arquitetónico, paisagístico e urbanístico de Fernando Távora. Datado de 1959, nele se exprime a capacidade deste arquiteto para formular sistemas de ação onde se refletem os cânones do movimento moderno, problematizados com base numa realidade que lhe é próxima, interpretada a partir da sua história e identidade.

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7 de abril de 2022
Gonçalo Byrne convidou, Manuel Aires Mateus aceitou.
Há um novo Passa-a-Palavra para ouvir.

Manuel Aires Mateus é a voz que habita este novo Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura, o 16.º. E ao ouvi-lo ficaremos a conhecer as razões pelas quais, quando passa por Roma, é sempre a San Carlino que regressa.

A ouvir aqui

 

Nota à imagem: Francesco Borromini, San Carlo alle quatro fontane, in Paolo Portoghesi, Francesco Borromini, Electa, Milão [1984] (monografia 2262 da Biblioteca Fernando Távora).

 


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4 de abril de 2022
‘Território Manuel Botelho’
Exposição
Garagem Avenida, de 6 de abril a 18 de maio de 2022

No próximo dia 6 de abril, às 17h00, na Garagem Avenida, em Guimarães, com uma sessão que contará com as Intervenções de Paulo Cruz, Carlos Maia, Duarte Belo e Manuel Mendes, inaugura-se a exposição ‘Território Manuel Botelho’. Trata-se do segundo momento de um ciclo de diferentes exposições desenhadas em torno da obra e acervo do arquiteto Manuel Botelho, comissariado por António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia e Duarte Belo, e iniciado há exatamente dois meses, na FAUP, com a exposição ‘Manuel Botelho. Projeto e Obra’.

A exposição ‘Território Manuel Botelho’ propõe um olhar alargado sobre a obra deste arquiteto, cuja singular produção atravessa mais de três décadas e cruza a arquitetura, o design de objetos, a reflexão teórica vertida para a escrita, e a docência, "cruzando dois olhares distintos que se intersectam e relacionam: por um lado o registo fotográfico documental, produzido por Duarte Belo (fotógrafo, arquiteto e antigo aluno de Manuel Botelho), do percurso pelo território de espaços construídos e de objetos do arquiteto bem como pelos espaços do seu quotidiano; por outro lado, através das Maquetes realizadas para esta mostra, pelos bolseiros da EAAD-UM (Bruno Castro, João Costa e Rui Ferreira), assim como desenhos e esboços e fotografias são apresentadas 7 obras determinantes que permitem entender e caracterizar a produção do Atelier Manuel Botelho ao longo do tempo."
 

Este ciclo de exposições tem igualmente o propósito de assinalar a salvaguarda dos registos do trabalho deste arquiteto através do depósito do seu acervo profissional na Fundação Marques da Silva e da entrega da sua biblioteca à Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, instituições que naturalmente integram a parceria que dá corpo ao projeto e onde se integram ainda, como instituições parceiras, o Laboratório da Paisagem, Património e Território e a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos está também presente assegurando apoio à sua divulgação.

 

A exposição ‘Território Manuel Botelho’ pode ser visitada de 2.ª a 6.ª feira, entre as 10h e as 17h (encerra aos feriados). A entrada é livre.

 

+ info em www.eaad.uminho.pt

Ler artigo de Sérgio C. Andrade, Manuel Botelho, um arquitecto a descobrir entre o Porto e Guimarães

 

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5 de abril de 2022
A Fundação em Nada será como Dante

No passado dia 29 de março, a Fundação Marques da Silva recebeu Pedro Lamares e a produtora "Até ao Fim do Mundo" para filmagens que irão fazer parte dos próximos programas de Nada será como Dante, série sobre literatura semanalmente transmitida na RTP2, às terças-feiras à noite. Nada como ver, para ouvir, mas também para reconhecer os espaços eleitos.
 

créditos fotográficos @Anabela Santos

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01 de abril de 2022
What? When? Why not? Portuguese architecture
2.º debate do ciclo "Temas contemporâneos na arquitetura portuguesa"
Casa da Arquitectura, 2 de abril, 16h30-19h30

O 2.º debate do ciclo "Temas contemporâneos na arquitetura portuguesa", desenhado no contexto da exposição “What? When? Why not? Portuguese architecture” vai acontecer amanhã, na Casa da Arquitectura. E será vez de Carolina Coelho, Bruno Gil, Mário Krüger e Gonçalo Byrne abordarem a questão "What research?".

Este ciclo, com coordenação científica e moderação de Jorge Figueira e Bruno Gil, foi organizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pela Casa da Arquitectura em parceria com a Fundação Marques da Silva.

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço e ao levantamento de bilhete no dia a partir das 10h.

+ info www.casadaarquitectura.com

 

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1 de abril de 2022
Lançamento 18ª Edição do Prémio Fernando Távora
Com a participação de Armando Rabaça, Maria Neto, Paulo Moreira e Susana Ventura
Sede da OASRN, 4 de Abril, 18h

O lançamento da 18.ª edição do Prémio Fernando Távora vai decorrer a 4 de abril, na sede da OASRN e vai contar com a participação de alguns dos vencedores de edições passadas. Após as palavras de abertura e apresentação do regulamento, Armando Rabaça, Maria Neto, Paulo Moreira, Susana Ventura partilharão a sua experiência enquanto participantes e vencedores do Prémio. Será uma reflexão sobre o papel que a viagem teve no seu trajeto profissional e uma ocasião para refletir sobre as possibilidades de futuro do próprio Prémio Fernando Távora.
 

A Fundação Marques da Silva é parceira desta iniciativa da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN), que conta ainda com as parcerias da Câmara Municipal de Matosinhos e da Casa da Arquitectura, bem como com o patrocínio da Ageas Seguros.
 

A entrada é livre sujeita à lotação do espaço.
 

+ info: www.oasrn.org

 

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31 de março de 2022
“Somente Duas Palavras” de Agostinho Ricca:
é mais um Escritos Escolhidos

"Somente duas palavras" é o título do texto preparado por Agostinho Ricca, em 2001, para a sessão de lançamento da monografia onde se reunem 37 projetos e obras de sua autoria. Está no ar mais um Escritos Escolhidos.

A ouvir aqui

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30 de março de 2022
Da limpeza à digitalização de documentos

Na imagem podemos ver dois desenhos do projeto para o Cinema Avis, datados de 1956, da autoria de Maurício de Vasconcellos. São apenas dois de um universo que já contabiliza mais de 8.500 peças desenhadas em processo de  limpeza e reacondicionamento. Mas, esta semana, a Fundação Marques da Silva deu também início a mais uma grande ação de digitalização onde parte destes documentos será igualmente inserida. Em breve, cerca de 1000 novas imagens digitais, relativas a projetos dos arquitetos José da Cruz Lima, António Teixeira Guerra, António Menéres, Manuel Graça Dias e Maurício de Vasconcellos estarão disponíveis.

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29 de março de 2022
Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo:
Um colóquio para dar continuidade ao legado de Bernardo Ferrão

Foi na Fundação Marques da Silva, num espaço onde simbolicamente se voltaram a reunir os dois irmãos (Bernardo e Fernando Távora) e numa manhã dedicada ao vasto e sumptuoso universo da arte da ourivesaria e joalharia, que se encerrou o colóquio internacional Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo. Uma iniciativa do Círculo Dr. José de Figueiredo - Amigos do MNSR, que assim continua a homenagear o trabalho pioneiro e ainda hoje incontornável de Bernardo Ferrão no campo das artes decorativas e em particular sobre a produção artística do "Oriente português". Neste mesmo dia foi lançado o Livro de Atas do Colóquio.

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28 de março de 2022
Uma sala repleta para acolher Giorgio Grassi

Na passada sexta-feira, perante uma sala repleta, Fátima Vieira, José Miguel Rodrigues, Nuno Brandão Costa e Luca Ortelli, num conjunto de intervenções rematadas pelo próprio Giorgio Grassi, deixaram claro porque vale a pena ler e conhecer "Uma Vida de Arquitecto". Esta análise retrospetiva da vida de Giorgio Grassi representa uma lição que, para além mesmo do campo estrito da arquitetura, ganha sentido, oferecendo múltiplas perspetivas de leitura. Assumindo um discurso direto e sincero, que não contorna a experiência de aprendizagem e ensino de um ofício sobre o qual não esconde as dificuldades enfrentadas, Giorgio Grassi tornou compreensível a todos o como e o porquê dos projetos que faz. Escolhas de uma grande coerência e que levaram, paralelamente, à redescoberta de personagens hoje fundamentais, os seus Mestres, a sua família espiritual, indissociável da sua prática, da sua arquitetura, também ela apresentada neste livro onde fica percetível a beleza dos seus desenhos e não se esquecem os amigos que o foram acompanhando.

 

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27 de março de 2022
Um teatro grande e um grande teatro

Em Dia Mundial do Teatro partilhamos um desenho pertencente ao projeto de requalificação (remodelação e ampliação) do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, levado a cabo por Maurício de Vasconcellos, no início da década de 90. O Coliseu é um equipamento teatral que segue uma tipologia específica. A circularidade que o distingue está impressa neste desenho da planta, encontrado durante a  a operação de limpeza e reacondicionamento de documentos que se encontra em curso na Fundação Marques da Silva. Nele se pode também observar um pequeno esquisso para estudo das bancadas, já que uma das questões que sempre se impõe, neste tipo de projeto, é assegurar ao público boas condições acústicas e de visibilidade. O então centenário Coliseu dos Recreios veio a reabrir as suas portas em 26 de fevereiro de 1994.

 

 

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25 de março de 2022
Uma Vida de Arquitecto
Lançamento do livro de Giorgio Grassi, com tradução de José Miguel Rodrigues
hoje, às 22h, na Fundação Marques da Silva

Giorgio Grassi está de regresso ao Porto e à Fundação Marques da Silva para o lançamento de mais um livro da coleção Giorgio Grassi - opera omnia sic. É "Uma Vida de Arquitecto", o terceiro volume a ser publicado, com tradução e prefácio de José Miguel Rodrigues, numa parceria editorial da Fundação Marques da Silva e das Edições Afrontamento. Para o apresentar, para além dos autores, estarão presentes Fátima Vieira, presidente da Fundação Marques da Silva, Luca Ortelli, antigo colaborador e amigo, e Nuno Brandão Costa, tal como José Miguel Rodrigues, arquiteto e professor da FAUP.
 

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Créditos da imagem: Ferdinando Scianna/Magnum Photos/Fotobanco.pt

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24 de março de 2022
Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura está de regresso com Gonçalo Byrne

Poderá uma casa ser um poema? É com esta pergunta que se inicia mais uma nova temporada de Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura. Quem nos vai dar a resposta será Gonçalo Byrne.

A ouvir aqui

Sobre a imagem: cortesia de Ana Luísa Rodrigues e Luís Urbano

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23 de março de 2022
Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo
Congresso Internacional
Porto, 24 a 26 de março de 2022

No próximo dia 26, a Fundação Marques da Silva vai acolher o colóquio internacional Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo.  Será o terceiro e último dia de um programa que se propõe abordar diferentes temáticas: "A Arte do Marfim", "Mobiliário e Talha", Têxteis e Cerâmica" e "Ourivesaria e Joalharia".

Esta iniciativa do Círculo de Amigos do MNSR - Dr. José de Figueiredo conta com a colaboração das instituições de acolhimento - Museu Nacional Soares dos Reis, Reitoria da UP e Fundação Marques da Silva - e o apoio da CMP.

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22 de março de 2022
"Livros Pedidos" leva Raúl Hestnes Ferreira para a exposição Sound it: Rádio Antecâmara

Susana Ventura inicia hoje a sua intervenção no mais recente projeto a ocupar a Garagem Sul do CCB, Sound it: Rádio Antecâmara. O mesmo é dizer que até 25 de março, o programa de rádio "Livros Pedidos" será transmitido em direto a partir deste espaço expositivo onde todas as experiências propostas se desenham a partir de uma dimensão sonora. O programa de Susana Ventura tem início num pedido prévio aos arquitectos José Neves, Pedro Maurício Borges, Luísa Bebiano e Inês Dantas, para seleccionarem um excerto de um livro de ficção ou um poema que servirá de ponto de partida para uma conversa sobre literatura, arquitectura, cinema, entre outras expressões artísticas. Mas a relação entre literatura e arquitectura será igualmente explorada através de um conjunto de elementos selecionados pela autora, entre os quais, alguns desenhos e fotografias referentes à Casa de Albarraque, projetada por Raúl Hestnes Ferreira para o seu pai, o escritor José Gomes Ferreira, em 1960, provenientes do acervo deste arquiteto, em arquivo na Fundação Marques da Silva. Estes registos passam, assim, a fazer parte da exposição que pode ser visitada até  4 de setembro.
 

 + info: https://www.ccb.pt

 

 

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21 de março de 2022
Newsletter - Março 2022

Esta semana, na Fundação, temos o lançamento do mais recente livro da coleção Giorgio Grassi - opera omnia sic e a sessão de encerramento do colóquio internacional Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo. Contamos consigo, mas há mais a acontecer. Acaba de sair a Newsletter da Fundação Marques da Silva.

A ler aqui

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15 de março de 2022
Uma Vida de Arquitecto
Lançamento do livro de Giorgio Grassi com tradução de José Miguel Rodrigues

Em Uma Vida de Arquitecto, Giorgio Grassi faz uma "prova de reflexão" sobre o seu percurso e fá-la acompanhar de um registo da obra, uma espécie de guia explicativo do seu trabalho, e de um álbum de amigos, aqueles que, diz-nos, teve a sorte de encontrar. Falamos do terceiro volume a ser publicado no âmbito do projeto de tradução integral para português da obra escrita de Giorgio Grassi, coordenado por José Miguel Rodrigues, o seu tradutor, e editado conjuntamente pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento. E no próximo dia 25 de março, para apresentação deste livro, na Fundação Marques da Silva e com a presença dos autores, estarão também Fátima Vieira, Presidente da Fundação Marques da Silva, e os Arquitetos Luca Ortelli e Nuno Brandão Costa.

