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23 de maio de 2022
Estão de regresso os Autofocus Blended Learning eSeminars
Conferências da neurocientista Kate Jeffery e do arquiteto-filósofo Gareth Griffths
24 e 26 de maio, formato webinar

Estão de regresso os Autofocus Blended Learning eSeminars (ABLeS). A 24 de maio, será abordado o tema Space. DIY [Do it yourself], a 26 de maio, Memory Matter Matters. Como habitualmente, cada seminário terá um conferencista convidado: a 24 de maio, é a neurocientista Kate Jeffery, do University College of London, com "Uneasy Cities"; a 26, o arquiteto-filósofo Gareth Griffiths, da Tampere University, com "What does local mean?".

As sessões iniciam-se às 15:00, as conferências, às 16:00, seguindo-se um espaço de debate. São de acesso livre, bastando apenas clicar nos respetivos links:

https://ifilosofia.up.pt/activities/session-3-uneasy-cities-with-kate-jeffery
https://ifilosofia.up.pt/activities/session-4-what-does-local-mean-with-gareth-griffiths
 

O programa ABLeS, onde se cruzam Arquitetura, Filosofia e Ciências, resulta de uma parceria de três centros de Investigação: Instituto de Filosofia/Mind Language Action Research Group (FLUP); Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo (FAUP); e Centro de Investigação em Território, Arquitetura e Design/G1 (Faculdades de Artes e Arquitetura da Universidade Lusíada - Norte (Porto). Estas edições são coordenadas pelos Professores e Arquitetos Pedro Borges de Araújo e Sérgio Amorim.

As sessões serão gravadas e posteriormente disponibilizadas na plataforma digital ABLeS Intersections.

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20 de maio de 2022
Quando cuidar significa também descobrir e criar condições de partilha

A campanha, extensiva e intensiva, de higienização de documentos iniciada em janeiro deste ano pela Fundação Marques da Silva com o apoio da Oficina de Restauro de Documentos Gráficos da UP (GDI - UP Digital) contabiliza, em maio, números bem expressivos:

- 4779 registos (peças escritas e desenhadas) pertencentes ao acervo do arquiteto António Teixeira Guerra, datados entre 1946 e 2004, relativos ao seu período de formação e a mais de uma centena de projetos, para além de 13 caixas com documentação diversa e registos fotográficos;

- 8935 registos da prática disciplinar dos arquitetos Maurício Vasconcellos e Luíz Alçada Baptista (acervos individuais e em sociedade: GPA/Grupo de Planeamento e Arquitetura), datados entre 1954 e 1996, relativos a cerca de 3 centenas de projetos;

- 23 caixas de documentação variada, produzida ou reunida nos mais diversos contextos pelo arquiteto Nuno Portas, desde registos bibliográficos, documentos pessoais (curricula, correspondência, ...), textos, conteúdos pedagógicos, legislação, recortes, registos de viagem, etc.;

- 1109 documentos do acervo profissional de Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, datados entre 1982 e 2002, referentes a cerca de 7 dezenas de projetos, mais 18 caixas de documentação variada.

Isto significa que deram entrada e já podem ser consultados mais 21.923 documentos (maioritariamente peças desenhadas, muitas delas inéditas) e 54 caixas com documentação escrita e registos fotográficos. Esta ação vai ter agora continuidade a nível interno, estando já em preparação uma nova campanha de digitalização documental que permitirá não só ampliar possibilidades de consulta como reforçar o acesso a documentos através do Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva.

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19 de maio de 2022
"Ruas e Estradas", de Manuel Graça Dias
Hoje é dia de Escritos Escolhidos
Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, um dos desenhos de estudo para um modelo urbano na zona envolvente à área afeta à Expo 98

Manuel Graça Dias gostava de falar da vida nas e das cidades, da "vida que ainda pode ser generosa, complexa, imprevista, caótica, múltipla". Neste texto de 2005, discorre sobre a forma como os termos “rua” e “estrada” têm vindo a ser usados, apropriados, acrescentados, deslocalizados, ...

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18 de maio de 2022
Exposição "NENHUM SÍTIO É DESERTO. Álvaro Siza: Piscina de Marés (1960-2021)"
18 de maio a 1 de julho de 2022
Galeria de Exposições da FAUP

Álvaro Siza começou a desenhar em 1960 a Piscina de Marés, em Leça da Palmeira. Classificada como Monumento Nacional em 2011 e incluída no “Conjunto de Obras Arquitectónicas de Álvaro Siza” inscritas na Lista Indicativa do Património Mundial (2017), é uma obra que se destaca pelos seus excepcionais valores culturais e paisagísticos, e por ser uma referência internacional da arquitetura moderna ainda em pleno uso pelas comunidades locais. Entre 2018 e 2021, foi alvo de um conjunto de obras de requalificação e restauro, da autoria do próprio Álvaro Siza, levadas a cabo pela Câmara Municipal de Matosinhos. Foi ainda paralelamente realizado um   estudo da gestão e conservação do complexo, coordenado por Teresa Cunha Ferreira (CEAU-FAUP), financiado pela Getty Foundation, no âmbito do programa Keeping It Modern.
 

A exposição “NENHUM SÍTIO É DESERTO. Álvaro Siza: Piscina de Marés (1960-2021)”, que hoje se inaugura na FAUP, às 18:00, com curadoria de Teresa Cunha Ferreira e Luís Urbano, vem agora propor um olhar renovado sobre esta obra de referência no contexto da arquitetura mundial, ilustrando as suas múltiplas vidas através de um conjunto de elementos desenhados, fotográficos, audiovisuais, maquetas, alguns livros e periódicos cedidos pela Fundação Marques da Silva e objetos – muitos deles inéditos – que permitem reconstituir uma narrativa crítica do processo de projeto, construção e reabilitação do edifício ao longo das últimas seis décadas. Será igualmente lançado um catálogo que propõe uma viagem temporal sobre a obra, que acompanha a exposição. Esta iniciativa pretende abrir novas perspetivas interpretativas e, simultaneamente, inspirar o ensino e a prática da arquitetura para as gerações futuras.
 

A exposição é de entrada livre e poderá ser visitada de segunda a sexta, entre as 9:00 e as 20:00.
 

+ info: www.arq.up.pt

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17 de maio de 2022
Dia Internacional dos Museus / 18 de maio:
entrada gratuita nas exposições

No Dia Internacional dos Museus, que anualmente se celebra a 18 de maio, venha visitar gratuitamente as exposições da Fundação Marques da Silva.
Entre na Casa-Atelier José Marques da Silva, em "Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência" e deixe-se surpreender pelo que se pode entrever das muitas vidas de António Cardoso, do colecionador ao pintor, do investigador ao professor, do viajante ao autor e crítico de arte. E no recanto que encerra a exposição, apanhe o carro eléctrico e passeie-se ao longo da linha 22 em sua companhia para conhecer a arquitetura de Marques da Silva que daí se pode identificar.
São outras as viagens possíveis se entrar no Palacete Lopes Martins, neste caso com destino a Moçambique. Aqui, poderá aceder ao mapeamento da arquitetura moderna deste território, ficar a conhecer o projeto da "Estação Central da Beira" e ainda admirar os desenhos de José Porto para o Grande Hotel desta mesma cidade.

Esperamos por si!

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17 de maio de 2022
Exposição "Território Manuel Botelho"
Sessão de Encerramento: visita guiada, apresentação do livro e mesa-redonda
18 de maio, a partir das 17:00, Galeria Garagem Avenida
entrada livre

Uma visita guiada por Carlos Maia e Duarte Belo, com início às 17:00; a apresentação do livro Território Manuel Botelho, por Duarte Belo e Bruno Baldaia, pelas 17:30; e, pelas 18:00, a mesa redonda "Cultura e Contexto", com Filipa Guerreio, Luís Tavares Pereira, Mariana Carvalho e Paolo Melis, moderada por João Cabeleira, 5 arquitetos que em circunstâncias diversas se cruzaram com Manuel Botelho, são as iniciativas propostas para assinalar o encerramento da exposição "Território Manuel Botelho", inaugurada a 6 de abril, na Galeria Garagem Avenida, em Guimarães. Na ocasião, será ainda formalizado o acordo de cedência de cerca de 1500 livros da biblioteca de Manuel Botelho para a Escola de Arquitetura, Arte e Design (EAAD) da Universidade do Minho, representada pelo seu Diretor, Paulo Cruz.
 

Esta exposição, com curadoria de António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia e Duarte Belo, foca o trabalho de três décadas do atelier de arquitetura Manuel Botelho, que cruza arquitetura, design de objetos, reflexão teórica, escrita e docência e resulta de uma parceria entre o Laboratório da Paisagem, Património e Território (Lab2PT), a EAAD, a Fundação Marques da Silva e a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). A sua realização insere-se num ciclo de diferentes exposições sobre a vida e obra de Manuel Botelho iniciado em janeiro, na FAUP, e que, antes de regressar ao Porto, passará ainda por Coimbra.
 

A entrega da biblioteca de Manuel Botelho à EAAD resulta do trabalho de inventariação da sua obra empreendido pelos curadores da exposição e pelos bolseiros da UMinho, enquanto o seu acervo profissional, documentação relativa a 67 projetos, desde moradias a equipamentos públicos, foi já doado à Fundação Marques da Silva.
 

Todas estas iniciativas contam ainda com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte.
 

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16 de maio de 2022
"Estação Central da Beira", uma exposição a visitar, um património a preservar

A Estação Central da Beira, atualmente gerida pela Companhia Ferroviária de Moçambique, foi construída entre 1962-63, a partir do trabalho coletivo de uma equipa de arquitetos (João Afonso Garizo do Carmo, Francisco de Castro e Paulo de Melo Sampaio) liderada por Bernardino Ramalhete. Ainda assim, o seu desenho exibe um forte carácter unitário, nele se destacando o impressionante arco com 55m de vão que recebe quem a ela se dirige. O seu projeto surge num tempo em que Portugal, enquanto território pluricontinental, procurava afirmar uma imagem de modernidade, progresso e de vontade de permanência através de um grande investimento na construção em larga escala de equipamentos infraestruturais. A Estação Central da Beira insere-se neste ciclo histórico e é exemplar dessa arquitetura, pautada por critérios de qualidade e de rapidez do processo construtivo. Sobrevivendo ao desgaste imposto pelas múltiplas situações adversas que teve de enfrentar, continua a ser um símbolo identitário do património urbano da Beira e da arquitetura de origem portuguesa que apenas em África se pode encontrar.
 

É a importância, arquitetónica e patrimonial, desta estação de caminhos de ferro que está na base do projeto de investigação coordenado por Paulo Lourenço e Elisiário Miranda. Com ele se espera poder lançar as bases para um programa de intervenção e de ação preventiva, tal como vir a obter a sua futura classificação. O projeto, financiado pela Getty Foundation, implica também a disseminação de seminários e iniciativas para partilha de conhecimentos, sendo a atual exposição uma das etapas a percorrer. Depois de ter sido apresentada em Guimarães e antes de chegar à Beira, pode ser visitada na Fundação Marques da Silva, espaço onde se encontra documentada a obra de outros arquitetos que também projetaram para a África lusófona, daí que agora possam ser igualmente conhecidos alguns registos de um outro projeto para a Beira, o Grande Hotel desenhado por José Porto em 1949, o mesmo autor, com Ribeiro Alegre, do plano de urbanização  que atualmente continua a gerir a topografia urbana da Beira.
 

A exposição, inaugurada no passado sábado, 14 de maio, pode ser visitada, de segunda a sexta, entre as 14:00 e as 18:00, no Palacete Lopes Martins da Fundação Marques da Silva até 18 de junho.

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13 de maio de 2022
"Estação Central da Beira. Keeping it Modern"
Abertura da Exposição e apresentação do projeto
Com Paulo Lourenço e Elisiário Miranda, moderação de Luís Martinho Urbano
14 de maio, 16:00, Fundação Marques da Silva

Amanhã, às 16:00, o Palacete Lopes Martins, na Fundação Marques da Silva, vai acolher uma nova exposição: "Estação Central da Beira. Keeping it Modern". Trata-se de um projeto desenvolvido no âmbito do programa Keeping It Modern, iniciativa da Getty Foundation, de Los Angeles, que em 2019 contemplou com uma bolsa o projeto de conservação e manutenção da Estação Central da Beira (1957-1966), em Moçambique.
 

A assinalar este momento inaugural, os coordenadores do projeto, Paulo Lourenço e Elisário Miranda, respectivamente da Escola de Engenharia e da Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho, farão a apresentação do projeto, numa conversa moderada por Luís Martinho Urbano.
 

Nesta sua passagem pelo Porto, uma vez que se trata de uma exposição itinerante, haverá ainda uma extensão do projeto para dar a conhecer alguns desenhos e fotografias de época relativos ao icónico Grande Hotel da Beira, provenientes do acervo do arquiteto que o projetou em 1949, José Porto.

Neste dia, a entrada é livre.

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12 de maio de 2022
Manuel Aires Mateus convidou, Ricardo Bak Gordon aceitou
Há um novo "Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura" para ouvir
Dia de inauguração da Ponte sobre o Tejo, 6 de agosto de 1966, in DN

É nas margens do Tejo que Ricardo Bak Gordon vai encontrar a eleita para este Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura, uma obra que, não sendo projeto de um arquiteto, se constitui objeto de valor e sentido arquitetónico: a Ponte sobre o Tejo ou Ponte 25 de Abril.

A ouvir aqui

 

Imagem: Dia da inauguração da Ponte sobre o Tejo, 6 de agosto de 1966 (in DN/Lisboa de Antigamente)

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11 de maio de 2022
O acervo do arquiteto Manuel Botelho já faz parte da Fundação Marques da Silva

Enquanto decorre o programa diversificado de iniciativas desenhadas em torno da obra de Manuel Botelho, foi assinado, no passado dia 7 de maio, o contrato de doação do acervo profissional deste Arquiteto à Fundação Marques da Silva. Uma sessão que contou, para além do Doador e da Presidente, Fátima Vieira e Vice-Presidente da Fundação, Luís Martinho Urbano, com a presença dos arquitetos António Neves e Bruno Baldaia. Foi um momento simbólico, mas que desde já formaliza a integração de documentos relativos a 67 projetos de arquitetura e ao seu período de formação em Itália no Centro de Documentação da instituição, em antecipação às ações que em breve irão decorrer na própria Fundação Marques da Silva. Neste momento e no seguimento das que já foram realizadas na Faculdade de Arquitetura da UP, entre janeiro e março deste ano, encontra-se patente ao público a exposição "Território Manuel Botelho", na Galeria Garagem da Avenida, em Guimarães, que encerrará no próximo dia 18 de maio.
 

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10 de maio de 2022
"Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência",
a nova exposição da Casa-Atelier José Marques da Silva

"Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência" aí está, para dar a conhecer António Cardoso, quem foi, o tanto que fez, o muito que nos deixou. Uma exposição que parte de um gesto de reconhecimento, mas que surpreende pelo muito que encontrou para contar. António Cardoso dedicou grande parte da sua vida a cuidar da memória, a pesquisar sobre a história e o sentido da obra de José Marques da Silva e de Amadeo de Souza-Cardoso, e de tudo e todos que permitissem compreendê-los, só que viveu também de forma invulgarmente comprometida o seu tempo, enquanto artista, enquanto homem de ação, num contínuo movimento de consagração da arte da partilha e do diálogo.
 

Com esta exposição, invadida pela cor, a Casa-Atelier mostra-se de novo enquanto lugar de encontro. São 5, os espaços a percorrer: a sala dos "altares", dos "óleos", das "geometrias intersectantes", dos "outros caminhos" e os "recantos". No dia em que as suas portas se abriram foram muitos a visitá-la. Venha também, estamos à sua espera.

 

A exposição pode ser visitada até 17 de setembro.
 

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9 de maio de 2022
"Estação Central da Beira. Keeping it Modern"
Exposição e Colóquio com Paulo Lourenço, Elisiário Miranda e moderação de Luís Martinho Urbano
14 de maio, 16:00, Fundação Marques da Silva

A exposição Estação Central da Beira. Keeping It Modern vai abrir as suas portas ao público no dia 14 de maio, às 16:00. Nesta sua passagem pela Fundação Marques da Silva, depois de ter sido exibida na Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, vai integrar um conjunto de desenhos originais de José Porto, arquiteto com várias obras projetadas para a cidade da Beira, em Moçambique, em meados do século XX, entre as quais se destaca o Grande Hotel da Beira.
 

Para assinalar a abertura da Exposição, decorrerá um colóquio de apresentação do projeto da Estação Central da Beira, com intervenções de Paulo Lourenço e de Elisiário Miranda, moderado por Luís Martinho Urbano.
 

Poderá ser visitada até 18 de junho, no Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva), de segunda a sábado, entre as 14:00 e as 18:00.
 

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7 de maio de 2022
"Isto não é só um quadro:
António Cardoso para além da evidência"
Hoje, às 16:00

Hoje, a partir das 16:00, na Casa-Atelier José Marques da Silva, já pode descobrir o que a exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência tem para revelar. Venha visitá-la.
Entrada livre.

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6 de maio de 2022
Newsletter - Maio 2022

Com a exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência prestes a inaugurar, publicamos nova Newsletter da Fundação Marques da Silva.

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5 de maio de 2022
António Cardoso: “Laranjo: uma poética de libertação e de rigor”
Há um novo Escritos Escolhidos

Em “Laranjo: uma poética de libertação e de rigor”, texto datado de 1985, António Cardoso procura a poesia imanente à obra plástica de Francisco Laranjo, transformando a própria palavra em matéria poética. É mais um Escritos Escolhidos.
 

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04 de maio de 2022
Isto não é só um quadro
António Cardoso para além da evidência

7 de maio, 16:00, Fundação Marques da Silva

A exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência lança um olhar sobre o percurso de vida de António Cardoso, figura que cruzou múltiplos domínios e deixou um legado hoje visível na sua produção artística, nas várias gerações de alunos que ajudou a formar e no lançamento das bases do que é hoje a Fundação Marques da Silva e o Museu Amadeo Souza-Cardoso.

Trata-se de uma leitura retrospetiva, a primeira realizada após o seu falecimento em junho passado, definida entre Porto e Amarante, entre o trabalho desenvolvido sobre José Marques da Silva e Amadeo de Souza-Cardoso, dando a ver a pluralidade de interesses que o moviam. Historiador de formação, artista por convição, António Cardoso trabalhou sobre a memória sem nunca perder o sentido do seu tempo.

A exposição inaugura no próximo dia 7 de maio, às 16:00, na Casa-Atelier projetada por Marques da Silva. Manter-se-á patente ao público até 17 de setembro deste ano. A visitar de segunda a sexta, entre as 14:00 e as 18:00.

 

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3 de maio de 2022
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
últimos dias

Sábado passado, Rui Mendes orientou uma visita guiada à exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção e deu a conhecer as intervenções em curso no Bloco das Águas Livres, bem como o que está a ser desenvolvido para a Escola do Castelo e o Edifício do Martim Moniz. Foi a última visita guiada a esta exposição que pode ainda ser visitada até 7 de maio, entre as 14h e as 18h, na Fundação Marques da Silva.

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29 de abril 2022
A "dança das formas" no Bar do Hotel Bergere, de José Porto

Hoje é o Dia Mundial da Dança, só que conceitos como "espaço", "corpo", "movimento", "ritmo" ou "leveza", isto para citar apenas alguns, são conceitos que habitam territórios comuns a outras linguagens, a outros mundos. Como a arquitetura. Como neste estudo para o pavimento do Hotel Bergere, influenciado pela geometria da planta, que José Porto desenvolveu durante a sua estadia em Paris, nos anos vinte. Nele, as formas "dançam" ao ritmo das cores. Se chegou a materializar-se, se chegou a proporcionar a experiência de um corpo real o percorrer, será uma outra história, ainda a aguardar por quem a venha contar.

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26 de abril de 2022
Isto não é só um quadro
António Cardoso para além da evidência

Inaugura a 7 de maio, às 16:00
Casa-Atelier José Marques da Silva

A exposição Isto não é só um quadro: António Cardoso para além da evidência segue o rasto dos muitos caminhos percorridos por António Cardoso  – artista, professor, investigador e museólogo falecido em junho de 2021 – para dar a conhecer a teia de interesses e de paixões que moldaram a sua vida e a importância do seu legado. Inaugura no dia 7 de maio, às 16h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.
 

Curatorialmente desenvolvida por um coletivo formado por Susana Cardoso (filha), Laura Castro (DRCN), Domingas Vasconcelos (CMP), Celso Santos e Leonor Soares (FLUP) e Paula Abrunhosa (FIMS), esta exposição é uma iniciativa da Fundação Marques da Silva e contou com o apoio da família de António Cardoso, da Direção-Geral da Cultura do Norte, do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, da Câmara Municipal do Porto, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e da Faculdade de Belas Artes desta mesma Universidade.
 

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28 de abril 2022
Ontem, na Fundação, falou-se sobre "Argamassas para a conservação de edifícios do início do século XX - Compatibilidade e Sustentabilidade". Teatro S. João e Nacional foram casos de estudo.

Decorreu ontem, na Fundação, o 2.º seminário CemRestore. O mesmo é dizer que se falou sobre "Argamassas para a conservação de edifícios do início do século XX - Compatibilidade e Sustentabilidade". Associando investigação e prática construtiva, aqui se cruzaram perspetivas de arquitetos, engenheiros e historiadores sobre este tema, deixando evidente a relevância do projeto Cem Restore e a necessidade de se continuar a promover a ligação entre centros de pesquisa, tecnologias de construção e modos de intervenção no património. E dada a natureza da instituição e dos arquitetos que nela estão documentados, a Fundação mostrou ser um local privilegiado para congregar estes debates. Não por acaso, dois dos casos de estudo apresentados são duas obras de Marques da Silva: o Teatro S. João e a "Nacional".

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27 de abril de 2022
Visita guiada por RUI MENDES: inscrições abertas


Rui Mendes
, arquiteto, investigador, professor e coautor com Bartolomeu Costa Cabral dos projetos de reabilitação atualmente em realização e/ou desenvolvimento para o Bloco das Águas Livres, o Edifício do Martim Moniz e a Escola do Castelo vai fazer uma visita guiada à exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção, centrada nestes projetos.
 

Será uma oportunidade única, nestes dias finais da exposição, para conhecer as singularidades destas obras e a existência renovada a que aspiram. Rui Mendes é também o autor das maquetas do Edifício do Martim Moniz e da Escola do Castelo que se encontram expostas, estando prevista para breve a publicação de um livro sobre este dois projetos a editar pela Circo de Ideias com a sua assinatura.
 

A visita guiada vai decorrer no próximo sábado, 30 de abril, com início às 15:00 e terá a duração aproximada de 1h/1h30. A entrada é livre, sujeita apenas a inscrição prévia através do email fims@reit.up.pt. Lotação máxima de 20 participantes.
 

Mais informações: aqui


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27 de abril 2022
2.º seminário CemRestore | Argamassas para a conservação de edifícios do início do século XX - Compatibilidade e Sustentabilidade
Hoje, 27 de abril, 15h-19h30, na Fundação Marques da Silva

Hoje, na Fundação Marques da Silva, José Pedro Tenreiro, Tiago Inácio, Ana Velosa, António Santos Silva e Luís Almeida, e Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos vão abordar a utilização dos cimentos, enquadrando o seu desenvolvimento e aplicação em diversos contextos, nacionais e internacionais.

As suas intervenções decorrem no âmbito do 2.º Semináro do CemRestore, projeto coordenado por Ana Velosa (UA) e António Santos Silva (LNEC), com a participação de Clara Pimenta do Vale (FAUP).

Os trabalhos iniciam-se às 15:00 e prolongam-se até às 19:30. A sessão de abertura conta com as intervenções de Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, João Pedro Xavier, Diretor da FAUP, e de Ana Velosa, coordenadora do CemRestore pela Universidade de Aveiro.

A entrada é livre.

+ info: www.arq.up.pt

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26 de abril de 2022
António Menéres e o "passaporte" para o Inquérito

Em 1953, António Menéres era ainda um jovem estudante de Arquitetura com um particular interesse pela fotografia. E foi com a sua Zeiss Ikon que, em Veiga, uma aldeia pobre e isolada da freguesia de Quintela de Lampaças, próxima de Bragança, fixou a imagem destas duas crianças gémeas toscamente acomodadas num carrinho habilmente construído a partir de caixas de sabão. Mas o que então António Menéres não tinha antecipado é que, cerca de dois anos depois, as fotografias tiradas em Veiga viriam a legitimar a sua participação numa experiência determinante e inesquecível: o Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal.
 

Por essa altura, Fernando Távora tinha sido convidado por Carlos Ramos para liderar a Zona 1 do Inquérito e formar a equipa que cobriria o Minho, o Douro Litoral e a Beira Litoral. António Menéres, então colaborador do Gabinete, tal como Rui Pimentel, demonstrou desde logo a sua vontade de pertencer à equipa em formação. Mas se, no caso de Rui Pimentel, a decisão era pacífica, o mesmo não se passava com António Menéres por este não cumprir uma das condições impostas pelo SNA para esta missão: ser arquitecto-estagiário. Távora acabou por admitir a sua colaboraçao, mas caberia a Carlos Ramos decidir. E assim se dirigiu António Menéres à Escola para defender a sua causa, apresentando-lhe esta e outras fotografias feitas em Veiga. O apoio de Carlos Ramos foi imediatamente conquistado, só que a palavra final teria de caber agora a Inácio Peres Fernandes, então presidente do SNA. Perseverante, António Menéres não hesitou e dirigiu-se a Lisboa, onde voltou a mostrar as fotografias que, mais uma vez, impressionaram possitivamente. E assim, com a promessa feita a Peres Fernandes de que acabaria o Curso Superior de Arquitetura, propondo-se ao concurso de "Grande Composição", a disciplina em falta no seu currículo académico, venceu o último obstáculo e obteve finalmente a desejada autorização para fazer parte da equipa. O resto já é do conhecimento público. Do seu trabalho resultou uma importante cobertura fotográfica do território que lhe estava atribuído e o cumprimento da promessa. O Diploma de Arquiteto veio a ser obtido em 1961, com um projeto de renovação urbana que propounha a remodelação e beneficiação do Forte de Leça para reinstalação dos Serviços de Capitania.
 

António Menéres nasceu a 26 de abril de 1930.
Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

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25 de abril de 2022
Sergio Fernandez: modesto e incisivo

Em dia de aniversário do Arquiteto Sergio Fernandez recuperamos um excerto do elogio proferido por Jorge Figueira na sessão de doação do acervo à Fundação Marques da Silva no passado dia 13 de abril:

"O Sergio é um arquitecto único e, mais do que isso, é um homem singular [...] como fazer o elogio de um homem modesto?
Em qualquer caso, a modéstia do Sergio não é simples nem é cultivada como um estilo;
sendo temperamental passa também para o plano da profissão de arquitecto.
E é uma modéstia que não significa aceitação, ou resignação, nem muito menos menoridade ou secundariedade.
É uma modéstia activa, uma modéstia inteligente; é talvez mesmo, no intimo, um plano de ataque.
[...] Ainda agora o encontrei na obra de reabilitação que estão a realizar no Cinema Batalha.
O estaleiro é um lugar difícil, onde a modéstia, mesmo a activa, sobrevive com dificuldade.
Sem dúvida que a resiliência que encontramos em muitos arquitectos tem a ver com a tarimba destes embates duros em obra.  
Sergio encontrou o seu caminho, porque sendo muito modesto é também muito incisivo, na obra, como quando foi professor, como é na vida. É uma equação aparentemente impossível. Muito modesto e muito incisivo."

Parabéns, Senhor Arquiteto!

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23 de abril de 2022
Livros em construção: livros ainda antes de serem livros

Há um longo caminho a percorrer até um livro ser livro. E nem todas as promessas de livro chegam a sê-lo. Por vezes, têm mesmo de aguardar que sejam outros, que não o autor, a dar-lhe essa desejada forma. No acervo de Raul Leal são muitos os manuscritos que testemunham esse impulso obsessivo para a escrita. São muitas as revisitações de uma mesma ideia, muitas as versões que antecedem o momento da publicação ou que até mesmo lhe sucedem. Outros, registam o que acabou por permanecer num diálogo do autor consigo mesmo ou numa vontade irrealizada de se assumir em forma de livro. Mas o acervo resistiu ao tempo, força de um colecionador como Fernando Távora e também de um grupo de investigadores (Rui Lopo, Renato Epifânio e Celeste Natário) que, transcrevendo, decifrando e organizando os originais manuscritos, em breve irá iniciar a publicação destes materiais, surpreendentes e até agora inéditos.

Hoje, 23 de abril, celebra-se o Dia Mundial do Livro.

 

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22 de abril de 2022
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
Prolongamento da exposição até 7 de maio

Se até agora não surgiu a oportunidade ou se pretende rever esta exposição sobre um arquiteto singular, Bartolomeu Costa Cabral, com curadoria de Paulo Providência, Pedro Baía e Mariana Couto, pode ainda fazê-lo até 7 de maio,  de segunda a sábado, entre as 14h e as 18h, no Palacete Lopes Martins.
 

+ info: Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construçâo

Créditos fotográficos: Catarina Costa Cabral

 

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21 de abril de 2022
"Rememorar" | Igreja de São Carlos Borromeu de Angra do Heroísmo
I Estação do ciclo de exposições LUGARES DO SAGRADO
23 de abril a 24 de julho de 2022

Entre 1984 e 1990, na sequência do sismo que se fez sentir na Ilha Terceira, em 1980, coube aos Arquitetos Fernando Távora e José Bernardo Távora projetarem a Nova Igreja de São Carlos Borromeu de Angra do Heroísmo. Este "Lugar do Sagrado" vai agora acolher a primeira estação de um ciclo de exposições programadas pela Direção Regional de Cultura - Governo dos Açores para valorização do património cultural de temática religiosa dos Açores.
 

A exposição concebida para este espaço - Rememorar - apresenta o resultado de um trabalho de seleção de objetos com relevante valor simbólico e artístico para a comunidade de São Carlos, juntamente com um conjunto de documentação inédita relativa ao projeto, pertencente ao acervo da Fundação Marques da Silva.
 

Inaugura a 23 de abril e poderá ser visitada até 24 de julho deste ano.

 

Para mais informações: www.culturacores.azores.gov.pt

Consultar Press Kit

 

 

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19 de abril de 2022
2.º Colóquio "Organizar, Preservar e Comunicar a Memória da Arquitetura: os Arquitetos e os Arquivos de Arquitetura de Portugal, Inglaterra e o Brasil"
Webinar, 20 de abril, 17h-18h30

Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, será um dos oradores do 2.ª Colóquio "Organizar, Preservar e Comunicar a Memória da Arquitetura: os Arquitetos e os Arquivos de Arquitetura de Portugal, Inglaterra e o Brasil", iniciativa com coordenação científica do investigador do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS) Paulo Batista. Será a segunda participação neste encontros, desta vez para falar sobre o arquivo do Arquiteto José da Cruz Lima.
 

O colóquio, em formato webinar, vai realizar-se amanhã, 20 de abril, entre as 17h-18h30, e será transmitido em direto, via Facebook do CIDEHUS.

 

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19 de abril de 2022
2.º seminário CemRestore | Argamassas para a conservação de edifícios do início do século XX - Compatibilidade e Sustentabilidade
27 de abril, 15h-19h30, Fundação Marques da Silva

O CEMRESTORE, projeto coordenado por Ana Velosa (UA) e António Santos Silva (LNEC), com a participação de Clara Pimenta do Vale (FAUP), vai promover o segundo Seminário dedicado ao estudo de argamassas do início do século XX em Portugal. Decorrerá na Fundação Marques da Silva e conta com três sessões e 5 apresentações: José Pedro Tenreiro, Tiago Inácio, Ana Velosa, António Santos Silva e Luís Almeida, e Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos.

A entrada é livre, mediante inscrição prévia em formulario online.

+ info: www.arq.up.pt

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16 de abril de 2022
Manuel Teles e o tempo de "fazer-se arquiteto"

Um olhar retrospetivo ao percurso de Manuel Teles, sobre o momento em que inicia a sua prática arquitetónica, traz-nos de volta um conjunto de nomes e de projetos que marcaram o seu e o nosso tempo. Formado na Escola de Belas Artes do Porto, onde foi colega de Álvaro Siza, Manuel Teles começou por trabalhar, ainda estudante, no atelier de João Andresen. Entre 1968 e 1970, enquanto colaborador de Viana de Lima participou no projeto que este então desenvolvia com Oscar Niemeyer para o Funchal: o arrojado Casino Park Hotel. Integra de seguida o quadro da Câmara Municipal do Porto, funções que o conduzem ao Plano do Campo Alegre a à participação no Processo SAAL e no Comissariado para a Renovação da área urbana Ribeira-Barredo, onde se cruza com Fernando Távora. Experiências estruturantes para a construção do que acabou por vir a ser uma sólida carreira de arquiteto e de professor. 

Manuel Teles nasceu a 16 de abril de 1936.
 

Créditos fotograficos: Joana Laranjinha, 2022.



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14 de abril de 2022
Páscoa 2022:
Exposição "Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção"
Encerra hoje e reabre a 18 de abril
Fotografia de Catarina Costa Cabral

Informa-se que de 15 a 17 de abril, período de celebração da Páscoa, a Fundação Marques da Silva se encontra encerrada ao público. A exposição "Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção" volta a abrir as suas portas na próxima segunda-feira, dia 18 de abril.

 

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13 de abril de 2022
Doação dos Acervos de Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez
/Junção dos Centros de Documentação FIMS e FAUP
- 13 de abril, 18h, Fundação Marques da Silva -
com transmissão direta via Facebook da Fundação Marques da Silva
Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez, Museu Epigráfico de Idanha-a-Velha

Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez são dois arquitetos portuenses que a partir da década de 70, com a fundação do Atelier 15, têm vindo a partilhar a autoria de uma vasta obra, projetada e construída, quase totalmente publicada. Uma intensa atividade que se estende ainda ao território da docência e da divulgação de arquitetura, documentada nos respetivos arquivos que a partir de 13 de abril passarão a fazer parte do património documental da Fundação Marques da Silva. A doação a esta instituição incluirá, para além dos processos de arquitetura e de um extenso conjunto de publicações, o conjunto da obra autoral teórica, publicada e não publicada, de Alexandre Alves Costa, produzida enquanto docente e crítico de Arquitetura.


Neste mesmo dia, será também assinado o protocolo que fixa a junção das duas instituições que, sob a égide da Universidade do Porto, se dedicam à recolha, estudo e divulgação de acervos documentais de arquitetura: a Fundação Marques da Silva e o Centro de Documentação da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. Juntos, passam a agregar a memória documental de cerca de 60 acervos de arquitetos que nos ajudam a contar e a entender a história da arquitetura e do urbanismo em Portugal, desde finais do séc. XIX até à atualidade.

A sessão, de acesso restrito, inicia-se às 18h00 no Palacete Lopes Martins e será disponibilizada no canal Vímeo da Fundação Marques da Silva. Vai contar com a presença do Reitor da UP, António Pereira de Sousa, da Presidente da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira, e do Diretor da Faculdade de Arquitectura, João Pedro Xavier. Álvaro Siza, o autor do projeto para o futuro Centro de Documentação a construir nos jardins da Fundação Marques da Silva, fará a apresentação de Alexandre Alves Costa, enquanto Sergio Fernandez será apresentado por Jorge Figueira.

 

Ver Folha de Sala
Ver Nota Biográfica dos Arquitetos Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez e obras selecionadas

+ info aqui

 

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11 de abril de 2022
Manuel Graça Dias e o livre "encontro" das cores
Contemporânea, Sede do Expresso/Sojornal na rotunda da Bela Vista, Lisboa, 1999

Há desenhos que logo denunciam o seu autor, mesmo que neles não se encontre uma assinatura. É o caso deste, onde traço e cor revelam o nome de Manuel Graça Dias. Não é que ligasse muito às combinações, usava as cores como as sentia, deixando que se "encostassem". E os encontros corriam, de modo geral, bem. 

Acresce dizer que este desenho pertence ao projeto que Manuel Graça Dias e Egas José Vieira desenvolveram para a nova sede do Expresso/Sojornal na rotunda da Bela Vista, em Lisboa, no final dos anos 90.

Manuel Graça Dias nasceu a 11 de abril de 1953. Faria hoje 69 anos.

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10 de abril de 2022
Posto Duplo de Abastecimento de Combustíveis de Guimarães, de Fernando Távora, proposto para classificação de MIP
Fernando Távora, Sacor: Anteprojeto para Posto Duplo/Guimarães, 1959

Foi publicada em DR (Anúncio 68/2022) a decisão de classificação do Posto Duplo de abastecimento de combustíveis projetado por Fernando Távora para o lugar de Covas/Guimarães a monumento de interesse público (MIP).

O processo foi iniciado em 2014, pela Fundação Marques da Silva, numa tentativa de se preservar a harmonia, equilíbrio compositivo, formal e plástico do projeto original, então ameaçados. A relevância da proposta foi reconhecida em 2015, com a decisão de abertura do procedimento de classificação. O anúncio de hoje é mais uma importante etapa para a preservação deste testemunho do pensamento arquitetónico, paisagístico e urbanístico de Fernando Távora. Datado de 1959, nele se exprime a capacidade deste arquiteto para formular sistemas de ação onde se refletem os cânones do movimento moderno, problematizados com base numa realidade que lhe é próxima, interpretada a partir da sua história e identidade.

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7 de abril de 2022
Gonçalo Byrne convidou, Manuel Aires Mateus aceitou.
Há um novo Passa-a-Palavra para ouvir.

Manuel Aires Mateus é a voz que habita este novo Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura, o 16.º. E ao ouvi-lo ficaremos a conhecer as razões pelas quais, quando passa por Roma, é sempre a San Carlino que regressa.

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Nota à imagem: Francesco Borromini, San Carlo alle quatro fontane, in Paolo Portoghesi, Francesco Borromini, Electa, Milão [1984] (monografia 2262 da Biblioteca Fernando Távora).

 


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4 de abril de 2022
‘Território Manuel Botelho’
Exposição
Garagem Avenida, de 6 de abril a 18 de maio de 2022

No próximo dia 6 de abril, às 17h00, na Garagem Avenida, em Guimarães, com uma sessão que contará com as Intervenções de Paulo Cruz, Carlos Maia, Duarte Belo e Manuel Mendes, inaugura-se a exposição ‘Território Manuel Botelho’. Trata-se do segundo momento de um ciclo de diferentes exposições desenhadas em torno da obra e acervo do arquiteto Manuel Botelho, comissariado por António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia e Duarte Belo, e iniciado há exatamente dois meses, na FAUP, com a exposição ‘Manuel Botelho. Projeto e Obra’.

A exposição ‘Território Manuel Botelho’ propõe um olhar alargado sobre a obra deste arquiteto, cuja singular produção atravessa mais de três décadas e cruza a arquitetura, o design de objetos, a reflexão teórica vertida para a escrita, e a docência, "cruzando dois olhares distintos que se intersectam e relacionam: por um lado o registo fotográfico documental, produzido por Duarte Belo (fotógrafo, arquiteto e antigo aluno de Manuel Botelho), do percurso pelo território de espaços construídos e de objetos do arquiteto bem como pelos espaços do seu quotidiano; por outro lado, através das Maquetes realizadas para esta mostra, pelos bolseiros da EAAD-UM (Bruno Castro, João Costa e Rui Ferreira), assim como desenhos e esboços e fotografias são apresentadas 7 obras determinantes que permitem entender e caracterizar a produção do Atelier Manuel Botelho ao longo do tempo."
 

Este ciclo de exposições tem igualmente o propósito de assinalar a salvaguarda dos registos do trabalho deste arquiteto através do depósito do seu acervo profissional na Fundação Marques da Silva e da entrega da sua biblioteca à Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho, instituições que naturalmente integram a parceria que dá corpo ao projeto e onde se integram ainda, como instituições parceiras, o Laboratório da Paisagem, Património e Território e a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto. A Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos está também presente assegurando apoio à sua divulgação.

 

A exposição ‘Território Manuel Botelho’ pode ser visitada de 2.ª a 6.ª feira, entre as 10h e as 17h (encerra aos feriados). A entrada é livre.

 

+ info em www.eaad.uminho.pt

Ler artigo de Sérgio C. Andrade, Manuel Botelho, um arquitecto a descobrir entre o Porto e Guimarães

 

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5 de abril de 2022
A Fundação em Nada será como Dante

No passado dia 29 de março, a Fundação Marques da Silva recebeu Pedro Lamares e a produtora "Até ao Fim do Mundo" para filmagens que irão fazer parte dos próximos programas de Nada será como Dante, série sobre literatura semanalmente transmitida na RTP2, às terças-feiras à noite. Nada como ver, para ouvir, mas também para reconhecer os espaços eleitos.
 

créditos fotográficos @Anabela Santos

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01 de abril de 2022
What? When? Why not? Portuguese architecture
2.º debate do ciclo "Temas contemporâneos na arquitetura portuguesa"
Casa da Arquitectura, 2 de abril, 16h30-19h30

O 2.º debate do ciclo "Temas contemporâneos na arquitetura portuguesa", desenhado no contexto da exposição “What? When? Why not? Portuguese architecture” vai acontecer amanhã, na Casa da Arquitectura. E será vez de Carolina Coelho, Bruno Gil, Mário Krüger e Gonçalo Byrne abordarem a questão "What research?".

Este ciclo, com coordenação científica e moderação de Jorge Figueira e Bruno Gil, foi organizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pela Casa da Arquitectura em parceria com a Fundação Marques da Silva.

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço e ao levantamento de bilhete no dia a partir das 10h.

+ info www.casadaarquitectura.com

 

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1 de abril de 2022
Lançamento 18ª Edição do Prémio Fernando Távora
Com a participação de Armando Rabaça, Maria Neto, Paulo Moreira e Susana Ventura
Sede da OASRN, 4 de Abril, 18h

O lançamento da 18.ª edição do Prémio Fernando Távora vai decorrer a 4 de abril, na sede da OASRN e vai contar com a participação de alguns dos vencedores de edições passadas. Após as palavras de abertura e apresentação do regulamento, Armando Rabaça, Maria Neto, Paulo Moreira, Susana Ventura partilharão a sua experiência enquanto participantes e vencedores do Prémio. Será uma reflexão sobre o papel que a viagem teve no seu trajeto profissional e uma ocasião para refletir sobre as possibilidades de futuro do próprio Prémio Fernando Távora.
 

A Fundação Marques da Silva é parceira desta iniciativa da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN), que conta ainda com as parcerias da Câmara Municipal de Matosinhos e da Casa da Arquitectura, bem como com o patrocínio da Ageas Seguros.
 

A entrada é livre sujeita à lotação do espaço.
 

+ info: www.oasrn.org

 

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31 de março de 2022
“Somente Duas Palavras” de Agostinho Ricca:
é mais um Escritos Escolhidos

"Somente duas palavras" é o título do texto preparado por Agostinho Ricca, em 2001, para a sessão de lançamento da monografia onde se reunem 37 projetos e obras de sua autoria. Está no ar mais um Escritos Escolhidos.

A ouvir aqui

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30 de março de 2022
Da limpeza à digitalização de documentos

Na imagem podemos ver dois desenhos do projeto para o Cinema Avis, datados de 1956, da autoria de Maurício de Vasconcellos. São apenas dois de um universo que já contabiliza mais de 8.500 peças desenhadas em processo de  limpeza e reacondicionamento. Mas, esta semana, a Fundação Marques da Silva deu também início a mais uma grande ação de digitalização onde parte destes documentos será igualmente inserida. Em breve, cerca de 1000 novas imagens digitais, relativas a projetos dos arquitetos José da Cruz Lima, António Teixeira Guerra, António Menéres, Manuel Graça Dias e Maurício de Vasconcellos estarão disponíveis.

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29 de março de 2022
Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo:
Um colóquio para dar continuidade ao legado de Bernardo Ferrão

Foi na Fundação Marques da Silva, num espaço onde simbolicamente se voltaram a reunir os dois irmãos (Bernardo e Fernando Távora) e numa manhã dedicada ao vasto e sumptuoso universo da arte da ourivesaria e joalharia, que se encerrou o colóquio internacional Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo. Uma iniciativa do Círculo Dr. José de Figueiredo - Amigos do MNSR, que assim continua a homenagear o trabalho pioneiro e ainda hoje incontornável de Bernardo Ferrão no campo das artes decorativas e em particular sobre a produção artística do "Oriente português". Neste mesmo dia foi lançado o Livro de Atas do Colóquio.

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28 de amrço de 2022
Uma sala repleta para acolher Giorgio Grassi

Na passada sexta-feira, perante uma sala repleta, Fátima Vieira, José Miguel Rodrigues, Nuno Brandão Costa e Luca Ortelli, num conjunto de intervenções rematadas pelo próprio Giorgio Grassi, deixaram claro porque vale a pena ler e conhecer "Uma Vida de Arquitecto". Esta análise retrospetiva da vida de Giorgio Grassi representa uma lição que, para além mesmo do campo estrito da arquitetura, ganha sentido, oferecendo múltiplas perspetivas de leitura. Assumindo um discurso direto e sincero, que não contorna a experiência de aprendizagem e ensino de um ofício sobre o qual não esconde as dificuldades enfrentadas, Giorgio Grassi tornou compreensível a todos o como e o porquê dos projetos que faz. Escolhas de uma grande coerência e que levaram, paralelamente, à redescoberta de personagens hoje fundamentais, os seus Mestres, a sua família espiritual, indissociável da sua prática, da sua arquitetura, também ela apresentada neste livro onde fica percetível a beleza dos seus desenhos e não se esquecem os amigos que o foram acompanhando.

 

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27 de março de 2022
Um teatro grande e um grande teatro

Em Dia Mundial do Teatro partilhamos um desenho pertencente ao projeto de requalificação (remodelação e ampliação) do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, levado a cabo por Maurício de Vasconcellos, no início da década de 90. O Coliseu é um equipamento teatral que segue uma tipologia específica. A circularidade que o distingue está impressa neste desenho da planta, encontrado durante a  a operação de limpeza e reacondicionamento de documentos que se encontra em curso na Fundação Marques da Silva. Nele se pode também observar um pequeno esquisso para estudo das bancadas, já que uma das questões que sempre se impõe, neste tipo de projeto, é assegurar ao público boas condições acústicas e de visibilidade. O então centenário Coliseu dos Recreios veio a reabrir as suas portas em 26 de fevereiro de 1994.

 

 

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25 de março de 2022
Uma Vida de Arquitecto
Lançamento do livro de Giorgio Grassi, com tradução de José Miguel Rodrigues
hoje, às 22h, na Fundação Marques da Silva

Giorgio Grassi está de regresso ao Porto e à Fundação Marques da Silva para o lançamento de mais um livro da coleção Giorgio Grassi - opera omnia sic. É "Uma Vida de Arquitecto", o terceiro volume a ser publicado, com tradução e prefácio de José Miguel Rodrigues, numa parceria editorial da Fundação Marques da Silva e das Edições Afrontamento. Para o apresentar, para além dos autores, estarão presentes Fátima Vieira, presidente da Fundação Marques da Silva, Luca Ortelli, antigo colaborador e amigo, e Nuno Brandão Costa, tal como José Miguel Rodrigues, arquiteto e professor da FAUP.
 

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Créditos da imagem: Ferdinando Scianna/Magnum Photos/Fotobanco.pt

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24 de março de 2022
Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura está de regresso com Gonçalo Byrne

Poderá uma casa ser um poema? É com esta pergunta que se inicia mais uma nova temporada de Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura. Quem nos vai dar a resposta será Gonçalo Byrne.

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Sobre a imagem: cortesia de Ana Luísa Rodrigues e Luís Urbano

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23 de março de 2022
Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo
Congresso Internacional
Porto, 24 a 26 de março de 2022

No próximo dia 26, a Fundação Marques da Silva vai acolher o colóquio internacional Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo.  Será o terceiro e último dia de um programa que se propõe abordar diferentes temáticas: "A Arte do Marfim", "Mobiliário e Talha", Têxteis e Cerâmica" e "Ourivesaria e Joalharia".

Esta iniciativa do Círculo de Amigos do MNSR - Dr. José de Figueiredo conta com a colaboração das instituições de acolhimento - Museu Nacional Soares dos Reis, Reitoria da UP e Fundação Marques da Silva - e o apoio da CMP.

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22 de março de 2022
"Livros Pedidos" leva Raúl Hestnes Ferreira para a exposição Sound it: Rádio Antecâmara

Susana Ventura inicia hoje a sua intervenção no mais recente projeto a ocupar a Garagem Sul do CCB, Sound it: Rádio Antecâmara. O mesmo é dizer que até 25 de março, o programa de rádio "Livros Pedidos" será transmitido em direto a partir deste espaço expositivo onde todas as experiências propostas se desenham a partir de uma dimensão sonora. O programa de Susana Ventura tem início num pedido prévio aos arquitectos José Neves, Pedro Maurício Borges, Luísa Bebiano e Inês Dantas, para seleccionarem um excerto de um livro de ficção ou um poema que servirá de ponto de partida para uma conversa sobre literatura, arquitectura, cinema, entre outras expressões artísticas. Mas a relação entre literatura e arquitectura será igualmente explorada através de um conjunto de elementos selecionados pela autora, entre os quais, alguns desenhos e fotografias referentes à Casa de Albarraque, projetada por Raúl Hestnes Ferreira para o seu pai, o escritor José Gomes Ferreira, em 1960, provenientes do acervo deste arquiteto, em arquivo na Fundação Marques da Silva. Estes registos passam, assim, a fazer parte da exposição que pode ser visitada até  4 de setembro.
 

 + info: https://www.ccb.pt

 

 

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21 de março de 2022
Newsletter - Março 2022

Esta semana, na Fundação, temos o lançamento do mais recente livro da coleção Giorgio Grassi - opera omnia sic e a sessão de encerramento do colóquio internacional Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo. Contamos consigo, mas há mais a acontecer. Acaba de sair a Newsletter da Fundação Marques da Silva.

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15 de março de 2022
Uma Vida de Arquitecto
Lançamento do livro de Giorgio Grassi com tradução de José Miguel Rodrigues

Em Uma Vida de Arquitecto, Giorgio Grassi faz uma "prova de reflexão" sobre o seu percurso e fá-la acompanhar de um registo da obra, uma espécie de guia explicativo do seu trabalho, e de um álbum de amigos, aqueles que, diz-nos, teve a sorte de encontrar. Falamos do terceiro volume a ser publicado no âmbito do projeto de tradução integral para português da obra escrita de Giorgio Grassi, coordenado por José Miguel Rodrigues, o seu tradutor, e editado conjuntamente pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento. E no próximo dia 25 de março, para apresentação deste livro, na Fundação Marques da Silva e com a presença dos autores, estarão também Fátima Vieira, Presidente da Fundação Marques da Silva, e os Arquitetos Luca Ortelli e Nuno Brandão Costa.

A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço.

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17 de março de 2022
Estão de volta os podcasts da Fundação Marques da Silva

Estão de volta os podcasts da Fundação Marques da Silva. A partir de hoje, sempre às quintas-feiras, intercaladamente, sairá um Escritos Escolhidos e um Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura.

E é com “Da arquitectura abstracta à arquitectura realista”, texto publicado em 1956, na revista Lusíada, da autoria de Mário Bonito, que hoje, se retomam os Escritos Escolhidos, já que amanhã, 18 de março, passam 101 anos sobre o nascimento deste arquiteto.

A ouvir aqui

Na próxima quinta feira, será a vez de Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura.

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16 de março de 2022
Domingos Pinto de Faria, o mais recente acervo da Fundação Marques da Silva

Foi com um projeto de renovação de quarteirão no Covelo que, em 1965, Domingos Pinto de Faria (1934-2002) obteve o seu Diploma de Arquiteto na Escola Superior de Belas Artes do Porto, mas a sua formação incluiu ainda a frequência de um curso de economia de construção com D. A. Turin. Por sua vez, o percurso profissional iniciou-se logo no final dos anos 50, na Câmara Municipal do Porto, junto de Auzelle e enquanto membro da equipa responsável pelo Plano de extinção das ilhas. Os anos 70 marcaram a entrada no Fundo de Fomento da Habitação onde, na década de 80, chegou a assumir o cargo de Diretor da Direção de Habitação do Norte. Da obra desenvolvida enquanto profissional liberal destacam-se, na cidade do Porto, entre outros, os projetos para a Universidade Católica do Porto, o Centro Diocesano - Casa de Vilar ou a reconstrução do Hotel Boa-Vista. A sua obra estende-se, contudo, a Braga, Póvoa de Varzim, Cinfães, Marco de Canavezes, Gondomar, Francelos e Famalicão.
 

O acervo Domingos Pinto de Faria já faz parte do Arquivo da Fundação Marques da Silva.

 

Fotografia: Domingos Pinto de Faria com o seu filho, também arquiteto e atual Diretor do Curso de Arquitetura da Universidade Fernando Pessoa, Luís Pinto de Faria, no atelier da Travessa das Antas, no Porto.

 

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14 de março de 2022
Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo
Congresso Internacional
Porto, 24 a 26 de março de 2022

O colóquio internacional Bernardo Ferrão e as Artes Decorativas no Oriente e no Mundo vai reunir 25 especialistas em Artes Decorativas para, ao longo de 3 dias (entre 24 e 26 de março), cruzando diferentes tempos e geografias, apresentarem e debaterem o resultado das investigações que têm vindo a desenvolver. Depois de uma sessão plenária, em 4 sessões, serão abordadas temáticas tão distintas quanto "A Arte do Marfim", "Mobiliário e Talha", Têxteis e Cerâmica" e "Ourivesaria e Joalharia". Trata-se de uma iniciativa promovida pelo Círculo Dr. José de Figueiredo - Amigos do MNSR que, em 2017, recebeu a doação do acervo documental do Eng.º Bernardo Ferrão, atualmente em depósito no MNSR e já disponibilizado para consulta virtual na plataforma AtoM. O colóquio terá lugar no Museu Nacional Soares dos Reis (24-25), Reitoria da Universidade do Porto (25) e Fundação Marques da Silva (26). Para além do apoio destas instituições, conta ainda com o apoio da CMP.
 

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14 de março de 2022
Há mais cor na Estação de S. Bento
Vestibulo da Estação de S. Bento; © CP Comboios de Portugal

A quem atravessou recentemente o átrio da Estação de S. Bento, não terá decerto passado despercebida a presença da cor no teto onde orgulhosamente se exibem os primeiros destinos daquela que era, e continua a ser, a Gare Central do Porto: Minho e Douro.

A subtil mudança, que marca um regresso às cores originais, e a mais visível para quem percorrer o espaço, insere-se nas obras de Reparação do Teto, Cobertura e Instalação de Passadiços recentemente empreendidas pela Infraestruturas de Portugal. A opção de coloração decorreu de um aprofundado trabalho de pesquisa que contou com o apoio da equipa técnica da DRCN. No seu conjunto, as intervenções materializadas nesta Estação projetada por José Marques da Silva tiveram em vista melhorar as condições de segurança para pessoas e bens, mas também preservar e valorizar a imagem de um equipamento público de reconhecida importância patrimonial.

Há mais cor na Estação de S. Bento e um novo motivo para a visitar.