A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço.

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17 de março de 2022
Estão de volta os podcasts da Fundação Marques da Silva

Estão de volta os podcasts da Fundação Marques da Silva. A partir de hoje, sempre às quintas-feiras, intercaladamente, sairá um Escritos Escolhidos e um Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura.

E é com “Da arquitectura abstracta à arquitectura realista”, texto publicado em 1956, na revista Lusíada, da autoria de Mário Bonito, que hoje, se retomam os Escritos Escolhidos, já que amanhã, 18 de março, passam 101 anos sobre o nascimento deste arquiteto.

A ouvir aqui

Na próxima quinta feira, será a vez de Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura.

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16 de março de 2022
Domingos Pinto de Faria, o mais recente acervo da Fundação Marques da Silva

Foi com um projeto de renovação de quarteirão no Covelo que, em 1965, Domingos Pinto de Faria (1934-2002) obteve o seu Diploma de Arquiteto na Escola Superior de Belas Artes do Porto, mas a sua formação incluiu ainda a frequência de um curso de economia de construção com D. A. Turin. Por sua vez, o percurso profissional iniciou-se logo no final dos anos 50, na Câmara Municipal do Porto, junto de Auzelle e enquanto membro da equipa responsável pelo Plano de extinção das ilhas. Os anos 70 marcaram a entrada no Fundo de Fomento da Habitação onde, na década de 80, chegou a assumir o cargo de Diretor da Direção de Habitação do Norte. Da obra desenvolvida enquanto profissional liberal destacam-se, na cidade do Porto, entre outros, os projetos para a Universidade Católica do Porto, o Centro Diocesano - Casa de Vilar ou a reconstrução do Hotel Boa-Vista. A sua obra estende-se, contudo, a Braga, Póvoa de Varzim, Cinfães, Marco de Canavezes, Gondomar, Francelos e Famalicão.
 

O acervo Domingos Pinto de Faria já faz parte do Arquivo da Fundação Marques da Silva.

 

Fotografia: Domingos Pinto de Faria com o seu filho, também arquiteto e atual Diretor do Curso de Arquitetura da Universidade Fernando Pessoa, Luís Pinto de Faria, no atelier da Travessa das Antas, no Porto.

 

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14 de março de 2022
Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo
Congresso Internacional
Porto, 24 a 26 de março de 2022

O colóquio internacional Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo vai reunir 25 especialistas em Artes Decorativas para, ao longo de 3 dias (entre 24 e 26 de março), cruzando diferentes tempos e geografias, apresentarem e debaterem o resultado das investigações que têm vindo a desenvolver. Depois de uma sessão plenária, em 4 sessões, serão abordadas temáticas tão distintas quanto "A Arte do Marfim", "Mobiliário e Talha", Têxteis e Cerâmica" e "Ourivesaria e Joalharia". Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Círculo Dr. José de Figueiredo - Amigos do MNSR que, em 2017, recebeu a doação do acervo documental do Eng.º Bernardo Ferrão, atualmente em depósito no MNSR e já disponibilizado para consulta virtual na plataforma AtoM. O colóquio terá lugar no Museu Nacional Soares dos Reis (24-25), Reitoria da Universidade do Porto (25) e Fundação Marques da Silva (26). Para além do apoio destas instituições, conta ainda com o apoio da CMP.
 

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14 de março de 2022
Há mais cor na Estação de S. Bento
Vestibulo da Estação de S. Bento; © CP Comboios de Portugal

A quem atravessou recentemente o átrio da Estação de S. Bento, não terá decerto passado despercebida a presença da cor no teto onde orgulhosamente se exibem os primeiros destinos daquela que era, e continua a ser, a Gare Central do Porto: Minho e Douro.

A subtil mudança, que marca um regresso às cores originais, e a mais visível para quem percorrer o espaço, insere-se nas obras de Reparação do Teto, Cobertura e Instalação de Passadiços recentemente empreendidas pela Infraestruturas de Portugal. A opção de coloração decorreu de um aprofundado trabalho de pesquisa que contou com o apoio da equipa técnica da DRCN. No seu conjunto, as intervenções materializadas nesta Estação projetada por José Marques da Silva tiveram em vista melhorar as condições de segurança para pessoas e bens, mas também preservar e valorizar a imagem de um equipamento público de reconhecida importância patrimonial.

Há mais cor na Estação de S. Bento e um novo motivo para a visitar.

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11 de março de 2022
Luiz Botelho Dias

É um simples esquisso traçado sobre um guardanapo de papel, quem sabe se não mesmo feito na "Chaleira", o café que Luiz Botelho Dias e Manuel Marques de Aguiar então frequentavam, no Foco, bem próximo do seu escritório de arquitetura. Corria o ano de 1987. Unia-os uma longa amizade, fortalecida pelos tempos já distantes de elaboração do Plano parcial de urbanização da zona entre Leça da Palmeira e Lugar da Boa Nova, onde Botelho Dias e Álvaro Siza formavam a equipa dirigida por Marques de Aguiar. Entretanto, tinham tomado a decisão de literalmente deitar abaixo a parede que os separava e passar a abraçar o desafio de projetar em conjunto. Foi já no contexto desta sociedade que pensaram para Montalegre a Escola, o Forno e o Mercado, assim como, juntamente com Diogo Alpendurada, se envolveram ativamente na Comissão de Apoio à Junta de Nevogilde, em defesa da marginal da Foz.

E com este desenho da autoria de Manuel Marques de Aguiar, que nos revela muito mais do que um mero encontro entre um retratado e quem o retrata, assinalamos o aniversário de nascimento de Luiz Botelho Dias, a 11 de março de 1929.

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08 de março de 2022
Graça Correia Ragazzi, Andreia Garcia e Sandra Barclay: as vozes femininas de Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura

Em março, vão regressar os podcasts da Fundação Marques da Silva. E porque hoje é Dia da Mulher, nesta Fundação onde sobressai o papel determinante de uma arquiteta, Maria José Marques da Silva, sugerimos um regresso à voz de outras mulheres arquitetas. Em Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura, Graça Correia, Andreia Garcia e Sandra Barclay viajam e levam-nos a viajar por obras de arquitetura que as fascinam e inspiram.


Ouça aqui:

Graça Correia - Lafayette Park, Detroit, Mies van der Rohe
Andreia Garcia - Capela das Irmãs Clarissas Capuchinhas, México, Luis Barragán
Sandra Barclay - Casa Curutchet, La Plata-Buenos Aires, Le Corbusier

 

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03 de março de 2022
What? When? Why not? Portuguese architecture
1º debate do Ciclo “Temas Contemporâneos na Arquitetura Portuguesa”
Casa da Arquitectura, 5 de março, a partir das 15h

O 1.º Debate do Ciclo “Temas Contemporâneos na Arquitetura Portuguesa, organizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pela Casa da Arquitectura em parceria com a Fundação Marques da Silva, surge no contexto da exposição “What? When? Why not? Portuguese architecture”. Vai decorrer no dia 5 de março, com início às 15h00, na Casa da Arquitectura. A coordenação científica e moderação estarão a cargo de Jorge Figueira e Bruno Gil. Na abertura, a Fundação Marques da Silva estará representada pela Presidente do Conselho Diretivo, Fátima Vieira, juntamente com Nuno Sampaio, Diretor Executivo da Casa da Arquitectura. O programa obedecerá à seguinte ordem de trabalhos:
 
What Colonialism?
Ana Vaz Milheiro (Dinâmia’cet-ISCTE, FAUL)
José Pedro Monteiro (CECS-UM)
Ana Fernandes (Dinâmia’cet-IUL, FAUP)

What Women?
Patrícia Santos Pedrosa (CIEG/ISCSP/UL, UBI)
Jorge Figueira (CES-Darq/FCTUC)
Helena Souto (IADE-UE)
Zaída Muxi (ETSAB-UPC, Espanha)
 

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço e ao levantamento de bilhete no dia a partir das 10h.

O segundo debate decorrerá a 2 de abril.

+ informações: www.casadaarquitectura.com

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1 de março de 2022
Alfredo Matos Ferreira, um homem em sintonia com o (seu) tempo

Alfredo Matos Ferreira foi sempre um homem de fortes convicções e pluridisciplinar na sua ação. Enquanto arquiteto e enquanto cidadão procurou manter um posicionamento ético perante os desafios que abraçava e defender sempre a sua liberdade criativa. Considerava o SAAL a experiência mais gratificante de toda a sua carreira de arquiteto. E viveu-a intensamente não só enquanto responsável da equipa da Lapa (Porto), intervindo no terreno, mas também filmando diversos momentos de um período de fortes convulsões e transformações políticas e sociais. Alfredo Matos Ferreira nasceu a 1 de março de 1928. Assinalamos o dia com uma imagem retirada dessas filmagens que hoje, ainda que continue a ser carnaval, adquire estranhas ressonâncias.

 

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22 de fevereiro de 2022
O acervo de Germano de Castro Pinheiro passou a fazer parte desta Fundação

Germano de Castro Pinheiro (1913-1992), arquiteto formado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, tem um conjunto assinalável de obra construída na região litoral norte do país, realizada entre o final da década de 30 e a década de 80 do século XX. A documentação que regista o trabalho desenvolvido no escritório da rua de Santo António e posteriormente na rua Clemente Menéres, no Porto, foi agora doada à Fundação Marques da Silva pelo seu filho e neto, ambos igualmente arquitetos, estando assim lançadas as bases para um novo contexto que permitirá resgatá-lo de um certo anonimato. Enquanto parte integrante e importante do Arquivo desta instituição, estará agora salvaguardada a sua preservação, bem como passará a beneficiar de condições que viabilizam o seu estudo e divulgação.

 

Sobre as imagens: os arquitetos Germano Manuel Torres de Castro Pinheiro e Germano Manuel Novais de Castro Pinheiro hoje, na Fundação; Germano de Castro Pinheiro, Desenho de perspetiva do conjunto do equipamento balnear "Maresia" (1972, Póvoa do Varzim).

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21 de fevereiro de 2022
Manuel Botelho . Professor
mesa redonda
23 de fevereiro, 18h30, Auditório Fernando Távora (FAUP)

A mesa redonda  "Manuel Botelho . Professor" surge no contexto da exposição "Manuel Botelho: Projecto e Obra", atualmente patente ao público na Galeria de Exposições da FAUP, e vai reunir seis arquitectos que, nesta instituição, enquanto alunos ou docentes, se cruzaram com Manuel Botelho: António Neves (introdução), Jorge Reis (moderação), Conceição Melo, Eduardo Fernandes, Inês Beleza e José Manuel Soares.


+ info: www.arq.up.pt
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18 de fevereiro de 2022
Bibliotecas são mais que livros

Os livros ocupam um lugar especial nesta Fundação. E não se pode falar simplesmente de uma Biblioteca. Sim, temos uma Biblioteca Corrente onde os nossos investigadores podem consultar as mais recentes edições lançadas pela instituição, assim como toda a bibliografia que tem vindo a ser reunida através de ofertas, permutas e aquisições. Mas existem as "outras" Bibliotecas, aquelas que nos revelam interesses e paixões dos arquitetos aqui representados. Pesquisar as bibliotecas dos "nossos" arquitetos é também uma forma de os descobrir e entender, da obra à pessoa. A mais recente entrada chegou da parte da Arq.ta Margarida Coelho, que tem vindo a enriquecer este acervo com livros que atravessam as várias áreas do seu percurso profissional: arquitetura, urbanismo e património. São mais de duas centenas de títulos, entre monografias e periódicos.

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09 de fevereiro de 2022
Bartolomeu Costa Cabral agraciado com o Grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique
Creditos: Rui Ochoa/Presidência da República

O arquiteto Bartolomeu Costa Cabral foi ontem condecorado pelo Presidente da República com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Foi um momento de dupla celebração já que a cerimónia decorreu no dia do seu aniversário.

"A Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores."

A Fundação Marques da Silva regozija-se com mais um importante reconhecimento público do percurso e obra do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral.

 

Créditos da imagem: Rui Ochoa/Presidência da República

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8 de fevereiro de 2022
Bartolomeu Costa Cabral: o atelier da rua da Alegria

Durante mais de 4 décadas, foi no terceiro andar do número 25 da rua da Alegria que Bartolomeu Costa Cabral se entregou ao ofício de ser arquiteto. Espaço que em junho de 2019 fecharia as suas portas, mas cuja poesia que o envolvia se entrevê e pressente nesta filmagem de Luís Urbano, realizada no momento que antecedeu a transferência do arquivo para a Fundação Marques da Silva. É também um dos 4 vídeos que até 23 de abril podem ser vistos na exposição Bartolomeu Costa Cabral /  um arquivo em construção. Hoje, 8 de fevereiro, passam 93 anos sobre o nascimento de Bartolomeu Costa Cabral. Parabéns, Senhor Arquiteto!

Ver vídeo: aqui

 

 

 

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2 de fevereiro de 2022
"Arquitetura
Energy - Marina Abramovic"
Alexandre Alves Costa

"Arquitetura. Energy - Marina Abramovic" é o título que aponta alguns dos possíveis sentidos deste desenho/colagem de Alexandre Alves Costa, a que a legenda,  "Com prazer, Sebastião, resistiu vivo à adversidade do martírio, com a energia de querer transformar o mundo para lá de todas as amarguras", vem oferecer outras possíveis decifrações. Cabe a quem o observa aceitar o desafio lançado pelo autor e assim descobrir os "argumentos" que sustêm as suas navegações. E Alexandre Alves Costa é um autor que se permite, pelo desenho ou pela palavra escrita, a liberdade de partir "em deriva" por imprevistas geografias e destinos. Em breve, a Fundação Marques da Silva, em parceria com a UPorto Press, lançará um novo livro de sua autoria. Mas, para já, celebre-se hoje o seu aniversário.
Parabéns, Senhor Arquiteto!

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28 de janeiro de 2022
David Moreira da Silva e Juan Honold Dünner

Trata-se de uma carta não datada, mas que não deixa dúvidas quanto a quem a escreve - Juan Honold Dünner - e a quem se destina - David Moreira da Silva. Revela também a partilha de um domínio comum a estes dois interlocutores - urbanismo - e a vontade de confrontar as realidades dos respetivos países de origem - Chile e Portugal. Não é claro o lugar ou o contexto em que se conheceram, mas teria sido por volta de 1960, ano em que Juan Honold Dünner ocupava as funções de arquiteto na Direção de Planeamento do Ministério das Obras Públicas chileno e ano em que assume as funções de coordenador do Plano Intercomunal de Santiago. Os documentos que a carta acompanhava, bem como uma até agora enigmática tradução datilografada da legislação chilena (Lei geral de construções e urbanização) encontram-se hoje no acervo de David Moreira da Silva que, à data, estava a desenvolver o plano para a cidade de Aveiro, depois de duas décadas de intensa atividade no plano urbanístico. A história continua para quem a desejar investigar e muito haveria a explorar, mas hoje, com ela se assinala o aniversário de David Moreira da Silva, nascido a 28 de janeiro de 1909.

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12 de janeiro de 2022
Há uma nova campanha em larga escala de higienização de documentos

Está em curso uma nova campanha, extensiva e intensiva, de higienização de documentos na Fundação Marques da Silva. Se, entre 2020 e 2021, o foco recaiu nos acervos de Raúl Hestnes Ferreira e Francisco Granja, agora vão ser limpos e reacondicionadas peças desenhadas e escritas produzidas por Maurício de Vasconcellos e Luiz Alçada Baptista, Manuel Graça Dias e José Egas Vieira, e António Teixeira Guerra. A campanha, que abrange milhares de registos deverá estar concluída no final de março deste ano. O processo será realizado pela equipa técnica da Fundação Marques da Silva, com o apoio da Oficina de Restauro de Documentos Gráficos da UP (GDI - UP Digital).

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20 de janeiro de 2022
António Silva Cardoso (1955-2022)
Entrada da Casa-Atelier José Marques da Silva, fotografia de Inês d´Orey

A Fundação Marques da Silva manifesta um profundo pesar pelo falecimento do Professor António Silva Cardoso, Vice-Reitor da Universidade do Porto e Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia Civil (FEUP). Ao longo do seu percurso foram vários os momentos em que a sua ação se cruzou com esta instituição, seja na requalificação dos espaços construídos, seja no exercício das funções de Presidente do seu Conselho Geral, cargo que assumiu em 2018. Para sempre será recordada a sua forma serena e assertiva de estar, a sua capacidade de realização e de congregar o contributo de todos.
 

O funeral realiza-se na tarde de hoje, na Murtosa, na zona de Aveiro, depois da Missa de Corpo Presente que terá lugar às 13h30, na Igreja do Foco (Porto).

 

 

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14 de janeiro de 2022
Carlos Carvalho Dias:
uma nova entrada no Arquivo Digital da Fundação, em dia de aniversário
Carlos Carvalho Dias, Estudo para implantação da Escola Secundária de Ponte da Barca, 1978

Hoje, o Arquiteto Carlos Alberto Carvalho Dias celebra 93 anos e, em dia de aniversário, a Fundaçao Marques da Silva abre ao domínio público a consulta do seu acervo no Arquivo Digital da instituição. Este instrumento de pesquisa, ainda em construção e em permanente atualização, permitirá o acesso online a informações relativas ao seu percurso e a obras documentadas no acervo doado a esta instituição. De momento, fica disponível a consulta de uma lista com cerca de uma centena de projetos de arquitetura e/ou urbanismo referenciados, desenvolvidos entre 1956 e 1993, com incidência no norte litoral do país, o seu território de eleição.

Parabéns, senhor Arquiteto!

Consultar: Arquivo Digital & Site

 

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12 de janeiro de 2022
Manuel Botelho. Projeto e Obra
Exposição
Galeria da FAUP, de 26 de janeiro a 9 de março de 2022

No próximo dia 26 de janeiro, na Galeria da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, vai inaugurar a exposição "Manuel Botelho. Projecto e Obra". Trata-se de uma primeira iniciativa no contexto de um conjunto alargado de ações que tem como propósito dar a conhecer o singular percurso de Manuel Botelho, um arquiteto cuja produção cruza os territórios da arquitectura, do design de objectos, a reflexão teórica vertida para a escrita e a docência. Com ela se assinala também a salvaguarda dos registos do trabalho deste arquiteto, através do depósito do seu acervo profissional na Fundação Marques da Silva, entidade instituída pela Universidade do Porto (entre 1980 e 2010, Manuel Botelho exerceu a carreira docente nesta Universidade), e da entrega da sua biblioteca à Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho.

"Manuel Botelho. Projecto e Obra" reúne uma seleção de projectos de diferentes escalas, programas e enquadramento, bem como de objectos que integram o corpo de trabalho de Manuel Botelho. Organiza-se em dois espaços da Galeria da FAUP constituindo dois olhares distintos: ao longo da galeria circular expõe-se ‘Território Manuel Botelho’, um registo fotográfico documental, produzido por Duarte Belo (fotógrafo, arquitecto e antigo aluno de Manuel Botelho), do percurso pelo território de espaços construídos e de objectos do arquitecto bem como pelos espaços do seu quotidiano; no espaço central, em ambiente de atelier, são expostos desenhos e maquetes originais bem como outras produzidas para esta mostra.

Com comissariado de António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia, Filipa Guerreiro e Duarte Belo (Território Manuel Botelho), a Exposição, que decorre de um trabalho de identificação e inventarização da obra do Arquitecto Manuel Botelho levada a cabo pelos comissários com o apoio de Bruno Castro, João Costa e Rui Ferreira, bolseiros da Universidade do Minho, resulta de uma parceria entre a FAUP, a Fundação Marques da Silva, o Laboratório da Paisagem, Património e Território e a Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho.
 

O ciclo que se inicia com a exposição na FAUP prosseguirá, em itinerância, nas instituições parceiras, acompanhado da realização de mesas redondas e visitas às obras deste arquiteto. Este processo inclui ainda o lançamento de duas publicações: uma monografia, editada pela Circo de Ideias, e um registo das visitas às obras, editado pelo Museu da Paisagem.

A sessão de inauguração vai decorrer no dia 26 de janeiro, 4.ª feira, às 18h30, no Auditório Fernando Távora, com introdução de João Pedro Xavier (Diretor da FAUP) e contará com intervenções de Álvaro Siza e dos comissários.

A mostra, de entrada livre, estará patente até 9 de março, na Galeria de Exposições da FAUP, de 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 20h00 (encerra aos feriados). A entrada é livre.
 

+ info: www.faup.pt

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10 de janeiro de 2022
"Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção"

Habitação, Cidade, Universidade são os três eixos em que assenta a exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção que a partir de hoje, 10 janeiro, no Palacete Lopes Martins, reabre as suas portas ao público. Venha visitá-la e conhecer os muitos registos reunidos pelos curadores - Pedro Baía, Paulo Providência e Mariana Couto - para revelar a singularidade do percurso profissional do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, que se estende de 1948 aos nossos dias.

A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, entre as 14h e as 18h (última entrada às 17h30).

 

Nota à imagem: fotografia de Catarina Costa Cabral

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8 de janeiro de 2022
Manuel Marques de Aguiar: uma década que anuncia todo um futuro

O sentido do percurso profissional de Manuel Marques de Aguiar define-se logo durante a década de 50. Em 1954,  termina a sua licenciatura em Urbanismo, em Paris, e regressa ao Porto para concluir, no ano seguinte, a sua formação como arquiteto na Escola de Belas Artes desta cidade. O diploma tem assinalada a menção de 20 valores. Quanto à prática profissional, no seu acervo, agora à guarda da Fundação Marques da Silva, encontram-se registos que remontam ao início dos anos 50, com destaque para o Anteplano de Pedras Salgadas e o Plano de Vidago, ambos de 1954. Já como arquiteto recém-licenciado, encontra-se documentado um projeto, que chegou a contemplar a execução de uma maquete, para um Cine Teatro em Famalicão, obra de 1955 que não virá a ser construída (vide imagens). Logo em 1956, integra os serviços de urbanização da Região Norte e aí permanecerá várias décadas traduzidas num amplo e reconhecido trabalho que se estenderá aos Açores, sem nunca abdicar de paralelamente manter o seu atelier de arquitetura. É como arquiteto liberal que, a finalizar a década, desenvolverá o projeto do emblemático edifício Figueiredo, localizado naquela que então se pretendia vir a ser um "boulevard" portuense, a rua Gonçalo Cristovão. E, claro, desde sempre desenhou compulsivamente, num exercício ainda recentemente destacado na exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

Manuel Marques de Aguiar nasceu a 8 de janeiro de 1929.

 

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3 de janeiro de 2022
Bom Ano Novo!

A Fundação Marques da Silva deseja a todos um Bom 2022 e informa que, em concordância com as medidas em vigor de contenção da pandemia, a abertura ao público da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção apenas será retomada a 10 de janeiro. Até lá, prossegue o atendimento a investigadores com agendamentos previamente acordados.

 

Imagem: Expoisção "Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção", fotografia de Catarina Costa Cabral.

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20 de dezembro de 2021
Boas Festas!

É a partir de uma gravura de António Cardoso - Paisagem, 1978 - que a Fundação Marques da Silva envia os seus votos de Boas Festas e de um excelente Novo Ano.

Um desejo acompanhado de um agradecimento a todos os que em nós confiaram, os que nos visitaram ou que connosco colaboraram, reforçando o sentido de cumprimento de um projeto que, a cada ano, está mais forte e consolidado. E em 2022 serão muitas as novidades a anunciar!

Entretanto, aproveitamos para informar que entre 27 e 31 de dezembro a Fundação se encontra encerrada, retomando as suas atividades logo a 3 de janeiro.

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15 de dezembro de 2021
Terceira ação de digitalizações em curso

Aproxima-se o final do ano, mas ainda há tempo para concluir uma nova operação de digitalização de documentos em larga escala, a terceira levada a cabo em 2021, com o apoio da empresa Grafit. Desta vez, o foco incidirá em documentos pertencentes aos acervos de Rui Goes Ferreira, Manuel Marques de Aguiar, Manuel Graça Dias e Manuel Botelho.

 

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13 de dezembro de 2021
A aguardar novos projetos

As paredes que acolheram a exposição de desenhos de Manuel Marques da Aguiar já se encontram despidas. No Palacete, a exposição Bartolomeu Costa Cabral: um arquivo em construção continua patente ao público, mas novos projetos estão já em fase de preparação e em breve haverá novas razões para se visitar a Casa-Atelier José Marques da Silva...

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9 de dezembro de 2021
António Costa, pintor

António Ferreira da Costa (1898-1961), pintor, é uma figura invulgar. Nele se destaca a coerência e mestria técnica da sua obra, como retratista ou paisagista, mas também a defesa convicta de ideais políticos que estarão na base de uma conclusão tardia do curso de Pintura, na Escola de Belas Artes do Porto, em 1933. Ainda assim, chega a ser diretor artístico da Escola Nacional do Desenho, nesta mesma cidade, e a obter um assinalável sucesso com cursos de ensino técnico do desenho por correspondência. Não é, contudo de estranhar, que este aluno de João Marques de Oliveira esteja representado na coleção de Pintura de José Marques da Silva, onde se encontra um admirável retrato de um Poveiro (a pastel) e um expressivo retrato do próprio Marques da Silva (a óleo). Esta presença, desde o passado dia 7 de dezembro, estendeu-se agora a um traballho académico, Academia (nu masculino), doado à Fundação Marques da Silva pelo neto do pintor, o Eng.º Miguel Ferreira da Costa. O quadro foi recebido pela Presidente, Fátima Vieira, e pelo Vice-Presidente, Luís Urbano, estando presente Artur Vasconcelos, autor do Catálogo de Pintura da Fundaçao Marques da Silva.

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7 de dezembro de 2021
Alfredo Leal Machado

Poucos serão os que conseguem identificar o jovem arquiteto que a fotografia fixa, de rolo e chapéu na mão, com o olhar dirigido a algo ou alguém que não nos é revelado. Desconhecemos o lugar onde ele se encontra, mas sabemos tratar-se de Alfredo Leal Machado. Nascido a 7 de dezembro de 1904, terminou a sua formação em Arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto, onde foi aluno de Marques da Silva, em 1932. Deixou obra projetada e construída no Porto, Vila Nova de Gaia, Espinho e Coimbra, cidade onde chegou mesmo a ocupar um lugar de Vereador entre 1942 e 1945. A morte prematura, num acidente ocorrido em 1955, deixou suspensa a sua carreira.

Em dia de aniversário, fica esta notícia, a pensar no olhar atento de um investigador que possa recuperar a sua obra da lonjura do tempo.

 

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2 de dezembro de 2021
Casa-Atelier Júlio Resende: o sentido de uma amizade, em dia de aniversário de José Carlos Loureiro

A Casa-Atelier que José Carlos Loureiro projetou para Júlio Resende começou a ganhar forma no início dos anos 60. A precedê-la tinha a vontade de encontrar a solução ideal para o contexto de vida de um amigo que era também artista. Construída na vizinhança da sua própria casa, cumpriu o sonho de quem a veio a habitar e que dela sempre fez questão de falar "apaixonadamente". Foi classificada em 2011 como Monumento de Interesse Público.