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11 de março de 2022
Luiz Botelho Dias

É um simples esquisso traçado sobre um guardanapo de papel, quem sabe se não mesmo feito na "Chaleira", o café que Luiz Botelho Dias e Manuel Marques de Aguiar então frequentavam, no Foco, bem próximo do seu escritório de arquitetura. Corria o ano de 1987. Unia-os uma longa amizade, fortalecida pelos tempos já distantes de elaboração do Plano parcial de urbanização da zona entre Leça da Palmeira e Lugar da Boa Nova, onde Botelho Dias e Álvaro Siza formavam a equipa dirigida por Marques de Aguiar. Entretanto, tinham tomado a decisão de literalmente deitar abaixo a parede que os separava e passar a abraçar o desafio de projetar em conjunto. Foi já no contexto desta sociedade que pensaram para Montalegre a Escola, o Forno e o Mercado, assim como, juntamente com Diogo Alpendurada, se envolveram ativamente na Comissão de Apoio à Junta de Nevogilde, em defesa da marginal da Foz.

E com este desenho da autoria de Manuel Marques de Aguiar, que nos revela muito mais do que um mero encontro entre um retratado e quem o retrata, assinalamos o aniversário de nascimento de Luiz Botelho Dias, a 11 de março de 1929.

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08 de março de 2022
Graça Correia Ragazzi, Andreia Garcia e Sandra Barclay: as vozes femininas de Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura

Em março, vão regressar os podcasts da Fundação Marques da Silva. E porque hoje é Dia da Mulher, nesta Fundação onde sobressai o papel determinante de uma arquiteta, Maria José Marques da Silva, sugerimos um regresso à voz de outras mulheres arquitetas. Em Passa-a-Palavra: falemos de arquitetura, Graça Correia, Andreia Garcia e Sandra Barclay viajam e levam-nos a viajar por obras de arquitetura que as fascinam e inspiram.


Ouça aqui:

Graça Correia - Lafayette Park, Detroit, Mies van der Rohe
Andreia Garcia - Capela das Irmãs Clarissas Capuchinhas, México, Luis Barragán
Sandra Barclay - Casa Curutchet, La Plata-Buenos Aires, Le Corbusier

 

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03 de março de 2022
What? When? Why not? Portuguese architecture
1º debate do Ciclo “Temas Contemporâneos na Arquitetura Portuguesa”
Casa da Arquitectura, 5 de março, a partir das 15h

O 1.º Debate do Ciclo “Temas Contemporâneos na Arquitetura Portuguesa, organizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e pela Casa da Arquitectura em parceria com a Fundação Marques da Silva, surge no contexto da exposição “What? When? Why not? Portuguese architecture”. Vai decorrer no dia 5 de março, com início às 15h00, na Casa da Arquitectura. A coordenação científica e moderação estarão a cargo de Jorge Figueira e Bruno Gil. Na abertura, a Fundação Marques da Silva estará representada pela Presidente do Conselho Diretivo, Fátima Vieira, juntamente com Nuno Sampaio, Diretor Executivo da Casa da Arquitectura. O programa obedecerá à seguinte ordem de trabalhos:
 
What Colonialism?
Ana Vaz Milheiro (Dinâmia’cet-ISCTE, FAUL)
José Pedro Monteiro (CECS-UM)
Ana Fernandes (Dinâmia’cet-IUL, FAUP)

What Women?
Patrícia Santos Pedrosa (CIEG/ISCSP/UL, UBI)
Jorge Figueira (CES-Darq/FCTUC)
Helena Souto (IADE-UE)
Zaída Muxi (ETSAB-UPC, Espanha)
 

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço e ao levantamento de bilhete no dia a partir das 10h.

O segundo debate decorrerá a 2 de abril.

+ informações: www.casadaarquitectura.com

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1 de março de 2022
Alfredo Matos Ferreira, um homem em sintonia com o (seu) tempo

Alfredo Matos Ferreira foi sempre um homem de fortes convicções e pluridisciplinar na sua ação. Enquanto arquiteto e enquanto cidadão procurou manter um posicionamento ético perante os desafios que abraçava e defender sempre a sua liberdade criativa. Considerava o SAAL a experiência mais gratificante de toda a sua carreira de arquiteto. E viveu-a intensamente não só enquanto responsável da equipa da Lapa (Porto), intervindo no terreno, mas também filmando diversos momentos de um período de fortes convulsões e transformações políticas e sociais. Alfredo Matos Ferreira nasceu a 1 de março de 1928. Assinalamos o dia com uma imagem retirada dessas filmagens que hoje, ainda que continue a ser carnaval, adquire estranhas ressonâncias.

 

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22 de fevereiro de 2022
O acervo de Germano de Castro Pinheiro passou a fazer parte desta Fundação

Germano de Castro Pinheiro (1913-1992), arquiteto formado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, tem um conjunto assinalável de obra construída na região litoral norte do país, realizada entre o final da década de 30 e a década de 80 do século XX. A documentação que regista o trabalho desenvolvido no escritório da rua de Santo António e posteriormente na rua Clemente Menéres, no Porto, foi agora doada à Fundação Marques da Silva pelo seu filho e neto, ambos igualmente arquitetos, estando assim lançadas as bases para um novo contexto que permitirá resgatá-lo de um certo anonimato. Enquanto parte integrante e importante do Arquivo desta instituição, estará agora salvaguardada a sua preservação, bem como passará a beneficiar de condições que viabilizam o seu estudo e divulgação.

 

Sobre as imagens: os arquitetos Germano Manuel Torres de Castro Pinheiro e Germano Manuel Novais de Castro Pinheiro hoje, na Fundação; Germano de Castro Pinheiro, Desenho de perspetiva do conjunto do equipamento balnear "Maresia" (1972, Póvoa do Varzim).

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21 de fevereiro de 2022
Manuel Botelho . Professor
mesa redonda
23 de fevereiro, 18h30, Auditório Fernando Távora (FAUP)

A mesa redonda  "Manuel Botelho . Professor" surge no contexto da exposição "Manuel Botelho: Projecto e Obra", atualmente patente ao público na Galeria de Exposições da FAUP, e vai reunir seis arquitectos que, nesta instituição, enquanto alunos ou docentes, se cruzaram com Manuel Botelho: António Neves (introdução), Jorge Reis (moderação), Conceição Melo, Eduardo Fernandes, Inês Beleza e José Manuel Soares.


+ info: www.arq.up.pt
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18 de fevereiro de 2022
Bibliotecas são mais que livros

Os livros ocupam um lugar especial nesta Fundação. E não se pode falar simplesmente de uma Biblioteca. Sim, temos uma Biblioteca Corrente onde os nossos investigadores podem consultar as mais recentes edições lançadas pela instituição, assim como toda a bibliografia que tem vindo a ser reunida através de ofertas, permutas e aquisições. Mas existem as "outras" Bibliotecas, aquelas que nos revelam interesses e paixões dos arquitetos aqui representados. Pesquisar as bibliotecas dos "nossos" arquitetos é também uma forma de os descobrir e entender, da obra à pessoa. A mais recente entrada chegou da parte da Arq.ta Margarida Coelho, que tem vindo a enriquecer este acervo com livros que atravessam as várias áreas do seu percurso profissional: arquitetura, urbanismo e património. São mais de duas centenas de títulos, entre monografias e periódicos.

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09 de fevereiro de 2022
Bartolomeu Costa Cabral agraciado com o Grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique
Creditos: Rui Ochoa/Presidência da República

O arquiteto Bartolomeu Costa Cabral foi ontem condecorado pelo Presidente da República com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique. Foi um momento de dupla celebração já que a cerimónia decorreu no dia do seu aniversário.

"A Ordem do Infante D. Henrique destina-se a distinguir quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus valores."

A Fundação Marques da Silva regozija-se com mais um importante reconhecimento público do percurso e obra do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral.

 

Créditos da imagem: Rui Ochoa/Presidência da República

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8 de fevereiro de 2022
Bartolomeu Costa Cabral: o atelier da rua da Alegria

Durante mais de 4 décadas, foi no terceiro andar do número 25 da rua da Alegria que Bartolomeu Costa Cabral se entregou ao ofício de ser arquiteto. Espaço que em junho de 2019 fecharia as suas portas, mas cuja poesia que o envolvia se entrevê e pressente nesta filmagem de Luís Urbano, realizada no momento que antecedeu a transferência do arquivo para a Fundação Marques da Silva. É também um dos 4 vídeos que até 23 de abril podem ser vistos na exposição Bartolomeu Costa Cabral /  um arquivo em construção. Hoje, 8 de fevereiro, passam 93 anos sobre o nascimento de Bartolomeu Costa Cabral. Parabéns, Senhor Arquiteto!

Ver vídeo: aqui

 

 

 

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2 de fevereiro de 2022
"Arquitetura
Energy - Marina Abramovic"
Alexandre Alves Costa

"Arquitetura. Energy - Marina Abramovic" é o título que aponta alguns dos possíveis sentidos deste desenho/colagem de Alexandre Alves Costa, a que a legenda,  "Com prazer, Sebastião, resistiu vivo à adversidade do martírio, com a energia de querer transformar o mundo para lá de todas as amarguras", vem oferecer outras possíveis decifrações. Cabe a quem o observa aceitar o desafio lançado pelo autor e assim descobrir os "argumentos" que sustêm as suas navegações. E Alexandre Alves Costa é um autor que se permite, pelo desenho ou pela palavra escrita, a liberdade de partir "em deriva" por imprevistas geografias e destinos. Em breve, a Fundação Marques da Silva, em parceria com a UPorto Press, lançará um novo livro de sua autoria. Mas, para já, celebre-se hoje o seu aniversário.
Parabéns, Senhor Arquiteto!

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28 de janeiro de 2022
David Moreira da Silva e Juan Honold Dünner

Trata-se de uma carta não datada, mas que não deixa dúvidas quanto a quem a escreve - Juan Honold Dünner - e a quem se destina - David Moreira da Silva. Revela também a partilha de um domínio comum a estes dois interlocutores - urbanismo - e a vontade de confrontar as realidades dos respetivos países de origem - Chile e Portugal. Não é claro o lugar ou o contexto em que se conheceram, mas teria sido por volta de 1960, ano em que Juan Honold Dünner ocupava as funções de arquiteto na Direção de Planeamento do Ministério das Obras Públicas chileno e ano em que assume as funções de coordenador do Plano Intercomunal de Santiago. Os documentos que a carta acompanhava, bem como uma até agora enigmática tradução datilografada da legislação chilena (Lei geral de construções e urbanização) encontram-se hoje no acervo de David Moreira da Silva que, à data, estava a desenvolver o plano para a cidade de Aveiro, depois de duas décadas de intensa atividade no plano urbanístico. A história continua para quem a desejar investigar e muito haveria a explorar, mas hoje, com ela se assinala o aniversário de David Moreira da Silva, nascido a 28 de janeiro de 1909.

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12 de janeiro de 2022
Há uma nova campanha em larga escala de higienização de documentos

Está em curso uma nova campanha, extensiva e intensiva, de higienização de documentos na Fundação Marques da Silva. Se, entre 2020 e 2021, o foco recaiu nos acervos de Raúl Hestnes Ferreira e Francisco Granja, agora vão ser limpos e reacondicionadas peças desenhadas e escritas produzidas por Maurício de Vasconcellos e Luiz Alçada Baptista, Manuel Graça Dias e José Egas Vieira, e António Teixeira Guerra. A campanha, que abrange milhares de registos deverá estar concluída no final de março deste ano. O processo será realizado pela equipa técnica da Fundação Marques da Silva, com o apoio da Oficina de Restauro de Documentos Gráficos da UP (GDI - UP Digital).

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20 de janeiro de 2022
António Silva Cardoso (1955-2022)
Entrada da Casa-Atelier José Marques da Silva, fotografia de Inês d´Orey

A Fundação Marques da Silva manifesta um profundo pesar pelo falecimento do Professor António Silva Cardoso, Vice-Reitor da Universidade do Porto e Professor Catedrático da Faculdade de Engenharia Civil (FEUP). Ao longo do seu percurso foram vários os momentos em que a sua ação se cruzou com esta instituição, seja na requalificação dos espaços construídos, seja no exercício das funções de Presidente do seu Conselho Geral, cargo que assumiu em 2018. Para sempre será recordada a sua forma serena e assertiva de estar, a sua capacidade de realização e de congregar o contributo de todos.
 

O funeral realiza-se na tarde de hoje, na Murtosa, na zona de Aveiro, depois da Missa de Corpo Presente que terá lugar às 13h30, na Igreja do Foco (Porto).

 

 

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14 de janeiro de 2022
Carlos Carvalho Dias:
uma nova entrada no Arquivo Digital da Fundação, em dia de aniversário
Carlos Carvalho Dias, Estudo para implantação da Escola Secundária de Ponte da Barca, 1978

Hoje, o Arquiteto Carlos Alberto Carvalho Dias celebra 93 anos e, em dia de aniversário, a Fundaçao Marques da Silva abre ao domínio público a consulta do seu acervo no Arquivo Digital da instituição. Este instrumento de pesquisa, ainda em construção e em permanente atualização, permitirá o acesso online a informações relativas ao seu percurso e a obras documentadas no acervo doado a esta instituição. De momento, fica disponível a consulta de uma lista com cerca de uma centena de projetos de arquitetura e/ou urbanismo referenciados, desenvolvidos entre 1956 e 1993, com incidência no norte litoral do país, o seu território de eleição.

Parabéns, senhor Arquiteto!

Consultar: Arquivo Digital & Site

 

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12 de janeiro de 2022
Manuel Botelho. Projeto e Obra
Exposição
Galeria da FAUP, de 26 de janeiro a 9 de março de 2022

No próximo dia 26 de janeiro, na Galeria da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, vai inaugurar a exposição "Manuel Botelho. Projecto e Obra". Trata-se de uma primeira iniciativa no contexto de um conjunto alargado de ações que tem como propósito dar a conhecer o singular percurso de Manuel Botelho, um arquiteto cuja produção cruza os territórios da arquitectura, do design de objectos, a reflexão teórica vertida para a escrita e a docência. Com ela se assinala também a salvaguarda dos registos do trabalho deste arquiteto, através do depósito do seu acervo profissional na Fundação Marques da Silva, entidade instituída pela Universidade do Porto (entre 1980 e 2010, Manuel Botelho exerceu a carreira docente nesta Universidade), e da entrega da sua biblioteca à Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho.

"Manuel Botelho. Projecto e Obra" reúne uma seleção de projectos de diferentes escalas, programas e enquadramento, bem como de objectos que integram o corpo de trabalho de Manuel Botelho. Organiza-se em dois espaços da Galeria da FAUP constituindo dois olhares distintos: ao longo da galeria circular expõe-se ‘Território Manuel Botelho’, um registo fotográfico documental, produzido por Duarte Belo (fotógrafo, arquitecto e antigo aluno de Manuel Botelho), do percurso pelo território de espaços construídos e de objectos do arquitecto bem como pelos espaços do seu quotidiano; no espaço central, em ambiente de atelier, são expostos desenhos e maquetes originais bem como outras produzidas para esta mostra.

Com comissariado de António Neves, Bruno Baldaia, Carlos Maia, Filipa Guerreiro e Duarte Belo (Território Manuel Botelho), a Exposição, que decorre de um trabalho de identificação e inventarização da obra do Arquitecto Manuel Botelho levada a cabo pelos comissários com o apoio de Bruno Castro, João Costa e Rui Ferreira, bolseiros da Universidade do Minho, resulta de uma parceria entre a FAUP, a Fundação Marques da Silva, o Laboratório da Paisagem, Património e Território e a Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho.
 

O ciclo que se inicia com a exposição na FAUP prosseguirá, em itinerância, nas instituições parceiras, acompanhado da realização de mesas redondas e visitas às obras deste arquiteto. Este processo inclui ainda o lançamento de duas publicações: uma monografia, editada pela Circo de Ideias, e um registo das visitas às obras, editado pelo Museu da Paisagem.

A sessão de inauguração vai decorrer no dia 26 de janeiro, 4.ª feira, às 18h30, no Auditório Fernando Távora, com introdução de João Pedro Xavier (Diretor da FAUP) e contará com intervenções de Álvaro Siza e dos comissários.

A mostra, de entrada livre, estará patente até 9 de março, na Galeria de Exposições da FAUP, de 2.ª a 6.ª feira, das 9h00 às 20h00 (encerra aos feriados). A entrada é livre.
 

+ info: www.faup.pt

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10 de janeiro de 2022
"Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção"

Habitação, Cidade, Universidade são os três eixos em que assenta a exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção que a partir de hoje, 10 janeiro, no Palacete Lopes Martins, reabre as suas portas ao público. Venha visitá-la e conhecer os muitos registos reunidos pelos curadores - Pedro Baía, Paulo Providência e Mariana Couto - para revelar a singularidade do percurso profissional do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, que se estende de 1948 aos nossos dias.

A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, entre as 14h e as 18h (última entrada às 17h30).

 

Nota à imagem: fotografia de Catarina Costa Cabral

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8 de janeiro de 2022
Manuel Marques de Aguiar: uma década que anuncia todo um futuro

O sentido do percurso profissional de Manuel Marques de Aguiar define-se logo durante a década de 50. Em 1954,  termina a sua licenciatura em Urbanismo, em Paris, e regressa ao Porto para concluir, no ano seguinte, a sua formação como arquiteto na Escola de Belas Artes desta cidade. O diploma tem assinalada a menção de 20 valores. Quanto à prática profissional, no seu acervo, agora à guarda da Fundação Marques da Silva, encontram-se registos que remontam ao início dos anos 50, com destaque para o Anteplano de Pedras Salgadas e o Plano de Vidago, ambos de 1954. Já como arquiteto recém-licenciado, encontra-se documentado um projeto, que chegou a contemplar a execução de uma maquete, para um Cine Teatro em Famalicão, obra de 1955 que não virá a ser construída (vide imagens). Logo em 1956, integra os serviços de urbanização da Região Norte e aí permanecerá várias décadas traduzidas num amplo e reconhecido trabalho que se estenderá aos Açores, sem nunca abdicar de paralelamente manter o seu atelier de arquitetura. É como arquiteto liberal que, a finalizar a década, desenvolverá o projeto do emblemático edifício Figueiredo, localizado naquela que então se pretendia vir a ser um "boulevard" portuense, a rua Gonçalo Cristovão. E, claro, desde sempre desenhou compulsivamente, num exercício ainda recentemente destacado na exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

Manuel Marques de Aguiar nasceu a 8 de janeiro de 1929.

 

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3 de janeiro de 2022
Bom Ano Novo!

A Fundação Marques da Silva deseja a todos um Bom 2022 e informa que, em concordância com as medidas em vigor de contenção da pandemia, a abertura ao público da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção apenas será retomada a 10 de janeiro. Até lá, prossegue o atendimento a investigadores com agendamentos previamente acordados.

 

Imagem: Expoisção "Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção", fotografia de Catarina Costa Cabral.

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20 de dezembro de 2021
Boas Festas!

É a partir de uma gravura de António Cardoso - Paisagem, 1978 - que a Fundação Marques da Silva envia os seus votos de Boas Festas e de um excelente Novo Ano.

Um desejo acompanhado de um agradecimento a todos os que em nós confiaram, os que nos visitaram ou que connosco colaboraram, reforçando o sentido de cumprimento de um projeto que, a cada ano, está mais forte e consolidado. E em 2022 serão muitas as novidades a anunciar!

Entretanto, aproveitamos para informar que entre 27 e 31 de dezembro a Fundação se encontra encerrada, retomando as suas atividades logo a 3 de janeiro.

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15 de dezembro de 2021
Terceira ação de digitalizações em curso

Aproxima-se o final do ano, mas ainda há tempo para concluir uma nova operação de digitalização de documentos em larga escala, a terceira levada a cabo em 2021, com o apoio da empresa Grafit. Desta vez, o foco incidirá em documentos pertencentes aos acervos de Rui Goes Ferreira, Manuel Marques de Aguiar, Manuel Graça Dias e Manuel Botelho.

 

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13 de dezembro de 2021
A aguardar novos projetos

As paredes que acolheram a exposição de desenhos de Manuel Marques da Aguiar já se encontram despidas. No Palacete, a exposição Bartolomeu Costa Cabral: um arquivo em construção continua patente ao público, mas novos projetos estão já em fase de preparação e em breve haverá novas razões para se visitar a Casa-Atelier José Marques da Silva...

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9 de dezembro de 2021
António Costa, pintor

António Ferreira da Costa (1898-1961), pintor, é uma figura invulgar. Nele se destaca a coerência e mestria técnica da sua obra, como retratista ou paisagista, mas também a defesa convicta de ideais políticos que estarão na base de uma conclusão tardia do curso de Pintura, na Escola de Belas Artes do Porto, em 1933. Ainda assim, chega a ser diretor artístico da Escola Nacional do Desenho, nesta mesma cidade, e a obter um assinalável sucesso com cursos de ensino técnico do desenho por correspondência. Não é, contudo de estranhar, que este aluno de João Marques de Oliveira esteja representado na coleção de Pintura de José Marques da Silva, onde se encontra um admirável retrato de um Poveiro (a pastel) e um expressivo retrato do próprio Marques da Silva (a óleo). Esta presença, desde o passado dia 7 de dezembro, estendeu-se agora a um traballho académico, Academia (nu masculino), doado à Fundação Marques da Silva pelo neto do pintor, o Eng.º Miguel Ferreira da Costa. O quadro foi recebido pela Presidente, Fátima Vieira, e pelo Vice-Presidente, Luís Urbano, estando presente Artur Vasconcelos, autor do Catálogo de Pintura da Fundaçao Marques da Silva.

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7 de dezembro de 2021
Alfredo Leal Machado

Poucos serão os que conseguem identificar o jovem arquiteto que a fotografia fixa, de rolo e chapéu na mão, com o olhar dirigido a algo ou alguém que não nos é revelado. Desconhecemos o lugar onde ele se encontra, mas sabemos tratar-se de Alfredo Leal Machado. Nascido a 7 de dezembro de 1904, terminou a sua formação em Arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto, onde foi aluno de Marques da Silva, em 1932. Deixou obra projetada e construída no Porto, Vila Nova de Gaia, Espinho e Coimbra, cidade onde chegou mesmo a ocupar um lugar de Vereador entre 1942 e 1945. A morte prematura, num acidente ocorrido em 1955, deixou suspensa a sua carreira.

Em dia de aniversário, fica esta notícia, a pensar no olhar atento de um investigador que possa recuperar a sua obra da lonjura do tempo.

 

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2 de dezembro de 2021
Casa-Atelier Júlio Resende: o sentido de uma amizade, em dia de aniversário de José Carlos Loureiro

A Casa-Atelier que José Carlos Loureiro projetou para Júlio Resende começou a ganhar forma no início dos anos 60. A precedê-la tinha a vontade de encontrar a solução ideal para o contexto de vida de um amigo que era também artista. Construída na vizinhança da sua própria casa, cumpriu o sonho de quem a veio a habitar e que dela sempre fez questão de falar "apaixonadamente". Foi classificada em 2011 como Monumento de Interesse Público.

José Carlos Loureiro nasceu a 2 de dezembro de 1925. Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

+ info: Site | Arquivo Digital

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29 de novembro de 2021
Visita guiada ao desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar

Na companhia dos arquitetos David Viana, Marta Aguiar e Sofia Aguiar, percorreu-se, no passado sábado, o piso nobre da Casa-Atelier José Marques da Silva, em visita à exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. Foi uma oportunidade única para admirar a diversidade de desenhos produzidos por este arquiteto, incessantemente, ao longo da sua vida. Desenhos que nos revelam o "chão" onde assentaram as suas vivências e que se tornam imprescindíveis para um entendimento franco do seu percurso, pessoal e profissional. E se, por um lado, estes registos de espaços, lugares, pessoas, fixam o seu olhar sobre os territórios de partilha que sempre elegeu como forma de estar e de agir, tornou-se evidente, por outro lado, a sua atualidade e capacidade de diálogo com o tempo que é hoje o nosso.

 

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25 de novembro de 2021
Newsletter - Novembro 2021

Com a visita guiada que assinala o encerramento da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar em destaque, publicamos mais uma edição da Newsletter da Fundação Marques da Silva.

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24 de novembro de 2021
O tempo longo, do lugar e do projeto: a remodelação do Museu de Évora

Foi em 1993 que Raúl Hestnes Ferreira ganhou o Concurso para o projeto de remodelação do Museu de Évora. Daí datam os primeiros esquissos, desenhos e uma maqueta. Em 2002 iniciou-se o projeto de execução e a obra acabou por arrancar em 2007. Duraram dois anos. O "novo" Museu, com a volumetria e a imagem do edifício estabilizada, revelou então uma espacialidade interior completamente renovada e valorizada, em diálogo - procurado e consciente - com as muitas vidas de um lugar cujas fundações remontam ao tempo do Fórum Romano.

Raúl Hestnes Ferreira nasceu a 24 de novembro de 1931. Faria hoje 90 anos.

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19 de novembro de 2021
Visita guiada à exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
27 de novembro, 15h, Casa-Atelier José Marques da Silva
Abertura de inscrições

No próximo dia 27 de novembro, às 15h, para assinalar o encerramento da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, David Viana (curador), Marta Aguiar e Sofia Aguiar (arquitetas, filhas do arquiteto Manuel Marques de Aguiar) vão fazer uma visita guiada aberta a todos. Será a última oportunidade para admirar este singular conjunto de desenhos e fotografias expostos na Casa-Atelier José Marques da Silva, ficando a conhecer as muitas histórias que através dele se podem contar.

Para participar basta apenas fazer uma inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt até 26 de novembro. A lotação máxima é de 20 elementos.
 

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18 de novembro de 2021
Aprender a fazer maquetes!

Alunos do 10.º e 11.º anos da Escola Secundária Aurélia de Sousa foram desafiados a ver, compreender e tentar fazer maquetes de arquitetura, sob orientação do professor e arquiteto Luís Urbano. Assim começou a manhã na Fundação Marques da Silva, espaço de acolhimento da primeira iniciativa proposta pela Universidade do Porto para celebrar o Dia Europeu do Património Académico.

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17 de novembro de 2021
Uma visita à Fundação em Dia Europeu do Património Académico
18 de novembro

A Fundação Marques da Silva vai participar no Dia Europeu do Património Académico, uma iniciativa programada pelas Universidades Portuguesas representadas no Conselho de Reitores para promover um espaço de afirmação da vocação cultural das universidades enquanto espaços abertos e transformadores, que celebram a diversidade de culturas e fomentam a livre circulação de ideias. O conjunto de ações programadas tem, assim, como objetivo revelar a riqueza de uma herança cultural que pode ser usufruída por todos.
 

Integrada nas ações propostas pela Universidade do Porto, a Fundação Marques da Silva irá receber grupos de estudantes do 10.º e 11.º anos da Escola Secundária Aurélia de Sousa, que visitarão, guiados pelo arquiteto e professor Luís Urbano, o acervo de maquetes da Fundação e a exposição Bartolomeu da Costa Cabral/um arquivo em construção. A visita encerrar-se-á com uma oficina de maquetes.
 

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16 de novembro de 2021
Visita Guiada à exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
por David Viana, Marta Aguiar e Sofia Aguiar
27 de novembro, 15h, Casa-Atelier José Marques da Silva

No próximo dia 27 de novembro, para assinalar o encerramento da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, David Viana (curador), Marta Aguiar e Sofia Aguiar (arquitetas, filhas do arquiteto Manuel Marques de Aguiar) vão fazer uma visita guiada aberta a todos. Será a última oportunidade para admirar este singular conjunto de desenhos e fotografias expostos na Casa-Atelier, ficando a conhecer as muitas histórias que através dele se podem contar.

Para participar basta apenas fazer uma inscrição prévia para o email fims@reit.up.pt até 26 de novembro. A lotação máxima é de 20 elementos.

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15 de novembro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
a visitar até 23 de abril, na Fundação Marques da Silva

A exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção abriu as suas portas para dar a ver um arquivo vivo, aberto e capaz de promover novas dinâmicas. Estruturada em três núcleos: Habitação - Cidade - Universidade, apresenta um conjunto de projetos que percorrem a linha do tempo e o modo de fazer arquitetura de um arquiteto que nunca deixou de ter presente a dimensão ética, humana e social desta "arte construtiva".

A exposição pode ser visitada de segunda a sábado, entre as 14h e as 18h.