José Carlos Loureiro nasceu a 2 de dezembro de 1925. Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

+ info: Site | Arquivo Digital

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29 de novembro de 2021
Visita guiada ao desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar

Na companhia dos arquitetos David Viana, Marta Aguiar e Sofia Aguiar, percorreu-se, no passado sábado, o piso nobre da Casa-Atelier José Marques da Silva, em visita à exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. Foi uma oportunidade única para admirar a diversidade de desenhos produzidos por este arquiteto, incessantemente, ao longo da sua vida. Desenhos que nos revelam o "chão" onde assentaram as suas vivências e que se tornam imprescindíveis para um entendimento franco do seu percurso, pessoal e profissional. E se, por um lado, estes registos de espaços, lugares, pessoas, fixam o seu olhar sobre os territórios de partilha que sempre elegeu como forma de estar e de agir, tornou-se evidente, por outro lado, a sua atualidade e capacidade de diálogo com o tempo que é hoje o nosso.

 

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25 de novembro de 2021
Newsletter - Novembro 2021

Com a visita guiada que assinala o encerramento da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar em destaque, publicamos mais uma edição da Newsletter da Fundação Marques da Silva.

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24 de novembro de 2021
O tempo longo, do lugar e do projeto: a remodelação do Museu de Évora

Foi em 1993 que Raúl Hestnes Ferreira ganhou o Concurso para o projeto de remodelação do Museu de Évora. Daí datam os primeiros esquissos, desenhos e uma maqueta. Em 2002 iniciou-se o projeto de execução e a obra acabou por arrancar em 2007. Duraram dois anos. O "novo" Museu, com a volumetria e a imagem do edifício estabilizada, revelou então uma espacialidade interior completamente renovada e valorizada, em diálogo - procurado e consciente - com as muitas vidas de um lugar cujas fundações remontam ao tempo do Fórum Romano.

Raúl Hestnes Ferreira nasceu a 24 de novembro de 1931. Faria hoje 90 anos.

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19 de novembro de 2021
Visita guiada à exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
27 de novembro, 15h, Casa-Atelier José Marques da Silva
Abertura de inscrições

No próximo dia 27 de novembro, às 15h, para assinalar o encerramento da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, David Viana (curador), Marta Aguiar e Sofia Aguiar (arquitetas, filhas do arquiteto Manuel Marques de Aguiar) vão fazer uma visita guiada aberta a todos. Será a última oportunidade para admirar este singular conjunto de desenhos e fotografias expostos na Casa-Atelier José Marques da Silva, ficando a conhecer as muitas histórias que através dele se podem contar.

Para participar basta apenas fazer uma inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt até 26 de novembro. A lotação máxima é de 20 elementos.
 

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18 de novembro de 2021
Aprender a fazer maquetes!

Alunos do 10.º e 11.º anos da Escola Secundária Aurélia de Sousa foram desafiados a ver, compreender e tentar fazer maquetes de arquitetura, sob orientação do professor e arquiteto Luís Urbano. Assim começou a manhã na Fundação Marques da Silva, espaço de acolhimento da primeira iniciativa proposta pela Universidade do Porto para celebrar o Dia Europeu do Património Académico.

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17 de novembro de 2021
Uma visita à Fundação em Dia Europeu do Património Académico
18 de novembro

A Fundação Marques da Silva vai participar no Dia Europeu do Património Académico, uma iniciativa programada pelas Universidades Portuguesas representadas no Conselho de Reitores para promover um espaço de afirmação da vocação cultural das universidades enquanto espaços abertos e transformadores, que celebram a diversidade de culturas e fomentam a livre circulação de ideias. O conjunto de ações programadas tem, assim, como objetivo revelar a riqueza de uma herança cultural que pode ser usufruída por todos.
 

Integrada nas ações propostas pela Universidade do Porto, a Fundação Marques da Silva irá receber grupos de estudantes do 10.º e 11.º anos da Escola Secundária Aurélia de Sousa, que visitarão, guiados pelo arquiteto e professor Luís Urbano, o acervo de maquetes da Fundação e a exposição Bartolomeu da Costa Cabral/um arquivo em construção. A visita encerrar-se-á com uma oficina de maquetes.
 

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16 de novembro de 2021
Visita Guiada à exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
por David Viana, Marta Aguiar e Sofia Aguiar
27 de novembro, 15h, Casa-Atelier José Marques da Silva

No próximo dia 27 de novembro, para assinalar o encerramento da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, David Viana (curador), Marta Aguiar e Sofia Aguiar (arquitetas, filhas do arquiteto Manuel Marques de Aguiar) vão fazer uma visita guiada aberta a todos. Será a última oportunidade para admirar este singular conjunto de desenhos e fotografias expostos na Casa-Atelier, ficando a conhecer as muitas histórias que através dele se podem contar.

Para participar basta apenas fazer uma inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt até 26 de novembro. A lotação máxima é de 20 elementos.

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15 de novembro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
a visitar até 23 de abril, na Fundação Marques da Silva

A exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção abriu as suas portas para dar a ver um arquivo vivo, aberto e capaz de promover novas dinâmicas. Estruturada em três núcleos: Habitação - Cidade - Universidade, apresenta um conjunto de projetos que percorrem a linha do tempo e o modo de fazer arquitetura de um arquiteto que nunca deixou de ter presente a dimensão ética, humana e social desta "arte construtiva".

A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, entre as 14h e as 18h.

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13 de novembro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
Hoje, às 16h, Fundação Marques da Silva

Começam a abrir-se as portas da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção. Inaugura hoje, às 16h, na presença do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral e com uma visita guiada pelos curadores, Pedro Baía, Paulo Providência e Mariana Couto. A entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço. Estamos à sua espera!

 

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12 de novembro de 2021
Biblioteca Geral da Universidade da Beira Interior (Covilhã)

O terceiro núcleo temático da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção tem como título Universidade. E foram vários os projetos desenvolvidos por Bartolomeu Costa Cabral para instituições de Ensino Superior, entre eles o da Biblioteca para a Universidade da Beira Interior, na Covilhã (1997-2001), que a imagem documenta.

A exposição inaugura amanhã, às 16h00, estando presente o arquiteto Bartolomeu Costa Cabral. Os curadores, Pedro Baía, Paulo Providência e Mariana Couto farão uma visita guiada.

 A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

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11 de novembro de 2021
O Edifício EPUL

O edifício na Praça do Martim Moniz, em Lisboa, resposta a uma encomenda da EPUL, data de 1973. É um dos projetos que exemplifica uma das preocupações centrais na obra de Bartolomeu Costa Cabral, a construção do espaço urbano. É também um dos projetos expostos em Cidade, um dos eixos temáticos da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção.

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10 de novembro de 2021
Uma Casa em Taipa

A Casa em Taipa foi construída entre 2004 e 2008, na Herdade dos Delgados, em Beja. É um dos vários projetos que farão parte do primeiro núcleo da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção, dedicado ao programa habitacional desenvolvido por este arquiteto.

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9 de novembro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
abertura da exposição: 13 de novembro, 16h
Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva)

A exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção, com curadoria de Pedro Baía, Paulo Providência e Mariana Couto, propõe uma leitura da pluralidade da produção do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, num percurso profissional singular que se estende ao longo de um conjunto de mais de duas centenas de projetos, desde 1948 até aos nossos dias. Inaugura no dia 13 de novembro, às 16h, no primeiro piso do Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva). Nesta ocasião, estará presente o arquiteto Bartolomeu Costa Cabral e os curadores farão uma visita guiada através do percurso expositivo.
 

Organização: Fundação Marques da Silva.
Apoios: Ordem dos Arquitectos, SIPA, Instituto Politécnico de Tomar e  Faculdade e Arquitectura da U.Porto.
Agradecimentos: Irene Buarque, Teresa Pavão e Rui Sanches, Rui Mendes e Gill Stoker.
 

+ info: aqui


 

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8 de novembro de 2021
Um Mapa de Arquitetura para melhor conhecer a obra de Rui Goes Ferreira na Madeira
Rui Goes Ferreira, Conjunto habitacional para Porto Santo, [1969]

Rui Goes Ferreira desenvolveu uma intensa e diversificada atividade profissional na Madeira, em particular durante as décadas de 60 e 70 do século XX. Atento ao lugar, ao contexto urbano e paisagístico da sua terra natal, projetou em sintonia com os princípios modelares de uma formação moderna, mantendo-se sensível às preocupações e necessidades de uma comunidade com um caráter singular. Como refere Madalena Vidigal, sua neta e também arquiteta, "não existe no Funchal outro arquitecto local que tenha, nesta época, contribuído tanto para as transformações na cidade". 
 

A Ordem dos Arquitectos - Secção Regional da Madeira (SRMAD), que ainda recentemente propôs a atribuição do título de Membro Honorário a Rui Goes Ferreira, reconhecendo a importância do trabalho desenvolvido por este arquiteto e em resposta a um desafio lançado por Madalena Vidigal, está agora a produzir, com o apoio da Fundação Marques da Silva, instituição detentora do acervo profissional de Goes Ferreira, um Mapa de Arquitetura dedicado à sua obra edificada. No total, serão 17 as obras a sinalizar, num roteiro com múltiplos percursos sugeridos. Entre elas, este conjunto habitacional para Porto Santo, num projeto que também se encontra representado na exposição At Play: Arquitetura e Jogo, atualmente em exposição na Garagem Sul do CCB.
 

Rui Goes Ferreira nasceu no Funchal a 8 de novembro de 1926.

 

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6 de novembro de 2021
A contemporaneidade da arquitetura de Alcino Soutinho

Em 2005, Alcino Soutinho foi convidado a projetar um conjunto habitacional para os lotes 7 e 8 dos jardins da Efanor, em Matosinhos. Seria o primeiro edifício a ser construído neste lugar, marcado pela envolvência de generosos espaços verdes. O rigor estrutural e construtivo sustenta esta arquitetura contemporânea, discreta, mas sólida e afirmativa, com um grande sentido de urbanidade. Sinal da sua vitalidade é também o facto de agora está a ser retomada pela sua filha, Andrea Soutinho, convidada a dar continuidade ao projeto inicial.

Alcino Soutinho nasceu a 6 de novembro de 1930.

 

 

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2 de novembro de 2021
FILARCH 2021: Visões
Simpósio de Arquitetura e Filosofia
5-6 de novembro, Fundação Marques da Silva
Mirroscope, o estereoscópio desenhado por Charles Wheatstone em 1838

Durante os dias 5 e 6 de novembro, a Fundação Marques da Silva vai acolher a segunda edição de FILARCH, um Simpósio focado na relação entre a Filosofia e a Arquitetura, mas que visa igualmente abrir o campo de reflexão a diferentes áreas do conhecimento.

Para 2021, o tema proposto pelos organizadores, Eduardo Queiroga e Constantino Pereira Martins, foi "Visão, possibilidade, virtualidade", isto é, o desafio de mostrar em que consiste uma visão, uma possibilidade que se ergue no real como uma sombra da imaginação sobre as coisas.

Ao longo destes 2 dias, distribuídos por 4 painéis distintos, cerca de 16 conferencistas nacionais e internacionais (Itália, França, Espanha, Grécia, Ucrânia, Hungria, República Checa, mas também dos E.U.A. e Brasil) discorrerão livremente sobre a temática proposta, partilhando pensamentos, dilemas e experiências.

A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço.

Esta iniciativa conta com o apoio da Fundação Marques da Silva (instituição e acolhimento) e da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos.

+ info aqui



Imagem:  Mirroscope, o estereoscópio desenhado por Charles Wheatstone em 1838.

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26 de outubro de 2021
Newsletter - Outubro 2021

A anteceder um fim de semana cheio de boas sugestões, entre elas o lançamento do livro de Ana Tostões, Lisboa Moderna, a acontecer no Palacete Lopes Martins, publica-se mais uma edição da Newsletter da Fundação Marques da Silva.

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28 de outubro 2021
What? When? Why not? Portuguese Architecture
Exposição e Colóquio Internacional
Galeria da Casa da Arquitectura
29-30 de novembro

Em julho de 2019, o projeto (EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture, coordenado por Jorge Figueira e Bruno Gil, foi apresentado publicamente na Fundação Marques da Silva, instituição parceira. Agora, volvidos dois anos de investigação, tem lugar uma Exposição e um Colóquio Internacional: What? What? When? Why not? Portuguese Architecture.
 

A Exposição, reflexo deste projeto de investigação, pretende identificar, problematizar e disseminar o conceito de “arquitetura portuguesa” no contexto nacional e internacional, confrontando a sua história, ideias e métodos, com um mundo em transformação, apresentando o tema em várias dimensões disciplinares e interdisciplinares, e convocando diversas sensibilidades. Inaugura a 29 de outubro, na Galeria da Casa da Arquitectura, e aí estarão presentes múltiplos documentos provenientes do Arquivo da Fundação Marques da Silva. Ficará patente ao público até 24 de abril de 2022.
 

Neste contexto expositivo, vai decorrer um Colóquio Internacional, a 30 de outubro, com os coordenadores Jorge Figueira e Bruno Gil, e os investigadores nucleares, Ana Vaz Milheiro, Carlos Machado e Moura, Carolina Coelho, Eliana Sousa Santos, Gonçalo Canto Moniz, José António Bandeirinha, Luís Miguel Correia, Nuno Grande, Patrícia Santos Pedrosa e Rui Lobo a partilharem os resultados alcançados em cada uma das respetivas linhas de investigação. Como oradores convidados participarão Hans Ibelings, com uma reflexão sobre culturas periféricas e centrais no contexto da arquitetura europeia, Cristiane Muniz, diretora da Escola da Cidade, e Fernando Viégas, presidente da Associação Escola da Cidade, São Paulo.
 

+ info: www.eu-ropa.ces.uc.pt

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22 de outubro de 2021
Ana Tostões, Lisboa Moderna
Lançamento de livro
Apresentação a cargo de Paula Santos e José Fernando Gonçalves
29 de outubro, 21h30, Palacete da Fundação Marques da Silva

A Fundação Marques da Silva vai acolher, no próximo dia 29 de outubro, o lançamento do livro de Ana Tostões, Lisboa Moderna, uma publicação conjunta da Docomomo International e da editora Circo de Ideias. A sessão, a decorrer no Palacete Lopes Martins, conta com a presença da autora e apresentação de Paula Santos e José Fernando Gonçalves.

"Este livro [...] propõe pensar a cidade moderna de Lisboa a partir de uma leitura da sua transformação e de uma análise histórica e crítica sobre um conjunto de projectos modernos que marcaram o território ao longo dos séculos XX e XXI. Com base numa pesquisa de arquivo e num levantamento fotográfico, destacam-se os bairros de Alvalade, Infante Santo, Olivais Norte, Olivais Sul, Restelo e Telheiras que revelam a aplicação singular dos conceitos da urbanística internacional, assim como obras que se evidenciam pela sua modernidade, tais como o Instituto Superior Técnico, o Parque Florestal de Monsanto, o Edifício e Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o Centro Cultural de Belém e a Escola Alemã de Lisboa."

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

+ info:www.circodeideias.pt


 

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21 de outubro de 2021
Maria José Marques da Silva e Rui Goes Ferreira, Membros Honorários 2021
Cerimónia de outorga de títulos: 22 de outubro, 18h30
Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos (Lisboa)


Os arquitetos Maria José Marques da Silva, pela Secção Regional Norte, e Rui Goes Ferreira, pela Secção da Madeira, serão postumamente distinguidos com o título de Membro Honorário, em cerimónia a decorrer na Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos, no próximo dia 22 de outubro.
 

Na base da proposta de atribuição do título a Maria José Marques da Silva, cuja doação conjunta com David Moreira da Silva à Universidade do Porto veio a estar na origem da atual Fundação Marques da Silva, Conceição Melo, Presidente do Conselho Diretivo Regional do Norte, destaca o facto ter sido a primeira mulher a obter um diploma de Arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto (1943), a prática relevante na arquitetura e no urbanismo, inicialmente com o pai, José Marques da Silva, e depois com David Moreira da Silva, que viria a ser seu marido e colega de escritório, mas também a sua ação enquanto Presidente da Secção Regional Norte. A concluir a fundamentação da proposta, acrescenta ainda, "Neste tempo por que passamos somos levados a reconhecer a menor visibilidade que dedicámos às arquitetas que fazem parte deste legado comum. O que acresce ao mérito próprio de Maria José Marques da Silva e conduziu a esta proposta que de tão óbvia só peca por tardia."

O percurso de Rui Goes Ferreira, cujo acervo profissional foi doado à Fundação Marques da Silva (2018), e o impacto da sua ação na Madeira, para onde traz "a reflexão sobre o papel social do arquiteto, valorizando a paisagem como um dado cultural" justifica a proposta apresentada por Susana Jesus, Presidente do Conselho Diretivo Regional da Madeira. Rui Goes Ferreira, "Cria um atelier-escola na procura de novas soluções. Cruzou a Arquitetura com o Urbanismo, Arte e Sociedade: docente na Academia de Música e Belas Artes da Madeira; projetos para as Caixas de Previdência, habitação individual e coletiva; colaborou no Plano Diretor da Cidade do Funchal (discussão pública - Colóquios de Urbanismo, 1969); projeto cultural da Galeria de Artes Decorativas TEMPO com o escultor Amândio Sousa."

Nesta cerimónia serão ainda atribuídos os títulos de Membro Honorário aos arquitectos António Abel (Alentejo), Célio Melo Costa (Centro), Diogo Seixas Lopes (Lisboa e Vale do Tejo), João Correia Rebelo (Açores) e José Paulo Veloso (Algarve).

Em representação da Fundação Marques da Silva estará presente o Vice-Presidente, Luís Urbano. Em representação da família do arquiteto Rui Goes Ferreira, estará a arquiteta Madalena Vidigal, sua neta, e a arquiteta Teresa Goes Ferreira, sua filha.

+ info: Ordem dos Arquitectos

 

 

 

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19 de outubro de 2021
Documentação de uns para outros
1.as Jornadas Interdisciplinares
Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)
23 de outubro de 2021

A Sociedade Martins Sarmento, no âmbito de um programa de sensibilização para a preservação de documentação pessoal, familiar e empresarial, vai promover em Guimarães, em 23 de outubro de 2021, as I.as Jornadas Interdisciplinares “Documentação de uns para todos”, em colaboração com o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, a Casa de Sarmento e o CITCEM.
 

Nestas Jornadas, participarão dois membros do Conselho Diretivo da Fundação Marques da Silva, Luís Urbano (Vice-Presidente) e Armando Malheiro, que também integra a Comissão Organizadora desta iniciativa.
 

Para mais informações e inscrição, consultar www.msarmento.org

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18 de outubro de 2021
José Marques da Silva e o Teatro São João:
um projeto, muitas narrativas

No próximo fim de semana, entre 22 e 24, o Teatro Nacional São João vai reabrir as suas portas. Um programa vasto, que passa pela apresentação de uma exposição, 10 Atos 100 Anos; um colóquio internacional, Teatros Nacionais: Missões, Tensões, Transformações; o lançamento de três Cadernos do Centenário; e uma nova produção teatral, Lear, sinalizará o final das obras de reabilitação e modernização do edifício que o arquiteto José Marques da Silva começou a projetar em 1909, hoje classificado Monumento Nacional.
 

Na Fundação Marques da Silva preserva-se o mais importante núcleo de documentos relativos a esta obra, já de maturidade, desde os desenhos para o Concurso, aos elementos das várias fases do Projeto, passando por centenas de apontamentos, documentação vária sobre o "teatro lyrico do Porto", registos de correspondência, fotografias, modelos em gesso e livros, bem como muitas notas de viagem que dão conta do olhar atento de um arquiteto em constante pesquisa, como é o caso deste esquisso da fachada e planta da "nova opera comique" (reedificada em Paris, entre 1893 e 1898).
 

José Marques da Silva nasceu a 18 de outubro de 1869.

 

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Galeria de obras - Teatro S. João

Reabertura do Teatro São João

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13 de outubro de 2021
Lançamento e apresentação da publicação The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project
Com Mark Durren, João Leal e Nuno Grande, moderação por Pedro Leão Neto
14 de outubro, 18h30, Palacete Lopes Martins

Amanhã, 14 de outubro, no Palacete Lopes Martins, os fotógrafos Mark Durren e João Leal, bem como o arquiteto, programador cultural e curador Nuno Grande, numa conversa moderada por Pedro Leão Neto, diretor da publicação scopionewspaper, vão apresentar o projeto editorial The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project, uma publicação que tem como base o início da coleção da scopionewspaper, focalizada no trabalho desenvolvido pelos fotógrafos Mark Durden e João Leal, envolvendo uma seleção de edifícios arquitetónicos concebidos por Álvaro Siza. Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, abrirá a sessão.

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço. A conversa decorrerá em inglês.

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10 de outubro de 2021
José Porto e o Concurso para a Igreja do Sagrado Coração de Jesus
José Porto, Anteprojeto para a Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Concurso), 1962

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus é hoje Monumento Nacional, mas a história da sua construção remonta a 1962, ano de abertura de um Concurso de Anteprojetos. Serão 13 as candidaturas apresentadas ao Júri designado para o efeito, composto por: D. Júlia Guedes, em representação da Paróquia; o Padre João de Almeida, em representação do Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado; e os Arquitetos Octávio Lixa Filgueiras, Sebastião Formosinho Sanchez e Bartolomeu Costa Cabral. Este último, em representação do Sindicato Nacional de Arquitectos, por impedimento, acabou por ser substituído por Conceição Silva. A título consultivo integravam ainda o Júri o Arquiteto Hermann Bauer e o Cónego Manuel Falcão.
 

A proposta vencedora, como é do conhecimento geral, foi a n.º 11, apresentada pelos arquitetos Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, Vasco Lobo e Víctor Figueiredo. Contudo, o tempo foi apagando a memória do que poderia ter sido uma outra configuração para esta Igreja, como a da proposta n.º 13, apresentada por David Albino Fernandes Caravana e José Luís Porto, então com 79 anos de idade. Aquele que pode ser considerado um projeto tardio de José Porto, está aqui representado nesta perspetiva do interior, retirada da Revista Aquitectura (n. 76 - outubro de 1962), onde se publicaram todas as candidaturas e o resultado do Concurso.
 

Dos vários arquitetos citados neste destaque, três têm os respetivos arquivos profissionais na Fundação Marques da Silva, entre eles José Porto, que nasceu em Vilar de Mouros, a 10 de outubro de 1883.

 

 

 

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8 de outubro de 2021
Raúl Hestnes Ferreira: 24 566 desenhos higienizados e reacondicionados!

A 15 de junho de 2020, a Fundação Marques da Silva deu início a um amplo projeto de  limpeza e reacondicionamento de milhares de documentos provenientes do atelier de Raúl Hestnes Ferreira. Está agora concluído esse tratamento, no que se refere às peças desenhadas, tendo sido intervencionados um total de 24 566 registos. A operação, coordenada pela Oficina de Restauro de Documentos Gráficos da Universidade do Porto, em coordenação com a equipa técnica da Fundação Marques da Silva, passou pela abertura, separação, limpeza, estabilização e reacondicionamento de todos estes rolos de esquissos e desenhos, já parcial mas substantivamente digitalizados, que agora se encontram salvaguardados e disponíveis para estudo.

 

E já está em curso uma nova ação. Mas sobre ela daremos nota em breve.

 

 

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30 de setembro de 2021
Lançamento e apresentação da publicaçãoThe Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project
14 de outubro, 18h30, Palacete Lopes Martins

A Fundação Marques da Silva vai acolher, no dia 14 de outubro, o lançamento e apresentação do projeto editorial The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project, uma publicação que tem como base o início da coleção da scopionewspaper, focalizada no trabalho desenvolvido pelos fotógrafos Mark Durden e João Leal, envolvendo uma seleção de edifícios arquitetónicos concebidos por Álvaro Siza para a série intitulada "A Ideia de Álvaro Siza".

A sessão contará com a presença dos fotógrafos e autores Mark Durden e João Leal, bem como do arquiteto, programador cultural e curador Nuno Grande. A moderação desta conversa em torno do universo da fotografia e da arquitectura será assegurada por Pedro Leão Neto, diretor da publicação scopionewspaper, que igualmente apresentará o projeto Fotografia Documental e Artística: Um Olhar Contemporâneo sobre a Arquitetura Portuguesa e The Idea de Álvaro Siza. Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, abrirá a sessão que tem como objetivo explorar a singularidade e o significado das relações que podem ser estabelecidas entre os fotógrafos, os seus processos artísticos e a arquitectura e ideias-chave do arquitecto, nomeadamente sobre o Pavilhão Carlos Ramos, o complexo habitacional do Bairro da Bouça e Álvaro Siza. A conversa decorrerá em inglês.
 
Este lançamento é uma iniciativa da AAI/CEAU/FAUP | scopio Editions, em colaboração com a Fundação Marques da Silva. Vai decorrer no Palacete Lopes Martins e inicia-se às 18h30. A entrada é livre, mas sujeita à lotação do espaço.
 

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4 de outubro de 2021
A conferência de Jorge Mealha sobre
Espaços de privação de liberdade

Jorge Mealha, na qualidade de coordenador do Estudo de Conceção dos Novos Estabelecimentos Prisionais, por parte da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa em resposta a uma encomenda do Ministério da Justiça, apresentou, na Fundação Marques da Silva, as linhas mestras do trabalho desenvolvido sobre um tema que continua a ser pouco debatido, não obstante o facto de a dimensão criminal estar tão intrínsecamente relacionada com as restantes dimensões que pautam a vida em sociedade.

A investigação realizada teve por finalidade estabelecer as bases de um programa preliminar para a conceção de novos equipamentos nacionais, nomeadamente no Montijo e Ponta Delgada. A proposta de possíveis soluções espaciais e construtivas - balizada por três vetores: economia, reinserção e segurança - partiu de um exaustivo levantamento do contexto atual e do seu confronto com casos mais recentes de implementação de novos modelos, nos Países Nórdicos e na Catalunha. O desafio passa agora por combater o preconceito em torno deste tipo de equipamentos, propondo novos paradigmas de ação, pautados em estruturas mais permeáveis e flexíveis, onde seja possível intervir de forma diferenciada, com várias escalas de intervenção, e, tendo também em vista a sua sustentabilidade, mais focadas numa perspetiva reintegradora do que numa visão punitiva e estigmatizante.

A conferência Espaços de Privação da Liberdade assinalou a participação da Fundação Marques da Silva nas Jornadas Europeias do Património 2021.

 

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3 de outubro de 2021
17.ª Edição do Prémio Távora: anúncio do vencedor
Sessão presencial com transmissão online
4 de outubro, 19h

Amanhã, 4 de outubro, pelas 19h, na sede da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN), vai ser anunciado o vencedor da 17.ª Edição do Prémio Fernando Távora. A sessão conta com uma breve apresentação do trabalho dos vencedores da 16ª edição, Carlos Machado e Moura e Pedro Abranches Vasconcelos, e com a conferência de Isabel Pires de Lima, personalidade cultural de relevo convidada pela OASRN para integrar o júri deste ano do Prémio Fernando Távora.

No júri, em representação da Fundação Marques da Silva, entidade parceira desta iniciativa, esteve o Arq.to José Bernardo Távora.
A entrada é livre mediante inscrição prévia para norte.cultura@ordemdosarquitectos.org. A sessão será também transmitida em direto no facebook e canal de youtube da OASRN.
 

Mais informação: www.oasrn.org

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1 de outubro de 2021
Espaços de privação de liberdade
Conferência de Jorge Mealha
amanhã, 2 de outubro, às 15h
Palacete da Fundação Marques da Silva
Alexandre Alves Costa, Esquisso da Penitenciária de Coimbra, 2003, coleção particular


De que forma pode, a arquitetura, ajudar a construir um novo paradigma acerca do que podem ser, no presente e no futuro, os espaços de privação da liberdade? Jorge Mealha, arquiteto e autor do estudo sobre os novos equipamentos prisionais para o Ministério da Justiça, vem à Fundação, falar sobre o impacto da qualidade e do aspeto geral dos espaços interiores e exteriores na criação de ambientes mais humanizados.