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13 de novembro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
Hoje, às 16h, Fundação Marques da Silva

Começam a abrir-se as portas da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção. Inaugura hoje, às 16h, na presença do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral e com uma visita guiada pelos curadores, Pedro Baía, Paulo Providência e Mariana Couto. A entrada é livre, apenas sujeita à lotação do espaço. Estamos à sua espera!

 

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12 de novembro de 2021
Biblioteca Geral da Universidade da Beira Interior (Covilhã)

O terceiro núcleo temático da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção tem como título Universidade. E foram vários os projetos desenvolvidos por Bartolomeu Costa Cabral para instituições de Ensino Superior, entre eles o da Biblioteca para a Universidade da Beira Interior, na Covilhã (1997-2001), que a imagem documenta.

A exposição inaugura amanhã, às 16h00, estando presente o arquiteto Bartolomeu Costa Cabral. Os curadores, Pedro Baía, Paulo Providência e Mariana Couto farão uma visita guiada.

 A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

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11 de novembro de 2021
O Edifício EPUL

O edifício na Praça do Martim Moniz, em Lisboa, resposta a uma encomenda da EPUL, data de 1973. É um dos projetos que exemplifica uma das preocupações centrais na obra de Bartolomeu Costa Cabral, a construção do espaço urbano. É também um dos projetos expostos em Cidade, um dos eixos temáticos da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção.

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10 de novembro de 2021
Uma Casa em Taipa

A Casa em Taipa foi construída entre 2004 e 2008, na Herdade dos Delgados, em Beja. É um dos vários projetos que farão parte do primeiro núcleo da exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção, dedicado ao programa habitacional desenvolvido por este arquiteto.

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9 de novembro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção
abertura da exposição: 13 de novembro, 16h
Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva)

A exposição Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construção, com curadoria de Pedro Baía, Paulo Providência e Mariana Couto, propõe uma leitura da pluralidade da produção do arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, num percurso profissional singular que se estende ao longo de um conjunto de mais de duas centenas de projetos, desde 1948 até aos nossos dias. Inaugura no dia 13 de novembro, às 16h, no primeiro piso do Palacete Lopes Martins (Fundação Marques da Silva). Nesta ocasião, estará presente o arquiteto Bartolomeu Costa Cabral e os curadores farão uma visita guiada através do percurso expositivo.
 

Organização: Fundação Marques da Silva.
Apoios: Ordem dos Arquitectos, SIPA, Instituto Politécnico de Tomar e  Faculdade e Arquitectura da U.Porto.
Agradecimentos: Irene Buarque, Teresa Pavão e Rui Sanches, Rui Mendes e Gill Stoker.
 

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8 de novembro de 2021
Um Mapa de Arquitetura para melhor conhecer a obra de Rui Goes Ferreira na Madeira
Rui Goes Ferreira, Conjunto habitacional para Porto Santo, [1969]

Rui Goes Ferreira desenvolveu uma intensa e diversificada atividade profissional na Madeira, em particular durante as décadas de 60 e 70 do século XX. Atento ao lugar, ao contexto urbano e paisagístico da sua terra natal, projetou em sintonia com os princípios modelares de uma formação moderna, mantendo-se sensível às preocupações e necessidades de uma comunidade com um caráter singular. Como refere Madalena Vidigal, sua neta e também arquiteta, "não existe no Funchal outro arquitecto local que tenha, nesta época, contribuído tanto para as transformações na cidade". 
 

A Ordem dos Arquitectos - Secção Regional da Madeira (SRMAD), que ainda recentemente propôs a atribuição do título de Membro Honorário a Rui Goes Ferreira, reconhecendo a importância do trabalho desenvolvido por este arquiteto e em resposta a um desafio lançado por Madalena Vidigal, está agora a produzir, com o apoio da Fundação Marques da Silva, instituição detentora do acervo profissional de Goes Ferreira, um Mapa de Arquitetura dedicado à sua obra edificada. No total, serão 17 as obras a sinalizar, num roteiro com múltiplos percursos sugeridos. Entre elas, este conjunto habitacional para Porto Santo, num projeto que também se encontra representado na exposição At Play: Arquitetura e Jogo, atualmente em exposição na Garagem Sul do CCB.
 

Rui Goes Ferreira nasceu no Funchal a 8 de novembro de 1926.

 

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6 de novembro de 2021
A contemporaneidade da arquitetura de Alcino Soutinho

Em 2005, Alcino Soutinho foi convidado a projetar um conjunto habitacional para os lotes 7 e 8 dos jardins da Efanor, em Matosinhos. Seria o primeiro edifício a ser construído neste lugar, marcado pela envolvência de generosos espaços verdes. O rigor estrutural e construtivo sustenta esta arquitetura contemporânea, discreta, mas sólida e afirmativa, com um grande sentido de urbanidade. Sinal da sua vitalidade é também o facto de agora está a ser retomada pela sua filha, Andrea Soutinho, convidada a dar continuidade ao projeto inicial.

Alcino Soutinho nasceu a 6 de novembro de 1930.

 

 

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2 de novembro de 2021
FILARCH 2021: Visões
Simpósio de Arquitetura e Filosofia
5-6 de novembro, Fundação Marques da Silva
Mirroscope, o estereoscópio desenhado por Charles Wheatstone em 1838

Durante os dias 5 e 6 de novembro, a Fundação Marques da Silva vai acolher a segunda edição de FILARCH, um Simpósio focado na relação entre a Filosofia e a Arquitetura, mas que visa igualmente abrir o campo de reflexão a diferentes áreas do conhecimento.

Para 2021, o tema proposto pelos organizadores, Eduardo Queiroga e Constantino Pereira Martins, foi "Visão, possibilidade, virtualidade", isto é, o desafio de mostrar em que consiste uma visão, uma possibilidade que se ergue no real como uma sombra da imaginação sobre as coisas.

Ao longo destes 2 dias, distribuídos por 4 painéis distintos, cerca de 16 conferencistas nacionais e internacionais (Itália, França, Espanha, Grécia, Ucrânia, Hungria, República Checa, mas também dos E.U.A. e Brasil) discorrerão livremente sobre a temática proposta, partilhando pensamentos, dilemas e experiências.

A entrada é livre, sujeita apenas à lotação do espaço.

Esta iniciativa conta com o apoio da Fundação Marques da Silva (instituição e acolhimento) e da Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos.

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Imagem:  Mirroscope, o estereoscópio desenhado por Charles Wheatstone em 1838.

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26 de outubro de 2021
Newsletter - Outubro 2021

A anteceder um fim de semana cheio de boas sugestões, entre elas o lançamento do livro de Ana Tostões, Lisboa Moderna, a acontecer no Palacete Lopes Martins, publica-se mais uma edição da Newsletter da Fundação Marques da Silva.

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28 de outubro 2021
What? When? Why not? Portuguese Architecture
Exposição e Colóquio Internacional
Galeria da Casa da Arquitectura
29-30 de novembro

Em julho de 2019, o projeto (EU)ROPA - Rise of Portuguese Architecture, coordenado por Jorge Figueira e Bruno Gil, foi apresentado publicamente na Fundação Marques da Silva, instituição parceira. Agora, volvidos dois anos de investigação, tem lugar uma Exposição e um Colóquio Internacional: What? What? When? Why not? Portuguese Architecture.
 

A Exposição, reflexo deste projeto de investigação, pretende identificar, problematizar e disseminar o conceito de “arquitetura portuguesa” no contexto nacional e internacional, confrontando a sua história, ideias e métodos, com um mundo em transformação, apresentando o tema em várias dimensões disciplinares e interdisciplinares, e convocando diversas sensibilidades. Inaugura a 29 de outubro, na Galeria da Casa da Arquitectura, e aí estarão presentes múltiplos documentos provenientes do Arquivo da Fundação Marques da Silva. Ficará patente ao público até 24 de abril de 2022.
 

Neste contexto expositivo, vai decorrer um Colóquio Internacional, a 30 de outubro, com os coordenadores Jorge Figueira e Bruno Gil, e os investigadores nucleares, Ana Vaz Milheiro, Carlos Machado e Moura, Carolina Coelho, Eliana Sousa Santos, Gonçalo Canto Moniz, José António Bandeirinha, Luís Miguel Correia, Nuno Grande, Patrícia Santos Pedrosa e Rui Lobo a partilharem os resultados alcançados em cada uma das respetivas linhas de investigação. Como oradores convidados participarão Hans Ibelings, com uma reflexão sobre culturas periféricas e centrais no contexto da arquitetura europeia, Cristiane Muniz, diretora da Escola da Cidade, e Fernando Viégas, presidente da Associação Escola da Cidade, São Paulo.
 

+ info: www.eu-ropa.ces.uc.pt

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22 de outubro de 2021
Ana Tostões, Lisboa Moderna
Lançamento de livro
Apresentação a cargo de Paula Santos e José Fernando Gonçalves
29 de outubro, 21h30, Palacete da Fundação Marques da Silva

A Fundação Marques da Silva vai acolher, no próximo dia 29 de outubro, o lançamento do livro de Ana Tostões, Lisboa Moderna, uma publicação conjunta da Docomomo International e da editora Circo de Ideias. A sessão, a decorrer no Palacete Lopes Martins, conta com a presença da autora e apresentação de Paula Santos e José Fernando Gonçalves.

"Este livro [...] propõe pensar a cidade moderna de Lisboa a partir de uma leitura da sua transformação e de uma análise histórica e crítica sobre um conjunto de projectos modernos que marcaram o território ao longo dos séculos XX e XXI. Com base numa pesquisa de arquivo e num levantamento fotográfico, destacam-se os bairros de Alvalade, Infante Santo, Olivais Norte, Olivais Sul, Restelo e Telheiras que revelam a aplicação singular dos conceitos da urbanística internacional, assim como obras que se evidenciam pela sua modernidade, tais como o Instituto Superior Técnico, o Parque Florestal de Monsanto, o Edifício e Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o Centro Cultural de Belém e a Escola Alemã de Lisboa."

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

+ info:www.circodeideias.pt


 

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21 de outubro de 2021
Maria José Marques da Silva e Rui Goes Ferreira, Membros Honorários 2021
Cerimónia de outorga de títulos: 22 de outubro, 18h30
Auditório da Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos (Lisboa)


Os arquitetos Maria José Marques da Silva, pela Secção Regional Norte, e Rui Goes Ferreira, pela Secção da Madeira, serão postumamente distinguidos com o título de Membro Honorário, em cerimónia a decorrer na Sede Nacional da Ordem dos Arquitectos, no próximo dia 22 de outubro.
 

Na base da proposta de atribuição do título a Maria José Marques da Silva, cuja doação conjunta com David Moreira da Silva à Universidade do Porto veio a estar na origem da atual Fundação Marques da Silva, Conceição Melo, Presidente do Conselho Diretivo Regional do Norte, destaca o facto ter sido a primeira mulher a obter um diploma de Arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto (1943), a prática relevante na arquitetura e no urbanismo, inicialmente com o pai, José Marques da Silva, e depois com David Moreira da Silva, que viria a ser seu marido e colega de escritório, mas também a sua ação enquanto Presidente da Secção Regional Norte. A concluir a fundamentação da proposta, acrescenta ainda, "Neste tempo por que passamos somos levados a reconhecer a menor visibilidade que dedicámos às arquitetas que fazem parte deste legado comum. O que acresce ao mérito próprio de Maria José Marques da Silva e conduziu a esta proposta que de tão óbvia só peca por tardia."

O percurso de Rui Goes Ferreira, cujo acervo profissional foi doado à Fundação Marques da Silva (2018), e o impacto da sua ação na Madeira, para onde traz "a reflexão sobre o papel social do arquiteto, valorizando a paisagem como um dado cultural" justifica a proposta apresentada por Susana Jesus, Presidente do Conselho Diretivo Regional da Madeira. Rui Goes Ferreira, "Cria um atelier-escola na procura de novas soluções. Cruzou a Arquitetura com o Urbanismo, Arte e Sociedade: docente na Academia de Música e Belas Artes da Madeira; projetos para as Caixas de Previdência, habitação individual e coletiva; colaborou no Plano Diretor da Cidade do Funchal (discussão pública - Colóquios de Urbanismo, 1969); projeto cultural da Galeria de Artes Decorativas TEMPO com o escultor Amândio Sousa."

Nesta cerimónia serão ainda atribuídos os títulos de Membro Honorário aos arquitectos António Abel (Alentejo), Célio Melo Costa (Centro), Diogo Seixas Lopes (Lisboa e Vale do Tejo), João Correia Rebelo (Açores) e José Paulo Veloso (Algarve).

Em representação da Fundação Marques da Silva estará presente o Vice-Presidente, Luís Urbano. Em representação da família do arquiteto Rui Goes Ferreira, estará a arquiteta Madalena Vidigal, sua neta, e a arquiteta Teresa Goes Ferreira, sua filha.

+ info: Ordem dos Arquitectos

 

 

 

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19 de outubro de 2021
Documentação de uns para outros
1.as Jornadas Interdisciplinares
Sociedade Martins Sarmento (Guimarães)
23 de outubro de 2021

A Sociedade Martins Sarmento, no âmbito de um programa de sensibilização para a preservação de documentação pessoal, familiar e empresarial, vai promover em Guimarães, em 23 de outubro de 2021, as I.as Jornadas Interdisciplinares “Documentação de uns para todos”, em colaboração com o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, a Casa de Sarmento e o CITCEM.
 

Nestas Jornadas, participarão dois membros do Conselho Diretivo da Fundação Marques da Silva, Luís Urbano (Vice-Presidente) e Armando Malheiro, que também integra a Comissão Organizadora desta iniciativa.
 

Para mais informações e inscrição, consultar www.msarmento.org

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18 de outubro de 2021
José Marques da Silva e o Teatro São João:
um projeto, muitas narrativas

No próximo fim de semana, entre 22 e 24, o Teatro Nacional São João vai reabrir as suas portas. Um programa vasto, que passa pela apresentação de uma exposição, 10 Atos 100 Anos; um colóquio internacional, Teatros Nacionais: Missões, Tensões, Transformações; o lançamento de três Cadernos do Centenário; e uma nova produção teatral, Lear, sinalizará o final das obras de reabilitação e modernização do edifício que o arquiteto José Marques da Silva começou a projetar em 1909, hoje classificado Monumento Nacional.
 

Na Fundação Marques da Silva preserva-se o mais importante núcleo de documentos relativos a esta obra, já de maturidade, desde os desenhos para o Concurso, aos elementos das várias fases do Projeto, passando por centenas de apontamentos, documentação vária sobre o "teatro lyrico do Porto", registos de correspondência, fotografias, modelos em gesso e livros, bem como muitas notas de viagem que dão conta do olhar atento de um arquiteto em constante pesquisa, como é o caso deste esquisso da fachada e planta da "nova opera comique" (reedificada em Paris, entre 1893 e 1898).
 

José Marques da Silva nasceu a 18 de outubro de 1869.

 

+ info:

Galeria de obras - Teatro S. João

Reabertura do Teatro São João

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13 de outubro de 2021
Lançamento e apresentação da publicação The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project
Com Mark Durren, João Leal e Nuno Grande, moderação por Pedro Leão Neto
14 de outubro, 18h30, Palacete Lopes Martins

Amanhã, 14 de outubro, no Palacete Lopes Martins, os fotógrafos Mark Durren e João Leal, bem como o arquiteto, programador cultural e curador Nuno Grande, numa conversa moderada por Pedro Leão Neto, diretor da publicação scopionewspaper, vão apresentar o projeto editorial The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project, uma publicação que tem como base o início da coleção da scopionewspaper, focalizada no trabalho desenvolvido pelos fotógrafos Mark Durden e João Leal, envolvendo uma seleção de edifícios arquitetónicos concebidos por Álvaro Siza. Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, abrirá a sessão.

A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço. A conversa decorrerá em inglês.

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10 de outubro de 2021
José Porto e o Concurso para a Igreja do Sagrado Coração de Jesus
José Porto, Anteprojeto para a Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Concurso), 1962

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus é hoje Monumento Nacional, mas a história da sua construção remonta a 1962, ano de abertura de um Concurso de Anteprojetos. Serão 13 as candidaturas apresentadas ao Júri designado para o efeito, composto por: D. Júlia Guedes, em representação da Paróquia; o Padre João de Almeida, em representação do Secretariado das Novas Igrejas do Patriarcado; e os Arquitetos Octávio Lixa Filgueiras, Sebastião Formosinho Sanchez e Bartolomeu Costa Cabral. Este último, em representação do Sindicato Nacional de Arquitectos, por impedimento, acabou por ser substituído por Conceição Silva. A título consultivo integravam ainda o Júri o Arquiteto Hermann Bauer e o Cónego Manuel Falcão.
 

A proposta vencedora, como é do conhecimento geral, foi a n.º 11, apresentada pelos arquitetos Nuno Teotónio Pereira, Nuno Portas, Vasco Lobo e Víctor Figueiredo. Contudo, o tempo foi apagando a memória do que poderia ter sido uma outra configuração para esta Igreja, como a da proposta n.º 13, apresentada por David Albino Fernandes Caravana e José Luís Porto, então com 79 anos de idade. Aquele que pode ser considerado um projeto tardio de José Porto, está aqui representado nesta perspetiva do interior, retirada da Revista Aquitectura (n. 76 - outubro de 1962), onde se publicaram todas as candidaturas e o resultado do Concurso.
 

Dos vários arquitetos citados neste destaque, três têm os respetivos arquivos profissionais na Fundação Marques da Silva, entre eles José Porto, que nasceu em Vilar de Mouros, a 10 de outubro de 1883.

 

 

 

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8 de outubro de 2021
Raúl Hestnes Ferreira: 24 566 desenhos higienizados e reacondicionados!

A 15 de junho de 2020, a Fundação Marques da Silva deu início a um amplo projeto de  limpeza e reacondicionamento de milhares de documentos provenientes do atelier de Raúl Hestnes Ferreira. Está agora concluído esse tratamento, no que se refere às peças desenhadas, tendo sido intervencionados um total de 24 566 registos. A operação, coordenada pela Oficina de Restauro de Documentos Gráficos da Universidade do Porto, em coordenação com a equipa técnica da Fundação Marques da Silva, passou pela abertura, separação, limpeza, estabilização e reacondicionamento de todos estes rolos de esquissos e desenhos, já parcial mas substantivamente digitalizados, que agora se encontram salvaguardados e disponíveis para estudo.

 

E já está em curso uma nova ação. Mas sobre ela daremos nota em breve.

 

 

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30 de setembro de 2021
Lançamento e apresentação da publicaçãoThe Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project
14 de outubro, 18h30, Palacete Lopes Martins

A Fundação Marques da Silva vai acolher, no dia 14 de outubro, o lançamento e apresentação do projeto editorial The Idea of Álvaro Siza: Carlos Ramos Pavilion and the Bouça Council Housing Project, uma publicação que tem como base o início da coleção da scopionewspaper, focalizada no trabalho desenvolvido pelos fotógrafos Mark Durden e João Leal, envolvendo uma seleção de edifícios arquitetónicos concebidos por Álvaro Siza para a série intitulada "A Ideia de Álvaro Siza".

A sessão contará com a presença dos fotógrafos e autores Mark Durden e João Leal, bem como do arquiteto, programador cultural e curador Nuno Grande. A moderação desta conversa em torno do universo da fotografia e da arquitectura será assegurada por Pedro Leão Neto, diretor da publicação scopionewspaper, que igualmente apresentará o projeto Fotografia Documental e Artística: Um Olhar Contemporâneo sobre a Arquitetura Portuguesa e The Idea de Álvaro Siza. Luís Urbano, Vice-Presidente da Fundação Marques da Silva, abrirá a sessão que tem como objetivo explorar a singularidade e o significado das relações que podem ser estabelecidas entre os fotógrafos, os seus processos artísticos e a arquitectura e ideias-chave do arquitecto, nomeadamente sobre o Pavilhão Carlos Ramos, o complexo habitacional do Bairro da Bouça e Álvaro Siza. A conversa decorrerá em inglês.
 
Este lançamento é uma iniciativa da AAI/CEAU/FAUP | scopio Editions, em colaboração com a Fundação Marques da Silva. Vai decorrer no Palacete Lopes Martins e inicia-se às 18h30. A entrada é livre, mas sujeita à lotação do espaço.
 

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4 de outubro de 2021
A conferência de Jorge Mealha sobre
Espaços de privação de liberdade

Jorge Mealha, na qualidade de coordenador do Estudo de Conceção dos Novos Estabelecimentos Prisionais, por parte da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa em resposta a uma encomenda do Ministério da Justiça, apresentou, na Fundação Marques da Silva, as linhas mestras do trabalho desenvolvido sobre um tema que continua a ser pouco debatido, não obstante o facto de a dimensão criminal estar tão intrínsecamente relacionada com as restantes dimensões que pautam a vida em sociedade.

A investigação realizada teve por finalidade estabelecer as bases de um programa preliminar para a conceção de novos equipamentos nacionais, nomeadamente no Montijo e Ponta Delgada. A proposta de possíveis soluções espaciais e construtivas - balizada por três vetores: economia, reinserção e segurança - partiu de um exaustivo levantamento do contexto atual e do seu confronto com casos mais recentes de implementação de novos modelos, nos Países Nórdicos e na Catalunha. O desafio passa agora por combater o preconceito em torno deste tipo de equipamentos, propondo novos paradigmas de ação, pautados em estruturas mais permeáveis e flexíveis, onde seja possível intervir de forma diferenciada, com várias escalas de intervenção, e, tendo também em vista a sua sustentabilidade, mais focadas numa perspetiva reintegradora do que numa visão punitiva e estigmatizante.

A conferência Espaços de Privação da Liberdade assinalou a participação da Fundação Marques da Silva nas Jornadas Europeias do Património 2021.

 

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3 de outubro de 2021
17.ª Edição do Prémio Távora: anúncio do vencedor
Sessão presencial com transmissão online
4 de outubro, 19h

Amanhã, 4 de outubro, pelas 19h, na sede da Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos (OASRN), vai ser anunciado o vencedor da 17.ª Edição do Prémio Fernando Távora. A sessão conta com uma breve apresentação do trabalho dos vencedores da 16ª edição, Carlos Machado e Moura e Pedro Abranches Vasconcelos, e com a conferência de Isabel Pires de Lima, personalidade cultural de relevo convidada pela OASRN para integrar o júri deste ano do Prémio Fernando Távora.

No júri, em representação da Fundação Marques da Silva, entidade parceira desta iniciativa, esteve o Arq.to José Bernardo Távora.
A entrada é livre mediante inscrição prévia para norte.cultura@ordemdosarquitectos.org. A sessão será também transmitida em direto no facebook e canal de youtube da OASRN.
 

Mais informação: www.oasrn.org

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1 de outubro de 2021
Espaços de privação de liberdade
Conferência de Jorge Mealha
amanhã, 2 de outubro, às 15h
Palacete da Fundação Marques da Silva
Alexandre Alves Costa, Esquisso da Penitenciária de Coimbra, 2003, coleção particular


De que forma pode, a arquitetura, ajudar a construir um novo paradigma acerca do que podem ser, no presente e no futuro, os espaços de privação da liberdade? Jorge Mealha, arquiteto e autor do estudo sobre os novos equipamentos prisionais para o Ministério da Justiça, vem à Fundação, falar sobre o impacto da qualidade e do aspeto geral dos espaços interiores e exteriores na criação de ambientes mais humanizados.

A entrada é livre, apenas condicionada à lotação dos espaços.

A conferência tem início às 15h e insere-se na programação das Jornadas Europeias do Património, que este ano têm por tema "Património Inclusivo e Diversificado". Neste dia, pode ainda ser visitada gratuitamente a exposição "O desenho na obra e Manuel Marques de Aguiar", entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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30 de setembro de 2021
Um equipamento, um plano, uma urgência de desenho
o encontro de ontem, Perspetivas sobre viver urbano #2

Decorreu ontem, no Palacete da Fundação Marques da Silva, mais um encontro sobre Perspetivas do viver urbano. Aqui se falou da Escola Francesa (entre o projeto e a sua vivência), da história do Plano de Reconstrução da Cidade de Angra do Heroísmo (desenvolvido em condições de absoluta exceção, para obter a máxima eficácia no mínimo espaço de tempo), dos múltiplos ângulos que o gesto de desenhar pode conter e do tanto que um desenho pode comunicar. A sessão contou com os testemunhos de Nuno Valentim, Francisco Morais e Álvaro Domingues, enquadrados pelas intervenções de Marta Aguiar e David Viana, que sublinharam o sentido do lugar, a importância do desenho, o respeito pelo território, a pertinência do método colaborativo e as diferentes escalas presentes na obra de Manuel Marques de Aguiar, sem deixarem de referir as oportunidades de trabalho que se abriram com a entrada do acervo de Manuel Marques de Aguiar na Fundação Marques da Silva.


A abrir o encontro, Fátima Vieira, Presidente da Fundação, também ela uma ex-aluna da Escola Francesa, anunciou o prolongamento da Exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, que passará a estar patente ao público, na Casa-Atelier José Marques da Silva, até 20 de novembro.

 

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29 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2
Hoje, 29 de setembro, às 18h00
no Palacete da Fundação Marques da Silva

Hoje, às 18h, na sala de jantar do Palacete, vai acontecer o segundo encontro organizado em torno da exposição O Desenho da Vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

Em Perspetivas sobre o viver urbano #2 teremos a presença de Álvaro Domingues, Francisco Morais e Nuno Valentim. Teresa Heitor, devido a um imprevisto de ultima hora não poderá comparecer. A sessão será moderada por Marta Aguiar e David Viana.

Estamos à sua espera!

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28 de setembro de 2021
Espaços de Privação da Liberdade
Conferência de Jorge Mealha
2 de outubro, 15h, Palacete da Fundação Marques da Silva

Jorge Mealha, arquiteto, autor de um recente estudo sobre a conceção de novos equipamentos prisionais para o Ministério da Justiça, vem à Fundação Marques da Silva falar sobre a forma como a arquitetura pode ajudar a construir um novo paradigma acerca do que podem ser, no presente e no futuro, estes espaços de privação da liberdade; de como, através da qualidade e do aspeto geral dos espaços interiores e exteriores se podem criar ambientes mais humanizados que, apesar da performance no tocante à segurança, possam promover a reabilitação do indivíduo e a sua desejada reintegração social e profissional enquanto cidadão.

A conferência tem início às 15h e insere-se na programação das Jornadas Europeias do Património.
A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.

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27 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2 | 29 de setembro, 18h00
com Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor
moderação de David Leite Viana e Marta Aguiar
Palacete da Fundação Marques da Silva

Este é o segundo encontro organizado no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. Tal como em junho, o legado de Manuel Marques de Aguiar, a sua obra e as suas referências, constitui o ponto de partida para se pensar e debater o território urbano, o sentido da sua organização e da vida que nele decorre, isto é, sobre o "fazer cidade" em função dos contributos da arquitetura e do urbanismo.
 

Como convidados estarão Álvaro Domingues, geógrafo, para um olhar externo e crítico sobre o território urbano, em confronto com as paisagens desenhadas por Manuel Marques da Aguiar em exposição na Casa-Atelier José Marques da Silva; Francisco Morais, arquiteto que colaborou com Manuel Marques da Aguiar no plano de reconstrução de Angra do Heroísmo, nos anos de 1980 a 82; Nuno Valentim, arquiteto responsável pelas mais recentes intervenções nos espaços da Escola Francesa; e Teresa Heitor, que tem vindo a desenvolver um amplo trabalho de investigação e reflexão sobre tipologias de equipamentos escolares. A sessão será moderada por David Leite Viana, curador da Exposição, e Marta Aguiar, arquiteta e filha de Manuel Marques de Aguiar que, desde 2013, tem vindo a reunir e a dar a conhecer o percurso e obra desenvolvida pelo seu pai. O encontro conta ainda com a presença da presidente da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira.