A entrada é livre, apenas condicionada à lotação dos espaços.

A conferência tem início às 15h e insere-se na programação das Jornadas Europeias do Património, que este ano têm por tema "Património Inclusivo e Diversificado". Neste dia, pode ainda ser visitada gratuitamente a exposição "O desenho na obra e Manuel Marques de Aguiar", entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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30 de setembro de 2021
Um equipamento, um plano, uma urgência de desenho
o encontro de ontem, Perspetivas sobre viver urbano #2

Decorreu ontem, no Palacete da Fundação Marques da Silva, mais um encontro sobre Perspetivas do viver urbano. Aqui se falou da Escola Francesa (entre o projeto e a sua vivência), da história do Plano de Reconstrução da Cidade de Angra do Heroísmo (desenvolvido em condições de absoluta exceção, para obter a máxima eficácia no mínimo espaço de tempo), dos múltiplos ângulos que o gesto de desenhar pode conter e do tanto que um desenho pode comunicar. A sessão contou com os testemunhos de Nuno Valentim, Francisco Morais e Álvaro Domingues, enquadrados pelas intervenções de Marta Aguiar e David Viana, que sublinharam o sentido do lugar, a importância do desenho, o respeito pelo território, a pertinência do método colaborativo e as diferentes escalas presentes na obra de Manuel Marques de Aguiar, sem deixarem de referir as oportunidades de trabalho que se abriram com a entrada do acervo de Manuel Marques de Aguiar na Fundação Marques da Silva.


A abrir o encontro, Fátima Vieira, Presidente da Fundação, também ela uma ex-aluna da Escola Francesa, anunciou o prolongamento da Exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, que passará a estar patente ao público, na Casa-Atelier José Marques da Silva, até 20 de novembro.

 

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29 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2
Hoje, 29 de setembro, às 18h00
no Palacete da Fundação Marques da Silva

Hoje, às 18h, na sala de jantar do Palacete, vai acontecer o segundo encontro organizado em torno da exposição O Desenho da Vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

Em Perspetivas sobre o viver urbano #2 teremos a presença de Álvaro Domingues, Francisco Morais e Nuno Valentim. Teresa Heitor, devido a um imprevisto de ultima hora não poderá comparecer. A sessão será moderada por Marta Aguiar e David Viana.

Estamos à sua espera!

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28 de setembro de 2021
Espaços de Privação da Liberdade
Conferência de Jorge Mealha
2 de outubro, 15h, Palacete da Fundação Marques da Silva

Jorge Mealha, arquiteto, autor de um recente estudo sobre a conceção de novos equipamentos prisionais para o Ministério da Justiça, vem à Fundação Marques da Silva falar sobre a forma como a arquitetura pode ajudar a construir um novo paradigma acerca do que podem ser, no presente e no futuro, estes espaços de privação da liberdade; de como, através da qualidade e do aspeto geral dos espaços interiores e exteriores se podem criar ambientes mais humanizados que, apesar da performance no tocante à segurança, possam promover a reabilitação do indivíduo e a sua desejada reintegração social e profissional enquanto cidadão.

A conferência tem início às 15h e insere-se na programação das Jornadas Europeias do Património.
A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

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27 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2 | 29 de setembro, 18h00
com Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor
moderação de David Leite Viana e Marta Aguiar
Palacete da Fundação Marques da Silva

Este é o segundo encontro organizado no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. Tal como em junho, o legado de Manuel Marques de Aguiar, a sua obra e as suas referências, constitui o ponto de partida para se pensar e debater o território urbano, o sentido da sua organização e da vida que nele decorre, isto é, sobre o "fazer cidade" em função dos contributos da arquitetura e do urbanismo.
 

Como convidados estarão Álvaro Domingues, geógrafo, para um olhar externo e crítico sobre o território urbano, em confronto com as paisagens desenhadas por Manuel Marques da Aguiar em exposição na Casa-Atelier José Marques da Silva; Francisco Morais, arquiteto que colaborou com Manuel Marques da Aguiar no plano de reconstrução de Angra do Heroísmo, nos anos de 1980 a 82; Nuno Valentim, arquiteto responsável pelas mais recentes intervenções nos espaços da Escola Francesa; e Teresa Heitor, que tem vindo a desenvolver um amplo trabalho de investigação e reflexão sobre tipologias de equipamentos escolares. A sessão será moderada por David Leite Viana, curador da Exposição, e Marta Aguiar, arquiteta e filha de Manuel Marques de Aguiar que, desde 2013, tem vindo a reunir e a dar a conhecer o percurso e obra desenvolvida pelo seu pai. O encontro conta ainda com a presença da presidente da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira.

A entrada é livre, mas condicionada à lotação da sala. Para quem quiser previamente assegurar lugar, pode sempre proceder a reserva através de email para fims@reit.up.pt.

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28 de setembro de 2021
Conferência de Jorge Mealha e Dia Aberto
Jornadas Europeias do Património 2021
2 de oububro - Fundação Marques da Silva
Jorge Mealha, Estudo de conceção para os novos estabelecimentos prisionais: Pátio, 2020.

A Fundação Marques da Silva vai estar presente nas Jornadas Europeias do Património com duas propostas distintas, que vão ter lugar no dia 2 de outubro. Assim, às 15h00, no Palacete Lopes Martins, será possível assistir à conferência de Jorge Mealha, arquiteto diplomado e doutorado pela FAAUL, autor do estudo de conceção para os novos estabelecimentos prisionais para o Ministério da Justiça, sobre Espaços de Privação da Liberdade. Uma oportunidade para refletir sobre o presente e o futuro das prisões, que se pretendem mais humanizadas e promotoras de reintegração, em resposta a um contexto de profundas transformações das sociedades contemporâneas.
O acesso é livre, apenas limitado à lotação do espaço.

Ao longo deste dia (2 de outubro), entre as 14h e as 18h (último acesso às 17h30), será ainda possível visitar gratuitamente a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva. A exposição, que se prolongará durante o mês de outubro, reúne um significativo número de registos gráficos que refletem o olhar deste arquiteto e urbanista portuense sobre os lugares que habitou, o seu quotidiano, a passagem do tempo e os seus ritmos, bem como o seu território de intervenção. A visita estende-se também aos Jardins da Fundação, para usufruir da experiência imersiva A vida dos desenhos, desenvolvida a partir da exposição.

As Jornadas Europeias do Património iniciam-se a 24 de setembro, prolongando-se este ano, excecionalmente, até 3 de outubro. Têm por tema Património Inclusivo e Diversificado.

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25 de setembro de 2021
Newsletter - Setembro 2021

No dia em que se iniciam as Jornadas Europeias do Património, a Fundação Marques da Silva lança a sua Newsletter de setembro. Aqui se anunciam as propostas para a edição das Jornadas que este ano decorrem sob o tema Património Inclusivo e Diversificado, mas também muitas outras ações em curso.

A ler aqui

Imagem: pormenor de esquisso de Bartolomeu Costa Cabral para a Escola do Castelo, que faz parte da exposição At Play: Arquitetura & Jogo.

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24 de setembro de 2021
At Play: Arquitetura & Jogo
Exposição
28 de setembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022
CCB - Garagem Sul
 Photo ©Pierre Antoine

A exposição At Play: Arquitetura & Jogo, organizada pelo CCB/ Garagem Sul em colaboração com o CIVA, Bruxelas, vai inaugurar no próximo dia 28 de setembro. "At Play é uma exposição a propósito de brincadeira e imaginação, de experiências construídas e narrativas mitológicas. Centra-se na ideia de «Criação de Mundos» e aproxima duas personagens: o arquiteto e a criança." Nesta sua itinerância por Lisboa, integra também referências a projetos de Bartolomeu Costa Cabral, Fernando Lanhas, Manuel Graça Dias, Rui Goes Ferreira, Raúl Hestnes Ferreira e José Carlos Loureiro, arquitetos representados na Fundação Marques da Silva, uma das entidades apoiantes da exposição. Com curadoria de David Malaud, contou agora com os contributos de Nikolaus Hirsch, Cedric Libert, André Tavares e Ivo Poças Martins.
 

At Play pode ser visitada de terça a domingo, na Garagem Sul do CCB, entre as 10h00 e as 18h00.


Photo ©Pierre Antoine
 

+ info: www.ccb.pt

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14 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2 | 29 de setembro, 18h
Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor
moderação a cargo de David Viana e Marta Aguiar
Manuel Marques de Aguiar, glomération au bord d´un canal (exercício académico); IU de Paris, s.s.;

A 29 de setembro, no Palacete Lopes Martins, vai decorrer o segundo encontro sobre Perspetivas do Viver Urbano, com Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor como convidados. A sessão, que decorre no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, será moderada por David Leite Viana e Marta Aguiar, contando ainda com a presença da presidente da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira.

Tal como em junho, o legado de Manuel Marques de Aguiar, a sua obra e as suas referências, constitui o ponto de partida para se pensar e debater o território urbano, o sentido da sua organização e da vida que nele decorre, sobre o "fazer cidade" em função dos contributos da arquitetura e do urbanismo.

A entrada é livre, mas condicionada à lotação da sala. Para quem quiser previamente assegurar lugar, pode sempre proceder a reserva através de email para fims@reit.up.pt.

 

Imagem: Aglomération au bord d’un canal (exercício académico); IU de Paris, s.s.; caneta e lápis de cor sobre papel vegetal; 42,4x61,5 cm. FIMS/MMA/F1-pd0024

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16 de setembro de 2021
modernidade e tradição
Fernando Lanhas, Lavadouro em Milheirós de Poiares, Feira, 1953

Em 1953, Fernando Lanhas aceita a incumbência de projetar um lavadouro e um fontanário comunitários para a localidade de Milheirós de Poiares, em Santa Maria da Feira. Eis um dos desenhos que documentam o lavadouro, onde se destaca a figuração estilizada das mulheres que lhe trariam vida e significado. A história dos lavadouros públicos e do seu progressivo abandono (ou abandono desta prática ancestral) é todo um outro assunto, mas atente-se no cuidado em ajustar o espaço projetado à função e na elegância subtil de um traço, já tão reconhecível de Fernando Lanhas, que confere movimento e valor artístico ao quadro criado.

Fernando Lanhas nasceu no Porto a 16 de setembro de 1923. Faria hoje 98 anos.

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10 de setembro de 2021
MGD na TV
Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias
Garagem Sul – Exposições de Arquitetura
10 – 11 setembro

Inicia-se hoje, 10 de setembro, o ciclo MGD na TV: Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias. Ao longo de dois dias, serão apresentados no Pequeno Auditório do CCB 21 episódios gravados por Graça Dias para a Televisão, escolhidos e apresentados por sete convidados: Alexandra Areia, Susana Menezes, João Luís Carrilho da Graça, Ana Vaz Milheiro, Ricardo Pedroso Lima, Mariana Salvador e João Botelho. A entrada é livre.
 

+ info: www.ccb.pt

 

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7 de setembro 2021
E.M. - Edifício Miradouro

O Edifício Miradouro, projetado pelo casal de arquitetos Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva entre 1963 e 1972, para a Cooperativa nos Pedreiros, continua ainda hoje a distinguir-se visualmente na linha de horizonte que define a cidade do Porto. Na verticalidade dos seus 15 pisos, acentuada pela cota elevada do terreno onde foi erguida (com a fachada principal voltada para a rua da Alegria), acolhe um programa multifuncional que integra espaços comerciais, residenciais e de escritório, um icónico restaurante e um hotel. A revesti-lo, uma massa azulejar onde predomina a cor amarela com a estilização distintiva do macete e do escopro do pedreiro. A torre impõe-se pela impressionante vista panorâmica que oferece, em particular a partir do terraço que a remata, a fazer jus ao nome que a identifica, e pelo arrojo da sua construção neste local e enquanto parte de uma vontade de afirmação construtiva que se inicia com as primeiras Oficinas e Armazéns da Cooperativa dos Pedreiros, ainda hoje localizadas no terreno posterior do Edifício Miradouro (E.M.).

Maria José Marques da Silva nasceu a 7 de setembro de 1914.

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2 de setembro de 2021
Final de Zoom in

A 2 de agosto iniciámos, a 2 de setembro concluímos.

Ao longo do mês de agosto, a Fundação Marques da Silva publicou nas redes sociais, diariamente, fotografias que deram a ver em grande plano o que muitas vezes passa despercebido a quem percorre as duas casas da Pr. do Marquês, antigo espaço de habitação de José Marques da Silva e hoje sede da instituição (Casa-Atelier José Marques da Silva e Palacete Lopes Martins). Foram 63 imagens, captadas por João Lima ao longo de um dia passado nestes espaços. Apresentam-se agora no seu conjunto, em jeito de convite/desafio para que, in situ, visitando-nos claro, possa identificar o seu lugar de pertença e, até, dar continuidade a este álbum...
 

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1 de setembro de 2021
A Fundação Marques da Silva volta a estar aberta aos sábados

Estar em férias é também, por excelência, sinónimo de tempo em família. E aqui está mais um desenho de Manuel Marques de Aguiar a retratar Marta, que compenetradamente desenha o retrato do pai, sob o olhar atento de Sofia. Com este expressivo registo de duas das suas cinco filhas - o quinto da série #férias - se anuncia também que, a partir de setembro e até ao final deste mês, a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar onde este e muitos mais desenhos - de vida e de profissão - podem ser observados, volta a poder ser visitada aos sábados, entre as 14h e as 18h.

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27 de agosto 2021
Vem aí uma nova exposição
Bartolomeu Costa Cabral no Bairro do Pego Longo (Belas, Sintra), s.d., s.a.

Na Fundação Marques da Silva prepara-se um novo projeto expositivo. Vai acontecer no Palacete Lopes Martins, no próximo mês de outubro, e já tem título: "Bartolomeu Costa Cabral / Um arquivo em construção".
 

Com curadoria de Paulo Providência, Pedro Baía e Mariana Couto esta exposição tem como objetivo registar uma leitura da produção do arquitecto Bartolomeu Costa Cabral através do cruzamento do seu acervo, recentemente depositado na Fundação Marques da Silva, com os arquivos dos arquitectos Maurício Vasconcelos, Alçada Baptista e Nuno Teotónio Pereira, procurando traduzir a pluralidade do seu percurso profissional ao longo de várias décadas, no âmbito de programas habitacionais, escolares e de equipamentos.

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26 de agosto de 2021
As edições da Fundação Marques da Silva estão nas Feiras do Livro do Porto e de Lisboa

A Feira do Livro tem hoje o seu início, 26 de agosto, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, e a partir de amanhã, 27, também no Porto, nos jardins do Palácio de Cristal. Mais uma vez, as publicações editadas pela Fundação Marques da Silva voltam a marcar presença, podendo ser adquiridas a preços reduzidos, em Lisboa, no Pavilhão da Blau, e no Porto, no Pavilhão da U.Porto Press (a editora da Universidade do Porto), mas também no Pavilhão das Edições Afrontamento, nas duas cidades.

A visitar, no Porto ou em Lisboa, até 12 de setembro.

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26 de agosto de 2021
E ainda a propósito do aniversário de Fernando Távora

É do autor desta fotografia que a Fundação Marques da Silva tem em arquivo, o Arq.to António Menéres, que nos chega a informação que nos permite agora ficar a saber que "foi obtida no dia 14 de Agosto de 1960, por ocasião de uma visita do mestre Carlos Ramos, a Leça da Palmeira ao gabinete na Quinta da Conceição - cedido pela APDL - onde o arqtº Fernando Távora coordenava os estudos dos arruamentos envolventes da doca nº 2, junto da ponte móvel, terminando com uma ida à Casa de Chá, na Boa Nova, nessa época em construção e ainda na fase dos toscos.
Faziam parte desta equipa os arq.tos Rui Pimentel (ainda visível, de costas, à esquerda) e Luís Botelho Dias. Esta visita incluiu a passagem pelo Pavilhão de Ténis, na Quinta da Conceição."


E porque ficamos a saber a sua história em dia de aniversário do Arq.to Fernando Távora, aqui a partilhamos também.

 

 

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25 de agosto 2021
Janela do Tempo
Casa dos 24, fotografia de Luís Ferreira Alves

"Um objeto natural precisa de tensões, pressões, chuva, vai sendo modelado. A obra de arquitectura nasce assim. Atrás disso tudo está o pensamento, tem que estar o pensamento, e esse pensamento tem que se construir e, quanto a mim, constrói-se sobretudo nesses momentos em que provavelmente para as outras pessoas, estaremos a ser parvos, ou não estaremos a funcionar, ou estaremos a ler... e é nisso que eu, hoje, gasto uma boa parte do meu tempo, a pensar e... a ver os outros. É uma coisa maravilhosa ver os outros. Eu, às vezes, digo aqui aos meus colaboradores, se há um problema de arquitectura, um pormenor, uma janela, deve estar resolvido, aqui à volta, num raio de quinhentos metros. E realmente se nos preocuparmos com janelas ou a conservação dos materiais, ou com a luz e a sombra, ou de como é o vidro, como se comporta, e tal, está tudo aqui. Tudo." (in Fernando Távora, A Razão n.º 4, ano V, 1995)*

Fernando Távora nasceu a 25 de agosto de 1923, no Porto. Faria hoje 98 anos.

 

* Excerto da citação publicada no tomo I.I de As raízes e os Frutos: palavra desenho obra. Investigação, organização, edição e notas de Manuel Mendes, Fundação Marques da Silva e Edições Afrontamento, 2020, p. XII.
Imagem: Casa dos 24, fotografia de Luís Ferreira Alves.

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22 de agosto de 2021
Ir a Braga e voltar
Manuel Marques de Aguiar, Cozinha da Quinta do Ribeiro, 26 de dezembro de 1987

Regressamos a Manuel Marques de Aguiar e às férias passadas em família na Quinta do Ribeiro, onde a vontade de dar cor ao desenho da cozinha proporcionou o pretexto para ir a Braga, à rua do Souto, tomar um café numa esplanada e, já agora, ir a uma papelaria comprar a tinta acrílica.

Quanto ao desenho, podemos agora encontrá-lo na sala 2 da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, onde se reunem os registos gráficos que mostram a sua perceção do quotidiano, do tempo e dos seus ritmos, as relações entre as pessoas, os lugares. A visitar na Casa-Atelier José Marques da Silva até 30 de setembro.

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19 de agosto de 2021
INTERBAU 57

Uma das muitas formas de olhar para uma fotografia, pode ser a de procurar descobrir a história que ela tem para nos contar. A que hoje se publica foi retirada do acervo do arquiteto Rui Goes Ferreira. Corria o ano de 1957 e Rui Goes Ferreira, o fotógrafo, acabara de obter o seu diploma de arquiteto da Escola de Belas Artes do Porto. O pai oferece-lhe então, em agosto desse ano, uma viagem a Berlim que lhe permitirá, como nos revela o seu caderno de apontamentos, passear pela cidade, participar na Visita Oficial à Interbau (Exposição Internacional da Construção ou IBA) e contactar com arquitetos das mais variadas geografias, entre os quais, Pierre Vago. Mas a fotografia, que pertence a uma série, mostra-nos uma outra presença, um outro encontro, não menos surpreendente: Carlos Ramos, o fotografado, também ele em visita à Exposição.

 

Com esta memória fotográfica da Interbau 57, assinala-se o Dia Mundial da Fotografia, mas ao longo deste mês de agosto, a cada dia, siga o nosso Zoom-in nas redes sociais: fotografias de João Lima que deixam transparecer a subtileza de alguns dos pormenores que distinguem as casas-sede da Fundação Marques da Silva. 

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17 de agosto de 2021
Depois da praia, a vida no campo
Manuel Marques de Aguiar, O galinheiro do

A série #férias continua. Depois da praia, a vida no campo.
O desenho das galinhas em movimento, na quinta do ribeiro, com a ramada alta, criava um dos espaços que Manuel Marques de Aguiar mais apreciava (de transição entre o fechado e o aberto, a proteger do sol no verão e a deixar passar no inverno).

É mais um dos desenhos que podem ser apreciados na exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. De segunda a sexta, entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.


 

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16 de agosto de 2021
Octávio Lixa Filgueiras: o arranjo para o Bank of London & South America, Ltd.

"O presente estudo diz respeito ao novo arranjo da sala do público da filial, no Porto, do Banco Inglês (Bank of London & South America, Ltd.). Mantêm-se o princípio do esboceto anteriormente apresentado, ou seja, o acesso pela avenida dos Aliados, o recuo do balcão para lá das duas colunas, e a translacção das caixas para o extremo sul da sala a abertura das portas para a avenida dos Aliados impõe a elevação do pavimento para uma cota de + 0,27 relativamente à actual, o que se consegue fácil e economicamente...".  Assim começa a memória descritiva que, 1956, Octávio Lixa Filgueiras submete ao seu cliente. Uma simples obra de arranjo interior de um espaço hoje ocupado por uma outra entidade bancária, o BBVA. Mas a perspetiva muda quando se recupera a linha do tempo deste edifício, outrora pertencente ao Dr. Joaquim Emílio Pinto Leite, onde se encontrava instalada uma filial do Banco do Minho e que será intervencionado por José Marques da Silva, a partir de 1922, no seguimento do processo de alinhamento do eixo oriental de abertura da que virá a ser a Avenida dos Aliados. O Bank of London & South America, Ltd. ficará seu proprietário ainda durante a década de 20, assim se mantendo até 1956, altura em que Octávio Lixa Filgueiras irá ser chamado a repensar o seu interior, mobiliário incluído. Não é por isso de estranhar que, entre os documentos relativos a este processo de obra, no acervo de Lixa Filgueiras, se encontre um conjunto de desenhos do projeto original de Marques da Silva, no que pode ser considerada uma intertextualidade arquitetónica.

Octávio Lixa Filgueiras nasceu a 16 de agosto de 1922, o ano em que Marques da Silva inicia o projeto aqui mencionado.

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13 de agosto de 2021
Limpezas de verão

E na só aparente tranquilidade de agosto, também a coleção de escultura da Fundação Marques da Silva, onde os modelos em gesso assumem particular relevância, está a ser alvo de uma especial atenção. É que, em breve, vai passar a ocupar um lugar que lhe trará renovada visibilidade. Por enquanto mostramos um dos quatro modelos criados por Teixeira Lopes - a alegoria do Inverno - para a fachada do edifício das 4 Estações, na Rua das Carmelitas, a retocar a sua imagem. Mas vai haver muito mais para ver...

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12 de agosto de 2021
Ir à praia
(também para um ser urbano)
Manuel Marques de Aguiar, Praia de Leça, agosto de 1992

"Ir à praia era um gozo.
Podia ser no intervalo de almoço: Mixu, arranjas uma "buxa" (sande) e eu vou lá ter.
E como era Verão, era tempo de andar de "mobilete" e ir ter com as 5 e Mixu à Praia do Homem do Leme.
Observar (a desenhar) também era estar (com os miúdos que fazem o castelo, a filha que joga,...)
Não era mais de uma hora."
 

Hipertexto de Marta Aguiar a um desenho do seu pai que se encontram  na exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. Refira-se que Mixu era o nome pelo qual o arquiteto Manuel Marques de Aguiar carinhosamente se dirigia à sua companheira de vida e mãe das suas 5 filhas.

Esta exposição pode ser visitada, durante o mês de agosto, de segunda a sexta, entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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10 de agosto de 2021
Raúl Hestnes Ferreira: em viagem
Raul Hestnes Ferreira, Kristiansund (?), s.d., s.a.

Enquanto o projeto de limpeza e reacondicionamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira prossegue, com 23.648 peças desenhadas já intervencionadas, está agora em curso uma nova abordagem a este acervo com o objetivo de identificar e reorganizar os cerca de 750 registos fotográficos relativos a viagens com destinos tão distintos quanto os países nórdicos, Itália, França ou o Reino Unido, e de onde foi retirada a fotografia que acompanha esta notícia. Aqui vemos Raúl Hestnes Ferreira, provavelmente em Kristiansund, terra de origem da sua mãe, durante uma viagem realizada à Noruega para rever amigos e paisagens de particular afeição - Hestnes Ferreira era fascinado pelos fiordes - com lugar ainda para uma conferência sobre a sua obra em Trondheim, como nos confidenciou a sua filha Sílvia. Um trabalho que está a ser realizado por Coling Lima, aluno do Departamento de Arquitetura da FCTUC, em colaboração e sob coordenação da equipa da Fundação Marques da Silva. Os dados daqui resultantes poderão proporcionar novas e mais rigorosas leituras sobre esta dimensão do acervo e da vida do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira.

 

 

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6 de agosto de 2021
Newsletter - Agosto
Casa-Atelier Jose Marques da Silva, Exposição de Manuel Marques de Aguiar, fotografia de João Lima

A concluir esta primeira semana do mês de agosto, a Fundação Marques da Silva publica a sua newsletter com notícias que falam das mais variadas iniciativas em curso, passando, entre outros assuntos, por exposições, novidades editoriais, acervos ou parcerias. A ler, aqui.

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5 de agosto de 2021
O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
Manuel Marques de Aguiar, 25.ª da equipa, junho de 1987

A família e os amigos são presenças recorrentes nos desenhos de Manuel Marques de Aguiar, para quem estar era sinónimo de observar.  E bastava uma simples caneta ou lápis para registar as particularidades de cada um, captadas em linhas que traçam a expressão de cada corpo ao qual ousam mesmo dispensar o próprio rosto.

Este desenho, datado de junho de 1987, é um dos muitos que podem ser apreciados na exposição O Desenho da Vida de Manuel Marques de Aguiar. A visitar na Casa-Atelier até 30 de agosto, de segunda a sexta, entre as 14h e as 18h. A partir de 1 de setembro, retoma-se a abertura aos sábados.

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3 de agosto de 2021
MGD na TV.
Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias

Centro Cultural de Belém - Garagem Sul
Pequeno Auditório - 10 e 11 de setembro

"Entre 1992 e 1996, Manuel Graça Dias entrevistou arquitetos, mostrou edifícios, falou de cidades, apresentou obras e discutiu ideias". Trouxe a arquitetura para a televisão. O Centro Cultural de Belém organiza agora um ciclo de 21 episódios da série televisiva gravada por Graça Dias, a decorrer entre 10 e 11 de setembro, escolhidos e apresentados por 7 convidados: Alexandra Areia, Susana Menezes, João Luís Carrilho da Graça, Ana Vaz Milheiro, Ricardo Pedroso Lima, Mariana Salvador e João Botelho. Serão dois dias e sete sessões triplas para recordar a "alegria, irreverência e entusiasmo de Manuel Graça Dias". Uma iniciativa que não poderia deixar de receber todo o apoio da Fundação Marques da Silva, instituição a quem foi doado o seu acervo de arquitetura.

 

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+ info: www.ccb.pt

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3 de agosto de 2021
Zoom-in #1

Prolongue-se o olhar e atente-se no pormenor. O que nos pode dizer do todo em que se integra? Este foi o desafio lançado ao fotógrafo João Lima, o de percorrer a Casa-Atelier e o Palacete numa desassombrada procura de detalhes que, enquanto improváveis protagonistas, pudessem tornar-se novos instrumentos de leitura dos espaços que a Fundação habita. As imagens que daí resultaram e que iremos diariamente partilhar ao longo do mês de agosto (o mês em que se celebra a fotografia) proporcionam uma outra forma de os conhecer. Deixe-se espantar pela subtileza destas fotografias e, numa próxima visita à Fundação, tente descobrir o lugar que representam...