A entrada é livre, mas condicionada à lotação da sala. Para quem quiser previamente assegurar lugar, pode sempre proceder a reserva através de email para fims@reit.up.pt.

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28 de setembro de 2021
Conferência de Jorge Mealha e Dia Aberto
Jornadas Europeias do Património 2021
2 de oububro - Fundação Marques da Silva
Jorge Mealha, Estudo de conceção para os novos estabelecimentos prisionais: Pátio, 2020.

A Fundação Marques da Silva vai estar presente nas Jornadas Europeias do Património com duas propostas distintas, que vão ter lugar no dia 2 de outubro. Assim, às 15h00, no Palacete Lopes Martins, será possível assistir à conferência de Jorge Mealha, arquiteto diplomado e doutorado pela FAAUL, autor do estudo de conceção para os novos estabelecimentos prisionais para o Ministério da Justiça, sobre Espaços de Privação da Liberdade. Uma oportunidade para refletir sobre o presente e o futuro das prisões, que se pretendem mais humanizadas e promotoras de reintegração, em resposta a um contexto de profundas transformações das sociedades contemporâneas.
O acesso é livre, apenas limitado à lotação do espaço.

Ao longo deste dia (2 de outubro), entre as 14h e as 18h (último acesso às 17h30), será ainda possível visitar gratuitamente a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva. A exposição, que se prolongará durante o mês de outubro, reúne um significativo número de registos gráficos que refletem o olhar deste arquiteto e urbanista portuense sobre os lugares que habitou, o seu quotidiano, a passagem do tempo e os seus ritmos, bem como o seu território de intervenção. A visita estende-se também aos Jardins da Fundação, para usufruir da experiência imersiva A vida dos desenhos, desenvolvida a partir da exposição.

As Jornadas Europeias do Património iniciam-se a 24 de setembro, prolongando-se este ano, excecionalmente, até 3 de outubro. Têm por tema Património Inclusivo e Diversificado.

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25 de setembro de 2021
Newsletter - Setembro 2021

No dia em que se iniciam as Jornadas Europeias do Património, a Fundação Marques da Silva lança a sua Newsletter de setembro. Aqui se anunciam as propostas para a edição das Jornadas que este ano decorrem sob o tema Património Inclusivo e Diversificado, mas também muitas outras ações em curso.

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Imagem: pormenor de esquisso de Bartolomeu Costa Cabral para a Escola do Castelo, que faz parte da exposição At Play: Arquitetura & Jogo.

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24 de setembro de 2021
At Play: Arquitetura & Jogo
Exposição
28 de setembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022
CCB - Garagem Sul
 Photo ©Pierre Antoine

A exposição At Play: Arquitetura & Jogo, organizada pelo CCB/ Garagem Sul em colaboração com o CIVA, Bruxelas, vai inaugurar no próximo dia 28 de setembro. "At Play é uma exposição a propósito de brincadeira e imaginação, de experiências construídas e narrativas mitológicas. Centra-se na ideia de «Criação de Mundos» e aproxima duas personagens: o arquiteto e a criança." Nesta sua itinerância por Lisboa, integra também referências a projetos de Bartolomeu Costa Cabral, Fernando Lanhas, Manuel Graça Dias, Rui Goes Ferreira, Raúl Hestnes Ferreira e José Carlos Loureiro, arquitetos representados na Fundação Marques da Silva, uma das entidades apoiantes da exposição. Com curadoria de David Malaud, contou agora com os contributos de Nikolaus Hirsch, Cedric Libert, André Tavares e Ivo Poças Martins.
 

At Play pode ser visitada de terça a domingo, na Garagem Sul do CCB, entre as 10h00 e as 18h00.


Photo ©Pierre Antoine
 

+ info: www.ccb.pt

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14 de setembro de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #2 | 29 de setembro, 18h
Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor
moderação a cargo de David Viana e Marta Aguiar
Manuel Marques de Aguiar, glomération au bord d´un canal (exercício académico); IU de Paris, s.s.;

A 29 de setembro, no Palacete Lopes Martins, vai decorrer o segundo encontro sobre Perspetivas do Viver Urbano, com Álvaro Domingues, Francisco Morais, Nuno Valentim e Teresa Heitor como convidados. A sessão, que decorre no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, será moderada por David Leite Viana e Marta Aguiar, contando ainda com a presença da presidente da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira.

Tal como em junho, o legado de Manuel Marques de Aguiar, a sua obra e as suas referências, constitui o ponto de partida para se pensar e debater o território urbano, o sentido da sua organização e da vida que nele decorre, sobre o "fazer cidade" em função dos contributos da arquitetura e do urbanismo.

A entrada é livre, mas condicionada à lotação da sala. Para quem quiser previamente assegurar lugar, pode sempre proceder a reserva através de email para fims@reit.up.pt.

 

Imagem: Aglomération au bord d’un canal (exercício académico); IU de Paris, s.s.; caneta e lápis de cor sobre papel vegetal; 42,4x61,5 cm. FIMS/MMA/F1-pd0024

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16 de setembro de 2021
modernidade e tradição
Fernando Lanhas, Lavadouro em Milheirós de Poiares, Feira, 1953

Em 1953, Fernando Lanhas aceita a incumbência de projetar um lavadouro e um fontanário comunitários para a localidade de Milheirós de Poiares, em Santa Maria da Feira. Eis um dos desenhos que documentam o lavadouro, onde se destaca a figuração estilizada das mulheres que lhe trariam vida e significado. A história dos lavadouros públicos e do seu progressivo abandono (ou abandono desta prática ancestral) é todo um outro assunto, mas atente-se no cuidado em ajustar o espaço projetado à função e na elegância subtil de um traço, já tão reconhecível de Fernando Lanhas, que confere movimento e valor artístico ao quadro criado.

Fernando Lanhas nasceu no Porto a 16 de setembro de 1923. Faria hoje 98 anos.

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10 de setembro de 2021
MGD na TV
Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias
Garagem Sul – Exposições de Arquitetura
10 – 11 setembro

Inicia-se hoje, 10 de setembro, o ciclo MGD na TV: Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias. Ao longo de dois dias, serão apresentados no Pequeno Auditório do CCB 21 episódios gravados por Graça Dias para a Televisão, escolhidos e apresentados por sete convidados: Alexandra Areia, Susana Menezes, João Luís Carrilho da Graça, Ana Vaz Milheiro, Ricardo Pedroso Lima, Mariana Salvador e João Botelho. A entrada é livre.
 

+ info: www.ccb.pt

 

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7 de setembro 2021
E.M. - Edifício Miradouro

O Edifício Miradouro, projetado pelo casal de arquitetos Maria José Marques da Silva e David Moreira da Silva entre 1963 e 1972, para a Cooperativa nos Pedreiros, continua ainda hoje a distinguir-se visualmente na linha de horizonte que define a cidade do Porto. Na verticalidade dos seus 15 pisos, acentuada pela cota elevada do terreno onde foi erguida (com a fachada principal voltada para a rua da Alegria), acolhe um programa multifuncional que integra espaços comerciais, residenciais e de escritório, um icónico restaurante e um hotel. A revesti-lo, uma massa azulejar onde predomina a cor amarela com a estilização distintiva do macete e do escopro do pedreiro. A torre impõe-se pela impressionante vista panorâmica que oferece, em particular a partir do terraço que a remata, a fazer jus ao nome que a identifica, e pelo arrojo da sua construção neste local e enquanto parte de uma vontade de afirmação construtiva que se inicia com as primeiras Oficinas e Armazéns da Cooperativa dos Pedreiros, ainda hoje localizadas no terreno posterior do Edifício Miradouro (E.M.).

Maria José Marques da Silva nasceu a 7 de setembro de 1914.

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2 de setembro de 2021
Final de Zoom in

A 2 de agosto iniciámos, a 2 de setembro concluímos.

Ao longo do mês de agosto, a Fundação Marques da Silva publicou nas redes sociais, diariamente, fotografias que deram a ver em grande plano o que muitas vezes passa despercebido a quem percorre as duas casas da Pr. do Marquês, antigo espaço de habitação de José Marques da Silva e hoje sede da instituição (Casa-Atelier José Marques da Silva e Palacete Lopes Martins). Foram 63 imagens, captadas por João Lima ao longo de um dia passado nestes espaços. Apresentam-se agora no seu conjunto, em jeito de convite/desafio para que, in situ, visitando-nos claro, possa identificar o seu lugar de pertença e, até, dar continuidade a este álbum...
 

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1 de setembro de 2021
A Fundação Marques da Silva volta a estar aberta aos sábados

Estar em férias é também, por excelência, sinónimo de tempo em família. E aqui está mais um desenho de Manuel Marques de Aguiar a retratar Marta, que compenetradamente desenha o retrato do pai, sob o olhar atento de Sofia. Com este expressivo registo de duas das suas cinco filhas - o quinto da série #férias - se anuncia também que, a partir de setembro e até ao final deste mês, a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar onde este e muitos mais desenhos - de vida e de profissão - podem ser observados, volta a poder ser visitada aos sábados, entre as 14h e as 18h.

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27 de agosto 2021
Vem aí uma nova exposição
Bartolomeu Costa Cabral no Bairro do Pego Longo (Belas, Sintra), s.d., s.a.

Na Fundação Marques da Silva prepara-se um novo projeto expositivo. Vai acontecer no Palacete Lopes Martins, no próximo mês de outubro, e já tem título: "Bartolomeu Costa Cabral / Um arquivo em construção".
 

Com curadoria de Paulo Providência, Pedro Baía e Mariana Couto esta exposição tem como objetivo registar uma leitura da produção do arquitecto Bartolomeu Costa Cabral através do cruzamento do seu acervo, recentemente depositado na Fundação Marques da Silva, com os arquivos dos arquitectos Maurício Vasconcelos, Alçada Baptista e Nuno Teotónio Pereira, procurando traduzir a pluralidade do seu percurso profissional ao longo de várias décadas, no âmbito de programas habitacionais, escolares e de equipamentos.

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26 de agosto de 2021
As edições da Fundação Marques da Silva estão nas Feiras do Livro do Porto e de Lisboa

A Feira do Livro tem hoje o seu início, 26 de agosto, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, e a partir de amanhã, 27, também no Porto, nos jardins do Palácio de Cristal. Mais uma vez, as publicações editadas pela Fundação Marques da Silva voltam a marcar presença, podendo ser adquiridas a preços reduzidos, em Lisboa, no Pavilhão da Blau, e no Porto, no Pavilhão da U.Porto Press (a editora da Universidade do Porto), mas também no Pavilhão das Edições Afrontamento, nas duas cidades.

A visitar, no Porto ou em Lisboa, até 12 de setembro.

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26 de agosto de 2021
E ainda a propósito do aniversário de Fernando Távora

É do autor desta fotografia que a Fundação Marques da Silva tem em arquivo, o Arq.to António Menéres, que nos chega a informação que nos permite agora ficar a saber que "foi obtida no dia 14 de Agosto de 1960, por ocasião de uma visita do mestre Carlos Ramos, a Leça da Palmeira ao gabinete na Quinta da Conceição - cedido pela APDL - onde o arqtº Fernando Távora coordenava os estudos dos arruamentos envolventes da doca nº 2, junto da ponte móvel, terminando com uma ida à Casa de Chá, na Boa Nova, nessa época em construção e ainda na fase dos toscos.
Faziam parte desta equipa os arq.tos Rui Pimentel (ainda visível, de costas, à esquerda) e Luís Botelho Dias. Esta visita incluiu a passagem pelo Pavilhão de Ténis, na Quinta da Conceição."


E porque ficamos a saber a sua história em dia de aniversário do Arq.to Fernando Távora, aqui a partilhamos também.

 

 

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25 de agosto 2021
Janela do Tempo
Casa dos 24, fotografia de Luís Ferreira Alves

"Um objeto natural precisa de tensões, pressões, chuva, vai sendo modelado. A obra de arquitectura nasce assim. Atrás disso tudo está o pensamento, tem que estar o pensamento, e esse pensamento tem que se construir e, quanto a mim, constrói-se sobretudo nesses momentos em que provavelmente para as outras pessoas, estaremos a ser parvos, ou não estaremos a funcionar, ou estaremos a ler... e é nisso que eu, hoje, gasto uma boa parte do meu tempo, a pensar e... a ver os outros. É uma coisa maravilhosa ver os outros. Eu, às vezes, digo aqui aos meus colaboradores, se há um problema de arquitectura, um pormenor, uma janela, deve estar resolvido, aqui à volta, num raio de quinhentos metros. E realmente se nos preocuparmos com janelas ou a conservação dos materiais, ou com a luz e a sombra, ou de como é o vidro, como se comporta, e tal, está tudo aqui. Tudo." (in Fernando Távora, A Razão n.º 4, ano V, 1995)*

Fernando Távora nasceu a 25 de agosto de 1923, no Porto. Faria hoje 98 anos.

 

* Excerto da citação publicada no tomo I.I de As raízes e os Frutos: palavra desenho obra. Investigação, organização, edição e notas de Manuel Mendes, Fundação Marques da Silva e Edições Afrontamento, 2020, p. XII.
Imagem: Casa dos 24, fotografia de Luís Ferreira Alves.

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22 de agosto de 2021
Ir a Braga e voltar
Manuel Marques de Aguiar, Cozinha da Quinta do Ribeiro, 26 de dezembro de 1987

Regressamos a Manuel Marques de Aguiar e às férias passadas em família na Quinta do Ribeiro, onde a vontade de dar cor ao desenho da cozinha proporcionou o pretexto para ir a Braga, à rua do Souto, tomar um café numa esplanada e, já agora, ir a uma papelaria comprar a tinta acrílica.

Quanto ao desenho, podemos agora encontrá-lo na sala 2 da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, onde se reunem os registos gráficos que mostram a sua perceção do quotidiano, do tempo e dos seus ritmos, as relações entre as pessoas, os lugares. A visitar na Casa-Atelier José Marques da Silva até 30 de setembro.

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19 de agosto de 2021
INTERBAU 57

Uma das muitas formas de olhar para uma fotografia, pode ser a de procurar descobrir a história que ela tem para nos contar. A que hoje se publica foi retirada do acervo do arquiteto Rui Goes Ferreira. Corria o ano de 1957 e Rui Goes Ferreira, o fotógrafo, acabara de obter o seu diploma de arquiteto da Escola de Belas Artes do Porto. O pai oferece-lhe então, em agosto desse ano, uma viagem a Berlim que lhe permitirá, como nos revela o seu caderno de apontamentos, passear pela cidade, participar na Visita Oficial à Interbau (Exposição Internacional da Construção ou IBA) e contactar com arquitetos das mais variadas geografias, entre os quais, Pierre Vago. Mas a fotografia, que pertence a uma série, mostra-nos uma outra presença, um outro encontro, não menos surpreendente: Carlos Ramos, o fotografado, também ele em visita à Exposição.

 

Com esta memória fotográfica da Interbau 57, assinala-se o Dia Mundial da Fotografia, mas ao longo deste mês de agosto, a cada dia, siga o nosso Zoom-in nas redes sociais: fotografias de João Lima que deixam transparecer a subtileza de alguns dos pormenores que distinguem as casas-sede da Fundação Marques da Silva. 

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17 de agosto de 2021
Depois da praia, a vida no campo
Manuel Marques de Aguiar, O galinheiro do

A série #férias continua. Depois da praia, a vida no campo.
O desenho das galinhas em movimento, na quinta do ribeiro, com a ramada alta, criava um dos espaços que Manuel Marques de Aguiar mais apreciava (de transição entre o fechado e o aberto, a proteger do sol no verão e a deixar passar no inverno).

É mais um dos desenhos que podem ser apreciados na exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. De segunda a sexta, entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.


 

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16 de agosto de 2021
Octávio Lixa Filgueiras: o arranjo para o Bank of London & South America, Ltd.

"O presente estudo diz respeito ao novo arranjo da sala do público da filial, no Porto, do Banco Inglês (Bank of London & South America, Ltd.). Mantêm-se o princípio do esboceto anteriormente apresentado, ou seja, o acesso pela avenida dos Aliados, o recuo do balcão para lá das duas colunas, e a translacção das caixas para o extremo sul da sala a abertura das portas para a avenida dos Aliados impõe a elevação do pavimento para uma cota de + 0,27 relativamente à actual, o que se consegue fácil e economicamente...".  Assim começa a memória descritiva que, 1956, Octávio Lixa Filgueiras submete ao seu cliente. Uma simples obra de arranjo interior de um espaço hoje ocupado por uma outra entidade bancária, o BBVA. Mas a perspetiva muda quando se recupera a linha do tempo deste edifício, outrora pertencente ao Dr. Joaquim Emílio Pinto Leite, onde se encontrava instalada uma filial do Banco do Minho e que será intervencionado por José Marques da Silva, a partir de 1922, no seguimento do processo de alinhamento do eixo oriental de abertura da que virá a ser a Avenida dos Aliados. O Bank of London & South America, Ltd. ficará seu proprietário ainda durante a década de 20, assim se mantendo até 1956, altura em que Octávio Lixa Filgueiras irá ser chamado a repensar o seu interior, mobiliário incluído. Não é por isso de estranhar que, entre os documentos relativos a este processo de obra, no acervo de Lixa Filgueiras, se encontre um conjunto de desenhos do projeto original de Marques da Silva, no que pode ser considerada uma intertextualidade arquitetónica.

Octávio Lixa Filgueiras nasceu a 16 de agosto de 1922, o ano em que Marques da Silva inicia o projeto aqui mencionado.

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13 de agosto de 2021
Limpezas de verão

E na só aparente tranquilidade de agosto, também a coleção de escultura da Fundação Marques da Silva, onde os modelos em gesso assumem particular relevância, está a ser alvo de uma especial atenção. É que, em breve, vai passar a ocupar um lugar que lhe trará renovada visibilidade. Por enquanto mostramos um dos quatro modelos criados por Teixeira Lopes - a alegoria do Inverno - para a fachada do edifício das 4 Estações, na Rua das Carmelitas, a retocar a sua imagem. Mas vai haver muito mais para ver...

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12 de agosto de 2021
Ir à praia
(também para um ser urbano)
Manuel Marques de Aguiar, Praia de Leça, agosto de 1992

"Ir à praia era um gozo.
Podia ser no intervalo de almoço: Mixu, arranjas uma "buxa" (sande) e eu vou lá ter.
E como era Verão, era tempo de andar de "mobilete" e ir ter com as 5 e Mixu à Praia do Homem do Leme.
Observar (a desenhar) também era estar (com os miúdos que fazem o castelo, a filha que joga,...)
Não era mais de uma hora."
 

Hipertexto de Marta Aguiar a um desenho do seu pai que se encontram  na exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. Refira-se que Mixu era o nome pelo qual o arquiteto Manuel Marques de Aguiar carinhosamente se dirigia à sua companheira de vida e mãe das suas 5 filhas.

Esta exposição pode ser visitada, durante o mês de agosto, de segunda a sexta, entre as 14h e as 18h, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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10 de agosto de 2021
Raúl Hestnes Ferreira: em viagem
Raul Hestnes Ferreira, Kristiansund (?), s.d., s.a.

Enquanto o projeto de limpeza e reacondicionamento do acervo de Raúl Hestnes Ferreira prossegue, com 23.648 peças desenhadas já intervencionadas, está agora em curso uma nova abordagem a este acervo com o objetivo de identificar e reorganizar os cerca de 750 registos fotográficos relativos a viagens com destinos tão distintos quanto os países nórdicos, Itália, França ou o Reino Unido, e de onde foi retirada a fotografia que acompanha esta notícia. Aqui vemos Raúl Hestnes Ferreira, provavelmente em Kristiansund, terra de origem da sua mãe, durante uma viagem realizada à Noruega para rever amigos e paisagens de particular afeição - Hestnes Ferreira era fascinado pelos fiordes - com lugar ainda para uma conferência sobre a sua obra em Trondheim, como nos confidenciou a sua filha Sílvia. Um trabalho que está a ser realizado por Coling Lima, aluno do Departamento de Arquitetura da FCTUC, em colaboração e sob coordenação da equipa da Fundação Marques da Silva. Os dados daqui resultantes poderão proporcionar novas e mais rigorosas leituras sobre esta dimensão do acervo e da vida do arquiteto Raúl Hestnes Ferreira.

 

 

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6 de agosto de 2021
Newsletter - Agosto
Casa-Atelier Jose Marques da Silva, Exposição de Manuel Marques de Aguiar, fotografia de João Lima

A concluir esta primeira semana do mês de agosto, a Fundação Marques da Silva publica a sua newsletter com notícias que falam das mais variadas iniciativas em curso, passando, entre outros assuntos, por exposições, novidades editoriais, acervos ou parcerias. A ler, aqui.

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5 de agosto de 2021
O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
Manuel Marques de Aguiar, 25.ª da equipa, junho de 1987

A família e os amigos são presenças recorrentes nos desenhos de Manuel Marques de Aguiar, para quem estar era sinónimo de observar.  E bastava uma simples caneta ou lápis para registar as particularidades de cada um, captadas em linhas que traçam a expressão de cada corpo ao qual ousam mesmo dispensar o próprio rosto.

Este desenho, datado de junho de 1987, é um dos muitos que podem ser apreciados na exposição O Desenho da Vida de Manuel Marques de Aguiar. A visitar na Casa-Atelier até 30 de agosto, de segunda a sexta, entre as 14h e as 18h. A partir de 1 de setembro, retoma-se a abertura aos sábados.

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3 de agosto de 2021
MGD na TV.
Sete sessões triplas de arquitetura pela mão de Manuel Graça Dias

Centro Cultural de Belém - Garagem Sul
Pequeno Auditório - 10 e 11 de setembro

"Entre 1992 e 1996, Manuel Graça Dias entrevistou arquitetos, mostrou edifícios, falou de cidades, apresentou obras e discutiu ideias". Trouxe a arquitetura para a televisão. O Centro Cultural de Belém organiza agora um ciclo de 21 episódios da série televisiva gravada por Graça Dias, a decorrer entre 10 e 11 de setembro, escolhidos e apresentados por 7 convidados: Alexandra Areia, Susana Menezes, João Luís Carrilho da Graça, Ana Vaz Milheiro, Ricardo Pedroso Lima, Mariana Salvador e João Botelho. Serão dois dias e sete sessões triplas para recordar a "alegria, irreverência e entusiasmo de Manuel Graça Dias". Uma iniciativa que não poderia deixar de receber todo o apoio da Fundação Marques da Silva, instituição a quem foi doado o seu acervo de arquitetura.

 

Ver programa

+ info: www.ccb.pt

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3 de agosto de 2021
Zoom-in #1

Prolongue-se o olhar e atente-se no pormenor. O que nos pode dizer do todo em que se integra? Este foi o desafio lançado ao fotógrafo João Lima, o de percorrer a Casa-Atelier e o Palacete numa desassombrada procura de detalhes que, enquanto improváveis protagonistas, pudessem tornar-se novos instrumentos de leitura dos espaços que a Fundação habita. As imagens que daí resultaram e que iremos diariamente partilhar ao longo do mês de agosto (o mês em que se celebra a fotografia) proporcionam uma outra forma de os conhecer. Deixe-se espantar pela subtileza destas fotografias e, numa próxima visita à Fundação, tente descobrir o lugar que representam...

 

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2 de agosto de 2021
O Desenho da Vida na Obra de Manuel Marques de Aguiar
Visitar a exposição em agosto

Durante o mês de agosto continua a ser possível visitar a exposição O Desenho da Vida na Obra de Manuel Marques de Aguiar, na Casa-Atelier José Marques da Silva e passar pela experiência imersiva nos jardins da Fundação, mas apenas de segunda a sexta-feira, entre as 14h e as 18h. Basta dirigir-se à entrada principal da Fundação (Pr. Marquês de Pombal, n.º 44) que lhe será dado acesso ao espaço. Aos sábados passa a estar encerrada.
 

Fotografia: João Lima, 2021.

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30 de julho de 2021
8 Maquetas de Fernando Távora regressam a casa!

São 8 maquetas que fizeram parte da exposição monográfica - Fernando Távora: Percurso - levada a cabo em 1993 no CCB. Representam o Anfiteatro e anexos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo; o Bloco da Foz do Douro; a Casa de Férias de Ofir; o Convento das Irmãs Franciscanas de Calais; o Edifício da Polícia de Segurança Pública de Guimarães; a Escola do Cedro; o Mercado Municipal de Vila da Feira; e o Pavilhão de Ténis da Quinta da Conceição. Estiveram em depósito no CCB, mas aguardam agora a possibilidade de serem vistas sob uma nova luz ao retomar o lugar que lhes pertence no acervo da Fundação Marques da Silva.

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28 de julho de 2021
Uma Vida de Arquitecto
Acaba de sair um novo livro da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic

Acaba de sair o quinto volume da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic!

Em Uma Vida de Arquitecto, o autor traça um retrato daquele que tem vindo a ser o seu compromisso com a arquitetura, enquanto ofício inteiro e íntegro. Um confronto com a sua própria história que nos é apresentado em três partes distintas, ainda que uno no seu todo: o ensaio autobiográfico; um registo ilustrado de todos os seus projetos e obras, construídos ou não, cronologicamente alinhados; e um álbum de amigos, gesto de gratidão para com todos aqueles que, em múltiplas geografias e gerações, estão presentes na prática de projeto e no exercício teórico de Grassi, e onde somos surpreendidos por uma invocação de Fernando Távora. O livro integra ainda uma nota introdutória da autoria de José Miguel Rodrigues, o tradutor e coordenador desta coleção, editada pela Fundação Marques da Silva em parceria com as Edições Afrontamento.
 

Uma Vida de Arquiteto vem juntar-se a Leon Battista Alberti e a arquitectura romana (2015) e a Escritos Escolhidos (2018).


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16 de julho de 2021
Prémio Carreira atribuído a Fernando Távora
Viana Paxis

O Prémio Carreira desta primeira edição de Viana Praxis* foi atribuído a Fernando Távora, num gesto de reconhecimento da qualidade e importância dos vários projetos desenvolvidos por este arquiteto para o Município de Viana do Castelo. Este Prémio "visa distinguir profissionais, que ao longo da sua carreira mais se distinguiram em termos locais e nacionais, nos domínios da salvaguarda e valorização do património, resultando das suas atividades um claro benefício para o concelho de Viana do Castelo." E basta citar, no caso de Fernando Távora, o Anfiteatro e Anexos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, os Edifícios da Praça da Liberdade ou os planos de urbanização para o Largo de S. Domingos e para a Avenida dos Combatentes da Grande Guerra. A receber o Prémio esteve José Bernardo Távora, arquiteto que, para além de ser filho de Fernando Távora, colaborou ativamente nestes projetos.
 

Ainda no âmbito do programa Viana Praxis, foi inaugurada, nos Antigos Paços do Concelho, uma Exposição dedicada a Fernando Távora, com destaque para as obras construídas em Viana do Castelo, dando igualmente a ver os vários projetos candidatos ao Prémio Reabilitação Urbana. Esta exposição, que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, pode ser visitada até 5 de agosto.


*Viana Praxis - Prémio de Reabilitação Urbana de Viana do Castelo é uma iniciativa municipal que pretende dar visibilidade às obras e boas práticas existentes no concelho e "constituir-se como um reconhecimento público e um estímulo para profissionais cujo trabalho incida sobre o território de Viana do Castelo." Contempla um Prémio Carreira e um Prémio de Reabilitação Urbana.

 

 

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15 de julho de 2021
Viana Praxis
Conferências, Entrega de Prémios, Exposição
16 de julho a 5 de agosto de 2021
Município de Viana do Castelo

Amanhã, 16 de julho, o Município de Viana do Castelo inaugura a primeira edição de Viana Praxis, iniciativa que pretende distinguir e estimular profissionais, cujo trabalho incida sobre o  território de Viana do Castelo, e que contempla a atribuição de um Prémio de Reabilitação Urbana e de um Prémio Carreira, a realização de um conjunto de Conferências em torno deste tema e a apresentação de uma Exposição nos Antigos Paços do Concelho. Esta primeira Exposição conta, este ano, com o apoio da Fundação Marques da Silva e manter-se-á aberta ao público até 5 de agosto. A entrega de Prémios será transmitida em streaming através do facebook da Câmara Municipal de Viana do Castelo.