 

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2 de agosto de 2021
O Desenho da Vida na Obra de Manuel Marques de Aguiar
Visitar a exposição em agosto

Durante o mês de agosto continua a ser possível visitar a exposição O Desenho da Vida na Obra de Manuel Marques de Aguiar, na Casa-Atelier José Marques da Silva e passar pela experiência imersiva nos jardins da Fundação, mas apenas de segunda a sexta-feira, entre as 14h e as 18h. Basta dirigir-se à entrada principal da Fundação (Pr. Marquês de Pombal, n.º 44) que lhe será dado acesso ao espaço. Aos sábados passa a estar encerrada.
 

Fotografia: João Lima, 2021.

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30 de julho de 2021
8 Maquetas de Fernando Távora regressam a casa!

São 8 maquetas que fizeram parte da exposição monográfica - Fernando Távora: Percurso - levada a cabo em 1993 no CCB. Representam o Anfiteatro e anexos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo; o Bloco da Foz do Douro; a Casa de Férias de Ofir; o Convento das Irmãs Franciscanas de Calais; o Edifício da Polícia de Segurança Pública de Guimarães; a Escola do Cedro; o Mercado Municipal de Vila da Feira; e o Pavilhão de Ténis da Quinta da Conceição. Estiveram em depósito no CCB, mas aguardam agora a possibilidade de serem vistas sob uma nova luz ao retomar o lugar que lhes pertence no acervo da Fundação Marques da Silva.

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28 de julho de 2021
Uma Vida de Arquitecto
Acaba de sair um novo livro da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic

Acaba de sair o quinto volume da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic!

Em Uma Vida de Arquitecto, o autor traça um retrato daquele que tem vindo a ser o seu compromisso com a arquitetura, enquanto ofício inteiro e íntegro. Um confronto com a sua própria história que nos é apresentado em três partes distintas, ainda que uno no seu todo: o ensaio autobiográfico; um registo ilustrado de todos os seus projetos e obras, construídos ou não, cronologicamente alinhados; e um álbum de amigos, gesto de gratidão para com todos aqueles que, em múltiplas geografias e gerações, estão presentes na prática de projeto e no exercício teórico de Grassi, e onde somos surpreendidos por uma invocação de Fernando Távora. O livro integra ainda uma nota introdutória da autoria de José Miguel Rodrigues, o tradutor e coordenador desta coleção, editada pela Fundação Marques da Silva em parceria com as Edições Afrontamento.
 

Uma Vida de Arquiteto vem juntar-se a Leon Battista Alberti e a arquitectura romana (2015) e a Escritos Escolhidos (2018).


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16 de julho de 2021
Prémio Carreira atribuído a Fernando Távora
Viana Paxis

O Prémio Carreira desta primeira edição de Viana Praxis* foi atribuído a Fernando Távora, num gesto de reconhecimento da qualidade e importância dos vários projetos desenvolvidos por este arquiteto para o Município de Viana do Castelo. Este Prémio "visa distinguir profissionais, que ao longo da sua carreira mais se distinguiram em termos locais e nacionais, nos domínios da salvaguarda e valorização do património, resultando das suas atividades um claro benefício para o concelho de Viana do Castelo." E basta citar, no caso de Fernando Távora, o Anfiteatro e Anexos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, os Edifícios da Praça da Liberdade ou os planos de urbanização para o Largo de S. Domingos e para a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. A receber o Prémio esteve José Bernardo Távora, arquiteto que, para além de ser filho de Fernando Távora, colaborou ativamente nestes projetos.
 

Ainda no âmbito do programa Viana Praxis, foi inaugurada, nos Antigos Paços do Concelho, uma Exposição dedicada a Fernando Távora, com destaque para as obras construídas em Viana do Castelo, dando igualmente a ver os vários projetos candidatos ao Prémio Reabilitação Urbana. Esta exposição, que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, pode ser visitada até 5 de agosto.


*Viana Praxis - Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo é uma iniciativa municipal que pretende dar visibilidade às obras e boas práticas existentes no concelho e "constituir-se como um reconhecimento público e um estímulo para profissionais cujo trabalho incida sobre o território de Viana do Castelo." Contempla um Prémio Carreira e um Prémio de Reabilitação Urbana.

 

 

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15 de julho de 2021
Viana Praxis
Conferências, Entrega de Prémios, Exposição
16 de julho a 5 de agosto de 2021
Município de Viana do Castelo

Amanhã, 16 de julho, o Município de Viana do Castelo inaugura a primeira edição de Viana Praxis, iniciativa que pretende distinguir e estimular profissionais, cujo trabalho incida sobre o  território de Viana do Castelo, e que contempla a atribuição de um Prémio de Reabilitação Urbana e de um Prémio Carreira, a realização de um conjunto de Conferências em torno deste tema e a apresentação de uma Exposição nos Antigos Paços do Concelho. Esta primeira Exposição conta, este ano, com o apoio da Fundação Marques da Silva e manter-se-á aberta ao público até 5 de agosto. A entrega de Prémios será transmitida em streaming através do facebook da Câmara Municipal de Viana do Castelo.


Consultar programa aqui
+ info: www.cm-viana-castelo.pt

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9 de julho de 2021
Alexandre Alves Costa distinguido com a Medalha de Mérito da Cidade do Porto

Alexandre Alves Costa recebeu ontem a Medalha de Mérito da Cidade - Grau Ouro. A cerimónia de atribuição de Medalhas de Honra, Mérito e Bons Serviços, presidida pelo Dr. Rui Moreira, decorreu na Casa do Roseiral, abrangendo todos os indigitados em 2020 e 2021.

 

Arquiteto, Professor Catedrático Jubilado da FAUP, investigador, comunicador e autor de um vasto conjunto de artigos e ensaios na área da crítica e história da Arquitetura, Alexandre Alves Costa exerce a profissão liberal desde 1970.  Com Sergio Fernandez fundou o Atelier 15, espaço de criação e projeto com obra construída, premiada e quase totalmente publicada. A atual distinção vem juntar-se ao Prémio AICA/MC 2007, Prémio Municipal de Arquitectura Diogo de Castilho (2009), Prémio Europa Nostra (2010) e a atribuição do grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant´Iago de Espada, durante a Presidência do Dr. Jorge Sampaio. Alexandre Alves Costa é membro do Conselho Geral da Fundação Marques da Silva.

 

+ info: www.porto.pt

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8 de julho de 2021
Há crianças nos jardins da Fundação

Numa manhã cheia de sol, as crianças regressam aos jardins da Fundação! É mais uma visita de alunos do pré-escolar do Colégio da Paz.

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7 de julho de 2021
Fundação Marques da Silva e APJAR assinam Protocolo de Cooperação

Os representantes da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira (Presidente) e Luís Urbano (Vice-Presidente), e da Associação Pró-Arquitectura João Álvaro Rocha (APJAR), Conceição Melo (Presidente), assinaram ontem, na Casa-Atelier José Marques da Silva, um Protocolo de Cooperação Institucional.
 

Pensado enquanto instrumento operacionalizador de ações a desenvolver conjuntamente pelas duas instituições, já que ambas partilham uma mesma matriz, assente na salvaguarda e disponibilização de Arquivos de Arquitetos, o presente Protocolo formaliza e fixa essa vontade de estabelecimento de parcerias e colaborações futuras que visem incentivar a investigação, o intercâmbio cultural e a divulgação de conhecimentos em áreas de interesse comum. 

 

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6 de julho de 2021
Relatório de Atividades e Gestão 2020

Encontra-se disponível para consulta pública o Relatório de Atividades e Gestão relativo ao ano de 2020.

 

 

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5 de julho de 2021
Um livro sobre os Antecedentes da Escola do Porto

Na passada sexta feira, com o lançamento do livro de Eduardo Fernandes, A Escrita do Porto: Antecedentes, foi cumprida a primeira etapa de um itinerário que traça a história de um processo complexo e suscetível de múltiplas interpretações: a formação e consolidação da Escola do Porto. Aquele que é o primeiro de dez volumes inicia-se com José Marques da Silva, raiz longínqua, e termina com o prenúncio da afirmação de uma figura fulcral para a estabilização deste processo, Fernando Távora.
 

A sessão de lançamento contou com as intervenções de Sergio Fernandez, de Paulo Tormenta Pinto, do autor do Livro e dos representantes dos editores, Luís Urbano, pela Fundação Marques da Silva, e José Ribeiro, pelas Edições Afrontamento. Em conjunto, refletiram sobre a ideia agregadora que preside à Escola do Porto, estabelecendo um diálogo onde transpareceu a importância de regressar a este tema, aportando novos contornos e leituras que um crescente distanciamento temporal necessariamente transporta.
 

O livro aí está para ser lido!

 

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2 de julho de 2021
Lançamento do livro A Escrita do Porto: Antecedentes de Eduardo Fernandes
Hoje, no Palacete, com Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto
Arménio Losa e Cassiano Barbosa, Edifício DKW, 1953, fotografia de Mario Novais [Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian]

Hoje, no Palacete Lopes Martins, é dia de lançamento de A Escrita do Porto: Antecedentes. Para apresentar este livro de Eduardo Fernandes, onde se fala do legado de Marques da Silva, do dilema da primeira geração moderna e do legado de Carlos Ramos, foram convidados Sergio Fernandez, autor do prefácio, e Paulo Tormenta Pinto, Diretor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo do ISCTE, autor de uma tese de doutoramento sobre Cassiano Branco.
 

Na imagem*, o edifício DKW, de Arménio Losa e Cassiano Barbosa, arquitetos formados na Escola do Porto e também dois dos protagonistas do período de transição entre Marques da Silva e Carlos Ramos. Arménio Losa chegou mesmo a ser convidado por Carlos Ramos para assistente da recém-criada Cadeira de Urbanologia, cargo que viria a ser impedido de desempenhar por censura da PIDE.
 

A sessão tem início às 18h e é de entrada livre, sujeita à lotação do espaço.
 

* Fotografia de Mário Novais, 1953, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

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26 de junho de 2021
A Escrita do Porto: Antecedentes
Lançamento do livro de Eduardo Fernandes
com Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto
Fundação Marques da Silva, 2 de julho, 18h

A Escrita do Porto: Antecedentes é o primeiro de 10 volumes que, no seu conjunto, trazem a resposta de Eduardo Fernandes à pergunta: de que é que se fala, quando se fala da "Escola do Porto"? O autor aborda, neste livro prefaciado por Sergio Fernandez, os Antecedentes da Escrita do Porto, isto é, o contexto da arquitetura portuguesa na primeira metade do século XX, revisitando o legado de Marques da Silva, o dilema da primeira geração moderna e o legado de Carlos Ramos. Aqui, a palavra "escrita" é usada com o sentido de "registo de uma ideia emergente", que se reconhece em texto, mas também em desenho e em obra.
 

A sessão de lançamento decorrerá no Palacete Lopes Martins, no dia 2 de julho, às 18h. A apresentação estará a cargo de Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto. O acesso é livre, condicionado à lotação do espaço. Caso pretenda garantir lugar, basta enviar email (fims@reit.up.pt) e pedir para reservar.
 

O livro A Escrita do Porto: Antecedentes é coeditado pela Fundação Marques da Silva, as Edições Afrontamento e o Lab2PT- Laboratório de Paisagens, Património e Território da Universidade do Minho, e conta com o apoio do Centro de Documentação da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.

 

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23 de junho de 2021
João Queiroz através dos seus livros

Os livros proporcionaram a João Queiroz as viagens que nunca chegou a realizar e converteram-se também em preciosos instrumentos de trabalho ao longo da sua vida de arquiteto. Ao percorrer a sua Biblioteca, hoje preservada na Fundação Marques da Silva, pressente-se a sua vontade de conhecimento do “estado do mundo da arquitetura”. Uma rápida consulta aos títulos e logo ganham forma os temas sobre os quais iam recaindo os seus interesses, como, por exemplo, montras para casas comerciais. Ele, que viria a ser o autor da icónica montra para a Perfumaria Tinoco, na rua de Santa Catarina, no Porto.

João Queiroz nasceu as 23 de junho de 1892.
 

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22 de junho 2021
Um livro para (re)descobrir Rogério de Azevedo

Em Projecto e Circunstância: A coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, Ana Alves Costa interpreta de forma inovadora o legado de um arquiteto que urge (re)descobrir. O livro, editado pela Fundação Marques da Silva e pelas Edições Afrontamento, foi ontem apresentado no âmbito de uma homenagem a Rogério de Azevedo, promovida pela Saba, na Garagem do Comércio. Está agora disponível para leitura e pode ser adquirido nos pontos de venda habituais, entre os quais a loja online da Fundação Marques da Silva.
 

Até ao final desta semana, e no decurso da homenagem ontem realizada a Rogério de Azevedo, poderá ser visitada uma pequena exposição de plantas e fotografias do projeto para a Garagem de O Comércio do Porto, organizada pela empresa municipal de Cultura do Porto, a Ágora, e que pode ser visitada no último piso deste equipamento até domingo.
 

Sobre o livro: + info

Sobre o lançamento: álbum

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21 de junho de 2021
Projecto e Circunstância: a coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, de Ana Alves Costa
A Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento lançam um novo livro
Garagem de O Comércio do Porto. 1929-32. © Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

Projecto e Circunstância: a coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, de Ana Alves Costa é o novo projeto editorial da Fundação Marques da Silva, a publicar em parceria com as Edições Afrontamento.
 

O lançamento deste livro, que conta com um prefácio de José Miguel Rodrigues, decorrerá hoje, dia 21, na Garagem Comércio do Porto, no âmbito de uma homenagem ao Arquitecto Rogério de Azevedo organizada pela Saba, a empresa gestora deste equipamento, projetado por Rogério de Azevedo e uma das suas obras mais emblemáticas, já classificado como Monumento de Interesse Público. Devido ao contexto que atravessamos, a sessão será de acesso restrito, mas o livro passará a estar disponível para aquisição nos pontos de venda habituais (incluindo loja online da Fundação).
 

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