Consultar programa aqui
+ info: www.cm-viana-castelo.pt

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9 de julho de 2021
Alexandre Alves Costa distinguido com a Medalha de Mérito da Cidade do Porto

Alexandre Alves Costa recebeu ontem a Medalha de Mérito da Cidade - Grau Ouro. A cerimónia de atribuição de Medalhas de Honra, Mérito e Bons Serviços, presidida pelo Dr. Rui Moreira, decorreu na Casa do Roseiral, abrangendo todos os indigitados em 2020 e 2021.

 

Arquiteto, Professor Catedrático Jubilado da FAUP, investigador, comunicador e autor de um vasto conjunto de artigos e ensaios na área da crítica e história da Arquitetura, Alexandre Alves Costa exerce a profissão liberal desde 1970.  Com Sergio Fernandez fundou o Atelier 15, espaço de criação e projeto com obra construída, premiada e quase totalmente publicada. A atual distinção vem juntar-se ao Prémio AICA/MC 2007, Prémio Municipal de Arquitectura Diogo de Castilho (2009), Prémio Europa Nostra (2010) e a atribuição do grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant´Iago de Espada, durante a Presidência do Dr. Jorge Sampaio. Alexandre Alves Costa é membro do Conselho Geral da Fundação Marques da Silva.

 

+ info: www.porto.pt

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8 de julho de 2021
Há crianças nos jardins da Fundação

Numa manhã cheia de sol, as crianças regressam aos jardins da Fundação! É mais uma visita de alunos do pré-escolar do Colégio da Paz.

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7 de julho de 2021
Fundação Marques da Silva e APJAR assinam Protocolo de Cooperação

Os representantes da Fundação Marques da Silva, Fátima Vieira (Presidente) e Luís Urbano (Vice-Presidente), e da Associação Pró-Arquitectura João Álvaro Rocha (APJAR), Conceição Melo (Presidente), assinaram ontem, na Casa-Atelier José Marques da Silva, um Protocolo de Cooperação Institucional.
 

Pensado enquanto instrumento operacionalizador de ações a desenvolver conjuntamente pelas duas instituições, já que ambas partilham uma mesma matriz, assente na salvaguarda e disponibilização de Arquivos de Arquitetos, o presente Protocolo formaliza e fixa essa vontade de estabelecimento de parcerias e colaborações futuras que visem incentivar a investigação, o intercâmbio cultural e a divulgação de conhecimentos em áreas de interesse comum. 

 

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6 de julho de 2021
Relatório de Atividades e Gestão 2020

Encontra-se disponível para consulta pública o Relatório de Atividades e Gestão relativo ao ano de 2020.

 

 

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5 de julho de 2021
Um livro sobre os Antecedentes da Escola do Porto

Na passada sexta feira, com o lançamento do livro de Eduardo Fernandes, A Escrita do Porto: Antecedentes, foi cumprida a primeira etapa de um itinerário que traça a história de um processo complexo e suscetível de múltiplas interpretações: a formação e consolidação da Escola do Porto. Aquele que é o primeiro de dez volumes inicia-se com José Marques da Silva, raiz longínqua, e termina com o prenúncio da afirmação de uma figura fulcral para a estabilização deste processo, Fernando Távora.
 

A sessão de lançamento contou com as intervenções de Sergio Fernandez, de Paulo Tormenta Pinto, do autor do Livro e dos representantes dos editores, Luís Urbano, pela Fundação Marques da Silva, e José Ribeiro, pelas Edições Afrontamento. Em conjunto, refletiram sobre a ideia agregadora que preside à Escola do Porto, estabelecendo um diálogo onde transpareceu a importância de regressar a este tema, aportando novos contornos e leituras que um crescente distanciamento temporal necessariamente transporta.
 

O livro aí está para ser lido!

 

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2 de julho de 2021
Lançamento do livro A Escrita do Porto: Antecedentes de Eduardo Fernandes
Hoje, no Palacete, com Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto
Arménio Losa e Cassiano Barbosa, Edifício DKW, 1953, fotografia de Mario Novais [Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian]

Hoje, no Palacete Lopes Martins, é dia de lançamento de A Escrita do Porto: Antecedentes. Para apresentar este livro de Eduardo Fernandes, onde se fala do legado de Marques da Silva, do dilema da primeira geração moderna e do legado de Carlos Ramos, foram convidados Sergio Fernandez, autor do prefácio, e Paulo Tormenta Pinto, Diretor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo do ISCTE, autor de uma tese de doutoramento sobre Cassiano Branco.
 

Na imagem*, o edifício DKW, de Arménio Losa e Cassiano Barbosa, arquitetos formados na Escola do Porto e também dois dos protagonistas do período de transição entre Marques da Silva e Carlos Ramos. Arménio Losa chegou mesmo a ser convidado por Carlos Ramos para assistente da recém-criada Cadeira de Urbanologia, cargo que viria a ser impedido de desempenhar por censura da PIDE.
 

A sessão tem início às 18h e é de entrada livre, sujeita à lotação do espaço.
 

* Fotografia de Mário Novais, 1953, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

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26 de junho de 2021
A Escrita do Porto: Antecedentes
Lançamento do livro de Eduardo Fernandes
com Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto
Fundação Marques da Silva, 2 de julho, 18h

A Escrita do Porto: Antecedentes é o primeiro de 10 volumes que, no seu conjunto, trazem a resposta de Eduardo Fernandes à pergunta: de que é que se fala, quando se fala da "Escola do Porto"? O autor aborda, neste livro prefaciado por Sergio Fernandez, os Antecedentes da Escrita do Porto, isto é, o contexto da arquitetura portuguesa na primeira metade do século XX, revisitando o legado de Marques da Silva, o dilema da primeira geração moderna e o legado de Carlos Ramos. Aqui, a palavra "escrita" é usada com o sentido de "registo de uma ideia emergente", que se reconhece em texto, mas também em desenho e em obra.
 

A sessão de lançamento decorrerá no Palacete Lopes Martins, no dia 2 de julho, às 18h. A apresentação estará a cargo de Sergio Fernandez e Paulo Tormenta Pinto. O acesso é livre, condicionado à lotação do espaço. Caso pretenda garantir lugar, basta enviar email (fims@reit.up.pt) e pedir para reservar.
 

O livro A Escrita do Porto: Antecedentes é coeditado pela Fundação Marques da Silva, as Edições Afrontamento e o Lab2PT- Laboratório de Paisagens, Património e Território da Universidade do Minho, e conta com o apoio do Centro de Documentação da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto.

 

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23 de junho de 2021
João Queiroz através dos seus livros

Os livros proporcionaram a João Queiroz as viagens que nunca chegou a realizar e converteram-se também em preciosos instrumentos de trabalho ao longo da sua vida de arquiteto. Ao percorrer a sua Biblioteca, hoje preservada na Fundação Marques da Silva, pressente-se a sua vontade de conhecimento do “estado do mundo da arquitetura”. Uma rápida consulta aos títulos e logo ganham forma os temas sobre os quais iam recaindo os seus interesses, como, por exemplo, montras para casas comerciais. Ele, que viria a ser o autor da icónica montra para a Perfumaria Tinoco, na rua de Santa Catarina, no Porto.

João Queiroz nasceu as 23 de junho de 1892.
 

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22 de junho 2021
Um livro para (re)descobrir Rogério de Azevedo

Em Projecto e Circunstância: A coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, Ana Alves Costa interpreta de forma inovadora o legado de um arquiteto que urge (re)descobrir. O livro, editado pela Fundação Marques da Silva e pelas Edições Afrontamento, foi ontem apresentado no âmbito de uma homenagem a Rogério de Azevedo, promovida pela Saba, na Garagem do Comércio. Está agora disponível para leitura e pode ser adquirido nos pontos de venda habituais, entre os quais a loja online da Fundação Marques da Silva.
 

Até ao final desta semana, e no decurso da homenagem ontem realizada a Rogério de Azevedo, poderá ser visitada uma pequena exposição de plantas e fotografias do projeto para a Garagem de O Comércio do Porto, organizada pela empresa municipal de Cultura do Porto, a Ágora, e que pode ser visitada no último piso deste equipamento até domingo.
 

Sobre o livro: + info

Sobre o lançamento: álbum

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21 de junho de 2021
Projecto e Circunstância: a coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, de Ana Alves Costa
A Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento lançam um novo livro
Garagem de O Comércio do Porto. 1929-32. © Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian

Projecto e Circunstância: a coerência na diversidade da obra de Rogério de Azevedo, de Ana Alves Costa é o novo projeto editorial da Fundação Marques da Silva, a publicar em parceria com as Edições Afrontamento.
 

O lançamento deste livro, que conta com um prefácio de José Miguel Rodrigues, decorrerá hoje, dia 21, na Garagem Comércio do Porto, no âmbito de uma homenagem ao Arquitecto Rogério de Azevedo organizada pela Saba, a empresa gestora deste equipamento, projetado por Rogério de Azevedo e uma das suas obras mais emblemáticas, já classificado como Monumento de Interesse Público. Devido ao contexto que atravessamos, a sessão será de acesso restrito, mas o livro passará a estar disponível para aquisição nos pontos de venda habituais (incluindo loja online da Fundação).
 

+ info aqui

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19 de junho de 2021
Dedicado aos nossos amigos arqueólogos
Escritos Escolhidos Especial, com Alexandre Alves Costa
Jornadas Europeias da Arqueologia
Idanha-a-velha, interior dos palheiros após intervenção

No terceiro fim-de-semana de junho, em todos os países membros do Conselho da Europa, realizam-se as Jornadas Europeias da Arqueologia. Para assinalar o momento, a Fundação Marques da Silva preparou um Escritos Escolhidos em formato especial. O texto seleccionado, “dedicado aos nossos amigos arqueólogos”, é da autoria de Alexandre Alves Costa e nele se propõe um regresso a Idanha-a-Velha, lugar de muitos passados requalificado pelo Atelier 15 entre 1994 e 2010. Um longo processo de transformação, enriquecido pela presença no terreno de "historiadores, antropólogos, arquitetos e sobretudo arqueólogos, de cuja perspicaz avaliação se foi retirando alguma convicção."   

Neste Escritos Escolhidos será o próprio autor a ler o texto, com a sua voz a sobrepor-se a registos de imagem que nos remetem para esta aldeia da Beira Baixa, classificada, pelo importante conjunto arqueológico e arquitetónico que nela se preserva, Monumento Nacional em 1997.

 

Versão áudio: podcast #22 - Alexandre Alves Costa | versão com imagem: Escritos Escolhidos (vimeo)

 

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18 de junho de 2021
James Newitt / Off-Shore
Vídeo de apresentação
James Newitt, Off-Shore, Palacete Lopes Martins, fotografia Rui Ferreira

OFF-SHORE, James Newitt
Fundação Marques da Silva
14.05 - 27.06.2021


«Off-Shore» é uma instalação composta por materiais encontrados e animações, com foco numa iniciativa utópica localizada no meio do mar. «Off-Shore» é um convite para reimaginar o mar como um espaço extraterritorial — com um estatuto legal ambíguo e uma nova fronteira para o armazenamento de dados — e um trabalho que não deixa de ser crítico das ideologias capitalistas e muitas vezes colonialistas que podem estar subjacentes a este esforço de reimaginação.
 

Ver Vídeo de Apresentação


Organização e Produção: Ci.CLO
Co-produção: Câmara Municipal do Porto
Mecenas: Banco BPI, Fundação "la Caixa"
Apoio Financeiro: Direção-Geral das Artes
Parceiros: Fundação Marques da Silva

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17 de junho de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #1

Ontem, no Palacete da Fundação Marques da Silva, retomou-se o prazer do encontro, da conversa em tempo real entre Manuel Correia Fernandes, José António Lameiras e Teresa Marat-Mendes, moderada por David Viana e Sofia Aguiar. Uma sessão onde também o público presente fez questão de intervir.
Falou-se do percurso de Manuel Marques de Aguiar, das suas referências e da linha coerente que estabeleceu entre a vida e a profissão. Em particular, abordou-se a sua ligação a Espinho, o tempo longo que dedicou a conhecer e a planear a organização deste território urbano. Abrindo o horizonte a outros terriórios e tempos, sublinhou-se a importância do desenho, a necessidade de pisar o chão, de dirigir a atenção ao outro para poder responder às suas preocupações. Mas também se realçou a imponderabilidade que condiciona o ato de pensar o território hoje, de um futuro cada vez mais imprevisível, da força do contexto. Referiu-se a complexidade de um processo de natureza intrinsecamente participativa, que deverá estar ao serviço de uma comunidade, da urgência em repor uma garantia de confiança nos elementos decisores, do facto de um plano urbano traduzir sempre uma vontade política de fazer "cidade", conceito cada vez mais difícil de definir.

O próximo encontro decorrerá a 29 de setembro e tem já confirmadas as presenças de Álvaro Domingues e Teresa Heitor. A moderação estará a cargo de David Viana e Marta Aguiar.

 

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16 de junho 2021
Newsletter - Junho 2021

A sala de jantar do Palacete volta a abrir-se para receber Manuel Correia Fernandes, Teresa Marat-Mendes e José Lameiras. Será uma conversa moderada por David Viana e Sofia Aguiar, sobre Perspetivas do viver urbano. Esta é a notícia em destaque na Newsletter que hoje se publica e que traz já o convite para novas iniciativas.

 

Ler aqui: Newsletter - junho 2021

 

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14 de junho 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #1 | 16 de junho, 18h
Manuel Correia Fernandes, Teresa Marat-Mendes e José António Lameiras
moderação a cargo de David Viana e Sofia Aguiar
Inscrições abertas

Uma parte significativa do percurso profissional de Manuel Marques de Aguiar passou pelo desenvolvimento de estratégias de ordenamento da região Norte do país, nos Serviços de Urbanização da Direção-Geral de Organização do Território. Enquanto arquiteto-urbanista liberal, Marques de Aguiar dedicou-se igualmente ao planeamento urbano, área onde o trabalho realizado para o município de Espinho veio a adquirir particular evidência. Mas também colocou o conhecimento adquirido em França ao serviço do município do Porto, enquanto interveniente ativo na vinda de Robert Auzelle, e no desenho de toda a orla marítima desde Leça até à Foz do Douro, território por si habitado e onde acabará por cruzar o dever e o coração.
 

Para este primeiro encontro (o segundo decorrerá a 29 de setembro), organizado no contexto da exposição atualmente patente ao público na Casa-Atelier José Marques da Silva, O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, estarão presentes o arquiteto Manuel Correia Fernandes, cuja extensa carreira enquanto arquiteto e professor, também passou pela coordenação do Programa de Revitalização e Requalificação da Baixa do Porto, em 2001, ou pelo exercício de funções na CMP, designadamente como Vereador do Urbanismo entre 2013 e 2017; o engenheiro José António Lameiras (uma vez que a arquiteta Sandra Almeida, Chefe de Divisão de Planeamento e Projetos Estratégicos da CM de Espinho, devido a um imprevisto, não poderá comparecer), docente do Centro Regional das Beiras da Universidade Católica Portuguesa e perito do Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território para a elaboração da Lei do Solo, detentor de uma vasta experiência profissional em planeamento urbanístico; e a arquiteta Teresa Marat-Mendes, cuja atividade científica (é Professora no Iscte e coordenou vários projetos para o DINÂMIA CET-IUL) se tem vindo a centrar nas áreas da Morfologia, Metabolismo, Desenho e Sustentabilidade Urbana, Arquitetura e Urbanismo Português Contemporâneo.

 

A moderar a sessão, estarão o curador da Exposição, o arquiteto David Viana, Chefe da Divisão de Planeamento da CM de Matosinhos, investigador no ISTAR-Iscte e membro do Conselho Científico do PNUM e do Conselho Editorial da Revista de Morfologia Urbana; e a arquiteta Sofia Aguiar, filha do arquiteto Manuel Marques de Aguiar que vive e trabalha entre Porto e Havana, pertencendo ao grupo de artistas que fundou e gerou o Movimento Cultural FAC (Fábrica de Arte Cubana). Sofia Aguiar é igualmente curadora/artista e dinamizador de múltiplos projetos tendo, a convite da Ministra da Cultura da Bolívia, realizado um estudo para a criação de "indústrias culturais" sustentáveis.

 

Para garantir a presença e participação neste encontro, que decorre no Palacete da Fundação Marques da Silva, no próximo dia 16 de junho, com início às 18h00, pede-se apenas a realização de uma inscrição prévia, através do email fims@reit.up.pt.

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11 de junho de 2021
Perspetivas sobre o viver urbano #1 | 16 de junho, 18h
com Manuel Correia Fernandes, Teresa Marat-Mendes e Sandra Almeida
moderação de David Leite Viana e Sofia Aguiar
Palacete da Fundação Marques da Silva
Manuel Marques de Aguiar, Passeio Alegre, 1992

Perspetivas sobre o viver urbano é o mote para dois Encontros pensados no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar e que vão ter lugar no Palacete da Fundação Marques da Silva.  Para este primeiro encontro, a acontecer já no próximo dia 16 de junho, com início às 18h00, teremos como convidados Manuel Correia Fernandes, Teresa Marat-Mendes e Sandra Almeida. Numa conversa moderada por David Leite Viana e Sofia Aguiar, será evocado o percurso profissional de Manuel Marques de Aguiar, cujo arquivo foi doado à Fundação Marques da Silva, como ponto de partida para uma análise do sentido da construção de vivências coletivas em espaços urbanos e do papel que a arquitetura e o urbanismo desempenham nessa mesma construção.
 

A entrada é livre, mas a lotação máxima do espaço é de 30 lugares. As inscrições, previamente obrigatórias por email (fims@reit.up.pt), encontram-se abertas a partir de hoje, dia 9 de junho, dia em que também se assinala o Dia Internacional dos Arquivos.

 

 

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8 de junho de 2021
O Porto Canal na Fundação Marques da Silva

O Porto Canal veio à Fundação e visitou a Exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

Ver aqui N´Agenda (5 de junho de 2021)

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3 de junho de 2021
António Cardoso (1932-2021)

A Fundação Marques da Silva despede-se, com profunda tristeza, do Professor António Cardoso. Numa singela homenagem ao principal mentor deste projeto e membro do seu Conselho Geral, recordamos as qualidades humanas que sempre o distinguiram, a atenção ao outro, a sua perserverança, bonomia e espírito conciliador; e a qualidade do seu percurso profissional, como investigador - até à data permanece o autor do estudo mais abrangente e sistematizado do arquiteto José Marques da Silva -, como professor, como divulgador e como artista.

O funeral realiza-se amanhã, em Amarante, às 18h00.
 

António Cardoso Pinheiro de Carvalho nasceu em Amarante em 1932.
Concluiu o Curso do Magistério Primário em 1951. A sua formação artística iniciou-se com a frequência da Academia Alvarez (anos 50) e da Escola Superior de Belas Artes do Porto (1965-1966). A sua ligação a Amarante e ao Museu Amadeo de Souza Cardoso determina o convívio, nos anos 50, com Albano e Victor Sardoeira. Foi através dele que se realizaram em Amarante exposições de Arte Moderna, organizadas pela Galeria Alvarez e que se realizaram no Porto exposições de Amadeo de Souza Cardoso, num intercâmbio cultural que se prolongaria tempo fora. Nos anos 60 integrou o Instituto de Meios Audiovisuais e o Instituto de Tecnologia Educativa, apresentando programas de Televisão Escolar entre 1963 e 1965. Entre este ano e 1974, foi realizador da Televisão Educativa e da Telescola/ITE. Foi director do Curso do CPTV / ITE (1977-1981) e coordenou diversas acções de formação de Professores do Ensino Básico e Secundário, e de Professores do CPTV, difundidas pela RTP do Instituto de Tecnologia Educativa. Paralelamente, frequentava a Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde se licenciou em História, em 1974. A partir de 1981 integrou o quadro de docentes do Curso de História, variante de Arte, da Faculdade de Letras, tendo leccionado, entre outras, as cadeiras de Sociologia da Arte e História da Arte do século XX. Leccionou ainda no Mestrado de História de Arte do Departamento de Ciências e Técnicas do Património, nos Seminários de Verão orientou teses de mestrado e de doutoramento e coordenou diversas visitas guiadas e exposições. Em 1982, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, visitava a Bienal de Veneza e a Documenta 7, de Kassel. Doutorou-se em História da Arte com uma tese que viria a ser editada com o título O Arquitecto José Marques da Silva e a arquitectura no Norte do país na primeira metade do século XX (Faup Publicações, 1997). O trabalho desenvolvido para a tese de doutoramento conduziu à doação do legado de Marques da Silva à Universidade do Porto, que viria a dar origem ao Instituto Arquitecto José Marques da Silva, em 1994. Representou a Faculdade de Letras da Universidade do Porto na Comissão do Património da Câmara Municipal do Porto, entre 1996 e 2001. O seu interesse pelo património artístico e arquitectónico também tinham já determinado que ocupasse o lugar de delegado da Junta Nacional da Educação, em Amarante, tendo estado ligado à classificação do património arquitectónico daquela localidade. É investigador na área da história da arquitectura e da pintura, tendo publicado numerosos textos e ensaios em catálogos de exposições. Foi responsável científico de importantes exposições na cidade do Porto: Marques da Silva/Arquitecto 1896/1947 (Casa do Infante, 1986); Casa de Serralves, retrato de uma época (Casa de Serralves 1988); e Aguarelas de Marques da Silva (Instituto Marques da Silva, 2001). Tem divulgado particularmente a obra de Amadeo de Souza Cardoso, em Portugal e no estrangeiro. Director do Museu Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante, a partir dos anos 90, tendo sido responsável pelo catálogo da colecção do museu, editado em 1997. Realizou exposições individuais na Galeria Divulgação, em 1967, no Porto, e no Museu Amadeo de Souza Cardoso, em 1979, em Amarante. Participou em numerosas exposições colectivas, nomeadamente, nas seguintes: Exposições anuais e itinerantes da Academia Alvarez (1955-1962); Salões dos Novíssimos (1958-1964); Salões de Arte Moderna da SNBA (1958-61); II Exposição de Artes Plásticas da FCG (1961); Claro / Escuro, SNBA (1964); XV Exposição Magna da ESBAP (1966); Exposições do Cinquentenário da morte de Amadeo de Souza Cardoso (1969); Levantamento da Arte do Século XX no Porto, MNSR e FCG (1975); [+] de 20 grupos e episódios do Porto do séc. XX, Galeria do Palácio (2001); 50 Anos Depois, Galeria Alvarez (2004) e Amarante em Wiesloch, Alemanha (2004). Recebeu o Prémio dos Críticos de Arte para a Representação Portuguesa na I Bienal de Paris, de 1959. A sua actividade profissional é vasta e invulgar, uma vez que se reparte pelas áreas do ensino, da investigação histórica e da prática artística. Embora o seu empenho na área das humanidades possa ter ofuscado a sua actividade artística, António Cardoso nunca deixou de desenhar e de pintar, sendo certo que esta prática continuada que manteve foi, a partir de certa altura, menos divulgada do que o seu trabalho de professor universitário. Professor, museólogo, conferencista e crítico de arte, António Cardoso foi membro da APOM (Associação Portuguesa de Museologia), da ARPPA (Associação Regional do Património Cultural e Natural) e é membro da Associação Internacional dos Críticos de Arte (Secção Portuguesa).

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31 de maio de 2021
Modos de editar: entre a cópia e o original | #2 Exposição

Concluídas as residências e workshops desta quinta edição de Modos de Editar: entre a cópia e o original, é agora possível apreciar o trabalho neles desenvolvido. A exposição pode ser visitada ao longo da semana, entre as 14h e as 18h, no Palacete da Fundação Marques da Silva. A entrada é livre.

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28 de maio de 2021
5º seminário Modos de editar: Entre cópia e original

A quinta edição do seminário Modos de Editar: Entre cópia e original vem trazer um novo olhar sobre o ozalid. Em diálogo com o espaço e os arquivos da Fundação Marques da Silva, alunos e professores da Faculdade de Belas Artes da U.Porto estão a realizar residências e workshops que têm como ponto de partida a reativação desta técnica de reprodução de imagem. Os trabalhos que têm vindo a ser produzidos ao longo desta semana ficarão expostos no Palacete da Fundação, juntamente com algumas peças desenhadas da autoria de José Marques da Silva para a Escola de Belas Artes do Porto e objetos e instrumentos originais, com particular destaque para os provenientes do atelier do arquiteto António Menéres.

A exposição poderá ser visitada de 31 de maio a 5 de junho, entre as 14h e as 18h.
Entrada livre.

Consultar folha de sala.

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21 de maio de 2021
5º seminário Modos de editar: Entre cópia e original
Residências - Workshops - Exposição
Fundação Marques da Silva
24 de maio a 5 de junho


O 5º seminário Modos de editar: Entre cópia e original, sob coordenação de Graciela Machado e Rui Santos, pretende continuar a explorar as possibilidades formais, estéticas e conceptuais encerradas no uso dos meios reprográficos por artistas, designers e arquitectos através da realização de residências, workshops, exposição e seminário.

Esta edição do Seminário foi pensada como um espaço de partilha de experiências de investigação e artísticas em torno da tecnologia reprográfica do Ozalid, explorando três eixos de observação que possibilitem a compreensão e ampliação do seu legado histórico, da sua preservação ou da sua utilização em contextos artísticos e gráficos no presente:
· O arquivo e problemas de conservação
· Testemunhos de quem cuida de coleções Design/Arte
· Os atuais produtores e os autores. Projetos editoriais que recorrem ao uso de ferramentas de produção efémeras e suportes mutáveis.

 

O evento desenrola-se em dois momentos distintos:

- entre 24 de maio e 5 de junho, na Fundação Marques da Silva, docentes e estudantes da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) vão ensaiar e desenvolver trabalhos de estudo de categorias de imagem realizados a partir de peças desenhadas por José Marques da Silva para a então Escola de Belas Artes do Porto e com recurso a materiais cedidos pelo Arq.to Antonio Menéres. Propostas que consideram o uso prático e simbólico de um território físico e imaterial hoje ocupado pela FBAUP na cidade do Porto e que ficarão expostas ao público na semana que se inicia a 31 de maio;

- no último trimestre de 2021, na FBAUP, para debate e reflexão do trabalho entretanto realizado.
 

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20 de maio de 2021
Dell´ organizzazione dello spazio
de Fernando Távora, com tradução de Carlotta Torricelli

É hoje lançado em Itália o livro de Fernando Távora, Da Organização do Espaço, com tradução de Carlotta Torricelli. Trata-se de um projeto da editora Nottetempo que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva e da família deste autor-arquiteto.
 

Escrito em 1962, sob o impacto da viagem aos Estados Unidos e ao Japão, Da Organização do Espaço respondeu a uma exigência académica integrada no concurso para Professor à Escola Superior de Belas Artes do Porto. As preocupações então expressas por Fernando Távora denotam o seu entendimento da arquitetura e urbanismo português e internacional daqueles anos, das circunstâncias de uma época. Síntese dos estudos teóricos empreendidos no final da década de 40, sucessivamente atualizada e aprofundada no evoluir da prática profissional e letiva, trata-se de um exercício ensaístico revestido de atualidade que convida à sua leitura, como as várias reedições e agora esta versão em língua italiana vêm confirmar.

 

+ info: www.edizioninottetempo.it

 


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17 de maio de 2021
A vida dos desenhos: uma experiência imersiva nos jardins da Fundação
Dia Internacional dos Museus 2021, 18 de maio

E se os desenhos de Manuel Marques de Aguiar ganhassem vida e invadissem os jardins da Fundação Marques da Silva? Este é o ponto de partida para a instalação de arte digital que o Coletivo 7 criou no contexto da exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar. E assim, a partir de 18 de maio, em Dia Internacional dos Museus, os desenhos estendem-se da Casa-Atelier para os jardins, proporcionando aos visitantes uma experiência imersiva audiovisual, com recurso a realidade aumentada. Apenas é necessário descarregar a app “MMA_desenha_vida” e seguir as instruções disponíveis no local. Os visitantes devem ainda trazer os seus auriculares para potenciar a experiência. A entrada é livre.

+ info aqui

 

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14 de maio de 2021
Newsletter Maio 2021
Off-Shore, fotografia de James Newitt, 2021

Off-Shore é a exposição que hoje se dá a conhecer no Palacete da Fundação Marques da Silva. A ela cabe o destaque da Newsletter de maio. Mas há mais novidades.

A ler aqui

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11 de maio de 2021
Exposição | Off-Shore
James Newitt
Fundação Marques da Silva, 14 de maio a 27 de junho
Bienal de Fotografia do Porto 2021

A Fundaçao Marques da Silva vai acolher, entre 14 de maio e 27 de junho, a exposição Off-Shore, de James Newitt. Programada no âmbito da edição 2021 da Bienal de Fotografia do Porto, Off-Shore é uma instalação composta por materiais encontrados e animações, com foco numa iniciativa utópica localizada no meio do mar. Off-Shore é um convite para reimaginar o mar como um espaço extraterritorial — com um estatuto legal ambíguo e uma nova «fronteira» para o armazenamento de dados — e um trabalho que não deixa de ser crítico das ideologias capitalistas e muitas vezes colonialistas que podem estar subjacentes a este esforço de reimaginação.
 

Organizada pela Ci.CLO Plataforma de Fotografia, a Bienal de Fotografia assumiu como tema para a edição de 2021 "O que Acontece com o Mundo Acontece Connosco". Nela estarão presentes 16 curadores e 46 artistas nacionais e internacionais.
 

Aexposição patente ao público no primeiro piso do Palacete Lopes Martins, pode ser visitada de segunda a sábado, das 14h às 18h. Acesso gratuito.
 

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7 de maio de 2021
Horários de visita
Hall da Casa-Atelier, abril de 2021, fotografia de David Viana

Este sábado ainda poderá visitar a exposição o Desenho da Vida na obra de Marques de Aguiar entre as 10h00 e as 12h30, mas a partir da próxima semana, retomamos os horários normais: de segunda a sábado, das 14h às 18h.

Estamos à sua espera!

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6 de maio de 2021
Prémio Fernando Távora
Lançamento da 17ª Edição
Sessão em formato digital - 7 de maio 2021

Com transmissão direta via facebook, a Secção Regional Norte da Ordem dos Arquitectos vai lançar, no próximo dia 7 de maio, pelas 19h, a 17.ª Edição do Prémio Fernando Távora, iniciativa que continua a ter como uma das suas entidades parceiras a Fundação Marques da Silva.

A crise pandémica condicionou, de modos diferentes, a realização dos dois últimos prémios pelo que a sessão vai contar com uma presença virtual dos anteriores premiados, que farão um enquadramento sucinto dos projetos galardoados e das influências sofridas pelo impedimento ou condicionamento de viajar.

Nesta sessão serão ainda revelados os membros do júri, que é renovado anualmente e inclui, para além do representante do Conselho Diretivo Regional da OA e dos representantes indicados pelos parceiros, uma figura de relevo cultural externa ao campo disciplinar da arquitetura e um elemento designado em conjunto com a família do arquiteto Fernando Távora.
 

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5 de maio de 2021
What Women? Reflexões e Práticas
Seminário em formato digital
13 de maio, 15h00

"What Women?", um dos 11 eixos temáticos do projeto (EU)ROPA - Rise of Portuguese architecture, pretende fazer um levantamento da emergência histórica e presença/ausência das mulheres no contexto da arquitetura portuguesa, alargando a discussão à reflexão e à prática dos feminismos na história em Portugal.

O seminário em formato online do próximo dia 13 de maio que o cartaz com um desenho de Maria José Marques da Silva anuncia insere-se nesta linha de investigação. Organizado e com moderação dos Investigadores Principais dos projetos "(EU)ROPA" e "W@ARCH", respetivamente Jorge Figueira e Patrícia Santos Pedrosa, vai contar com a participação de Adriana Bebiano, Ana Tostões e Irene Pimentel.

Para mais informações, clique aqui

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1 de maio 2021
Perspetivas sobre a Arquitetura e a Cidade
Conversa aberta / MAM 2021
Fórum da Maia, 3 de maio, 20h30

Álvaro Domingues, Francisco Vieira de Campos e Mário Nuno Neves vão falar sobre Arquitetura e Cidade, no próximo dia 3 de maio, às 20h30, no Fórum da Maia. Esta conversa aberta, com moderação de Carlos Magno, acontece no âmbito da edição 2021 do Mês da Arquitetura da Maia.

Inscrição gratuita, mas obrigatória. Basta enviar um email para infocultura@cm-maia.pt

 

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29 de abril de 2021
Dia Mundial da Dança
Alcino Soutinho, Paços do Concelho de Matosinhos, 1983

Corpo, espaço, lugar.
Perspetiva do edifício para os Paços do Concelho de Matosinhos (Alcino Soutinho, 1983).
Hoje é Dia Mundial da Dança.

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28 de abril de 2021
Tão Longe, tão perto: Atelier 15 em diálogo com Luís Urbano
FAU Encontros
Hoje, às 18h00

Alexandre Alves Costa e Sergio Fernandez (Atelier 15), em diálogo com Luis Urbano e mediação de Marta Bogéa, é o primeiro encontro de 2021 da série Tão longe, tão perto, programada no âmbito do FAU Encontros.

Este evento virtual, com transmissão simultânea entre Porto/Portugal e São Paulo Brasil pode ser acompanhado pelo YouTube (clique aqui).

 

+ info FAU Encontros: Tão Longe, tão perto

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26 de abril de 2021
António Menéres, arquitecto

António Menéres nasceu a 26 de abril de 1930, em Matosinhos. Celebra 91 anos de uma vida dedicada à Arquitetura.

 

Imagens: Alfredo Matos Ferreira, Urros, 1951; Clara Pimenta do Vale, Casa de Chá da Boa Nova, 2019.

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26 de abril de 2021
O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar

Abriu, no passado sábado, a nova exposição da Fundação Marques da Silva, "O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar". E há tanto para descobrir!

De segunda a sexta, das 14h às 18h e aos sábados, das 10h às 12h30, na Casa-Atelier José Marques da Silva.

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25 de abril de 2021
"Diário de Campo"
Rio de Onor, fotografia de Sergio Fernandez

“Acordam-nos às 10.30 da manhã. Miseravelmente tarde. O Domingos abre a janela do nosso quarto. Fico excitadíssimo. Está tudo completamente coberto de neve. As casas ganham um sabor extraordinário. Recortadas no branco dos telhados, dos campos e dos caminhos, as paredes são figuras geométricas castanho-escuras. Vestimo-nos a correr. Pequeno almoço magnífico, à lareira e regado a aguardente. Insisto em que tenho quarto, mas não serve de nada. A minha casa é aqui. O Sr. Pedro diz que nos encontrava a faltar, tanto como se fôssemos seus filhos. O Domingos e eu vamos ao carro que também está coberto de neve. Tiramos tudo quanto lá está dentro, para o quarto. Fico surpreendido quando o abro; está atulhado de coisas. Lá vamos metendo tudo. Insistem para que meta o carro numa loja. O tio Zé Cubano oferece-me a sua e, com a ajuda do Domingos e do António que tiram um carro de bois de lá de dentro, lá fica. Almoçamos e a tarde passa-se depressa. Distribuo algumas coisas que trouxe, visito pessoas amigas. Paro em casa da tia Emília. O Emídio morto por ver-me. Já tinha ido procurar-me. Vou a casa da tia Domingas, que fica muito satisfeita com a lata. Depois vou a casa do Sr. Mariano levar o brinquedo ao Augusto. Vem comigo levar-me à luz o Alexandre. Serão 4 e meia e já é noite. Está a família toda sentada a volta da lareira, comendo castanhas assadas. Os miúdos, sem que ninguém lhes diga nada, descascam-nas para mim. Lá estou um bocado na conversa. Depois vou a casa da Vitória. Mesmo de noite, noto qualquer coisa de estranho; rebocaram a casa exteriormente e por dentro também. O Bernardino está doente. A Vitória mostra-me a casa, que por dentro ficou bem. O Alfredo fica radiante com o comboio. Ainda passo por casa do Sr. Pedro. Depois vou cear a casa da Sra. Maria Teresa. O tio Farruco sempre bem-disposto e a mulher também. Depois apareceu o Sr. Pedro, a Sra. Ana Maria e o Domingos. Passou-se bem e depressa a noite. Continuamente a comer e a beber ou vinho ou aguardente, peras assadas, carne, chocolate, etc. Regressamos. Ainda ouvimos um pouco de música (agora é todas as noites) e estivemos ao fogo. Depois cama. Ainda continua tudo nevado.”


Esta é a entrada do dia 1 de Dezembro de 1963 do inédito “Diário de Campo”, escrito por Sergio Fernandez para o seu CODA sobre Rio de Onor. Essa experiência, que marcou profundamente o seu futuro percurso profissional, foi relatada na entrevista feita a propósito da exposição “Mais que Arquitectura” e pode ser revista aqui. Sergio Fernandez celebra hoje o seu 84º aniversário.
 

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22 de abril de 2021
O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
Na Fundação Marques da Silva a partir de hoje!

Reabrem-se as portas da Casa-Atelier José Marques da Silva para uma nova exposição. O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar aí está a aguardar a sua visita. Hoje, em dia de abertura, a entrada é livre.

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23 de abril de 2021
"Paisagens urbanas"

Townscape, de Gordon Cullen, publicado em 1961, foi um livro que exerceu um grande impacto na comunidade de arquitetos e urbanistas da época. Não é por isso de estranhar a sua presença na biblioteca de muitos arquitetos portugueses, caso de Fernando Távora, Alcino Soutinho, Octávio Lixa Filgueiras ou de Manuel Marques de Aguiar. Cullen distingue-se também pela forma como exemplifica o conceito de paisagem urbana, recorrendo ao desenho para demonstrar análises dinâmicas e humanizadas dos espaços urbanos. Influência que se pressente, por exemplo, quer na forma como Manuel Marques de Aguiar capta as paisagens que desenha, quer no Relatório elaborado em 1965 a propósito do XXII Congresso da Federação Internacional de Arquitetura e Urbanismo, em Viena, com passagem por algumas cidades europeias.

Hoje é Dia Mundial do Livro. Amanhã, 24 de abril, já poderá visitar a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.

 

 

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21 de abril de 2021
Newsletter FIMS - Abril 2021

 

Saiu a Newsletter de abril com a notícia de uma nova exposição em destaque! É já no próximo sábado, 24 de abril, a abertura de O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar.
 

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20 de abril de 2021
Há um novo arquiteto na Fundação Marques da Silva: José da Cruz Lima

O acervo do arquiteto José da Cruz Lima passou a fazer parte da Fundação Marques da Silva. Natural de Luanda, cedo veio a fixar-se no Porto. Aluno de José Marques da Silva, defendeu o CODA, na Escola de Belas Artes do Porto em dezembro de 1945, com o programa "Uma residência particular". Foi colaborador de Januário Godinho, vindo posteriormente a desenvolver uma longa carreira como profissional liberal e como arquiteto da Câmara Municipal de Ovar. Tem obra projetada e construída no Porto, Matosinhos, Ovar e Torreira. A sua biblioteca profissional, peças desenhadas e escritas, fotografias e mobiliário profissional constituem o acervo que em breve poderá ser alvo do olhar e do interesse de investigadores.

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13 de abril de 2021
O Desenho da Vida na obra de Manuel Marques de Aguiar
Exposição | Casa-Atelier José Marques da Silva
24 de abril a 30 de setembro

A Casa-Atelier José Marques da Silva tem uma nova exposição pronta a inaugurar!
A partir do dia 24 de abril, a exposição O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar, com curadoria de David Leite Viana, deixa ver o traço inconfundível de um arquiteto/urbanista que, entre muitas outras obras e geografias, desenhou a Escola Francesa, definiu estratégias para o ordenamento da região norte, planeou a imagem urbana de Espinho e pensou a reconstrução de Angra do Heroísmo, após o terramoto de 1980. Ao longo de 5 núcleos temáticos,
a exposição revela projetos, desenhos e memórias de um intenso processo de pesquisa, às vezes intuitivo, outras vezes sistemático, orientado para a definição de valores e prioridades de transformação do espaço. Mas revela, também e sobretudo, o seu modo único de olhar e apreender a vida, os ambientes que o rodeiam, o seu quotidiano tecido de afetos.

É já no próximo sábado!
 

+ info O desenho da vida na obra de Manuel Marques de Aguiar

 

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18 de abril de 2021
A Escola Francesa do Porto:
Escritos Escolhidos #21 e desenho inédito de Manuel Marques de Aguiar
DIMS 2021
Manuel Marques de Aguiar, Escola Francesa: estudo para o hall Bloco F, 5 de novembro de 1959,

A Escola Francesa do Porto, construída nos primeiros anos da década de 60, é um exemplo bem-sucedido de cooperação entre as comunidades francesa e portuguesa. Foi projetada por Manuel Marques de Aguiar, Carlos Carvalho Dias e Luiz Cunha, um conjunto de então jovens arquitetos que viriam a desenvolver um percurso de relevo e a marcar o desenho urbano do país e da cidade do Porto em particular.

A construção desta Escola, graças aos esforços de vários intervenientes de ambos os países envolvidos, ajudou a configurar a zona da cidade onde se encontra implantada. Entre a sua arquitetura e o projeto pedagógico e formativo que a anima, congrega hoje significados e valores que representam uma herança comum.

A história do seu projeto será contada no podcast “Escritos Escolhidos" e acompanhada pela divulgação deste desenho inédito da autoria de Manuel Marques da Aguiar. Com eles, a Fundação Marques da Silva assinala a sua participação no Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

 

Ouvir o podcast:
Escritos Escolhidos #21: Manuel Marques de Aguiar/Memória Descritiva da Escola Francesa do Porto (1960)

 

Ver: Cartaz DIMS 2021

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16 de abril de 2021
O Aleixo, de Manuel Teles, "In Conflict"
Fotografia das Torres do Aleixo, Ana Jacinta Reis, 2019

O Grupo de Moradias Populares do Aleixo, projetado no início dos anos 70 pelo arquiteto Manuel Teles, com o apoio da restante equipa da Repartição de Construção de Casas da Direcção dos Serviços de Habitação da Câmara Municipal do Porto, foi começado a construir em ditadura, inaugurado na véspera da revolução e ocupado clandestinamente durante o processo revolucionário. Agora, em democracia, o Aleixo existe apenas como memória. Numa decisão geradora de acesas discussões e polémicas, foram demolidas as 5 torres que o formavam e, em 2019, realojados os últimos moradores.

Tratou-se de um singular projeto de habitação estatal, pioneiro na sua proposta espacial de relações vicinais em altura, que acompanhou a evolução da cidade e do país. Vai ser este ano apresentado em Veneza a um público internacional, no âmbito da Representação Oficial Portuguesa da Biennale Architettura 2021. Os curadores, o atelier depA architects (Carlos Azevedo, Luís Sobral e João Crisóstomo) e o curador-adjunto Miguel Santos, seleccionaram o Aleixo para a exposição "In Conflit", num gesto que seguramente trará um novo olhar sobre a obra e o seu autor. Manuel Teles faria hoje 85 anos.
 

Nota: agradece-se à arquiteta Ana Jacinta Reis a partilha desta fotografia, captada em 23 de abril de 2019, prazo limite para saída dos últimos moradores das torres.

 

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11 de abril 2021
Manuel Graça Dias e a "rua dos Dragões"
Manuel Graça Dias, Edifício para a

Estes são desenhos que projetam um futuro que nunca chegou a acontecer. Representam formas, ensaiam ideias para o preenchimento da esquina da rua dos Dragões, em Chaves. Entre demolições e a abertura de uma nova rua, este lote urbano, em 1985, perseguia um novo significado que Manuel Graça Dias tenta alcançar com a proposta de um edifício para habitação e escritórios, com um primeiro piso comercial. Em Chaves, cidade de particular afeição para este arquiteto, podemos encontrar várias obras construídas de sua autoria, delas sobressaindo o famoso edifício Golfinho. Mas estes desenhos de um cenário suspenso no tempo, apenas pensado, projetado, têm o fascínio de nos devolver o traço e o processo criativo do seu autor, enquanto nos desafiam a contrapor ao real, "ao que é", uma imagem do que poderia ter sido.

Manuel Graça Dias nasceu a 11 de abril de 1953.

 

 

 

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6 de abril de 2021
A Arquitetura e a Cidade
Mês de Arquitetura da Maia
6 de abril a 16 de maio de 2021

A partir de hoje, 17 projetos que ajudaram a construir a cidade da Maia e o seu centro, entre os quais se destacam os de José Carlos Loureiro, estarão em exposição no Fórum da Maia. São os projetos selecionados por Sérgio Amorim e Nuno Lopes para a edição 2021 do Mês da Arquitetura da Maia. A exposição, que tem por tema "A Arquitetura e a Cidade", conta com o apoio da Fundação Marques da Silva e pode ser visitada de terça a domingo, das 10h00 às 22h00. Fica patente ao público até 16 de maio.

 

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5 de abril de 2021
Reabertura da Exposição "Mais que Arquitetura"
À sua espera!

A partir de hoje, 5 de abril, voltam a abrir-se as portas da Fundação Marques da Silva. A exposição "Mais que Arquitetura" pode ser visitada de segunda a sexta, das 14h00 às 18h00 e aos sábados, enquanto o estado de emergência assim o impuser, das 10h00 às 12h30.

 

Reveja o teaser de Paula Moura Pinheiro e venha visitar-nos. Estamos à sua espera!

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1 de abril de 2021
A Mãe de Cristo e as Santas Mulheres no Regresso do Calvário
Esquisso de Alves de Souza

Nesta quadra pascal partilhamos o Esquisso de Alves de Souza "A Mãe de Cristo e as Santas Mulheres no Regresso do Calvário". Trata-se de um trabalho em gesso, um alto relevo classificado em 6.º lugar no concurso semestral da Escola de Belas Artes de Paris. Viria por caminho de ferro para o Porto, em julho de 1910, para constar juntamente com mais três peças do autor, na 19.ª Exposição dos trabalhos escolares dos alunos da Escola Portuense de Belas Artes considerados dignos de distinção no ano letivo de 1909-1910. A peça esteve exposta com o número 185.
Hoje, tal como o painel 184, "Vítimas da Miséria", outro esquisso em gesso do mesmo autor, pertence à coleção de escultura da Fundação Marques da Silva.  Refira-se que 1910 é também o ano em que a dupla Alves de Souza e José Marques da Silva recebe a adjudicação do Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular.

Feliz Páscoa!


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30 de março de 2021
A Arquitetura e a Cidade: 17 projetos que marcaram a construção da Maia
Mês da Arquitetura da Maia #6
Fórum, 6 de abril a 16 de maio de 2021

A Arquitetura e a Cidade: 17 projetos que marcaram a construção da Maia [uma leitura da construção do centro da cidade da Maia a partir das arquiteturas e do discurso dos seus arquitetos] é o tema da 6.ª edição do Mês de Arquitetura da Maia, que se inaugura no próximo dia 6 de abril, no Fórum desta mesma cidade, obra projetada por José Carlos Loureiro.
 

Os seus curadores, os arquitetos Sérgio Amorim e Nuno Lopes, propõem "uma narrativa, entre muitas possíveis, da construção da cidade da Maia e do seu centro [...] uma visão configurada através de um conjunto de obras de arquitetura que, em si próprias, e através das relações que estabelecem com a cidade, são capazes de explicar ou, pelo menos, testemunhar, alguns dos principais processos da transformação urbana ocorrida, em particular, nos últimos sessenta anos." Trata-se de uma exposição que "pretende evidenciar o processo do “fazer arquitetura” – o imenso e extraordinário labor dos que a criam e constroem, umas vezes com maior atenção mediática, outras no silêncio do anonimato." E nela estarão expostos registos que documentam os vários projetos desenvolvidos pelo arquiteto José Carlos Loureiro para o Município da Maia.
 

Este ano com o apoio da Fundação Marques da Silva, o Mês da Arquitetura da Maia é uma iniciativa da Câmara Municipal da Maia, promovida pelo Pelouro da Cultura, sob vereação do Doutor Mário Nuno Neves.
 

Poderá ser visitada de terça a domingo, das 10h às 22h, até 16 de maio de 2021.

+ info: www.cm-maia

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29 de março de 2021
A Estação de S. Bento na televisão britânica

A Estação de S. Bento é uma das protagonistas do primeiro episódio da segunda série de Architecture the Railways Built. E foi André Tavares quem deu a conhecer o projeto a Tim Dunn, o apresentador deste programa produzido pela Brown Bob Productions para a UKTV Play. Nada como acompanhá-lo e voltar a olhar para esta obra de Marques da Silva. Há sempre algo de novo a descobrir!
 

Architecture the Railways Built (episode Wemyss Bay)

 

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27 de março de 2021
Um Teatro Azul em Dia Mundial

Falar de Teatro é também falar de Arquitetura. Quando em 1998 Manuel Graça Dias e Egas José Vieira abraçaram o desafio de pensar um Teatro para Almada tinham apenas à sua disposição um sítio anónimo à espera de um qualquer acontecimento, um rarefeito baldio incompleto. Do compromisso entre forma e função foi nascendo um edifício embrulhado em cor: o Teatro Azul. Com ele se encontrou o sentido do lugar, nele se fundiram os conceitos de modernidade, funcionalidade, dignidade e utilidade social. Um espaço significante e com significado.

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25 de março de 2021
A Sala 35; Um guarda florestal patriota; Uma bala perdida
Escritos Escolhidos #20 - Alfredo Matos Ferreira
A sala 35; fotografia de António Menéres

Escritos Escolhidos, na sua vigésima edição, traz-nos Alfredo Matos Ferreira e a memória de algumas aventuras vividas pelo grupo da mítica Sala 35: Alberto Neves, Alfredo Matos Ferreira, Álvaro Siza, António Menéres, Joaquim Sampaio, Luiz Botelho Dias e Vasco Macieira Mendes. 
 

Escritos Escolhidos #20 - Alfredo Matos Ferreira

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24 de março de 2021
Raúl Leal: Filosofia e Literatura
Seminário Aberto

Vai decorrer hoje, às 17h00, mais um seminário aberto sobre o projeto de investigação "Raul Leal: Filosofia e Literatura". Nesta sessão, a decorrer na plataforma Zoom, Luísa Malato, Filipe Cortesão, Halwaro Carvalho Freire, Luís Ramos e Renato Epifânio abordarão múltiplas facetas da obra de Raul Leal e será feito um ponto de situação do inventário do espólio de Raul Leal, integrado no acervo de Fernando Távora, na Fundação Marques da Silva.

 

+ info: Instituto de Filosofia da FLUP

 

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21 de março de 2021
Poemas Inconjuntos

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores

[...]

 

Excerto de um "Poema inconjunto", retirado do livro Poemas de Alberto Caeiro (Lisboa, Editorial Ática, 1946) que repousa sobre a poltrona de Fernando Távora. No exterior, nos jardim da Fundação, temos um prenúncio de Primavera. Hoje é também o dia da Poesia.

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19 de março de 2021
S. Torcato, a construção de um Santuário, de João Luís Marques

Em 2019, a convite da Fundação Marques da Silva, João Luís Marques apresentou a conferência S. Torcato, a construção de um Santuário: Leitura do projeto a partir do espólio de Marques da Silva, no âmbito de um ciclo organizado pela Irmandade de S. Torcato, Olhares sobre S. Torcato. A investigação então realizada veio revelar uma teia de relações, de alcance internacional, que se projetou até muito recentemente. Em 2020, o Santuário foi elevado à condição de Basílica Menor. Publica-se agora o texto onde se conta a história da sua construção.
 

Ler S. Torcato, a construção de um Santuário: Leitura do projeto a partir do espólio de Marques da Silva

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18 de março de 2021
Recordar Mário Bonito
Mário Bonito, desenho para o cenário da peça

Hoje, Mário Bonito faria 100 anos. Nasceu no Porto a 18 de março de 1921. Formou-se em arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto onde chegou a ser professor por convite de Carlos Ramos. Foi membro fundador do grupo ODAM e deixou marcas na cidade com obras inovadoras para o seu tempo, como o bloco de habitação coletiva "Ouro" (com Rui Pimentel), na rua Fernandes Tomás, o edifício da antiga Livraria Leitura, na rua de Ceuta, ou o bairro da Cooperativa "O lar familiar", no largo Maestro Miguel Ângelo e rua Carlos Dubini. O trabalho na Direção Geral de Urbanização absorveu a maior parte do seu percurso profissional, mas foi sempre um homem atento e interveniente. Escreveu e manteve, ao longo da sua vida, o interesse por várias disciplinas, entre as quais o Cinema e o Teatro. Colaborou com o Teatro Experimental do Porto, para quem projetou cenários, como a imagem documenta. Trata-se de um dos desenhos da peça A Gata Borralheira, um teatro de fantoches produzido pela secção infantil do Cine-Clube do Porto, e agradece-se a Manuel Mendes a sua partilha.

 

 

 

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15 de março de 2021
Newsletter FIMS - Março 2021

Saiu nova Newsletter da Fundação Marques da Silva a anunciar um desejado regresso da exposição Mais que Arquitectura, que ficará aberta ao público de 5 a 30 de abril. E como a Fundação não tem estado parada, também nela se dá conta de novos projetos e do que tem estado a ser feito.
 

A ler aqui

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12 de março de 2021
Manuel Graça Dias
Ana Vaz Milheiro conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que arquitetura" - #12 Media

Manuel Graça Dias, utilizando todos os meios que teve ao seu dispor, soube comunicar como ninguém o seu gosto e conhecimento da arquitetura. Através da palavra, falada e escrita, através da imagem, passando pela rádio, televisão, cinema ou literatura e imprensa, captou a atenção de um público alargado para o universo da arquitetura. Era, portanto, inevitável ser uma figura em destaque na estação dedicada aos mídia da exposição "Mais que arquitectura", para a qual foi expressamente realizado este vídeo que coloca Ana Vaz Milheiro em diálogo com Paula Moura Pinheiro. Uma homenagem a um comunicador inquieto, atento e que acreditava na inteligência do seu interlocutor.


Ver vídeo: "Mais que Arquitetura" - #12 Media

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11 de março de 2021
Luiz Botelho Dias

Em pé, ao lado de Álvaro Siza, numa fotografia possivelmente tirada por Alfredo Matos Ferreira onde também estão António Menéres e o pianista Joel Bello Soares, surge o arquiteto Luiz Botelho Dias, um dos membros do grupo formado na "sala 35" que viria a passar para o escritório da rua Duque de Terceira na década de 60, local onde foram fotografados. Ainda nessa década viria a trabalhar com Manuel Marques de Aguiar, por exemplo no Plano Parcial de Leça da Palmeira, onde intervém igualmente Ilídio Araújo.
Em 2019, no mesmo dia em que o acervo de Manuel Marques de Aguiar deu entrada na Fundação Marques da Silva, também a memória documental de Luiz Botelho Dias passou a fazer parte da instituição por decisão da sua companheira de vida, Gerda Botelho Dias.

Luiz Botelho Dias, arquiteto, nasceu a 11 de março de 1929.

 

 

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11 de março de 2021
Proceedings of the International Congress on Architectural Archive:
"Professional Experiences in a Cultural Diversity"

Está já em domínio público o livro de atas que reune os contributos de oradores e instituições presentes no Congresso sobre Arquivos de Arquitetura que teve lugar em Braga, entre 25 e 27 de setembro de 2019, "Professional Experiences in a Cultural Diversity", entre as quais a Fundação Marques da Silva. As reflexões e experiências aí partilhadas estão agora acessíveis, podendo assim promover novas leitura e debates.
 

Disponível em formato digital, o livro pode ser consultado no RepositóriUM: https://doi.org/10.21814/1822.70577

 

 

 

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8 de março de 2021
Uma imagem de 1941, um olhar de 2021
Dia Internacional da Mulher

Em 1941, em Barcelos, em torno da figura tutelar de José Marques da Silva, reúne-se um grupo de professores e alunos de arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto. Não muito distante, entre Acácio Lino e Peres Guimarães, destaca-se a figura da sua filha, Maria José Marques da Silva, também ela estudante. Hoje, um qualquer encontro de estudantes de arquitetura seria bem diferente, mas foi assim que começou.

Hoje, dia 8 de março, é Dia Internacional da Mulher.

Para identificar os retratados clique aqui

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6 de março de 2021
Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano
A Fundação Marques da Silva em destaque nas entrevistas do CIDEHUS
8 de março, 17h00

Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano, membros do Conselho Diretivo da Fundação Marques da Silva, vão ser os próximos entrevistados do ciclo Os Serviços de Informação (in)Visíveis: da organização à difusão da informação. Conduzidas por Paulo Baptista e transmitidas em direto pelo Facebook do CIDEHUS, estas entrevistas têm como objetivo contribuir para uma maior divulgação de arquivos, bibliotecas, centros de documentação e museus nacionais. No próximo dia 8 de março, às 17h00, será a vez da Fundação Marques da Silva.
 

+ info: www.cidehus.uevora.pt

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4 de março 2021
"Percurso"
Sergio Fernandez conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitectura" - #11 Escrita

A exposição Mais que Arquitetura tem uma estação dedicada ao exercício da escrita, já que este, ainda que muitas vezes em resposta a obrigações académicas ou encomendas de editores, representa um frequente campo de pesquisa e reflexão dos arquitetos, seja na perspetiva de quem os escreve, seja na de quem os lê. Aí se encontra exposto o livro de Sergio Fernandez, Percurso: Arquitectura Portuguesa 1930-1974, escrito em 1985, como parte das provas então realizadas na Escola Superior de Belas Artes do Porto para obtenção do título de Professor Agregado. Na capa, um desenho feito durante uma estadia em Tblissi, cujo orignal se encontra igualmente exposto.
 

Em conversa com Paula Moura Pinheiro, Sergio Fernandez fala deste livro, uma ressonância do seu próprio percurso, do ato da escrita enquanto forma de comunicar e divulgar arquitetura, e até de Manuel Graça Dias, a quem reconhece, na sua explosão contínua de vitalidade e imaginação, a capacidade de bem pensar a arquitetura.
 

Ver vídeo: Mais que Arquitectura - #11 Escrita

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4 de março de 2021
Manuel Marques de Aguiar é a nova entrada do Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva
Manuel Marques de Aguiar, Porto de Leixões, 1970.

O acervo de Manuel Marques de Aguiar é constituído por cerca de 4000 peças desenhadas, 10 ml de peças escritas, 5 ml de livros, 1 maqueta, um expressivo número de registos fotográficos e centenas de reproduções digitais de esquissos (desenho livre) que se estendem da década de 50, um tempo de formação, até ao final dos anos 90 do século XX, altura em que este arquiteto, urbanista, artista e homem atento e comprometido com o tempo em que viveu, conclui o seu percurso profissional.
 

Na documentação doada à Fundação Marques da Silva constam trabalhos académicos realizados na Escola de Belas Artes no Porto e em Paris, onde se diplomou como urbanista, mas sobretudo os registos do trabalho desenvolvido enquanto profissional liberal, com destaque para obras como a galeria do prédio de Gonçalo Cristóvão e do gaveto com a rua do Bonjardim (Edifícios “Figueiredo” e ”Lar Familiar”, 1957-1968), as escolas Francesa (1959) e de Montalegre (1965), ou o Mercado de Montalegre (1964). Nela se integram também valiosos apontamentos de muitos dos trabalhos realizados para os Serviços de Urbanização da Direção Geral de Ordenamento do Território ou como urbanista consultor do Município de Espinho, para o qual virá a construir uma identidade de cidade.
 

A partir de agora, também passará a ser possível consultar este acervo no Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva, o 18.º acervo de arquitetura a ser disponibilizado. Trata-se de uma nova entrada que gradualmente será ampliada com informação de pormenor e objetos digitais associados, mas onde já consta nota biográfica, lista de obras e quatro projetos discriminados: Cine-teatro de Famalicão (1955); Cooperativa "Lar Familiar", no Porto, em Gonçalo Cristovão (1957); Mercado de Montalegre (1965); e Estalagem do Vinho do Porto - Real Companhia Vinícula do Norte (1967).

Consultar: Arquivo Digital e Site

 

 

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3 de março de 2021
O catálogo digital bibliográfico da Fundação Marques da Silva continua a crescer

A Fundação Marques da Silva alberga um conjunto bibliográfico de grande relevância, em particular no domínio da arquitetura, urbanismo, arte, história e literatura. Nele constam a biblioteca que José Marques da família reuniu - acrescentada pelo casal Maria José e David Moreira da Silva -, a importantíssima biblioteca profissional e pessoal de Fernando Távora e os vários núcleos de livros e revistas que foram sendo doados a esta instituição, integrados ou não em acervos de arquitetos. A estes núcleos vieram ainda juntar-se os livros editados com a chancela da Fundação Marques da Silva e uma biblioteca corrente, fruto de ofertas, trocas e aquisições de livros que assim se encontram disponíveis para os investigadores que nos procuram. No total, falamos de mais de mais de 13.000 titulos.

Em paralelo com o tratamento arquivístico da nossa documentação, a(s) biblioteca(s) têm vindo a ser igualmente catalogadas e também aqui se tenta chegar mais longe. Neste momento, e depois de mais 130 novas entradas relativas à biblioteca pessoana de Fernando Távora disponibilizadas durante o mês de fevereiro, já podem ser digitalmente identificados cerca de 6000 títulos  referentes aos núcleos de Alcino Soutinho, António Cardoso, João Queiroz, Manuel Real, Margarida Coelho, Fernando Távora, Octávio Lixa Filgueiras e, claro, Marques da Silva/Moreira da Silva.
 

Catálogo bibliográfico digital da Fundação Marques da Silva

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1 de março de 2021
Alfredo Matos Ferreira e o desafio de organizar espaços de ensino

O Departamento de Física da Universidade de Aveiro (1989) foi o primeiro de uma série de quatro projectos desenvolvidos por Alfredo Matos Ferreira para o ensino superior. Seguir-se-iam o Departamento de Engenharia Química do ISEP (1990), a ESMAE (1991) e os Departamentos de Engenharia Civil e Geotecnia (1992), para o Politécnico do Porto. O tema da organização destes espaços era complexo e foi assumido como um desafio, "devido à grande diversidade de matérias leccionadas, com imposições espaciais de segurança e infra-estruturas muito diversas (...)", às quais acrescia a "impossibilidade de controlo dado o factor tempo e a crescente velocidade a que a pesquisa científica se processa e a sua natural imprevisibilidade." Foram oportunidades de experimentação para o estabelecimento de sistemas contrutivos e de circulação eficazes, compatíveis com uma distribuição de espaços interiores adequada às especificidades pedagógicas de cada um destes edifícios e a proposição de volumetrias desenvolvidas em consciente e otimizada ligação com a sua envolvente.

Alfredo Matos Ferreira, nasceu a 1 de março de 1928. Chegou a ponderar seguir uma carreira na Química, mas "outros ventos levaram[-no] a optar por uma área diferente mas igualmente apaixonante - a Arquitectura."*

 

Imagem: Alfredo Matos Ferreira, UA - Departamento de Física, implantação plantas, alçado, corte, deseho de estudo; vegetal, tina da china, esferográfica azul, lápis.
* Cf. Alfredo Matos Ferreira, Memória, Porto, FIMS e Ed. Afrontamento, 2017.

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25 de fevereiro de 2021
História da Arquitetura Portuguesa:
Alexandre Alves Costa conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #10 Ensino

Neste depoimento, expressamente recolhido para a exposição Mais que Arquitetura, Alexandre Alves Costa fala sobre a sua experiência de Professor, em particular da forma como foi moldando a sua forma de ensinar História da Arquitetura Portuguesa. Em resposta a Paula Moura Pinheiro, conta-nos a circunstância que o fez confrontar-se com esta disciplina ou a influência de Fernando Távora, como, viajando pelo país, percorrendo-o de lés a lés, foi construindo o seu discurso, entre a linearidade do tempo histórico e a análise crítica, sempre tendo em vista a necessidade de esta base de conhecimento se tornar um instrumento crítico da Arquitetura.
 

Ver vídeo: História da Arquitetura Portuguesa - #10 Ensino

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23 de fevereiro de 2021
Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias
"Escritos Escolhidos" #18 e #19

Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias ou quando a imagem ao espelho nos devolve o olhar do outro. Nestes Escritos Escolhidos, em "Das dificuldades do Belo indizível", Graça Dias fala do percurso e obra de Raúl Hestnes e este contrapõe com "Manuel Graça Dias" e uma questão, "devemos amar tanto tudo o que nos rodeia?". Corria o ano de 1995.
 

Estão no ar os podcast #18 - Manuel Graça Dias e #19 - Raúl Hestnes Ferreira

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19 de fevereiro de 2021
Alfredo Matos Ferreira e a Quinta de Joanamigo
"Mais que Arquitetura" - #9 Em casa

A abertura do vale, a existência de uma nascente de água, as ruínas de um cardenho e a eira adjacente, num terreno que oferecia uma panorâmica única sobre o rio Douro, em Barca de Alva, impressionaram Alfredo Matos Ferreira quando, aos 20 anos, visitou a Quinta de Joanamigo. Estava prestes a tornar-se coisa sua.

O primeiro projeto, em 50, riscado por um ainda jovem estudante de arquitetura com ânsias modernistas, mas para quem o Inquérito era matéria de vida, foi ditado pela necessidade de erguer uma casa destinada a habitação permanente de um caseiro. Acompanhou a sua construção no sítio. Anos mais tarde, seria preciso construir novas instalações agrícolas, ajustadas a novos cultivos, e modificar e ampliar gradualmente a casa, para acolher a sua própria família, sempre em claro diálogo com a paisagem que a cerca.

Neste vídeo temos o testemunho dado pelo próprio Alfredo Matos Ferreira, ritmado pela vivacidade de quem está tão intimamente ligado ao lugar. Foi recolhido em 2012, em conversa com Sergio Fernandez, Madalena Pinto da Silva, José Miguel Rodrigues e Luís Urbano, tendo  sido agora recuperado para fazer parte da estação "Em Casa" da exposição Mais que Arquitetura, onde se encontram expostos outros registos da Quinta de Joanamigo.
 

Ver vídeo: Quinta de Joanamigo, Alfredo Matos Ferreira - #9 Em Casa

 

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18 de fevereiro de 2021
Quando Raúl Hestnes Ferreira, Alfredo Matos Ferreira e Manuel Graça Dias imaginaram a Opéra Bastille
1. Raúl Hestnes Ferreira; 2. Alfredo Matos Ferreira; 3. Manuel Graça Dias

Em 1981, François Mitterrand aprovou o plano de construção de uma grande Ópera, "moderna e popular", a situar na simbólica praça da Bastille. Em janeiro de 1983 foi aberto um concurso internacional com base num ambicioso programa que obteve 1650 candidaturas, entre as quais as de 6 equipas de arquitetos portugueses, onde se inserem os nomes de Alfredo Matos Ferreira, Raúl Hestnes Ferreira e Manuel Graça Dias, cujos acervos foram doados à Fundação Marques da Silva. A partir desta documentação, Alexandra Saraiva desenvolveu uma investigação cujos resultados serão divulgados numa comunicação a proferir no âmbito do Colóquio Grands Projets: Urban legacies of the late XX century, organizado pelo ISCTE, a decorrer de 17 a 19 de fevereiro.
 

Deste concurso saiu vencedor Carlos Ott. O edifício foi inaugurado a 13 de julho de 1989, no quadro das celebrações do bicentenário da Revolução Francesa.

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17 de fevereiro de 2021
A. Machado, um enigma a desvendar
#up200e40_1 : os 241 anos da primeira aula de Debuxo e Desenho
A. Machado, copia de Souza Pinto, s.d.

Na Fundação Marques da Silva existem 18 desenhos de figura humana traçados a carvão sobre papel, assinados por um enigmático A. Machado. Dele sabemos apenas que, tal como José Marques da Silva, frequentava as Beaux-Arts, tendo sido aluno de Bonnat, de Laurens, de Constant. Sabemos também que, ambos longe do seu país, se apoiaram mutuamente em momentos de alguma dificuldade, mas pouco mais nos chega deste autor de quem hoje se publica o desenho copiado de um Souza Pinto, não datado, ainda que nos revele ser para o 3.ª anno. Desenhos que reforçam a cumplicidade que se ia estabelecendo entre os artistas portugueses formados na Academia portuense e que viam na capital francesa o desejado destino de crescimento artístico.
 

Com esta nota, a Fundação Marques da Silva associa-se à iniciativa promovida pela Faculdade de Arqutetura da Universidade do Porto, de celebrar a passagem de 241 anos sobre a primeira aula de Debuxo e Desenho.
 

+ info: faup.up.pt

 

 

 

 

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16 de fevereiro de 2021
Porque hoje é Carnaval!
Alunos do Atelier Laloux, Paris, [1892]

Em dia de Carnaval, propomos uma viagem a Paris doutrora. Corria, muito provavelmente, o ano de 1892. O desafio é encontrar José Marques da Silva neste grupo de mascarados do Atelier Laloux.

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12 de fevereiro de 2021
A Vill´Alcina de Sergio Fernandez
"Mais que Arquitetura" - #8 Em casa

Situada em Caminha, num lugar de veraneio, a Vill´Alcina foi pensada para ser uma casa de férias. Nasceu de acasos - felizes - e Sergio Fernandez, o arquiteto que a projetou, não nega algumas das influências que ditaram a forma - duplicada - que acabou por adotar. Mas o seu procurado apagamento na paisagem, em resposta a um programa especial, reflete uma engenhosa e bem conseguida experiência de ajustamento à realidade.

Este depoimento, recolhido em 2011 por Luís Urbano e onde Sergio Fernandez abre as portas desta casa e partilha as memórias do tempo que a viu nascer, faz parte da estação "Em Casa" da exposição Mais que arquitetura.
 

Ver vídeo: A Vill´Alcina de Sergio Fernandez - #8 Em Casa

 

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11 de fevereiro de 2021
Há um novo livro de Giorgio Grassi a caminho
© Giorgio Grassi, Desenho de estudo para o projecto de restauro e reabilitação do Castelo de Abbiategrasso, 1970

Este será o ano de publicação de mais um livro da coleção Giorgio Grassi, opera omnia sic, um projeto nascido para apresentar em português a totalidade da obra escrita deste autor. Trata-se de Uma Vida de Arquitecto, uma crónica que relata o ponto de vista pessoal do autor sobre o seu percurso e o seu tempo. O novo título é uno no conjunto das três partes que o compõem:  um ensaio sobre o ofício de viver de um arquitecto, os Projectos e um Álbum de Amigos.

Uma Vida de Arquiteto seguir-se-á assim a Leon Battista Alberti e a arquitectura romana (2015) e Escritos Escolhidos (2018). Giorgio Grassi, opera omnia sic é um projeto editorial desenvolvido conjuntamente pela Fundação Marques da Silva e as Edições Afrontamento, cientificamente coordenado por José Miguel Rodrigues, que assina a autoria da tradução, notas e respetivos prefácios.

 

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8 de fevereiro de 2021
Bartolomeu Costa Cabral, uma maneira própria de fazer arquitetura
Bartolomeu Costa Cabral, Casa na Travessa da Rua da Oliveira (Lisboa), [2002]

"Eu gosto um bocadinho de tudo quanto fiz, tive essa sorte." A frase pertence a Bartolomeu Costa Cabral e muitos foram os projetos que ele fez. Uma longa carreira de mais de sessenta anos de prática ininterrupta. Em dia de aniversário lembramos os primeiros projetos, a casa para o pai de João Almeida, em Colares, iniciada em 48, ainda estudante do 2.º ano da EBAL; em 1953, o Bloco das Águas Livres, em colaboração com Nuno Teotónio Pereira, o primeiro grande projeto de habitação coletiva, obra ímpar na aplicação dos cânones modernos; e em 59, a Escola do Castelo, o primeiro projeto produzido como autor único. Mas também os que o próprio destaca: "[...] todas as Universidades que fiz: Covilhã, Guimarães, Bragança. Gosto do trabalho do Bairro, é completamente diferente. Gosto da casa de taipa, que é assim muito especial. E gosto das três moradias. Travessa da Oliveira, Ribeiro Sanches e as Amoreiras. Gosto da Galeria 111, gosto do trabalho do Teatro Taborda."*
Parabéns, Senhor Arquiteto!

 

* citações in Mariana Couto, Bartolomeu Costa Cabral, Arquiteto na Continuidade, Tese de Doutoramento, FLUC, 2019, vol. II, p. 48.

Nota à imagem: Bartolomeu Costa Cabral, Maqueta da Casa na Travessa da Oliveira (Lisboa), [2002].

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5 de fevereiro de 2021
A Casa de Albarraque, por Raúl Hestnes Ferreira
"Mais que Arquitetura" - #7 Em casa

A Casa de Albarraque, projetada em 1960 por Raúl Hestnes Ferreira para o seu pai, o escritor José Gomes Ferreira, em terreno há largos anos pertencentes à família, assume um lugar de destaque no conjunto da obra deste arquiteto, mas também e sobretudo no contexto da arquitetura portuguesa de então. Projeto marcado pelo "tempo escandinavo", tornou-se um claro exemplo da procura de novas fontes de inspiração e de novos modelos operativos por parte de uma geração de novos aspirantes a arquitetos.
 

Neste vídeo, registado em 2013 por Manuel Graça Dias e Luís Urbano, é o próprio autor a revelar as circunstâncias que moldaram este seu trabalho: o empenho de Rosalía Abecassis Vargas, a quem se deve o arvoredo que agora envolve e proteje a casa, criada em sítio ermo e ventoso (condição que, na altura, ditou a sua orientação); a vontade de construir um espaço de habitação em sintonia com o modo de estar de quem o ia habitar, variado, com todas as funcionalidades necessárias, mas com carácter, ainda que contido, como contido era o orçamento; sem esquecer o criterioso tratamento da planta e dos materiais utilizados na sua construção.
 

A Casa de Albarraque foi pensada para o seu pai. Fosse outro o cliente, outra seria a casa.
 

Este registo acompanha a apresentação deste projeto na estação "Em Casa" da exposição "Mais que Arquitetura".

Ver vídeo: A Casa de Albarraque por Raúl Hestnes Ferreira, #7 - Em casa

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2 de fevereiro de 2021
Alexandre Alves Costa, em dia de aniversário
Alexandre Alves Costa, Autorretrato, 1956

Quando Alexandre Alves Costa assim se representa, a traço grosso, de olhar austero e desafiador num rosto parcialmente ensombrado, era um jovem de apenas 17 anos. Seguir-se-ia a formação na Escola de Belas Artes do Porto, o estágio com Nuno Portas, no LNEC, o início da profissão de arquiteto, a partir da década de 70. Mas também uma vida marcada pelo ativismo cívico e político, pelas aulas de Projeto e História da Arquitectura Portuguesa, inesquecíveis para tantas gerações de jovens estudantes de arquitetura, pela criação, com Sergio Fernandez, do Atelier 15, pela participação em incontáveis iniciativas de divulgação de Arquitetura da mais diversa natureza. E o prazer ou a compulsão da escrita. Em 2020 tomou a decisão de doar o seu acervo profissional, juntamente com Sergio Fernandez, à Fundação Marques da Silva. Tem três filhas, uma delas também arquiteta. Hoje, é dia de aniversário, data que assinalamos com a partilha deste autorretrato. Parabéns, Senhor Arquiteto!

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1 de fevereiro de 2021
Em Dia Mundial da Leitura em Voz Alta

A Fundação Marques da Silva junta-se às comemorações do Dia Mundial da Leitura em Voz Alta com uma sugestão: Escritos Escolhidos, o podcast lançado em abril passado onde através da leitura em alta voz se dá vida à palavra escrita de arquitetos. Várias vozes, vários tempos, outras tantas viagens. E são já 17 as edições disponíveis, que pode ouvir aqui

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29 de janeiro de 2021
José Carlos Loureiro
"Mais que Arquitetura" - #6 Em casa

Uma casa que nasce de um desejo e de uma afirmação de princípios. Assim é a casa modernista que José Carlos Loureiro para si projetou há já 70 anos e onde, desde então, vive. A sua história é-nos contada na primeira pessoa, num testemunho recolhido em 2015, no âmbito da homenagem organizada pela Fundação Marques da Silva e pela FAUP, e comissariada por Alexandre Alves Costa, para assinalar o 90.º aniversário deste arquiteto que não hesita em reconhecer as circunstâncias felizes que o rodearam e o apoio incondicional do seu mestre, Carlos Ramos.
 

O vídeo, onde se edita parte da entrevista conduzida por Alexandre Alves Costa e Luís Urbano, integra a estação "Em Casa" da exposição Mais que Arquitetura, o espaço onde se apresentam exemplos de casas que podem ser consideradas exemplares da forma como os seus autores, clientes de si mesmos, pensam e fazem arquitetura.

 

Ver Vídeo: José Carlos Loureiro, #6 -  Em casa

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28 de janeiro de 2021
David Moreira da Silva, lá fora
David Moreira da Silva, Un Musée pour une collection particulier, ENSBA, s.d.P

Em 1931, David Moreira da Silva parte para Paris, concluída a frequência do curso especial de Arquitetura Civil da Escola de Belas Artes do Porto (1924-1929) e um estágio no atelier de José Marques da Silva, de quem viria mais tarde a tornar-se genro ao contrair matrimónio com Maria José Marques da Silva. Regressaria ao Porto, em 1939, com o estatuto de arquiteto diplomado pelo governo francês e o grau de urbanista. Durante esse período de intensa formação tinha frequentado o atelier Laloux-Lemaresquier, a École des Beaux-Arts de Paris, o Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris e viajaria para conhecer a arquitetura de outros lugares, de outros países.
 

Na Fundação Marques da Silva, instituição criada a partir do seu legado conjunto com Maria José à Universidade do Porto, são muitos os registos que documentam este período da sua vida: trabalhos académicos e apontamentos de aulas que transportam o nome de alguns dos seus professores (caso de Lemaresquier, Louis Hautecoeur, Henri Prost ou Jacques Gréber) fotografias, distinções ou postais dirigidos àquele que sempre considerará seu amigo e mestre, Marques da Silva. Para trabalho final na ENSBAP desenvolveu o tema La séction d´architecture d´une cité universitaire, tendo recebido uma medalha do comité do Melhor Diploma, a 5 de julho de 1939. O grau de urbanista foi atribuído após a defesa da tese Les villes qui meurent sans se dépeupler, disponível em versão digital e com nota introdutória de André Tavares.
 

David Moreira da Silva nasceu a 28 de janeiro de 1909, em Moreira da Maia. 
 

Nota sobre a imagem: Desenho académico para a ENSBAP, Un Musée pour une collection particulier, fachada principal e planta, aguada a tinta da china, s.d. Este desenho encontra-se exposto na estação "Lá fora" da exposição Mais que Arquitetura.

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22 de janeiro de 2021
A escola da costa do castelo
Bartolomeu Costa Cabral conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #5 Na cidade

Qual o poder de uma boa organização do espaço? Bartolomeu Costa Cabral, em conversa com Paula Moura Pinheiro, conta-nos a história que está por detrás da Escola do Castelo, em Lisboa, um projeto exemplar na sua adequação ao lugar e à função que dele se esperava poder vir a cumprir. Foi, aliás, o primeiro projeto desenvolvido a solo, iniciado em 1959, e que não hesitou em defender quando, já construído, sobre ele pairava a ameaça de abandono.
 

A Escola do Castelo é também um dos projetos selecionados para a estação "Na Cidade" da exposição Mais que Arquitetura. No percurso expositivo traçado, este é o espaço destinado a apresentar exemplos da importância simbólica que os edifícios podem adquirir na vida das cidades. Por outras palavras, projetos que nos mostram o poder transformador da Arquitetura.
 

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21 de janeiro de 2021
Newsletter janeiro 2021: "Em Suspensão"
Desenhos de Alvaro Siza e de Manuel Marques de Aguiar

É em estado de "suspensão", mas numa vontade de movimento, que hoje publicamos a primeira newsletter de 2021.

 

Aqui: newsletter janeiro 2021

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19 de janeiro de 2021
Os arquivos de arquitetos em Portugal: da organização à difusão da informação
Simpósio online | 21 de janeiro | 17h00-18h30

No próximo dia 21 de janeiro de 2021, entre as 17h e as 18h30, irá-se realizar o simpósio Os Arquivos de Arquitetos em Portugal: da organização à difusão da informação, promovido pelo Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora (CIDEHUS) sob a coordenação científica e moderação do investigador Paulo Batista e comentários do investigador Ricardo Agarez.

Em representação da Fundação Marques da Silva, participarão Armando Malheiro da Silva e Luís Urbano, membros do respetivo Conselho Diretivo. No seu conjunto, esta iniciativa, com transmissão dirteta através do facebook do CIDEHU, vai congregar o contributo de sete instituições portuguesas.

 

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18 de janeiro de 2021
Em "casa", mas sem deixar de trabalhar
A Fundação Marques da Silva, em cumprimento das medidas implementadas para conter a pandemia, encerrou no passado dia 15 de janeiro a exposição Siza - Inédito e Desconhecido e suspendeu temporarimente a abertura ao público da exposição Mais que Arquitetura.
 
Mas, dentro de portas, estamos a trabalhar para poder continuar, de forma segura, a disponibilizar conteúdos a investigadores, a partilhar informação com todos os que nos seguem, a garantir o funcionamento da nossa loja online e a preparar novos projetos que em breve se darão a conhecer. Continue a acompanhar-nos!

 

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16 de janeiro de 2021
Bernardo Ferrão: um acervo a conhecer

Bernardo Ferrão (1913-1982), irmão de Fernando Távora, engenheiro de formação e profissão, dedicou grande parte da sua vida ao estudo de mobiliário e cerâmica portuguesas, em particular das artes decorativas luso-orientais em Portugal, área onde veio a tornar-se um reconhecido colecionador e divulgador.

Em 2017, a Associação Círculo Dr. José de Figueiredo – Amigos do MNSR recebeu, em doação, o acervo documental do Eng.º Bernardo Ferrão. Concluído o trabalho de tratamento arquivístico deste importante conjunto de documentos, está agora a ser preparada a sua apresentação na plataforma digital da Universidade do Porto, em concordância com os parâmetros definidos para o Arquivo Digital da Fundação Marques da Silva, instituição que passará a assegurar a sua gestão após disponibilização total do acervo para consulta pública.

Na imagem que acompanha esta notícia, reproduz-se parte de um documento pertencente a este acervo. Trata-se de um esquema por si traçado para obter, em 1968, as medidas exatas de um “Bom-Pastor” pertencente ao Castelo de Xavier, em Navarra.
 

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15 de janeiro 2021
O figurado de Barcelos
Alexandre Alves Costa conversa com Paula Moura Pinheiro
"Mais que Arquitetura" - #4 Coleções

Retoma-se hoje a publicação semanal de vídeos que nos levam a percorrer as diferentes estações da exposição "Mais que Arquitetura". Dos muitos domínios e temas que despertaram uma vontade de colecionar, tão presente e transversal a grande parte dos arquitetos aqui representados, destaca-se, nesta conversa entre Alexandre Alves Costa e Paula Moura Pinheiro, o fascínio exercido pelo figurado de Barcelos. E assim ficamos a conhecer as razões que estiveram na base da sua coleção e, em particular, da sua admiração pelas peças de Rosa Ramalho.
 

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